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      <title>Xilogravura popular brasileira  by giulliana rimola</title>
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      <description>Uma voz que deve ser escutada.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-20 06:25:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title> A imprensa brasileira surge apenas em 1808, com a fuga da Corte Portuguesa das tropas Napoleônicas. No Rio de Janeiro, onde foram abrigados,  se instala uma gráfica, onde foram impressos os primeiros jornais no país. Outros ateliês começam a surgir, em diferentes cidades, aumentando a produção de periódicos brasileiros. As imagens dessas publicações eram feitas na Europa e importadas para o Brasil, entretanto essa “regra” era bem flexível: Um dos primeiros periódicos de Recife, publicado em 1822, fora ornamentado por uma gravura em madeira ( xilogravura ), feita no Brasil. Muitos especialistas achavam que esta obra, assim como as outras, fora feita e trazida da Europa; Orlando da Costa Ferreira (autor da mais completa história brasileira das imagens de edição), por exemplo, argumentava que a cidade não possuía gravadores, além disso, pela qualidade da obra, ele afirmava que a mesma só podia ter sido feita em um ateliê estrangeiro. Entretanto, após investigar mais sobre o assunto, ele descobre e cita em um de seus livros, que a litogravura era praticada em Recife desde 1817: primeiro por José Fernandes Portugal (cartógrafo) depois no ateliê que o governo da província instalou nos locais do Trem Militar, em 1819. Os equipamentos usados pelo cartógrafo José Fernandes Portugal, são os mesmos encontrados, posteriormente, nesse ateliê do governo. Os mesmos teriam sido confiscados de José como castigo pela sua participação na revolta Pernambucana de 1817.  (Cf. FERREIRA, Orlando da Costa. Imagem e letra, p. 308-309.) Voltando à questão da gravura de “ O Maribondo”, pode-se afirmar que a mesma foi feita no Brasil; pois o jornal que o tinha, fora impresso na gráfica citada anteriormente, no Trem Militar, instalada desde 1821.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 02:14:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>1. O Maribondo , um dos primeiros periódicos do Recife, publicado em 1822.  (anonimato) </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <description><![CDATA[<div>“o exemplo do Maribondo representa uma cena insólita: perto de uma árvore, marimbondos atacam um</div><div>homem barrigudo e corcunda, que, aflito, tenta se desvencilhar com</div><div>grandes gestos, deixando cair seus óculos. Publicada em julho de</div><div>1822, às vésperas da Independência, a imagem é uma alegoria irônica das relações – muito tensas naquele momento – entre brasileiros (os marimbondos) e portugueses (apelidados pejorativamente de “corcundas”, no Brasil da época)</div><div>A ilustração faz, assim, coro com os propósitos nacionalistas do periódico, que ridiculariza a política portuguesa, explicando que “se os maribondos são maus é porque se intenta arruinar o que é deles.&nbsp; A ilustração faz, assim, coro com</div><div>os propósitos nacionalistas do periódico, que ridiculariza a política</div><div>portuguesa, explicando que “se os <em>maribondos</em> são maus é porque se</div><div>tenta arruinar o que é deles”.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-21 02:15:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O “não reconhecimento” destes primeiros periódicos ilustrados brasileiros pode ser explicado pela simplicidade e mau acabamento das gravuras feitas em madeira; diferente da litogravura, que era refinada e feita pelos melhores artistas da época. Além disso os autores brasileiros não possuíam direitos autorais, suas obras eram publicadas em periódicos no anonimato. Com isso, as xilogravuras brasileiras “acabaram sendo consideradas como elementos de uma “pré-história”, obras sem grande importância, cujo papel era essencialmente ornamental” (Origens da imprensa ilustrada brasileira (1820-1850):imagens esquecidas, imagens desprezadas -Everardo Ramos).                    Apesar destes aspectos simples, as gravuras xilográficas possuíam grande poder nas mãos da imprensa. Não se tratava apenas de uma imagem decorativa, mas sim sátiras, críticas ridicularizando aquilo ou aquele  que o Jornal pretendia ofender.                                                   Mais que um simples desenho “pré-histórico” ou obra sem importância, ela passa a ser uma arma, uma expressão visual que grita a ira e a revolta do povo:</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-21 02:17:21 UTC</pubDate>
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         <title>2.  O Carcundão- 1831 (anonimato)</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se tratando de uma sátira, crítica à abdicação do Imperador D. Pedro I, devido sua impopularidade e o “abandono” do Brasil nas mãos de seu filho de apenas cinco anos de idade:<br>” A gravura d’O Carcundão celebra o fato com humor e ironia, representando um homem acima do peso, corcunda e com cara de camelo (atributos do português e de seus aliados, segundo os apelidos pejorativos da época) que tenta segurar uma coluna quebrada, mas que acaba sucumbindo.”</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-21 02:19:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>3. A coluna partida- 1831 (anonimato)</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Esta representa a Coluna do Trono e do Altar, sociedade política que havia apoiado o governo absolutista do imperador. “A coluna partida” – sempre uma alusão à queda de d. Pedro I e ao fracasso da sociedade que o apoiava.”</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-21 02:21:26 UTC</pubDate>
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         <title>4. Bússola da Liberdade-1831 (anonimato)</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <description><![CDATA[<div>“se encontra novamente em Bússola da Liberdade ,</div><div>ao lado de outros motivos bem significativos: uma corrente com as algemas abertas e uma bússola cuja agulha aponta para símbolos da Revolução Francesa – um maço de lanças coroado por um boné frígio.”</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-21 02:23:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>( leitura das obras feita por Everardo Ramos - Origens da imprensa ilustrada brasileira (1820-1850):imagens esquecidas, imagens desprezadas. ¹)</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 02:30:27 UTC</pubDate>
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         <title>A CHEGADA DA XILOGRAVURA NO BRASIL</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 02:34:12 UTC</pubDate>
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         <title>XILOGRAVURA E LITERATURA DE CORDEL</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 02:39:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Em 1824, a imprensa é implantada no Ceará. A  partir de 1899 foi documentada a primeira notícia a respeito de uma produção  xilográfica no nordeste: O editor e poeta paraibano Leandro Gomes de Barros (Pombal, 19 de novembro de 1865- Recife, 4 de março de 1918- poeta de literatura de cordel brasileiro) publicou os primeiros folhetos de cordel, de sua autoria, com xilogravuras. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 04:06:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> Com a chagada do Jornal &quot;O Rebate&quot; em 1909, Muitos xilógrafos eram chamados para ilustrar as manchetes, entre eles está Leandro gomes. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 04:19:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>6. SUBSCRIÇÃO A FAVOR DOS PRESOS, DEPORTADOS E EMIGRADOS POLÍTICOS [III] || APELO ÀS MULHERES PORTUGUESAS DO JORNAL &quot;O REBATE&quot; - 1928</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
         <link>https://padlet.com/rimolagiulliana/rkdmt6fn1ap18j3g/wish/1832487276</link>
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         <pubDate>2021-10-21 04:22:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>7. O PRIMEIRO JORNAL DE JUAZEIRO DO NORTE: O REBATE- 1909.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 04:23:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A literatura de cordel foi muito   importante para o ensino no nordeste na época, pois os livros eram escassos e a sociedade era, em sua grande parte, analfabeta. Como um recurso pedagógico, o cordel tinha a tradição oral e escrita de contar histórias. Era comum aquele que tinha certo domínio pela leitura, ler para um colega analfabeto, propagando conhecimento. Além disso, as imagens xilográficas que ilustravam os cordéis eram quase sempre auto-explicativas, o que facilitava na hora do aprendizado. Os folhetos foram um dos principais modos de se obter informações quando haviam poucos jornais e não existia rádio. Eram encontrados nos mercados, serões familiares, feiras livres e, com o tempo, passou a ser um livro didático para alfabetização (VIANA, 2010).   </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-21 05:33:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Por causa da seca (1956), propostas de industrialização no Nordeste, a chegada da televisão e a crise do papel, nos anos 60, a xilogravura começou a entrar em crise. “Foi nesse quadro de crise e impasse entre a precariedade artesanal e a antevisão modernizadora da industrialização defendida pela Sudene, pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e pelas agências do governo estadual, além da Universidade do Ceará, que a xilogravura passou a ganhar nova conotação e importância.” (CARVALHO, G., 2001, p.26).           A produção da Xilogravura mudou completamente. O Reitor ,Martins Filho, da Universidade Federal do Ceará (UFC) recolheu mais de 400 matrizes, as tirou do mercado e criou um acervo.  A Universidade passou a fornecer madeira e a pagar artistas para que produzissem suas peças. Depois partiu-se para a encomenda de álbuns. Padronizou o modelo de produção popular, sugerindo tamanhos, um melhor acabamento e capas, além disso, os artistas passaram a ser obrigados a colocar seus nomes em suas obras, para ganhar reconhecimento e autoria sobre as mesmas. Esse conjunto de regras ajudaram na aceitação dessa arte no mercado e a uma maior valorização da mesma. A Xilogravura e a Literatura de Cordel tornam-se patrimônios históricos e culturais. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
         <link>https://padlet.com/rimolagiulliana/rkdmt6fn1ap18j3g/wish/1832598274</link>
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         <pubDate>2021-10-21 05:34:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> 9.   Coleção Xilogravura. Universidade Federal do Ceará MUSEU DE ARTE DA UFC – M A U C.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
         <link>https://padlet.com/rimolagiulliana/rkdmt6fn1ap18j3g/wish/1832631964</link>
         <description><![CDATA[<div>Em 1954, Floriano Teixeira ( desenhista, pintor e gravador maranhense), fora convocado pelo reitor, na condição de “assessor para assuntos de arte” para conhecer os artistas de Juazeiro do Norte, aprender o processo de xilogravura feito por eles e recolher algumas matrizes de madeira e gravuras impressas em capas de folhetos de cordel, ilustrações de periódicos, rótulos e livros.&nbsp; Entre outros, esse material recolhido em 1960, constituiu a base documental do Museu de Artes da Universidade Federal do Ceará (MAUC- 1961). Finalmente esse pedaço da história da arte e da literatura brasileira não estava mais isolada do conhecimento alheio nacional e internacional, num pequeno município do Ceará. Essa arte “popular” agora está presente em um universo de instituições ( galerias, museus, exposições) e pesquisas acadêmicas.</div><div>“Se a Universidade do Ceará tem, entretanto, inegável interesse na colheita de exemplares de toda essa “literatura”, esse interesse se redobra no que tange à xilogravura da capa e das ilustrações, já que o seu desaparecimento, este sim, é fatal e bem próximo: a grande maioria das peças colhidas já está fora de uso, substituídas que foram pela zincogravura, que, perdendo, embora a confecção popular na confecção do clichê, conserva, todavia, no desenho a ingenuidade de concepção do artista inculto.” &nbsp;</div><h1>(<a href="https://mauc.ufc.br/pt/">MUSEU DE ARTE DA UFC – M A U C</a>)</h1><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-21 05:59:40 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>GRANDES NOMES QUE NÃO PODEM FALTAR</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
         <link>https://padlet.com/rimolagiulliana/rkdmt6fn1ap18j3g/wish/1832633495</link>
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         <pubDate>2021-10-21 06:00:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title> 0. &quot;Revista ilustrada&quot;-Capa da Ilustrada nº 429, de 1886- Ângelo Agostini.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-22 23:42:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Leandro Gomes da Nóbrega (Pombal, PB, 1865 - Recife, PE, 1918), o grande precursor da literatura de cordel no Brasil, um dos primeiros a produzir seus folhetos artesanalmente. Seu nome está presente em todos os estudos dessa literatura- também não é para menos- Por causa da publicação ilegal de suas obras, ele passou a correr atrás da questão dos direitos autorais dos artistas de cordel, ajudando na circulação protegida e remunerada de seus livretos. O desenvolvimento da Literatura de cordel ocorreu graças ao seu investimento, criando e distribuindo folhetos. Segundo a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Leandro Gomes deixou um legado de ,mais ou menos, mil contos. As Obras desse cordelista são conhecidas pela sua excelência e reconhecidas até os dias de hoje. Ariano Suassuna (1927- 2014), grande escritor brasileiro, usou três de suas composições como inspiração para produzir  “ O auto da Compadecida”:  “O Testamento do Cachorro”, “O Cavalo que Defecava Dinheiro” e a “História da Donzela Teodora”. No calendário nacional, o dia 19 de novembro, data de seu aniversário, comemora o “dia do cordelista” como uma homenagem aos Seus grandes feitos para o crescimento e enriquecimento da Literatura brasileira.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 02:50:37 UTC</pubDate>
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         <title>5.  História Da Donzela Teodora - Barros, Leandro Gomes Acervo Raymond Cantel [3281]- Proprietário: José Bernardo da Silva. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 03:16:57 UTC</pubDate>
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         <title>Padre Cícero, O Rebate e Floriano Teixeira.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 04:00:33 UTC</pubDate>
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         <title>A cidade ( hoje Município ) Juazeiro do Norte cresceu muito depois da chegada do Padre Cícero. Muitos peregrinos foram para a mesma depois de escutarem relatos de que o padre realizava milagres, sonhos e profecias. Inicia-se então, uma campanha de emancipação de Juazeiro em relação ao Crato ( outro município ). Como a literatura de cordel se espalhou pela cidade, devido a grande quantidade de histórias que a mesma possuía, o jornal “ O Rebate” utilizava da prática da xilogravura para ilustrar as manchetes que publicava; para veicular a campanha de emancipação de Juazeiro- que é concedida em 22 de julho de 1911. A devoção ao Padre Cícero favoreceu a produção de “souvenirs” religiosos. A demanda era tão grande, que ele, e seus ajudantes, oficializaram o artesanato como trabalho; Em 1940, O padre passou a recorrer aos escultores de santos para ilustração de capas de folhetos, com matrizes de madeira; pois a matriz de zinco eram caras e demoravam para chegar ( feitas em Recife). Com isso, José Bernardo da Silva ( proprietário da Tipografia São Francisco ) pediu ajuda a grandes xilógrafos - Mestre Noza, Damásio Paulo da Silva, Manuel Lopes, José Imaginário,Walderedo Gonçalves, Antônio Batista e João Pereira da Silva- para a criação dos folhetos do Padre. Além de folhetos, eles também produziram livros, novenários, almanaques e periódicos (O Cariri-1931, O Juazeiro-1932, O lavrador-1934, Guerra do Juazeiro-1936 e O pioneiro-1953). (CARVALHO, 2014, p.64).</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 05:23:13 UTC</pubDate>
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         <title>8.  &quot;Lavrador&quot;- Xilogravura- P - José Lourenço - Juazeiro do Norte CE (1934) </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 05:26:09 UTC</pubDate>
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         <title>Acredita-se que, no Brasil, a imprensa ilustrada só surgiu por causa das revistas de caricaturas- periódicos ornados de litografias. A Revista Ilustrada ( 1876-1891) do jornalista e caricaturista  Ângelo Agostini (1843-1910), é o maior exemplo dessa imprensa ilustrada. Entretanto, foram encontradas gravuras publicadas junto de periódicos nacionais antes mesmo dessa época, provando que essa informação não está cem por cento correta.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 05:35:13 UTC</pubDate>
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         <title>O Brasil tem orgulho de possuir um dos mais brilhantes cordelistas e xilógrafos da literatura. Conhecido no mundo todo, José Francisco Borges, ou J Borges (1935- Bezerros) é mais humilde que seu título. Filho de agricultores, J Borges começou a trabalhar cedo: no cultivo de algodão, corte de cana, produzia e vendia cestos em feiras; marceneiro, pintor de parede, literalmente o chamado “faz tudo”. Começou a escola tarde, já com seus 12 anos de idade, ele aprendia a ler e escrever. Infelizmente, quando José estava indo bem na escola, evoluindo academicamente, seu professor teve que sair da cidade fechando, assim, sua tão querida escola. Não desistiu de seu sonho, e continuou buscando aprendizado; lia jornais velhos e treinava escrita enquanto seus amigos brincavam e se divertiam, até que um dia, Borges se depara com algo que mudaria sua vida. Sem rádio ou televisão, e com a escassez de jornal e livros, o cordel era a melhor e maior fonte de entretenimento e notícias da época. José, ao entender do que se tratava o cordel, se apaixonou e, desde então, não o tirou mais de sua vida.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:16:40 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title> Em 1964, começou a escrever folhetos e criou sua primeira obra: “Encontro de dois vaqueiros no sertão de petrolina”, xilogravada por Mestre Dila (patrimônio vivo de Pernambuco). Sua história fez tanto sucesso, que vendeu mais de cinco mil exemplares em menos de dois meses. Foi neste momento que J Borges decidiu que queria ser oficialmente cordelista. Em seu segundo livreto “O verdadeiro aviso de frei damião o sobre os castigos que vêm”, experimentou ,pela primeira vez, produzir gravuras xilográficas. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:22:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>10. O verdadeiro aviso de frei damião o sobre os castigos que vêm- J Borges.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:28:12 UTC</pubDate>
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         <title>Durante a década de 90, seu trabalho e reconhecimento tinham crescido de maneira que ele nunca imaginaria que cresceria, sendo descoberto por Marchands e ganhando inúmeros colecionadores. A partir de 1980, Recebeu prêmios, como o “prêmio de gravura Manoel Mendive” na quinta Bienal internacional Salvador Valero Trujillo, Venezuela, em 1995: “Medalha de honra ao mérito” da fundação Joaquim Nabuco, Recife, entre outros. Nos primeiros anos de 1990, o escritor uruguaio (falecido em 2015) Eduardo Galeano, lhe propôs uma parceria na ilustração de sua obra “ As palavras andantes” , lançado em 1993. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:28:33 UTC</pubDate>
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         <title>11.  As palavras andantes- Eduardo Galeano e J Borges.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:32:15 UTC</pubDate>
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         <title>Fora considerado,pelo Ariano Suassuna, o melhor gravador popular do brasil e, então, do mundo. Ariano marcou diversas entrevistas para o novo amigo, era tão encantado com sua arte, que fazia questão de expô-la para todos, de todas as formas. Chegou a fazer slides com cópias de suas gravuras, para apresentá-las em todos os lugares que podia. O escritor portugês José Saramago se tornou um grande fã de suas obras, as colecionava. A paixão pela xilogravura de José Borges era tão grande que, após falecer, sua esposa -Pilar del Río- decidiu relançar seu livro “ O lagarto”, com ilustrações feitas por  Borges. </title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:32:47 UTC</pubDate>
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         <title>12. O Lagarto- José Saramago e J. Borges.</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
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         <pubDate>2021-10-23 09:38:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Referências/Citações:</title>
         <author>rimolagiulliana</author>
         <link>https://padlet.com/rimolagiulliana/rkdmt6fn1ap18j3g/wish/1838443203</link>
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         <pubDate>2021-10-23 20:58:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>rimolagiulliana</author>
         <link>https://padlet.com/rimolagiulliana/rkdmt6fn1ap18j3g/wish/1838454371</link>
         <description><![CDATA[<div>TEXTO:<br><br>Xilogravura: método de impressão ou expressão cultural?<br>https://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2015/resumos/R47-0393-1.pdf<br><br>J Borges 80 anos<br>http://www.caixacultural.com.br/cadastrodownloads1/J%20BORGES%2080%20ANOS.pdf<br><br>O TEMPO GRAVADO:<br>IMAGENS, MEMÓRIAS E REPRESENTAÇÕES NA XILOGRAVURA DE JUAZEIRO DO NORTE (1954-2018)<br>https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1563977965_ARQUIVO_ArtigoparaANPUH2019.pdf<br><br>&nbsp;LITERATURA DE CORDEL: Um recurso pedagógico <br>https://www.unirios.edu.br/revistarios/media/revistas/2018/17/literatura_de_cordel.pdf<br><br>&nbsp;XILOGRAVURAS E FOLHETOS <br>http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Anais/ABRALIN_2009_vol_2/PDF-VOL2/Microsoft%20Word%20-%20Rosangela%20Vieira%20Freire.pdf<br><br><br>Origens da imprensa ilustrada brasileira (1820-1850): imagens esquecidas, imagens desprezadas<br><a href="http://www.rubi.casaruibarbosa.gov.br/bitstream/20.500.11997/17128/1/FCRB_Escritos_3_14_Everardo_Ramos.pdf">FCRB_Escritos_3_14_Everardo_Ramos.pdf</a><br>http://www.rubi.casaruibarbosa.gov.br/handle/20.500.11997/17128<br><br>IMAGEM:<br><br>0- http://hemerotecadigital.bn.br/acervo-digital/revista-illustrada/332747<br><br>1,2,3 e 4 -&nbsp; <a href="http://www.rubi.casaruibarbosa.gov.br/bitstream/20.500.11997/17128/1/FCRB_Escritos_3_14_Everardo_Ramos.pdf">FCRB_Escritos_3_14_Everardo_Ramos.pdf</a><br>http://www.rubi.casaruibarbosa.gov.br/handle/20.500.11997/17128<br><br>5- https://pdfslide.net/documents/historia Todos os direitos reservados à ABLC Academia Brasileira de Literatura de Cordel.&nbsp;<br><br>6- https://silenciosememorias.blogspot.com/2016/05/1480-apelo-do-jornal-o-rebate-as.html?m=1&nbsp;<br><br>7- http://estoriasehistoria-heitor.blogspot.com/2015/04/o-primeiro-jornal-dejuazeiro-do-norte-o.html &nbsp;<br><br>8- https://lojavirtual.lojapaiol.com.br/xilogravura-lavrador-p-jose-lourenco-juazeiro-do-norte-ce &nbsp;<br><br>9- https://mauc.ufc.br/pt/acervo-colecoes/colecao-xilogravura/ &nbsp;<br><br>10- https://memoriasdapoesiapopular.com.br/tag/jose-francisco-borges/&nbsp;<br><br>11- https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2015/04/obra-de-eduardo-galeano-passa-por-pernambuco-com-trabalhos-de-j-borges-e-fabio-trummer.amp.html<br><br>12- https://www.martinsfontespaulista.com.br/lagarto--o-825793/p<br><br>extra (vídeo- J BORGES - O MESTRE DA XILOGRAVURA E DO CORDEL- Espaço PE ) :</div><div>https://www.youtube.com/watch?v=QeongNP6wuI<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-23 21:11:43 UTC</pubDate>
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