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      <title>Literatura Portuguesa 11ºano  by daniela lopes</title>
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      <pubDate>2019-09-19 08:02:40 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia Almeida Garrett</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>João Baptista da Silva Leitão, mais tarde Almeida Garrett, nasceu no Porto em 1799, numa casa da velha zona ribeirinha do Porto, e morreu em 1854, na capital.<br>Cresceu no seio de uma família burguesa com tradição comercial e proprietária de terras em Gaia e nas ilhas açorianas, e recebe desde criança uma sólida formação moral, cívica, religiosa e escolar.<br><br></div><div>Em 1809, por altura das invasões francesas, a família de João Baptista parte para os Açores e refugia-se na ilha Terceira. A sua infância foi passada no Douro e o mundo fantástico de histórias e lendas populares contadas pelas criadas Brígida e Rosa de Lima,  Garrett, então com dez anos, iniciou a aprendizagem do latim, do grego, da retórica e da filosofia, sob orientação do tio paterno D. Frei Alexandre, bispo de Angra.<br>O talento de Garrett não passa despercebido ao tio, que logo lhe imagina um futuro promissor na carreira eclesiástica. Mas Garrett recusa prosseguir os votos, preferindo ingressar na Universidade de Coimbra para cursar Direito, em 1816. Porém, apesar de se ter formado advogado, foi à literatura e à política que acabou por se dedicar.<br>Na literatura é tido como o introdutor do Romantismo português, movimento artístico e literário já dominante na Europa, e na política foi um adepto entusiasta do Liberalismo que, no século XIX, transforma radicalmente a sociedade portuguesa.<br>Almeida Garrett fundou os alicerces do romance moderno português, em que sobressaem as formas populares de expressão, a criação de diálogos virtuais com o leitor, a exaltação da liberdade e do nacionalismo e a denúncia dos problemas sociais.<br>Na intervenção política, lutou ao lado de D. Pedro contra os absolutistas e ocupou depois vários cargos políticos. Foi deputado, ministro e diplomata e agitou o parlamento com discursos sobre a liberdade de imprensa, tendo colaborado, inclusive, com vários jornais e revistas, onde divulgava as suas posições relativamente à reforma político-social e cultural do país.<br>Para a história ficaram as suas obras e a memória de<strong> </strong><a href="https://jpn.up.pt/2005/01/15/o-escritor-de-portugal/">um dos grandes escritores portugueses </a>de todos os tempos.<mark><br></mark><br>Adaptado de :<a href="https://jpn.up.pt/2005/01/13/almeida-garrett-uma-breve-biografia/">https://jpn.up.pt/2005/01/13/almeida-garrett-uma-breve-biografia/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-19 08:09:31 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo </title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Romantismo </strong>foi um movimento artístico que surgiu na Europa no século XVIII e durou até meados do século XIX. Ele influenciou a literatura, a pintura, a música e a arquitectura.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-19 08:17:19 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo na Europa</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>-&gt; Declínio do mercantilismo <br>-&gt;Ascensão da Burguesia <br>-&gt;Revolução Francesa <br>-&gt;Declaração dos direitos do homem e do cidadão<br>-&gt;Implantação definitiva do capitalismo <br>-&gt;Liberalismo Filosófico <br>-&gt;Democratização da vida política <br>-&gt;Novo público leitor<br>-&gt;Criação de escolas e desenvolvimento da imprensa<br>-&gt;Difusão ampla da música e da pintura<br>-&gt;Pintura:liberdade de criação e individualismo romântico<br>-&gt;Música :abandono das regras clássicas <br>-&gt;Leitura : estilo rico ,diversificado , e muitas vezes contraditório e subjetivo <br>Adaptado de <a href="https://pt.slideshare.net/01059814/romantismo-na-europa">https://pt.slideshare.net/01059814/romantismo-na-europa</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-19 08:19:57 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo em Portugal</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>Romântico deriva da palavra francesa <em>romaunt</em>, designação que era dada aos romances medievais de aventuras, de modo que inicialmente designava as expressões artísticas que contivessem aspectos da cavalaria e da Idade Média.<br><strong>Contexto Histórico</strong></div><div>O momento histórico vivido em cada país altera as características do Romantismo, que teve início na Alemanha, na Inglaterra e na França.<br>Em Portugal, o Romantismo surge no <strong>século XIX</strong>. Temendo a invasão francesa, em decorrência do Bloqueio Continental, em 1808 a corte portuguesa havia se transferido para o Brasil dando início a um trabalho de reestruturação do país, o que começou a propiciar a independência dessa sua colônia, que ocorreu finalmente em 1822.<br>O início do Romantismo foi marcado a partir de 1836.<br><strong>Principais Características:<br></strong><br></div><div><strong>Libertação Estilística</strong><br>O Romantismo é oposição ao Classicismo dada a liberdade da criação existente nesse novo estilo que dispensa as regras exaltadas pelos clássicos e, inclusive, faz uso de uma linguagem muito próxima à coloquial.<br><strong>Subjetivismo</strong><br>Valorização de opiniões e expressão de pensamento de acordo com as percepções individuais em detrimento da objetividade.<br><strong>Sentimentalismo</strong><br>Exaltação dos sentimentos, em detrimento do racionalismo. Há uma forte expressão de tristeza, melancolia e saudade.<br><strong>Idealização</strong><br>Visão ideal das coisas, que não são vistas de forma verdadeira, mas idealizadas, perfeitas.<br><strong>Nacionalismo ou Patriotismo</strong><br>Como uma forma de recuperar o orgulho português e os seus valores, a pátria é exaltada, destacando-se apenas suas qualidades.<br><strong>Culto ao Fantástico</strong><br>Forte tendência para a fantasia, para os sonhos, em detrimento à razão.<br><strong>Culto à Natureza</strong><br>Forte tendência para expressar sentimentos situando-os em ambientes naturais.<br><strong>Saudosismo</strong><br>Necessidade de refugiar-se no passado, com forte expressão de melancolia e saudade.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-19 08:19:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Principais obras de Almeida Garrett:</strong></div><div> - <em>Camões </em>(1825)</div><div> - <em>Dona Branca</em> (1826)</div><div> - <em>Adozinda </em>(1828)</div><div> - <em>Catão </em>(1828)</div><div> - <em>Um auto de Gil Vicente</em> (1838)</div><div> - <em>Romanceiro </em>(1843)</div><div> - <em>Cancioneiro Geral</em> (1843)</div><div> - <em>Frei Luis de Sousa</em> (1844)</div><div> - <em>Flores sem Frut</em>o (1844)</div><div> - <em>D’o Arco de Santana</em> (1845)</div><div> - <em>Falar verdade e mentir</em> (1845)</div><div> - <em>Viagens na minha terra</em> (1846)</div><div> - <em>Folhas Caídas</em> (1853)<br><a href="https://www.suapesquisa.com/biografias/almeida_garrett.htm">https://www.suapesquisa.com/biografias/almeida_garrett.htm</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:39:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Primeira geração romântica portuguesa</strong><br><br>- Sobrevivência de características neoclássicas;<br>- Nacionalismo;<br>- Historicismo, medievalismo.<br><strong>Principais autores:<br>- Almeida Garrett</strong><br>Obras:<br>Poesia: Camões (1825); Dona Branca (1826); Lírica de João Mínimo (1829); Flores sem fruto (1845); Folhas caídas (1853).<br>Prosa: Viagens na minha terra (1843-1845); O Arco de Santana (1845-50).<br>Teatro: Catão (1822); Mérope (1841); Um Auto de Gil Vicente (1842); O alfageme de Santarém (1842); Frei Luís de Sousa (1844); D. Filipa de Vilhena (1846).<br><strong>- Alexandre Herculano</strong><br>Obras:<br>Polémicas e ensaios: A voz do profeta (1836); Eu e o clero (1850); A ciência arábico-académica (1851); Estudos sobre o casamento civil (1866); Opúsculos (10 volumes, 1873 – 1908).<br>Historiografia: História de Portugal (1846-1853); História da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal (1854-1859).<br>Poesia: A harpa do crente (1838).<br>Prosa de ficção: Eurico, o presbítero (1844); O monge de Cister (1848); Lendas e narrativas (1851); O bobo 1878 publ. póst.).<br><strong>- António Feliciano de Castilho</strong><br><strong>* Segunda geração romântica portuguesa</strong><br>- Mal do século;<br>- Excessos do subjetivismo e do emocionalismo românticos;<br>- Irracionalismo;<br>- Escapismo, fantasia;<br>- Pessimismo.<br><strong>- Camilo Castelo Branco</strong><br>Obras: Carlota Ângela (1858); Amor de perdição (1862); Coração, cabeça e estômago (1862); Amor de salvação (1864); A queda dum anjo (1866); A doida do Candal (1867); Novelas do Minho (1875-77); Eusébio Macário (1879); A corja (1880); A brasileira de Prazins (1882).<br><strong>- Soares Passos</strong><br><strong>* Terceira geração romântica portuguesa</strong><br>- Diluição das características românticas;<br>- Pré-realismo.<br><strong>Principais autores:</strong><br><strong>- João de Deus</strong><br><strong>- Júlio Diniz.</strong><br>Obras:<br>Romance: As pupilas do senhor reitor (1867); Uma família inglesa (1868); A morgadinha dos canaviais (1868); Os fidalgos da casa mourisca (1871).<br>Conto: Serões da província (1870).<br>Poesia: Poesias (1873)<br>Teatro: Teatro inédito (3 vol. – 1946-47)</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:42:35 UTC</pubDate>
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         <title>Arte clássica do Romantismo</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/389890828</link>
         <description><![CDATA[<div>Os românticos se caracterizam por estar em oposição à arte neoclássica. Eles queriam se libertar das regras e valorizar o estilo do artista na obra. Ela se caracteriza por aderir os sentimentos, a imaginação, o nacionalismo e a natureza, através das paisagens.<br><strong>Principais Características</strong></div><div>Dentre as principais características do romantismo na arte podemos destacar a valorização da imaginação e dos sentimentos bem como o sentimento de nacionalismo (bastante compreensível dado o momento histórico). Também eram valorizadas a natureza e os princípios de criação da arte. Os sentimentos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade tão importantes na Revolução Francesa estavam presentes na arte.</div><div><strong>Romantismo na Arquitetura e Escultura</strong></div><div>No que diz respeito à influência do estilo na arquitetura e escultura não há nada de muito marcante. O que pode ser observado de maneira geral é que a tendência artística que dominou foi o neoclassicismo nesses segmentos. Houve ainda um flerte com o estilo gótico muito comum na época medieval que deu origem ao neogótico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:47:25 UTC</pubDate>
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         <title>Análise de “Caminhante Sobre o Mar de Névoa” de Caspar David Friedrich</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>A pintura encarna a essência dos princípios da estética romântica de paisagem, mostrando uma figura solitária confrontando a natureza em reverência. Em primeiro plano vemos a silhueta escura de um promontório rochoso, onde um viajante olha sobre denso nevoeiro e pináculo de rocha do vale, para as montanhas e picos distantes. O trecho cênico é dominado pelo espaço profundo de uma vista, levando-nos a querer saber o que está além.</div><div>Os personagens de Friedrich que habitualmente estão de costas, para olhar o horizonte com muita atenção, são provavelmente autoretratos do artista. Seu andarilho, vestido com sobretudo e segurando um cajado, subiu para um pico rochoso acima das névoas. O espectador olha com os olhos dele, o ângulo de visão alinhado ao seu nível, no espaço da imagem. </div><div>"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros, de fora para dentro".</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:55:24 UTC</pubDate>
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         <title>Caspar David Friedrich</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/389894713</link>
         <description><![CDATA[<div>Caspar David Friedrich nasceu no dia cinco do mês de setembro do ano de 1774 e faleceu no dia sete do mês de maio do ano de 1840. Pintor romancista foi considerado um dos mais importantes entre os artistas alemães daquela época. Ficou conhecido por suas paisagens lindíssimas e contemplativas.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ec/Caspar_David_Friedrich_009.jpg" />
         <pubDate>2019-09-26 07:59:38 UTC</pubDate>
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         <title>A estrutura dramática e ideológica de Um Auto de Gil Vicente</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/392879734</link>
         <description><![CDATA[<div>O auto de Gil Vicente representado na corte de D.Manuel por ocasião do casamento de D.Beatriz com o duque de Sabóia surge , portanto, como o centro estruturador da acção , á volta do qual e através do qual se constrói a intriga dos amores de Bernardim e da infanta , cimento aglutinador dos vários conflitos que compõem a ação.<br><br></div><div>O objectivo de Garrett foi reaproximá-lo da vida , povoá-lo de factos reais (historicamente falando)e de pessoas reais , dotadas de sentimentos comuns , como o amor, a paixão , o ciúme , a suspeita , orgulho. Porém, a significação das personagens processa-se ainda a outro nível: o da simbologia. Começando pelo próprio Gil Vicente, criador do teatro português e como tal evocado na peça: “homem do povo ,cobiçoso de fama e glória, todo na sua arte, querendo tudo por ela e persuadido que ela merecia tudo ,viveu independente  no meio da dependia , livre na escravidão da corte”.<br><br></div><div>Segundo os românticos , está ainda próxima da natureza : o povo. Bernardim Ribeiro: o homem da corte , nobre e cavalheiro ; desajustado da mesma corte, isola-se nas brenhas de Sintra, refugia-se na natureza selvagem, transportando consigo um conflito tipicamente romântico, procurando consolo no isolamento da natureza selvagem e preservação daquela pureza inicial.<br><br></div><div>De igual modo, Garrett, o autor da obra,  é demiurgo, poeta, e politicamente comprometido numa dialética de equilíbrio de poder entre a corte (isto é, a natureza representada pelo poder real absolutista) e o povo (detentor as energias puras da própria natureza).<br><br></div><div>A figura de D. Manuel participa de certo modo desta ambivalência simbólica. É, por inerência do seu estatuto real, o centro da corte, o polo em redor do qual gira toda a artificialidade social e na qual se inserem e justificam quer o jogo de suspeitas dos embaixadores de Sabóia, quer a necessidade de afirmação patriótica de Pêro Sáfio. No entanto, os seus atributos pessoais (gosto pela natureza, bondade de pai, tolerância como governante, rejeição da inquisição, protecção às artes e à ciência, personificados por Gil Vicente, Bernadim Ribeiro, Garcia de Resende) colocam-no acima dessa mesma artificialidade e hipocrisia.<br><br></div><div>Adaptado do Manual Viagens, literatura 11º ano,  da autoria de Elsa Cardoso e Pedro Silva <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-03 08:30:15 UTC</pubDate>
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         <title>Um Auto de Gil Vicente</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/398879147</link>
         <description><![CDATA[<div>A peça é dividida em três atos, sendo que cada um se desenrola num espaço diferente. O primeiro passa-se em Sintra onde Pero Çafio, um dos frequentes atores das peças de Gil Vicente, ensaia a sua participação nas <em>Cortes de Júpiter</em>. É então que surge Bernardim Ribeiro a quem Çafio confidencia que durante a representação, uma moura de nome Taes, envergando uma máscara, entregaria um anel a D. Beatriz. Bernardim, apaixonado por D. Beatriz, arquiteta o plano de assumir a personagem de Taes para se poder aproximar da Infanta. No mesmo ato, contracenam Paula Vicente e Dona Beatriz, confessando esta última o grande amor que nutre pelo poeta de <em>Menina e Moça</em>. No segundo ato, desenrolado nos Paços da Ribeira, assistem-se aos preparativos da representação: Gil Vicente e Paula Vicente não gostam do ensaio de Joana do Taco, destacada para interpretar Taes. Bernardim aparece disfarçado e pede para falar com Gil Vicente, pedindo-lhe o papel da moura. Mediante a interferência de Paula, Gil acede. Inicia-se a apresentação da peça com a presença de D. Manuel I e dos altos dignatários da Corte, entre os quais Garcia de Resende. Quando Bernardim entra em cena, modifica as falas da moura, conferindo-lhes um grande lirismo. O Rei percebe que se trata de Bernardim e manda interromper a representação, retirando-se com enfado, sem se aperceber que D. Beatriz tinha desmaiado. O terceiro ato passa-se a bordo do Galeão Santa Catarina que levará a Infanta ao seu destino. D. Manuel vem despedir-se da sua filha e traz consigo Chatel, o seu Secretário, que demonstra algumas desconfianças sobre a postura da Infanta. Por intermédio de Paula Vicente, Bernardim consegue visitar D.Beatriz a quem declara o seu amor.<br><a href="https://www.infopedia.pt/%24um-auto-de-gil-vicente">https://www.infopedia.pt/$um-auto-de-gil-vicente</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 07:44:57 UTC</pubDate>
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         <title>Descrição psicológica da Infanta Dona Beatriz</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/398881804</link>
         <description><![CDATA[<div>◦Saudosa</div><div>◦Emotiva</div><div>◦Reservada</div><div>◦Compreensiva</div><div>◦Dramática</div><div>◦Protótipo da heroína romântica </div><div>◦Nostálgica</div><div>◦Boa amiga</div><div>◦Honrada</div><div>◦Misteriosa</div><div>◦Expressiva </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 07:54:44 UTC</pubDate>
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         <title>Características dos personagens mais importantes de &quot;Um Auto de Gil Vicente&quot;</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 07:58:20 UTC</pubDate>
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         <title>Descrição psicológica da Paula Vicente</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>-  Insegura<br>-comediante <br>-limitada, por estar apaixonada,e não ser correspondida<br>-Pobre</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:01:31 UTC</pubDate>
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         <title>Descrição psicológica de Bernardim Ribeiro</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>- romântico <br>-Protótipo de herói  romântico<br>- Solitário<br>-Poeta <br>- Apaixonada<br>-Paciente<br>- Fiel<br>-Dramático<br>-Impulso</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:07:18 UTC</pubDate>
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         <title>Descrição psicológica de Gil Vicente</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div> -Poeta dramático<br>-Crítico <br>-Poliglota</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:15:39 UTC</pubDate>
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         <title>Descrição psicológica de Pêro Safiro </title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Ator <br>-Desbocado <br>-Cantor <br>-Decidido<br>-Corajoso<br>-Sente-se humilhado</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:22:30 UTC</pubDate>
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         <title>Descrição psicológica de D.Manuel</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Perspicaz<br>- Tirano <br>-Preocupado <br>-Pespónsavel</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:32:20 UTC</pubDate>
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         <title>O Renascimento do teatro em Portugal</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Para lá desse intuito patriótico na revisitação do passado, movia-o também um projeto de renovação teatral, como escreveu nessa mesma edição: “O drama de Gil Vicente que tomei para título deste não é um episódio, é o assunto mesmo do meu drama; é o ponto em que se enlaça e do qual se desenlaça depois a acção; por consequência a minha fábula, o meu enredo ficou até certo ponto obrigado. Mas eu não quis só fazer um drama, mas sim um drama de outro drama e ressuscitar Gil Vicente a ver se ressuscitava o teatro” (GARRETT 1966: 1326).<br><br></div><div><br>A recepção do espectáculo foi excelente e não faltaram elogios a todos os elementos cénicos, como a “riqueza do vestuário” e a “propriedade das decorações” (<em>Atalaia nacional dos teatros</em>, n.º 15, 16 de Agosto de 1838, p. 57). Num número posterior do mesmo periódico referem-se pormenores do cenário (pintado) e dão-se indicações sobre os figurinos: “a cena do paço de Sintra, a do interior do galeão, que levava a infanta a Sabóia, estão primorosamente pintadas pelo Sr. Palucci, de S. Carlos” e “o vestuário foi igualmente todo novo e apropriado exactamente às diferentes personagens, para o que houve de consultar diferentes figurinos e estátuas daquela época” (<em>Atalaia Nacional dos Teatros</em>, n.º 16, 19 de Agosto de 1838, p. 62).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 08:40:03 UTC</pubDate>
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         <title>Poesia Garretiana</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:07:17 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema “Nox”, de Antero de Quental</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/416709962</link>
         <description><![CDATA[<div>O soneto em análise, “Nox”, da autoria de Antero de Quental, tem como tema a noite, aqui invocada e utilizada como analogia para a morte do sujeito poético, que se encontra em sofrimento constante. Na verdade, dado que esta angústia persiste, só a morte o poderá libertar desse estado de dor interior.</div><div>A composição poética é composta por duas quadras e dois tercetos, segundo o esquema rimático ABBA/ABBA/CDC/EDE, de versos decassilábicos interpolados (AA,DD), emparelhados (BB) e cruzados (CC,EE). Nas duas quadras iniciais, o eu lírico, considerando cruel a realidade circundante, dirige-se à Noite, realçando a sua angústia por não conseguir travar “tantos ásperos tormentos”, desejando, por isso, a Morte. No segundo momento do poema, os dois tercetos, esta é, então, apresentada como resposta libertadora para o sofrimento do eu poético: “E ele, o Mundo, sem mais lutar nem ver,/Dormisse no teu seio inviolável”.</div><div>Podemos constatar, ao longo de todo o soneto, um tom apelativo e persuasivo, visível na personificação da Noite, que surge aqui como confidente e apaziguadora do sujeito poético. Ora, os seus tormentos são o resultado da agitação, desordem e crueldade transmitida pela “luz cruel” e pelo Mundo, daí que a escuridão e a Noite, salvadores da verdade da Vida, sejam o seu refúgio. Deste modo, verifica-se uma relação de proximidade, apresentada ao longo do poema sob a forma de diálogo,  que permite que o eu lírico confie à Noite os seus “pensamentos”, visível nas apóstrofes: “Noite”, “Tu”, “Noite sem termo, noite do Não-ser”. Além disso, veja-se o uso da adjetivação nos seguintes casos: “luz cruel”, “estéril lutar”, “trágica enxovia”, em que a dureza da realidade circundante é reforçada. Neste sentido, a repetição anafórica do quantificador “tanto(as)”, na primeira estrofe, acentua o cansaço do sujeito poético, associando-se à metáfora “trágica enxovia”, que realça a ideia de que a vida se tornou uma prisão, um lugar de sofrimento, alimentado por um “eterno Mal”, que, personificado, “ruge e desvaria”. Por fim, a interjeição “Oh!” — que introduz a segunda parte do soneto — é utilizada a fim de salientar o desânimo do sujeito poético, levando-o a desejar a “Mors Libertrix”.</div><div>Concluindo, podemos inserir o soneto num conjunto de textos anterianos, cujo sentimento de angústia existencial se evidencia — decorrente de uma inapelável ânsia de absoluto—, já que o sujeito poético, consciente da desordem do mundo, aspira ao equilíbrio. O mistério permanente da Vida e da Morte criam no poeta um estado de ansiedade e de interrogações metafísicas, pautadas pelo desânimo e pessimismo, sendo, assim, a Morte o tema do poema.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:07:43 UTC</pubDate>
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         <title>Acordando</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/416710572</link>
         <description><![CDATA[<div>Em sonho, às vezes, se o sonhar quebranta<br>Este meu vão sofrer, esta agonia,<br>Como sobe cantando a cotovia,<br>Para o céu a minh'alma sobe e canta.<br><br></div><div><br>Canta a luz, a alvorada, a estrela santa,<br>Que ao mundo traz piedosa mais um dia...<br>Canta o enlevo das coisas, a alegria<br>Que as penetra de amor e as alevanta...<br><br></div><div><br>Mas, de repente, um vento húmido e frio<br>Sopra sobre o meu sonho: um calafrio<br>Me acorda - A noite é negra e muda: a dor<br><br></div><div><br>Cá vela, como dantes, a meu lado...<br>Os meus cantos de luz, anjo adorado,<br>São sonho só, e sonho o meu amor!<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:08:35 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Análise do poema “Acordando”, de Antero de Quental</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/416711264</link>
         <description><![CDATA[<div>A oposição entre o sonho e a realidade é precisamente o tema do soneto "Acordando", composto, como é de lei, por duas quadras e dois tercetos, com o esquema rimático abba / abba / ccd / eed, de versos decassilábicos interpolados (a a, d d) e emparelhados (bb, cc, ee). O sonho está expresso sobretudo nas quadras - primeiro momento -, através de vocabulário de carácter positivo: "o sonhar quebranta...", "a cotovia", "Céu", "canta", "luz", "alvorada", "estrela", "dia", "enlevo", "alegria" e "amor". Sente-se a atração, a magia que este conjunto semântico de felicidade exerce sobre o sujeito poético. Com efeito, é através do sonho que o sujeito lírico se eleva para o "Céu", para o ideal, aquele mundo perfeito que Platão soube expor em textos ainda sedutores e identificados com o desejo do "Bem Absoluto", aspiração que mora na alma de cada ser humano. Comparando-se a uma cotovia, é embalado pelo canto desta ave: a repetição do verbo "subir" e do verbo "cantar" acentua essa evasão para o paraíso do sonho. De realçar o gerúndio "cantando", a sugerir a permanência do canto/sonho, e ainda a expressividade da substância fónica dos versos 3 e 4 realizada, quer pelas leves aliterações /-c/, /-t/ e /s/, quer pelo tom nasal, quer ainda pela repetição da vogal /-i/ (assonância). Nesta quadra, encontra-se já claramente definida a oposição entre o sonho e a realidade. Há dois campos semânticos opostos: <strong>sofrer</strong>, <strong>agonia</strong> versus  <strong>cotovia</strong>, <strong>Céu</strong>. A rima explicita também esta oposição: "...quebranta/...canta", "...agonia/cotovia...". O entusiasmo e a magia do canto são muito mais evidentes na segunda quadra. Na verdade, o verbo <strong>cantar</strong>, repetido anaforicamente, dá o tom a todo um discurso embalador, feito sobretudo da enumeração assindética de muitos elementos, todos eles apelando para um mundo pleno de alegria. A rima entre <strong><em>santa</em></strong> e <strong><em>alevanta</em></strong>, <strong><em>dia</em></strong> e <strong><em>alegria</em></strong>, o vocabulário positivo, luminoso, a pontuação suspensiva, a construção paralelística (vv. 5-6, 7-8) são aspectos bem sugestivos de que no mundo do sonho paira um mar de felicidade.</div><div>Todavia, nos versos 1 e 2, há um indício claro de que o sonho é passageiro e a realidade persiste: "... às vezes, se o sonhar quebranta / Este meu vão sofrer, esta agonia". É essa realidade que se instala no primeiro terceto e no primeiro verso do segundo terceto - segundo momento do texto.</div><div>A adversativa "Mas" impõe uma oposição. Por isso, o eu lírico regressa à realidade, utilizando um vocabulário  de índole negativa: "<strong><em>vento húmido e frio</em></strong>", "<strong><em>um calafrio</em></strong>", "<strong><em>A noite é negra e muda</em></strong>", "<strong><em>a dor</em></strong>", recuperando-se o vocabulário dos versos 1 e 2 da primeira quadra, numa circularidade simbólica, a indiciar o eterno retorno à realidade cruel.</div><div>Personificando o vento, caracterizado pelo dupla adjectivação "<strong><em>húmido</em></strong>" e "<strong><em>frio</em></strong>", o sujeito poético faz dele o elemento destruidor do mundo onírico - "<strong><em>Sopra sobre o meu sonho</em></strong>" -, que acorda, em calafrio, o Poeta. Repare-se no travessão como divisória, afastando o sonho e impondo a crueldade da realidade: "<strong><em>A noite é negra e muda</em></strong>". As palavras de sentido negativo, a aliteração do som nasal [n] e [m], a dupla adjectivação, tudo se agrupa num campo semântico para criar a relação antitética entre <strong>dia</strong> e <strong>noite</strong>, <strong>sonho</strong> e <strong>realidade</strong>. Em consequência, nova realidade antitética se gera: a <strong>alegria</strong> e a <strong>dor</strong>. Já não há canto, já não há aves, já não há luz, já não há amor; só a dor aparece vigilante. O encavalgamento estrófico é elucidativo do estado de tristeza que avassala a realidade, como que traduzindo a sua convulsão interior. O verbo "<strong><em>velar</em></strong>", do campo semântico da vigilância (que não pode permitir evasões), impõe a dor, personificada e feita companheira inseparável do sujeito poético. Compreende-se a expressividade do título "<strong><em>Acordando</em></strong>", um gerúndio, a sugerir a dificuldade do abandono do sonho e da entrada na realidade.</div><div>Em sinal de honestidade, o sujeito poético não deixa de, num terceiro momento, se dirigir apostroficamente ao seu destinatário - "anjo adorado"-, lembrando-lhe que os seus cantos (os seus poemas) são "<strong><em>sonho só</em></strong>" e nada mais. Ele sonha o "seu amor". Nova circularidade a ressaltar que a passagem do mundo real para o mundo irreal se faz "<strong><em>às vezes</em></strong>", mas a realidade acaba sempre por se impor.</div><div>Estamos perante um poema belo, simples e dramático, com um vocabulário simples, porém expressivo, remetendo para uma realidade dramática: o "eu" não consegue libertar-se do mundo real, que o oprime.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:09:26 UTC</pubDate>
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         <title>Contrariedade</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/416715663</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;<br>Nem posso tolerar os livros mais bizarros.<br>Incrível! Já fumei três maços de cigarros<br>Consecutivamente.<br><br>Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:<br>Tanta depravação nos usos, nos costumes!<br>Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes<br>E os ângulos agudos.<br><br>Sentei-me à secretária. Ali defronte mora<br>Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;<br>Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes<br>E engoma para fora.<br><br>Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!<br>Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.<br>Lidando sempre! E deve a conta na botica!<br>Mal ganha para sopas...<br><br>O obstáculo estimula, torna-nos perversos;<br>Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,<br>Por causa de um jornal me rejeitar, há dias,<br>Um folhetim de versos.<br><br>Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta<br>No fundo da gaveta. O que produz o estudo?<br>Mais duma redação, das que elogiam tudo,<br>Me tem fechado a porta.<br><br>A crítica segundo o método de Taine<br>Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa<br>Muitíssimos papéis inéditos. A imprensa<br>Vale um desdém solene.<br><br>Com raras exceções merece-me o epigrama.<br>Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,<br>Soluça um sol-e-dó. Chuvisca. O populacho<br>Diverte-se na lama.<br><br>Eu nunca dediquei poemas às fortunas,<br>Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.<br>Independente! Só por isso os jornalistas<br>Me negam as colunas.<br><br>Receiam que o assinante ingênuo os abandone,<br>Se forem publicar tais coisas, tais autores.<br>Arte? Não lhes convêm, visto que os seus leitores<br>Deliram por Zaccone.<br><br>Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,<br>Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;<br>E a mim, não há questão que mais me contrarie<br>Do que escrever em prosa.<br><br>A adulação repugna aos sentimentos finos;<br>Eu raramente falo aos nossos literatos,<br>E apuro-me em lançar originais e exatos,<br>Os meus alexandrinos...<br><br>E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!<br>Ignora que a asfixia a combustão das brasas,<br>Não foge do estendal que lhe umedece as casas,<br>E fina-se ao desprezo!<br><br>Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.<br>Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,<br>Oiço-a cantarolar uma canção plangente<br>Duma opereta nova!<br><br>Perfeitamente. Vou findar sem azedume.<br>Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,<br>Conseguirei reler essas antigas rimas,<br>Impressas em volume?<br><br>Nas letras eu conheço um campo de manobras;<br>Emprega-se a reclame, a intriga, o anúncio, a blague,<br>E esta poesia pede um editor que pague<br>Todas as minhas obras<br><br>E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?<br>A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?<br>Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia...<br>Que mundo! Coitadinha!  <br></em><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-26 15:16:04 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia Raul Brandão</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
         <link>https://padlet.com/daniela2002lopes/rp53f5qq1y0t/wish/438040622</link>
         <description><![CDATA[<div>Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de Março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de Dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.<br>Filho de José Germano Brandão, negociante, e de Laurinda Laurentina Ferreira de Almeida Brandão, <br>Depois de uma passagem menos feliz por um colégio do Porto, Raul Brandão gravita para o grupo dos infelicitas, sendo sob o seu signo que desperta para o mundo das letras e publica as suas primeiras obras. Em 1891, terminado o curso secundário e depois de uma breve passagem, como ouvinte, pelo Curso Superior de Letras, matricula-se na Escola do Exército. Com este ingresso, ao que parece a contragosto, inicia uma carreira militar caracterizada por longas permanências no Ministério da Guerra envolvido na máquina burocrática militar. Nas suas próprias palavras: “no tempo em que fui tropa vivi sempre enrascado. “Paralelamente, mantém uma carreira de jornalista e vai publicando extensa obra literária. Encontra-se colaboração da sua autoria no semanário O Micróbio [3] (1894-1895) e nas revistas Brasil-Portugal  (1899-1914), Revista nova (1901-1902), Serões (1901-1911) e Homens Livres  (1923).<br>Em 1896 foi colocado no Regimento de Infantaria 20, em Guimarães, onde conhece Maria Angelina de Araújo Abreu, com quem se casa a 11 de Março de 1897. Inicia, então, a construção de uma casa, a Casa do Alto, na freguesia de Nespereira, nos arredores daquela cidade. Aí se fixará em definitivo, embora com prolongadas estadias em Lisboa e noutras cidades. Reformado no posto de capitão, em 1912, inicia a fase mais fecunda da sua produção literária.<br>Raul Brandão visitou os Açores no Verão de 1924, numa viagem feita a título pessoal, mas que coincidiu, em parte, com a Visita dos Intelectuais então organizada sob a égide dos autonomistas, particularmente de José Bruno Carreiro e do seu jornal, o «Correio dos Açores». Dessa viagem, que durou cerca de dois meses (mais demorada, portanto, que a dos intelectuais convidados por Bruno Carreiro), resultou a publicação da obras As ilhas desconhecidas - Notas e paisagens (Lisboa, 1927), uma das obras que mais influíram na formação da imagem interna e externa dos Açores. Basta dizer que é em As ilhas desconhecidas que se inspira o conhecido código de cores das ilhas açorianas: Terceira, ilha lilás; Pico, ilha negra; S. Miguel, ilha verde...<br>Faleceu a 5 de Dezembro de 1930, aos 63 anos de idade, deixando uma extensa obra literária e jornalística. No dia anterior, ao sofrer uma síncope cardíaca, viria falecer de uma aneurisma no dia seguinte, na Rua de São Domingos à Lapa, número 44, primeiro. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres, e, em 1934, trasladado para o Cemitério de Guimarães, onde repousa até hoje.<br>Em 1950, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua na zona de Alvalade.[8] Tem uma biblioteca com o seu nome em Guimarães.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-30 09:23:20 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia Raul Brandão </title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-02-28 13:13:20 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de Opinião &quot;O Doido e a Morte&quot;</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>               O Doido e a Morte<br>O Doido e a Morte é uma obra-prima do nosso teatro e do teatro da literatura, pelo problema existencial, pela concepção e pelo clima tenso de lirismo.<br>Esta farsa apresenta-se em tons contrastantes de grande intensidade e distorção, estando ligada ao expressionismo e, pela expectativa preocupante e emocional, ao teatro simbólico- até porque as personagens - apesar de alguns traços de realismo verosimilhante- são símbolos da inconsciência afastada e vulgar de viver- que têm relutância, mesmo perante a morte e a encarar a verdade. Toda esta peça se processa em contrastes. <br> Centralmente entre a vida inútil, sem consciência cívica nem humana do governador civil e a consciência do Doido sobre a condição humana, constatando-se um contraste entre a mentira das máscaras sociais no cumprimento do dever, no amor e no dia-a-dia e a verdade lúcida do Doido. <br>Identificamos, na obra, a imagem relacionada com o contraste ainda entre o discurso incerto, realista, racional do governador civil e o caudal lírico do Doido, na primeira parte até ao clímax, e, depois, na segunda entre a desagregação caótica da máscara do governador civil e a inexorabilidade do destino, cortante, assumida pelo Doido.<br>Estrutura interna:<br>- A exposição da peça começa quando o Governador Civil está sentado á secretária, e diz para Nunes que não quer qualquer tipo de visita e declara que não está disposto a atender ninguém, até que aparece o Sr. Milhões. ("homem importante e severo, de grandes suíças cuidadas e lunetas de aro de oiro.”).<br>- Todo o conflito na peça de teatro tem origem quando o Sr. Milhões apresenta para o Governador Civil um aparente negócio ou projeto importante, até que o Governador Civil dá um pontapé na caixa e o Sr. Milhões refere que dentro da caixa está um negócio muito grave, foi então que revelou que estava uma bomba dentro da caixa. (" O maior crime de todas as épocas, a suprema tragédia de todos os tempos! Vamos estoirar dentro de vinte minutos." ... " O que o senhor vê aqui nesta caixa é o mais formidável de todos os explosivos SO3-HO4, cem vezes mais poderoso que a dinamite, o algodão-pólvora, e o fulminato de mercúrio. Basta carregar nesta campainha para irmos todos pelos ares, eu, o senhor, o prédio, o bairro, a capital.SO3-HO4."... " O peróxido de azote".).<br> 	Assim que o Governador Civil se apercebe do que está no interior da caixa, entra em pânico, o senhor Governador começa por chamar Nunes para lhe dar auxilio, para o salvar, mas Nunes acaba por não aparecer. No entanto, o Governador começa por falar com o Sr. Milhões de maneira que se pudesse livrar desta situação ao tentar demonstrar as consequências que o explosivo poderia ter, mas o Sr. Milhões acaba por não mudar de ideias.<br> - O desenlace da peça ocorre quando se ouve um barulho no exterior. O Sr. Milhões faz retinir a campainha e o Governador Civil cai na cadeira com gestos desordenados, depois entram dois enfermeiro de casaco branco e resguardo e um deles acabo por destapar a caixa e, por fim, descobrem que era apenas algodão em rama.<br> Evolução da relação entre as personagens:<br>- Durante toda a peça de teatro, especialmente no conflito, podemos nitidamente reparar que existe uma evolução da relação entre as personagens. O Governador Civil que supostamente tinha Nunes sempre a seu dispor, acabou por não ter o seu auxilio quando necessitara, no mundo em que soube do que estava no interior da caixa. Ao longo do diálogo que o Governador tem com o Sr. Milhões, o Governador telefona para a sua mulher, D. Ana de Baltazar Moscovo, para lhe fazer as suas últimas disposições. Quando D. Ana de Baltazar Moscovo entrara no escritório e soubera do que estava no interior da caixa, quis de imediato sair do prédio, fugir sem se preocupar com Governador Civil. Podemos reparar que após todo este acontecimento o Governador toma consciência que Ana não gostava tanto dele como ele pensava, pois Ana dissera anteriormente ao Governador que quando ele morresse, ela morreria ao seu lado. Ana utiliza uma desculpa que não é segundo a sua religião morrer queimada e sai do prédio. (" Adeus! Morrer queimada, não! (À porta, como quem lhe atira pazadas de terra). Morre em paz! Descansa em paz! Jaz em paz!<br> O Sr. Milhões tenta levar o Governador á razão, dizendo que a sua mulher o engana. Ao longo da peça, o Governador fica cada vez mais impaciente e á medida que o tempo vai passando deixa de tentar fazer com que o Sr. Milhões mude de ideias, mas começa a ficar furioso e a tentar enganado para puder fugir. ("Maldito sejas tu por toda a eternidade. Tenho medo! tenho medo! Espere! é um pecado morrer com desespero. Dói-me a barriga... Peço licença para ir lá fora fazer o que tenho a fazer.").<br> E, por fim, quando realmente descobre que tudo o que o Sr. Milhões dizia era uma farsa, acaba por insultá-lo.<br>Presença do cómico de situação:<br>- A peça de teatro "O Doido e a Morte" tem presente diversas situações cómicas que dão vida a cada acontecimento. No inicio da peça podemos observar logo a mudança cómica de atitude do Governador Civil, que começa por avisar a Nunes que nao queria receber ninguém e, no entanto, assim que o Sr. Milhões entra no escritório do Governador Civil muda logo de ideias e de humor só pelo facto do Sr. Milhões ser um homem rico e de grande importância. (" O Sr. Milhões? que entre... que vida esta! que país este! Exatamente no momento psicológico, no momento e, que retomava. Nunes! Ai do Lusiada coitado... Isto não é um país, é uma selva onde os homens de génio têm de ser ao mesmo tempo governadores civis. O Sr. Milhões. Diz-lhe que entre, diz-lhe depressa que entre. É o próprio ministro que recomenda o homem mais rico de Portugal."). Logo em seguida, quando o Sr. Milhões coloca a caixa no chão, o Governador dá um pontapé e o Sr. Milhões repreende-o de imediato! O Governador nao fazia ideia do que poderia estar dentro da caixa! Quando o Governador sabe que o explosivo está dentro da caixa, começa por chamar Nunes bastante aflito, o que acaba por ser um momento cómico. (" Temos muito tempo. Ò Nunes!"). Quando Ana Baltazar Moscovo sabe que um explosivo poderoso está no escritório, fica constantemente a perguntar quanto tempo demora até o explosivo arrebentar, sem querer dar muita importância ao facto do marido estar perante aquela situação! Entretanto, a situação mais cómica é sem dúvida no final, quando o Governador descobre que afinal não estava um explosivo na caixa, mas apena algodão em rama. O Governador Civil acaba por insultar o Sr. Milhões insultando-lhe e utilizando uma expressão inapropriada. (" Ai o grande filho da Puta").<br>A nosso ver, O Doido e a Morte, apesar da sua forma miniatural, é uma obra-prima portuguesa do século XX, pela forma eficaz, profunda e condensada com que demonstra os elementos cómicos e trágico, sério e absurdo, real e onírico, num tratamento assumidamente moderno do género, que termina com a famosa e, então, bem polémica deixa "Ai o grande filho da puta!"...<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-02-28 13:19:50 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia Eça de Queiros</title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eça de Queirós (1845-1900) foi um escritor português. "O Crime do Padre Amaro" foi o seu primeiro grande trabalho, um marco inicial do Realismo em Portugal. Foi considerado o melhor romance realista português do século XIX.<br>Foi o único romancista português que conquistou fama internacional nessa época. Foi duramente contestado por suas críticas ao clero e à própria pátria. A crítica social unida à análise psicológica aparece nos livros O Primo Basílio, O Mandarim, A Relíquia e Os Maias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-17 14:24:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>daniela2002lopes</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>"Os Maias" relata a vida de uma família portuguesa em finais do século XIX. Escrita por Eça de Queirós, um dos intelectuais mais importantes da sua geração, a obra ultrapassa a mera saga familiar e critica a sociedade provinciana do seu tempo<br></strong><br></div><div><br>Os costumes da burguesia portuguesa do século XIX enquadram a história de três gerações da família Maia; O Patriarca, Afonso Maia, o seu filho Pedro,traído pela mulher, e o diletante neto, Carlos. Nas idas a Sintra, nas corridas e nos serões literários dos Maias, Eça fala também da educação de ideal Liberal, do peso excessivo da Igreja e de uma sociedade incapaz de se modernizar.</div><div><a href="https://ensina.rtp.pt/artigo/eca-de-queiros/"><br>Eça de Queiros </a>foi jornalista, diplomata e conheceu além fronteiras realidades diferentes das de Portugal. Neste romance que demorou cerca de sete anos a escrever, verteu as experiências da sua vida, com uma intenção revelada no subtítulo do livro Episódios da vida Romântica: a sátira à sociedade portuguesa, condicionada pelo Romantismo do século XIX, sempre atrasada face ao progresso europeu</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-21 15:24:29 UTC</pubDate>
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