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      <title>Túmulo de D. Rodrigo Sanches by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-07-25 16:49:53 UTC</pubDate>
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         <title>Túmulo D. Rodrigo Sanches</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>O túmulo de D. Rodrigo Sanches é uma joia da nossa arquitetura tumular e revela-se inovador em muitas das suas características. Começa, ao contrário da maioria dos túmulos, por ser famoso não pela figura que albergou, mas pela sua realização artística. D. Rodrigo Sanches teria sido mais um, entre os vários bastardos de D. Sancho I, não fosse o facto de sua irmã D. Constança Sanches lhe ter mandado erigir tão belo cenotáfio entre 1258 e 1264. É o monumento mais antigo de Grijó com mais de 700 anos.<br>Esteve colocado na Capela de Santa Maria da anterior igreja do mosteiro de Grijó. Aquando da nova construção, em 1626, foi transferido para um arcossólio nos claustros onde permaneceu parcialmente encarcerado durante 387 anos. A sua transladação para o atual local demorou cerca de 80 anos, após autorização oficial para a mesma.<br>É considerado Monumento Nacional desde 1910. Trata-se de uma obra do românico com uma transição para o estilo gótico, sendo em alguns aspetos pioneiro nas mudanças e inovações artísticas: é o jacente mais antigo do Entre Douro e Minho e o primeiro exemplo de importação de uma obra da zona de Coimbra; é o segundo jacente mais antigo do país; apresenta a mais antiga representação do filho de um rei português da primeira dinastia; é o primeiro monumento funerário português com duas almofadas a apoiar a cabeça da jacente; encontramos, pela primeira vez, representadas figuras angélicas junto de um jacente português; trata-se do primeiro túmulo jacente a fornecer dados para o estudo da indumentária militar; apresenta a mais antiga representação das armas de D. Sancho I. Entre a escultura funerária portuguesa singulariza-se por documentar o início da arte gótica, embora ainda pautada por algumas reminiscências da estética anterior. Em toda a escultura tumular e retabular portuguesa dos séculos XII a XIV, esta é a única obra com a figuração do tema da Virgem Maria e da Infância de Cristo. O Calvário do túmulo de Grijó é, não só o primeiro, como o único e inaugura o tema de Adão ressuscitado aos pés da cruz. O modelo de cinto da Virgem Maria e de D. Rodrigo Sanches é o mais antigo conhecido, só encontraremos paralelo na imaginária portuguesa do século XIV. É o primeiro monumento funerário no qual observamos o uso da microarquitetura como se pode observar na face lateral esquerda onde observamos uma arcaria assente em colunas bem como na cabeceira onde há um arco trilobado assente em duas colunas. Uma “marca de autor", são as grandes e salientes orelhas das diferentes figuras, sinal claro da oficina que aqui trabalhou.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 16:52:37 UTC</pubDate>
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         <title>Estátua Jacente</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>A estátua jacente de D. Rodrigo Sanches apresenta a cabeça apoiada sobre duas almofadas e ostenta um curioso corte de cabelo. Tem vestida uma capa presa nos ombros. Enverga um pelote comprido, a camisa ostenta uma pequena carcela vertical debruada. Entre as mãos repousa a sua espada. A proteger as pernas podem-se observar as caneleiras. Calça sapatos e enverga esporas. À direita da sua cabeça está um anjo psicopompo, segurando um lençol de onde emerge a alma de Rodrigo Sanches, representada por uma figura de criança desnudada. Aos seus pés encontramos um conjunto de quatro anjos numa notável composição.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 16:53:41 UTC</pubDate>
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         <title>Cabeceira - Epifania</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>A cabeceira do túmulo representa o início do «Ciclo da Redenção». Apresenta duas cenas: a Epifania ou Adoração dos Reis Magos e a Apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém. O quadro da epifania ajuda a resolver o enigma da 13ª figura do seu lateral esquerdo, que ao longo dos tempos deu origem a variadas interpretações e que agora, reveladas as quatro faces do monumento, se descobriu tratar-se do terceiro Mago. Neste quadro Maria apresenta-se sentada no trono segurando o Menino no seu colo. O Menino ergue a mão direita em sinal de bênção. À esquerda duas figuras coroadas com presentes nas mãos são os dois Magos. O terceiro Mago encontra-se na outra face do túmulo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 16:54:13 UTC</pubDate>
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         <title>Cabeceira - Apresentação</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na outra metade da cabeceira está representada a Apresentação de Jesus no Templo de Jerusalém. Ao centro Maria com Menino ao colo. À sua esquerda representou-se José, levando os dois pombos para o sacrifício. E à direita, segurando um sudário, o velho Simeão, pronto para receber o Menino e iniciar o ritual de purificação.&nbsp; &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 17:08:46 UTC</pubDate>
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         <title>Face Lateral esquerda</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>A face lateral esquerda, que já era conhecida, apresenta ao centro, Cristo em majestade, sentado no trono, dentro de uma moldura amendoada. Rodeado pela representação alegórica dos seus quatro Evangelistas: em cima à esquerda, o Anjo (símbolo de S. Mateus); à direita a Águia (símbolo de S. João); em baixo e à esquerda o Touro (símbolo de S. Lucas); à direita o Leão (símbolo de S. Marcos). À esquerda deste campo central encontramos seis edículas e à sua direita sete, todas definidas por arcos de volta perfeita apoiados em capitéis, colunas e bases. Esta arcatura abriga os Doze Apóstolos, cada um em seu nicho, dialogando dois a dois, e termina com a célebre 13ª figura coroada que, como acabamos de ver, não é mais do que o terceiro Mago da cena da Epifania.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 17:19:05 UTC</pubDate>
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         <title>A Crucificação</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na secção do sarcófago correspondente aos pés foi incluída uma Crucifixão. A cena da Crucifixão é, a todos os títulos, notável e de uma enorme riqueza iconográfica. A cruz de braços largos e remates flordelizados é inspirada na Cruz de Ouro de D. Sancho I. O escultor representou Cristo coroado, crucificado com quatro cravos e com um sorriso nos lábios. Na esquerda está representada a Virgem Maria, com a cabeça coberta por véu e à direita S. João Evangelista. Apesar de ostentarem um sorriso ambos exteriorizam dor: a Senhora com as duas mão cuzadas no peito e S. João com a mão na face. A ladear a Virgem foi representado um pequeno Anjo com as mãos em prece. Em posição simétrica um segundo anjo ampara S. João. Na base da Cruz representou-se Adão. Na metade superior da Crucifixão encontramos mais duas figuras: à esquerda um Anjo segurando um turíbulo, aspergindo incenso; à direita um outro Anjo segurando um pequeno vaso.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 17:20:18 UTC</pubDate>
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         <title>Face Lateral Direita</title>
         <author>joaodesousa4</author>
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         <description><![CDATA[<div>No lateral direito o trabalho de escultura é notoriamente vegetalista. Apoiada na moldura inferior está o focinho de um animal de cuja boca sai o caule de videira que penetra no interior do monumento por quatro orifícios circulares (não se conhece nada de semelhante no panorama artístico nacional). Estão igualmente representados dois escudos. O mais perto da cabeceira trata-se do escudo paterno (a mais antiga representação das armas de D. Sancho I) e o outro à heráldica materna. Junto ao escudo paterno estão representadas duas vieiras. À direita do escudo materno estão dois quadrifólios. Na parte inferior direita o escultor volta a surpreender com um pequeno leão, com a cabeça voltada para trás, pata dianteira esquerda elevada e cauda ereta.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-25 17:20:30 UTC</pubDate>
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