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      <title>O processo motivacional em crianças com autismo  by Catarina Carneiro</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-13 10:17:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
         <link>https://padlet.com/catarinaacarneiro19/qx0f9ki2iinchuwv/wish/2200683554</link>
         <description><![CDATA[<div>O autismo é uma síndrome comportamental caracterizada como um distúrbio de desenvolvimento, nomeadamente no que concerne ao neuro-desenvolvimento. Caracteriza-se por disfunções a nível das capacidades físicas, sociais e linguísticas, apontando também anormalidades no relacionamento com objetos, eventos e pessoas. Estudos realizados demonstram que os fatores emocionais não são causadores isolados da doença, e que fatores biológicos aparecem em quase ou em todos os casos de autismo, porém ainda não foi descoberto um marcador biológico específico. (Arons, M., &amp; Gittens, T., 1992).<br><br></div><div>A expressão “autismo” foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda do contacto com a realidade, o que acarretava uma grande dificuldade ou impossibilidade de comunicação.&nbsp;<br><br></div><div>Kanner, em 1943, usou a mesma expressão para descrever 11 crianças que tinham em&nbsp; comum um comportamento bastante original. Sugeriu que se tratava de uma inabilidade inata para estabelecer contacto afetivo e interpessoal e que era uma síndrome bastante rara, mas, provavelmente, mais frequente do que o esperado, pelo pequeno número de casos diagnosticados.&nbsp;<br><br></div><div>Em 1944, Asperger descreveu casos em que havia algumas características semelhantes ao autismo em relação às dificuldades de comunicação social em crianças com inteligência normal.<br><br></div><div>Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, a Perturbação do Espetro do Autismo é "uma síndrome neuro-comportamental com origem em perturbações do sistema nervoso central que afeta o desenvolvimento típico da criança. Os sintomas surgem nos primeiros três anos de vida e incluem três grandes domínios de perturbação: social, comportamental e comunicacional”<br>&nbsp;(American Psychiatric Association, <em>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders</em> (DSM-5), 2013).</div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>Os traços típicos do autismo são:<br></strong><br></div><div>1.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Movimentos motores estereotipados ou repetitivos, ou uso de objetos ou fala de modo repetitivo e constante.<br>&nbsp;‍</div><div>2.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Dificuldades ao nível da reciprocidade emocional, isto é, em iniciar e/ou manter uma conversa com outras pessoas, partilhar interesses e interagir socialmente.<br>&nbsp;‍</div><div>3.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Dificuldades ao nível da comunicação não verbal, isto é, em entender, descodificar e replicar a linguagem não verbal.<br>&nbsp;‍</div><div>4.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Dificuldades em desenvolver e manter relacionamentos.<br>&nbsp;‍</div><div>5.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Adesão inflexível ou insistência em manter rotinas, ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não-verbal.<br>&nbsp;‍</div><div>6.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Interesses específicos em diferente intensidade e/ou foco.<br>&nbsp;‍</div><div>7.&nbsp; &nbsp; &nbsp;Hiper ou hiposensibilidade (elevada ou baixa reatividade) a estímulos sensoriais.<br><br></div><div>Inclui uma vasta amplitude de pessoas que têm dificuldades de aprendizagem severas e capacidades relacionais e de comunicação limitadas até pessoas que são cognitivamente capazes e têm boa aptidão verbal (e.g., Síndrome de Asperger).<br><br></div><div>Resumindo, a expressão clínica do autismo varia bastante: de pessoa para pessoa e também em cada pessoa ao longo do seu ciclo de vida.<br><br></div><div>No presente projeto, analisar-se-á a motivação de um conjunto de crianças, entre os 6 e os 13 anos, diagnosticadas com a perturbação do espetro do autismo (PEA). Desta forma, e através da implementação de diversas e variadas atividades com esta amostra, procuraremos compreender a motivação destas crianças, também na tentativa de intervir positivamente no ciclo motivacional das mesmas.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 10:02:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
         <link>https://padlet.com/catarinaacarneiro19/qx0f9ki2iinchuwv/wish/2200690481</link>
         <description><![CDATA[<div>Araujo, N. A., Solidade, D. S. da., Leite, T. S. A. (2018). A musicoterapia no tratamento de crianças com autismo: revisão integrativa. <em>Facema</em>, 4(2), 1102-1106.<br><br>Lampreia C. (2007). A perspetiva desenvolvimentista para a intervenção precoce no autismo. <em>Estudos de Psicologia (Campinas)</em>, 24(1), 105-114. <a href="https://doi.org/10.1590/S0103-166X2007000100012">https://doi.org/10.1590/S0103-166X2007000100012<br><br></a>Melo, P. &amp; Fonseca, R. (24 de janeiro de 2022). Proposta pedagógica aquática para crianças com Perturbação do Espectro de Autismo (PEA). AIDEA. <a href="http://asociacionaidea.com/recursos/recursos-pedagogicos/">http://asociacionaidea.com/recursos/recursos-pedagogicos/</a><a href="https://doi.org/10.1590/S0103-166X2007000100012"><br></a><br></div><div>Koegel, R., Mentis, M. (1985). Motivation in childhood autism: Can they or won't they?. <em>Journal of Child Psychology and Psychiatry</em>, 26(2), 185-191. <a href="https://doi.org/10.1111/j.1469-7610.1985.tb02259.x">https://doi.org/10.1111/j.1469-7610.1985.tb02259.x<br><br></a>Santos, J. R. dos. (2021). Atuação do terapeuta ocupacional na equoterapia em crianças com transtorno do espectro autista: estimulando a motivação sob a perspetiva do modelo da ocupação humana. <em>Revista Interinstitucional Brasileira Terapia Ocupacional</em>, 2(5), 235-243. <a href="https://revistas.ufrj.br/index.php/ribto/article/view/35199">https://revistas.ufrj.br/index.php/ribto/article/view/35199</a></div><div><br></div><div><a href="http://asociacionaidea.com/recursos/recursos-pedagogicos/"><br></a><br></div><div><a href="https://doi.org/10.1111/j.1469-7610.1985.tb02259.x"><br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 10:11:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
         <link>https://padlet.com/catarinaacarneiro19/qx0f9ki2iinchuwv/wish/2201210002</link>
         <description><![CDATA[<div>Tal como referido anteriormente, as crianças autistas apresentam dificuldades de interação social, comunicação e comportamento. No âmbito de interferir nos processos motivacionais é importante ter em conta a variabilidade da gravidade da perturbação e das suas manifestações, tais como: hiper ou hiposensibilidade; agilidade ou descoordenação motora; comunicação verbal ou não verbal; entre outros.<br><br></div><div>Ao observarmos o comportamento destas crianças conseguimos perceber que o seu nível de desempenho é muito baixo refletindo uma possível falta de motivação para aprender (Koegel &amp; Egel, 1979; Mittler, 1966).&nbsp;<br><br></div><div>Vários investigadores sugerem que a motivação destas crianças pode encontrar-se reprimida pela exposição repetida a experiências de fracasso (Clark &amp; Rutter, 1979). De facto, estudos realizados por Koegel e Egel (1979) demonstraram que as crianças autistas têm tendência a responder incorretamente quando lhes é apresentada alguma tarefa. Nesta tentativa de intervenção, podem ser criados constrangimentos acidentais que façam com que a criança não se sinta minimamente recompensada. Pelo contrário, sentir-se-á continuamente frustrada e sem motivação. Este estado poderá levar a uma situação de desamparo aprendido que resulta na lentidão dos indivíduos para iniciar respostas (comportamentos) e na sua maior dificuldade em aprender a contingência da responsabilidade.<br><br></div><div>Em contraste, também observamos crianças autistas capazes de desempenhar uma função a um nível mais elevado do que o expectável. De facto, influência positiva do sucesso na motivação através de efeitos do controlo partilhado (opção de escolha da atividade) e a utilização de atividades preferidas pela criança, foi claramente demonstrada num estudo realizado por O'Dell e outros autores (1983). Os resultados sugerem que, reforçando as tentativas de comunicação não forçada e tendo em conta a variabilidade intraespecífica, a motivação das crianças para manter o interesse e a atenção numa tarefa pode ser aumentada.<br><br></div><div>Ter em conta as particularidades da criança autista com quem lidamos, pode ser mais importante para aumentar a motivação antes ainda de refinar as atividades que estão a ser ensinadas através do ajustamento e adaptação de comportamentos (Dyer et al., 1983).<br><br></div><div>Através deste programa de motivação, pretendemos fazer um diagnóstico de necessidades de cada criança, percebendo quais as limitações e quais são os estímulos catalisadores para obtermos respostas (comportamentos) de modo a concretizar vários objetivos que dependendo de cada caso serão: obter contágio emocional, coordenação afetiva (permitindo o desenvolvimento de alguns aspetos da atenção compartilhada), comunicação intencional, empatia, fortalecer as habilidades de processamento sensorial (como a modulação e a integração sensório-motor), alcançar desafios percecionais e motores, realizar atividades de processamento visuoespacial e discriminação tátil.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 18:08:29 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
         <link>https://padlet.com/catarinaacarneiro19/qx0f9ki2iinchuwv/wish/2201232298</link>
         <description><![CDATA[<div>A escala ATA (Escala de Avaliação de Traços Autísticos) é composta por 23 subescalas, cada uma das quais dividida em diferentes itens. A escala ATA é um instrumento de fácil aplicação, acessível a tanto a profissionais que têm contato direto com a população autista, por exemplo, professores, como aos&nbsp; pais, informando o estado atual do indivíduo. Esta escala baseia-se na observação e permite fazer seguimentos longitudinais da evolução, tendo por base a sintomatologia autística, auxiliando também a elaboração de um diagnóstico mais confiável desses quadros. É administrada após informação detalhada dos dados clínicos e evolutivos da criança, podendo auxiliar no processo terapêutico, possibilitando a avaliação constante. Pode ser aplicada a partir dos dois anos de idade e, mesmo considerando-se que apresenta muitos itens específicos, os autores referem ao redor de 20 a 25 minutos para s sua concretização.<br>&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>Nome: _________________________________&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Data:&nbsp; _____/_____/________<br></strong><br></div><div><strong>Sexo: &nbsp; (&nbsp; &nbsp;)&nbsp; masculino&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; ( &nbsp; )&nbsp; Feminino&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Idade: _____/____/_______</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Leia atentamente cada item e marque conforme observa a criança em situação de rotina.</strong></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; <strong>I. DIFICULDADE NA INTERAÇÃO SOCIAL</strong> | &nbsp; | <strong>NÃO</strong> | <strong>SIM</strong><br> O desvio da sociabilidade pode oscilar entre formas leves como, por exemplo, um certo negativismo e a evitação do contato ocular, até formas mais graves, como um intenso isolamento.&nbsp; &nbsp;<br>1. Não sorri<br>2. Ausência de aproximações espontânea <br>3. Não busca companhia&nbsp; <br>4. Busca constantemente seu cantinho (esconderijo)<br>5. Evita pessoas <br>6. É incapaz de manter um intercâmbio social<br>7. Isolamento intenso<br> <strong>II. MANIPULAÇÃO DO AMBIENTE</strong><br> O problema da manipulação do ambiente pode apresentar-se em nível mais ou menos grave, como, por exemplo, não responder às solicitações e manter-se indiferente ao ambiente. O fato mais comum é a manifestação brusca de crises de birra passageira, risos incontroláveis e sem motivo, tudo isto com o fim de conseguir ser o centro da atenção.<br>1. Não responde às solicitações <br>2. Mudança repentina de humor <br>3. Mantém-se indiferente, sem expressão<br>4. Risos compulsivos<br>5. Birra e raiva passageira&nbsp; <br>6. Excitação motora ou verbal (ir de um lugar a outro, fala s/ parar)<br><strong>III. UTILIZAÇÃO DAS PESSOAS A SEU REDOR </strong><br>A relação que mantém com o adulto quase nunca é interativa, dado que normalmente se utiliza do adulto como o meio para conseguir o que deseja.<br>1. Utiliza-se do adulto como um objeto, levando-o até aquilo que deseja.&nbsp; <br>2. O adulto lhe serve como apoio para conseguir o que deseja (p.ex.: utiliza o adulto como apoio para pegar bolacha)<br>3. O adulto é o meio para suprir uma necessidade que não é capaz de realizar só (p.ex.: amarrar sapatos)<br>4. Se o adulto não responde às suas demandas, atua interferindo na conduta desse adulto.<br><strong>IV. RESISTÊNCIA A MUDANÇAS</strong><br>A resistência a mudanças pode variar da irritabilidade até franca recusa.<br>1. Insistente em manter a rotina<br>2. Grande dificuldade em aceitar fatos que alteram sua rotina, tais como mudanças de lugar, de vestuário e na alimentação <br>3. Apresenta resistência a mudanças, persistindo na mesma resposta ou atividade<br><strong>V. BUSCA DE UMA ORDEM RÍGIDA</strong><br>Manifesta tendência a ordenar tudo, podendo chegar a uma conduta de ordem obsessiva, sem a qual não consegue desenvolver nenhuma atividade.<br>1. Ordenação dos objetos de acordo com critérios próprios e pré-estabelecidos<br>2. Prende-se a uma ordenação espacial (Cada coisa sempre em seu lugar) <br>3. Prende-se a uma sequência temporal (Cada coisa em seu tempo)<br>4. Prende-se a uma correspondência pessoa-lugar (Cada pessoa sempre no lugar determinado)<br><strong>VI. FALTA DE CONTATO VISUAL. OLHAR INDEFINIDO</strong><br>A falta de contato pode variar desde um olhar estranho até constante evitação dos estímulos visuais<br>1. Desvia os olhares diretos, não olhando nos olhos<br>2. Volta a cabeça ou o olhar quando é chamado (olhar para fora) <br>3. Expressão do olhar vazio e sem vida<br>4. Quando segue os estímulos com os olhos, somente o faz de maneira intermitente<br>5. Fixa os objetos com um olhar periférico, não central<br>6. Dá a sensação de que não olha<br><strong>VII. MÍMICA INEXPRESSIVA</strong><br>A inexpressividade mímica revela a carência da comunicação não verbal. Pode apresentar, desde uma certa expressividade, até uma ausência total de resposta. <br>1. Se fala, não utiliza a expressão facial, gestual ou vocal com a frequência esperada<br>2. Não mostra uma reação antecipatória<br>3. Não expressa através da mímica ou olhar aquilo que quer ou o que sente.<br>4. Imobilidade facial<br><strong>VIII. DISTÚRBIOS DE SONO</strong><br>Quando pequeno dorme muitas horas e, quando maior, dorme poucas horas, se comparado ao padrão esperado para a idade. Esta conduta pode ser constante, ou não. <br>1. Não quer ir dormir<br>2. Levanta-se muito cedo<br>3. Sono irregular (em intervalos)<br>4. Troca ou dia pela noite&nbsp; <br>5. Dorme poucas horas. <br><strong>IX. ALTERAÇÃO NA ALIMENTAÇÃO</strong><br>Pode ser quantitativa e/ou qualitativa. Pode incluir situações, desde aquela em que a criança deixa de se alimentar, até aquela em que se opõe ativamente.<br>1. Seletividade alimentar rígida (ex.: come o mesmo tipo de alimento sempre)<br>2. Come outras coisas além de alimentos (papel, insetos)<br>3. Quando pequeno não mastigava <br>4. Apresenta uma atividade ruminante<br>5. Vômitos<br>6. Come grosseiramente, esparrama a comida ou a atira<br>7. Rituais (esfarela alimentos antes da ingestão)<br>8. Ausência de paladar (falta de sensibilidade gustativa)<br><strong>X. DIFICULDADE NO CONTROLE DOS ESFÍNCTERES</strong><br>O controle dos esfíncteres pode existir, porém a sua utilização pode ser uma forma de manipular ou chamar a atenção do adulto.<br>1. Medo de sentar-se no vaso sanitário<br>2. Utiliza os esfíncteres para manipular o adulto<br>3. Utiliza os esfíncteres como estimulação corporal, para obtenção de prazer <br>4. Tem controle diurno, porém o noturno é tardio ou ausente<br><strong>XI. EXPLORAÇÃO DOS OBJETOS (APALPAR, CHUPAR)</strong><br>Analisa os objetos sensorialmente, requisitando mais os outros órgãos dos sentidos em detrimento da visão, porém sem uma finalidade específica<br>1. Morde e engole objetos não alimentares<br>2. Chupa e coloca as coisas na boca<br>3. Cheira tudo<br>4. Apalpa tudo. Examina as superfícies com os dedos de uma maneira minuciosa&nbsp; <br><strong>XII. USO INAPROPRIADO DOS OBJETOS</strong> Não utiliza os objetos de modo funcional, mas sim de uma forma bizarra.<br>1. Ignora os objetos ou mostra um interesse momentâneo<br>2. Pega, golpeia ou simplesmente os atira no chão<br>3. Conduta atípica com os objetos (segura indiferentemente nas mãos ou gira)<br>4. Carrega insistentemente consigo determinado objeto<br>5. Se interessa somente por uma parte do objeto ou do brinquedo<br>6. Coleciona objetos estranhos<br>7. Utiliza os objetos de forma particular e inadequada<br><strong>XIII. FALTA DE ATENÇÃO</strong><br>Dificuldades na atenção e concentração. Às vezes, fixa a atenção em suas próprias produções sonoras ou motoras, dando a sensação de que se encontra ausente.<br>1. Quando realiza uma atividade, fixa a atenção por curto espaço de tempo ou é incapaz de fixá-la<br>2. Age como se fosse surdo<br>3. Tempo de latência de resposta aumentado. Entende as instruções com dificuldade (quando não lhe interessa, não as entende)<br>4. Resposta retardada<br>5. Muitas vezes dá a sensação de ausência<br><strong>XIV. AUSÊNCIA DE INTERESSE PELA APRENDIZAGEM</strong><br>Não tem nenhum interesse por aprender, buscando solução nos demais. Aprender representa um esforço de atenção e de intercâmbio pessoal, é uma ruptura em sua rotina.<br>1. Não quer aprender<br>2. Cansa-se muito depressa, ainda que de atividade que goste<br>3. Esquece rapidamente<br>4. Insiste em ser ajudado, ainda que saiba fazer<br>5. Insiste constantemente em mudar de atividade<br><strong>XV. FALTA DE INICIATIVA</strong><br>Busca constantemente a comodidade e espera que lhe deem tudo pronto. Não realiza nenhuma atividade funcional por iniciativa própria.<br>1. É incapaz de ter iniciativa própria<br>2. Busca a comodidade<br>3. Passividade, falta de interesse<br>4. Lentidão<br>5. Prefere que outro faça o trabalho para ele <br><strong>XVI. ALTERAÇÃO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO</strong><br>É uma característica fundamental que pode variar desde um atraso de linguagem até formas mais graves, com uso exclusivo de fala particular e estranha.<br>1. Mutismo <br>2. Estereotipias vocais<br>3. Entonação incorreta<br>4. Ecolalia imediata e/ou retardada<br>5. Repetição de palavras ou frases que podem (ou não) ter valor comunicativo<br>6. Emite sons estereotipados quando está agitado e em outras ocasiões, sem nenhuma razão aparente<br>7. Não se comunica por gestos <br>8. As interações com adulto não são nunca um diálogo<br><strong>XVII. NÃO MANIFESTA HABILIDADES E CONHECIMENTOS</strong><br>Nunca manifesta tudo aquilo que é capaz de fazer ou agir, no que diz respeito a seus conhecimentos e habilidades, dificultando a avaliação dos profissionais.<br>1. Ainda que saiba fazer uma coisa, não a realiza, se não quiser<br>2. Não demonstra o que sabe, até ter uma necessidade primária ou um interesse eminentemente específico<br>3. Aprende coisas, porém somente a demonstra em determinados lugares e com determinadas pessoas<br>4. Às vezes, surpreende por suas habilidades inesperadas<br><strong>XVIII. REAÇÕES INAPROPRIADAS ANTE A FRUSTRAÇÃO</strong><br>Manifesta desde o aborrecimento à reação de cólera, ante a frustração.<br>1. Reações de desagrado caso seja esquecida alguma coisa<br>2. Reações de desagrado caso seja interrompida alguma atividade que goste<br>3. Desgostoso quando os desejos e as expectativas não se cumprem<br>4. Reações de birra<br><strong>XIX NÃO ASSUME RESPONSABILIDADES</strong> Por princípio, é incapaz de fazer-se responsável, necessitando de ordens sucessivas para realizar algo.<br>1. Não assume nenhuma responsabilidade, por menor que seja<br>2. Para chegar a fazer alguma coisa, há que se repetir muitas vezes ou elevar o tom de voz<br><strong>XX. HIPERATIVIDADE/ HIPOATIVIDADE</strong> A criança pode apresentar desde agitação, excitação desordenada e incontrolada, até grande passividade, com ausência total de resposta. Estes comportamentos não têm nenhuma finalidade.<br>1. A criança está constantemente em movimento<br>2. Mesmo estimulada, não se move<br>3. Barulhento. Dá a sensação de que é obrigado a fazer ruído/barulho<br>4. Vai de um lugar a outro, sem parar <br>5. Fica pulando (saltando) no mesmo lugar<br>6. Não se move nunca do lugar onde está sentado<br><strong>XXI. MOVIMENTOS ESTEREOTIPADOS E REPETITIVOS</strong><br>Ocorrem em situações de repouso ou atividade, com início repentino. <br>1. Balanceia-se  <br>2. Olha e brinca com as mãos e os dedos <br>3. Tapa os olhos e as orelhas<br>4. Dá pontapés<br>5. Faz caretas e movimentos estranhos com a face<br>6. Roda objetos ou sobre si mesmo<br>7. Caminha na ponta dos pés ou saltando, arrasta os pés, anda fazendo movimentos estranhos<br>8. Torce o corpo, mantém uma postura desequilibrada, pernas dobradas, cabeça recolhida aos pés, extensões violentas do corpo<br><strong>XXII. IGNORA O PERIGO</strong><br>Expõe-se a riscos sem ter consciência do perigo <br>1. Não se dá conta do perigo <br>2. Sobe em todos os lugares<br>3. Parece insensível à dor<br><strong>XXIII. APARECIMENTO ANTES DOS 36 MESES (DSM-IV)</strong></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 18:30:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
         <link>https://padlet.com/catarinaacarneiro19/qx0f9ki2iinchuwv/wish/2201233418</link>
         <description><![CDATA[<div>O programa em questão tem como principais objetivos:<br><br>a.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Compreender as bases de motivação das crianças sofredoras de autismo, estabelecendo, para tal, uma relação empática com as mesmas;</div><div>b.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ajudar estas crianças a estimularem positivamente o seu ciclo motivacional, através da realização das atividades propostas e da consequente comunicação interpessoal que advém das mesmas;</div><div>c.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ampliar o conhecimento desta população, dando-lhe a&nbsp; saber novas perspetivas e fazendo-a sentir-se mais integrada e compreendida no nosso meio social;</div><div>d.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Promover a autoestima, a autoconfiança e o autoconhecimento destas crianças;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 18:31:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
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         <description><![CDATA[<div>As atividades realizadas com crianças com Perturbação do Espetro de Autismo (PEA) são importantes visto que trazem vários benefícios para as mesmas, como, por exemplo, a expressão de emoções, o desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal, o estímulo da atenção, a integração social, entre outros.</div><div>Com vista nestes benefícios decidimos escolher 3 tipos de atividades, atividades realizadas no meio aquático, a musicoterapia e a equoterapia.</div><div>&nbsp;</div><div>As atividades realizadas no meio aquático com crianças com Perturbação do Espetro de Autismo (PEA) são agradáveis e úteis, pois permite que a criança exercite todas as partes do corpo. É normal este tipo de crianças apresentarem algumas necessidades de controlo não só emocional, mas também sensorial, revelando-se o meio aquático um fator importante na regulação destes comportamentos. Para realizar este tipo de atividades é necessário conhecer os interesses, dificuldades e receios de cada aluno. Para isso, é necessário ter uma conversa com os familiares antes de iniciar as atividades e um período de adaptação para estabelecer uma relação de afeto e confiança não só entre a criança e o seu professor, mas também com a família. Também é importante planear cada sessão visto que há imensos jogos que podem ser realizados, como, por exemplo, o rei manda, atirar objetos para dentro de água, entre outros. Também é extremamente importante estar atento e observar os níveis de fadiga, frio e perda de interesse por parte da criança.</div><div>&nbsp;</div><div>A musicoterapia é outro tipo de atividade que melhora a relação de comunicação, a expressão, a organização, alcançar necessidades físicas, emocionais, sociais e mentais da criança. Atividades como cantar, bater palmas ou bater os pés, são experiências divertidas e valorizadas pelas crianças, possibilitando uma melhor coordenação motora, alívio do stress, entre outros. As sessões de musicoterapia são feitas em grupo visto que têm um impacto positivo nas crianças melhorando a sua comunicação com os outros e mais uma vez como referido anteriormente a integração no meio social. A música reduz a tensão e a ansiedade destas crianças. Com este tipo de atividades as crianças com PEA ficam mais alegres e felizes. A musicoterapia oferece ao seu paciente a oportunidade de manifestar as suas habilidades e potencialidades e expressar vários tipos de emoções, tanto de alegria como de desconforto. Na musicoterapia a criança aprende a tocar vários instrumentos, como a flauta. De uma forma geral, podemos entender que a musicoterapia provoca várias mudanças na conduta destas crianças, como já referimos anteriormente.</div><div>&nbsp;</div><div>A última atividade escolhida foi a equoterapia. A interação com animais, neste caso, o cavalo, traz bastantes benefícios à criança que apresenta esta perturbação, já que fica sujeita a uma certa rotina, desde o seu acolhimento, à apresentação ao animal, todas as precauções a ter, e de seguida todas as atividades propostas, para assim, ser possível estimular a sua motivação e a sua participação social. Com esta rotina, e com todos os cuidados que a criança aprendeu a ter com o cavalo, inclusive a sua alimentação e escovação, desenvolveu-se, assim, uma motivação na criança a aprender hábitos de autocuidado e habilidades motoras. Isso, proporcionou à criança um maior empenho nas suas atividades diárias, um maior elo com o animal e a possibilidade de vivenciar novas experiências em ambientes novos. Estas atividades apresentam resultados bastantes eficazes nas crianças com Perturbação do Espetro de Autismo (PEA), melhorando a sua autonomia, a sua independência e autoconfiança, sendo que todas as atividades realizadas com o animal suscitaram nas crianças uma grande motivação, autoconfiança e dedicação nas atividades propostas, além de manifestarem melhorias na cognição, comunicação e socialização já que o cavalo é considerado um animal bastante sociável, tendo uma relação próxima e afável com os humanos, favorecendo e ajudando, assim, as crianças com PEA a melhorarem a sua integração e comunicação social. Outro aspeto bastante importante e benéfico para os bons resultados desta terapia, é o facto de esta ser realizada em ambientes abertos e em contacto com a natureza, tornando-se assim motivador para as crianças com PEA realizarem diferentes atividades e que possam vivenciar diferentes sensações.</div><div>Assim, tanto esta atividade, como as anteriores referidas, ajudam as crianças com PEA a desenvolverem a sua autoaprendizagem, passando para si uma adaptação para o cumprimento de regras, conseguirem criar e seguir a sua vida diária e desenvolverem uma melhor participação social.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 18:33:29 UTC</pubDate>
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         <title>Séries e podcast sobre o autismo</title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
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         <description><![CDATA[<div>Existem outras formas mais didáticas de aprendermos sobre esta problemática, como por exemplo através das séries Atypical, The Good Doctor, entre outras. E ainda através do podcast da Federação Portuguesa do Austismo (FPDA) “Conversas sobre o autismo” que se encontra disponível no Spotify.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 18:35:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 18:37:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta é a proposta de calendarização que realizamos. As atividades têm duração de duas horas cada com um intervalo de 15 minutos para evitar a fadiga das crianças.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-26 19:04:06 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo para apresentação</title>
         <author>catarinaacarneiro19</author>
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         <pubDate>2022-05-27 10:08:54 UTC</pubDate>
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