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      <title>CARANDIRU by Marina Françoso</title>
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      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-09-11 20:42:16 UTC</pubDate>
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         <title>Casa de Detenção de São Paulo </title>
         <author>marinadfrancoso</author>
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         <description><![CDATA[<p>Considerada <mark>uma das maiores da América Latina</mark>,<strong> a casa de detenção de São Paulo</strong>, penitenciária masculina, batizada pelo nome do bairro onde estava localizada (o bairro do Carandiru, em São Paulo),foi construída para alojar, inicialmente três mil detentos, chegou, em seu ápice a abrigar cerca de sete mil presidiários, sua<mark> lotação extrema</mark> contribuiu com uma<mark> violação direta aos direitos humanitários</mark> e inclusive culminou no massacre de grande repercussão, nacional e internacional.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-08 21:10:57 UTC</pubDate>
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         <title>História da Instituição</title>
         <author>marinadfrancoso</author>
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         <description><![CDATA[<p> Inaugurado em 31 de julho de 1920, era considerado uma instituição modelo na América Latina.</p><p>As celas possuíam a dimensão média de 2,5m x 4m, e vasos sanitários.</p><p>A casa de detenção possuía <mark>capacidade para alojar 3,2 mil presidiários</mark>, na data do massacre,<mark> contava com a população carcerária de 7,2 mil </mark>homens;</p><p>Características da instituição: divisão por pavilhões, administração e <mark>regimento controversos</mark>, diversas <mark>violações de direitos humanos, superlotação e condições de higiene precárias</mark></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-08 21:23:17 UTC</pubDate>
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         <title>Carandiru como Instituição Total</title>
         <author>carmentoledo</author>
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         <description><![CDATA[<p>"as instituições totais se caracterizam por serem <mark>estabelecimentos fechados que funcionam em regime de internação</mark>, onde um grupo relativamente numeroso de internados vive em<mark> tempo integral</mark>.</p><p>A instituição funciona como local de residência, trabalho, lazer e espaço de alguma atividade específica, que pode ser terapêutica, correcional, educativa etc." Benelli, S. J.</p><p><br/></p><p>No caso do Carandiru, vimos pelos relatos do Druzio Varella uma tentativa de controlar o tempo dos presos, tendo horários de circulação e outros de confinamento. Também a separação em pavilhões visava facilitar o controle de rebeliões por conseguir isolar uma unidade das demais.</p><p><br/></p><p>Curiosamente, a superlotação é um dos maiores empecilhos ao controle, uma vez que se torna gente demais para ser controlada, permitindo que os presos se autogerenciem construindo um contra-poder ao estabelecido</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 20:36:58 UTC</pubDate>
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         <title>Carandiru enquanto Panóptico</title>
         <author>carmentoledo</author>
         <link>https://padlet.com/marinadfrancoso/rfo93j17awz9zzxd/wish/3022398388</link>
         <description><![CDATA[<p>“Durante o dia, os presos movimentam-se com liberdade pelo pátio e pelos corredores. Cerca de mil detentos possuem cartões de trânsito para circular entre os pavilhões. (...) Para os funcionários, esse passa passa torna a cadeia incontrolável, e, <mark>se cada pavilhão pudesse ser isolado como unidade autônoma, ficaria mais fácil vigiar</mark>.” Varella, D.; Estação Carandiru</p><p><br></p><p>O <strong><mark>Panóptico</mark></strong> caracteriza-se por uma<mark> prisão ideal</mark> é descrito como uma prisão circular onde as celas ficariam dispostas na extremidade desse circulo enquanto os guardas ficariam em uma torre no meio do circulo de forma que <mark>os presos não conseguiriam ver os guardas na torre, porém o contrário é possível</mark>.</p><p><br></p><p>Esse modelo é usado como metáfora por Foucault por produzir uma <mark>sensação de vigilância constante nos presos, moldando seu comportamento, </mark>mesmo que sequer haja guardas o suficiente para isso. Para Foucault todas instituições disciplinares de nossa sociedade (escolas, igrejas, família, prisões) atuariam de forma similar</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 20:38:51 UTC</pubDate>
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         <title>O massacre</title>
         <author>marinadfrancoso</author>
         <link>https://padlet.com/marinadfrancoso/rfo93j17awz9zzxd/wish/3022463270</link>
         <description><![CDATA[<p>Os <mark>encarcerados</mark> que viviam no Carandiru eram <mark>pessoas esgotadas física e psicologicamente</mark>. Passando por <strong>violências diárias</strong>, esses indivíduos tentavam encontrar, nos momentos no pátio, durante o banho de sol e em partidas de futebol que organizavam entre si, maneiras de sobreviver;</p><p><mark>O Massacre do Carandiru foi resultado de uma invasão da Polícia Militar</mark>, motivada por um desentendimento entre presos, que <mark>matou 111 detentos</mark> (embora o número real de vítimas seja maior do que o estimado publicamente);</p><p>No Pavilhão 9, onde ficavam os réus primários, uma briga entre dois prisioneiros se espalhou e, com a suposta justificativa de conter a rebelião, <mark>o Coronel Ubiratan Guimarães ordenou a entrada de 300 policiais na penitenciária</mark>;</p><p>Os sobreviventes do massacre, em conjunto com grupos militantes pela defesa dos Direitos Humanos, afirmam que mesmo com a rebelião encerrada e muitos detentos já de volta às suas celas, os policiais entraram na Casa de Detenção atirando;</p><p>Os especialistas destacam a necessidade da formulação de uma discussão que aborde não apenas a violação de direitos ocorrida, mas que também aborde amplamente as <mark>violações sofridas diariamente em penitenciárias ainda em funcionamento</mark>. </p><p>É possível verificar, através deste caso, o nível de <mark>desrespeito aos direitos humanos naturalizado no sistema prisional brasileiro</mark>.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 23:53:38 UTC</pubDate>
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         <title>Discussões sobre o tema</title>
         <author>marinadfrancoso</author>
         <link>https://padlet.com/marinadfrancoso/rfo93j17awz9zzxd/wish/3022476348</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Destaca-se que quando trata-se dos <mark>setores socialmente marginalizados</mark>, encontramos uma realidade de pessoas que enfrentam a <mark>ausência de políticas públicas e da garantia e cumprimento direitos civis e constitucionais básicos</mark>;</p></li><li><p>O caso explicita a <mark>perpetuação de violência governamental</mark>, como a falta implementação de políticas públicas, somada à realidade de pessoas marginalizadas, que<mark> atravessam marcadores de classe e raça;</mark></p></li><li><p><mark>A impunidade dos autores do crime </mark>é considerado fator importante na perpetuação de ações violentas e que contrariam os direitos humanos, praticadas por instituições até os dias de hoje;</p></li><li><p>Existência de produção de dispositivos legais, uma <mark>figura pré-estabelecida do “inimigo” social</mark>, baseada em estigmas e na perpetuação de um sentimento de insegurança e medo atrelados a um<mark> perfil sociodemográfico específico;</mark></p><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=qaoTvSG2oIc" />
         <pubDate>2024-06-10 00:11:49 UTC</pubDate>
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         <title>Carandiru como modelo de necropolítica </title>
         <author>marinadfrancoso</author>
         <link>https://padlet.com/marinadfrancoso/rfo93j17awz9zzxd/wish/3022519669</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>A <mark>dinâmica das instituições totais</mark>- onde existe regime de internação integral- aliadas ao caráter do sistema prisional brasileiro com <mark>práticas abusivas e violentas</mark>, geram a discussão sobre as prisões serem ambientes de<mark> regressão de direitos humanos</mark> conquistados e criarem um ambiente propício para as <mark>práticas de necropolítica;  </mark></p></li><li><p>Se faz urgente a<mark> defesa de grupos socialmente vulnerabilizados,</mark> frente a um sistema que determina quem deve morrer e quem deve viver, de acordo com critérios de, principalmente, classe e raça;</p></li><li><p> Esse modelo gera, para além do viés físico, perdas na esfera afetiva, já que a <mark>privação de liberdade se estende à privação de relações</mark> em todos os âmbitos e nega ao indivíduo a possibilidade de<mark> reeducação e reinserção social;</mark></p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-10 00:48:48 UTC</pubDate>
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