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      <title>Palavras que Pintam: Figuras de Linguagem sob a Noite Estrelada by JOAO GUILHERME LACERDA BAHIA MENARDO</title>
      <link>https://padlet.com/58003832/r10r85nukia3pj6j</link>
      <description>João Guilherme Lacerda Bahia Menardo, Flávio Luis Santos de Oliveira Junior, Maitê Valentina Alves Soares ,Maria Eduarda dos Santos Gomes ,Yuri Luiz Ferreira da Silva</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-06 11:24:22 UTC</pubDate>
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         <title>Eufemismo </title>
         <author>58003832</author>
         <link>https://padlet.com/58003832/r10r85nukia3pj6j/wish/3538574285</link>
         <description><![CDATA[<p>Marvim </p><p><br></p><p>[…]</p><p>Trabalhava feito um burro nos campos</p><p>Só via carne se roubasse um frango</p><p>Meu pai cuidava de toda a família</p><p>Sem perceber segui a mesma trilha</p><p>E toda noite minha mãe orava</p><p>Deus era em nome da fome que eu roubava</p><p>Dez anos passaram, cresceram meus irmãos</p><p><strong>E os anjos levaram minha mãe pelas mãos.</strong></p><p><strong>[…]</strong></p><p><br></p><p>TITÃS. Marvim.</p><p><br></p><p>Neste trecho, percebe-se a utilização da figura de linguagem chamada eufemismo no último verso. Em vez de expressar de forma direta a dor da perda, o compositor escolhe dizer que “os anjos levaram minha mãe pelas mãos”. Essa escolha suaviza a forte e dolorosa realidade da morte, conferindo ao sentimento uma delicadeza poética e um toque de esperança.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 12:25:32 UTC</pubDate>
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         <title>Polissíndeto </title>
         <author>58003832</author>
         <link>https://padlet.com/58003832/r10r85nukia3pj6j/wish/3538580497</link>
         <description><![CDATA[<p>A um Poeta</p><p><br></p><p>Longe do estéril turbilhão da rua,<br>Beneditino, escreve! No aconchego<br>Do claustro, na paciência e no sossego,<br>Trabalha<strong>, e teima, e lima, e sofre, e sua!</strong><br><br>Mas que na forma se disfarce o emprego<br>Do esforço; e a trama viva se construa<br>De tal modo, que a imagem fique nua,<br>Rica mas sóbria, como um templo grego.<br><br>Não se mostre na fábrica o suplício<br>Do mestre. E, natural, o efeito agrade,<br>Sem lembrar os andaimes do edifício:<br><br>Porque a Beleza, gêmea da Verdade,<br>Arte pura, inimiga do artifício,<br>É a força e a graça na simplicidade.</p><p><br>BILAC, Olavo.</p><p><br></p><p>No poema “A um Poeta”, de Olavo Bilac, destaca-se a presença do polissíndeto, especialmente no verso “e teima, e lima, e sofre, e sua!”. A repetição enfática do conectivo “e” confere ritmo intenso e reforça a persistência e a força das ações expressas, criando um efeito de continuidade e insistência que envolve o leitor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 12:37:46 UTC</pubDate>
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         <title>Metonímia </title>
         <author>58003832</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na manchete da notícia, observa-se o uso da metonímia do tipo “parte pelo todo”, pois o termo “Casa Branca” não se refere literalmente ao edifício, mas simboliza a administração do presidente dos Estados Unidos. Essa figura de linguagem oferece uma forma concisa e eficaz de atribuir falas ou ações ao governo, conferindo maior impacto e clareza à informação.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 13:38:13 UTC</pubDate>
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         <title>Paradoxo </title>
         <author>58003832</author>
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         <description><![CDATA[<p>“Só sei que nada sei” Sócrates (470a.c.-399a.c.)</p><p><br></p><p>Na breve citação de Sócrates, revela-se a figura de linguagem conhecida como paradoxo, pois ele expressa uma ideia aparentemente contraditória e ilógica ao afirmar que sabe que não sabe nada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 13:57:07 UTC</pubDate>
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         <title>Antítese </title>
         <author>58003832</author>
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         <description><![CDATA[<p>Antítese </p><p><br></p><p>Sou bela, sou fera</p><p>Sou Isolamento e sedução</p><p>Tempestade, calmaria </p><p>Sou Eu sou repouso e erupção</p><p>&nbsp;</p><p>Sou desejo&nbsp; e apatia</p><p>Fantasia e aflição</p><p>Sou ternura, desapego</p><p>Abertura</p><p>Sou prisão</p><p>&nbsp;</p><p>Sou loucura, sensatez</p><p>Sou mistério e solução</p><p>Sou espera, impaciência</p><p>Sou amor</p><p>Eu sou paixão </p><p>Sou vazio, plenitude</p><p>Sou o sim e sou o não</p><p>Sou muit...</p><p><br></p><p>TOLEDO, Lu. Antítese.</p><p><br></p><p>Na letra da música, destaca-se a presença marcante de diversas antíteses, como nos versos “sou bela, sou fera”, “tempestade, calmaria” e “sou repouso e erupção”. Nesses trechos, o compositor contrapõe ideias de sentidos opostos, revelando a complexidade e a dualidade dos sentimentos expressos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 14:00:38 UTC</pubDate>
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         <title>Zeugma </title>
         <author>58003832</author>
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         <description><![CDATA[<p>Canção do exílio </p><p>[…] </p><p>Nosso céu tem mais estrelas,<br>Nossas várzeas têm mais flores,<br>Nossos bosques têm mais vida,<br><strong>Nossa vida mais amores </strong></p><p>[…] </p><p><br></p><p>(DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. 1846)</p><p><br></p><p>No poema de Gonçalves Dias, observa-se a presença da zeugma, uma figura de linguagem caracterizada pela omissão de um termo já mencionado anteriormente. No último verso do quarteto, o autor suprime o verbo têm, presente nos versos anteriores, evitando sua repetição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 17:32:50 UTC</pubDate>
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         <title>Apóstrofe </title>
         <author>58003832</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na tirinha, observa-se a presença da apóstrofe, figura de linguagem caracterizada pela invocação de alguém ou algo. No primeiro quadro, há o uso do vocativo “Filho”, empregado pela mãe para dirigir-se diretamente ao seu filho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-08 17:43:05 UTC</pubDate>
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         <title>Sinestesia </title>
         <author>58003832</author>
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         <description><![CDATA[<p>Macunaíma,o herói sem caráter </p><p><br/></p><p>“Esta chuvinha de água viva esperneando luz e ainda com<strong> gosto de mato longe, meio baunilha, meio manacá, meio alfazema</strong>.”</p><p><br/></p><p>ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.</p><p><br/></p><p>No trecho, Mário de Andrade utiliza a sinestesia ao combinar sensações de diferentes sentidos em uma única imagem poética. Expressões como “esperneando luz” unem movimento e visão; “gosto de mato longe” mistura paladar, olfato e percepção espacial; e “meio baunilha, meio manacá, meio alfazema” fundem aromas (olfato) e sabores (paladar). Essa fusão sensorial cria uma descrição intensa e multifacetada, que transporta o leitor para uma experiência simultaneamente visual, tátil, gustativa e olfativa.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-11 20:50:34 UTC</pubDate>
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