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      <title>Meu padlet harmonioso by Matheus Soares alvares</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-24 20:53:52 UTC</pubDate>
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         <title>Terenas</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
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         <description><![CDATA[<p>Os Terena são um povo indígena brasileiro que fala a língua Aruak e habita principalmente o estado do Mato Grosso do Sul, além de partes de São Paulo. A história de contato dos Terena com europeus remonta ao século XVI, quando os espanhóis, explorando rotas para os Andes, estabeleceram relações com os Terena, então chamados de Guaná, na região do Chaco paraguaio. Esse contato inicial marcou o início de profundas mudanças para os Terena devido à colonização europeia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 20:59:17 UTC</pubDate>
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         <title>Começo</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
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         <description><![CDATA[<p>No século XVIII, para escapar dos efeitos devastadores da colonização, os Terena migraram para o atual território brasileiro, estabelecendo-se no Mato Grosso do Sul. Contudo, não tardaram a enfrentar conflitos resultantes da colonização, destacando-se a Guerra do Paraguai (1864-1870), durante a qual os Terena tiveram de lutar para manter seus territórios. Após a guerra, a ocupação não indígena na região fronteiriça com o Paraguai exacerbou problemas para os Terena, incluindo a destruição de suas plantações por rebanhos de fazendas e a limitação de suas terras a pequenas áreas </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:00:00 UTC</pubDate>
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         <title>Guerra do paraguai</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
         <link>https://padlet.com/matheussoaresalvares/r18hs5db6yud9wlc/wish/2931606292</link>
         <description><![CDATA[<p>A eclosão do conflito entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, no final de 1864, viria a mudar de forma dramática a vida de toda a nação Guaná, inaugurando um novo tempo. Um dos palcos do conflito foi justamente em território destes povos que, aliado dos brasileiros, sofreram ataques e represálias por parte das tropas invasoras. É certo que todas as aldeias então existentes na região dos rios Miranda e Aquidauana se dispersaram, com seus habitantes buscando refúgio em matos inacessíveis na região (como o lugar chamado <em>Pulôwô'uti</em>, para aonde foram os moradores de Cachoeirinha) ou nas serras de Maracajú (onde Taunay esteve em 1866, perto do córrego Piranhinha e utilizada como refúgio pelos Kiniquinau).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:14:08 UTC</pubDate>
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         <title>Guerra do Paraguai</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
         <link>https://padlet.com/matheussoaresalvares/r18hs5db6yud9wlc/wish/2931608047</link>
         <description><![CDATA[<p>Apesar da intensa participação dos Guaná em favor das forças imperiais e na defesa de suas terras</p><p>o governo do Império não reconheceria estes esforços, não consignando um palmo sequer de terras para os Guaná – como o faria, em 1880, para os Kadiweu na concessão de cerca de 500 mil hectares de terras na região do Nabileque/Bodoquena</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:18:15 UTC</pubDate>
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         <title>Os impactos do pós-guerra</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
         <link>https://padlet.com/matheussoaresalvares/r18hs5db6yud9wlc/wish/2931610854</link>
         <description><![CDATA[<p>Findo o conflito com o Paraguai, o antigo território das aldeias já era disputado por novos "proprietários", em geral oficiais desmobilizados do exército brasileiro e comerciantes que lucraram com a guerra e permaneceram na região.</p><p>De fato, o conflito com o Paraguai acarretou uma mudança radical no modus vivendi dos Guaná com a população brasileira local. Se antes a relação era de mútua dependência, alicerçada na troca recíproca entre os índios e as tropas regulares que formavam a população dominante nos “presídios” de Miranda e Albuquerque, depois da guerra as populações indígenas passaram a se relacionar com um grupo humano heterogêneo e oportunista – e que passaria a receber apoio oficial para a “colonização” da região conflagrada. Nesses novos tempos, a antiga relação de respeito e solidariedade seria alterada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:24:19 UTC</pubDate>
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         <title>Os Terena e o SPI</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
         <link>https://padlet.com/matheussoaresalvares/r18hs5db6yud9wlc/wish/2931612030</link>
         <description><![CDATA[<p>Nas décadas de 1910 e 1920, dois fatos significativos marcariam a história Terena: a criação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), esta última responsável direto pelo aumento da população não-indígena da região sulmatogrossense em cinco vezes ao longo de duas décadas.</p><p>O SPI instalaria seus postos na década de 1920, com o objetivo de levar aos Terena os objetivos da "proteção fraternal" preconizada por Rondon – o quê, ao menos nos primeiros anos, foi de fato tentado. Mas logo essa "proteção", que deveria ser de direitos, foi sendo gradualmente transformada em imposição ideológica, culminando na perda do que ainda restava da autonomia política dos Terena.</p><p>O "encarregado do posto", em pouco tempo, passaria a interferir em praticamente todos os aspectos da vida social Terena: da mediação de conflitos internos entre famílias à lavratura – e guarda dos registros – das ocorrências civis (nascimento, casamento e óbitos) até a gestão dos contratos de trabalho e estabelecimento de uma "guarda indígena" para a manutençao da "ordem": em cada detalhe e momento, ficava marcado que os Terena, ali, viviam por concessão. Como veremos adiante, no caso de Buriti, um chefe do posto – na década de 1920 – foi o responsável direto pela "autorização" para que um fazendeiro vizinho se apropriasse de uma gleba de terras dos índios, contribuindo ainda para a expulsão da aldeia ali estabelecida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:26:42 UTC</pubDate>
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         <title>Organização social</title>
         <author>matheussoaresalvares</author>
         <link>https://padlet.com/matheussoaresalvares/r18hs5db6yud9wlc/wish/2931615358</link>
         <description><![CDATA[<p>Em todas as terras Terena, hoje, o “setor” (como os próprios índios chamam e é sinônimo de "aldeia") é a unidade social mais inclusiva, dotado de autonomia política própria, ou seja, possui um "cacique" e um "conselho tribal" que responde pelas relações políticas de cada setor. Menos em Cachoeirinha, onde a figura do "cacique geral" ainda permanece em vigor. Vinculado estritamente à aldeia sede (do Posto Indígena), portanto, o controle político da Reserva passa ainda pelas lideranças desta aldeia; nos demais setores, o "cacique geral" administra a eleição e processo de escolha do "cacique" local. Este arranjo político ainda é fonte de muitas disputas e tensões entre os setores e o "cacique geral" (e o Posto Indígena da Funai, conseqüentemente). Em suma, contrariamente ao que se passa na maioria das outras Reservas, na de Cachoeirinha os setores têm uma autonomia político-administrativa apenas relativa (aos interesses estritos das suas áreas jurisdicionadas e seus habitantes).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-24 21:33:45 UTC</pubDate>
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