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      <title>ROMANTISMO by Lia</title>
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      <description>Trabalho sobre Romantismo.
Aluna: Giulia Silva 1A</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-10-19 19:46:25 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>Gonçalves Dias (1823-1864) foi um poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da Primeira Geração Romântica. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É considerado um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É Patrono da cadeira n.º15 da Academia Brasileira de Letras.</div><div>Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Filho de um comerciante português e uma mestiça viveu em um meio social conturbado. Ajudou seu pai no comércio e ao mesmo tempo recebeu educação de um professor particular.</div><div>Em 1838 exilou-se em Portugal por se envolver nas guerras contra a independência do Brasil. Em Coimbra, ingressou no Colégio das Artes, onde concluiu o curso secundário. Em 1840 matriculou-se na Universidade de Direito de Coimbra, onde teve contato com escritores do romantismo português, entre eles, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho.<br><br></div><div>Carreira Literária</div><div><br>Durante sua permanência em Coimbra, Gonçalves Dias escreveu a maior parte de suas obras, inclusive a famosa “Canção do Exílio” (1843), na qual expressa o sentimento da solidão e do exílio. Em 1845, depois de formado em Direito, Gonçalves Dias retornou para o Maranhão, indo no ano seguinte morar no Rio de Janeiro procurando integrar-se ao meio literário.</div><div>Em 1847, com a publicação de “Primeiros Cantos”, conseguiu sucesso e o reconhecimento do público. Recebeu elogios de Alexandre Herculano, poeta romântico português. Ao apresentar o livro, Gonçalves Dias confessou: "Dei o nome Primeiros Cantos às poesias que agora publico, porque espero que não sejam as últimas". Em 1848 publicou o livro "Segundos Cantos".</div><div>Em 1849, foi nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Durante esse período escreveu para várias publicações, entre elas, o Jornal do Comércio, a Gazeta Mercantil e para o Correio da Tarde. Nessa época fundou a Revista Literária Guanabara. Em 1851, Gonçalves Dias publicou o livro, “Últimos Cantos".</div><div>De volta ao Maranhão, o poeta conheceu Ana Amélia Ferreira do Vale, por quem se apaixonou, mas por ser mestiço não teve o consentimento da família dela que proibiu o casamento. Mais tarde casou-se com Olímpia da Costa.</div><div>Gonçalves Dias foi nomeado oficial da Secretaria de Negócios Estrangeiros e viajou várias vezes para a Europa e, em 1854, em Portugal, encontrou-se com Ana Amélia, já casada. Esse encontro inspirou o poeta a escrever o poema "Ainda Uma Vez — Adeus!".</div><div>Em 1862, Gonçalves Dias foi para a Europa para tratamento de saúde. Sem resultados embarcou de volta no dia 10 de setembro de 1864, porém o navio francês Ville de Boulogne em que estava, naufragou perto do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão, onde o poeta faleceu.</div><div>Gonçalves Dias faleceu na costa do Maranhão, no dia 3 de novembro de 1864.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:10:24 UTC</pubDate>
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         <title>Estilo</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Indianismo</div><div><br>Gonçalves Dias é o mais célebre poeta indianista. Exaltou a coragem e a valentia do índio, que passa a ser o personagem principal, o herói. Entre os principais poemas indianistas destacam-se: “Marabá”, “O Canto do Piaga”, “Leito de Folhas Verdes” e principalmente, <strong>“I-Juca Pirama”</strong> – considerado o mais perfeito poema épico indianista da literatura brasileira, desenvolvido em dez cantos, que focaliza o lamento do guerreiro tupi, preso em uma aldeia Tibira.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:15:57 UTC</pubDate>
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         <title>Poema</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>Se Se Morre de Amor</div><blockquote><br>Se se morre de amor! – Não, não se morre,<br>Quando é fascinação que nos surpreende<br>De ruidoso sarau entre os festejos;<br>Quando luzes, calor, orquestra e flores<br>assomos de prazer nos raiam n’alma,<br>Que embelezada e solta em tal ambiente<br>No que ouve, e no que vê prazer alcança! (...)<br><br></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:16:45 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um poeta, escritor e contista, da Segunda Geração Romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida".</div><div>Faz parte dos poetas que deixaram em segundo plano, os temas nacionalistas e indianistas, usados na Primeira Geração Romântica, e mergulha fundo em seu mundo interior. É Patrono da cadeira n.º 2, da Academia Brasileira de Letras.</div><div>Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro de 1831. Era filho do Doutor Inácio Manuel Alvares de Azevedo e Dona Luísa Azevedo. Aos dois anos de idade, junto com sua família, muda-se para o Rio de Janeiro.</div><div>Em 1836 morre seu irmão mais novo, fato que o deixou bastante abalado. Foi aluno brilhante, estudou no colégio do professor Stoll, onde era constantemente elogiado. Em 1845 ingressou no Colégio Pedro II.</div><div>Em 1848, Álvares de Azevedo voltou para São Paulo e iniciou o curso de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, onde passou a conviver com vários escritores românticos.</div><div>Nessa época fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano, traduziu a obra Parisina, de Byron e o quinto ato de Otelo, de Shakespeare, entre outros trabalhos.</div><div>Álvares de Azevedo vivia em meio aos livros da faculdade e se dedicava a escrever suas poesias. Toda sua obra poética foi escrita durante os quatro anos que cursou a faculdade. O sentimento de solidão e tristeza, refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família, que ficara no Rio de Janeiro.</div><div>Em 1852, Álvares de Azevedo adoece e abandona a faculdade, um ano antes de completar o curso de Direito. Vitimado por uma tuberculose e sofrendo com um tumor, Álvares de Azevedo é operado, mas não resiste.</div><div>Álvares de Azevedo faleceu no dia 25 de abril de 1852, com apenas 20 anos de idade. Sua poesia <em>Se Eu Morresse Amanhã!, </em>escrita alguns dias antes de sua morte, foi lida, no dia de seu enterro, pelo escritor Joaquim Manuel de Macedo:<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:22:15 UTC</pubDate>
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         <title>Estilo</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Ultra Romantismo</div><div><br>Álvares de Azevedo é o nome mais importante do "Ultra Romantismo", também conhecido como a "Segunda Geração Romântica", quando os poetas deixaram em segundo plano os temas nacionalistas e indianistas e mergulharam no seu mundo interior.</div><div>Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos, ora como um anjo, ora como um ser fatal, mas sempre inacessível.</div><div>Álvares de Azevedo deixa transparecer em seus textos, a marca de uma adolescência conflitante e dilacerada, representando a experiência mais dramática do Romantismo brasileiro.</div><div>Em alguns poemas, Álvares de Azevedo surpreende o leitor, pois além de poeta triste e sofredor, mostra-se irônico e com um grande senso de humor, que ri da própria poesia romântica. Álvaro de Azevedo não teve nenhuma obra publicada em vida. O livro <em>Lira dos Vinte Anos</em> foi a única obra preparada pelo poeta.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:23:07 UTC</pubDate>
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         <title>Poema</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em><br>Se Eu Morresse Amanhã<br></em></strong><br></div><div><em><br>Se eu morresse amanhã, viria ao menos<br>Fechar meus olhos minha triste irmã;<br>Minha mãe de saudades morreria<br>Se eu morresse amanhã!<br><br>Quanta glória pressinto em meu futuro!<br>Que aurora de porvir e que amanhã!<br>Eu perdera chorando essas coroas<br>Se eu morresse amanhã!<br><br>Que sol! que céu azul! que doce n'alva&nbsp;<br>Acorda a natureza mais louçã!<br>Não me batera tanto amor no peito<br>Se eu morresse amanhã!<br><br>Mas essa dor da vida que devora<br>A ânsia de glória, o doloroso afã...<br>A dor no peito emudecera ao menos<br>Se eu morresse amanhã!<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:23:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>Castro Alves (1847-1871) foi um poeta brasileiro, representante da Terceira Geração Romântica no Brasil. O Poeta dos Escravos expressou em suas poesias a indignação aos graves problemas sociais de seu tempo. É patrono da cadeira n.º 7 da Academia Brasileira de Letras.</div><div>Antônio Frederico de Castro Alves nasceu na vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves, Bahia, em 14 de março de 1847. Era filho de Antônio José Alves, médico e também professor, e de Clélia Brasília da Silva Castro.</div><div>Em 1854, sua família mudou-se para Salvador, pois seu pai foi convidado para lecionar na Faculdade de Medicina. Em 1858 ingressou no Ginásio Baiano onde foi colega de Rui Barbosa.</div><div>Demonstrou vocação apaixonada e precoce pela poesia. Em 1859 perdeu sua mãe. No dia 9 de setembro de 1860, com 13 anos, recitou sua primeira poesia em público em uma festa na escola.</div><div>No dia 24 de janeiro de 1862, seu pai se casa com a viúva Maria Ramos Guimarães. No dia 25, o casal, o poeta e seu irmão José Antônio partem no vapor Oiapoque para a cidade do Recife onde o jovem iria fazer os preparatórios para ingressar na Faculdade de Direito.&nbsp;</div><div>Castro Alves chegou ao Recife numa época em que a capital pernambucana efervescia com os ideais abolicionistas e republicanas. Cinco meses depois de chegar, publicou o poema “A Destruição de Jerusalém”, no Jornal do Recife, recebendo muitos elogios. Na tentativa de entrar na Faculdade de Direito, Castro Alves foi reprovado duas vezes.&nbsp;</div><div>No Teatro Santa Isabel, que se tornou quase um prolongamento da faculdade, realizavam-se verdadeiros torneios entre os estudantes. Nesse ambiente, em março de 1863, durante uma apresentação da peça Dalila, de Octave Feuillet, Castro Alves se encanta com a atriz Eugênia Câmara.</div><div>Em 17 de maio publica no jornal “A Primavera”, sua primeira poesia sobre a escravidão:</div><div>Um mês depois, enquanto escrevia uma poesia para Eugênia, os sintomas da tuberculose começaram a aparecer. Em 1864 morre seu irmão. Mesmo abalado, é finalmente aprovado no curso de Direito.</div><div>Castro Alves participa ativamente da vida estudantil e literária. Publica suas poesias no jornal “O Futuro”. No 4.º número, publica uma sátira à academia e aos estudos jurídicos.</div><div>No dia 7 de outubro, prova o gosto da morte. Uma dor no peito e uma tosse incontrolável o faz lembrar, da mãe e dos poetas que morreram com a doença. No ímpeto, escreve “Mocidade e Morte”.</div><div>Nesse mesmo ano, volta para a Bahia, faltando aos exames e perdendo o ano na faculdade. Em Salvador, na casa da Rua do Sodré procura repousar. Em março de 1865 ele retorna ao Recife e ao curso de Direito. Isolado no bairro de Santo Amaro, vive com a misteriosa Idalina.</div><div>Ao visitar o amigo Maciel Pinheiro, condenado à prisão escolar, no térreo do Colégio das Artes, por haver criticado a academia em um artigo no Diário de Pernambuco, escreve o poema “Pedro Ivo”, exaltando o revolucionário da Praieira e o ideal republicano:</div><div>República!... Voo ousado/ Do homem feito condor! Novamente a palavra o condor aparece em sua poesia, simbolizando a liberdade. Mais tarde, foi chamado de P<em>oeta Condoreiro.</em></div><div>No dia 11 de agosto de 1865, na abertura solene das aulas, a sociedade pernambucana se reunia no salão nobre da faculdade para ouvir os discursos e saudações das autoridades, professores e alunos.</div><div>Castro Alves é um deles: “Quebre-se o cetro do Papa,/ Faça-se dele uma cruz!/ A púrpura sirva ao povo/ Para cobrir os ombros nus. (...)”. Os mais velhos olhavam admirados e os mais jovens deliravam.</div><div>No dia 23 de janeiro de 1866 morre seu pai, deixando cinco filhos menores de 14 anos. A responsabilidade ficou com a viúva e com Castro Alves, agora com 19 anos.</div><div>Nessa época, Castro Alves inicia um intenso caso de amor com Eugênia Câmara, dez anos mais velha que ele. Em 1867 partem para a Bahia, onde ela iria representar um drama em prosa, escrito por ele "O Gonzaga ou a Revolução de Minas".</div><div>Em seguida, Castro Alves parte para o Rio de Janeiro onde conhece Machado de Assis, que o ajuda a ingressar nos meios literários. Em seguida, vai para São Paulo e conclui o Curso de Direito na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.</div><div>Em 1868 rompe com Eugênia. De férias, numa caçada nos bosques da Lapa, fere o pé esquerdo com um tiro de espingarda, resultando na amputação do pé. Em 1870 volta para Salvador onde publica <em>Espumas Flutuantes</em>, único livro editado em vida, onde apresenta uma poesia lírica, exaltando o amor sensual e a natureza, como no poema <em>Boa Noite.<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:28:59 UTC</pubDate>
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         <title>Estilo</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>Conhecida como "<strong>Geração Condoreira</strong>", uma vez que esteve marcada pela liberdade e uma visão mais ampla, características da ave que habita a Cordilheira dos Andes: Condor.<br><br></div><div>Nesse período, a literatura sofre forte influência do escritor francês Victor-Marie Hugo (1802-1885) recebendo o nome de "<strong>Geração Hugoana</strong>".<br><br></div><div>Importante notar que nessa fase, a busca pela identidade nacional ainda continua, não só focada nas etnias europeia e indígena, mas também na identidade negra do país.<br><br></div><div>Por esse motivo, o tema do abolicionismo foi bastante explorado pelos escritores, com destaque para Castro Alves, que ficou conhecido como o "poeta dos escravos".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:33:52 UTC</pubDate>
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         <title>Poema</title>
         <author>liajulinda</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Navios Negreiros</div><div><em><br>IV<br></em><br></div><div><em><br>Era um sonho dantesco... o tombadilho<br>Que das luzernas avermelha o brilho.<br>Em sangue a se banhar.<br>Tinir de ferros... estalar de açoite...<br>Legiões de homens negros como a noite,<br>Horrendos a dançar...<br></em><br></div><div><em><br>Negras mulheres, suspendendo às tetas<br>Magras crianças, cujas bocas pretas<br>Rega o sangue das mães:<br>Outras moças, mas nuas e espantadas,<br>No turbilhão de espectros arrastadas,<br>Em ânsia e mágoa vãs!<br></em><br></div><div><em><br>E ri-se a orquestra irônica, estridente...<br>E da ronda fantástica a serpente<br>Faz doudas espirais ...<br>Se o velho arqueja, se no chão resvala,<br>Ouvem-se gritos... o chicote estala.<br>E voam mais e mais...<br></em><br></div><div><em><br>Presa nos elos de uma só cadeia,<br>A multidão faminta cambaleia,<br>E chora e dança ali!<br>Um de raiva delira, outro enlouquece,<br>Outro, que martírios embrutece,<br>Cantando, geme e ri!&nbsp;<br></em><br></div><div><em><br>No entanto o capitão manda a manobra,<br>E após fitando o céu que se desdobra,<br>Tão puro sobre o mar,<br>Diz do fumo entre os densos nevoeiros:<br>"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!<br>Fazei-os mais dançar!..."<br></em><br></div><div><em><br>E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .<br>E da ronda fantástica a serpente<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Faz doudas espirais...<br>Qual um sonho dantesco as sombras voam!...<br>Gritos, ais, maldições, preces ressoam!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E ri-se Satanás!...&nbsp;<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-10-19 20:34:22 UTC</pubDate>
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