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      <title>MURAL REGIONAL - LETRAS/UEMASUL by Rute Maria Chaves Pires</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-11-22 20:30:45 UTC</pubDate>
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         <title>CARCARÁ</title>
         <author>rutepires1</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Carcará</strong><br>Lá no Sertão<br>É um bicho que avoa que nem avião<br>É um pássaro malvado<br>Tem o bico volteado que nem gavião</div><div>Carcará quando vê roça queimada<br>Sai voando e cantando<br>Carcará</div><div>Pega, mata e come&nbsp;<br>..........................................................</div><div>Carcará<br>Pega, mata e come<br>Carcará<br>Não vai morrer de fome<br>Carcará<br>Mais coragem do que homem<br>Carcará<br>Pega, mata e come<br><br>&nbsp; <strong><em>João do Vale</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-22 20:58:26 UTC</pubDate>
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         <title>OS SEVERINOS DE CIDADE GRANDE</title>
         <author>merciaaraujo20190005443</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por Mércia Melo Araújo<br><br>Como ler uma obra como "Morte e vida severina" sem entender e compreender o que realmente é a parte do nordeste evidenciado no mesmo? Para muitos pode parecer apenas um drama fictício, mas, para quem entende, sabe da realidade.<br>A obra tem como cenário o agreste pernambucano e retrata a terra seca, a falta de água, a escassez de alimento, a doença, a fome, a miséria, pessoas de corpo franzino, pouco letramento (ou mesmo nenhum) e a falta de perspectivas cercam até hoje as comunidades que pertencem ao agreste nordestino.<br>O texto retrata os milhares de nordestinos que migram para todos os cantos do mundo em busca de melhorias de vida. Quantos nordestinos saíram da miséria do interior para viver a miséria da capital? Se deparam com uma realidade que não buscavam, mas que, ainda assim, compreendem que a vida diferente que encontraram é menos ruim. Vão ser severinos em cidades grandes até a morte, pois passam a viver à margem daquela sociedade que pensaram que encontrariam e viveriam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-11 23:59:21 UTC</pubDate>
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         <title>VIVENDO UMA MISÉRIA DIFERENTE.</title>
         <author>merciaaraujo20190005443</author>
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         <description><![CDATA[<div>Aluna:&nbsp;Denise Pinto<br><br>O nordestino do sertão vivencia a injustiça, o caos, a fome, a falta de esperança e a morte já parece algo que não lhe mete tanto medo.&nbsp;<br>O nordeste retratado não tem água, a terra queima embaixo do sol escaldante e racha e o que as pessoas querem é plantar para garantir o seu sustento. Mas, não diferente da realidade, ou não diferente da obra, a morte dá mais lucro que vida em determinados lugares.<br>Cansado da vida severina, o personagem principal parte para o litoral de Pernambuco em busca de vida, vida melhor, menos mortes, sem vida severina.<br>Da sequidão ao alagamento dos mangues, Severino não consegue se livrar da miséria que já o cercava no interior. Como muitos conterrâneos seus da vida real. diferente porque tem água, igual porque tem miséria.&nbsp;<br>Severino é o retrato à época e o retrato atual do nordestino que foge da miséria em busca de sustento e progresso, mas que encontra apenas uma miséria diferente&nbsp; para viver.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 00:09:33 UTC</pubDate>
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         <title>As mazelas sociais do sertão nordestino </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Márcia Vivian<br><br>João Cabral de Melo Neto na produção da obra “Morte e Vida Severina” mergulha profundamente sua escrita na realidade humana e geográfica do nordeste brasileiro, enfatizando as críticas em relação as mazelas sociais, a fome, a sede, o sertão, a miséria, a escassez, a morte, descrevendo situações e sofrimentos vivenciados por uma coletividade. Dessa forma, Cabral através da literatura denuncia vários aspectos da realidade do povo brasileiro.&nbsp;<br><br></div><div>Nesse sentido, para compreender a obra na totalidade é necessário que se conheça o contexto em que ela foi construída. Como afirma Candido (2006, p. 13), “(...) lembrando que o tratamento externo dos fatores externos pode ser legítimo quando se trata de sociologia da literatura, pois esta não propõe a questão do valor da obra, e pode interessar-se, justamente, por tudo que é condicionamento”. Desse modo, para a análise de uma obra na íntegra depende não só dos fatores internos, transmitidos facilmente pelo autor, mais também pelos fatores externos que influenciam na composição da obra.&nbsp;<br><br></div><div>“(...) é o seu espaço histórico-geográfico, entranhado e vivenciado pela consciência dos personagens, que permite concretizar o universal.” (CHIAPPINI, 1995, p.157). Portanto, fica evidente que o contexto e espaço social (fatores externos) é tão importante quanto os fatores internos para que possam transmitir a verdadeira essência de uma obra.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 00:28:22 UTC</pubDate>
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         <title>UM SEVERINO ENTRE TANTOS</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Bianca de Sousa &nbsp;Torres<br><br>A obra <em>Morte e vida severina</em>, de João Cabral de Melo Neto, apresenta aspectos que remetem a mazelas sociais decorrentes não somente da seca que castiga o Sertão Nordestino, mas do descaso do Estado perante esse cenário cruel. Nessa perspectiva, podemos observar a razão pela qual texto e contexto são indissociáveis, conforme pontua Cândido (2006), pois as ações e pensamentos de Severino são condicionados pelo meio social em que ele vive, marcado por miséria e morte. O fator social torna-se um elemento interno na construção da história, sendo fundamental para a compreensão de seu significado (CÂNDIDO, 2006).&nbsp;</div><div>	Essa narrativa, ao abordar as particularidades socioculturais do Sertão Nordestino sob o olhar do homem rural, carrega dentro de si um forte cunho regionalista. Intenta-se, segundo Chiappini (1995, p. 153), “dar espaço ao homem pobre do campo, cuja voz busca concretizar paradoxalmente pela letra, num esforço de torná-la audível ao leitor da cidade”. Significa trazer à luz, por meio da literatura, a voz de sujeitos silenciados e esquecidos.</div><div>	Além disso, por apresentar um caráter universalizante, <em>Morte e vida severina </em>dialoga com lugares e pessoas diversas, não se limitando à região retratada. De fato, “por menor que seja a região, por mais provinciana que seja a vida nela, haverá grandeza, o espaço se alargará no mundo e o tempo finito na eternidade” (CHIAPPINI, 1995, p. 157). A estética, a história e a poesia na produção de João Cabral a tornam atemporal, bem como rompe barreiras com outros públicos e “mundos”. Daí a sua inegável importância.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 02:10:20 UTC</pubDate>
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         <title>O Regionalismo em Morte e Vida Severina.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Nilton Lima Rocha Júnior<br><br>No texto de João Cabral de Melo Neto, <em>Morte e Vida Severina, </em>o autor mostra algumas referências ao regionalismo durante a história contado por um Severino. Acompanhando a sua trajetória do interior, o que é um tema muito regional, pois se sabe que muitas pessoas do interior, do sertão (setor rural) saem de seus lares em busca de uma vida melhor, com mais oportunidades, e acreditam encontrar isso nas cidades maiores (capitais). Com base nisso, Candido (2006), diz “É a modalidade mais simples e mais comum, consistindo basicamente em estabelecer correlações entre os aspectos reais e os que aparecem no livro.” Ou seja, há uma relação onde o autor descreve situações que acontecem com o leitor que está lendo aquela obra, e como muitos já conhecem, Morte e Vida Severina foi escrita com essa finalidade: uma obra que representasse o nordeste brasileiro. Sendo assim, Chiappini (1995, p. 158), afirma “[...] embora ficcional, o espaço regional criado literariamente aponta, como portador de símbolos, para um mundo histórico-social e uma região geográfica existentes.” Portanto, o texto de Neto traz assim uma forte referência regional, descrevendo como é a morte, trajetória e vida de muitos Severinos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 12:25:05 UTC</pubDate>
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         <title>O regionalismo presente na obra Morte vida severina, de João Cabral de Melo Neto  </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Gilcilene Alves Dantas&nbsp;<br><br>De acordo com Chiappini ( 1995), "a obra regionalista tem sido defina como qualquer livro que intencionalmente ou não traduza peculiaridades locais.” Nesse sentido, é perceptível que a obra Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, possui um carácter regionalista, pois, descreve com clareza o sertão nordestino, relatando os dramas vividos naquele ambiente.&nbsp;</div><div>Ademais, Chiapinni (1995), afirma que:&nbsp;</div><div>&nbsp;“o regionalismo é um fenômeno universal, como tendência literária, ora mais ora menos atuante como movimento ou seja, como manifestação de grupos de escritores que defendem sobre tudo uma literatura que tenha por ambiente, tema e tipos uma certa região rural.”&nbsp; ( CHIAPINNI, 1995, p. 153)&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Assim, durante toda a obra o autor traz referências ao regionalismo abordando as particularidades do sertão nordestino como o sofrimento, a fome, a miséria, a sede, além disso, descreve situações de injustiças e o descaso com este povo relevando assim, particularidades sociais e ambiental desse lugar.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Desse modo,&nbsp; Cândido diz que “só podemos entender o significado de uma obra fundindo texto e contexto numa interpretação dialeticamente íntegra.” (CANDIDO, 2006, p. 12). Ou seja, deve-se considerar a composição da narrativa tanto o texto quanto o seu contexto assim, como obra <em>Morte e vida Severina</em> que tanto o seu texto quanto o seu contexto social é essencial para a compreensão da obra e se moldam a uma literatura regionalista e universal ao relatar a vida do retirante marcado tanto pela miséria e pela morte.&nbsp;</div><div>Portanto, é perceptível que para uma obra ter uma carácter regionalista e universal deve-se analisar o contexto social, a temática abordada e os fatores internos e externos que caracterizam esta obra como uma literatura regionalista.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 14:24:26 UTC</pubDate>
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         <title>“MORTE E VIDA SEVERINA” É CARTA ABERTA DE DENÚNCIA.</title>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>&nbsp;Gustavo Reis do Nascimento e Silva</div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ao escrever suas obras, muitos autores, abordam problemáticas socialmente relevantes. E, embora não seja apenas essa abordagem que torna a obra importante, este fato, corrobora para sua longevidade, tendo em vista que pode ser apontado como referência por tratar de determinado tema. Assim, a literatura dita regionalista, e, em específico, a obra “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo, é classificada como regionalista por retratar a vida sofrida do sertanejo no sertão.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Só é possível entender uma obra, em toda a sua complexidade, se juntarmos texto e contexto (CANDIDO, 2006). Dessa maneira, ao observar o contexto em que a obra foi escrita, será, provavelmente possível contemplar a própria obra, como uma extensão da realidade.</div><div>“E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte Severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida).” O trecho, expõe a realidade do sertão no contexto da época, tendo como temática central: a morte em vários aspectos e, por fim, a vida. Entretanto, temas como; seca, migração, suicídio e fome também são abordados.</div><div>Segundo, Ligia Chiappini “Na verdade, a história do regionalismo mostra que ele sempre surgiu e se desenvolveu em conflito com a modernização, a industrialização e a urbanização. Ele é, portanto, um fenômeno moderno e, paradoxalmente, urbano” (CHIAPPINI, 1995, p. 155). Nesse sentido, a literatura regionalista, em que, “Morte e Vida Severina” está inserida, se opõe não apenas a temática urbana em seu corpo textual, mas a uma ideologia que têm como belo e erudito apenas aquilo que provém e é escrito em grandes centros urbanos.</div><div>Por fim, é possível dizer que “Morte e Vida Severina” é uma “carta” de denúncia de inúmeros Severinos. Eles denunciam a vida, por não cumprir sua função primária: a de ser vida.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 15:06:55 UTC</pubDate>
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         <title>Um mundo cheio de Severinos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Luana de Oliveira Alves <br><br>Na obra de João Cabral de Melo Neto, <em>Morte e vida Severina</em>, mostra algumas Características&nbsp; de natureza regionalista, pois tem o homem rural como um protagonista o Severino, um homem nordestino, que é caracterizando a figura do sertanejo, como sujeito pobre e trabalhador que padece anterior dos jovens da vida, e que procura melhorar de vida. Sendo assim, propõe para o público leitor um olhar expressivo sobre a região nordeste, destacando a difícil realidade social. Nessa perspectiva,  é considerada uma obra universal porque é destinada para todos os públicos, ou seja, todos podem entender esse poema não só quem está ligado diretamente ao poema, como o lugar em que a história se passa, tornando limitado, como Chiappini aborda "O regionalismo é um fenômeno universal, como tendência literária,ora mais ora menos atuante, tanto como movimento - ou seja, como manifestações&nbsp; de grupos de escritores que programaticamente defendem sobretudo uma Literatura que tenha por ambiente, lema e tipos uma certa região rural." (CHIAPPINI,1995,p.1). Além disso, o papel do contexto social, o elemento social e interno, pois o meio social é importante para que o leitor&nbsp; compreenda e entenda o significado da obra. "O externo se torna interno e a crítica deixa de ser sociológica, para ser apenas crítica. O elemento social se torna um dos muitos que interferem na economia do livro, ao lado dos psicológicos, religiosos, linguísticos e outros". (CÂNDIDO,20O6, P.16).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 15:24:15 UTC</pubDate>
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         <title>A Morte e a Morte de Severino</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Elany Mirian da Silva dos Santos Aragão<br><br>Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, é considerado de temática regionalista. Segundo Chiappini (1995, p.3), a obra literária regionalista&nbsp; tem sido definida como "qualquer livro que, intencionalmente ou não, traduza peculiaridades locais", definição que alguns tentam explicitar enumerando tais peculiaridades (‘costumes, crendices, superstições, modismo’).<br><br></div><div>Em Morte e Vida Severina acompanhamos a trajetória de Severino, que em busca de melhoria de vida sai do sertão. A morte precede o título do poema e também se faz presente na paisagem seca, "na fome, na sede e na privação". As características do ambiente em que Severino se encontra definem e são relevantes para o poema. Conforme Candido (2006, p. 14), “[...] o externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura, tornando-se, portanto, interno”.<br><br></div><div>O ambiente seco, o solo infértil e a morte certa são mais do que “pano de fundo” do poema, exercendo um papel determinante na história, não possuindo apenas valor estético, mas sim tornando-se elemento que constitui a obra, possuindo a relevância de um personagem. Conforme Chiappini (1995, p.3), “[...] à tendência a que se denominou regionalista em literatura vincula-se a obras que expressam regiões rurais e nelas situam suas ações e personagens, procurando expressar suas particularidades linguísticas”.</div><div>&nbsp;</div><div>A morte precede a vida, dura como o chão do sertão, fica à espreita e faz parte da trajetória de vida de Severino, que em meios as dificuldades, morre um pouco a cada dia. A vida insiste em se fazer presente, apesar das dificuldades, como um cacto que apesar do solo rochoso se permite florescer.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 16:02:03 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Ser&quot; de Sertão</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>“Morte e Vida Severina”, obra de João Cabral de Melo Neto, é bastante presente o êxodo rural, o abandono de suas raízes em busca de uma vida melhor. A evasão do sertão é comum até atualmente, a esperança de uma vida melhor. Na obra é mostrado um cenário muito pobre e seco, onde a miséria e a desnutrição estão presentes na vida das nas pessoas. E esse cenário até hoje é definido como “ser nordestino”.&nbsp;<br><br></div><div>O regionalismo é outro fator bastante presente, ou seja, todo sertanejo é sofrido, por isso leva o nome de “Severino”. Sertanejo já nasce marcado para sofrer. Quando se fala em nordeste/sertão, quem mora nas demais regiões já idealiza fome, seca e calor. E a obra traz esse pensamento: severinos em estado de miséria, nascidos para sofrer. &nbsp;<br><br></div><div>Chiappini (1995, p. 158), afirma’[...] emobra ficcional, o espaço regional criado literalmente aponta, como portador de símbolos, para um mundo histórico-social e uma região geográfica existentes.” Isso é visível na obra de João Cabral de Melo Neto, ele descreve como é a vida, a morte e a realidade de muitos Severinos do país.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 16:29:42 UTC</pubDate>
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         <title>A Muitos Severinos(as)</title>
         <author>franciscalara1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eliane Gomes da Silva Costa</div><div>&nbsp;</div><div>(CHIAPPINI, 1995, p.153)&nbsp; A autora compreende o regionalismo como uma tendência literária e universal que se manifesta em movimentos literários ou em obras individuais ela defende essa ideia de que a tendência literária, contesta políticas nacionalistas e autoritárias ao aproximar leitor da cidade&nbsp; ao homem do campo de forma solidário de não preconceituosa.</div><div>Porque cada região tem suas particularidades em formas de se expressar o homem sertanejo ele mais rústico enquanto o da cidade letrado, ou seja, tem um pouco mais de conhecimento das palavras, a autora vai mostrando essa ponte amoroso entre o leitor da e o homem e fazendo assim o sujeito a olhar com respeito as diferenças culturais.</div><div>&nbsp;</div><div>(CANDIDO, 2006, p.12)&nbsp; A obra literatura e sociedade ela traz consigo uma avalição de certos aspectos filosóficos, econômicos, políticas e religiosas, claro que de caro o leitor não percebe, ao longo da leitura é que ele vai embelecendo essa conexão com a obra esse envolvimento no que q obra vai passando. Porque com a leitura o leitor vija nas palavras e para se conseguir isso é necessária uma leitura coesa com uma boa compreensão juntamente com uma inscrita em que o leitor compreenda&nbsp; e possa assim buscar um entendimento da obra.</div><div>&nbsp;</div><div>(Obra de João Cabra de Melo Neto Morte e Vida Severina ) Essa obra que na verdade é uma peça teatral ela tem uma pegada social porque ele fala da vida de muitos severinos e severinas como a seca do sertão maltrata e massacra esses seres esses seres humanos tão esquecidos</div><div>. E esse texto é dramático classificado como auto, que era feito em forma de poemas muito comum na idade média, sendo de caráter religioso, porque traz uma metáfora com o nascimento de Jesus e relacionado com o Natal. Por isso que é uma auto de Natal Pernambucano porque se passa em Pernambuco. Então a obra se referi a severino um nordestino vindo para a cidade grande em busca de melhoras para sua vida e sua família e ao longo do texto ele pontua essa questão social de muitos severinos.</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 18:38:49 UTC</pubDate>
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         <title>Os Severinos e Marias &quot;Morte Vida Severina&quot;.</title>
         <author>paulokarol</author>
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         <description><![CDATA[<div>Paulo Karol Chaves Oliveira<br><br>Na obra <em>Morte e Vida Severina, </em>de João Cabral de Mello Neto, percebemos que há uma existência de um cenário diferente por suas particularidades. E Ligia Chiappini (1995) afirma que, "na obra regionalista, a região existe como regionalidade e esta é o resultado da determinação como região ou província de um espaço (CHIAPPINI, 1995, p.158)." E esse regionalismo é mostrado ao decorrer obra. E esses traços e cenários são perceptíveis pelo auditor ou leitor.<br>Segundo Candido (2006), "(...) no universo de valores culturas e do seu caráter de expressão, coroada pela comunicação. Mas quase sempre, tanto os artistas quanto o público estabelecem certos desígnios conscientes, que passam a formar uma das camadas de significado da obra. O artista quer atingir determinado fim; o auditor ou leitor deseja que ele lhe mostre determinado aspecto da realidade (CANDIDO, 2006, p.55)." <br>&nbsp; E como vimos na obra de Ligia Chiappini <em>Do Beco ao Belo: dez teses sobre o regionalismo na literatura, </em>Ela aponta qual "o importante é ver como o universal se realiza no particular, superando-se (...) assim, "as peculiaridades regionais" alcançam uma existência que as transcende (CHIAPPINI, 1995, p.158)." E em Morte vida Severina, a obra é de grande relevância. Pois, percebemos que ao mencionar ou trata em falar da vida de um sertanejo ou coisa parecida os cenários já nos transmite que estamos em uma região de formato árido e seco, mesmo que estejamos longe da realidade do sertão, e logo nos remete ao pensar na estrutura de uma dificuldade onde os fazem sair de seu local de origem em busca de uma melhora de vida.<br>Em M<em>orte e Vida Severina</em>, também vimos que vive na história as Marias que também ficam na difícil verdade daquela região.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 18:51:52 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;SEVERINOS&quot; </title>
         <author>luanasantos20180031477</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não se pode definir o regionalismo como unilateral, visto que era considerada por muitos como uma categoria ultrapassada. Na perspectiva de Lígia Chiappini, a autora considera o regionalismo universal como tendência literária, ou seja, mesmo&nbsp; que uma determinada obra de Literatura que tenha sido&nbsp; escrita por ambiente, tema e tipos de uma certa região rural, é passível de ser compreendida por todos os públicos. É evidente que o regionalismo perpassa por alguns conflitos desde sua existência até nos dias atuais. Um exemplo disso são os conflitos com a modernização, a industrialização e a urbanização, conflitos esses o qual se pode mencionar Mário de Andrade&nbsp; ao definir o&nbsp; regionalismo&nbsp; como praga nacional, o que mostra uma visão errônea expressada por ele, o que configura estereótipos generalistas. Com isso, tem se que o termo regionalismo esteja vinculado na literatura a obras que expressam regiões rurais que retratam personagens, e suas ações, e que expressam suas particularidades linguísticas. Nessa perspectiva, é importante frisar o elemento social no qual reflete no contexto. Antonio Candido diz que “ deve- se levar em conta elemento social, não exteriormente, como referência que permite identificar, na matéria do livro, a expressão de uma certa época ou de uma sociedade determinada; nem como enquadramento, que permite situá-lo historicamente; mas como fator da própria construção artística, estudado no nível explicativo e não ilustrativo.” (Cândido, 2006, pg. 16).&nbsp; Dessa forma, na obra&nbsp; “Morte e vida severina” poema regionalista&nbsp; de João Cabral de Mello Neto, tem - se o protagonista Severino, uma figura regional, um homem do nordeste, e retirante que foge da seca e da fome, no entanto, só enxerga a morte como saída,&nbsp; o poema reflete a difícil vida marcada pela miséria e pela dificuldade dos sertanejos, em especial os que habitam o sertão nordestino. A obra tem caráter regional por referir - se a uma vida árida, difícil, marcada pelo sofrimento dos nordestinos, possui fatores internos e externos o que a caracteriza como uma literatura regionalista. Dessa forma, pode se relacionar também universalmente,&nbsp; a outros “severinos”, que estão espalhados pelo Brasil semelhantes na vida e nas formas de morrer, geradas pela miséria como retratada pelo autor, do mesmo modo que pode ser destinada para todos os públicos, pois todos são passíveis de compreendê -la, não somente as pessoas que têm alguma ligação com o lugar descrito no contexto e obra retratados.&nbsp;</div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 19:05:39 UTC</pubDate>
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         <title>Sertão Severino</title>
         <author>mariasousa20180002896</author>
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         <description><![CDATA[<div>O regionalismo, veio como inferência do iluminismo, enquanto o homem ainda se ajustava ao antropocentrismo, a literatura dava mais um salto com sua diversificada gama de obras e contextos. O nacionalismo ganha mais espaço e o ambiente em que o autor está inserido interfere em sua obra. Chiappini (1995, p.158) afirma que, “embora ficcional, o espaço regional criado literariamente aponta, como portador de símbolos, para um mundo histórico-social e uma região geográfica existente.” Na obra<em>, Morte e vida severina, </em>de João Cabral de Melo Neto, o espaço criado do sertão pernambucano é o cenário para uma denúncia social, onde contingências universais como a miséria, a fome, a morte e a seca, são expressas a partir da óptica de um retirante.&nbsp;</div><div><br></div><div><em>E se somos Severinos</em></div><div><em>iguais em tudo na vida,</em></div><div><em>morremos de morte igual,</em></div><div><em>mesma morte severina:</em></div><div><em>que é a morte de que se morre</em></div><div><em>de velhice antes dos trinta,</em></div><div><em>de emboscada antes dos vinte,</em></div><div><em>de fome um pouco por dia (NETO, 1955, p.74-75)&nbsp;</em></div><div>Severino retirante, além de representar todo o povo nordestino que abandou seus lares em busca de uma vida melhor em outras localidades, também é a representação do descaso social. Este ambiente de morte e miséria dialoga com tantos outros contextos espalhados pelo mundo, e também retratados em grandes obras como, <em>Les Misérables,</em> de Victor Hugo.</div><div><br></div><div>O regionalismo é o que compõe o universal, de acordo com Chiappini (1995, p.158) “Se o local e o provincial não são vistos como pura matéria mas como modo de formar, como perspectiva sobre o mundo, a dicotomia entre local e universal se torna falsa.” A localidade não deve ter o papel de representação do mundo, pois faz parte do contexto de uma determinada época, e é apenas um espaço ficcional com acontecimentos comuns.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 20:03:30 UTC</pubDate>
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         <title>A longa sina Severina</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>            A obra “Morte e Vida Severina: Auto de Natal pernambucano” (1955), de João Cabral de Melo Neto, narra a história de Severino, um retirante do sertão que parte em busca de fugir da fome e da brutalidade da seca do sertão. A personagem trata-se de uma representação de tantos outros severinos, que desde cedo conhecem a dor bestial da fome e do medo, que a todo dia se renova a esperança de que junto a chuva venham dias melhores, “E somos muitos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia [...]”.<br>	Outrossim, observa-se no sertão uma ambiência de tanta grandeza que, por vezes, se confunde com uma personagem, aquele que molda o fator social do livro, presente em toda a sua construção estética “[...] uma interpretação estética que assimilou a dimensão social como fator de arte [...]. O elemento social se torna um dos muitos que interferem na economia do livro, ao lado dos psicológicos, religiosos, linguísticos e outros.” (CÂNDIDO, 2006, p. 16)<br>          Assim sendo, a obra atua como um janela para múltiplos horizontes, desvelando as diversas histórias de dor e esperança de quem parte do sertão em busca de uma realidade que traga o mínimo de acalanto nessa vida severina, assim, “Aproximado solidariamente o leitor da cidade do homem pobre do campo, auxiliando-nos a vencer preconceitos, respeitar a diferença e alargar nossa sensibilidade” (CHIAPPINI, 1995, p. 154).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 20:07:41 UTC</pubDate>
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         <title>CONEXÃO TEXTO E CONTEXTO</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Toda obra é fruto de um autor, na medida que é constituída pela visão individual de suas experiências, memórias e estudos. Em “Morte e Vida Severina”, João Cabral de Melo Neto enfatizou na referida obra a regionalidade, fazendo um recorte do contexto histórico, espacial e social da vida do retirante do sertão nordestino. Nesta obra, como se percebe, vislumbra-se as qualidades apontadas por Candido (2006) na medida que revela elementos dialéticos que conectam a sociedade e a literatura. Assim, segundo o mesmo autor “arte é social nos dois sentidos: depende da ação de fatores do meio, que se exprimem na obra [...]; e produz sobre os indivíduos um efeito prático, modificando a sua conduta e concepção do mundo, ou reforçando neles o sentimento dos valores sociais” (CANDIDO, 2006, p. 29). Neste sentido, há uma interação íntima, na qual a obra absorve o contexto social e o público, receptor da arte, a interpreta segundo a sua percepção de mundo. Ainda se percebe na obra uma literatura engajada ao lado social, pois está a serviço de um povo, criticando as mazelas de indivíduos abandonados pelo poder público, na qual a única válvula de escape é a morte. Portanto, este contexto regional ganha espaço ao representar as mais diversas relações da literatura com tudo relacionado à vida, garantindo, por si só, um aspecto universalizante.&nbsp; Corroborando com esta ideia, Chiappini evidencia que “estudar o regionalismo hoje nos leva a constatar seu caráter universal e moderno” (CHIAPPINI, 1995, p. 156), ou seja, que transcende as fronteiras territoriais entre o interior e o centro.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 21:12:25 UTC</pubDate>
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         <title>Denúncia Política</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>JENIEL SILVA GOMES<br><br>A obra “Morte e Vida Severina”, de Jõao Cabral de Mello Neto é enquadrado dentro das obras regionalistas, em seu conteúdo encontra-se a apresentação de costumes, modos de fala, história e ambientação rural, o forte e assíduo estudo atual sobre as obras socialistas, além de sua representação de costumes rurais e muitas vezes poéticas próprias de cada região, o estudo regionalista se volta para o caráter social e denuncia politica presente nas obras, como a de João Cabral, que apesar do passar dos anos, a denúncia continua muito atual.<br><br></div><div>O regionalismo, segundo Chiappini (1995, p. 155) é: “Um fenômeno moderno e, paradoxalmente, urbano”, dentro da obra “Morte e vida severina” pode-se perceber esse caráter urbano e moderno, além da critica politica e social, que ainda é muito atual, quando Severino conversa com uma mulher na janela, em busca de trabalho Severino apresenta seus conhecimentos e utilidades, porém sua utilidade é a geração de vida, o plantio, a agricultura, e mesmo sendo produtor, o banco não vê utilidade para sua produção, que segundo a própria mulher, o banco não irá financiar, ali naquele local só a morte rende frutos e só ela dá lucros.<br><br></div><div>Essa denúncia social pode ser ligada a questão da seca, um dos principais motivos de Severino deixar sua terra, apesar da seca ser um fenômeno climático natural, hoje se tem recursos e conhecimento necessário para se levar água para o sertão, como ocorreu na transposição do rio São Francisco, obra que levaria mais vida para o sertão seco, porém, demorou-se anos para sua conclusão, com uma série de discursos sobre a morte e sofrimento, em que foram destinados e desviado dinheiro público, atrasando propositalmente a conclusão, pois naquele momento, como mesmo João Cabral denuncia, a morte é mais lucrativa que a vida.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 21:38:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Morte e vida severina, invisibilidade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/rutepires1/ri98ml0m8zn96fuu/wish/1943253046</link>
         <description><![CDATA[<div>Carolina dos Passos Lopes<br><br>O poema “Morte e vida Severina” do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, nos faz refletir sobre o percurso de morte e vida do retirante Severino. O personagem principal, tal como tantos outros nordestinos, tem o mesmo destino trágico, ou seja, lidar com a morte e suas diversas facetas ao longo da sua (breve) vida. Sob essa ótica, (CANDIDO, 2006, p.14) “o externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha certo papel na constituição da estrutura, tronando-se, portanto, interno.” Aqui, é possível perceber que a primeira parte do poema é constantemente marcada pela ausência de um mínimo de felicidade à medida que as paisagens vão sendo descritas. Dessa forma, conclui-se que todo esse contexto é um fator primordial para os acontecimentos da história. Sendo assim, “estudar o regionalismo hoje nos leva a constatar seu caráter universal e moderno” (CHIAPPINI, 1995, p. 156), portanto, é de suma importância que tais contextos sociais tenham suas pautas debatidas, pois as mazelas que Severino vivenciou podem ser observadas como uma delação.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 21:57:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>COISAS DO NÃO</title>
         <author>mileneassuncao20180000265</author>
         <link>https://padlet.com/rutepires1/ri98ml0m8zn96fuu/wish/1943264260</link>
         <description><![CDATA[<div><br><em>Morte e Vida Severina</em>, de João Cabral de Melo Neto, é uma interessante e importante obra de caráter regionalista. O regionalismo surgiu com o objetivo de retratar particularidades de certa área geográfica e expor problemas político-sociais de uma nação heterogênea. Como pontua Cândido (2006), texto e contexto não podem ser separados, portanto, pode-se dizer que as obras regionalistas geralmente apresentam temáticas universais fazendo um recorte regional, representando linguagem, cenários, costumes e crenças de uma dada região, esta frequentemente rural.<br><br>A obra de Melo Neto tem essa característica de ser uma obra com contexto regional e texto universal. <em>Morte e Vida Severina </em>fala do sertão e da seca; da pobreza, da desesperança e da morte. A obra conta a história de Severino, um retirante fugindo de sua sina, partindo do agreste pernambucano em direção ao litoral em busca de melhores condições de vida. Em sua jornada, passa pela Caatinga e pela Zona da Mata, encontrando sempre o mesmo cenário de miséria e morte.<br><br>A partir dessa premissa, o autor constrói uma notável obra, em que retrata a realidade do interior nordestino. Melo Neto (2007) escreve em primeira pessoa, usando uma linguagem popular, própria do homem do campo, empregando, diversas vezes, a segunda pessoa do singular. Ao longo da história, é possível perceber ainda outras características regionais, como a religiosidade, presente quando os personagens conversam usando a designação “irmão das almas”. Nesse cenário, o autor levanta questões que se mostram universais.<br><br>Severino é um entre tantos, “vivendo na mesma serra magra e ossuda” (MELO NETO, 2007, p. 50), na terra que não dá muitos frutos, e morrendo da “mesma morte Severina: que é a morte que se morre de velhice antes dos trinta” (MELO NETO, 2007, p. 50), a morte pelo cansaço da luta pela sobrevivência. Severino é um indivíduo próprio, com seus sonhos e conflitos, que representa um grupo que carrega consigo “coisas do não: fome, sede e privação” (MELO NETO, p. 54). Pessoas humildes, abandonadas pelo Estado, que vivem em situação de vulnerabilidade. Pessoas que não existem em apenas um lugar, mas estão espalhadas pelo mundo todo.</div><div><br><em>Morte e Vida Severina</em>, assim, é uma obra regionalista que retrata um mundo histórico-social, a partir de personagens humanos e de uma referência geográfica que permite concretizar o universal&nbsp; (CHIAPPINI, 1995). Uma obra regionalista com caráter universalizante que representa com delicadeza a seca, fome e miséria, por meio da história de um homem rural que é acompanhado pela morte e encontra consolo no próprio fenômeno que é a vida.<br><br><strong>REFERÊNCIAS</strong></div><div>CÂNDIDO, Antonio. <em>Literatura e Sociedade</em>. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.</div><div>CHIAPPINI, Ligia. Do Beco ao Belo: dez teses sobre o regionalismo na literatura. <em>Estudos Históricos</em>, Rio de Janeiro, vol. 8, n. 15, 1995, p. 153-159.</div><div>MELO NETO, João Cabral de. <em>Morte e Vida Severina e outros poemas</em>. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2007.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 22:12:08 UTC</pubDate>
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         <title>A severidade do viver</title>
         <author>larissamota20180002770</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div><sup>Larissa Sá Mota</sup></div><div>No poema <em>Morte e Vida Severina </em>de João Cabral de Melo Neto (2007), acompanha-se a trajetória de Severino, enquanto ele acredita se afastar da aridez e severidade que resseca a vida em sua terra, retirando-se para o litoral pernambucano. É uma obra de cunho regionalista na medida que se ocupa em representar uma região e grupo com suas especificidades sociais, geográficas e culturais.<br><br></div><div>Melo Neto (2007), com Severino, consegue representar a realidade do retirante pernambucano, que deixa para trás tudo que conhece numa luta pela sobrevivência. Mas não só isso, a partir dessa representação o autor consegue fazer denúncias sociais importantes sobre o abandono e violência à qual o homem sertanejo está exposto, bem como as divisões sociais existentes. O autor, em sua obra, reforça o que Cândido (2006) destaca sobre a arte só existir equilibrando-se entre diferenciação e integração. Logo, ao passo que destaca as particularidades de um grupo, afirma seu caráter regional, mas as temáticas presentes na obra também tornam o texto universal.<br><br></div><div>E que experiência, ou temática, poderia ser mais universal que a morte? Já se nota a universalidade da morte em Suassuna (1999, p. 56) no famoso <em>Auto da Compadecida</em>, como um “fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre”. Em Pernambuco ou São Paulo, sendo rico ou pobre, a morte é inevitável. Não só a morte universaliza, mas a esperança, desesperança, dor, o inconformismo e sobretudo a vida.<br><br></div><div>Chiappini (1995, p. 158), ao apontar que o primordial é observar como o “universal se realiza no particular”, nos permite compreender que, mesmo que o espaço fechado na poesia seja o sertão pernambucano, a complexidade do material humano é universal. Severino não é só um retirante, é um homem que carrega os anseios, condições e contradições que fazem do humano o que ele é. É, sobretudo, um texto universal porque o leitor, mesmo que não conheça o espaço geográfico, pode ser tocado pela beleza poética, um tanto agridoce, de uma vida que brota em solo árido, cresce próximo demais da morte e só então percebe a “explosão” que é estar vivo, mesmo quando a vida é aquela, “severina”.</div><div><br></div><div><strong>Referências</strong></div><div>CÂNDIDO, Antonio. <em>Literatura e Sociedade</em>. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.</div><div>CHIAPPINI, Ligia. <em>Do Beco ao Belo</em>: dez teses sobre o regionalismo na literatura. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 8, n. 15, 1995, p. 153-159</div><div>MELO NETO, João Cabral de. <em>Morte e vida severina e outros poemas</em>. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2007.&nbsp;</div><div>SUASSUNA, Ariano. <em>Auto da Compadecida</em>. 34 ed./3ª imp. Rio de Janeiro: Agir, 1999.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 22:30:36 UTC</pubDate>
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         <title>Rogionalidade Literária</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Escapar da fome e da crueldade da seca do sertão, é a único objetivo de Severino, protagonista principal do livro “Morte e Vida Severina” de Jõao Cabral de Melo. Nesse segmento, Severino representa entre tanto outros a veracidade de uma realidade de extrema pobreza e seca. Assim, nota-se no trecho a seguir “E somos muitos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, e de fome um pouco por dia [...].” o trecho do livro “Morte e Vida Severina” traz a percepção de um contexto social, no qual a personagem em sua trajetória representa todos que vivem na mesma situação que ele.&nbsp;<br>O livro “Morte e Vida Severina” é um exemplo fantástico de representação literária de regionalismo. Diante disso, Chiappini (1995, p.1) diz que o regionalismo é universal e tem a tendência literária, vez ou outra e muitas vezes com manifestações de escritores. É nas expressões e originalidades literárias que é perceptível a regionalidade de cada autor. Dessa maneira, ( CANDIDO, 2006, pdf. 116) diz o seguinte “O regionalismo, que desde o início do nosso romance constitui uma das principais vias de autodefinição da consciência local [...].” Ou seja, identificar a literatura regional, é fácil pois tem uma escrita própria e única.&nbsp;<br>Nesse contexto, o regionalismo faz a ligação entre o sertão e a cidade através da leitura. Portanto, (CHIPPINI, 1995, p. 154) “ Aproxima solidariamente o leitor da cidade do homem pode do campo [...]” Dessa forma, são quebra as barreiras existentes entre as duas realidades de forma que “ vence preconceitos, respeita a diferença e alarga nossa sensibilidade.” (CHIPPINI, 1995, p. 154). Por isso, a literatura regional é importante para formação social.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 23:18:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Privações impostas ao sertão</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;             <em><sub>Isadora Milena Abreu de Sousa</sub></em><br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O trágico poema de João Cabral de Melo Neto, “ Morte e vida Severina”, é caracterizado pelo pessimismo e dramas humanos. O tema “seca”, utilizado de forma crítica e reflexiva choca pelo realismo demonstrado na universalidade da condição miserável do retirante. Segundo o texto (Do beco ao belo) a autora frisa: “O importante é ver como o universal se realiza no particular, superando-se como abstração na concretude desde e permitindo a este superar- se como concreto” (CHIAPPINI,1995, p.158). A inferiorização não é culpa do autor, mas sim da falta de cultura e cada um deles supera de acordo com seu modo.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O sertão nordestino é retratado abertamente para que a sociedade reflita a privação que é imposta ao sertão. Dessa forma, nota-se que a crítica sociológica estrutura a crítica literária através do público em relação a obra. Para o autor do texto (Literatura e sociedade): “ O fator social é inovado para explicar a estrutura da obra e o seu teor de ideias, fornecendo elementos para determinar a sua validade e seu efeito sobre nós” (CANDIDO, 2006, p.24). No entanto, a estrutura social se elementa aos intuitos do escritor ao texto literário . Chiappini (1995, p. 155) afirma que regionalismo é: “ Um fenômeno moderno e, paradoxalmente, urbano”.&nbsp; A luta de classes, a miséria e a morte social, que é a maior empregadora do sertão, onde a persistência é a única maneira de vencer a morte, estão entrelaçadas entre aspectos reais e aspectos que aparece na obra.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 23:34:53 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura e Representatividade - Matheus Gomes Guimarães </title>
         <author>mathg13579</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A literatura brasileira, está amplamente representada pela literatura regional, com um acervo de obras que retratam o povo brasileiro, em todas as camadas e de forma a representar a sociedade brasileira em todas as suas esferas. A importância da leitura para o processo de formação da literatura brasileira, se mostra bastante evidente nas obras de Antônio Cândido, apresentando o fator da intertextualidade no processo de integração das obras com o público, em todas as camadas e de todas as classes. Nesse sentido, Antônio Candido em sua crítica apresenta um sistema de relações sociais,&nbsp;<br>&nbsp;ligando a obra ao meio social.<br><br></div><div><br>A relação entre autor e público muda constantemente com o passar do tempo, de forma que as relações intertextuais se tornam mais rigorosas nos estudos das relações humanas e sociais no meio acadêmico. E considerando o meio acadêmico, uma das obras mais discutidas, seja no ensino médio ou na graduação, morte e vida severina, de João Cabral de Neto, que traz a questão regionalismo de uma forma trágica e puramente realista, de forma a retratar em primeiro plano, a fome e a seca dos sertões nordestinos e em segundo plano, a morte e a vida Severina, ou seja como vivem e morrem os sertanejos brasileiros. A obra causa bastante impacto, e para muitos, pode ser o primeiro contato com essa dura realidade vivida nos sertões brasileiros, e que acaba por universalizar uma questão social de forma que, nos faz refletir a cerca do papel da literatura em todas as camadas da sociedade.<br><br></div><div>Quando uma obra atinge uma grande visibilidade, nos resta o questionamento de qual impacto ela está causando, se está apenas servindo de discussões em vestibulares e concursos, ou ela mantém a relação intertextual no contexto social e antropológico, em que, a comunidade esteja se sentindo representada por essas obras, retratando questões, culturas, povos e anseios que a muito se esquece dentro de literaturas mais atuais, o que faria mais sentido até mesmo, no contexto atual, em que, cada vez mais busca-se o distanciamento da literatura e de conteúdos atemporais. Nesse sentido, o resgate pelo tradicional, por obras que representem aqueles que por vezes, são esquecidos na esfera econômica, social e política, seja uma região ou cultura, a literatura vem para manter viva a cultura de todo o país e de tudo que há nele.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 23:50:17 UTC</pubDate>
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         <title>No meio do caminho Severino tinha uma pedra - Vitória Stefany Lima Barros</title>
         <author>vitoriabarros20190004778</author>
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         <description><![CDATA[<div>Escritos testemunhando o dia-a-dia, lendas e histórias regionais principiam o que atualmente é conhecido como Regionalismo, alvo de diversas críticas, pois, “Os críticos costumam menosprezar o regionalismo por essa impureza, julgando-o também conservador tanto do ponto de vista estético quanto do ponto de vista ideológico.” (CHIAPPINI, 1995, p. 156) mas que, obstante a isto, carrega um elevado valor para a literatura, sendo base de obras renomadas, entre elas “Morte e Vida Severina: Auto de Natal pernambucano” (1954-1955), de João Cabral de Melo Neto, que narra a “morte em vida” de um dentre tantos severinos “iguais em tudo na vida”.<br>	A obra narra o ato de retirada de Severino em uma tentativa de alterar o seu próprio destino, que como de todos os seus entes, acabaria por ser a morte “que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia”. Em sua caminhada, o protagonista depara-se com obstáculos que há muito já se acostumara, a seca; a fome; a falta de trabalho e a morte, esta apresentada de forma sofrida como castigo e celebrada como recompensa.<br>	Outrossim, a ambientação de uma “serra magra e ossuda” encena papel destaque e de suma importância para a contextualização da obra, visto que “[...] o externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura, tornando-se, portanto, interno.” (CANDIDO, 2006, p. 14). Portanto, as dificuldades da vida severina “aquela que é menos vivida que defendida”, são diretamente ligadas ao cenário onde o personagem aprendeu a cultivar vida em pedras que apareciam pelo caminho e roçar “algodão, a mamona, a pita, o milho, o coroá.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-12 23:51:06 UTC</pubDate>
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         <title>Traços  do regionalismo no poema morte  e vida  Severina</title>
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         <description><![CDATA[<div>                                  Maria Ivanilde Da Silva<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Morte e vida Severina de João&nbsp; Cabral de Melo Neto é sem dúvidas&nbsp; uma obra regionalista apresentando personagens populares e principalmente a relação &nbsp; do homem e os problemas&nbsp; sociais existentes. Esses&nbsp; que, acabam sendo o qualificador da marginalização&nbsp; de um povo esquecido que ,"miseravelmente " sem cuidados, tentam sobreviver.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Consoante&nbsp; a isso, Chiappini 1995, afirma que: " É importante&nbsp; destinguir&nbsp; o regionalismo&nbsp; como movimento&nbsp; político, cultural e mesmo, literário&nbsp; das obras que decorrem deste direta ou indiretamente(...) exigindo uma análise&nbsp; das distintas mediações&nbsp; que relacionam a obra literária com a realidade natural e social.(CHIAPPINI, 1995,p.157)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Desse&nbsp; modo, o regionalismo&nbsp; engloba todas as situações&nbsp; que possam envolver certa região, sejam elas políticas , geográficas e sociais.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Chiappini&nbsp; 1995, afirma ainda que ," uma&nbsp; obra regionalista é qualquer livro que intencionalmente ou não traduza peculiaridades locais ". Compreendendo assim, uma história&nbsp; como ela é de fato  e por conseguinte a realidade que os cercam.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Portanto,&nbsp; o poema em questão&nbsp; aborda em síntese&nbsp; o regionalismo&nbsp; e a denúncia&nbsp; de problemas&nbsp; e realidades sociais&nbsp; que assolam grande parte do povo nordestino os vulgos" tantos severinos".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 00:25:08 UTC</pubDate>
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         <title>Renascimento e Esperança</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>No Brasil,&nbsp; com uma grande riqueza cultural e peculiaridades regionais, surgiu o movimento regionalista, numa época em que a literatura brasileira rompia&nbsp; com os esteriótipos europeus, para mostrar personagens genuinamente brasileiros, sobre esse rompimento Cândido (2006, p.117) diz, “ Tomada de consciência, portanto, como rebeldia de um lado e&nbsp; respeitado menosprezo do outro”. Diversos autores começaram a traduzir essas realidades regionais em suas obras, sobre isso Chiappini (1995, p.158) afirma,&nbsp; “Desse modo, as “peculiaridades regionais” alcançam uma existência que as transcende.” O regionalismo literário é dividido em rural e urbano e esses autores expressavam em suas obras a realidade social e também momentos históricos.<br>No Poema Morte e Vida Severina, do escritor João Cabral de Melo Neto, esse regionalismo é mostrado de maneira visceral, ao contar a saga de um retirante nordestino por nome Severino que é igual a muitos do lugar onde mora. Durante sua viagem procurando a oportunidade de uma vida melhor, ele se depara com a morte, como pode ser visto neste fragmento, “ E se somos Severinos, iguais&nbsp; em tudo na vida,/morremos de morte igual,/mesma morte Severina:/que é a morte de que se morre/ de velhice antes dos trinta,/de emboscada antes dos vinte/ de fome um pouco por dia/ (de fraqueza e de doença /é que a morte Severino /ataca em qualquer idade,/e ate gente não nascida).”<br>Além de narrar as dificuldades dos moradores do sertão o autor também faz uma crítica ao descaso políticos com a situação dos nordestinos. Sobre a simplicidade das narrativas regionais Chiappini, (1995, p.157), afirma que “ [...] por menor que seja a região, por mais provinciano que seja a vida nela, haverá grandeza, o espaço se alargará no mundo e o tempo finito na eternidade, [...]”, assim o poema mostra a crueza da vida dos moradores do sertão através de uma metáfora, mas também mostra que sempre há renascimento e esperança.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 00:51:39 UTC</pubDate>
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         <title>Morte e Vida Severina: do regionalismo à universalidade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eliesio Costa Lima<br><br>De maneira geral, o regionalismo se refere às características específicas de uma determinada região. Esse termo no entanto, é discutido em diferentes áreas de estudos, como na geografia, que trabalha principalmente com as particularidades de uma região, advindas de fatores históricos e culturais, ou na política, onde o regionalismo se configura como uma espécie de ferramenta que defende e valoriza os interesses regionais, atuando também contra a centralização do Estado. É importante mencionar, que no campo literário, o texto regionalista tem um caráter de resistência à centralização da cultura, sobretudo a cultura europeia. A obra <em>Morte e Vida Severina</em> de João Cabral de Melo Neto, se enquadra nas obras da literatura regionalista brasileira, e narra a história de um retirante nordestino, de nome “Severino” que deixa o sertão devido a seca e migra para o litoral em busca de uma vida melhor. <br><br>Diferente de outros textos regionalistas como “Iracema”, de José de Alencar, que ainda abriga aspectos da cultura europeia, o texto de João Cabral procura se distanciar de qualquer ligação com a literatura europeia, e em vez disso, se dedica a mostrar a realidade da vida no nordeste, mesclando aspectos culturais, geográficos e políticos, isso porque no decorrer da obra, há uma descrição minuciosa e rica do cenário, da cultura e dos costumes do nordestino, aspectos que segundo Candido (2006), são fundamentais para o entendimento completo de uma obra, uma vez que deve-se considerar não só o aspecto estrutural e estilístico do texto, mas também o seu contexto, e como ele exprime aspectos da realidade. <br><br>Como exemplos da descrição regional presente na obra, podemos tomar os seguintes trechos: “—diga-me ainda, compadre, que mais fazias por lá? — Conheço todas as roças que nesta chã podem dar; o algodão, a mamona, a pita, o milho, o caroá… Não tenho medo de terra (cavei pedra toda a vida), e para quem lutou a braço contra a piçarra da Caatinga será fácil amansar esta aqui, tão feminina” (DE MELO NETO, 2007, p. 9, 12). Aqui o texto mostra um pouco da cultura nordestina, como o cultivo de algumas plantas da região, e ao mesmo tempo revela a luta do homem rural, que enfrenta a dureza da terra, e a dureza da vida, em um lugar onde não há nenhum investimento político que auxilie o trabalhador do campo.&nbsp; <br><br>A obra <em>Morte e Vida Severina</em> ultrapassa o fenômeno do retirante nordestino e mesmo o da literatura regional, pois trabalha com temas universais como a fome, o descaso político e a importância da vida, que insiste em brotar trazendo esperança, mesmo em um cenário repleto de dificuldades, não só pela seca, mas como é mostrado ao longo da narrativa, também pela opressão e exploração do trabalho.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>Referências:</strong></div><div>CÂNDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.</div><div>CHIAPPINI, Ligia. Do Beco ao Belo: dez teses sobre o regionalismo na literatura. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 8, n. 15, 1995, p. 153-159.</div><div>MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2007.&nbsp;<br><br></div><div><br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 01:23:43 UTC</pubDate>
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         <title>A SINA DE UMA VIDA SEVERINA</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Brenda Lima Rodrigues Vieira</div><div><br></div><div>A obra “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto apresenta o percurso de Severino, nordestino, trabalhador, retirante, que percorre o sertão em busca de uma vida melhor no litoral Pernambucano. Uma obra regionalista que apresenta fatores culturais, sociais e geográficos de uma região. Ao sair de sua cidade em busca de uma vida melhor no litoral, Severino caracteriza o estereótipo do nordestino oprimido pela seca, pela fome e pela exclusão, a “morte e vida Severina”. Apresentando assim, temas universais representados pelo sertão nordestino, que possui “ambiente, tema e tipos, uma certa região rural” (CHIAPINNI, 1995, p. 153).</div><div>Segundo Candido (2006), para compreender a obra em sua totalidade é necessário que se conheça o contexto em que ela foi construída, no qual texto e contexto não podem ser separados.</div><div>Em “Morte e vida Severina”, é possível perceber a junção entre texto e contexto. A obra propõe uma reflexão da realidade social brasileira, através de uma abordagem política e cultural do Nordeste, fazendo uma denúncia social sobre a realidade vivida por muitos nordestinos, retratando seu modo de sobreviver diante das dificuldades existentes, a cada dia com a certeza sobre a morte e a incerteza do dia seguinte, “morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia.”</div><div>É possível perceber que a temática social representada na obra está ligada na relação entre literatura e sociedade, estando associado à questão de uma sociedade repleta de desigualdades, refletindo assim em uma forte crítica por parte do autor à uma realidade não apenas da época, mas atual. A obra é configurada em uma leitura enraizada, onde o poder político e o espaço físico da região, oferecem poucas condições de vida para seus habitantes, tornando a vida mais seca, uma vida Severina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 01:35:21 UTC</pubDate>
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         <title>Regionalidade em Morte e vida Severina</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Em Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, é possível o leitor identificar uma obra de caráter regionalista, contada em primeira pessoa,&nbsp; narra a história de Severino, um homem comum como tantos outros, que deixa a vida no sertão para ir à Recife em busca de uma vida melhor. No decorrer dessa viagem, é contado sobre as pessoas que ele encontra em seu caminho, as condições que vivem, o sertão, as mazelas, a aridez da terra, injustiças e a constante presença da morte que é retratada no poema, mesmo ao mudar de cenário ela sempre o acompanha. Severino é um homem retirante, acredita que saindo do sertão e indo para cidade ele poderá enfim viver bem "O que me fez retirar não foi a grande cobiça, o que apenas busquei foi defender minha vida de tal velhice que chega antes de se inteirar trinta, se na terra vivi vinte, se alcancei lá tal medida, o que pensei, retirando, foi estendê-la um pouco ainda." (MELO NETO, 2007) A fé e a esperança do homem sertanejo, na busca por um novo rumo para sua vida.<br>A partir dessas características apresentadas é possível&nbsp; observar que a obra aborda questões sociais, segundo Candido (2006) "(...) o fator social é invocado para explicar a estrutura da obra e o seu teor de ideias, fornecendo elementos para determinar a sua validade e o seu efeito sobre nós." Morte e vida Severina é uma crítica acerca da condição miserável que vários severinos vivem. É um olhar sensível por parte do autor, conforme Chiappini (1995) "A partir de uma reforma escassa e contundente (...) denunciar uma terra e um homem duramente castigado pela seca." É uma obra atemporal que apesar de suas características regionalistas, não se prende apenas a um único lugar, ambiente ou povo. Feita com maestria, deixa de ser apenas um auto de natal pernambucano e ultrapassa barreiras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 02:00:04 UTC</pubDate>
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         <title>Sopro de Esperança </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/rutepires1/ri98ml0m8zn96fuu/wish/1943484247</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br>Em "morte e vida Severina" é exposta a jornada de um homem, em busca da sobrevivência, nessa obra de&nbsp; João Cabral de Melo, o regionalismo é evidente,&nbsp; pois o foco é todo voltado para a região de seca, de escassez e de baixas condições de vida. E que mesmo envolvido nesse contexto, o personagem principal continua acreditando e perseverando em sua jornada em busca de suprir suas necessidades. O protagonista, mesmo avistando sinais negativos de que a vida a qual ele estava se aproximando não era fácil, ele continuou sua peregrinação, se deparou com indícios do que poderia viver, porém com um sopro de esperança e expectativa não desistiu.&nbsp;<br>O nascimento do filho de José, e o acolhimento que aquela nova vida recebe traz a obra um final melhor do que o esperado visto as circunstâncias que permeiam durante a história.&nbsp;<br>A obra Morte e vida severina é rechada de traços particulares em sua escrita, então, com facilidade identifica-se o regionalismo na obra, além de de escrita característica, ele pois faz-se uma ponte entre o sertão e ao leitor de qualquer região.&nbsp;<br>&nbsp;É, então, com facilidade que identifica-se o regionalismo na obra, além de de escrita característica, ele pois faz-se uma ponte entre o sertão e ao leitor de qualquer região.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 02:00:05 UTC</pubDate>
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         <title>A sina Severina: um recorte da literatura regionalista enquanto instrumento de denúncia social</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A literatura regional no Brasil pode ser definida como uma variedade de elementos que caracterizam um povo, como seus costumes, jeito de falar, além de apresentar também uma delimitação do espaço geográfico. Nesse sentido, Chiappini (1995, p.155) afirma que “[...] a tendência a que se denominou regionalista em literatura vincula-se a obras que expressam regiões rurais e nelas situam suas ações e personagens, procurando expressar suas particularidades linguísticas”.&nbsp;<br>Quando verificamos a obra Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto, podemos observar esse caráter regional/universalista porque ela traz justamente elementos que marcam a trajetória de um homem no sertão nordestino que sai em melhores condições de vida, em virtude da seca que assola sua região, tenta fugir da morte, no entanto, constantemente se depara com ela “Desde que estou retirando / só a morte vejo ativa, / só a morte deparei / e às vezes até festiva”. Severino deixa de dá nome a alguém para qualificar a existência de tantos Severinos e Severinas que têm a mesma sina de viver em condições difíceis, apresentando cenas do dia-a-dia desse povo.<br>Retratar esse cotidiano vem reforçar justamente a tese de que não há como dissociar a obra de seu contexto, fazendo desses elementos fatores essenciais para a constituição da narrativa, conforme nos apresenta Cândido (2006, p. 14)&nbsp; “[...] ao se interessarem pelos fatores sociais e psíquicos, procuram vê-los como agentes da estrutura, não como enquadramento nem como matéria registrada pelo trabalho criador; e isto permite alinhá-los entre os fatores estéticos”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 02:29:07 UTC</pubDate>
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         <title>UMA VIDA MELHOR, OU MENOS PIOR</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O poema, Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, é uma obra que possui um caráter regionalista, pois, segundo Chiappini “o regionalismo é um fenômeno universal, como tendência literária, ora mais ora menos atuante como movimento ou seja, como manifestação de grupos de escritores que defendem sobre tudo uma literatura que tenha por ambiente, tema e tipos uma certa região rural.” (CHIAPINNI, 1995, p. 153)&nbsp;<br><br></div><div>Portanto, o autor, busca retratar fielmente, a vida árdua e penosa de pessoas marginalizadas que habitam o nordeste, especialmente, no período da seca. Essa dura realidade, é exposta através do personagem, cujo o nome é Severino, um retirante que sai de sua terra, em busca de uma vida melhor, ou menos pior.<br><br></div><div>Ademais,&nbsp; Cândido, afirma que “só podemos entender o significado de uma obra fundindo texto e contexto numa interpretação dialeticamente íntegra.” (CANDIDO, 2006, p. 12). Isto é, ao analisar uma narrativa é necessário observar o texto, e o contexto em que ela está inserida, como claramente é apresentado, na obra, Morte e Vida Severina.<br><br></div><div>No texto, todas as características que são manifestadas, corroboram para uma literatura universal, desse modo, excedendo a literatura regional, pois ela abrange questões que circunda pelo mundo, como a miséria, o descaso, a marginalização, a fome e a falta de esperança.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 02:40:37 UTC</pubDate>
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         <title>IDENTIDADE REGIONAL E UNIVERSALIDADE EM OBRAS LITERÁRIAS</title>
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         <description><![CDATA[<div>Valdeci da Silva Cabral<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A obra “Morte e Vida Severina” traz uma temática de caráter crítico social e universalizador da literatura nordestina. Uma vez que, o autor vai mesclando a narrativa da obra com elementos socioculturais ligados a reforma agraria, filosóficas, religiosas, divisão de classe social, entre outras.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Dentro da visão social da obra, podemos estabelecer um paralelo com (CANDIDO, 2006, p.13), ao qual aponta “que o <em>externo</em> (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura” visto que, a obra tem como temática mostrar uma Identidade do sertanejo retirante. Identidade esta, que se firme em resistência aos períodos de seca, trabalhos braçais, pouco acesso a escolarização, religiosidade, luta pela reforma agrária, entre outros.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Paralelamente a luta social, a obra “Morte e Vida Severina” possibilita caracteriza-la dentro de uma perspectiva de literatura universalizadora do ambiente sertanejo, pois ela ultrapassa marcos na fronteira entre costumes sociais e idealização estética, conforme menciona, (CHIAPPINI, 1995, p.153), “ ela supera também os limites estreitos da ideologia, para virar forma de conhecimento e vivência solitária dos diferentes problemas do homem pobre brasileiro. ” Assim sendo, a literatura vai além das regras e costumes sociais impostos da cidade para um ambiente rural, ou vice-versa.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Diante disto, podemos observar os conflitos sociais existente pela diferença de cultura, escolarização e classe social e a caracterização de uma identidade do sertanejo retirante.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 02:50:34 UTC</pubDate>
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         <title>Morte e vida Severina</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo (1955), é uma narrativa dramática de caráter regionalista, que apresenta a dura realidade da vida sertaneja no nordeste brasileiro, através da personagem principal, Severino, homem corajoso, que conseguiu resistir a severa lida presente na sua região.<br>Na dura história de&nbsp; Severino, Cabral se refere à algumas questões sociais enfrentadas naquela localidade, como: fome,&nbsp; miséria,&nbsp; injustiça e a emigração de pessoas para o litoral em busca de uma vida melhor. Logo, Severino assume o papel de representante, dando voz para homens e mulheres que são desafiados a enfrentar tais dificuldades.<br>Na perspectiva, Antônio Cândido (2006 ), aponta para a necessidade de um equilíbrio ao buscar a atenção do leitor,&nbsp; . Para ele, a obra e o condicionamento social devem andar juntos, de forma que o escritor deve ser crítico em sua produção, importa- se com a realidade, assim como na sua exposição, afim de que faça sentido e seja compreensível ao leitor.&nbsp;<br>&nbsp;Hoje sabemos que a integridade da obra não permite adotar nenhuma dessas visões dissociadas; e que só a podemos entender fundindo texto e contexto numa interpretação dialeticamente íntegra,. CÂNDIDO ( 2006, p. 8)<br>Em do Beco ao Belo, de Lígia Chiappini, fala da persistência do regionalismo ao longo dos tempos, da relevância que esse tipo de obra apresenta, afirmando ainda:&nbsp;<br>"O regionalismo é um fenômeno universal, como tendência literária&nbsp; mais ora menos atuante, tanto&nbsp; como movimento - ou seja, como Manifestação de grupos de escritores que programaticamente defendem sobre tudo uma literatura que lenha por ambiente, tema e tipos uma certa região rural".( CHIAPPINI,19995 p. 154.<br><br>Desse modo, nota- se que os autores concordam na existência e importância da literatura regionalista, todavia com pontos de vistas diferenciados.<br><br>Luciara Fontinele<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 03:01:13 UTC</pubDate>
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         <title>Morte e Vida Severina - Aspectos universais e regionalistas.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Amanda da Silva Theodoro<br><br>Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, é uma obra com temática regionalista, que retrata a vida dos retirantes nordestinos em busca de melhores condições de vida, denunciando assim, problemas de caráter social e misérias sofridas pelos mesmos. O regionalismo de Neto, assim como característico do regionalismo modernista, difere do romântico por não exaltar características; por vezes otimistas e idealizadas, do país, mas sim, oferecer um retrato realista e reflexivo com fins de denúncia de mazelas sociais, e outros problemas de estratificação social. A literatura, em toda a sua cronologia, apresenta-se como um importante registro sociológico e histórico da vida, retratando ambientes regionais, porém, sentimentos universais ou descontentamentos, críticas, de realidades sociais.&nbsp; Para Chiappini (1995), o regionalismo brasileiro é um reflexo de mudanças sociais complexas referentes à nossa economia, e ao avanço do capitalismo no mundo. Dependendo de que lado o autor está, ele tende a apresentar essas mudanças como positivas ou negativas.&nbsp;<br>Por conseguinte,&nbsp;obras como Morte e Vida Severina, apresentam forte regionalismo e  engajamento político ao retratarem questões de classes sociais evidenciadas nas regiões ou na ambientação escolhida pelo autor. Denotando assim, de maneira negativa, porém, reflexiva, mazelas causadas por mudanças econômicas, políticas e sociais, que afetaram alguns dos grupos das camadas mais baixas da pirâmide social. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 17:38:17 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura e Sociedade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/rutepires1/ri98ml0m8zn96fuu/wish/1945653653</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; Morte e vida severina de João Cabral de Melo Neto, é uma obra que retrata a vida no campo e as condições de vida do retirante. Dentre inúmeras temáticas que marcam esta obra, destaco a natureza, típica da região, árida, rígida e com escassez de água; e as relações humanas, um povo acolhedor, simples, com imensa força de superação e adaptação.</div><div>&nbsp; Esta obra traz a literatura brasileira uma grande contribuição social e cultural, faz um passeio na realidade geográfica do Nordeste e dos seus habitantes. Esta obra traz um regionalismo universal. Segundo Ligia (1995, p. 153):&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>o regionalismo é um fenômeno universal, como tendência li­terária, mais ora menos atuante, tanto como movimento - ou seja, como manifestações de grupos de escritores que programaticamente defendem sobretudo uma Literatura que tenha por ambiente, tema e tipos numa certa região rural, em oposição aos costumes, valores e gosto dos citadinos, sobretudo das grandes capitais.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; Essa tendência literária apesar de ser tida como uma literatura inferior por muitos anos, hoje, através de vários trabalhos como o de Ligia Chiappini, mostra que nunca foi inferior a nenhuma outra e sempre teve seu valor. Através dessas obras regionalistas que conhecemos tantas outras realidades. A arte tem esse poder de nos transportar a inúmeras outras realidades e nos trazer conhecimento.&nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>&nbsp; Na obra Morte e Vida Severina, seu caráter universal se faz pelo realismo que essa obra traz, mostra as condições a que essas pessoas estão sujeitas, uma realidade que é vivida por elas e que nos fazem refletir. É essa reflexão que cada um faz da obra que faz com que ela ganhe seu valor universal.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 21:56:21 UTC</pubDate>
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