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      <title>Confissões (13.03) by Chico Ribeiro</title>
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      <description>Aqui você poderá contar, de forma totalmente anônima, alguma experiência de sua vida. Pode ser memórias, algum trauma, um momento importante, nostálgico. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-25 01:42:46 UTC</pubDate>
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         <title>Um dia tenso</title>
         <author>chicoteribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nunca me esquecerei desse dia. Desse nervoso dia. Estava deitado numa tarde de uma segunda entediante. De longe escuto a voz da minha tia gritando alvoroçadamente: “JÚÚÚÚNIOR! JÚÚÚÚNIOR! JÚÚÚÚNIOR!”. Corri rapidamente para a entrada da minha casa. Minha tia falou, bastante agitada, de um atropelamento por um caminhão na rua. Pediu para que eu corresse rapidamente. Corri! Ao chegar me deparei com corpo já sem vida no chão, ainda quente, mole, ensanguentado. Era um jovenzinho ainda, um cachorrinho sapeca, que tinha conhecido dias antes quando minha tia o havia adotado. Precisava enterrá-lo com rapidez, ainda naquela tarde para que tivesse uma passagem feliz para o outro plano. Na frente da minha casa havia uma escola, ao fundo dela seria o lugar ideal para o enterro. Precisava de ferramentas, as quais eu não tinha, para cavar a sua cova. Decidi pedir emprestado uma pá e enxada para o pai da minha amiga que morava na outra rua. Ao dobrar nessa rua, avistei no final o caminhão. Ele era de grande porte, fazia transporte para a loja de materiais de construção, isso explica o grande estrago que fez. Uma fúria avassaladora me possuiu. Fiquei no meio da rua, impedido a passagem do veículo. Bati incessantemente no capô gritando assassinos. Nesse instante, três homens fortes que estava na carroceria desceram em minha direção. Aparentavam estar irritados e impacientes. Seriam três contra um. Eu seria possivelmente mais uma vítima daqueles que, momentos antes, mataram um cachorro. Nesse instante, três estrondos fortes explodiram atrás de mim. Foram tiros para o alto. Até então eu nunca tinha escutado o som de uma arma. Era o Cabeludo, traficante da região. Só o conhecia de vista. Ele gritou para que me deixassem em paz. Os homens do caminhão saíram o mais rápido possível. Eu também. Fiquei com medo até de olhar para o Cabeludo.</p><p>Voltei enterrei o cachorro ainda trêmulo e perturbado por tudo o que tinha acontecido. Três dias após esse ocorrido o traficante foi morto na feira próximo de casa com mais de dez tiros.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-25 01:42:46 UTC</pubDate>
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