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      <title>Espécies convergentes: O Urubu e o Abutre. by Guilherme Menezes Antonio</title>
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      <description>abra meu padlet, e nunca mais confunda essas espécies.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-09-22 00:04:39 UTC</pubDate>
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         <title>URUBU E ABUTRE</title>
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         <description><![CDATA[<div>Os urubus são conhecidos popularmente como os “abutres das Américas” e os abutres como os “urubus do Velho Mundo”. Contudo, embora sejam bastante semelhantes visualmente e nas adaptações que possuem – ambos podem se alimentar de carniça por terem um sistema imunológico fortalecido – não têm parentesco direto. Do ponto de vista evolutivo, os abutres são mais aparentados aos gaviões do que aos urubus.&nbsp;<br><br>Tanto os urubus quanto os abutres desempenham papéis ecológicos parecidos, isso é um indicativo de que eles foram submetidos a pressões seletivas semelhantes. Essas pressões levaram os grupos ao desenvolvimento das características que os tornam semelhantes.&nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:11:46 UTC</pubDate>
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         <title>O Urubu</title>
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         <description><![CDATA[<div>Os urubus (palavra de origem indígena que designa “ave preta”) são aves que pertencem à família Cathartidae e são restritas ao chamado “Novo Mundo”, ou seja, o continente americano como um todo. Estas aves possuem tamanho médio, crânio pequeno, região da cabeça sem penas, bico relativamente fraco e nem por isso pouco afiado na ponta – adaptação que lhes permite rasgar as carcaças de que se alimentam, e basicamente buscam por alimento com auxílio de seu excelente olfato. Os condores (Condor-dos-Andes e Condor-da-Califórnia) são da mesma família dos urubus, porém, tem porte bem maior. Os urubus mais conhecidos são o Urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) e o Urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura).&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:17:17 UTC</pubDate>
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         <title>O Abutre</title>
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         <description><![CDATA[<div>Os <strong>abutres</strong>, por sua vez, pertencem à família Accipitridae (a mesma que engloba águias e gaviões), e são típicos do chamado “Velho Mundo”, o que corresponde à África, Europa e Ásia. Enquanto existem cinco espécies de urubus (e duas de condores, seus parentes), existem dezesseis espécies de abutres por todo o Velho Mundo. Os abutres, em geral, têm maior porte, bico mais forte, buscam seu alimento com auxílio da ótima visão, alguns têm pescoço relativamente longo (se comparado com os dos nossos urubus, por exemplo) e excetuando-se o Abutre-barbudo (<em>Gypaetus barbatus</em>), os outros não tem a cabeça tão coberta por penas, ou simplesmente elas também estão ausentes, assim como nos urubus. Mas atente sempre para as exceções. Existem abutres menores que não apresentam todas estas características citadas acima. Um ótimo exemplo é o Abutre-egípcio (<em>Neophron percnopterus</em>).&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>consegue entender a diferença?</title>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Saiba que nem todo urubu é preto! Por exemplo, o urubu-rei (<em>Sarcoramphus papa</em>) é uma ave grande e de aspectos morfológicos um pouco diferenciado, muito colorida, diferente do urubu-de-cabeça-preta ou do urubu-de-cabeça-vermelha. Do mesmo modo, o abutre-real (<em>Torgos tracheliotus</em>) é um pouco maior e possui algumas características que o torna único dentre os abutres.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:23:33 UTC</pubDate>
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         <title>Ameaça</title>
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         <description><![CDATA[<div>Até mesmo estas importantes e magníficas aves, muitas vezes tratadas pelo homem com repulsa, correm risco de extinção. Do lado dos urubus, mas não precisamente um deles, o caso mais emblemático é o do Condor-da-califórnia (<em>Gymnogyps californianus</em>), espécie única da América do Norte, que atualmente está muito ameaçada por conta de caça ilegal, envenenamento por chumbo, DDT (um famoso pesticida), coleta de ovos, linhas de transmissão de energia, e claro, destruição de seu hábitat.</div><div>Eles sofrem muito com isso uma vez que são aves que se reproduzem em taxas muito baixas e tem maturidade sexual tardia. Já no caso dos abutres, o exemplo mais conhecido de risco a estas aves está relacionado ao envenenamento de carcaças de gado com diclofenaco (um antibiótico de uso humano e veterinário) principalmente na Índia (veja o vídeo logo abaixo). Naquele país, o gado bovino não é utilizado como carne de consumo humano e as carcaças são jogadas em áreas abertas, às vezes em grande número. Muitos destes animais, quando em vida, foram tratados com o diclofenaco, que permanece em seu corpo mesmo após morrerem. Quando o abutre se alimenta desta carne contaminada, passa a sofrer de problemas renais que o levam à morte (assista o vídeo anexado a esta postagem para conhecer melhor o assunto). O mesmo problema ocorreu também ao falcão pelegrino nos EUA na década de 1970, <a href="https://www.euquerobiologia.com.br/2013/12/a-poluicao-e-espessura-da-casca-dos.html">quase levando a espécie à extinção</a>. A perda de urubus e abutres nos ecossistemas tem um sério risco ecológico, uma vez que seu alimento é o substrato ideal para diversos microorganismos que são potencialmente prejudiciais tanto à fauna quanto ao homem. Com a ausência destas aves, problemas epidemiológicos relacionados a estes patógenos aumentam consideravelmente. Por isso, é importante aprender sobre sua biologia e compreender sua relevância no contexto ecossistêmico como um todo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:25:47 UTC</pubDate>
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         <title>habitat:Urubu</title>
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         <description><![CDATA[<div>Habitam regiões permeadas, matas e campos com claridade, afastadas de centros urbanos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:36:17 UTC</pubDate>
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         <title>habitat: Abutre </title>
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         <description><![CDATA[<div>abutres são animais encontrados na África, Ásia e Europa, sendo observados geralmente em regiões abertas, como pastagens e savanas.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:38:01 UTC</pubDate>
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         <title>Alimentação do urubu.</title>
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         <description><![CDATA[<div>São aves saprófagas que apresentam características peculiares decorrentes das adaptações ao hábito de se alimentarem principalmente de carne em putrefação. Embora também se alimentem de sementes de palmeiras, cocos, frutas, ovos e filhotes de aves. O mais conhecido dos urubus é o urubu-de-cabeça-preta.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:49:09 UTC</pubDate>
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         <title>Alimentação do abutre </title>
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         <description><![CDATA[<div>Os abutres são aves necrófagas, que se alimentam quase exclusivamente de cadáveres de animais mortos. Ao contrário de outras grandes aves, como as águias, os abutres não possuem bico e garras afiadas nem um voo ágil adaptado a caçar animais vivos e em bom estado de saúde.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:50:16 UTC</pubDate>
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         <title>Conseguiu entender?</title>
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         <description><![CDATA[<div>Esse é um exemplo que nos permite compreender o âmago da evolução convergente, pois é inegável o quanto urubus e abutres se parecem. É bastante interessante observar como as pressões ambientais podem levar para um mesmo caminho e desenvolvimento de características semelhantes. A evolução convergente é um tema que merece atenção nos seus estudos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:57:35 UTC</pubDate>
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         <title>Análise de fósseis </title>
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         <description><![CDATA[<div><br>O conceito de evolução convergente pode ser compreendido e estudado atualmente em grande parte devido ao estudo de fósseis. Os registros fósseis têm um papel preponderante na confirmação desse conceito porque permitem conhecer as diferentes espécies que habitaram a Terra ao longo de milhões de anos.&nbsp;<br><br>O estudo dos fósseis permite a identificação de parentescos entre as espécies atuais e outras que já foram há muito tempo extintas. As evidências são buscadas a partir da análise dos traços anatômicos, fisiológicos e morfológicos. Trata-se de um campo de estudo fascinante e que permite compreender um pouco mais sobre como a vida evoluiu em nosso planeta até chegar ao momento atual.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-22 00:59:12 UTC</pubDate>
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