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      <title>ATUAÇÃO E PESQUISA EM PSICOLOGIA by Raquel Diniz</title>
      <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih</link>
      <description>Mural de painéis da Turma 2020.1 de IMP e PsiC&amp;P [DepsPsi - UFRN] sobre os desafios e possibilidades de atuação e pesquisa nas diversas áreas da Psicologia.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-11-11 16:41:58 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-02-15 22:30:30 UTC</lastBuildDate>
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         <title></title>
         <author>marialuisapaes</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 22:45:39 UTC</pubDate>
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         <title>Ciência e gênero: quais os desafios de ser uma mulher psicóloga e pesquisadora?</title>
         <author>marialuisapaes</author>
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         <description><![CDATA[<div>Alunas: Maria Luisa Paes e Maria Gabriela Silva e Lira<br><br>Entrevista com Rocelly Cunha, doutoranda do PPgPsi - UFRN. Atuou como Coordenadora do curso de Psicologia da UNI-RN (2016-2017) e atualmente é professora da instituição e psicóloga clínica. A tese da entrevistada é<mark> </mark><strong><mark>“Ciência e gênero: o cotidiano de mulheres pesquisadoras em Psicologia”</mark></strong> e durante nosso encontro, ela nos contou sobre sua trajetória acadêmica na Psicologia, seus desafios e motivações na área.</div><div><br>A mobilização para a escolha do seu tema de pesquisa se relaciona com <strong>problemas cotidianos e experiências como mulher negra </strong>e, principalmente, como coordenadora do curso de Psicologia da UNI-RN. Durante sua atuação como coordenadora, Rocelly atendia alunos e recebia suas queixas. A partir disso, notou padrões de reclamações e diferenciações entre o que se falava de professores homens e professoras mulheres: sempre havia uma <strong>reclamação mais intensiva para mulheres</strong>, que eram vistas como grosseiras ou ríspidas. Além disso, ao analisar as ementas do curso, se deparou com <strong>a maioria de teóricos e referências da psicologia sendo homens, mesmo que na prática as mulheres estejam como maioria.</strong><br><br>Assim, partindo do questionamento “as mulheres da psicologia não pensam a psicologia e apenas reproduzem as teorias feitas pelos homens?” e de sua afetação diante disso, Rocelly escreve e busca dissecar com base no<strong> Feminismo Decolonial</strong> acerca dos <strong>desafios que impactam o desempenho das mulheres na ciência e sobre a invisibilização dessas pesquisadoras em detrimento de uma maioria masculina </strong>que é vista e lida na Psicologia. Sendo assim, ela trata, em sua pesquisa, sobre o perfil étnico-racial das mulheres pesquisadores, da jornada de trabalho que levam, do impacto da família, das relações amorosas e da maternidade no desempenho acadêmico, da participação política, da ascensão do movimento neopentecostal e da influência do período de pandemia.<br><br></div><div>Rocelly nos alerta para o fato da ciência ser bastante excludente, desde o princípio construída para não ser de todos - é de uma elite específica, na maioria das vezes masculina e europeia. Quem não compõe essa elite sofre mais: <strong>mulheres brancas são invisibilizadas, mas o maior impacto é em relação às mulheres negras e indígenas </strong>- uma desigualdade marcada devido a falta de condições práticas e privilégios que outras mulheres, brancas, têm. Assim, é importante pontuar que a<strong> pesquisa perpassa a realidade da pesquisadora</strong>, porque os desafios que ela pesquisa são os mesmos que ela enfrenta.</div><div><br>Em sua atuação, a entrevistada trabalha na psicologia clínica com orientação psicanalítica. Sua prática perpassa feminismos negros e teóricos pós-coloniais como Frantz Fanon, além de uma leitura lacaniana que dá margem para essa abertura e esses diálogos. Logo, podemos perceber como <strong>sua prática é associada ao que ela pesquisa.</strong> <br><br>Por fim, perguntamos a Rocelly qual sua compreensão acerca da <strong>articulação entre prática profissional e pesquisa:<br></strong><br></div><blockquote>“Não há separação, é tudo extremamente intrínseco. Teorias que só pensam em teorias, para mim, é algo completamente inexistente. Os problemas de pesquisa são questionamentos que estão no cotidiano, na rua, no nosso dia a dia, não no laboratório. Minha pesquisa saiu de coisas que realmente eu estava vivendo, do que me incomodava nessas vivências. <strong>A separação entre prática e pesquisa é uma</strong> <strong>marca de uma ciência eurocêntrica, cartesiana, racista, que se propõe pensar sem afetos.</strong> Minha vontade seria escrever em minha pesquisa “essa separação de psicologia na atuação e na pesquisa é<strong> ‘Viagem de europeu!’</strong> ”.</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-23 16:44:57 UTC</pubDate>
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         <title>Encontro entre ciência e profissão pela visão da Neuropsicologia</title>
         <author>fontouragiovannasr</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/954542359</link>
         <description><![CDATA[<div>Entrevista realizada por Giovanna Fontoura e Tainá Borges<br><br>Original de Mossoró/RN, o entrevistado Francisco Wilson Nogueira Holanda Júnior, de 27 anos, é um psicólogo formado pela UFRN, universidade que também foi casa de seu mestrado e é onde desenvolve seu doutorado. Encantado pela área biológica da psicologia desde sua entrada no curso, teve seu mestrado em psicologia focado na neuropsicologia do envelhecimento, orientado pela professora Katie Almondes e, hoje em dia, faz parte da pós de psicobiologia, focando-se em bases evolutivas do comportamento, tendo como orientadora a professora Fívia Lopes. Paralelamente com sua vida acadêmica, Will tem se dedicado também a prática profissional desde que finalizou sua graduação.</div><div><br>Quando questionado sobre as potencialidades e os desafios das áreas em que atua, Will pontuou a amplitude e a demanda da neuropsicologia, sendo um campo não-saturado e muito diverso. Especificamente sobre a atividade científica na psicobiologia, falou sobre a importância de podermos fornecer à sociedade ferramentas e conhecimentos que ajudem nos processos do conhecer a patologia para ajudar os profissionais da saúde e dar subsídios para os pacientes entenderem melhor também os fenômenos da patologia.</div><div><br>Em contraponto, afirmou que, tanto para a neuropsicologia quanto para a psicobiologia, sente uma dificuldade é a necessidade de um conhecimento multidisciplinar extenso. Além disso, citou o alto custo com aparelhos e aquisição de teste como um impacto para quem se forma. Sobre a atuação profissional neuropsicológica (mesmo que para pesquisas), apontou a necessidade de uma boa experiência com os pacientes e do apoio da família do paciente na continuidade da avaliação e tratamento como dificuldades.</div><div><br>Ao tentarmos aprofundar nas dificuldades de ser pesquisador, Will nos trouxe dois pontos distintos das quais ele afirmou terem grande peso em sua experiência: a análise de dados científica e a necessidade que teve de começar a trabalhar. Formado em 2015, Will diz não ter tido uma boa base para a análise de dados – considerando os métodos utilizados em sua pesquisa - em sua graduação e, por outro lado, pesa a necessidade que teve de trabalhar assim que saiu da graduação, tendo que abdicar do tempo de lazer e família para não ter prejuízo em seu desempenho.</div><div><br>Considerando seu sentimento quanto a não ter base suficiente para a análise das pesquisas de mestrado e doutorado, questionamos se ele considera que a UFRN forma bem seus profissionais para o mercado de trabalho: <br><br></div><blockquote>“De forma geral não, me orgulho do curso, mas enxergo que é muito voltado para a social. O caminho para mim era buscar mais matérias biológicas nas optativas e alguns colegas queixavam-se que não viam muito a clínica. Na minha época, tinham muito professores substitutos e não os oficiais do componente o que prejudicava o conteúdo. Existiam muitas críticas a modelos tradicionais feita pelos professores, mas os alunos nem chegavam a estudar sobre esses modelos para poder criticar. Mas a instituição tem muitos professores competentes, estímulo do pensamento crítico e suporte ao aluno.”</blockquote><div><br>Por fim, solicitamos que tentasse colocar em um parágrafo o que pensava sobre a articulação entre a prática profissional e a pesquisa, e acreditamos que não seríamos capazes de desenvolver melhor resposta do que a que nos foi dada: <br><br></div><blockquote>“Acredito que todos que vão para mercado de trabalho deviam ter um mestrado, a gente consegue ter prática mais robusta e crítica quando a gente tem formação em pesquisa. Quem não tiver interesse em mestrado, pelo menos leia artigos, vá para congressos, se mantenha em bases de pesquisa, pois é necessário estar ciente do novo, não achar que já tem o conhecimento e pronto, é preciso sempre se atualizar, ter o pé na academia.”</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 01:31:44 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia como política pública: ciência e Trabalho sob a ótica de um homem negro.</title>
         <author>lavaniery</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/954618718</link>
         <description><![CDATA[<div>Bem, pessoas, não sei se vocês sabem, mas eu também sou professor e este trabalho foi muito interessante pra mim, pois tive a oportunidade de reencontrar o meu ex-aluno Thiago Laurentino que é hoje doutorando do PPgPsi- UFRN e é filiado à linha de pesquisa que estuda as políticas públicas sob um viés marxista e tem como orientadora a Profa. Dra. Isabel Fernandes. Ele tem 31 anos, reside na cidade de Natal e é formado pela UNIRN (2012), tem mestrado em Gestão Pública e é, atualmente, Psicólogo da UFRN.<br>Thiago fala de sua trajetória profissional na psicologia com uma lacuna de 05 anos entre a conclusão de sua formação e sua primeira atuação profissional como psicólogo após ser aprovado num concurso público.<br>Para ele, só depois de um tempo é que a "ficha caiu" e acredita que essa lacuna tem muito a ver com a sua cor, pois ao experimentar sua profissão, nesse cargo público, viu que era capaz de exercê-la, mas o que lhe faltava eram oportunidades.<br>Ele atua na Assistência Estudantil da UFRN- Campus Natal e veio para uma vaga de Psicologia Clínica, porém, nesse contexto entende que "a assistência estudantil precisa estar articulada com os processos de ensino e aprendizagem". Dessa forma, vê o seu trabalho para além de um atendimento clínico em seu setor, mas numa perspectiva institucional.<br>Para Thiago o principal desafio como psicólogo foi ingressar no mundo do trabalho como psicólogo e ele tributa isso à sua condição de homem negro. Outro desafio que ele acredita haver na prática do psicólogo é  expectativa que a sociedade tem em relação á nossa profissão que coloca o psicólogo como o profissional das respostas, quando, na verdade, o psicólogo pode ajudar muito mais nas questões. <br>Para ele, é importante essa articulação entre a prática profissional e a pesquisa e essa relação é essencial para a nossa profissão!<br>Para Thiago, em suas palavras finais: "A psicologia é uma ciência muito ampla. Nova em suas discussões e um espaço de grandes contradições."<br>Foi muito proveitoso encontrá-lo neste lugar profissional e ouvir suas reflexões! Vejam a entrevista clicando no link disponível abaixo:<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 02:10:22 UTC</pubDate>
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         <title>O álcool e a comunidade indígena Potiguara de Catu</title>
         <author>violetamartinsdefreitas</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/956149786</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu entrevistei o aluno de doutorado da UFRN Ivan Farias Barreto, que estuda processos de alcoolização e atenção psicossocial em uma comunidade indígena Potiguara no Rio Grande do Norte, desde 2018. Ivan tem 34 anos, é originário da Bahia, e já tem uma trajetória de pesquisa e prática longa. Desde cedo, trabalhou com as temáticas do uso de substâncias e a de povos em situações de vulnerabilidade, como moradores de rua. Ele passou um tempo trabalhando em Amazonas, em um serviço de atenção básica à saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Rio Purus, chegando até a publicar <a href="https://online.unisc.br/seer/index.php/ripsunisc/article/download/13323/8358">um artigo sobre o estado do atendimento à saúde mental de lá</a>. Durante seu tempo lá, teve contato com 17 povos indígenas diferentes, e identificou a problemática do abuso de álcool nestas comunidades. Trouxe, então, para a UFRN, a proposta de estudar esta mesma problemática, agora em uma comunidade Potiguara. <br><br>A área de pesquisa em saúde mental indígena está ainda em sua fase de formação. As áreas da academia que lidam tradicionalmente com a questão indígena sempre foram as da história e da antropologia, mas a psicologia vem se aproximando. Podemos citar como exemplos dessa aproximação os livros <a href="https://www.crpsp.org/uploads/impresso/101/71PFBBgf9yJBWpDdUjvKfbMGNI95-DIS.pdf"><em>Psicologia e povos indígenas</em></a><em> </em>e <a href="https://www.crpsp.org/uploads/impresso/110/RLAg_HX8E6bm0fVjb2gpqCkreIBkTy0W.pdf"><em>Povos indígenas e psicologia</em></a><em>, </em>coletâneas organizadas pela CRP que trazem pesquisas, discussões e vivências de lideranças indígenas e psicólogas. A necessidade de uma via dupla de comunicação neste contato é sempre enfatizada: a psicóloga e o indígena não devem se encontrar em uma pura e simplista relação de “médico e paciente”, por assim dizer, mas sim em uma relação mútua de troca de saberes. <br><br>A situação indígena no Nordeste é particularmente marcada pelo fenômeno da <em>etnogênese</em>: comunidades que tomam por si a missão de construir suas identidades indígenas, se auto identificando como parte de alguma etnia e partindo ao resgate de práticas culturais e vivências de significado para eles. É uma situação bem diferente da de povos indígenas que se mantiveram mais ou menos isolados e preservaram a sua cultura de algum jeito frente à invasão colonial, como alguns, por exemplo, da Floresta Amazônica. Foi, então, assim que a comunidade do Catu, o foco da pesquisa de Ivan, resgatou a identidade Potiguara.<br><br>O uso do álcool na comunidade do Catu é visto por alguns indígenas como algo prejudicial, associados a situações de violência e sofrimento psíquico, como conta Ivan. O álcool é usado nesta comunidade de forma não tão dissimilar ao resto da população brasileira: contextos como comemorações e ócio, ou como forma de se lidar com situações problemáticas. Temos até casos de incentivo familiar, dos pais para os filhos, para o uso do álcool, como é comum em muitas casas brasileiras. O abuso dessa substância segue padrões conhecidos também: se encontra lá associado ao álcool casos de violência, como homicídio e violência doméstica, e muitos problemas de saúde, como a cirrose. Os meios de prevenção e atendimento existem, porém são poucos e ineficientes. Como ilustração de como estes meios não chegam a população, Ivan conta a história de um homem que ele entrevistou: ele ouviu do pai que existia um remédio que fazia uma pessoa parar de beber, mas como ele era analfabeto, não teria como ler o rótulo do remédio e encontrá-lo pra comprar, sendo que a alguns metros de onde eles estavam, tinha um posto de saúde o qual o homem poderia ter ido.<br><br>Qual seria atuação da psicóloga em uma situação como esta? Ivan responde que isto é algo que deve sempre ser respondido de forma conjunta com a comunidade. É fundamental a presença de lideranças indígenas e membros importantes da comunidade, que conheçam o povo dali, como por exemplo os trabalhadores do posto de saúde local. A psicóloga não irá ter uma influência positiva real sem se adentrar a cultura de alguma forma, e para isso precisa adaptar sua prática: Ivan comenta sobre como talvez uma consulta terapêutica seria melhor feita em uma caminhada pela comunidade, ou em uma canoa. Ele menciona o Toré, um ritual resgatado e praticado pelos indígenas de Catu, que sempre termina com uma roda de conversa onde os participantes discutem suas vidas e a sua comunidade. Isto funciona como um acolhimento entre os participantes, no qual a presença de uma psicóloga integrada com o povo poderia ser de grande ajuda. <br><br>A pesquisa de Ivan ajuda a dar luz a situações e problemas reais destas comunidades, muitas vezes invisíveis para o resto da sociedade. Com estudos como este, e uma participação real e material das comunidades, a prática psicológica pode se aproximar e ajudar a construir um apoio psicossocial de qualidade à estes povos. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 13:47:39 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura Infantil como Intervenção na Psico-oncologia Pediátrica</title>
         <author>lucasmeishel</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/956892597</link>
         <description><![CDATA[<div>Dupla: Lucas Maciel e Pedro Sonehara<br><br>       Batemos um papo com <strong>Hedyanne Guerra</strong>, 28 anos,natural de Natal-RN, psicóloga da abordagem cognitivo-comportamental, graduada e mestre pela UFRN, doutoranda na área de <strong>psico-oncologia infantil</strong> também pela UFRN e orientanda da Profª Drª Izabel Hazin. Buscamos entender um pouco da sua trajetória e sua vivência enquanto pesquisadora e profissional na área, assim como sua percepção acerca de como esses dois âmbitos se complementam.</div><div>	Sua trajetória dentro da pesquisa teve início nos primeiros períodos do curso, quando uma amiga a convidou a participar do GEPS, grupo do qual participou entre os anos de 2010 e 2018, já de início teve contato com a área da psico-oncologia infantil, na qual se mantém até hoje. Vale salientar que Hedyanne terminou o curso em 2014, se formando em 2015 e iniciando seu mestrado no mesmo ano.</div><div>	Durante a conversa, ela expôs que sua ideia inicial era trabalhar a questão da morte e como ela é percebida pelas crianças na área da psico-oncologia infantil, mas acabou precisando trocar de caminho devido a empecilhos metodológicos. Iniciou um trabalho de tradução e adaptação de um instrumento para aplicá-lo dentro de uma escola, onde buscou compreender alguns estressores cotidianos dessas crianças, por coincidência, algumas crianças levantaram a temática da morte durante a aplicação.</div><div>	<strong>Mas por que literatura infantil e  psico-oncologia infantil?</strong> <br>        De início, foi o acaso, sua amiga a convidou para a base, onde ela teve ainda mais curiosidade e acabou se encantando pela área após entrar em contato com a prática. Se encantou com a forma expressão simbólica das crianças e em como elas enfrentam sua realidade, inseridas num ambiente dicotômico de vida e morte. Já a literatura infantil surgiu por dois motivos principais: o contato que a própria teve com a literatura em sua forma física e lúdica enquanto criança e as dificuldades sofridas em um campo de estágio, no qual o único recurso terapêutico disponível eram livros infantis de uma outra ala do hospital.</div><div>	Dentro de suas intervenções, Hedyanne utiliza a literatura para trabalhar  emoções, sentimentos, anseios e dificuldades das crianças, assim como a compreensão delas a respeito da morte e de como elas lidam com algo tão complexo de tão perto. Além disso, ela também busca trabalhar essa mesma psicoeducação com as famílias, tendo em vista que não é apenas a criança que adoece, mas toda a rede de apoio da mesma.</div><div>	Os principais desafios dela com esse tema dizem respeito aos mais diversos fatores, entre eles estão a “ética”, os instrumentos e a pandemia. As questões “éticas” circulam o pensamento de que crianças não devem falar sobre morte para que o sofrimento seja evitado, e por isso houveram muitas dificuldades na busca por um acervo bibliográfico que, de fato, embasasse sua pesquisa e atuação. Contudo, ao longo da sua atuação, a mesma recebeu demandas vindas das crianças acerca de um trabalho sobre a morte, mostrando que o ponto de vista citado acima é prejudicial e que essa temática chama por mais atenção. Em relação aos instrumentos, Hedyanne relatou que uma de suas principais dificuldades com o uso dos livros é a adesão das crianças à recursos literários, trazendo a necessidade da busca por livros que tragam também recursos interativos. Além de questões mais focadas na linha de pesquisa, a chegada da pandemia da Covid-19 trouxe ainda mais desafios e frustrações, com suas coletas interrompidas e atraso no andamento da pesquisa que já está em seu último ano.</div><div>	Por fim, sua entrega final será um livro infantil produzido por ela que trabalhe as questões que atravessam a vivência das crianças hospitalizadas por conta do câncer infantil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 16:29:50 UTC</pubDate>
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         <title>Neuropsicologia Forense - Pesquisa e Atuação</title>
         <author>karenbaraujo</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/957367717</link>
         <description><![CDATA[<div>(pesquisa documental - grupo: Raynara Bolcont, Raiane Cristina, Karen Belizario)<br><br>Nossa proposta foi pesquisar sobre um tema importante e ativo, mas que sua atuação e pesquisa fossem desconhecidas ou simplesmente não-divulgadas. Foi assim que chegamos à área de <mark>Neuropsicologia Forense</mark>, que é uma forma interessante de atuação da Neuropsicologia na investigação de crimes e do comportamento do criminoso. Aqui vão algumas informações sobre essa área:</div><div><br>1. <strong>neuropsicologia + ciências forenses</strong></div><div><br></div><div>A Neuropsicologia tem como objetivo entender de que forma disfunções cerebrais podem interferir no comportamento, por meio de avaliações experimentais e clínicos; o nome “forense” vem do latim <em>forum</em>, que faz alusão ao Fórum Romano, a praça principal onde eram realizados os julgamentos do Império. Tradicionalmente, o uso do termo “forense” se refere à interseção entre a ciência (medicina, antropologia, psicologia) e o sistema jurídico. </div><div><br></div><div>Como resultado da junção dessas duas grandes áreas, a Neuropsicologia Forense surge como uma subárea da neuropsicologia: o profissional é preparado como um neuropsicólogo clínico e depois se especializa na parte forense, na qual se aplicará às dúvidas jurídicas e tomadas de decisão no contexto de um crime, investigando se uma determinada disfunção comportamental afetou ou não o comportamento do criminoso. </div><div><br>2. <strong>a prática profissional</strong></div><div><br></div><div>A avaliação neuropsicológica objetiva encontrar falhas nas funções cognitivas superiores (percepção, memória, aprendizagem, pensamento, funções executivas) que sejam a origem de problemas comportamentais. Geralmente, tais problemas estão relacionados a alguma alteração cerebral. A cognição é o foco nesse tipo de avaliação: saber se e como determinada falha nas funções cognitivas afeta, por exemplo, o depoimento de um indivíduo (se ele pode servir como fonte confiável); na prática forense, o neuropsicólogo é responsável por determinar se um réu pode ser julgado responsável por seus atos, ou se uma determinada disfunção mental pode livrá-lo da pena. </div><div><br></div><div>Não cabe ao neuropsicólogo forense fazer intervenções clínicas, como a terapia individual ou intervenções de grupo. O trabalho dele é avaliar por meio de avaliações experimentais e exames de neuroimagem como determinados transtornos neuropsicológicos podem interferir no processo jurídico. Enquanto na clínica o objetivo é auxiliar o paciente, na forense busca-se apurar fatos.</div><div>O neuropsicólogo deve ser neutro e focar apenas em sua especialidade, sem envolver-se nos saberes do direito: o laudo neuropsicológico forense diz somente da neuropsicologia. Tipos de perícia que a legislação brasileira regulamenta: exame de responsabilidade penal ou imputabilidade, avaliação criminológica e exame de cessação de periculosidade. </div><div><br>3. <strong>a pesquisa</strong></div><div><br></div><div>A maior parte da pesquisa na área de Neuropsicologia é vinculada ao campo das neurociências, à procura de novas informações sobre a fisiopatologia dos transtornos neuropsiquiátricos e o funcionamento cerebral na normalidade, abarcando desde a macroscopia cerebral até mecanismos moleculares. Aos estudos da neuropsicologia forense cabem:</div><div><br></div><div>- a investigação das relações entre o cérebro e a conduta através métodos quantitativos</div><div>- estratégias interpretativas para inferir a presença, a localização e o tipo de neuropatologia; </div><div>- a decisão sobre assuntos legais, como a determinação da incapacidade; </div><div>- a descrição dos perfis cognitivo-comportamentais característicos de cada doença neurológica; </div><div>- a determinação do prognóstico; </div><div>- as implicações do funcionamento psicossocial e a decisão sobre as intervenções mais adequadas. </div><div><br></div><div>Outra grande área da pesquisa forense é a discussão sobre as questões empíricas e éticas relativas à aplicabilidade e admissibilidade dos dados neuropsicológicos forenses no contexto criminal. <br><br></div><div>Vale ressaltar que o campo ainda está se desenvolvendo e sendo descoberto. As publicações sobre a psicologia forense se baseiam em análise de casos, desde o âmbito de violência até adoção. Ademais, a maioria das pesquisas se concentra fora do Brasil.<br><br>Sem dúvida, a neuropsicologia forense é uma área em crescimento que ainda necessita superar diversos obstáculos, entre eles obstáculos relacionados a atuação, o limite entre a Psicologia e o Direito, como também no âmbito acadêmico no estímulo para ampliar as pesquisas nessa área, mas mesmo assim é notório o grande auxílio da neuropsicologia forense nas questões legais, considerando diferentes perspectivas sociobiológicas.</div><div><br><strong>referências</strong>:<br><br>Huss, M. T. (2009). <em>Psicologia forense: pesquisa, prática clínica e aplicações</em>. Artmed Editora.</div><div><br></div><div>de Pádua Serafim, A., &amp; Saffi, F.  (2015).<em> Neuropsicologia Forense</em>. Artmed Editora.</div><div><br></div><div>Anton, J., &amp; de Salvo Toni, C. G.<em> A psicologia forense e a identificação de indivíduos psicopatas</em>. <em>Revista Faz Ciência</em>, <em>16</em>(24), 189.</div><div><br></div><div>Nascimento, E. P. B., Da Silva, F. L. M., Da Silva, L. B. M., &amp; Gadêlha, L. N. Avaliação neuropsicológica forense nos casos de abuso sexual infantil.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 18:26:32 UTC</pubDate>
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         <title> Para além das grades...</title>
         <author>talitagvarela</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá, psi lovers!! No post de hoje iremos abordar a <mark>atuação das (os) psicólogas (os) no Sistema Prisional.</mark> Sabemos que é imprescindível o debate acerca da promoção de direitos humanos e saúde mental dentro dos presídios brasileiros, cuja população carcerária é numerosa e a estrutura é desfavorável para a recuperação. Apesar de tamanha relevância, o tema não é amplamente discutido quando se fala de áreas da psicologia. Além disso, tal área abrange questões sobre normatização, padronização social, recuperação e ressocialização - todas de extrema importância para a psicologia.  Logo, vimos no trabalho uma oportunidade de nos debruçarmos sobre tais questões.</div><div><strong>Contexto histórico</strong></div><div>A princípio, precisamos ter em mente que o sistema prisional depende do nosso contexto social. Desse modo, qual seria a utilidade de uma prisão? De maneira subentendida, ela serve para segregar os sujeitos rotulados como criminosos, os quais são menosprezados e indesejados dentro do corpo coletivo. Por sua vez, a Psicologia, durante seu processo de constituição como ciência, passou a estudar o comportamento dos indivíduos buscando controle e previsibilidade, contribuindo de maneira significativa para a função social das prisões.</div><div>Inicialmente, a Psicologia teve sua prática fortemente influenciada pela ditadura civil-militar, de modo que a repressão sobre os indivíduos se tornava cada vez mais evidente. Nesse contexto, a atuação na área prisional foi por muito tempo voltada a mecanismos classificatórios, como a polarização entre “normalidade” e “anormalidade”. Nesse cenário, os crimes eram associados aos indivíduos “não saudáveis”, aqueles que ofereciam perigo para o resto da população. Tal perspectiva naturalista criou estigmas problemáticos e minimizou a influência social e contextual vivida pelos sujeitos. Desse modo, tanto a Psicologia quanto a instituição Prisão coexistem como sendo subprodutos de uma mesma época e de uma mesma sociedade, ou seja, respondem às demandas de padronização.</div><div><strong>Potencialidades da área </strong></div><div>No presente, a partir das mudanças advindas da reforma psiquiátrica antimanicomial, bem como da criação da PNSSP (Política Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário), os psicólogos que trabalham no sistema prisional tentam ir contra as visões unicamente naturalistas e universalizantes. Assim, em se tratando do infrator com algum transtorno mental, é necessário ter em mente seu princípio de responsabilidade e seus direitos à assistência e à reinserção social, tal qual aponta o Ministério da Saúde. Diante dessa problematização, hoje a categoria procura ponderar sobre todas as condições de existência dos indivíduos - tomando nota sobre suas histórias, condições sociais e econômicas - a fim de promover uma ressocialização plena.</div><div>Nesse contexto, o advento da Psicologia crítica tem como propósito a  promoção dos Direitos Humanos, seja dentro dos muros da cadeia, seja fora deles. Dessa forma, a área tem como pontos positivos a busca por reuniões de equipe; acompanhamento extramuros; atuação nas relações institucionais; atuação em rede; elaboração de projetos; pesquisas e produções e práticas acadêmicas; promoção de eventos; recrutamento e seleção; ação conjunta com a equipe de saúde; coordenação da biblioteca e redes para fora da instituição penal, com a assistência social e a saúde. Ou seja, ações voltadas ao estabelecimento de um novo laço social, fazendo com que se repense o atual modelo penitenciário.</div><div><strong> Desafios da área</strong></div><div>No entanto, para além de modernizar o modelo classificatório de laudos e pareceres, outros desafios são enfrentados por psicólogos no sistema prisional. São eles: falta de recursos materiais e financeiros, gerando um espaço físico inadequado; dificuldades na relação com outros profissionais e funcionários da unidade, em especial, com os agentes penitenciários; precárias condições de trabalho tais quais insalubridade e periculosidade; baixa remuneração; ausência de plano de carreira, cargos e salários; grande demanda de trabalho, principalmente dos exames criminológicos e pareceres da CTC, em relação ao número de profissionais por unidade; carga horária extensa; descontinuidade administrativa no sistema prisional e dificuldade em implementar e manter ações em rede.</div><div><strong>A importância da articulação entre prática profissional e pesquisa para a área</strong></div><div>Como sabemos, a Psicologia não possui todas as respostas. Desse modo, é na produção do conhecimento que a prática profissional vai sendo estruturada. Logo, a pesquisa na área prisional, como em qualquer outro campo da Psicologia; é o caminho primordial. A partir dela, é possível a identificação dos problemas, dos obstáculos, assim como a resolução dos mesmos. Além disso, podemos pensar em qualificação profissional e delimitar vias mais eficazes para intervenções com os detentos e com a instituição prisão. Sendo assim, é importante para o pesquisador da área trabalhar em uma perspectiva para além dos muros da instituição, e sobretudo, fugir do que a prática hegemônica prega.</div><div><strong>Considerações finais</strong> </div><div>Como vimos ao longo do post, a atuação do psicólogo no sistema prisional, apesar de não muito comentada, é fundamental para romper paradigmas e caminhar em conjunto com uma psicologia crítica. Dentre os desafios que os profissionais da área enfrentam, estão a patologização com que tratam os detentos, a precariedade nos espaços, a desvalorização do trabalho, dentre outros aspectos que prejudicam o avanço da realização de políticas que possam atuar como transformadores da realidade prisional. É possível encontrar na clássica obra da filósofa socialista Angela Davis, “estarão as prisões obsoletas?” reflexões sobre o Sistema Penal e a rotulação de toda uma população que perde, dia após dia, o caráter subjetivo capaz de realizar escolhas e mudanças para suas vidas. Desumanizando e alimentando a lógica punitivista, o nosso saber-fazer, com todos os pareceres e laudos, contribui com a normatização e a continuidade de ciclos viciosos que promovem a exclusão social. É uma necessidade urgente que se faça uma reflexão acerca das ações da Psicologia na área, desvinculando quem pratica o delito de uma ideia de patologia ou histórico individual, podendo até mesmo se repensar a continuidade deste sistema penitenciário. Nosso lugar é livre do domínio jurídico e médico, com o desejo de engajamento em práticas voltadas para as políticas da saúde coletiva. Nas palavras da médica e psicanalista<strong> </strong>brasileira Tânia Kolker: “Como utilizar nossas competências, não para reafirmar destinos e, sim para ajudar a conduzir o desvio para outras direções mais criativas a favor da vida?”<br><br>Referências:<br>REFERÊNCIAS TÉCNICAS PARA ATUAÇÃO DAS (OS) PSICÓLOGAS (OS) NO SISTEMA PRISIONAL. Conselho Federal de Psicologia. - Brasília: CFP, 2012. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 20:56:25 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia e acolhimento psicossocial às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual</title>
         <author>keiliaufrn</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>"[...] O psicólogo inserido na rede de proteção deve exercer o papel de intermediário, compreendendo as vivências dos pacientes e desencadeando os mecanismos de proteção que competem a outras instituições através da notificação do caso e/ou pareceres psicológicos [...]" (Faraj, Siqueira &amp; Arpini, 2016, p. 764)</blockquote><div><br></div><div>A partir de pesquisa documental na base de dados <em>Google Acadêmico</em>, com os descritores “atuação do psicólogo”, “violência sexual” e “crianças” e “adolescentes”, foram selecionadas duas produções científicas, as quais versam sobre o papel da psicologia junto aos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (CREAS), e das quais se pôde extrair algumas constatações acerca do atendimento psicossocial à população infanto-juvenil em situação de violência, que tem suporte legal no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e está inserido na política pública de assistência social (serviços de proteção social especial), destacando-se, quanto ao papel da psicologia na efetivação dos serviços, as seguintes observações e características:<br><br></div><div>•          <strong>Acolhimento psicossocial: </strong>atividade e ações psicossocioeducativas, com apoio especializado, individuais ou em grupo, de caráter interdisciplinar, e com articulação em rede com profissionais atuantes em outras políticas sociais e em instituições de defesa de direitos;<br><br></div><div>•         <strong> Princípios:</strong> respeito aos direitos humanos, à democracia e à emancipação e autonomia do sujeito;<br><br></div><div>•          <strong>Psicologia e compromisso ético: </strong>colaborar para a articulação das instituições do Sistema de Garantias de Direitos. Soma de conhecimento e estabelecimento de estratégias para a efetividade das intervenções;<br><br></div><div>•        <strong>  Características:</strong> espaço para a construção de fala sobre a situação vivenciada (Proteção - Apoio - Superação). Acesso aos conflitos gerados pelas vivências abusivas e abertura de possibilidade de reorganização frente às situações geradas pela violência;<br><br></div><div>•          <strong>Objetivos:</strong> proteção da criança e do adolescente; fortalecimento dos vínculos familiares e sociais; potencialização dos recursos para a superação da situação vivenciada. Amenizar os danos causados pela violência, bem como buscar interromper seu ciclo, a fim de possibilitar a reconstrução de vínculos afetivos;<br><br></div><div>•         <strong> Atividades:</strong> acolhimento, acompanhamento, entrevista, visita domiciliar, intervenções grupais, articulação em rede;<br><br></div><div>•         <strong> Dificuldades:</strong> grande demanda de casos de violência, carência de recursos humanos e materiais, troca constante de profissionais, pouco investimento dos gestores municipais.  <br><br></div><div>Além disso, em caráter complementar, apresenta-se uma linha do tempo, por meio da qual se busca demonstrar as modificações na forma de se perceber as questões relativas aos direitos e à atenção às crianças e aos adolescentes.<br><br></div><div><strong>Referências:<br></strong><br></div><div>Almeida, B. P. &amp; Goto, T. A. (2011). Intervenção e cuidado com crianças e adolescentes vitimizadas. Atuação do Psicólogo no Programa Sentinela em Poços de Caldas/MG. Mudanças – Psicologia da Saúde, 19 (1-2), 89-98. doi: <a href="https://doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v19n1-2p89-98">10.15603/2176-1019/mud.v19n1-2p89-98</a> .<br><br></div><div>Faraj, S. P., Siqueira, A. C. &amp; Arpini, D. M. (2016). O atendimento psicológico no Centro de Referência Especializado da Assistência Social e a visão de operadores do direito e conselheiros tutelares. <em>Estudos de psicologia, 33 (4)</em>, 757-766. doi: <a href="https://doi.org/10.1590/1982-02752016000400018">10.1590/1982-02752016000400018</a> . <br><br></div><div><em>*Pesquisa documental desenvolvida por: Keilia Melo de Morais e Ricardo Wolflan Confessor do Nascimento;<br><br>*Padlet anexo (“O cuidado com as crianças e adolescentes: Uma linha do tempo”). [Acesse clicando na figura abaixo].<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 21:58:10 UTC</pubDate>
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         <title>O campo da Psicologia das Emergências e Desastres</title>
         <author>vitoriapatricia</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/958079601</link>
         <description><![CDATA[<div>Escrito por:<strong> Nívea Souza</strong>, <strong>Pâmela Lima e Vitória Patrícia.</strong><br>Para a construção desse padlet, escolhemos abordar o que vem acontecendo nos campos da pesquisa e da prática no que diz respeito à psicologia em situações de emergências e desastres. Por meio da nossa pesquisa documental, realizada no Google Acadêmico, esperamos trazer informações que introduzam bem nossos colegas no assunto.<br><br><strong>O que é a Psicologia das Emergências e Desastres?</strong><br>A Psicologia das Emergências e Desastres estuda o comportamento das pessoas que passam por situações de acidentes e desastres desde ações que visam a prevenção até o pós-trauma, e suas intervenções são realizadas a partir disso. É um campo novo da Psicologia que surgiu nos EUA no início do século XX em reação às tragédias coletivas, sendo introduzido no Brasil apenas no final do mesmo século. À princípio, eram aplicados nos contextos de emergências e desastres os recursos teórico-práticos próprios da clínica, mas logo houve a necessidade por parte dos psicólogos e psicólogas de buscar pautar as ações levando em consideração as particularidades desses fenômenos, a fim de obter maior assertividade. No Brasil, o I Seminário de Psicologia das Emergências e Desastres, que ocorreu em 2006, foi o ponto de partida da inserção dessa área da Psicologia dentro do campo de atuação da saúde coletiva.<br>Então, agora que você sabe mais sobre esse campo e sua história, nos dedicaremos a explicar um pouco sobre suas práticas. <br><br><strong>E como entra a figura do psicólogo no meio disso?</strong><br>	De acordo com o que foi encontrado na pesquisa documental, geralmente, a intervenção de psicólogos, em situações de emergências e desastres, é baseada nos primeiros auxílios psicológicos, também conhecidos como PAP (Paranhas &amp; Werlang, 2015). Esses são uma resposta de apoio a pessoas que se encontram em sofrimento e precisam de apoio, envolvendo os temas de prestação de cuidado prático, de avaliação de preocupações atendendo as necessidades mais básicas, de conforto e conexão a fontes de informação seguras e apoio social disponível, e, sobretudo, proteção aos afetados no sentido de evitar maiores danos (Inter-Agency Standing Committee/United Nations General, 2007 &amp; Organização Mundial da Saúde, 2011 citado por Paranhas &amp; Werlang, 2015).<br>Ainda, é válido destacar que existem vários modelos de protocolos para aplicação dos PAP. Esses protocolos devem ser moldados e articulados com os planos de contingência traçados e debatidos com a comunidade, e adaptados às normas sociais e culturais para o contexto que se é inserido. Estando, dessa maneira, de acordo com a realidade a que se pretende empregar, para que não se torne algo impositivo de alguns profissionais e que não cumpre com seu objetivo primordial – ajudar da melhor forma a quem precisa.<br>Segundo Paranhas &amp; Werlang (2015, p. 567), o profissional em Psicologia tem o papel de “se inserir no contexto enunciado como mais um recurso humano integrante no sistema de coordenação e gestão, avaliando quando, como e que tipo de intervenção pode ser necessária em cada caso”. Assim, a atenção psicológica é mais um componente, evidentemente importante, ‒ principalmente, no que se diz respeito ao encorajamento e facilitação de pessoas ‒ mas não se constitui como uma presença imperativa. Isto é, não se pode impor sua presença como imprescindível, mesmo que muito benéfica quando possível, a qualquer vítima e/ou equipe de socorro, policial e voluntários. <br>É importante ressaltar também que o atendimento psicológico por meio dos PAPs não tem a intenção de ser uma prática terapêutica, propriamente dita. O trabalho do psicólogo, nesse ponto, deve ser o atendimento das demandas iniciais geradas pelo desastre - podendo, posteriormente, haver um encaminhamento para a terapia em si, se houver necessidade.<br>Considerando tudo que foi dito no tema até aqui (desde a conceituação da psicologia das emergências e dos desastres até onde o psicólogo se encaixa nessa situação), bem como as discussões que realizamos na disciplina sobre a necessidade de se aliar pesquisa e prática, falaremos a seguir sobre como a pesquisa no tema se insere.<br><br><strong>Caracterizando a pesquisa em Psicologia das Emergências e Desastres no Brasil<br></strong>Não existe uma unidade epistemológica da Psicologia das Emergências e Desastres. Segundo Neto e Belo (2015) em sua revisão bibliográfica, existe uma “dispersão de abordagem” (p. 290) nas publicações sobre o tema, isto é, cada pesquisador buscou produzir conhecimento sobre as emergências e desastres a partir do seu referencial teórico dentro da Psicologia. Por exemplo, Silva utilizou a Psicologia Humanista como referência para compreender e minimizar o sofrimento humano no contexto de desastres, sendo Rogers o autor principal. Já Noal “analisa práticas discursivas e escritas de sujeitos em situação de desastre” (p. 297), a partir do pós-estruturalismo francês de Deleuze e Guatarri e também de Foucault.<br>Além disso, Braga (2018) em seu trabalho de revisão discutiu sobre as diferentes conceituações nas pesquisas em Psicologia das Emergências e Desastres. Alguns artigos selecionados pelos autores tratam o risco de desastres a que uma população está vulnerável como um problema de desenvolvimento das comunidades, situando-o no contexto social. Em contrapartida, outro artigo trata o risco como um fator externo, associando-o apenas aos eventos prováveis como enchentes e deslizamentos, o que diminui o fator “social” da questão dos desastres.<br>Em suma, a produção científica da Psicologia em relação às emergências e desastres ainda é escassa e embrionária (se comparada às áreas hegemônicas) e suas contribuições situam-se mais no campo conceitual do que na prática, com pesquisas de campo e, por essa razão, apesar da prática nessa área ser norteada por diretrizes gerais, a ação de cada psicólogo é pautada pelo seu referencial teórico adquirido ao longo de sua formação. No entanto, o fato de que as diferentes vertentes da Psicologia estejam buscando dar suas contribuições conceituais para o entendimento desses fenômenos indica que saberes mais profundos e específicos sobre o tema serão produzidos a partir de uma boa fundamentação.<br><br><strong>Mas como isso pode se desdobrar na prática?</strong><br>Para exemplificar o que foi explanado até o momento, trouxemos um relato de um caso da atuação de uma equipe externa de saúde mental, que buscava prestar apoio aos mecanismos locais nos cuidados pós-desastre - relatado por Weintraub, Noal, Vicente e Knobloch (2015). Contando com 9 profissionais, no período de 30 dias, a ação dessa equipe ocorreu no início de 2011, na região serrana do Rio de Janeiro, após deslizamentos de terra causados pela chuva ocasionarem a morte de centenas de pessoas, além de desabrigar milhares de outras. A equipe realizou a intervenção em conjunto com diversos órgãos da cidade na qual atuou, inicialmente tomando conhecimento dos planos de contingência em nível municipal e nacional. <br>Em seguida, foi realizada uma visita ao local para uma primeira avaliação, verificando em seguida as estruturas disponíveis para a resposta ao desastre (profissionais e voluntários disponíveis, por exemplo). Por fim, foi estabelecido o plano de intervenção propriamente dito; esse plano foi organizado para capacitar as estruturas locais na sensibilização da população - que consistia em fornecer apoio para entender o que havia ocorrido e para dar orientações de onde buscar ajuda.<br>A intervenção atingiu seu objetivo e foi de extrema relevância, uma vez que foi capaz de auxiliar as equipes de saúde mental disponíveis para o atendimento das demandas desse desastre. O impacto causado tem relevância tanto em nível individual (considerando o impacto exercido sobre cada pessoa alcançada pela intervenção), quanto comunitário (considerando como essa intervenção colaborou para que a comunidade fosse capaz de reconstruir seus laços, mesmo em meio ao desastre).<br><br><strong>Referências bibliográficas</strong></div><div><br></div><div>Braga, A., Martins-Silva, P., Avellar, L., Tristão, K., &amp; Ribeiro Neto, P. (2018). Produção científica sobre psicologia dos desastres: Uma revisão da literatura nacional. <em>Estudos De Psicologia</em>, <em>23</em>(2), 179-188. https://doi.org/10.22491/1678-4669.20180018</div><div> </div><div>Neto, O., &amp; Belo, R. (2015). Psicologia das Emergências. <em>Revista Interinstitucional De Psicologia</em>, <em>8</em>(2), 284 - 299. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/gerais/v8nspe/10.pdf.</div><div><br></div><div>Paranhos, M. E., &amp; Werlang, B. S. G. (2015). Psicologia nas Emergências: uma Nova Prática a Ser Discutida. <em>PSICOLOGIA: CIÊNCIA E PROFISSÃO,</em> <em>35</em>(2), 557-571. doi: 10.1590/1982-370301202012</div><div><br></div><div>Weintraub, A. C. A. M., Noal, D. S., Vicente, L. N., &amp; Knobloch, F. (2015). Atuação do psicólogo em situação de desastre: reflexões a partir da práxis. <em>Interface (Botucatu) 19</em>(53), 287-297. doi: 10.1590/1807-57622014.0564</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-24 22:45:23 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia forense: uma área pouco explorada no Brasil</title>
         <author>analuiza_cardoso</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O que é?</strong><br>   Num tribunal, quando os argumentos ou demais provas já obtidas não são suficientes para amparar a decisão do juiz, recorre-se a uma perícia psicológica forense, que é um tipo de avaliação no qual, através de instrumentos apropriados (entrevistas, técnicas e testes_ psicológicos, etc), procura-se identificar determinados aspectos do funcionamento psicológico de um indivíduo que ajudem no julgamento. Por exemplo, num processo de divisão da guarda de uma criança, a perícia pode servir para verificar as condições afetivas e relacionais das pessoas que estão disputando, e assim auxiliar a deliberação do caso. Essa avaliação é consolidada pela elaboração do laudo pericial, que deve ser escrito em linguagem clara e objetiva, respondendo aos itens solicitados, quando presentes. É importante esclarecer que esse laudo poderá apontar somente tendências e indícios, portanto não fornece respostas definitivas. Além da área do Direito de Família, a avaliação psicológica forense também pode ser usada no Juizado da Infância e Juventude, no Direito Civil, Direito Penal, Direito do Trabalho, entre outros.<br><strong>Como é?</strong></div><div>   Não existe uma metodologia fixa para a construção de um laudo pericial, uma vez que ele é construído com base em uma demanda específica. A partir da leitura prévia dos autos do processo, se voltando especialmente para o que demandou a perícia e os requisitos que podem estar presentes, deverá se eleger quais instrumentos psicológicos serão mais adequados para avaliar os aspectos psíquicos relacionados com a questão legal trazida, de acordo com as especificidades de cada caso e do sujeito que será analisado (nível de escolaridade, idade, etc). Em alguns casos, essa leitura propicia inclusive o levantamento de hipóteses antes do primeiro contato, assim permitindo um direcionamento ainda maior da investigação. Um cuidado que deve ser tomado ao se escolher os instrumentos é a sua adaptação devida aos objetivos e linguagem jurídicos, porque, tendo em vista que grande parte dos instrumentos a disposição são para avaliações clínicas e não forenses, uma má adaptação poderia gerar inconsistências relevantes, o que diminuiria a confiabilidade do laudo. Além disso, é essencial o perito sempre considerar que pode haver distorção dos dados pelo periciado, levando em conta que a avaliação poderia influenciar na sua pena, e por isso deve procurar recursos que o instrumentalizem nessa avaliação. <br><strong>E no Brasil?</strong></div><div>   No contexto brasileiro, a realização dessas perícias se dá majoritariamente por meio de instrumentos adaptados da clínica, visto que faltam instrumentos desenvolvidos especificamente para analisar aspectos subjetivos relacionados às questões legais. Até 2013, no Brasil, existiam apenas dois instrumentos nessa categoria. A gravidade disso se torna visível ao analisar casos como o de delinquência juvenil, por exemplo. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que adolescentes autores de ato infracional que cumprem medida socioeducativa em privação de liberdade devem ser avaliados em períodos máximos de 6 meses, para reavaliação da manutenção do regime. A avaliação psicológica é um dos critérios de decisão para manutenção ou não da medida socioeducativa. Entretanto, no Brasil, não há uma prática de avaliação com instrumentos baseados em modelos teóricos específicos para a delinquência juvenil. Também não existem instrumentos elaborados especificamente para responder às demandas judiciais em questões de disputa de guarda. Uma outra dificuldade do cenário nacional apontada por uma pesquisa realizada no sistema penitenciário da Grande São Paulo, é que a escolha de instrumentos acontece não de acordo com sua precisão e adequação ao caso, mas sim considerando seu baixo custo e rápida aplicação, ou seja, a escolha é baseada em critérios externos, devido à escassez de tempo destinado a cada exame e dificuldades materiais. Um exemplo ainda dessa pesquisa que demonstra bem isso é o teste de Rorschach. Ele é um dos testes_ com maior grau de confiabilidade, porém foi relatado como sendo utilizado por apenas um integrante da pesquisa, e os outros participantes alegaram que o motivo disso é justamente pelo alto custo e falta de tempo para realizá-lo.  <br><strong>Atuação e pesquisa</strong></div><div>   Depois de tudo que foi exposto, é possível perceber como a pesquisa e a atuação na área da psicologia forense são intrinsicamente ligadas. A pesquisa contínua é extremamente necessária para a criação e validação de instrumentos psicológicos que se conectem apropriadamente às questões jurídicas pautadas, da mesma forma que a atuação por si só, através da especificidade de cada caso, estimula o desenvolvimento de novas técnicas, testes_, que se enquadrem melhor nas suas demandas. Na realidade brasileira, no entanto, se nota como essa atuação é atravessada por fatores externos, que prejudicam o seu desenvolvimento e mesmo a sua aplicação devida.  Essa falta de condições apropriadas faz com que a área da psicologia forense siga sendo pouco explorada nacionalmente, em detrimento da justiça brasileira.<br><br><strong>Aluna</strong>: Ana Luiza Cardoso Câmara</div><div><strong>Referências:</strong><br>Hermann Jung, F. (2014). Avaliação Psicológica Pericial: Áreas e Instrumentos. <em>Revista Especialize On-Line IPOG</em>, (008). Recuperado em 21 de novembro de 2020, de <a href="https://www.academia.edu/33012870/Avaliacao_psicologica_pericial_areas_e_instrumentos">https://www.academia.edu/33012870/Avaliacao_psicologica_pericial_areas_e_instrumentos<br></a>Davoglio, Tárcia Rita, &amp; Argimon, Irani Iracema de Lima. (2010). Avaliação de comportamentos anti-sociais e traços de psicopatas em psicologia forense. <em>Avaliação Psicológica</em>, <em>9</em>(1), 111-118. Recuperado em 21 de novembro de 2020, de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-04712010000100012&amp;lng=pt&amp;tlng=pt">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1677-04712010000100012&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 05:34:13 UTC</pubDate>
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         <title>PSICÓLOGOS NA ATENÇÃO BÁSICA</title>
         <author>darksnoww84</author>
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         <description><![CDATA[<div>A atenção básica vai além de um nível de atenção em saúde, ela consiste na principal porta de entrada para o Sistema único de Saúde (SUS), organizando o fluxo de pessoas, inserindo-as em linhas de cuidado e garantindo a <strong>integralidade </strong>do cuidado. Nesse sentido, esse mural tem o objetivo de compreender o exercício da psicologia nesse espaço de atuação tão importante para a promoção da qualidade de vida das coletividades. Com uma psicologia historicamente afirmada através da intervenção individual, cuja prática vem do profissional liberal, cabe ressaltar que esse tipo de assistência se torna <strong>insuficiente </strong>para resolver as <strong>demandas populacionais</strong>, cujo processo de saúde é socialmente determinado. Além disso, a própria formação do psicólogo não é capaz de dar conta de toda inserção que a saúde pública precisa. É necessária uma formação em que os psicólogos possam realizar análises conjunturais das necessidades de saúde da população, através de uma visão ampliada e psicossocial, além da capacidade de articulação com as demais redes de serviços, a fim de potencializar a atenção integral.</div><div>Como um dos princípios da Atenção Básica é a <strong>territorialidade</strong>, ou seja, os serviços são distribuídos de acordo com as demandas do território em que a unidade de saúde está inscrita, a organização da atenção primária dialoga bastante com a noção de constituição de sujeito que a psicologia discute, debate e tece críticas. Afinal, de acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), ela “considera a pessoa em sua singularidade e inserção sociocultural, buscando produzir a atenção integral [...]”. Ou seja, considera a perspectiva ontológica que o homem é um ser inacabado, fruto da relação com o meio em que se vive e por isso, singular, cujas necessidades são únicas para cada indivíduo e dependentes da sua história. Toda essa perspectiva permite colaborar imensamente com o objetivo da integralidade, mas também com outro princípio organizativo do SUS e da PNAB: a <strong>equidade</strong>, que consiste em tratar os desiguais de forma desigual, conforme as necessidades individuais de cada um. </div><div>Dessa forma, a psicologia contribui para a expandição dessa concepção de modo prático, através “da maior aproximação com os fenômenos que se apresentam nos territórios” (referencia tecnica). A partir disso, a psicologia na atenção básica consegue ampliar a ética do cuidado de si, constituindo uma importante ferramenta de promoção de saúde, e resiste às práticas biologizantes de medicalização excessiva (e muitas vezes, desnecessária) e impessoalidade na assistência. </div><div>Além disso, a atenção básica se faz <strong>estratégica </strong>para a atuação em saúde mental e atenção psicossocial, um dos eixos de inserção do psicólogo. Ao se pensar em saúde mental, é preciso ter em mente que ela é transversal a todas as áreas da saúde e deve ser sempre pautada pela equipe interprofissional. Nesse sentido, a psicologia só tem a somar na formulação de projetos terapêuticos singulares, ampliação da clínica, contribuições de relações mais horizontais e criações de vínculos entre usuários, serviço e profissionais, construindo um espaço mais democrático e produção de <strong>novas formas de subjetivação</strong>.<br><br>REFERÊNCIAS<br><br>Dimenstein, Magda, &amp; Macedo, João Paulo. (2012). Formação em Psicologia: requisitos para atuação na atenção primária e psicossocial. <em>Psicologia: Ciência e Profissão</em>, <em>32</em>(spe), 232-245. <a href="https://doi.org/10.1590/S1414-98932012000500017">https://doi.org/10.1590/S1414-98932012000500017</a><br><br>Conselho Federal de Psicologia (Brasil). Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) na atenção básica à saúde / Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia e Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas. 2. ed. Brasília : CFP, 2019. </div><div><br></div><h1>PORTARIA Nº 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Recuperado em 23 de novemvro de 2020, de https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html</h1><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 11:40:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>NEUROPSICOLOGIA E AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM ALTAS HABILIDADES</title>
         <author>calebesaldanha</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960025717</link>
         <description><![CDATA[<div>Oi, gente! Nesse Padlet vocês conhecer um pouco sobre a Priscila Cristine Andrade de Sousa e sua tese de doutorado “Perfil cognitivo, comportamental, emocional e acadêmico de crianças com altas habilidades/ superdotação do tipo acadêmico e produtivo/criativo”. Escolhi a Priscila para ser minha entrevistada por ela ser representante da Neuropsicologia, uma área da Psicologia que não ouvimos muito sobre até agora no curso, e depois, a sua tese me despertou muito interesse por mostrar  as fragilidades e dificuldades enfrentadas por pessoas que pelo senso comum são quase que imunes a problemas no aprendizado, nas relações, etc. <br><br>BREVE HISTÓRICO DA ENTREVISTADA<br><br>Priscila cursou Psicologia na faculdade de Ciências cultura e Extensão (FACEX), entre os anos de 2008 e 2013. Durante a graduação teve um percurso voltado para o mercado de trabalho, no qual desde de muito cedo, foi estagiária. As duas áreas para qual voltou seus estudos foram a de psicologia organizacional, na qual atuou nos estágios, e psicologia cognitiva, onde teve o primeiro contato com Vygotsky. Foi  só no processo de ingresso no mestrado que ela se encontrou com a neuropsicologia, e ao ler o edital, decidiu deixar de lado a psicologia organizacional e tentar o mestrado de neuropsicologia e processos de aprendizagem na UFRN. Ela passou, conheceu a professora Izabel Hazin, que lhe direcionou para área de inteligência, subárea altas habilidades/superdotação (AH/S), nas quais permaneceu até o doutorado nos dias de hoje. Priscila, além de pesquisadora atua também como neuropsicóloga e ludoterapeuta.<br><br>A PESQUISA<br><br>Durante a conversa sobre pesquisa, nos atemos a falar primeiro das <strong>MOTIVAÇÕES </strong>para a escolha desse tema de crianças com AH/S. Priscila conta, que a princípio o que lhe levou a pesquisar sobre, foi em primeiro lugar, os mitos que rodeiam as pessoas com essas condições. </div><div><br></div><blockquote>“Um exemplo, a criança tem altas habilidades em matemática, mas no resto ela não é tão boa (comparando com ela mesma), no resto ela é mediana. Aí o que a escola costuma fazer? pelo fato da criança não ser boa em tudo, ela passa a desconfiar das altas habilidades da criança.”</blockquote><div><br>Ela conta que grande parte das pessoas costumam cobrar uma perfeição dessas crianças em tudo, principalmente no âmbito acadêmico, praticamente não dando espaço para um erro ou um mal desempenho. Essa maneira com que são tratadas, fazem com essas crianças sofram até mesmo com sintomas de ansiedade e depressão. Sobre isso, ela indicou um artigo sobre mitos e verdades sobre as altas habilidades de Susana Perez.</div><div>Uma segunda motivação foi dar continuidade ao que foi feito em seu mestrado. Nele ela abordou as AH/S de uma forma mais cognitiva, avaliando o funcionamento executivo e comportamental de crianças e adolescentes com essa condição. No entanto, ela percebeu uma heterogeneidade nos resultados das atividades, que mostrava altos desempenhos que se aproximavam muito mais de uma inteligência fluida e não só a rigidez do funcionamento executivo. Foi quando ela percebeu a necessidade de se aproximar da teoria de Renzulli, que olha para as altas habilidades de forma a dividi-las em acadêmicas e produtivas-criativas. <br>Durante a pesquisa também houveram muitos desafios, os principais deles: encontrar as crianças para se trabalhar e trabalhar com as diferenças entre a psicologia e a pedagogia. O primeiro desafio conta com a ajuda do Núcleo de Atendimento e Atividades em Altas Habilidades (NAAS) que, apesar de ser um órgão público, deu acesso a crianças tanto da rede pública quanto da privada de ensino. O segundo desafio, veio da interação da Priscila com o NAAS, formado principalmente por pedagogos, têm uma intervenção muito pautada só em diálogos e conversas o que, segundo ela, dá margem para erro no diagnóstico das crianças. O que muitas vezes dificultava a intervenção da Priscila, pois ela ficava encarregada de desfazer o diagnóstico errado, muitas vezes para um desenvolvimento precoce, o que era um impacto para a família, que como a teoria americana nomeou, tratava a criança como um presente (<strong>GIFTED STUDENT</strong>).<br>Como <strong>POTENCIALIDADES DA ÁREA </strong>a Priscila apontou o desenvolvimento de ferramentas didáticas e de orientação para a inclusão dessas crianças e adolescentes, além de fornecer subsídios teóricos para a construção de políticas públicas sobre o assunto.</div><div><br>A ATUAÇÃO<br><br>Atualmente, além de seu doutorado, Priscila trabalha como Neuropsicóloga para uma empresa e na clínica ludoterápica. O que segundo ela facilita a associação entre pesquisa e atuação profissional, pois a prática da avaliação neuropsicológica faz com que, constantemente, ela coloque em prática tudo o que por anos estudou no mestrado e está estudado no doutorado. Facilita também pela congruência na leitura. Ela fala que é muito difícil conciliar a leitura específica do doutorado com uma atuação profissional feita em uma área totalmente diferente, o desgaste seria muito maior. </div><div>Sobre as dificuldades, Priscila colocou principalmente o equilíbrio no uso da face mais cognitiva da neuropsicologia e a histórico cultural. Para ela, não é possível ter uma intervenção totalmente embasada só em uma, as duas são complementares e é preciso uma atenção e articulação precisa entre elas. Há também desafios na construção dos laudos, pois as informações às vezes vêm incompletas ou só não ditas pelos pais da criança, o que dificulta a chegada em um diagnóstico. Por fim, um desafio curioso enfrentado por ela foi o de ter que adaptar seu sotaque para facilitar tanto nas intervenções da pesquisa como no trabalho. Priscila é natural de São Paulo, então teve que aprender o potiguar para deixar seu discurso mais familiar aos participantes da sua pesquisa e aos seus pacientes.  </div><div><br>CONSIDERAÇÕES FINAIS<br><br>Por fim, o meu maior aprendizado com a conversa com a Priscila foi o de: o caminho da pesquisa é longo e difícil, o retorno demora um pouco, e se ele for seu objetivo é importante ter resiliência, pois no final é realizador e gratificante  ver seu trabalho reconhecido.  </div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 14:39:26 UTC</pubDate>
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         <title>PSICOLOGIA ESCOLAR : Desafios de  fazer uma educação inclusiva</title>
         <author>dasilvamaykon002</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960046476</link>
         <description><![CDATA[<div>Psicologia Escolar</div><div>Desafios de  fazer uma educação inclusiva</div><div><br></div><div>	A intervenção psicológica na educação inclusiva, em um universo de contradições, se deparam com situações desafiadoras,como apresentado no artigo, o qual por  meio de entrevista e o método de observação fizeram uma pesquisa em uma escola  de Curitiba/PR. Esta pesquisa foi feita pela Universidade Federal do Paraná, com o propósito de levar aos alunos uma inclusão justa e uniforme a todos, tanto aos que  portavam algum tipo de deficiência, quanto aos que tinham alguma dificuldade de aprendizado, ou aos que tinham mau comportamento. </div><div>	Na escola pesquisada havia uma parcela das turmas  que  causavam muitos  problemas. Nas turmas sexta série era onde havia maior demanda, pois eram os alunos que causavam mais discórdia, e outras situações difíceis, na tentativa de intervenção psicológica nesses alunos, a priori houve uma tentativa de diálogo. No entanto, ao observar os alunos, os psicólogos  perceberam que não eram só os discentes que precisavam de ajuda. Desde então houve uma investigação mais ampla, ouvindo professores, funcionários, familiares e os próprios alunos, Visto que, a educação enxerga tal situação apenas como um problema de processos pedagógicos, por  não ter capacidade  de suprir essa  demanda. Visto que  iam bem  mais além da pedagogia. Portanto, a necessidade  de  um psicólogo na  escola é para  ter esse papel de escuta, não só dos alunos, também dar assistência aos colaboradores e todo  o corpo pedagógico. Esse desafio da exclusão escolar e suas contradições retrata o quanto o  sistema neo capitalista é separatista. Pois os alunos  portadores de  deficiência ou com algum distúrbio de  comportamentos se  apresentam a margem daquilo que  seria os  alunos  ideais.</div><div>	A falta de capacidade e instrumentos  e capacitação  por parte dos profissionais que acompanham esses alunos causa uma dificuldade ainda maior de incluir de fato esses  alunos. No momento da escuta dos professores  se ouviu queixas de que os pais  não  educavam seus filhos de  forma devida, portanto a sobrecarga de responsabilidade que os  professores a serem submetidos em prol  da educação desses alunos, pois além de ter que passar os conteúdos, ainda era necessário tentar educar de forma moral e ética, e a dificuldade é ainda maior quando o aluno portavam algum tipo de deficiência. Com isso aquilo que era difícil torna-se ainda maior.</div><div><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS </strong></div><div><br></div><div>Dazzani, M. V. M. A Psicologia Escolar e a educação inclusiva: Uma Leitura Crítica, 30(2), 362-375. (2010). Bahia: Psicologia ciência e profissão.</div><div><br></div><div>Pan, G. S., Aparecida, M., Zugman, J., Maiana. Psicologia e políticas inclusivas na Educação: contribuições de uma leitura Bakhtiniana, Vol. 15, n. 1, p. 135-154. (2015). Estudos e Pesquisas em Psicologia: Rio de Janeiro.</div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 14:45:32 UTC</pubDate>
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         <title>Pesquisa e Atuação nos Serviços de Acolhimento</title>
         <author>srarodrigues</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960134521</link>
         <description><![CDATA[<div>Profissionais da psicologia e os serviços de acolhimento institucional para crianças e adolescentes no período da normatização das profissões dessa área<br><br>Entrevista com Tabita Moreira, doutoranda do PPgPsi desde 2017, e mestre pelo PPgPsi desde 2014. <br><br>“<em>Os Serviços de Acolhimento são responsáveis por cuidar das crianças e adolescentes cujas famílias ou responsáveis estão temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção.</em>” Moreira, Tabita (2014) <br><br>Tabita se inseriu no mercado de trabalho em 2011, assim que se formou em psicologia na UFRN - Campus Natal. Iniciou a carreira como psicóloga do Lar Batista David Gomes - serviço de acolhimento institucional infantojuvenil localizado no oeste da Bahia - e, na época, era a única instituição da região com esse fim que contava com uma “equipe” psicossocial, formada apenas por ela. <br>O local era uma espécie de aldeia com cerca de 10 hectares, formada por 5 casas-lares, além de um prédio administrativo. Durante esse período, a inserção de psicólogas (os) nessa área de atuação era incomum, sendo assim, a procura por profissionais de referência foi dificultada, e além disso, as normativas que regiam o serviço haviam sido implementadas recentemente, em 2009, sendo, por isso, pouco conhecidas por grande parte das instituições. </div><div>Nesse sentido, a orientação da prática profissional foi dada pelo coordenador da instituição, ele reservou uma sala para Tabita realizar os atendimentos e lhe deu uma folha para ela anotar o nome das crianças e dos adolescentes acolhidos pela instituição e o horário que atenderia cada uma delas. <br>Além disso, o exercício da profissão foi atravessado pela perspectiva institucional de que a finalidade do trabalho das (os) profissionais da psicologia é realizar um atendimento individual com cada criança e adolescente que apresente comportamentos indesejados e reverter essa situação ao eliminar essas atitudes infantojuvenis inconvenientes à instituição.<br>Assim, após 1 ano exercendo uma prática regida sob essa ótica, Tabita se inseriu no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRN e, com a orientação de Ilana Lemos de Paiva, desenvolveu uma pesquisa de mestrado a partir das dificuldades que enfrentou no campo profissional. Na dissertação intitulada “O psicólogo e os Serviços de Acolhimento Institucional para crianças e adolescentes”, ela discorre acerca dos desafios, limites e possibilidades da atuação dos profissionais da psicologia nesse serviço. </div><div>A partir da investigação dos 13 Serviços de Acolhimento da região metropolitana de Natal-RN, Tabita buscou compreender a relação entre a atuação dos psicólogos no âmbito da assistência e os referenciais legais do Acolhimento Institucional, e constatou que a distância entre o proposto na teoria e a prática aliada à ausência de formação continuada, somado às dificuldades estruturais dos serviços, são os maiores empecilhos que dificultam a atuação na área. <br>Sendo assim, durante o desenvolvimento da pesquisa, Tabita, em parceria com o Obijuv, promoveu atividades de formação e capacitação para psicólogas (os) sobre a atuação profissional nos Serviços de Acolhimento Institucional de crianças e adolescentes, contribuindo, assim, para a amenização dos desafios que permeiam a atuação na área e demonstrando uma perfeita relação dialética entre pesquisa e prática profissional na psicologia. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 15:10:47 UTC</pubDate>
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         <title>O campo da Psicologia do Esporte de Rendimento em eSports no Brasil</title>
         <author>gabriel_abcunha</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960311802</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Componentes: Hallison, Gleison e Gabriel<br></strong><br><strong>Considerações iniciais</strong> </div><div>No final do século XIX alguns estudos e pesquisas relacionados à psicologia e ao esporte foram feitos (Samulski, 1992 <em>apud </em>Rubio, 1999). Na década de 20, houveram publicações que tratavam da Psicologia do Treinamento e do Atletismo, mas foi uma área sem destaque no Ocidente, enquanto na União Soviética houve diversas pesquisas e desenvolvimentos de métodos e técnicas com o objetivo de aumentar o rendimento das equipes e dos atletas (Rubio, 1999). Diversos avanços foram feitos desde então na área, e em 1987, Martens (<em>apud </em>Rubio, 1999) afirmou que haveria dois campos distintos nessa atuação dessa área:</div><div> “no primeiro deles estaria a Psicologia do Esporte acadêmica, cujo interesse profissional recairia sobre a pesquisa e conhecimento da disciplina Psicologia do Esporte; no segundo estaria a Psicologia do Esporte aplicada próxima do campo de atuação e intervenção.” (Martens, 1987 <em>apud </em>Rubio, 1999 p. 2)</div><div>    No entanto, apesar destes avanços, a Psicologia do Esporte tem se encontrado em uma situação de relativo afastamento da Psicologia, sendo demonstrado por ela estar presente nos componentes curriculares de cursos de graduação de Educação Física, mas muitas vezes não nos componentes obrigatórios dos cursos de Psicologia - muitas vezes nem mesmo nos optativos (Rubio, 1999). Esse cenário dificulta a formação profissional de psicólogos dessa área e sua subsequente atuação. O autor acrescenta, ainda, que existem quatro campos da aplicação da Psicologia do Esporte: o esporte de rendimento, o escolar, o recreativo, e o esporte de reabilitação. Cada um desses campos, como é devido, possui suas próprias demandas e, portanto, seus próprios conhecimentos e pesquisas.</div><div><br></div><div><strong>Psicologia no esporte de rendimento</strong></div><div>    No que diz respeito à pesquisa no Esporte de Rendimento, vários estudos foram elaborados tomando como temas de pesquisa a “motivação, personalidade, agressão e violência, liderança, dinâmica de grupo, bem-estar psicológico, pensamentos e sentimentos de atletas” (Rubio, 1999 pp. 2-3). O estudo de Messias &amp; Pelosi (1997 <em>apud </em>Rubio, 1999), por exemplo, mostra que, apesar das diversas diferenças individuais relacionadas à personalidade, “há um perfil comum a atletas que apresentam características como autoconfiança, melhor concentração, preocupação positiva pelo esporte, determinação e compromisso.” (Rubio, 1999, pg 5). Outros autores, como Samulski (1992 <em>apud </em>Rubio, 1999), estudam a importância da motivação para o esporte em geral, e especialmente para o esporte de rendimento, afirmando que a motivação é de extrema importância. Outro tema extremamente pesquisado é a ansiedade e o <em>stress</em>, estado perceptível em qualquer situação competitiva (Rubio, 1999).</div><div><br></div><div><strong>Esporte de rendimento: eSports</strong></div><div>Uma nova modalidade esportiva que têm surgido nas últimas décadas são os esportes eletrônicos ou eSports, que pode ser definida a partir da sua globalização das características esportivas gerais e de sua prática pela utilização de meios eletrônicos (Hamari &amp; Sjoblom, 2017 <em>apud </em>Goedert &amp; Soaba, 2019). Essa variação específica dos esportes também pode, em contextos específicos, ser considerada um esporte de alto rendimento. Portanto, existe uma demanda para a atuação profissional do psicólogo do esporte em alguns cenários de esportes eletrônicos. </div><div>Das pesquisas encontradas pelos autores relacionadas aos eSports, várias buscam relacionar a prática dessa modalidade a comportamentos considerados negativos, como a violência. Novas pesquisas surgem buscando compreender os aspectos dos eSports enquanto espaço de socialização com características próprias, focando em aspectos como o sexismo tão presente nos jogos. Outros focam em aspectos do comportamento em jogo, como o que leva a determinada forma de jogar ou como os jogadores lidam com emoções intensas durante os jogos (Goedert &amp; Soaba, 2019).</div><div><br></div><div><strong>League of Legends: um cenário para análise</strong></div><div>Desde 2015, todos os times vencedores do CBLOL - Campeonato Brasileiro de League of Legends, o maior cenário de esports do Brasil (CBeS, 2017) - possuíam um psicólogo em sua equipe ou buscavam auxílio psicológico individual para cada atleta. Isso evidencia o papel do psicólogo no esporte eletrônico enquanto atuante de uma área competitiva, em que os atletas alcançam um nível semelhante de excelência técnica, sendo a preparação psicológica um dos possíveis diferenciais de impacto direto para a performance (Filho e pinto, 2010). A equipe da INTZ foi a primeira grande a investir em uma equipe profissional vasta para fornecer suporte aos jogadores. Trabalhando com o psicólogo Claudio Godoi de 2015 a 2018 foram conquistados 3 campeonatos. Com a psicóloga Natália Zakalski, em 2019, foi conquistado 1 campeonato. Em 2020, esta psicóloga foi trabalhar com a PRG, uma equipe que no ano anterior jogava na divisão classificatória para o CBLOL: Circuito Desafiante. Após 7 derrotas de 8 jogos totais, houve a chegada da psicóloga e, surpreendentemente, a PRG vence 6 jogos consecutivos - inclusive confrontos com os líderes da tabela - e se classifica para os <em>playoffs </em>da competição, algo inédito para a organização e que chamou a atenção dos veículos de comunicação do meio esportivo dos esportes eletrônicos e da própria Riot Games, empresa que possui os direitos sobre League of Legends. Natália Zakalski afirmou utilizar de técnicas voltadas para o grupo visando fomentar a união, a concentração dos jogadores dentro do jogo e a resolução de conflitos, mas também trabalhou com sessões individuais com cada jogador - pontos estes observados na atuação de psicólogos voltados para o esporte de rendimento no geral.</div><div><br></div><div><strong>Perspectivas futuras</strong></div><div>Ao ingressar em uma equipe voltada para esse meio de alto rendimento, entretanto, alguns aspectos merecem atenção especial, pois podem surgir conflitos para o psicólogo em relação à confidencialidade, clareza das funções e processo de referência (McCalla e Sean, 2016). Estes autores trazem que, ao menos nos Estados Unidos, os psicólogos que trabalhavam em uma HPT (<em>High-Performance Team</em>), possuíam com certa frequência algumas imprecisões e conflitos em sua atuação, como por exemplo: um treinador do atleta exigir que fosse compartilhado informações confidenciais de dentro da consulta ou que o papel do psicólogo - ainda não tão claro para a organização - seja distorcido e acabe se exigindo uma posição que não seja adequada à sua atuação (McCalla e Sean, 2016). Portanto, é uma área em expansão, relativamente nova e que carece de pesquisas específicas com reflexões e elucidações a respeito do papel do psicólogo nesse meio.</div><div><strong>Referências:</strong></div><div>Confederação Brasileira de eSports. (2017). O Mercado de eSports atual no país. Disponível em: <a href="http://cbesports.com.br/esports/o-mercado-de-esports-atual-no-pais/">http://cbesports.com.br/esports/o-mercado-de-esports-atual-no-pais/</a></div><div><br></div><div>Filho, W. G., &amp; Pinto, A. V. (2010). Contribuições da psicologia ao esporte de alto rendimento. <em>ID on line REVISTA DE PSICOLOGIA</em>, <em>4</em>(11), 15-24.</div><div><br></div><div>Goedert, M. C. F., &amp; Soares, A. K. S. (2020). Esporte eletrônico: revisão sistemática da produção de conhecimento em psicologia. <em>Psicologia Argumento</em>, <em>37</em>(97), 398-415.</div><div><br></div><div>McCalla, T., &amp; Fitzpatrick, S. (2016). Integrating sport psychology within a high-performance team: Potential stakeholders, micropolitics, and culture. <em>Journal of Sport Psychology in Action</em>, <em>7</em>(1), 33-42.</div><div><br></div><div>Rubio, Katia. (1999). A psicologia do esporte: histórico e áreas de atuação e pesquisa. <em>Psicologia: Ciência e Profissão</em>, <em>19</em>(3), 60-69.<a href="https://doi.org/10.1590/S1414-98931999000300007"> https://doi.org/10.1590/S1414-98931999000300007</a></div><div><br></div><div>Vieira, Lenamar Fiorese, Vissoci, João Ricardo Nickenig, Oliveira, Leonardo Pestillo de, &amp; Vieira, José Luiz Lopes. (2010). Psicologia do esporte: uma área emergente da psicologia. <em>Psicologia em Estudo</em>, <em>15</em>(2), 391-399.<a href="https://doi.org/10.1590/S1413-73722010000200018"> https://doi.org/10.1590/S1413-73722010000200018</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 16:03:04 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia Hospitalar e sua relação com a morte </title>
         <author>beatrizdosreis</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960325376</link>
         <description><![CDATA[<div>Alunas: Beatriz dos Reis Ferreira, Évora Cavalcante Dantas e Mariana Segundo Medeiros.<br><br>A Psicologia Hospitalar se tornou atrativa para nosso grupo pela grande afinidade com a Tanatologia, o estudo sobre a morte e o morrer, e o cuidado desenvolvido para com a subjetividade humana interligado a letalidade de algumas doença; porém não podemos resumir uma área tão grande somente a essas linhas de pesquisas e atuação, tornando necessário uma breve descrição desse campo da Psicologia. </div><div>De acordo com Simonetti, a Psicologia Hospitalar corresponde ao “Campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento” (2004, p. 15); a qual busca entender não só o aspecto biológico da doença, mas também as dimensões sociais e psicológicas. </div><div>Sendo assim, separamos duas grandes atuações para serem evidenciadas em nosso trabalho: a UTI e os cuidados paliativos. </div><div><br></div><div><strong>PSICOLOGIA HOSPITALAR NA UTI</strong>: </div><div><strong>A realidade dos pacientes </strong></div><div>Os pacientes internados na UTI, uma das possibilidades com a qual o Psicólogo hospitalar pode se deparar, apesar de estarem doentes em situação potencialmente reversível pelos aparelhos, muitas vezes se encontram entre a vida e a morte; também são confrontados por perdas violentas, tanto físicas quanto aquelas que atingem sua singularidade e subjetividade. Além disso, tem sua liberdade muito reduzida, pois dependem quase completamente da equipe de profissionais e habitam um ambiente controlado, com ar-condicionado, janelas fechadas, e privacidade reduzida. O nível desses aparatos será definido, porém, por sua condição econômica, que pode diminuir ainda mais seu conforto caso seja menos privilegiado. Com isso, os pacientes na UTI, assim como aqueles que buscam o consultório de um psicoterapeuta em busca de alívio para suas angústias, possuem fantasias e expectativas, as quais receberão novas tonalidades dentro do ambiente hospitalar e de suas especificidades. </div><div><br></div><div><strong>Desenvolvimento do trabalho psicológico </strong></div><div>A atuação do psicólogo hospitalar tem grande importância porque o diagnóstico pode não ser integralmente contemplado pela equipe médica. Esse é o caso, por exemplo, de pacientes psicóticos que se encontram em UTI e não conseguem colaborar com os procedimentos durante episódios de alucinação e delírio. Nessas situações o psicólogo não apenas poderá dar seu parecer e solicitar ao médico responsável o uso dos medicamentos necessários, como também se mostrar presente como alguém que permite que a realidade do paciente o atravesse. Um outro papel interessante a ser observado é o cuidado de crianças em UTI, as quais são muitas vezes refratárias ao atendimento e precisam ser inseridas de maneira mais agradável possível. O brincar e a ludicidade nesses casos é uma das estratégias de enfrentamento da hospitalização utilizada pelos psicólogos hospitalares. Esses irão ajudar também os familiares que vivem a abrupta ruptura na dinâmica familiar e os conflitos psíquicos decorrentes. Além disso, não podemos esquecer do restante da equipe, a qual se depara com aquilo que escapa às nossas tentativas de representação, mesmo inconscientes e por isso causa pavor e evitação – a morte.</div><div><br></div><div><strong>Eutanásia</strong></div><div><strong>      </strong>É sabido que o avanço tecnológico permitiu e permite prolongar a vida num constante embate para tornar a morte algo remoto, removível. Esse processo, porém, também levantou diversas questões éticas, como a <em>eutanásia</em> (proporcionamento de morte indolor intencional) vs <em>distanasia (</em>prolongamento da vida de um enfermo incurável). Partindo de uma definição de vida que vai além do biológico, podemos pensar no consentimento do paciente e a inevitabilidade de sua morte como os ponto centrais dessa questão. É uma situação difícil para o psicólogo hospitalar, mas que deve ser pensada - especialmente no Brasil, onde a eutanásia ainda é considerada homicídio -  já que muitas vezes a alternativa é prolongar um sofrimento insuportável.</div><div><br></div><div><strong>A influência da pesquisa no campo de atuação  </strong></div><div>A pesquisa é essencial no aprimoramento da Psicologia, pois proporciona novas formas de intervenções e estratégias na prática. No brasil, ela vem sendo a principal fonte de desenvolvimento para a Psicologia Hospitalar, mesmo sendo um campo relativamente novo. As bases de integração entre a equipe multidisciplinar são muito bem fundamentadas na cientificidade do saber dos psicólogos e psicólogas, colocando a produção de pesquisa nessa área em ascensão, a qual legitimiza o trabalho profissional dentro dos hospitais. Ademais, a produção científica hospitalar vem colaborando para aprimorar a execução e propostas, buscando uma adequação mais refinada para com a população brasileira. Aliás, é imprescindível a multidisciplinaridade desse avanço, pois ele acaba mostrando possibilidade de contribuições para com os outros ramos, tendo como exemplo a chance de que os efeitos dos estados emocionais alterem hormônios e o sistema imunológico.</div><div><br></div><div><strong>O PSICÓLOGO HOSPITALAR NOS CUIDADOS PALIATIVOS<br></strong>O psicólogo hospitalar também pode estar inserido em uma equipe multidisciplinar de cuidados paliativos. Lembrando que entram nos cuidados paliativos aqueles pacientes que não têm mais possibilidade de cura para a sua enfermidade e recebem aquele cuidado para melhorar a sua qualidade de vida até o momento da sua morte. <br><br><strong>Então, qual é o papel do psicólogo nos cuidados paliativos?</strong></div><div>Essa é uma pergunta frequente nos artigos que encontramos sobre o assunto. Analisamos brevemente dois artigos sobre o assunto e todos eles avaliam que ainda existem poucos trabalhos científicos os quais fundamentam a prática psicológica nos cuidados paliativos. Assim, as duas autoras se propõem a produzir e refletir sobre esse conhecimento cada uma de uma forma diferente para tentar a prática profissional nesse contexto específico. Agora vamos falar brevemente de como cada uma dessas produções científicas contribui com o fazer profissional do psicólogo da saúde. </div><div><br></div><div><strong>A pesquisa como produtora de orientações profissionais</strong></div><div>O artigo de Reis (2018) fornece para os leitores algo a mais do que só um referencial teórico. A dissertação analisou as competências do psicólogo dentro da equipe de cuidados paliativos e diante disso elaborou um roteiro de orientações que esses profissionais podem seguir nesse contexto específico, abordando ainda uma possível estratégia de atuação baseada na teoria da psicologia baseada em evidências. Nós achamos esse trabalho muito rico pois mostra bem o entrelaçamento entre teoria e prática afinal ao mesmo tempo que discute as questões teóricas do assunto a autora fornece uma sustentação teórica aplicada para orientar a prática. </div><div><br></div><div><strong>Da prática para a teoria</strong></div><div>Melo, Valero e Menezes (2013) fizeram um caminho diferente da autora anterior. Elas se proporam a estudar como outros pesquisadores estavam produzindo conhecimento na área da psicologia voltada para os cuidados paliativos e também como estava funcionando a intervenção psicológica nesse contexto. Esse trabalho é muito interessante pois para além de reunir diversas teorias e práticas do assunto, ele propõe uma reflexão acerca daquele conhecimento e daquela prática que estão sendo produzidos. </div><div><br></div><div><strong>O LUTO E A MORTE</strong></div><div>A morte e o morrer foram colocados em todos os artigos pesquisados e são questões que estão fortemente presentes na prática do psicólogo hospitalar. Assim, embora já existam trabalhos que tratam sobre essa temática, praticamente todos os autores lidos destacam a importância do estudo do fenômeno da morte entrar com mais força na grade curricular de psicologia e fazer parte da formação profissional do psicólogo. <br>Nesse sentido, achamos interessante trazer em anexo pra vocês uma live feita pelo CFP agora no ano de 2020 sobre o luto e que discute diversas questões importantes não só na psicologia hospitalar como em diversas outras áreas de psicologia. </div><div><br></div><div>REFERENCIAS:</div><div>Coppus, Alinne Nogueira Silva, &amp; Netto, Marcus Vinícius Rezende Fagundes. (2016). A Inserção do Psicanalista em uma Unidade de Tratamento Intensivo. <em>Psicologia: Ciência e Profissão</em>, <em>36</em>(1), 88-100. <a href="https://doi.org/10.1590/1982-3703000322012">https://doi.org/10.1590/1982-3703000322012</a></div><div>Melo, Anne Cristine de, Valero, Fernanda Fernandes, &amp; Menezes, Marina. (2013). A intervenção psicológica em cuidados paliativos. <em>Psicologia, Saúde &amp; Doenças</em>, <em>14</em>(3), 452-469. Recuperado em 24 de novembro de 2020, de <a href="http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862013000300007&amp;lng=pt&amp;tlng=pt">http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862013000300007&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.</div><div>Oliveira, Eliane Caldas do Nascimento. (2002). O psicólogo na UTI: reflexões sobre a saúde, vida e morte nossa de cada dia. <em>Psicologia: Ciência e Profissão</em>, <em>22</em>(2), 30-41. <a href="https://doi.org/10.1590/S1414-98932002000200005">https://doi.org/10.1590/S1414-98932002000200005</a></div><div>Reis, B. (2013). PSICOLOGIA DA SAÚDE NO CONTEXTO DOS CUIDADOS PALIATIVOS: UM ROTEIRO DE ORIENTAÇÕES PARA A PRÁTICA DESSA ESPECIALIDADE NA ASSISTÊNCIA PALIATIVA. Recuperado em 24 de Novembro de 2020, de <a href="https://ri.ufs.br/handle/riufs/10103">https://ri.ufs.br/handle/riufs/10103</a></div><div>SIMONETTI, A. Manual de psicologia hospitalar: o mapa da doença. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004 </div><div>Torres, Wilma da Costa. (2003). A Bioética e a psicologia da saúde: reflexões sobre questões de vida e morte. <em>Psicologia: Reflexão e Crítica</em>, <em>16</em>(3), 475-482. <a href="https://doi.org/10.1590/S0102-79722003000300006">https://doi.org/10.1590/S0102-79722003000300006</a></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=HOhqiJ6LmhA" />
         <pubDate>2020-11-25 16:07:12 UTC</pubDate>
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         <title>A Inserção do Psicólogo na Saúde Mental Indígena</title>
         <author>gabrieleferreira</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960625851</link>
         <description><![CDATA[<div>O panorama das questões de saúde mental indígena ainda é pouco explorado, sendo perceptível uma escassez de pesquisas, diante da psicologia e seu debruçar em vários âmbitos sociais surge a indagação: como é a psicologia se faz presente em uma cultura tão complexa e multifacetada?</div><div><strong><br>A pesquisa no campo de saúde mental indígena <br></strong><br></div><div>Segundo a pesquisa documental feita, no período de 1999 a 2012, total foram levantados 5510 artigos, entretanto apenas 14 faziam contribuições ao tema de <em>saúde mental em contextos indígenas.</em> O levantamento bibliográfico foi realizado em artigos publicados em plataformas virtuais conhecidas e consolidadas no meio acadêmico, sendo elas: SciELO (scielo.org.br) e Biblioteca Virtual em Saúde Psicologia Brasil - BVS-Psi (<a href="http://www.bvs-psi.org.br/">bvs-psi.org.br</a>), buscando termos relacionados a saúde mental e a comunidade indígena.</div><div><br>Não só as pesquisas acerca do tema são mínimas, como também os poucos artigos apresentaram, majoritariamente, uma reflexão teórica e epistemológica trivial. Tal apontamento não se trata de uma desqualificação dos estudos, mas salientar que uma prática sem rigor teórico tornar-se cega e etnocêntrica. <br><br></div><div><strong>A prática profissional no Mato Grosso<br></strong><br></div><blockquote><em>Art. 1° estabelecer como diretrizes gerais para uma Política de Atenção Integral à Saúde Mental das Populações Indígenas: I - Apoiar e respeitar a capacidade das diversas etnias e das comunidades indígenas, com seus valores, economias, tecnologias, modos de organização, de expressão e de produção de conhecimento, para identificar problemas, mobilizar recursos e criar alternativas para a construção de soluções para os problemas da comunidade. (BRASIL. PORTARIA N° 2.759, 2007).</em></blockquote><div><br></div><div>Segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), no Estado do Mato Grosso, o CAPS é a primeira instituição a qual toda demanda dos índios que sofrem de algum tipo de transtorno mental é levada. No ano de 2015, contava-se com uma psicóloga na capital, a qual exercia a função de prestar assistência a todas as aldeias do Estado. A assistência psicológica era prestada aos índios, como também capacitações aos multiprofissionais que fazem parte do núcleo de assistência à saúde indígena. <br><br></div><div>Outrossim, há uma problematização diante do embate cultural: a entrada de droga lícitas, ou ilícitas, tornando-se um motivo de apreensão na equipe multiprofissional, pois há um potencial uso abusivo, depois da entrada, como o consumo exagerado de medicamentos antidepressivos.<br><br></div><div>Vale salientar que, assim como todo e qualquer brasileiro, os povos indígenas estão inseridos como usuários do Sistema Único de Saúde. Por esse motivo, segundo a SESAI, não existe na constituição federal uma lei que rege o atendimento à saúde mental indígena específico.<br><br></div><div>Desta forma, há a responsabilidade do psicólogo estar preparado e capacitado, atentando-se durante sua prática que ao realizar toda e qualquer técnica, é necessário o respeito às diversidades, particularidades e subjetividades das etnias indígenas, sem esta postura pouco a psicologia pode contribuir diante do contexto indígena. <br><br>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</div><div>Batista, Marianna Queiróz, &amp; Zanello, Valeska. (2016). Saúde mental em contextos indígenas: Escassez de pesquisas brasileiras, invisibilidade das diferenças. Estudos de Psicologia (Natal), 21(4), 403-414. <a href="https://doi.org/10.5935/1678-4669.20160039">https://doi.org/10.5935/1678-4669.20160039</a></div><div>Santana, T. H., Silva, W. L., &amp; Negrini, L. (2015). A Inserção do Psicólogo na Saúde Mental Indígena. Recuperado em 24 de novembro de 2020, de  http://periodicos.univag.com.br/index.php/psicologia/article/view/570<br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2020-11-25 17:14:20 UTC</pubDate>
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         <title>Uma caminhada como neuropsicóloga infantil</title>
         <author>paulacastanha</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/960916519</link>
         <description><![CDATA[<div>Alunas: Maria Eduarda Almeida e Paula Castanha<br><br>A entrevista foi realizada com <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4214095U9">Artemis de Paula,</a> estudante da UFRN e interessada na neuropsicologia infantil desde a graduação, hoje ela atua no Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi e desenvolve, em seu doutorado, uma pesquisa teórica que busca entender o desenvolvimento do complexo de animação em bebês.<br><br></div><div>Artemis contou que foi ao estagiar com Simone Melo que criou interesse em relação a questão da memória em crianças, por onde desenvolveu a sua <a href="https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/21461/1/ArtemisPaivaDePaula_DISSERT.pdf">tese de mestrado</a>, onde buscava compreender o fenômeno da amnésia infantil seguindo uma análise da neuropsicologia, esse seu trabalho foi orientado com Izabel Hazin. Segundo ela, o doutorado deveria continuar abordando o mesmo tema, porém o trabalho passou por algumas adaptações que seguiram o seu ritmo, e por isso o tema acabou sendo alterado.</div><div> </div><div>Artemis contou ainda que atuava na clínica privada, enquanto realizava seu mestrado e que essa atuação conjunta foi fundamental para sua formação, pois ela considera a atuação profissional e a pesquisa inseparáveis. Apesar disso a dificuldade em lidar com as duas funções exigia muito tempo e foi, por isso que no início do seu doutorado resolveu que sua pesquisa seria seu foco, mas acabou voltando para a clínica, dessa vez a pública, quando conseguiu ingressar no Anita Garibaldi onde entrou trabalhando na clínica infantil com crianças de 0 a 5 anos.<br><br></div><div>O seu doutorado acabou mudando um pouco para que ela conseguisse fazer uma conexão com sua atuação na clínica pública, por isso resolveu focar sua pesquisa em desenvolver estudos com crianças da mesma faixa etária das quais lidava no Anita Garibaldi. Artemis acrescenta que uma havia pouco conteúdo sobre a neuropsicologia e bebês no Brasil, por ser uma área nova, e que por isso acabou ingressando em um grupo mexicano que já trabalhava com o assunto.<br><br></div><div>Sendo orientada por Izabel Hazin e co-orientada pela professora Yulia Solovieva da Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, Artemis busca explicar o desenvolvimento do complexo de animação em bebês, tendo como objetivo investigar o desenvolvimento deste indicador em bebês com desenvolvimento típico e com risco para atraso maturacional. </div><div><br></div><div>Hoje, o doutorado de Artemis é intitulado como: <em>“Construção de um modelo interventivo para aprimoramento das funções frontais e executivas de crianças em contexto de risco e vulnerabilidade".</em> Inicialmente, seria uma pesquisa prática, mas devido a pandemia e as medidas de distanciamento social, acabou por se tornar uma pesquisa teórica. O trabalho final deve ser defendido no próximo ano.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 18:16:14 UTC</pubDate>
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         <title>Atuação e pesquisa na prática online da psicologia</title>
         <author>analuizalima3</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/961088404</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Pesquisa documental por: Ana Luíza Santos e Rodrigo Resende<br><br>Escolhemos o tema de atuação e pesquisa na prática online da psicologia por conversar diretamente com o contexto que vivemos e a necessidade de debates e desenvolvimento da questão. A prática da avaliação psicológica costuma ser realizada de forma presencial. Entretanto, em situações atípicas como urgência e emergência e em casos de violação de direitos ou de violência, a mesma poderia ser executada online, realizada por meios de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Essas ferramentas ainda são pouco utilizadas no Brasil comparado ao contexto internacional. Em decorrência do COVID-19, novas orientações acerca da segurança dos instrumentos, qualidade dos dados coletados e padrões éticos e técnicos foram divulgados (APA, 2020).</div><div><br>Alguns pontos que atravessam esse debate são: as vantagens do atendimento remoto como o acesso a serviços que não estariam disponíveis em determinadas regiões e a redução de custos como deslocamento e espaço físico. Em contraponto, para que a prática online torne-se viável, são necessários cuidados específicos para que ocorra de maneira segura, eficaz e ética. Para o profissional, é importante uma boa conexão de internet, um ambiente apropriado para trabalho, acesso a um computador entre outros fatores determinantes. Dessa forma, questiona-se se realmente existe a redução de custos ou se estes apenas tomam outras formas. </div><div><br>Outro fator importante, é conhecer a demanda antes de começar um trabalho remoto. Devem ser consideradas as características da pessoa atendida, como idade, condições físicas e cognitivas, fatores culturais e outros dados como a familiaridade com o uso de tecnologia, disponibilidade de acesso a aparelhos eletrônicos e qualidade de conexão à internet (Luxton, Pruitt, &amp; Osenbach, 2014). <br><br>Também existem características que podem ser determinantes para não adotar o formato online, na área da clínica, como a presença de certos diagnósticos de transtornos mentais, o tipo de sintoma apresentado pelo paciente (como sintomas psicóticos) e o uso de substâncias, podem ser indicadores de risco para processos conduzidos  nessa modalidade (APA, 2013).</div><div><br>Como toda forma de avaliação psicológica, as modalidades online também necessitam de um instrumento psicológico qualificado, testado e reconhecido pelos conselhos de psicologia. Para construir um instrumento psicológico, existe um rigoroso processo de reunião de evidências embasando a utilidade de seus resultados e interpretações para serem aplicados em determinados contextos. Assim, trazer os estímulos de um instrumento para o formato online não garante que eles sejam visualizados pelo avaliado da mesma forma que seria em um atendimento presencial. As respostas do paciente podem não ser compatíveis com a interpretação prevista no manual, devido a variação desses estímulos.</div><div><br>A profissão do psicólogo, assim como as demais profissões, é pautada em um código de ética profissional, esteja ele expresso ou não em códigos oficiais, visando garantir que as relações entre os profissionais da área e destes com a sociedade ocorram envolvendo valores tais como o respeito, a justiça e a dignidade. O código de ética estabelece padrões para que o profissional possa refletir sobre sua prática, tornando-se consciente da sua responsabilidade, pessoal e coletiva, pelas consequências de suas ações no exercício profissional (Resolução N° 010/2005). Portanto, acompanhar as demandas da sociedade, os conflitos e a busca por direitos é também um dever ético do psicólogo. É requerido ao profissional da psicologia que esteja em compasso com a evolução das relações sociais humanas para que ele possa atender de uma forma digna as demandas emergentes da sociedade (Muniz, M. 2018).</div><div><br>Logo, a partir dessa premissa, podemos afirmar que é também papel do psicólogo acompanhar as mudanças e avanços tecnológicos que estamos vivendo nos últimos anos. E podemos dizer que as formas de contato humano via online estão mais presentes em nossa vida agora, durante a pandemia do Covid-19. O isolamento social provocou um aumento da demanda tanto da psicoterapia online, como do próprio contato dos terapeutas com os pacientes e é sobre isso que trata a pesquisa de Hallberg, S. C. M. e Lisboa, C. S. M. (2016).</div><div><br>Essa pesquisa mostrou que os psicólogos ainda não estão muito familiarizados com o uso das novas tecnologias no trabalho. Por exemplo, o estudo aponta que 82% dos entrevistados utilizam o WhatsApp, porém 50% deles responderam que nunca ou raramente usam com seus clientes. Adicionalmente, mostrou que apesar de 75% dos entrevistados utilizarem sempre ou frequentemente redes sociais (instagram, facebook), apenas 1,9% utilizam na mesma intensidade para se comunicar com os seus pacientes e 94,9% responderam que não utilizam nunca ou raramente para este fim.</div><div><br>Outro resultado relevante dessa pesquisa, foi mostrar que os terapeutas mais experientes, ou seja, de mais idade, ao contrário do esperado, são os que mais utilizam as TIC’s. A hipótese que o estudo levanta, é que isso aconteceria porque esses terapeutas se sentem mais seguros e capacitados para introduzir essa nova prática no seu trabalho. E isso é inesperado justamente porque os psicólogos mais novos e menos experientes, pertencem a uma geração que é bem mais familiarizada com as novas tecnologias, porém, em sua atividade profissional ainda se sentem, em maioria,  inseguros em utilizar as TIC’s.</div><div> <br>Através desses apontamentos torna-se evidente a necessidade do desenvolvimento de pesquisas e estudos acerca da padronização e normatizações específicas para a prática da psicoterapia online. Além disso, se mostra necessário também, nas formação <em>stricto sensu </em>em psicologia, a presença de conteúdos sobre a utilização das TIC’s no meio profissional e acadêmico, e por fim, também concluímos que é essencial o investimento na construção de instrumentos psicológicos para 🤬 e avaliação via online.</div><div><br><br><br></div><div><strong>Referências</strong>:</div><div><br></div><div>Hallberg, S. C. M., Lisboa, C. S. M. (2016). Percepção e Uso de Tecnologias da Informação e Comunicação por Psicoterapeutas. <em>Temas em Psicologia</em>. Vol. 24, nº 4, 1297-1309.</div><div><br></div><div>Luxton, D. D., Pruitt, L. D., &amp; Osenbach, J. E. (2014). Best practices for remote psychological assessment via telehealth technologies. <em>Professional Psychology</em>: <em>Research and Practice</em>, <em>45</em>(1), 27-35.</div><div><br></div><div>Marasca, A. R., Yates, D. B., Schneider, A. M. de A., Feijó, L. P. &amp; Bandeira, D. R. (2020). Avaliação psicológica online: considerações a partir da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) para a prática e o ensino no contexto a distância. <em>Estudos de Psicologia (Campinas)</em>, <em>37</em>, Epub junho 05, 2020.</div><div><br></div><div>Muniz, M. (2018). Ética na Avaliação Psicológica: Velhas Questões, Novas Reflexões. <em>Psicologia: Ciência e Profissão</em>, <em>38</em>(spe), 133-146.</div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 18:58:32 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia e Esporte: qual é a realidade desta prática emergente no Brasil?</title>
         <author>jojomatias</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/961231839</link>
         <description><![CDATA[<div>Pesquisa feita por: Joelson Matias do Nascimento e Luciano Firmino dos Santos <br><br>O contexto geral da psicologia no Brasil contém inúmeras lacunas em sua composição temática, prática, e, até mesmo, entre suas pesquisas. Isso pode ser evidenciado ao observar o número limitado de abordagens práticas e o diminuto conjunto de temas e objetos pesquisados, entretanto podemos elencar algumas abordagens e práticas que vão além das já estabelecidas. Tendo isso em vista, para a composição deste mural, foi escolhido a Psicologia do Esporte no Brasil, visto que essa é uma das várias áreas da psicologia já consolidadas no cenário internacional, mas que no Brasil ainda não teve seu potencial desenvolvido, assim, podendo ser vista  como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de pesquisa e atuação profissional dentro do contexto da sociedade brasileira e possuidora de um caráter emergente no âmbito nacional. Durante a escolha dos documentos que iriam servir como referência para este trabalho, foi priorizado optar pela utilização de um artigo que discorre sobre a pesquisa e outro que aborda a atuação profissional do psicólogo do esporte no Brasil.</div><div><br></div><div><strong>Psicologia do Esporte e pesquisa:</strong></div><div><br></div><div>O artigo <mark>“</mark><em><mark>O estado da arte da pesquisa em Psicologia do Esporte no Brasil</mark></em><mark>”</mark>  possui o objetivo de examinar a produção científica e observar a sua evolução, desde a regulamentação da Psicologia do Esporte pelo Conselho Federal de Psicologia (em 20 de dezembro de 2000). Ao analisar o conteúdo produzido entre os anos de 2002 e 2012, os autores destacam que a psicologia do esporte é uma subárea da psicologia emergente em nosso território, tendo em vista que há um crescimento das pesquisas relacionadas com esse tema, no entanto, os escritores ainda destacam uma carência de pesquisadores com formação em psicologia participando no desenvolvimento desse conhecimento, já que a maioria dos documentos possuem como autores e/ou orientadores profissionais da área de Educação Física.</div><div><br></div><div><strong>O contexto emergente da Psicologia Esportiva:</strong></div><div><br></div><div>Quanto à prática profissional e suas possíveis atuações, a discussão realizada no artigo <mark>“</mark><em><mark>Da Psicologia do Esporte que temos à Psicologia do Esporte que queremos</mark></em><mark>”</mark> é explicado que há uma demanda de psicólogos do esporte que surge em diversos contextos, como: nas atividades de alto rendimento, esportes de tempo livre (ou seja aqueles que são realizados por prazer e esporadicamente) e no esporte escolar. Ainda é explanado que, infelizmente,  em decorrência  da falta de profissionais qualificados no contexto brasileiro, geralmente, é necessário que se importe referenciais teóricos de outros locais como base para sua atuação.</div><div><br></div><div>A luz do que foi exposto até então, se mostra claro que há necessidade, tanto por parte dos profissionais como da comunidade científica psicológica, em gerar uma transformação dos meios de adquirir e repassar conhecimento no âmbito da Psicologia do Esporte, tendo em vista há falta de pesquisa, pesquisadores e da criação de políticas públicas na área em questão, que possibilite o despertar de novas possibilidades de fazer científico e de troca de saberes em diversos contextos, inclusive, em um contexto esportivo, assim como a elaboração de uma abordagem que vislumbre a subjetividade territorial do esporte brasileiro e que permita uma pesquisa e prática genuinamente nacional.</div><div><br></div><div>REFERÊNCIAS:</div><div><br></div><div>JUNIOR, J. R. A. N., VIEIRA, J. L. L., VIEIRA, L.F. (2013). O estado da arte da pesquisa em psicologia do esporte no Brasil. Revista de psicologia del deporte 22 (2), 501-507.</div><div><br></div><div>RUBIO, K. (2018). Da psicologia do esporte que temos à psicologia do esporte que queremos. Revista brasileira de psicologia do esporte 1 (1).</div><div><br><br><br><br></div><div>Um pouco do que é a Psicologia do Esporte, sua a prática e importância:</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=q2fi3tJw97c&amp;feature=youtu.be" />
         <pubDate>2020-11-25 19:36:22 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia e Saúde pública: Acolhimento na saúde básica.  </title>
         <author>wanessamabel</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/961286865</link>
         <description><![CDATA[<div> Anacely Guimarães Costa é graduada  em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (2011). Tanto o  mestrado (2014) quanto o doutorado (2018) foram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) área de  Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social (IMS) ambos orientados por Sérgio Luis Carrara. Desde a graduação já sabia, de certa forma, que seguiria na docência, mas transitou por diversas áreas no intuito de ter acesso a possíveis áreas de estudo e pesquisa, dessa forma, estagiou em psicologia escolar, teve formação em psicanálise, participou do PET saúde e trabalhou com crianças. Ainda na graduação participou de um grupo de pesquisa de gênero e sexualidade, grupo que despertou seu interesse na área e nas questões feministas, desde então o debate de gênero passa a fazer parte da sua atuação enquanto pesquisadora e posteriormente como professora no curso de medicina. </div><div>Mesmo com um intervalo de tempo em torno de 10 anos, Anacely ressalta que na época de sua graduação o debate de gênero e sexualidade não estava presente na psicologia, o que era debatido naquela época era, de certa forma, apenas algo inicial, este foi um dos motivos que fez com que ela fosse para a área da saúde coletiva, pois era uma área mais abrangente. </div><div>Na pós-graduação no Rio de Janeiro, a questão do preconceito pelo fato de ser nordestina e estar na academia era recorrente, comentários como: “Onde você mora tem Coca-cola?”, “Você não tem cara de nordestina”, “Os nordestinos que eu conheço são faxineiras e porteiros, e você está na graduação...”, de acordo com Anacely, muitas situações que havia passado eram por causa de preconceitos e ela nem sabia, precisou vivenciar estas situações para entender mais já que o debate acerca disso era muito restrito se comparado com a proporção que vem tomando graças às redes sociais. </div><div>Outra dificuldade enfrentada que ainda configura uma realidade atual é a competitividade presente na academia e a falta de oportunidade, tanto na área acadêmica quanto no mercado de trabalho, profissionais super bem preparados esperam muito por concursos ou outras formas de inserção no mercado, mas as oportunidades são de certa forma escassas. Vale pensar também na questão da remuneração, a psicologia enquanto graduação é um curso de certa forma pesado, grandes cargas de leitura e com duração de 5 anos, se pensarmos que outros cursos de duração semelhante, como engenharia, possuem remunerações mais altas, se pensarmos na especialização/pós, graduados em medicina recebem comumente mais que doutores em psicologia e não chegam a trabalhar 40 horas semanais. Além disso, se levantarmos a questão de que a psicologia como curso e como área de atuação majoritariamente feminina é possível levantar um questionamento: "Será que essa desvalorização não é reflexo de uma desvalorização do trabalho relacionado à mulher?"</div><div><br></div><div>Atualmente é professora adjunta na Universidade Federal do Vale do São Francisco, campus Paulo Afonso, com a estrutura de metodologia ativa, Anacely  é responsável por Práticas de Integração Serviço e Sociedade, que consiste na ponte entre os estudantes e a saúde pública, especificamente na atenção básica, apresentar para o SUS e qualificar os estudantes para o atendimento no SUS. A respeito dessa atuação fora da psicologia: “Saindo da psicologia e entrando na medicina, a dificuldade é fazer com que os alunos entendam ou se interessem por temas que não são especificamente médicos, que eles compreendam como médicos. Atuar em um curso que não é o curso de origem é o principal desafio e ao mesmo tempo é uma vantagem para eles (estudantes) também, é desafiador, mas é muito importante também estar nestes espaços podendo levar uma formação com outro olhar, uma formação mais ampla”.</div><div>Sobre a articulação da pesquisa  com a docência: “como uma forma de estar produzindo conhecimento para a sociedade, renovando perspectivas com os meus alunos, também existe a articulação de devolver para a sociedade coisas que eu tive a partir de políticas públicas, a partir de programas, eu sempre estudei em universidade, tive bolsa desde a graduação, sou professora de uma universidade pública, eu acho que esse é o momento de poder não só extrair conhecimento da sociedade, mas poder também dizer para a comunidade, como a gente pode resolver os nossos conflitos, a articulação é toda com a docência”.</div><div>Na docência aplicada especificamente à medicina, a pesquisa atingiu diretamente a atuação de Anacely já que o mestrado e o doutorado foram feitos na saúde, com entrevistas diretamente com médicos e medicas sobre o atendimento de crianças intersexo e seus familiares. Todo esse trabalho permitiu observar e constatar atitudes que não eram adequadas e que atrapalhavam o acolhimento do paciente. A partir disso, pôde observar que algumas condutas médicas no atendimento eram prejudiciais na criação de vínculo, algumas falas não geravam empatia com quem estava lá em busca de cuidado. Dessa maneira conseguiu passar para os estudantes, a partir de toda uma bagagem, ensinamentos para uma forma de acolhimento mais cuidadosa e mais humana.</div><div><br><br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-11-25 19:47:51 UTC</pubDate>
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         <title>A Psicologia Organizacional na perspectiva de uma pesquisadora: novos olhares.</title>
         <author>ritaamorim</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/961767120</link>
         <description><![CDATA[<div>Olá a todos! Nós (Renata Paiva,Rita Amorim e Victor Cecílio) decidimos consultar a pesquisadora Raquel Alves Santos para saber mais sobre sua pesquisa com a psicologia do trabalho. A entrevista se deu por e-mail, tendo Raquel gentilmente respondido todas as nossas questões por escrito. <br><br></div><div>Raquel tem 43 anos, é natural do Rio de Janeiro e, hoje, mora em Natal. É graduada em administração pela FACEX, tem mestrado na área de administração pela UFPB, atualmente cursa Psicologia na Maurício de Nassau e faz doutorado no PPGPSI. Ela também atua profissionalmente como concursada da UFRN, na área de Psicologia do Trabalho e Gestão de Pessoas.<br><br>ENTREVISTA: <br><br></div><div><strong><em>Por que escolheu essa área de atuação?</em></strong><strong> </strong><br>“Ter a possibilidade de estudar mais profundamente o ser humano em seu contexto sócio-histórico e cultural, considerando suas experiências coletivas e individuais, o que promove ou retira a saúde e qualidade de vida de indivíduos em contexto de trabalho, e o fato de estar atento à dimensão social e à preservação dos direitos humanos. Atuo na área de Gestão de Pessoas faz 15 anos”<br><br><strong><em>Qual a sua linha de pesquisa? </em></strong></div><div>“Clínicas do trabalho e processos organizacionais: atividade, sentido, intervenção”<br><br></div><div><strong><em>Quais são as temáticas que pesquisa ou atua? </em></strong><em><br></em>“Análise da atividade de trabalho, Aprendizagem em trabalho, Competências.”<br><br></div><div><strong><em>Quais são as potencialidades e pontos positivos dessa área?</em></strong><em> </em>“Possibilidade de transformar o trabalhador para compreender o seu trabalho a partir de uma análise clínica laboral, em que esse trabalhador tem a possibilidade de ser o protagonista da transformação da situação de trabalho e de seu desenvolvimento pela atividade e na atividade de trabalho (essa atividade é mediatizante e mediatizada)..<br><br></div><div><strong><em>Quais são os principais desafios que enfrenta ou enfrentou na atuação: </em></strong>“O entendimento de que as pessoas são um recurso somente e de que o trabalho é somente um meio para se obter a produtividade, o lucro e o desenvolvimento organizacional.”<br><br></div><div><strong><em>Como você compreende a articulação entre prática profissional e pesquisa?</em></strong><em> <br></em>“Essa articulação é imprescindível para que haja uma valoração da atividade, pois pesquisar é aprender movimentos da atividade, a atividade é trabalho árduo que demanda esforço conceitual e do "fazer", ou melhor, da prática profissional. Compreendo que a pesquisa, apoiada pela organização e desejada pelo pesquisador/profissional, consubstancia-se como estratégia científico-pedagógica na formação do profissional, com repercussões positivas para a o trabalho a ser realizado posteriormente. A pesquisa é uma atividade que possibilita a reflexão e a transformação da prática profissional.”<br><br></div><div>   Enquanto sujeitos mergulhados no processo de formação, dois grandes pontos nos chamaram atenção na entrevista com a Raquel. Sendo o primeiro deles, a proposta de pesquisa que versa sobre o acúmulo de tarefas no meio acadêmico que traz uma reflexão muito necessária para o contexto atual: a ligação entre atuação profissional e pesquisa e os reflexos e consequências disso no desempenho e bem-estar do sujeito. A disponibilidade de pesquisas que geram discussões sobre essa temática nos faz refletir sobre os caminhos que nos interessam nas nossas escolhas nesse processo formador.<br><br></div><div>   Além disso, destacamos a importância de pesquisadores advindos de outras áreas, como no caso da Raquel, se interessarem por novas perspectivas que, antes, não tinham tanta aderência. Ou seja, o fato dela vir de um background administrativo, de gestão de pessoas e passar a pesquisar sobre esses contextos a partir de outra perspectiva, nos parece bem positivo para ambas as áreas. Pois, não só o meio corporativo pode ganhar com essas novas perspectivas, mas também a psicologia com base na pluralidade de conceitos.<br><br></div><div>   Por fim, trazendo as próprias palavras da pesquisadora quando escreve sobre os principais desafios que enfrentou e enfrenta na atuação: “O entendimento de que as pessoas são um recurso somente e de que o trabalho é somente um meio para se obter a produtividade, o lucro e o desenvolvimento organizacional.”, compreendemos um dos pontos de maior importância e relevância de sua pesquisa. E, indo além, compreendemos, também, a importância de pesquisar em nossa área, de refletir criticamente sobre o que já está posto e de trilhar por caminhos que ainda precisam ser explorados (ou explorados por novas perspectivas).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 22:08:37 UTC</pubDate>
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         <title>Transbordando o instituído: uma articulação entre clínica, política e arte.</title>
         <author>ric4rdor</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/rnqay6v34wrwl9ih/wish/963823226</link>
         <description><![CDATA[<div>Alunos: Ricardo Ribeiro de Almeida e Paulo Eduardo Melo Miranda<br><br>Opa, pessoal! Espero que todos estejam bem. <br><br></div><div>Eu e Paulo escolhemos fazer a entrevista com Júlia Monteiro, profissional da Rede de Atenção Psicossocial de Natal. Fizemos o contato por meio de uma vídeo-chamada pelo WhatsApp e batemos um papo bem bacana sobre a atuação profissional e a pesquisa da psicóloga. As desavenças de horários e as instabilidades das conexões de internet quase impossibilitaram a concretização dessa atividade. Mas, no fim, conseguimos dar um jeitinho para materializar o encontro.<br><br></div><div>Mulher, branca e com 36 anos de idade, Júlia Monteiro Schenkel nasceu em Porto Alegre e se graduou em Psicologia, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em 2010. Enlaçada pela importância do SUS, ela partiu para a atuação no âmbito das políticas públicas, trabalhando inicialmente no CRAS, junto às periferias de Porto Alegre. Fez residência multiprofissional em Saúde Mental Coletiva, por meio da qual conseguiu o título de especialista em Educação em Saúde Mental Coletiva (2014), pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Além disso, também é especialista em Análise Institucional e Esquizoanálise (2013), pelo Instituto Félix Guatarri. Concluiu o mestrado em Saúde Coletivo, no ano de 2016, por meio também da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em sua dissertação, problematizou a dicotomia entre gestão e atenção na saúde do SUS, explorando o apoio institucional como tecnologia de transformação dessa relação. Atualmente é doutorando em Psicologia, na UFRN, na linha de pesquisa de Psicologia, Política e Socioespecialidades, tendo como orientadora a professora Ana Karenina, e é coordenadora do Centro de Convivência e Cultura da Rede de Atenção Psicossocial de Natal, trabalhando como psicóloga clínico-institucional. Além do trabalho no âmbito das políticas públicas, Júlia também atua na clínica privada, principalmente na modalidade remota (sobre a qual ela diz que há ganhos e perdas, mas que ajuda a manter vínculos, mudando a forma de presença dos sujeitos). <br><br></div><div>Ao questionarmos sobre a motivação de seguir pelo caminho da saúde coletiva e da clínica, Júlia responde que sempre se encantou pelo trabalho do SUS. Diz que, desde muito cedo, na graduação, esteve envolvida em atividades que exigiam uma implicação política significativa (movimento estudantil, diálogos com o MST, etc). Isso a influenciou, de modo que ela escolheu manter essa implicação política na sua atuação profissional, militando por uma saúde pública, antimanicomial e de qualidade. E é essa instiga por lutar pelo SUS e compor esse sistema que fez com que ele escolhesse seguir pelo caminho da Saúde Coletiva, tencionando os limites do cuidado individual e tentando trazer a dimensão política para dentro da clínica. Júlia explica que a clínica funciona como um campo de disputas entre os modos de vida, possibilitando a reconstrução existencial do sujeito. Complementando, ela afirma que a Psicologia nasceu muito próxima de uma perspectiva adaptacionista e que é sempre um desafio do psicólogo problematizar e se libertar disso, para construir, junto aos sujeitos, novos horizontes de existência. <br><br></div><div> Ela comenta também que quando trabalhou no CRAS, teve um “choque de realidade” e observou a importância (e também a beleza) do trabalho na Assistência Social. A profissional descreve que estar nesse tipo de serviço faz os “muros caírem”, evidenciando cruamente a desigualdade que grande parte da população vive e o impacto disso na saúde mental. Essa realidade fez com que ela desejasse mais ainda atuar na construção da saúde como direito de todos os cidadãos. Por isso também, buscou investir numa clínica política, cuja permitisse a visualização de outros modos de vida social. A questão que se coloca, para ela, é: como fazer parte do aparelho de Estado, subvertendo, mesmo que minimamente, a sua lógica normatizadora. Pergunta constantemente feita a si mesma e sem resposta pronta.<br><br></div><div>No doutorado, ela pretende pesquisar a experiência do Centro de Convivência, por meio da relação da arte com a clínica. Ela relata que sua atuação profissional dentro da coordenação do Centro produziu um desejo de voltar para academia e iniciar o doutorado. Com isso, evidencia que não há como separar a atuação profissional da pesquisa. Em suas palavras, uma coisa leva a outra, numa conexão multidirecional. Tudo, no seu trabalho, faz ela enxergar possibilidades ricas de pesquisas, e o movimento contrário também acontece: em pesquisas, ela encontra dimensões novas para a sua atuação na saúde mental. Contudo, Júlia revela que, atualmente, seu desafio tem sido a procura por uma metodologia coerente, a qual permita o seu estudo, porque ela está pesquisando o seu próprio local de trabalho (onde é coordenadora). Segundo ela, isso irá demandar muita análise de implicação, para produzir outros olhares enquanto pesquisadora (desviando do que já está instituído no olhar enquanto coordenadora).<br><br></div><div>Ao falar das potencialidades da sua área de atuação, ela explica que é um campo que possibilita o contato com uma riqueza imensa, na medida em que aposta no que sai de uma normalidade e abre um horizonte de possibilidades recriadas. Ela diz que essa experiência, no campo da Saúde mental e Saúde coletiva, ensina, ao profissional, a se desacomodar e questionar as formas hegemônicas de subjetivação. Ela afirma também que a maior força desse campo é o contato com a potência do periférico, do devir que escapa dos padrões. O trabalho com essa potência, sem o imperativo de tratar uma patologia, é libertador. Contudo, comenta que há muitos desafios a serem enfrentados na atuação, por causa da precarização do SUS, dos retrocessos da reforma psiquiátrica, da desvalorização da saúde mental, perante outros setores da saúde, e da falta de colaboração da gestão com os profissionais. Ela revela que a luta por um serviço de saúde mental, que seja antimanicomial, é um desafio constante que o profissional da Rede do SUS tem que enfrentar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 15:55:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>dasilvamaykon002</author>
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         <description><![CDATA[<div>1m</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-02 05:14:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>dasilvamaykon002</author>
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         <description><![CDATA[O contexto geral da psicologia no Brasil contém inúmeras lacunas em sua composição temática, prática, e, até mesmo, entre suas pesquisas. Isso pode ser evidenciado ao observar o número limitado de abordagens práticas e o diminuto conjunto de temas e objetos pesquisados, entretanto podemos elencar algumas abordagens e práticas que vão além das já estabelecidas. Tendo isso em vista, para a composição deste mural, foi escolhido a Psicologia do Esporte no Brasil, visto que essa é uma das várias áreas da psicologia já consolidadas no cenário internacional, mas que no Brasil ainda não teve seu potencial desenvolvido, assim, podendo ser vista  como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de pesquisa e atuação profissional dentro do contexto da sociedade brasileira e possuidora de um caráter emergente no âmbito nacional. Durante a escolha dos documentos que iriam servir como referência para este trabalho, foi priorizado optar pela utilização de um artigo que discorre sobre a pesquisa e outro que aborda a atuação profissional do psicólogo do esporte no Brasil.

Psicologia do Esporte e pesquisa:

O artigo “O estado da arte da pesquisa em Psicologia do Esporte no Brasil”  possui o objetivo de examinar a produção científica e observar a sua evolução, desde a regulamentação da Psicologia do Esporte pelo Conselho Federal de Psicologia (em 20 de dezembro de 2000). Ao analisar o conteúdo produzido entre os anos de 2002 e 2012, os autores destacam que a psicologia do esporte é uma subárea da psicologia emergente em nosso território, tendo em vista que há um crescimento das pesquisas relacionadas com esse tema, no entanto, os escritores ainda destacam uma carência de pesquisadores com formação em psicologia participando no desenvolvimento desse conhecimento, já que a maioria dos documentos possuem como autores e/ou orientadores profissionais da área de Educação Física.

O contexto emergente da Psicologia Esportiva:

Quanto à prática profissional e suas possíveis atuações, a discussão realizada no artigo “Da Psicologia do Esporte que temos à Psicologia do Esporte que queremos” é explicado que há uma demanda de psicólogos do esporte que surge em diversos contextos, como: nas atividades de alto rendimento, esportes de tempo livre (ou seja aqueles que são realizados por prazer e esporadicamente) e no esporte escolar. Ainda é explanado que, infelizmente,  em decorrência  da falta de profissionais qualificados no contexto brasileiro, geralmente, é necessário que se importe referenciais teóricos de outros locais como base para sua atuação.

A luz do que foi exposto até então, se mostra claro que há necessidade, tanto por parte dos profissionais como da comunidade científica psicológica, em gerar uma transformação dos meios de adquirir e repassar conhecimento no âmbito da Psicologia do Esporte, tendo em vista há falta de pesquisa, pesquisadores e da criação de políticas públicas na área em questão, que possibilite o despertar de novas possibilidades de fazer científico e de troca de saberes em diversos contextos, inclusive, em um contexto esportivo, assim como a elaboração de uma abordagem que vislumbre a subjetividade territorial do esporte brasileiro e que permita uma pesquisa e prática genuinamente nacional.

REFERÊNCIAS:

JUNIOR, J. R. A. N.,]]></description>
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         <pubDate>2020-12-02 05:35:50 UTC</pubDate>
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