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      <title>n 2. A sociedade cristã. (IV A vida Cristã) livro Introdução ao Estudo de Santo Agostinho, de Étienne Gilson. págs. 326 a 350. by Vera Braga</title>
      <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz</link>
      <description>29 10 2023</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-10-29 11:21:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>6VB. Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 335 PDF. Livro 330, § 6.Assim, toda sociedade quer a paz. - Def. de ordem, cf. Índice p. 522</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767538913</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>§6. Mas qual é a condição fundamental sem a qual toda paz é apenas provisória e aparente? É a ordem. Para que um conjunto de partes, e não obstante de vontades, concordem quanto à busca simultânea de um mesmo fim, é necessário que cada uma esteja no seu lugar e</strong> <strong>desempenhe sua função própria exatamente da maneira que deve ser desempe­nhada</strong>. O fato é bastante evidente mesmo no interior de um or­ganismo  humano material tal como o corpo humano; não o é menos no interior da alma humana, nem, por consequência, no interior de uma sociedade. A paz do corpo é o equilíbrio bem ordenado de seus apetites; <strong>a paz da alma racional é o acordo en­tre o conhecimento racional e a vontade; </strong>a paz <strong>doméstica</strong> é a concórdia dos habitantes de uma mesma habitação <strong>quanto ao comando e à obediência</strong>; a paz da cidade é a mesma concórdia estendida da família a todos os cidadãos; a paz da cidade cristã, enfim, é uma sociedade perfeitamente ordenada de homens que fruem de Deus e se amam mutuamente em Deus. <strong>Logo, em todas as coisas, a paz é a tranquilidade da ordem</strong>. Há duas ordens, segundo as quais podem ser organizadas duas cidades?/</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 11:36:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>7VB.  &quot;Essas duas ordens...§7. livro p. 328 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767539552</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Referindo-se as duas ordens segundo as quais podem ser organizadas duas cidades, no § anterior. </em><strong><em>§ 7.</em></strong><em> </em>Essas duas ordens existem e nós já as conhecemos, posto que se confundem com as duas raças&nbsp; espirituais que previamente distinguimos: a que vive do corpo, a que vive da graça. De um lado, os ímpios que trazem a imagem do homem terrestre desde o começo até o fim do mundo; eis uma primeira cidade, constante­mente ocupada em se organizar segundo uma ordem que lhe é própria, voltada para a dominação e para a fruição das coisas materiais. Certamente, a ordem dessa cidade, no fundo, é apenas uma derisão da ordem verdadeira, contra a qual está em revolta permanente. Mas, enfim, se os ladrões e as feras obedecem a esses tipos de leis e respeitam certo tipo de paz, por uma razão mais forte, <strong>os seres racionais</strong> não poderiam viver sem engendrar um tipo de sociedade. Por pior que seja, ela é, no tanto que ela é, boa. Não nos espantemos, portanto, em ela conservar uma aparência de beleza mesmo na depravação./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 11:37:50 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>1VB) Item 2. A Sociedade cristã. IV - A Vida cristã. PDF 331. Livro 326.§1.</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767545967</link>
         <description><![CDATA[<p>§1. É um traço notável da doutrina de santo Agostinho que ela sempre considera a vida moral como implicada numa vida social. Para ele, o indivíduo jamais se separa da cidade. Para des­cobrir a causa profunda desse fato, torna-se necessário voltarmos mais uma vez à r<strong>aiz de toda vida moral, ou seja, ao amor e, por consequência, à vontade./</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 11:52:01 UTC</pubDate>
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         <title>2VB) Item 2. A Sociedade cristã. PDF 331. Livro 326.§2.</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767549208</link>
         <description><![CDATA[<p>§2. Para compreender a origem da vida social, observemo-la em vias de formação, num espetáculo público tal como uma representação teatral. Quando os espectadores se reúnem para assisti-la, ignoram-se uns aos outros e não formam uma sociedade; mas se algum ator atuar com talento, aqueles aos quais agrada a atuação desse ator desfrutam-na com deleite a ponto de algumas vezes sentirem o mais vivo prazer que a arte teatral pode reservar. Mas eles não se contentam em amar o ator que lhes proporciona essa alegria; um tipo de <strong>simpatia recíproca logo</strong> se estabelece entre todos aqueles que o amam. Se os espectadores, agora, amam-se uns aos outros, evidentemente não é devido a eles mesmos, mas por causa daquele que amam com um mesmo amor. A prova disso é que quanto mais um ator nos agrada, mais multiplicamos os aplausos para levar os outros espectadores a admirarem-no; gostaríamos de aumentar o número de seus espectadores, excita­mos os indiferentes e, se alguém procura nos conter, detestamos o desprezo que ele sente pelo objeto de nossa afeição. Assim, <strong>o amor por um objeto engendra espontaneamente uma sociedade formada por todos aqueles cujos amores coincidem e que exclui todos os que dele se desviam</strong>. Essa conclusão, cujo alcance é universal, <strong>verifica­-se particularmente no que concerne <mark>ao amor por Deus</mark></strong><mark>.</mark> Aquele que ama Deus se encontra, por isso, em relação de sociedade para com todos os que o amam; ele os quer amando o mesmo objeto que ele, mas ele os quer assim com uma vontade infinitamente mais poderosa, pois não se trata mais de um simples prazer teatral, mas da <strong>Beatitude. Ademais é isso que faz com que o justo ame em Deus todos os homens, mesmo que eles fossem alhures seus inimigos</strong>. Como ele os temeria? Eles não podem lhe arrancar seu bem. Ele apenas os agrada, sabendo que se seus inimigos se voltassem para Deus de maneira ainda mais completa, esses homens abraçariam Deus como o único Bem que confere a beatitude, e necessaria­mente amariam o <strong>justo como um associado a eles no amor de um bem tão grande. N 28</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:00:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>3VB) 2. A Sociedade cristã. PDF 332. Livro 327.§3.</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767549750</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>§ 3. P</strong>. 327. Livro. Resulta dessa nova característica do amor, que ao redor dele se engendra espontaneamente uma sociedade de que ele é a liga­ção. Daremos o nome de “<strong>cidade</strong>” ao conjunto de homens que une o amor comum deles por um certo objeto, <strong>diremos que há tantas cidades quantos amores coletivos.</strong> Ora, basta lembrarmos das conclusões que precedem para compreendermos que, por haver nos homens <strong>dois amores, </strong>(n.29)  <strong>deve haver também duas cidades, </strong>às quais se reduzem todos os outros agrupamentos humanos. O conjunto de homens que levam a vida do homem velho, <strong>do ho­mem terrestre, e que se encontram unidos por seu amor comum às coisas temporais, forma uma primeira cidade: </strong>a <em>Cidade terrestre. </em><strong>O conjunto dos homens unidos entre si pelo elo do amor divino forma uma segunda cidade, a <em>Cidade de Deus</em></strong><em>.</em>(n.30)<em>. </em>Uma vez que as duas cidades sejam concebidas em sua essência pura, <strong>a filo­sofia moral vai se desenvolver como filosofia da história:</strong> discernir, sob a multiplicidade dos povos e dos acontecimentos, a persistência das duas cidades desde o início do mundo e destacar a lei que permite pressagiar um destino para elas./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:01:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>4VB) 2. A Sociedade cristã. PDF 333. Livro 328.§4.</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767556661</link>
         <description><![CDATA[<p>§4. O conjunto dos homens que vivem numa cidade e se denomina povo. Se dermos, portanto, <strong>o nome de cidade a todo con­junto de homens unidos por seu amor a um objeto comum, saberemos o que é um povo:</strong> um povo é a associação de uma multidão de seres racionais, associados pela vontade e posse comuns <strong>do que eles amam</strong>. Que esses seres devem ser racionais, é evidente, uma vez que de outro modo eles seriam incapazes de conhecer o mesmo objeto e de perceber a <strong>comunidade de seu amor</strong>. Que sejam associados por sua posse comum, é, para nós, a origem de toda sociedade. O que dissemos sobre os homens deve, portanto, tam­bém ser dito sobre os povos. Os homens, diríamos, são suas vonta­des, ou seja, seus amores. <strong>Também é possível dizer tal amor, tal povo,</strong> <strong>pois se o amor é o elo constitutivo da cidade, ou seja, da sociedade</strong>, (n. 31) basta saber o que um povo ama para saber o que ele é: ut <em>videatur qualis quisque populis sit, illa sunt intuenda quae diligit </em>(nota 32)<em> </em>Apliquemos às duas cidades esse método de discernimento/. <mark>Tradução: GPT</mark>: "Para que pareça como cada pessoa é em relação ao povo, devemos observar aquilo que ela ama."/</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:16:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>5VB) 2. A Sociedade cristã. PDF 334. Livro 329.§5.</title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>§5. O que uma</strong> sociedade ama é o fim comum para a obtenção do qual todos seus membros estão associados. Ora, há pelo me­nos um fim comum a toda sociedade, seja ela qual for: <strong>a paz.</strong> Sem dúvida, imediatamente se objetará que o contrário parece não menos evidente: as guerras civis e as guerras entre nações parecem não apoiar essa tese. <strong>Na realidade, esses fatos só contradizem tal fim em aparência</strong>. Não há sociedades sem guerras, é evidente; mas por que essas sociedades fazem a guerra,<strong> a não ser para estabelecer a paz? </strong>Com efeito, <strong>a paz que as sociedades querem, não importa qual paz, é uma pura tranquilidade de fato, mantida a todo preço e não importando as bases sobre as quais ela repousa.</strong> <strong>A paz verdadeira é a que satisfaz plenamente as vontades de todos tão bem que depois de tê-la obtido, elas não desejam nada mais. Nesse sentido é verdadeiro dizer que não se faz a guerra pela guerra, mas pela paz</strong>; quando os homens lutam, <strong>sua vontade não é que a paz não exista, mas que ela exista conforme a vontade deles.(nota 31)./</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:22:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>8VB. Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 336 PDF. Livro 331, §8</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767566426</link>
         <description><![CDATA[<p>§8. Todavia, a paz dos ímpios é uma falsa paz e, comparada àquela dos justos, tampouco merece tal nome. No fundo, <strong>sua or­dem aparente é apenas uma desordem</strong>. O tirano que se empenha em estabelecê-la, submetendo todos os membros da cidade, na realidade, <strong>usurpa o lugar de Deus</strong>. <strong>A cidade celeste, ao contrário, ordena tudo com vistas a assegurar a liberdade cristã para seus cidadãos, ou seja, o uso de todas as coisas que conduz à fruição de Deus.</strong> <strong>Assim, podemos conceber sua ordem e sua unidade como uma simples extensão da ordem e da união que reinam na alma de cada justo</strong>. <strong>Unicamente estabelecida na verdadeira ordem,</strong> somente ela frui da paz verdadeira; somente ela é a habitação de um povo digno desse nome; enfim, somente ela é verdadeiramente uma cidade (nota 36). <strong>Assim, as duas cidades distinguem-se e se opõem, como os fins aos quais elas se ordenam./</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:36:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>9VB.Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 336 PDF. Livro 332, §9</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767568945</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>§9. Essas conclusões levantam um problema considerável,</strong> pois introduzem uma <strong>ambiguidade fundamental na noção de Cidade de Deus</strong>, e, embora Agostinho a tenha conscientemente aceitado como tal, ela fez com que seus comentadores frequentemente se perdessem. Com efeito, por um lado, levada a suas últimas consequências, a <strong>distinção das duas cidades tende a deixar subsistir apenas a Cidade de Deus. Somente ela é uma cidade porque somente ela é o que uma cidade deve ser</strong>. Não bastaria, portanto, dizer que a república romana foi injusta, pois, na verdade, ela sequer era digna do nome “república”, e a mesma conclusão se aplicaria com todo rigor à república de Atenas ou aos impérios edificados pelos Assírios e pelos Egípcios. Por outro lado, não se pode negar que a república romana tenha sido uma república verdadeira, dado que, conforme nossa definição <strong>do que é um povo</strong>, ela era um <strong>grupo de seres racionais associados para a fruição</strong> co­mum daquilo que eles amavam. <strong>Então, era um povo mau, mas era um povo, ou seja, uma verdadeira cidade, ainda que desprovi­da de justiça e, por consequência, privada de virtudes verdadei­ras (nota 38). </strong>Se admitimos o primeiro sentido, a antítese mesma das duas cidades se dissipa, já que resta apenas uma; se admitirmos a segunda, como as duas cidades antagônicas subsistirão lado-a-lado e quais serão suas relações?/</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:42:07 UTC</pubDate>
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         <title>10VB.Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 337 PDF. Livro 332, §10</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767573306</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>§10. Para Agostinho, não é duvidoso que a única cidade digna desse nome seja a cidade celeste,</strong> uma vez que toda <strong>cidade repousa sobre a paz</strong> e que somente ela frui a verdadeira paz. <strong>Todavia, o problema que o preocupou mais longamente é o segundo</strong>, <strong>cujos dados supõem que a cidade terrestre merece, em certo sentido, o nome de cidade.</strong> <strong>A longa narrativa do <em>De civitate Dei, </em>cuja influência na teologia da história, e talvez sobre a história, será decisiva até Bossuet e adiante, é tão-somente a resposta a essa questão</strong>.(nota 39). Talvez pela primeira vez, nessa obra, <strong>graças à luz da revela­ção que desvela a origem e o fim escondidos do universo, uma razão humana ousa tentar fazer a síntese da história universal. Aqui, mais do que em qualquer outra parte do sistema agostiniano, a razão só pode avançar em seguida da fé, uma vez que se trata de organizar o conhecimento daquilo que se vê com o conhecimento daquilo que ainda não é. </strong>Com efeito, apenas a <strong>revelação</strong> <strong>nos ensina a criação de Adão por Deus e, nele, a das duas cidades entre as quais se divide o gênero humano do qual Adão foi o pai</strong>; depois, o nascimento de <strong>Caim, membro da cidade terrestre, que efetivamente funda uma vila (Gn 4,17), como que para enfatizar melhor que seu reino é desse mundo, enquanto que Abel, membro da cidade de Deus, não funda nenhuma, como que para afirmar que essa vida é somente uma peregrinação em direção a uma habitação mais feliz.</strong> <strong>É ainda a revelação que nos permite seguir no curso da história a construção progressiva da cidade celeste e de prever a sua realização. O fim último, com efeito, é o estabelecimento da cidade de Deus perfeita na beatitude eterna de que desfrutará o povo dos eleitos. A construção progressiva dessa cidade segundo os desígnios da providência é a significação ­ profunda da história, e isso confere a razão de ser para cada povo, lhe assinala seu papel e esclarece seu destino</strong>./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:50:12 UTC</pubDate>
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         <title>11VB.Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 339 PDF. Livro 334, §11</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767573584</link>
         <description><![CDATA[<p>§11. Por suas definições, as duas cidades se excluem; Agostinho jamais imaginou que elas pudessem coincidir. Contudo, de fato, é necessário que elas ao menos coexistam e, por consequência, também que encontrem um <em>modus vivendi </em>que deixe à cidade de Deus a possibilidade de se desenvolver. Com efeito, quando se examina a respectiva situação delas, <strong>facilmente se descobre que há um plano no qual as duas cidades, por assim dizer, encontram-se e ­ vivem misturadas,</strong> o da cidade terrestre. Os habitantes da cidade de Deus, aqui em baixo, são aparentemente confundidos com aqueles que habitam apenas a cidade terrestre. Como poderiam evitá-lo? São homens como os outros: seu corpo exige sua parte de bens materiais em razão dos quais a cidade terrestre é organizada; eles participam da ordem desta, de sua paz, beneficiando-se, tal como os outros, das vantagens que ela provê e suportam os impostos que ela impõe. Mas, a despeito de uma vida aparentemente comum, <strong>os dois povos que coabitam a mesma cidade terrestre ja­mais se misturam verdadeiramente.</strong> <strong>Os cidadãos da cidade celeste vivem com os outros, mas não como os outros</strong>; ainda que ­ exteriormente realizem os mesmos atos, realizam-nos com <strong>um espírito diferente. Para aqueles que vivem a vida do homem velho, os bens da cidade terrestre são fins dos quais eles fruem</strong>; para os que, nes­sa cidade, levam a vida do homem novo, <strong>nascido da graça, os mesmos bens são apenas meios que eles usam reportando-os a seu verdadeiro fim.</strong> (nota 43)/ </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:50:49 UTC</pubDate>
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         <title>12VB.Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 340 PDF. Livro 335, §12</title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>§12. Da desigualdade fundamental de atitude em presença dos mesmos objetos nascem inúmeros problemas, todos concernentes<strong> às relações do espiritual com o temporal.</strong> <strong>Desse tipo é a questão frequentemente debatida do direito de propriedade que Agostinho resolve em função dos princípios que acabamos de expor</strong> (nota 44). Alguns estimam que toda propriedade é má, ímpia e contraditória com o ensinamento do Evangelho; outros, ao contrário, só vivem para acumular riquezas e são presas de uma insaciável sede de possuir. <strong>Ambos se enganam</strong>, ainda que por motivos diferen­tes, quanto ao sentido verdadeiro da propriedade; <strong>podemos pos­suir, pois toda a questão está na maneira de possuir.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 12:58:25 UTC</pubDate>
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         <title>13VB.Cap. A busca de Deus pela vontade. p. 340 PDF. Livro 335, §13</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767582162</link>
         <description><![CDATA[<p>§13. Aqueles que incansavelmente acumulam bens perecíveis para fruir deles como fins menosprezam a relação essencial das criaturas com Deus. Na realidade, dado que Deus é o criador, ele possui todas as obras em suas mãos e é o único a possuí-las. Tudo lhe pertence porque ele tudo criou(nota 45). Assim, num sentido, é verdade que o homem não tem nada e <strong>que toda propriedade, que se crê fundada unicamente nos direitos do homem, é uma maneira de usurpação.</strong> <strong>Por outro lado, se descemos desse plano para o das relações entre homens, é claro que existe um direito de proprieda­de, não mais dos homens com relação a Deus, mas de um homem </strong>em relação a outro. A ocupação legítima, a compra, a troca, a doação, a herança, são muitos os títulos para uma posse justa; apoderar-se por outras vias de um bem já possuído por outrem é substituir uma posse legítima pelo que é necessariamente roubo e usurpação. (Nota 46)./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 13:07:13 UTC</pubDate>
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         <title>14VB.Cap. A vida cristã. p. 337 PDF. Livro 336, §14</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2767582741</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>§14. Ao levarmos em conta esse duplo ponto de vista, os textos frequentemente contraditórios de santo Agostinho adquirem um sentido satisfatório.</strong> Jamais, em qualquer passagem de seus escritos, ele considerou a propriedade humana como ilegítima e aconselhou sua abolição. <strong>Ao contrário, se consideramos as relações entre o homem e Deus, pode ser verdadeiro dizer que os bens legitimamente possuídos na ordem temporal só o são possuídos ilegitimamente na ordem espiritual.</strong> <strong>A partir desse novo ponto de vista,</strong> os proprietários legítimos de bens terrestres não são sempre aqueles que os possuem, e a Escritura tem razão em dizer que o fiel possui as riquezas do mundo inteiro, ao passo que o infiel sequer tem um óbolo. Com efeito, a propriedade não se define somente por seu título de aquisição, mas também pelo uso da coisa adquirida. <strong>Usar mal um bem é possuí-lo mal; possuí-lo mal não é possuí-lo.</strong> Então, se consideramos a questão teoricamente, podemos dizer que de direito todas as coisas pertencem aos que sabem usá-las tendo em vista Deus e a beatitude, esse é o único uso legítimo. Uma redistribuição dos bens terrestres de acordo com esse princípio seria uma revolução profunda, mas ela não é nem possível nem desejável. Onde encontrar os justos, mesmo que em pequeno número, a quem render os bens mal possuídos? Ademais, supondo que os encontremos, eles não desejariam de modo algum os bens que lhes deveríam ser atribuídos, pois quanto menos amamos o dinheiro, melhor o possuímos. As coisas só podem permanecer, portanto, no estado em que estão. Se as propriedades forem corretamente distribuídas e possuídas segundo as regras do direito civil, isso não faria com que os que as possuem as usassem como deveriam. A iniqüidade não deve ser tolerada, pois as regras do direito civil impedem, ao menos, que aqueles que usam mal os bens, em relação a si mesmos, tenham como usá- los mal contra os outros."*^ É em outra vida que a justiça reinará em sua forma perfeita, na cidade celeste onde os justos terão tudo o que sabem usar e usarão isso como convém usá-lo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-29 13:08:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>15VB) § 15. A vida cristã. p. 338 PDF</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792250264</link>
         <description><![CDATA[<p>§15.Quando refletimos sobre os elementos que implica essa solução do problema, ela coloca às claras a concepção agostiniana da relação entre a cidade celeste e a cidade terrestre. Transpor as regras que valem para uma ao plano da outra é confundir e conturbar tudo. A cidade terrestre tem sua ordem, seu direito, suas leis. Organizada com vistas a certo estado de concórdia e de paz, ela deve ser respeitada, defendida, mantida, tanto mais para que os cidadãos da cidade de Deus vivam nela, participem dos bens que ela assegura e fruam a ordem que ela realiza. Mas é também verdadeiro que essa ordem relativa está muito longe de coincidir com a ordem absoluta e que, em muitos pontos, opõe- se a esta; pois a lei temporal prescreve o que assegura a ordem e a paz social, ao passo que a lei eterna ordena submeter o temporal ao eterno. Seguramente é desejável e também possível, em certa medida, que as duas ordens coincidam; a segunda faz sobressair essencialmente uma ordem ideal, cuja realização perfeita só terá lugar no além.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:42:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>16VB) §16. p. 339 PDF</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792250433</link>
         <description><![CDATA[<p>§16. Se é assim, o difícil é saber o que a cidade de Deus pode legitimamente alcançar e, se necessário, exigir da cidade terrestre em semelhante assunto. Uma vez que seus cidadãos sejam, em parte, os mesmos, que cada uma tenha sua ordem e seu direito próprios, e que, no entanto, os conflitos entre essas duas ordens sejam inevitáveis; como definir os direitos e os deveres do cristão em caso de conflito? Seria necessário tudo reformar ou, ao contrário, tudo suportar?</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:42:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>17VB)§17. A vida cristã. PDF 339</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792250617</link>
         <description><![CDATA[<p>§17. Primeiramente, não será inútil observar que a cidade terrestre não tem nada a temer da cidade de Deus, ao contrário. Certamente, os princípios em nome dos quais seus cidadãos agem são muito diferentes, mas os que regulam a vida cristã só exigem, ainda mais eficazmente, o que as leis que governam a cidade querem obter. Isso não parece evidente inicialmente, pois o Evangelho prega a não “resistência” ao mal, e ensina até que se deve dar o bem em troca do mal. Ora, como admitir que o Estado possa aceitar não se defender contra seus inimigos?</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:42:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>18VB) §18. PDF 339</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792250774</link>
         <description><![CDATA[<p>§18. Por mais especiosa (VB falsa, enganosa, ilusória) que pareça, a objeção não é muito forte. Com efeito, qual é o fim da sociedade civil? A concórdia e a paz. E para melhor assegurá-lo que as leis evitam se vingar, o que não é diferente de proibir retribuir o mal com o mal. Sem dúvida, a lei cristã vai ainda mais longe, mas, ao fazê-lo, ela só faz contribuir para estabelecer o reino do bem sobre o mal na cidade, o que é a mais segura condição da ordem. Na realidade, nenhuma oposição pode surgir entre as duas cidades, tanto que a cidade terrestre se assujeita às leis superiores da justiça; um Estado que poderia ter soldados, funcionários e, de maneira geral, cidadãos segundo o ideal do cristianismo, certamente não teria nada mais a desejar.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-11-16 10:43:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>19VB)§ 19 PDF 340</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792250908</link>
         <description><![CDATA[<p>§19Quando a cidade terrestre infringe suas próprias leis e as da justiça, o que acontece? Simplesmente os cidadãos da cidade celeste, que são membros daquela, continuam a observar as leis civis que a cidade terrestre fez profissão de esquecer. Na desordem que resulta do desprezo geral das leis, os justos têm muito a sofrer e a perdoar. O que podem corrigir ao seu redor, eles corrigem; o que não podem emendar, suportam com paciência; e, de resto, eles persistem na observação da lei que os outros optam por menosprezar. Então aparece plenamente a distinção radical das duas cidades no seio de seu acordo. Enquanto a sociedade civil observa as leis que ela deu a si mesma, do mesmo modo os membros da cidade de Deus, que são parte dela, parecem observá-las. Tudo se passa como se ambos visassem unicamente a ordem e a paz da cidade terrestre em que habitam. Desde então, todavia, sua maneira de observar as leis é muito diferente, pois os cidadãos da cidade terrestre a consideram como um fim, ao passo que os justos trabalham para mantê-la como um simples meio para alcançar a cidade de Deus. Assim, na ruína de uma cidade terrestre que se abandona a si mesma, vê-se com evidência que, durante o tempo em que os justos observavam as leis com todo o mundo, não era a ela que eles serviam, visto que quando ela não existe mais, por assim dizer, e quando ela renuncia a se lhes impor, eles ainda a observam. Se, então, os cidadãos da cidade de Deus continuam a praticar a moderação, a continência, a benevolência, a justiça, a concórdia e todas as outras virtudes numa cidade que as dispensa, eles jamais as praticaram visando essa cidade, embora as tenham praticado para o proveito dela. <strong>O cristão é o mais certo observador das leis da cidade, precisamente porque ele só as observa em prol de fins superiores aos da cidade./</strong></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:43:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>20VB) A vida cristã. PDF 341</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792251119</link>
         <description><![CDATA[<p>§20. Em tal doutrina, ao que podem se limitar os conflitos entre o Estado e a Igreja? Deus, ele mesmo, colocou a regra que os define: dê a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Quando César pede o que lhe é devido, o cristão lhe dá, não por amor a César, mas por amor a Deus. Como o soberano bom, o mau tem seu poder de Deus, que o consente ao mau para fins cuja natureza nos é desconhecida, mas cuja existência não é duvidosa; não há risco para o cristão. Quando César reclama para si o que só é devido a Deus, o cristão recusa, não por ódio a César, mas por amor a Deus.^^ Também aqui a cidade terrestre nada tem a temer do cristão, dado que, cidadão submisso, ele amará mais sofrer a injustiça do que se armar de violência e mais suportar os castigos desmerecidos do que se esquecer da lei divina da caridade./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:43:20 UTC</pubDate>
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         <title>21VB) §21. A vida cristã. PDF p.342</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792251291</link>
         <description><![CDATA[<p>§21. De acordo com esses princípios, santo Agostinho jamais preconizou a adoção de uma forma determinada de governo civil. A história de Roma, sempre presente em sua memória, bastaria para convencê-lo de que, segundo as circunstâncias e, sobretudo, a natureza do povo que se trata de governar, uma constituição pode ser preferível a outra. Se uma sociedade for composta de homens ponderados, guardiões vigilantes do bem comum e dos quais cada um faz seu interesse pessoal vir depois do de todos, nada impede de autorizar a escolha dos magistrados encarregados de administrar a república; mas se esse mesmo povo acaba se depravando progressivamente, de modo que os cidadãos prefiram seus interesses privados ao interesse público, as eleições se tornariam venais e o governo passaria às mãos dos piores criminosos. Por que não seria legítimo que um homem de bem surgisse então e retirasse desse povo o direito de conferir os cargos públicos e a reserva seja a um pequeno número de magistrados seja mesmo a um único? Somente a lei eterna é imutável; as leis temporais não são. Do  mesmo modo, quando se gaba da felicidade dos imperadores cristãos, Agostinho atenta para não se confundir a ordem temporal com a ordem espiritual; é necessário que a felicidade deles consista menos na prosperidade secular que detêm do que na justiça de sua administração e na sua submissão a Deus./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:43:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>22VB) §22 A vida cristã.  PDF 342</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792251465</link>
         <description><![CDATA[<p>§22. Poder-se-ia sentir-se inclinado a crer que a heterogeneidade radical dos dois domínios assegura a completa independência entre eles na doutrina de Agostinho; não é desse modo, e outras considerações vêm restabelecer na prática as relações com que a teoria pareceria romper. E um fato, por exemplo, que após tê-la (Ana: ter repugnado a doutrina) repugnado por muito tempo, Agostinho progressivamente se inclinou para uma colaboração cada vez mais estreita entre a autoridade religiosa e a autoridade civil. O espetáculo de sua própria vila, apoderada pela Igreja católica por simples temor das leis imperiais, tocou vivamente seu espírito e, até o fim de sua vida, ele admite cada vez com menos escrúpulos a legitimidade do recurso ao trabalho secular contra os hereges e os cismáticos.^’ Devemos ver nessa atitude a renegação do ideal mesmo da cidade celeste e uma tentativa de fazê-la coincidir com a cidade terrestre?</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:43:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>23VB) §23 A vida cristã. PDF p.343</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792251584</link>
         <description><![CDATA[<p>§23. A confusão na qual nos encontramos diante de textos diversos concerne à confusão que espontaneamente se estabelece no pensamento entre dois pares de termos antinômicos: <strong>Estado e Igreja, por um lado, e Cidade terrestre e Cidade de Deus, por outro.</strong> <strong>Ora, do ponto de vista de santo Agostinho, esses dois pares não coincidem</strong>. A cidade terrestre não é o Estado. Com efeito, todos os membros dessa cidade estão predestinados à danação final; ora, os futuros eleitos necessariamente são parte do Estado onde nasceram e onde vivem; logo, não se pode confundir a cidade terrestre, entidade mística segundo a expressão de Agostinho, com tal ou qual cidade concreta realizada materialmente no tempo e no espaço. Inversamente, por mais surpreendente que possa parecer, a Igreja não é a Cidade de Deus, pois essa cidade é a sociedade de todos os eleitos passados, presentes ou futuros. Ora, manifestamente houve justos eleitos antes da constituição da Igreja do Cristo; há, agora, fora da Igreja e talvez entre os perseguidos, futuros eleitos que se submeterão à sua disciplina antes de morrer; enfim e sobretudo, há na Igreja muitos homens que não estarão no número dos eleitos: <strong>habet secum, quamdiu peregrinatur in mundo, connexos communione sacramentorum, nec secum futuros in aeterna sorte sanctorum</strong>. ?(<mark>tradução GPT</mark> Ele terá consigo, enquanto peregrina pelo mundo, a comunhão dos sacramentos, que não estará presente em sua sorte eterna junto dos santos.) Santo Agostinho exprime rigorosamente seu pensamento quando declara que as duas cidades estão misturadas aqui embaixo e que continuarão assim até que o julgamento final separe definitivamente os cidadãos de ambas: <strong><em>perplexae quippe sunt istae duae civitates in hoc saeculo, donee ultimo judicio dirimantur.</em></strong> (<mark>Tradução </mark><strong><mark>GPT</mark></strong> Essas duas cidades realmente são perplexas neste século, até que sejam aniquiladas no último julgamento.)  Ora, o que então restará presente evidentemente não será a Igreja de um lado e o Estado de outro, mas a sociedade divina dos eleitos e a sociedade diabólica dos reprovados; tomados em sua significação essencial, os dois pares de termos são, portanto, inteiramente distintos./</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:43:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>24VB) §24 A vida cristã. PDF </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792251721</link>
         <description><![CDATA[<p>§24. Contudo, sucede muito frequentemente que Agostinho se exprima de uma maneira bastante ambígua, o que explica que alguns comentadores terem se deixado enganar. Numa passagem célebre da Cidade de Deus (XX, 9, 1), ele declara enfaticamente que a Igreja é, desde o presente, o reino do Cristo e o Reino dos Céus; isso não é precisamente reapresentar de outra forma a identificação que acabamos de rejeitar? De modo nenhum, pois o reino do Cristo, que atualmente é a Igreja - visto que ele está com ela até a consumação dos séculos - não é a Cidade de Deus. Com efeito, esse reino deixa crescer o joio entre o trigo, ao passo que não haverá mais joio misturado ao bom grão na cidade celeste;^^ é verdade, portanto, que a Igreja é o reino de Deus, mas não que ela é a Cidade de Deus. Tudo que se pode dizer é que, por essência, o Estado é naturalmente estrangeiro e indiferente aos fins sobrenaturais; ele é, segundo a enérgica definição que se dá do Mundo, “a sociedade humana se organizando à parte de Deus”;^ nessas condições, não há por que se espantar que os membros do Estado, que são somente membros do Estado, sejam desde já os cidadãos destinados à Cidade terrestre e, então, pode-se confundi-los legitimamente. Por outro lado, ainda que a Igreja não seja a Cidade de Deus, ela é a única sociedade humana que trabalha para construí-la; expressamente quista, fundada e assistida por Deus para recrutar os eleitos do reino celeste, é natural que, em princípio, seus membros sejam seus futuros cidadãos. Segue-se a antítese simplificadora à qual Agostinho por vezes reduz a história: duas cidades. Babilônia e Jerusalém, com dois povos, os reprovados e os eleitos, e dois reis, o diabo e Cristo./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:43:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>25VB) § 25 A vida cristã. PDF 346-347</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792252063</link>
         <description><![CDATA[<p>§25. Não se pode, portanto, considerar Agostinho nem como tendo definido o ideal medieval de uma sociedade civil submissa à primazia da Igreja, nem como tendo condenado antecipadamente tal concepção. O que é verdadeiro, estrita e absolutamente, é que em nenhum caso a Cidade terrestre e, menos ainda, a Cidade de Deus poderiam ser confundidas com uma forma de Estado, qualquer que fosse; mas, é uma questão totalmente diferente, e um ponto sobre o qual Agostinho certamente não teria nada a objetar, o Estado poder e dever eventualmente ser utilizado para os fins próprios da Igreja, e, através dela, para os da Cidade de Deus. Embora ele jamais tenha formulado o princípio de um governo teocrático, a ideia não é inconciliável com sua doutrina, pois, se o ideal da Cidade de Deus não implica essa ideia, não a exclui. Estrangeira a todas as nações e a todos os Estados, a cidade de Deus recruta por toda parte os cidadãos que a compõem; indiferente à diversidade das línguas, dos usos e dos costumes, nada atacando, nada destruindo do que é bom e útil, ao contrário, ela trabalha para consolidar nas mais diferentes nações o que cada uma delas coloca a serviço da paz terrestre, assegurando que nada se oponha ao estabelecimento final da paz de Deus. Assim prepara-se aqui embaixo, sem poder alcançá-la aqui, a vida social perfeita - <em>quoniam vita civitatis utique socialis est (<mark>Tradução GPT -</mark></em>Visto que a vida em sociedade é inerente à comunidade<em> _ </em>em que reinará a ordem absoluta pela união das vontades numa beatitude comum, a vida eterna no seio de Deus.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:44:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>26VB) §26. A vida cristã. PDF 347-348</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792252206</link>
         <description><![CDATA[<p>§26. Muito se dissertou sobre o sentido e o alcance dessa doutrina. Alguns a veem como uma sobrevivência maniqueísta: a Cidade de Deus opondo-se à cidade terrestre, em Agostinho, tal como o reino maniqueu do bem e da luz se opõe ao do mal e das trevas. Contudo, primeiramente, não parece que Agostinho tenha tido a menor suspeita dessa filiação, pois as fontes de sua doutrina, às quais ele nos remete, são unicamente escriturais. A ideia de uma cidade de Deus lhe foi expressamente sugerida pelo Salmo 86,6: Gloriosa<em> dicta sunt de te, civitas Dei <mark>Tradução GPT </mark></em>F<em>oram ditas sobre você, cidade de Deus); </em> por outro lado, a oposição clássica entre Babilônia e Jerusalém bastaria para sugerir a idéa de uma cidade má oposta à cidade divina e, enfim, a antítese das duas cidades já estaria formulada pelos escritores anteriores conhecidos por Agostinho, tais como Ticôneo, e isso dispensa qualquer hipótese psicológica inverificável sobre a germinação dessa ideia em seu pensamento^ Qualquer que seja sua origem, deve ficar claro que, de todo modo, a doutrina agostiniana das duas cidades não somente nada tem de maniqueísta em seu conteúdo definitivo, mas é resolutamente antimaniqueísta. Segundo Mani e seus discípulos, haveria uma oposição entre duas cidades, uma boa por natureza, outra naturalmente má; segundo santo Agostinho, a ideia de uma natureza má é contraditória em termos, a tal ponto que mesmo a cidade terrestre é boa por natureza e má somente pela perversidade de sua vontade; o agostinianismo, sendo uma doutrina em que mesmo as trevas são boas, no tanto que são, constitui a negação mesma do dualismo maniqueu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:44:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>27VB)§27 A vida cristã. PDF 349</title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792252411</link>
         <description><![CDATA[<p>§27. É ademais inútil ir buscar tão longe as fontes da doutrina, pois ela não dissimula nada de suas origens nem de suas intenções. Aqui, como em todo lugar, a fé precede a inteligência e a engendra; é necessário, portanto, partir da Escritura para descobrir o ponto de vista de Agostinho. O que o impressiona é que a revelação nos faz conhecer os acontecimentos como a criação e a queda, que nos permaneceriam desconhecidas e que, portanto, são a chave para a história universal; em seguida, ela nos ensina os fins de Deus e assim nos permite prever que a história futura terá um sentido como tem a do passado. Tudo o que se encontra no universo visto, do ponto de vista do espaço - ser, bondade, ordem, proporção, beleza, verdade - tudo isso se encontra na sucessão dos estados desse universo através dos diversos momentos da duração. O ponto de partida de Agostinho é, portanto, a revelação, que, conferindo à história a universalidade que nosso empirismo fragmentário não pode alcançar, ao desvelar a ela principalmente sua origem e seu fim, torna possível a teologia da história e confere ao universo uma inteligibilidade na ordem do tempo./</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 10:44:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>VB28) § 28 A vida cristã PDF pág. do livro 349 </title>
         <author>vabraga</author>
         <link>https://padlet.com/vabraga/ro2u7qpl7cr8e0mz/wish/2792314326</link>
         <description><![CDATA[<p>§28. (último tema do capitulo) Ao adotar esse primeiro ponto de vista, santo Agostinho necessariamente se engaja na admissão de um segundo, <strong>o da unidade necessária da humanidade e de sua história.</strong> <strong>Uma vez que Deus previu, quis e conduziu a sequência dos eventos históricos, desde seu princípio até o termo que se aproxima, necessariamente todo povo e todo homem têm seu papel num mesmo drama e concorrem, na medida quista pela Providência, à realização do mesmo fim. </strong>Assim, em certo sentido, <strong>a humanidade toda é verdadeiramente tão-somente um único homem submetido por Deus às provas purificantes e iluminadoras de uma revelação progressiva.</strong> Entretanto, <strong>graças e luzes</strong> não serão plenamente eficazes a não ser para os futuros eleitos, membros da comunhão de santos ou, como dirá Leibniz, dessa “república de espíritos”, cuja constituição e acabamento são a causa final do universo e de sua história. Daí, a ideia tão profunda de uma cidade mística feita mais de mortos e de seres por vir do que de viventes, sociedade perfeita e a única plenamente digna desse nome, posto que fundada sob o amor de Deus, só ela realiza o ideal social da paz e da justiça, sociedade-fim, numa palavra, de que todas as outras são resíduos ou meios. Logo, não é por acidente que a doutrina de Agostinho se expande em <strong>teologia da história</strong>, mas por uma fidelidade completa às exigências de seu método e de seus princípios fundamentais./ VB)  Fim do capítulo: A vida cristã. Seguir-se-á a Terceira Parte - A contemplação de Deus em sua obra, com 4 itens. e a Conclusão: <em>O agostinianismo . livro p. 433 a 467.</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-11-16 11:43:36 UTC</pubDate>
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         <title>9VB) Informação pessoal. A aula termina após o §9. </title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-11-19 21:28:42 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A leitura do tema nos oferece uma reflexão interessante como aquela em que nos mostra que a sociedade ela tem grupos que se unem por interesses comuns.</p><p>Assim somos direcionados a nos unirmos aqueles cujo interesse comum leva a um ponto de equilíbrio entre os componentes do grupo. </p><p>O amor divino ou amor a Deus, quando permeado na sociedade, faz com que o seus participantes olhe com olhar condescendente Até a transformação em olhar amoroso acima de qualquer outro interesse que não seja coletivo</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-15 18:19:41 UTC</pubDate>
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