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      <title>ENSINO DE HISTÓRIA DAS AMÉRICAS by Mileia Santos Almeida</title>
      <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp</link>
      <description>Propostas didáticas para o ensino de História das Américas na educação básica</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-04-04 18:53:39 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Iracema (José de Alencar, 1865)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2550601480</link>
         <description><![CDATA[<div>Obra escolhida por romantizar o contato entre colonizador europeu e povos originários no Brasil. Serve como amostra da mentalidade novecentista na busca pela identidade nacional desvinculada da europa. Alencar cria um mito, onde tenta exaltar uma jovem indígena tabajara, destacando sua beleza e subserviência.&nbsp;<br><br>Martim: -Quebras comigo a flecha da paz?<br>Iracema: -Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos?<br><br>Talvez esse inicio de diálogo seja o único momento em que há estranhamento entre Martim e Iracema, logo em seguida ela já diz: "Bem vindo seja o estrangeiro aos campos tabajaras". E até o final da história, sua receptividade não muda.<br><br>É uma história para ser criticada, contextualizada. Traz, além da questão do contato entre brancos e indígenas e a miscigenação, as representações de indígenas ao longo da história do Brasil, o uso político dessas imagens; História das propostas políticas sobre o trato das populações indígenas; História ambiental ou da paisagem; História das Mulheres; Epistemicídio, etc.<br><br>Minha proposta seria apresentar primeiro uma visão mais justa da população indígena brasileira, e depois apresentar essa obra, contextualizar e refletir sobre outras maneiras que ela poderia ter sido escrita.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-11 18:52:25 UTC</pubDate>
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         <title>LITERATURA NO ENSINO DE HISTÓRIA DAS AMÉRICAS</title>
         <author>mileiaalmeida</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2554888586</link>
         <description><![CDATA[<div><em>"O mundo era tão recente que muitas coisas não tinham nomes, e para mencioná-los era preciso apontar o dedo para eles."</em> <em>Gabriel Garcia Márquez - Cem anos de solidão</em><br><br></div><div>Literatura e História constroem pontes nem sempre muito tranquilas entre si, mas é inegável o fascínio que exercem mutuamente, não é mesmo?&nbsp;<br>Em um mundo cada vez mais digitalizado e dominado por produções audiovisuais acessíveis aos públicos infanto-juvenis, ainda é possível ensinar e aprender história por meio da literatura?&nbsp;<br>E a história da América Latina, essa territorialidade que não possui uma identidade homogênea e que conhecemos menos do que outras regiões do globo, mesmo fazendo parte dela?&nbsp;<br>Vamos tentar oferecer algumas ferramentas para isso?&nbsp;<br>Escolha uma obra que contenha uma temática, personagem, contexto ou acontecimento ambientado na América Latina (para além das fronteiras do Brasil), leia as referências básicas e elabore uma proposta para a educação básica!<br>Na próxima aula, irei orientar e dar sugestões para aprimoramento da proposta, antes de socializarmos o nosso padlet.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-14 18:32:37 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Pedro Páramo</title>
         <author>geovanacamara</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2555438155</link>
         <description><![CDATA[<div>O livro Pedro Páramo, publicado em 1955 é um dos mais conceituados ao se pensar a literatura hispano americana, sendo impossível ignorar a influência de tal narrativa para as que viriam a ser publicadas posteriormente, na autoria de nomes como Gabriel Garcia Marques, por exemplo. A obra foi escrita por Juan Rulfo, escritor mexicano, e um dos percussores do chamado realismo mágico. Sendo considerado um dos principais nomes da literatura mundial, e suas obras mesmo que somente duas publicadas, são um marco para a inovação das escritas latinas. Tendo em vista que as obras literárias não possuem como principal característica o compromisso com a cronologia histórica (FONSECA, 2009) mas que ao longo do desenvolvimento de seu enredo possa trazer novos contornos para discussões e conteúdos em sala, acaba por ser um produto de seu tempo, e contem marcas de quem as escreve. O autor vem de uma família tradicional mexicana, e relatos indicam que tenham sido vítimas dos processos revolucionários, o que talvez explique a presença de elementos pós efervescência do contexto em sua obra. Pedro Páramo, contem fortes elementos dos conflitos vividos pela américa latina, onde o universalismo e o regionalismo, não se restringe na história a uma mera imaginação, mas os fatos vivenciados relacionados a diáspora de campesinos para as consideradas cidades principais, domínio territorial nas mãos de poucos, e os efeitos da revolução que acabou por não conseguir verdadeiras reformas. A obra trás em diversas passagens elementos da guerra Cristera (1926-1929) vivenciada pela sociedade fictícia descrita.<br><br>Pedro Páramo abre possibilidade para diversos usos em sala de aula, o primeiro deles e talvez o principal, o contato com um estilo de narrativa que foge ao que os estudantes possuem normalmente a nível de cronologia e organização dos fatos. Eu utilizaria a obra como uma forma de ilustrar os conflitos da revolução, como processos duradouros&nbsp; com ramificações, e efeitos que se prolongam. Acredito que a melhor forma para o contato seria através de trechos da obra, assim como ilustração dos domínios nas mãos de poucos ,e jogos de interesses como é bem representado pelo personagem principal Pedro Parámo.&nbsp;<br><br></div><blockquote>&nbsp;-Agora estamos com Carranza.<br><br>&nbsp; -Está bem.<br><br>&nbsp; - Agora estamos com o general Obregon.<br><br>&nbsp;- Está bem<br><br>- Agora selaram a paz, estamos soltos.<br><br>- Espere. Não desarme o seu pessoal. Isso pode não durar muito.</blockquote><div><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><blockquote>E, no entanto, padre, dizem que as terras de Comala são boas. Pena que estejam nas mãos de um homem só. Pedro Páramo ainda é o dono, não é?<br><br>-&nbsp; Essa é a vontade de Deus.</blockquote><div><br></div><div>Para além do uso á partir de trecho das obras, também é possível introduzir o uso de outras linguagens, como vídeos que abordem a temática dos conflitos, ou a adaptação da obra em filme. Tendo sempre em mente que as aulas na maioria das vezes contam com um tempo limitado, exigindo que o professor instigue esse interesse a partir de fragmentos.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;Referências<br><br>CANTARELLI, Ana Paula; UMBACH, Rosani Úrsula Ketzer. A estrutura narrativa e o contexto de produção do romance pedro páramo, de Juan Rulfo. <strong>Contexto-Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFES</strong>, n. 22, 2012.<br><br>FONSECA, Selva Guimarães. <strong>Didática e prática de ensino de História</strong>. Papirus Editora, 2003.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-15 19:07:08 UTC</pubDate>
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         <title>O Livro dos Abraços (1989) - Memória, História e Identidade Latino-Americana </title>
         <author>jeanitacarambi</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2557488059</link>
         <description><![CDATA[<div>"O Livro dos Abraços", de Eduardo Galeano, é uma coletânea de escritos cujo denominador comum é o relembramento de memórias de diferentes episódios da vida do autor e outras histórias localizadas no contexto latino-americano e caribenho.&nbsp;<br>Por esse aspecto, sua variedade de textos é uma oportunidade de se perceber elementos comuns que compõem o universo cultural comum dos povos deste continente, e perceber as intersecções existentes na diversidade, ainda que pelo aspecto unificador comum da experiência do autor.&nbsp;<br>Pelo caráter da obra, repetiriamos aquilo que descreve Sevcenko (1986, apud FONSECA, 2003, p.165) de que&nbsp;</div><blockquote>"a literatura é, antes de mais nada, um produto artístico, porém com raízes no social. Nesse sentido a literatura pode falar ao historiador sobre a história que não ocorreu, sobre as possibilidades que não vingaram, sobre os planos que não se concretizaram. Para o autor, mais do que dar um testemunho, ela revelará momentos de tensão. Assim, o historiador é atraído não pela realidade e sim pela possibilidade."</blockquote><div><br>Em uma proposta de aula, seriam selecionados alguns capítulos mais ou menos relacionados entre si, a partir da temática de um certo momento histórico e local ou a partir da discussão mais ampla sobre Identidade Latino-americana.&nbsp;<br>Escolhendo a segunda possibilidade, tentariamos aproximar essas temáticas de identidade dos próprios estudantes, de omo que:&nbsp;</div><blockquote>Os temas sociais podem ser abordados de forma criativa e interdisciplinar, com base em relatos individuais, da problematização das vivências do grupo, no meio social próximo. (idem, p.167)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-17 19:24:09 UTC</pubDate>
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         <title>PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA HISTÓRIA DA AMÉRICA</title>
         <author>danielebugni</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2557549140</link>
         <description><![CDATA[<div>Obra literária escolhida:<br><br></div><div><strong><em>O general em seu labirinto</em></strong> de Gabriel Garcia Márquez&nbsp;<br><br></div><div>Material auxiliário:<br><br></div><div>Breve biografia de <strong><em>Simón Bolívar</em></strong> - Trailer do filme <strong><em>O Libertador.<br></em></strong><br></div><div>Linhas de exploração:<br><br></div><div>1 - Diferenças e semelhanças entre o Simón Bolívar personagem histórico, literário e cinematográfico, tendo em mente que todas essas figuras se referem, de alguma forma, a um mesmo ser humano realmente existido que foi, com certeza, alguma entidade diferente de suas versões históricas, literárias e cinematográficas – entidade, afinal, perdida para nós.<br><br></div><div>2 - O Simón Bolívar literário vive entre um presente sofrido e um passado distorcido pelo delírio da doença. Isto permite explorar as relações possíveis entre passado e presente.<br><br></div><div>3 - O sonho de Bolívar era libertar a América do Sul do domínio espanhol e fazer dela uma confederação de Estados livres e independentes unidos, porém, por um sistema de leis comum a todos. Se ele tivesse conseguido realizar tal sonho, o que seria, hoje, a América do Sul e, nela, o Brasil?<br><br></div><div>Metodologia:<br><br></div><div>- Perguntas para a turma responder ou imaginar respostas possíveis;<br><br></div><div>- Realização de pequenos desenhos ou mapas;<br><br></div><div>- Visão do trailer do filme, leitura de trechos do romance, da biografia e comparação das impressões que foram suscitadas na turma.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>FRAZÃO, Dilva - Biografia de Simón Bolívar. https://www.ebiografia.com/simon_bolivar/ (Acesso em 17 de abril de 2023).<br><br></div><div>MÁRQUEZ, Gabriel García - <strong>O general em seu labirinto</strong>. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.<br><br></div><div><strong>&nbsp;<br>VÍDEO<br></strong><br></div><div><strong>O Libertador </strong>(2013) - Trailer do filme: https://www.youtube.com&gt;watch (Acesso em 17 de abril de 2023).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-17 20:32:00 UTC</pubDate>
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         <title>Poema 4 de setembro de 1970</title>
         <author>igorn4892</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2558922523</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Que se recorde: por fim há unidade!<br>Viva o Chile, Aleluia e Alegria.<br>Viva o cobre e o vinho e o nitrato.<br><br>Que vivam a unidade e a porfia!<br>Sim, senhor. O Chile tem candidato.<br>Muito custou era uma fantasia.<br><br>até que hoje a luta se compreende.<br><br>Marchar, marchar como a luz do dia.<br>O presidente é Salvador Allende.<br><br>Toda a vitória causa calafrio,<br>porque se ganha o povo há uma lasca<br>que entra no focinho do invejoso.<br><br>(Um sobe e o outro para seu buraco<br>desce fugindo do tempo e da história.)<br><br>Enquanto Allende chega à vitória<br>vão-se os Baltras como sujas baratas.<br><br></em>Este poema publicado em 1973 no livro <em>incitação ao nixonicídio e a Revolução chilena </em>do poeta, político e diplomata Pablo Neruda, comemora a eleição democrática do primeiro presidente com orientação Socialista no Chile, Salvador Allende. O poeta que tinha a mesma orientação e compunha as fileiras do Partido Comunista do Chile, escreve esse poema para falar de como Allende era uma esperança para o povo chileno, e realmente por um tempo foi. O PIB do país subiu em 8,5%, o desemprego baixou em 4% e a parcela dos trabalhadores na renda nacional subiu de 51% para 63%.<br>Realmente uma vitória para os trabalhadores chilenos e um avanço rumo ao socialismo nos moldes reformistas.&nbsp;<br>É claro que os Estados Unidos do Presidente Nixon não iriam deixar barato essa vitória da esquerda na América Latina e logo começou a arquitetar um golpe de Estado. Não me irei me alongar sobre os detalhes do golpe, isso tomaria muito tempo. A consumação do golpe veio no dia 11 de setembro de 1973, quando as forças armadas do Chile, lideradas pelo general Pinochet, apoiadas e financiadas pela CIA, bombardearam o palácio de La Moneda, principal prédio da política chilena à época, e assim Salvador Allende foi assassinado junto com diversas pessoas presentes no prédio naquele momento. Com isso o golpe foi consumado e a ditadura militar chilena se iniciou, com o general Pinochet como Presidente, daí então começaram os assassinatos, prisões, torturas e desaparecimento de comunistas, opositores do governo, estudantes, quem não fazia parte da classe dominante chilena.&nbsp;<br><br>PROPOSTA PARA SALA DE AULA:<br><br>Usar esse poema para introduzir os estudantes ao que foi a ditadura militar chilena, traçando paralelos com o que ocorreu no nosso país e nos países vizinhos. Mostrar aos alunos como os Estados Unidos da América e os imperialistas num geral, na história do mundo promoveram guerras e golpes por toda a periferia do capitalismo, instigando assim um pensamento crítico dos estudantes sobre a história do nosso país e dos vizinhos, além de incitar um sentimento de luta e de construção de identidade latino americana para os estudantes. É importante tomar cuidado para não cair muito na teoria da dependência e mostrar para os estudantes que mesmo com todos esses ataques do Norte para nós da parte Sul do mundo, temos uma história longa e forte de autonomia e luta. Eu usaria isso no 9° ano e no ensino médio, visto que é quando se estuda História Contemporânea. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-18 16:57:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA HISTÓRIA DA AMÉRICA </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2558968351</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Por que cantamos</strong> (<a href="http://nossacasa.net/blog/mario-benedetti/">Mario Benedetti</a>)<br><br></div><div>POR QUE CANTAMOS<br><br></div><div>Se cada hora vem com sua morte<br>se o tempo é um covil de ladrões<br>os ares já não são tão bons ares<br>e a vida é nada mais que um alvo móvel<br><br></div><div>você perguntara por que cantamos<br><br></div><div>se nossos bravos ficam sem abraço<br>a pátria está morrendo de tristeza<br>e o coração do homem se fez cacos<br>antes mesmo de explodir a vergonha<br><br></div><div>você perguntará por que cantamos<br><br></div><div>se estamos longe como um horizonte<br>se lá ficaram árvores e céu<br>se cada noite é sempre alguma ausência<br>e cada despertar um desencontro<br><br></div><div>você perguntará por que cantamos<br><br></div><div>cantamos porque o rio está soando<br>e quando soa o rio / soa o rio<br>cantamos porque o cruel não tem nome<br>embora tenha nome seu destino<br>cantamos pela infância e porque tudo<br>e porque algum futuro e porque o povo<br>cantamos porque os sobreviventes<br>e nossos mortos querem que cantemos....<br><br>Pensando em uma aula para o 3° Ano do ensino médio, apresentarei essa brilhante obra do Benetti e os levarei a realizar reflexões acerca dessa bela poesia. Guiando-os primeiramente com perguntas norteadoras do tipo, " o que é&nbsp; música para vocês? " e a morte? Por que cantamos?&nbsp;<br>Quando todos se sentirem a vontade para responder as perguntas propostas, explicarei o motivo de estar misturando música e História.<br>Todo um contexto referente a canções seria debatidas, e em um segundo momento será dividido a turma em grupos de 4 pessoas e cada grupo escolherá uma estrofe, a qual fará uma análise do que o autor se refere em seus versos. Em um terceiro momento, abriremos uma roda de conversa onde vão explanar suas análises...<br>O objetivo dessa aula é&nbsp; fazer com que compreendam que na literatura nós permitimos sonhar, na literatura podemos nos expressar da maneira que acharmos convenientes. Nos&nbsp; descobrimos na literatura, construímos nossa identidade, é&nbsp; um trabalho transformador social.<br><br>REFERÊNCIAS:&nbsp;<br>Benedetti,Mario- poema " Por que cantamos" .<br><br><br>Flávia Souza. </div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-18 17:33:01 UTC</pubDate>
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         <title>O Livro dos Abraços (1989) - Memória, História e Identidade Latino-Americana</title>
         <author>veronican3526</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2559036294</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Resenha da editora:<br>Tratar a memória como coisa viva, bicho inquieto - assim faz Eduardo Galeano quando escreve. Sua memória pessoal e a nossa memória coletiva, da América. Quando escreve, ele mostra que a história pode - e deve - ser contada a partir de pequenos momentos, aqueles que sacodem a alma da gente sem a grandiloquência dos heroísmos de gelo, mas com a grandeza da vida. Assim é este 'Livro dos Abraços'. Em suas andanças incessantes de caçador de histórias. Galeano vai ouvindo de tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida.<br><br><br><br>Em uma sala de aula seria trabalhado a crônica:<br>O Estado na América Latina<br><br>Ja faz alguns anos, muitos, que o coronel Amen me contou. Acontece que<br><br>um soldado recebeu a ordem de mudar de quartel. Por um ano, foi mandado a outro destino, em algum lugar de fronteira, porque o Superior Governo do Uruguai tinha contraído uma de suas periódicas febres de guerra ao contrabando.<br><br>Ao ir embora, o soldado deixou sua mulher e outros pertences ao melhor amigo, para que tivesse tudo sob custódia.<br><br>Passado um ano, voltou. E encontrou seu melhor amigo, tambem soldado, sem querer devolver a mulher. Não tinha nenhum problema em relação ao resto das coisas, mas a mulher, não. O litigio ia ser resolvido através do veredicto do punhal, em duelo, quando o coronel Amen resolveu parar com a brincadeira:<br><br>- Que se expliquem exigiu. Esta mulher é minha-disse o ausentado.<br><br>Dele? Terá sido. Mas já não é disse o outro. Razões - disse o<br><br>coronel. Quero explicações. E o usurpador explicou: - Mas coronel, como vou devolve-la? Depois do que a coitada sofreu! Se o senhor visse como este animal a tratava... A tratava, coronel... como se ela fosse do<br><br>Estado!<br><br><br>Após a leitura do trecho seria debatidos com os alunos o que seria o "Estado", e porque o texto específica o título com: "O Estado da América latina", as respostas seriam escritas no quadro em tópicos.<br><br>Com as explanações dos alunos seria feita uma aula expositiva sobre a América Latina e os processos de ditadura que ocorreram frequentemente no território, e os motivos de isso acontecer.<br><br>Para concluir seria questionado aos alunos novas palavras chave sobre o tema, para comparar com o que foi dito no primeiro momento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-18 18:24:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema &quot;Oda a la Araucaria Araucana&quot; (1956)</title>
         <author>kevenl7853</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2559079305</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="http://www.neruda.uchile.cl/obra/obranuevasodas2.html"><em>ODA A LA ARAUCARIA ARAUCANA</em></a></div><div><br></div><div><strong><em>Alta sobre la tierra<br>te pusieron,<br>dura, hermosa araucaria<br>de los australes<br>montes,<br>torre de Chile, punta<br>del territorio verde,<br>pabellón del invierno,<br>nave<br>de la fragancia.<br><br>Ahora, sin embargo,<br>no por bella<br>te canto,<br>sino por el racimo de tu especie,<br>por tu fruta cerrada,<br>por tu piñón abierto.<br><br>Antaño,<br>antaño fue<br>cuando<br>sobre los indios<br>se abrió<br>como una rosa de madera<br>el colosal puñado<br>de tu puño,<br>y dejó<br>sobre<br>la mojada tierra<br>los piñones:<br>harina, pan silvestre<br>del indomable<br>Arauco.<br><br>Ved la guerra:<br>armados<br>los guerreros<br>de Castilla<br>y sus caballos<br>de galvánicas<br>crines</em></strong><strong><em><sub><br></sub></em></strong><strong><em>y frente<br>a ellos<br>el grito<br>de los<br>desnudos<br>héroes,<br>voz del fuego, cuchillo<br>de dura piedra parda,<br>lanzas enloquecidas<br>en el bosque,<br>tambor,<br>tambor<br>sagrado,<br>y adentro<br>de la selva<br>el silencio,<br>la muerte<br>replegándose,<br>la guerra.<br><br>Entonces, en el último<br>bastión verde,<br>dispersas<br>por la fuga,<br>las lanzas<br>de la selva<br>se reunieron<br>bajo las araucarias<br>espinosas.<br><br>La cruz,<br>la espada,<br>el hambre<br>iban diezmando<br>la familia salvaje.<br>Terror,<br>terror de un golpe<br>de herraduras,<br>latido de una hoja,<br>viento,<br>dolor<br>y lluvia.<br>De pronto<br>se estremeció allá arriba<br>la araucaria<br>araucana,<br>sus ilustres<br>raíces,<br>las espinas<br>hirsutas<br>del poderoso<br>pabellón<br>tuvieron<br>un movimiento<br>negro<br>de batalla:<br><br>rugió como una ola<br>de leones<br>todo el follaje<br>de la selva<br>dura<br>y entonces<br>cayó<br>una marejada<br>de piñones:<br>los anchos<br>estuches<br>se rompieron<br>contra la tierra, contra<br>la piedra defendida<br>y desgranaron<br>su fruta, el pan postrero<br>de la patria.<br><br>Así la Araucanía<br>recompuso<br>sus lanzas de agua y oro,<br>zozobraron los bosques<br>bajo el silbido<br>del valor<br>resurrecto<br>y avanzaron<br>las cinturas<br>violentas como rachas,<br>las<br>plumas<br>incendiarias del Cacique:<br>piedra quemada<br>y flecha voladora<br>atajaron<br>al invasor de hierro<br>en el camino.<br><br>Araucaria,<br>follaje<br>de bronce con espinas,<br>gracias<br>te dio<br>la ensangrentada estirpe,<br>gracias<br>te dio<br>la tierra defendida,<br>gracias,<br>pan de valientes,<br>alimento<br>escondido<br>en la mojada aurora<br>de la patria:<br>corona verde,<br>pura<br>madre de los espacios,<br>lámpara<br>del frío<br>territorio,<br>hoy<br>dame<br>tu<br>luz sombría,<br>la imponente<br>seguridad<br>enarbolada<br>sobre tus raíces<br>y abandona en mi canto<br>la herencia<br>y el silbido<br>del viento que te toca,<br>del antiguo<br>y huracanado viento<br>de mi patria.<br><br>Deja caer<br>en mi alma<br>tus granadas<br>para que las legiones<br>se alimenten<br>de tu especie en mi canto.<br>Árbol nutricio, entrégame<br>la terrenal argolla que te amarra<br>a la entraña lluviosa<br>de la tierra,<br>entrégame<br>tu resistencia, el rostro<br>y las raíces<br>firmes<br>contra la envidia,<br>la invasión, la codicia,<br>el desacato.<br>Tus armas deja y vela<br>sobre mi corazón,<br>sobre los míos,<br>sobre los hombros<br>de los valerosos,<br>porque a la misma luz de hojas y aurora,<br>arenas y follajes,<br>yo voy con las banderas<br>al llamado<br>profundo de mi pueblo!<br>Araucaria araucana,<br>aquí me tienes!"</em></strong></div><div><br><br></div><div>O poema “<em>Oda a la Araucaria Araucana</em>”, de Pablo Neruda, descreve a “<em>formosa Araucaria” </em>como um símbolo de resistência e identidade chilena. Em seus versos, além de descrever a majestosa beleza da arvore nativa do Chile, aponta também para sua importância histórica, sendo tratada não somente como um símbolo, mas destacando a importância que a arvore representou aos povos Mapuche, nativos do sul do Chile, em sua resistência contra a invasão espanhola.</div><div>&nbsp;<br>O poema enfatiza diversos aspectos desse contexto histórico, desde a resistência contra a colonização, a luta pela liberdade e a importância da natureza e a força simbólica da araucária. <br><br>Em seus versos, diversos trechos apontam para a invasão espanhola, assim como a resistência dos povos originários:<br><br><strong><em>“Ved la guerra:<br>&nbsp;armados<br>&nbsp;los guerreros<br>&nbsp;de Castilla<br>&nbsp;y sus caballos<br>&nbsp;de galvánicas<br>&nbsp;crines<br>&nbsp;y frente<br>&nbsp;a ellos<br>&nbsp;el grito<br>&nbsp;de los<br>&nbsp;desnudos<br>&nbsp;héroes,<br>&nbsp;voz del fuego, cuchillo<br>&nbsp;de dura piedra parda,<br>&nbsp;lanzas enloquecidas<br>&nbsp;en el bosque”<br></em></strong><em><br></em>Apresenta também alguns versos muito conhecidos do autor, enfatizando a destruição provocada pela invasão espanhola aos povos daquela região:<br><br><strong><em>“La cruz,<br>&nbsp;la espada,<br>&nbsp;el hambre<br>&nbsp;iban diezmando<br>&nbsp;la familia salvaje”<br></em></strong><br>A ideia principal é trabalhar o poema que, em sua extensão, explora diversos aspectos da luta Mapuche, a importância da araucária e como essa arvore se tornou um símbolo de resistência e perseverança. O poema de Neruda permite um aprofundamento em diversos temas históricos, como a invasão empreendida pela coroa espanhola, a religião, a importância da cultura, as conexões com a natureza e as lutas pela independência, liberdade e soberania.<br><br></div><div>Diante da extensão do poema, e dos diversos temas abordados através da linguagem metafórica (e as vezes mais literal) do autor, seria possivel propor à turma uma analise que buscasse explorar e compreender as varias formas como a figura simbólica da Araucária se representa nas lutas que se desenrolaram naquela região antes, durante e após a independência, análise essa que poderia ser realizada de diversas formas, desde uma representação individual ou em grupo das percepções a respeito da leitura na integra, até mesmo em uma proposta de análise mais específica, dentros das estrofes e dos temas/contextos apresentados pelo autor.<br><br>REFERÊNCIAS: <br>NERUDA, Pablo. Oda a la Araucaria Araucana. <em>In</em>: ______. <strong>Nuevas odas elementales</strong>. Buenos Ares: Losada, 1956.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-18 18:59:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>PROPOSTA PARA SALA DE AULA </title>
         <author>alessandras6586</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2559082765</link>
         <description><![CDATA[<div>Poema “Por que cantamos”, de Mário Benedetti<br><br>Mario Beneditte foi um poeta e escritor uruguaio, integrante da geração de 45. Em seus contos e romances, estendeu sempre um olhar solidário e compreensivo para a pequena classe média Uruguaia, a aridez da vida dos burocratas, a rotina amarga de um cotidiano de pouco horizonte e sonhos restritos. Traçou as distâncias entre a esperança e a realidade, e seus personagens eram gente comum, encontrados nas mais cotidianas vivências. Famoso principalmente por sua obra em prosa, criou também peças, contos, reportagens, letras de música, ensaios. A poesia, no entanto, era a parte de sua produção que mais valorizava. Seus primeiros livros são da década de 1940, mas foi em 1956, com Poemas de Oficina, que seu nome se tornou amplamente conhecido. Tema do livro, a aridez do mundo do trabalho apareceria em muitas outras obras como um símbolo da melancolia e da imobilidade que, para seus leitores, definem a sociedade uruguaia.<br><br>PROPOSTA:&nbsp;<br>• Apresentar as obras de Mário Benedetti aos alunos, com foco no poema “Por que Cantamos”.&nbsp;<br>Imprimir uma cópia do poema e entregar para cada aluno, pedindo que todos leiam e o analisem minuciosamente. Após a leitura, é hora de levantar questionamentos sobre o poema, como por exemplo: o que eles entendem por “você perguntará por que cantamos se nossos bravos ficam sem abraço, a pátria está morrendo de tristeza e o coração do homem de fez cacos”,<br>Tracando uma linha entre o discurso literário e o discurso histórico, os instigando a pensar como essa fala se encaixa no cenário político do Uruguai.&nbsp;<br>• Depois de uma roda de conversa e discursão sobre o poema de benedetti, partimos para os questionamentos: Perguntar aos estudantes se eles acreditam que a literatura pode ser vista como uma transformação social e como isso estimula mudanças em uma sociedade. O intuito da aula é fazer com o que o aluno reflita sobre a forma que Mário Benedetti conseguiu captar a essência de classes menosprezadas e das lutas sociais de seu país, interligando a arte escrita por ele aos acontecimentos históricos do Uruguai, entrelaçando toda a América Latina.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-18 19:02:59 UTC</pubDate>
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         <title>O CORAÇÃO QUE CHORA QUE RI: CONTOS VERDADEIROS DA MINHA INFÂNCIA </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2574308382</link>
         <description><![CDATA[<div>MARYSE CONDÉ<br><br>Maryse Condé, a voz mais importante da literatura das Caraíbas, feminista e ativista, nasceu em Guadalupe em 1937. Foi bolseira de mestrado e de doutoramento em Literatura Comparada na Sorbonne. Teve uma carreira académica brilhante, e recebeu o título de Professora Emérita da Universidade de Columbia, Nova Iorque, onde viveu vários anos. Antes disso, dera aulas nas universidades de Berkeley, Virginia e Nanterre. Autora de uma vasta obra, Condé foi distinguida em 2018 com o&nbsp;New Academy Prize&nbsp;(«Nobel alternativo») da Literatura e, em 2020, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito pelo presidente Macron. O romance,&nbsp;À Espera da Subida das Águas, foi finalista de vários prémios franceses e internacionais, e nomeado, em 2021, para o&nbsp;National Book Award&nbsp;de Literatura Traduzida.<br>&nbsp;Neste que é um dos mais celebrados livros de Maryse Condé, as memórias de infância são também a narrativa de sua formação. Na Guadalupe dos anos 1940 e 1950, em um ambiente burguês, deve-se evitar falar a língua local, o créole. As convenções sociais se impõem sobre os sentimentos: não se chora diante do cadáver de um ente querido; não se comenta um divórcio na família. No contexto doméstico, cercado por mentiras, com uma mãe extremamente severa – com os outros e consigo mesma – e um pai reservado, a pequena Maryse segue o caminho da rebelião. A sua fuga para um mundo imaginário, a sede por conhecimento e por autonomia a guiam para o destino de escritora.<br><br><br>PROPOSTA&nbsp;<br><br>&nbsp;• Apresentar o livro aos alunos, e em seguida, oferecer cópias de um trecho da obra e pedir para que façam a leitura.&nbsp;<br><br>• Depois da leitura, abrir uma roda de conversa, levantando um questionamento sobre o que eles acharam do assunto em questão.<br><br>• Em seguida, pedir que cada um dos alunos façam um breve relato de suas experiências de vida,relacionando com o que foi abordado na obra,sendo uma produção anônima,coisas que eles viveram, que tenha semelhança com o que a autora vivenciou no decorrer da vida.<br><br>• Por fim,pedirei para fechar a roda de conversa com as trocas dos textos anônimos, sendo que todos irão ler, mas sem saber de quem se trata aquela experiência, porém, ficará aberto para que se alguém queira se identificar, ficará em aberto para isso.E assim fecharemos com uma breve discursao baseada na relação das experiências de cada aluno com a obra em questão.<strong><sup><br><br><br><br>Referência:<br>Condé,Maryse,1937- O coração que chora que ri: contos verdadeiros da minha infância / Maryse Condé;tradução Heloisa Moreira.-1.Ed.- Rio de Janeiro&nbsp; : Bazar do Tempo,2022.<br><br>Lucília da Câmara de Oliveira </sup></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-01 23:44:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Conto &quot;A realidade é uma doida varrida&quot; - O Livro dos Abraços de Eduardo Galeano</title>
         <author>anthonyc0727</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2576723235</link>
         <description><![CDATA[<div>Resenha do Livro<br>O <strong>Livro dos Abraços</strong>, publicado pela primeira vez em 1989, é um convite generoso para sonhadores e aqueles que cultivam memórias. Escrito em forma de contos, é composto por textos curtos, que tocam o coração, fazem rir, chorar, olhar as pequenas coisas com mais leveza e amor.</div><div>Mais do que um livro de memórias pessoais, o<strong> Livro dos Abraços</strong> reconta a trajetória de uma região: a América Latina. Escrita por Eduardo Galeano, autor de “As Veias Abertas da América Latina” (1971), a obra à primeira vista trata de textos que não possuem conexão entre si, mas que no final contam uma história: a história do autor e a nossa história comum.</div><div>A memória coletiva e individual é o que guia a leitura do livro. Resgatando memórias pessoais e de colegas, o autor, que viveu no exílio na Espanha durante a ditadura cívico-militar de seu país natal, Uruguai, elabora textos de leitura leve, mas que, quando menos se espera, tocam nossa alma provocando um alvoroço de sentimentos.</div><div>Além dessas memórias, o livro é permeado por crenças tradicionais dos povos indígenas da América e da população tão diversa que habita nosso continente. Com uma enxurrada de sentimentos, a leitura rápida engana, pois apesar de curtos, os contos são “imensos”. É o tipo de obra que requer uma, duas, três ou quantas leituras forem necessárias para se entender o que se passou na vida do autor, da América e de nós mesmos.<br><br>Proposta: <br><br>Esse livro abre um leque de possibilidades do trabalho de história da América e literatura, conseguimos extrair muitos matérias para o desenvolvimento do ensino em sala de aula. <br>O conto "A realidade é uma doida varrida" é um exemplo que pode ser utilizada para chamar a atenção para Cuba e os aspectos da Revolução Cubana. <br><br><strong>A realidade é uma doida varrida</strong><br><br><em>&nbsp;— Diga uma coisa. Diga se o marxismo proíbe comer vidro. Quero saber.</em> <br>Foi em meados de 1970, no oriente de Cuba. O homem estava lá, plantado na porta, esperando. Pedi desculpas. Disse a ele que era pouco o que eu entendia de marxismo, uma coisinha ou outra, pouquinha, e que era melhor consultar um especialista em Havana. <br><em>— Já me levaram para Havana — disse —. Os médicos de lá me examinaram. E também o comandante. Fidel me perguntou: "Vem cá, será que o seu caso não é de ignorância?" <br></em>Porque comia vidro, tinham tomado seu carnê da Juventude Comunista: <br><em>— Aqui, em Baracoa, abriram um processo.</em> <br>Trígimo Suárez era miliciano exemplar, cortador de cana de primeira fila e trabalhador de vanguarda, desses que trabalham vinte horas e recebem oito, sempre o primeiro a acudir para tombar cana ou atirar tiros, mas tinha paixão pelo vidro: <br><em>— Não é vício — explicou —. É necessidade.</em> <br>Quando Trígimo era mobilizado para colheita ou guerra, a mãe enchia sua mochila de comida: punha algumas garrafas vazias, para o almoço e o jantar, e de sobremesa, tubos de lâmpada fluorescente usada. Também punha algumas lâmpadas queimadas, para o lanche. Trígimo me levou na casa dele, no bairro Camilo Cienfuegos, em Baracoa. Enquanto conversávamos, eu bebia café e ele comia lâmpadas. Depois de acabar com o vidro, chupava, guloso, os filamentos. <br><em>— O vidro me chama. Eu amo o vidro como amo a revolução.</em> Trígimo afirmava que não havia nenhuma sombra em seu passado. Ele nunca tinha comido vidro alheio, exceto uma vez, uma vez só, quando estava louco de fome devorou os óculos de um companheiro de trabalho.&nbsp;<br><br>O conto pode funcionar como uma pequena introdução para a assimilação e sondagem do conhecimento dos estudantes sobre o tema, as interpretações obtidas podem nortear o inicio dos debates sobre a Revolução Cubana e a figura de Fidel Castro em turmas do Ensino Médio, especificamente no 3º ano.&nbsp; &nbsp;<br>A história real de Trígimo Suárez, o cubano que comia vidro, pode nos revelar sobre os processos que ocorreram no pais? Por que ele foi ao médico somente após o pedido de Fidel? O que encontramos no texto que se assemelha aos guerrilheiros camponeses? Por que ele ama o vidro como ama a revolução? &nbsp;<br>A literatura de Galeano é interessante para o trabalho introdutório das turmas. A minha proposta se resume em identificar os contextos e figuras voltadas para o processo da revolução, sua construção e similaridades dos aspectos presentes no texto com os dos levantes que mudaram os rumos de Cuba. &nbsp;<br><br>Referências:<br><br></div><div>Ribeiro, Heloísa Cristina. A Resenha: O Livro dos Abraços. Fundação Podemos, 2022. Disponível em: &lt;https://fundacaopodemos.org.br/blog/a-resenha-o-livro-dos-abracos/&gt;.<br><br>GALEANO, E. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno. 9. ed. Porto Alegre: L&amp;PM, 2002.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-03 13:08:17 UTC</pubDate>
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         <title>Romance: EU, TITUBA - bruxa negra de Salem </title>
         <author>gabrielamachado21</author>
         <link>https://padlet.com/mileiaalmeida/rb3pguq7ddldpntp/wish/2626832613</link>
         <description><![CDATA[<div>" Tituba e eu vivemos uma estreita intimidade durante um ano. Foi no correr de nossas intermináveis conversas que ela me disse essas coisas que ainda não havia confiado a ninguém"<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Maryse Condé<br><br>Nascida como Maryse Liliane Appolline Boucolon, adota o apelido/sobrenome Condé do seu primeiro casamento, com um ator guineano. Caribenha, Negra, feminista, difusora da cultura fricana no Caribe e no mundo. A respeito da permanecia com o sobrenome do ex-marido, não encontrei nada ainda, mas espero e acredito que tenha um significado ancestral e afetivo&nbsp; muito simbólico por trás da continuidade com o Condé.&nbsp;<br>Maryse Condé é uma das mais potentes escritoras do Caribe - com a licença da mais nova e saudosa Conceição Evaristo -, a mais poderosa voz de mulher na literatura contemporânea nas Américas.&nbsp;<br>Eu, Tituba: bruxa negra de Salem dá voz e corpo a uma das primeiras mulheres julgadas durante o pânico moral em torno das bruxas em Salem, Massachusetts, e silenciada por três séculos, devido à implacável historiografia racista.<br>A história de Tituba é a história das mulheres e do povo negro em diáspora. É também a história de todos que seguem sua própria verdade, em vez de professar a fé do colonizador. É a história dos que dissidem e têm na alma a liberdade.&nbsp; Na beleza e complexidade de seu enredo, apesar dos infortúnios, é sobre a história dos que fazem o bem, pois é a história dos que resistem.&nbsp;<br>Dizem que quem ler Tituba poderá ouvi-la falar a partir do invisível, e com ela aprenderá sua arte, que, por curar, desestabilizará estruturas cristalizadas, medeia novas concepções de identidades e culturas e protege as pessoas insurgentes.&nbsp;<br><br>Possibilidades de uso em sala de aula:<br><br>"Abena, minha mãe, foi violentada por um marinheiro inglês no convés do Christ the King, num dia de 16**, quando o navio zarpava para Barbados. Dessa agressão nasci. Desse ato de agressão e desprezo."<br><br>O fragmento corresponde ao inicio no primeiro capitulo do texto. Embora a escrita seja ficcional, ela possibilita o estudo de varias temáticas que nos atravessam, após o inicio da diáspora forçada imposta aos povos africanos e aos povos indígenas, como as questões históricas relacionadas a miscigenação nas Américas.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;<br>Compreendo que a leitura do texto/livro seja importante, de todo o volume. E acredito ser possível desde que se adote estratégias para tanto.&nbsp; Como livro ainda é um artigo de luxo no Brasil e, raros são os lares dos educandos de escola publica que recebem ou compram livros, a leitura de um exemplar de 250 paginas poderia ser pouco atrativo. E pode continuar sendo, ainda que a proposta seja uma leitura compartilhada: dividir a turma em duplas no máximo trios, em uma turma de 30 alunos, em média, sendo cada dupla/trio responsável por uma parte do livros... em sala, discutiríamos as questões abordadas, gradativamente, por capitulo. A síntese do capitulo poderia ser inclusive uma forma avaliativa. &nbsp; Vejo na escrita de Condé, em Eu, Tituba: Bruxa Negra de Salem, uma oportunidade de estudar a escravidão moderna a partir da narrativa/experiencia dos sujeitos escravizados.<br>Quanto ao desafio de conseguir exemplares, os direitos autorais que não me escutem, mas as fotocopiadoras existem para possibilitar a concretização dos planos de uma educadora pobre, num espaço desassistido.&nbsp;<br>Mas gostaria de deixar um depoimento, sobre uma educadora, professora de história, da escola municipal Ricarte João Machado, escola de onde ascendo, onde, durante a pandemia esta professora realiza uma vaquinha virtual e consegue a doação de vários exemplares do Diário de Anne Frank, para trabalhar com a turma de 9º ano. Isso durante e com todo desafio da pandemia. Até onde sei, foi uma experiencia fantástica. Antes de dizer que a juventude não gosta ,ou, se interessa por livros é necessário que estes tenham acesso a este recurso. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-19 06:18:07 UTC</pubDate>
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