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      <title>[Crític@hl] by Crítica Cultural UFRB</title>
      <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl</link>
      <description>Blog da disciplina &quot;Crítica Cultural&quot; do curso de Jornalismo do CAHL/UFRB no semestre 2023.2.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-20 18:49:38 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-12-24 17:02:07 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Cativamente divertido</title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2830993109</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Ana Carolina Santana</strong><br></p><p>“Divertida Mente” (ou originalmente, Inside Out), filme lançado em 2015, dirigido e roteirizado por Pete Docter, conta a história de Riley, uma menina de 11 anos que é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. No filme, ela é guiada pelas emoções – aqui representadas pelos divertidos personagens: Alegria, Medo, Raiva, Nojinho e Tristeza.&nbsp; O filme tem como principal objetivo nos levar em uma viagem no tempo: para a época em que éramos adolescentes e nossas vidas um turbilhão de emoções. A personagem principal, Riley, é levada a viver uma mudança brusca e assustadora para uma menina de 11 anos.</p><p><br></p><p>A personagem foi obrigada a deixar para trás sua vida, sua base, que tinham como principais elementos: o time de hockey, suas amizades e momentos em família. Ao chegarem em São Francisco, cidade em que a trama se passa, os sentimentos Alegria e Tristeza se desentendem já que a segunda nessa nova fase tende a tomar um grande espaço, antes ocupado majoritariamente pela Alegria. As duas entram em uma grande aventura, deixando os outros sentimentos no comando e, diga-se de passagem, deixam no encargo um grande desastre.&nbsp;</p><p><br></p><p>Nesse meio tempo, onde as duas emoções encontram-se perdidas, o cenário que habitam é muito gostoso e confortável de assistir. Ali revisitam memórias, encontram amigos já não tão lembrados e passam por situações que mostram a importância de trabalhar em equipe para chegar ao objetivo final. Os diálogos são construídos de maneira leve e ao mesmo tempo são densos para crianças, por isso “Divertida Mente” é uma película que cativa tanto o público adulto.</p><p><br>Resumidamente, “Divertida Mente” é uma obra-prima da animação que preza alcançar, com sua linguagem, variados públicos transcendendo a barreira etária. Com o foco em uma abordagem cativante, natural do seu estúdio de criação, Pixar, uma rica caracterização dos personagens, os diferenciam pelas cores e formatos bem lúdicos, cenários que tiram o fôlego de tão belos e nos dão vontade de participar dos acontecimentos, tudo isso faz com que o filme se destaque como um grande exemplo de uma excelente animação Pixar. Contar histórias envolventes já é marca registrada do estúdio. Sendo assim, a animação faz parte do ranking das melhores que assisti nos últimos tempos, sendo sempre um ar de refrescância para quem deseja assistir ou colocá-la no repeat.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 18:56:42 UTC</pubDate>
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         <title>“2 Filhos de Francisco”: uma trajetória musical e emocional</title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2830995383</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Adriana Sousa</strong></p><p><br></p><p>O filme “2 Filhos de Francisco”, dirigido por Breno Silveira e lançado em 2005, é uma obra muito importante para o cinema nacional. No entanto, a obra transcende o cinema e se tornou simbólica também para o cenário musical brasileiro. O filme, baseado na história real da família Camargo, dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano, proporciona ao espectador uma experiência cinematográfica rica em emoções e reflexões.&nbsp;</p><p><br></p><p>O diretor Breno Silveira, conhecido por sua habilidade em capturar a essência humana em outras obras, conduz magistralmente essa narrativa que mergulha nas origens da música sertaneja e história real da família Camargo, apresentando uma trama que vai além do convencional, transformando-se em uma odisseia de superação e persistência. O diretor explora não apenas a música sertaneja, pois expõe não apenas a ascensão da dupla, mas também os desafios e sacrifícios enfrentados pelos dois irmãos e por seus pais, Francisco e Helena. Ou seja, todas as complexidades familiares e as lutas contra as adversidades que eles passaram.</p><p><br></p><p>O filme se destaca por essa narrativa envolvente e pela capacidade de criar uma conexão emocional com o público. A trilha sonora, composta pelas canções de sucesso da dupla, torna-se mais do que uma simples trilha de fundo, ela é um fio condutor que eleva a narrativa ao patamar de um filme que é também musical. A escolha de destacar não apenas o sucesso, mas também os momentos de angústia e desespero confere à obra uma autenticidade que pode repercutir de forma positiva no espectador. A força do filme se dá também pela representação autêntica dos personagens e na escolha acertada do elenco. O desempenho dos atores, tanto o núcleo adulto quanto o mirim é elogiado por expressar a essência dos Camargos e transmitir ao longo da jornada as emoções vividas.</p><p><br></p><p>Ao explorar a vida humilde da família Camargo, o filme ultrapassa o gênero musical e se transforma em uma poderosa ferramenta de reflexão sobre as desigualdades sociais no Brasil. A jornada de Francisco, interpretado de maneira brilhante por Ângelo Antônio, representa a luta diária de milhares de brasileiros que buscam uma vida melhor para suas famílias. A cinematografia sensível do diretor Breno Silveira percebe e revela as paisagens naturais, bem como a sua relação com os familiares, enquanto confronta as injustiças sociais que moldam essas vidas. Embora Francisco tenha se tornado um personagem central da história, Dona Helena , interpretada por Dira Paes, vai mexer com as emoções do espectador ao trazer a luta e as dores de uma mãe que mesmo enlutada segue dedicando-se à família e buscando sempre trazer o equilíbrio e a união do seu seio familiar.&nbsp;</p><p><br></p><p>Deste modo,<strong> </strong>“2 Filhos de Francisco” é mais do que um filme sobre música, é uma celebração da resiliência, determinação e amor familiar. Breno Silveira, com direção habilidosa, dá vida a uma história que ultrapassa fronteiras e ressoa com pessoas de todas as origens. A trama profundamente humana, aliada à trilha sonora envolvente, faz deste filme uma obra-prima do cinema brasileiro. Ao final, o espectador testemunha a ascensão da dupla Zezé Di Camargo e Luciano e é convidado a refletir sobre suas próprias jornadas e os valores que permeiam as relações familiares. “Os 2 Filhos de Francisco” é uma pérola do cinema nacional que perdura no tempo como um tributo à força do espírito humano e magia da música que une corações.</p><p><br></p><p>Francisco José de Camargo, conhecido como “Seu Francisco” , cujo nome deu título ao filme, faleceu em novembro de 2020, aos 83 anos. Seu falecimento trouxe ainda mais visibilidade ao filme. É possível perceber nos comentários onde o filme está disponível, em especial no Youtube, que muitos foram assistir o filme como forma de homenagear e relembrar a trajetória de luta e persistência de Francisco em prol de sua família e de seus sonhos.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-20 18:59:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2830995383</guid>
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         <title> The Fabulous: a indústria da moda em torno da ambientação artística </title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2832916719</link>
         <description><![CDATA[<p>Camila da Silva de Souza&nbsp;</p><p><br></p><p>A série “The Fabulous”, disponível na <em>Netflix</em>, é uma produção dirigida pelo diretor coreano, Kim Jung Hyun, experiente no ramo desde 2013 e tem como roteiristas Kim ji Hee e Im Jin Sun. A construção da trama, totalmente filmada em coreano, teve parceria com a <em>Gill Pictures</em>. A série de 2022 e uma temporada apenas é carregada de comédia, romance e moda nos seus 8 episódios que possuem duração de em média 55 minutos. A história gira em torno de quatro jovens interpretadas pelos atores principais: Choi Mini-ho e a Chae-Soo-bin, uma das atrizes mais populares da Coreia do Sul, pertencente a projetos importantes, como Love in the Moonlight no ano de 2016 e The Rebel em 2017.&nbsp;</p><p><br></p><p>Os personagens vivenciam na pele a competição na indústria da moda e na ambientação artística das confecções. Para além disso, a busca pelos próprios sonhos no mundo capitalista em que os empregos exigentes fazem parte da rotina corrida de constantes disputas para conseguir seus objetivos e prosperar na carreira de sucesso. Uma curiosidade pertinente sobre o seu lançamento, é que “The Fabulous” seria originalmente lançada em novembro de 2022, no entanto, a tragédia que dizimou mais de 150 pessoas, durante os festivais de Halloween em Itaewon, situada na Coreia do Sul, fez com que a estreia fosse adiada em decorrência de um luto nacional, decretado pelo primeiro ministro sul-coreano, Han Duck-soo. Vindo a ser lançada somente em 23 de dezembro de 2022.&nbsp;</p><p><br></p><p>A trama gira em torno do competitivo mundo da moda, refletindo no cenário que foi montado com vários espelhos, roupas, sapatos e maquiagens espalhadas, repleto de modelos magras e padronizadas. Assim, demonstra as encruzilhadas no entretenimento, além de evidenciar sua identidade própria com o lançamento de uma coleção de trajes nos bastidores de um desfile. Toda essa produção de lançamentos é pensada nos mínimos detalhes para que tudo fique impecável, sempre em busca da perfeição que será apresentada como belo.&nbsp;</p><p><br></p><p>Na cenografia, o diretor de arte não decepcionou. Foi utilizada a elegância da iluminação amena, ambiente focado na modernidade com cores clean e monocromáticas. Além disso, a utilização da madeira juntamente ao mármore nas paredes dos cenários, que dão um ar de conforto e aconchego, assim como nas trilhas sonoras que foram representadas com músicas coreanas.&nbsp;</p><p><br></p><p>O drama é áspero com uma ambientação que envolve muitas pessoas em meio a um espaço de trabalho. Os ocorridos são sempre uma disputa para se sobressair uns dos outros, ou seja, uma espécie de jogo de poder dentro de um modo de produção que induz ultrapassar condutas éticas para conseguirem seus objetivos na carreira. A publicidade e a propaganda são usadas de forma velada durante a série, pois as cenas buscam sempre realçar as peças de roupas utilizadas nos desfiles. Esse é o ponto crucial pensado para as vendas dos produtos e também do sucesso da coleção, por isso, nos episódios os personagens estão sempre utilizando celulares e máquinas fotográficas que são ferramentas fundamentais para serem feitos os registros que facilitam a circulação do produto para o público virtual.&nbsp;</p><p><br></p><p>Portanto, a série é uma obra com aspectos positivos para maratonar. É composta por diversas problemáticas que se constroem ao longo dos episódios em meio às convivências dos personagens. Importante destacar ainda que a série dá evidência ao modo de vida atual da sociedade em prol da indústria cultural, caracterizada pelo consumo massivo e padronizado, como também da utilização da tecnologia para propagação de produtos em detrimento do marketing.&nbsp;</p><p>A série também mostra como a moda se comporta nos bastidores de sua confecção em busca do que será sugerido como belo até a sua chegada nos meios digitais, onde todas as imperfeições foram consertadas. Todo o processo de construção das peças de roupa, que se configura como criação poética, foi apagado para dar enfoque à exibição e exposição da moda no mundo virtual. Onde tudo é perfeito, propagada apenas como um produto, exposta de forma que o entretenimento e o consumo viram instâncias que se entrelaçam.</p><p><br></p><p>Referências:&nbsp;</p><p>The Fabulous Resenha.Momento Drama, 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://momentokdrama.com.br/serie/the-fabulous/">https://momentokdrama.com.br/serie/the-fabulous/</a> Acesso em: 04 dez 2023.&nbsp;</p><p>Tudo sobre The Fabulous. Adoro cinema. 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.adorocinema.com/series/serie-32910/temporada-48822/elenco/">https://www.adorocinema.com/series/serie-32910/temporada-48822/elenco/</a> Acesso em: 04 dez 2023.&nbsp;</p><p>The Fabulous. Nova série coreana sobre o mundo da moda que estreia na Netflix. 2023. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://aodisseia.com/the-fabulous-serie-coreana-netflix-k-drama/">https://aodisseia.com/the-fabulous-serie-coreana-netflix-k-drama/</a> Acesso em: 12 dez 2023.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-23 17:31:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title> Nosso sonho se tornou realidade</title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2832916901</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Ana Lua Angelo</strong></p><p><br></p><p>“Nosso Sonho”, dirigido por Eduardo Albergaria, é o filme que narra a história real sobre a carreira da dupla musical Claudinho e Buchecha. O filme mostra a trajetória dos artistas desde a amizade na infância, seguida pela ascensão meteórica de suas carreiras na cena do funk carioca em meados dos anos 1990, até a morte de Claudinho em um acidente de carro em 2002. Tudo é contado a partir do ponto de vista de Buchecha, interpretado por Juan Paiva.</p><p><br></p><p>Buchecha, conhecido por Beto na época, era um jovem de origem humilde que residia em Niterói (RJ). Após conflitos com seu pai Claudino (Nando Cunha), agressivo por conta do alcoolismo, ele se mudou para a casa de sua tia no Morro do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, onde ele reencontra seu amigo de infância, Claudinho, interpretado por Lucas Penteado. Mesmo trabalhando como funcionário em uma loja de malas, Buchecha é incentivado por Claudinho a formar uma dupla de MCs. Para estrear suas carreiras eles decidem se apresentar em um baile funk local. A resposta positiva do público foi instantânea. O filme mostra como esse show marca o início de um estrondoso sucesso e transforma a parceria na maior dupla de funk melody do Brasil.</p><p><br></p><p>Um dos elementos notáveis da narrativa do filme é a forma como Buchecha define seu amado amigo: um verdadeiro “anjo da guarda” em sua vida, evidenciando o impacto positivo de Claudinho na vida dele e como o mesmo sempre o ajudou a sair de situações onde se metia em apuros de uma forma leve e descontraída, algo que contrasta com a personalidade de Buchecha que é representado como alguém um pouco mais rabugento. Já a trilha sonora é repleta de sucessos que marcaram uma era. As músicas foram integradas na narrativa de maneira envolvente e inteligente à momentos específicos que a dupla passou. Os enquadramentos das cenas dos bailes conseguiram trazer nostalgia aos fãs, focam a plateia curtindo, as tipografias usadas na época, o palco do furacão 2000 e mostram a estrutura típica de baile funk dos anos 1990 a 2000. Vale destacar a dedicação dos atores principais, os quais realmente cantaram todas as músicas sem dublar a voz dos cantores. Certamente não foi simples a preparação para dar vida aos papéis na obra. Os atores não apenas captaram as essências dos vocais e dos passinhos originais da dupla, mas também conseguiram incorporar a energia contagiante que tornaram essas canções tão icônicas.&nbsp;</p><p><br></p><p>Destaca-se a excelência das performances dos atores que interpretam Claudinho e Buchecha. Eles interpretaram bem os personagens na semelhança nos trejeitos, acompanhados pelo figurino, muito parecidos com visual utilizado pela dupla na época, além da animação que tornou a dupla inesquecível desde o primeiro show que fizeram. Juan Paiva irradia o carisma de Buchecha, transitando do jovem cético aprendendo a ser sonhador ao adulto imerso em mágoas de seu pai. Lucas Penteado desempenha com maestria o papel de Claudinho, um personagem engraçado e leve que, longe de atuações caricatas, reproduziu o sotaque carioca e a língua presa de Claudinho com louvor. Assim, tudo flui muito bem ao assistir o filme.</p><p><br></p><p>A relação envolvente entre os dois atores é o alicerce de todo o filme. Embora seja um drama, o roteiro conseguiu equilibrar os momentos de humor, especialmente pela atuação cativante do ator que dá vida ao Claudinho. “Nosso Sonho - A História de Claudinho e Buchecha” é uma emocionante homenagem à dupla e ao nosso eterno Claudinho que marcou uma nova era na música brasileira da época, especificamente no funk.&nbsp; O filme celebra a música, a amizade dos cantores e a determinação para seguir um sonho visto como improvável, mas que se tornou possível nas vozes e carisma deles, além de oferecer uma visão íntima da vida de Claudinho e Buchecha por trás dos palcos.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-23 17:32:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A poderosa “Afrodhit” da Iza </title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2833057882</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Camila Souza Silva&nbsp;</strong></p><p>O final de 2023 chegou. Este é o momento de relembrar os grandes destaques do ano. Entre eles está, sem dúvidas, o álbum <em>Afrodhit</em>, da cantora Iza. O segundo álbum de estúdio da artista foi lançado no dia 03 de agosto de 2023, mais de cinco anos depois do seu bem-sucedido primeiro álbum, <em>Dona</em> <em>de</em> <em>Mim</em>, e dos <em>singles</em> lançados neste intervalo como <em>Brisa</em>, <em>Gueto</em>, <em>Sem</em> <em>Filtro </em>e, o indicado ao Grammy Latino de 2023, <em>Fé</em>.&nbsp;</p><p><br></p><p>Rodeado por uma série de acontecimentos significativos na vida da cantora, a exemplo do descarte completo de um álbum no início do ano e do divórcio da artista com Sérgio Santos, que também era seu produtor. <em>Afrodhit, </em>que conta com 13 faixas e tem na produção nomes como Papatinho e Ruxell e capa com referência a ideia de divindade (o que fica claro no trocadilho feito no título com o nome da deusa Afrodite). Musicalmente, nesse álbum a artista nos transporta do fim de um relacionamento até o reencontro com o amor, perpassando por momentos de pura diversão, tudo isso com um forte discurso empoderador, muito pop, funk, samba e outros ritmos contagiantes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p>O álbum é aberto de forma excelente com a dramática e sofisticada faixa <em>Nunca</em> <em>Mais</em>, na qual Iza canta uma espécie de intimação para seu interesse romântico após perceber sinais de que a relação está por um fio. Em seguida, vem a agressiva, raivosa e divertida <em>Fé</em> <em>nas</em> <em>Malucas</em>, um funk pop que conta com a parceria da Mc Carol de Niterói. Nela, as malucas protagonistas da letra são mulheres empoderadas e batalhadoras que sabem o que são, aonde querem chegar e não aceitaram que ninguém atrapalhe seu caminho.</p><p><br></p><p>A terceira faixa do disco é <em>Que</em> <em>Se</em> <em>Vá</em>. Com teor libertador que dá vontade de cantar no mais alto volume sem que seu corpo pare de se mexer junto a enérgica batida, Iza canta nessa música sobre o livramento que teve ao romper o relacionamento com um indivíduo que se aproveitava da vida bancada por ela. Considerando o contexto em que o álbum foi lançado, essa é a música mais confessional.&nbsp;</p><p>Em seguida, ainda vem a faixa mais fraca em que a artista canta sobre uma relação que está tediosa: <em>Tédio</em>. Provavelmente nunca saberemos se propositalmente ou não, mas essa faixa é a concretização do que há de mais entediante: a letra é extremamente repetitiva, o ritmo é uma quebra brusca de tudo que vinha sendo apresentado até aquele ponto, além de parecer deslocada. Dispensável, o único tropeço de Iza no álbum até poderia ser uma continuação da primeira faixa - pensando na letra -, mas parece cumprir apenas com o papel de romper com a parte mais dramática e raivosa do disco para dar início às faixas seguintes que são mais felizes, dançantes e divertidas.&nbsp;&nbsp;</p><p>Na “segunda parte” do disco encontra-se a música <em>Mega</em> <em>da</em> <em>Virada</em>, parceria com Russo Passapusso. Nela, o protagonismo é com os metais que dão o tom inicial, remetendo ao reggae, seguido por um pagodão misturado a elementos de eletrônica. Isso criou um som espetacular intermediário do que é característico ao Baiana System e ao ÀTTOOXXÁ. A letra é empoderadora, destaque aos versos: <em>“Agora é nós por nós/ Nada vai nos parar”</em>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p>Outras duas faixas que merecem destaque nessa parte do álbum são: o divertido sambinha <em>Terê</em> e o viciante funk <em>Fiu Fiu</em>. Introduzida com um trecho da música Tereza Guerreira de Antônio Carlos e Jocafi, em <em>Terê</em> é contada a história da bela, imprevisível e explosiva Teresa.&nbsp; Já em <em>Fiu</em> <em>Fiu</em>, que visivelmente tem inspiração do hit <em>Ai Preto</em> e conta com a participação do próprio cantor da faixa referenciada, L7NNON, a aura de flerte e sexualidade tomam conta dessa música tornando-a uma das melhores do disco, vide o alto número de reproduções da faixa no <em>Spotify</em>.&nbsp;</p><p>Em um tom romântico, calmo e, por que não dizer, esperançoso, <em>Uma Vida é Pouco Para Te Amar</em> encerra o album. É uma música em que a letra fala sobre amor ao mesmo tempo que é em si apaixonante. O ritmo e a voz da cantora são indescritíveis e criam uma atmosfera leve preenchida pelo amor.&nbsp;</p><p><br></p><p>Apesar de rompimentos amorosos, diversão e amor serem temas clichês abordados no mundo da música, Iza em seu segundo álbum não deixa que isso diminua a qualidade do que entrega, compensando com muita voz, letra e diversidade sonora em produções únicas na sua curta, porém, brilhante carreira. Se a poderosa deusa grega do amor, da beleza e da sexualidade, Afrodite, pudesse ser transformada em uma obra fonográfica com elementos de brasilidade, ela poderia ser <em>Afrodhit</em>.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-24 04:40:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Meu nome não é Gal, é Gracinha</title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2833058161</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Gabriela Santos Souza</strong></p><p><br></p><p>O longa-metragem “Meu Nome é Gal” estreou nas telas brasileiras em 13 de outubro de 2023 trazendo muitas críticas e inquietações para o público. Dirigido por Lô Politi e Dandara Ferreira, que também atua no filme como Maria Bethânia, produzido pela Paris Filmes e Dramática Filmes, a obra busca contar a história da cantora Gal Costa, mais precisamente o início de sua carreira, em meado dos anos 60, na época da ditadura.</p><p><br></p><p>O filme foi produzido antes da morte da cantora, o que fez a expectativa do público aumentar. O longa, desde seu título “Meu Nome é Gal”, potencializa a imaginação do espectador a pensar que a obra retrata a história da cantora, mas falha ao escolher não narrar e aprofundar em sua biografia. Há um recorte e a escolha dos roteiristas foi a de contar o meio da história da Gal, ponto relevante, mas que não trás nenhuma novidade para o público.&nbsp;</p><p><br></p><p>A narrativa se inicia pelo que, na verdade, depois se revela como o final do filme. Em seguida, perpassa rapidamente pela infância da cantora, que é retornada nos últimos minutos do longa, quando a cantora descobre a potência da voz ao brincar com o eco de uma panela e depois corta para a cantora jovem a caminho do Rio de Janeiro para iniciar sua jornada musical. A partir disso, se descobre a grande relação de Gal com os grandes cantores que no futuro se tornaram do movimento Tropicália como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Todo desenvolvimento do filme é construído com base na relação de Caetano e Gal, e no quanto todos investem e esperam o sucesso da cantora. Tal expectativa não é suprida no filme, visto que a cantora se torna a protagonista do seu próprio filme quando a obra é finalizada.</p><p><br></p><p>&nbsp;Afinal, quem é Gal? De onde vem sua paixão pela música? Como foi sua infância? São questionamentos que perduram em todo longa e não são de fato apresentados ao público. A obra cinematográfica é superficial e apenas permeia alguns pontos da vida da cantora, como sua relação com a mãe que é mostrada por instabilidades ou a respeito de sua sexualidade. Apesar disso, os ciclos apresentados ao longo do filme ajudam na construção narrativa da obra, assim como o uso de imagens de arquivo de cidades, programas de TV e eventos que se misturam com a estética fotográfica e figurino totalmente fiel, aspectos que constroem o contexto histórico mesmo que não abordado explicitamente.</p><p><br></p><p>A escolha do elenco mistura atores parecidos com os artistas reais e outros não, o que dificulta a proximidade e identificação com o público. Ademais, o filme, em sua trilha sonora, não aprofunda nas músicas da cantora e contemplam apenas as mais conhecidas popularmente, o que pode ser considerado um acerto para maior aquisição do público, mas um erro em continuar não abordando algo que esteja longe do comum. Além disso, o uso da voz ora da atriz Sophie Charlotte, ora da cantora nas músicas, como em Baby, traz estranhamento para o público, apesar de bem preparado.</p><p><br></p><p>&nbsp; “Meu Nome é Gal” é uma cinebiografia falha e não ressalta o legado que a artista merece. A morte da cantora junto a milhares de polêmicas envolvendo sua esposa, nitidamente traz questionamentos quanto sua influência na cinematografia. Apesar do filme ter sido totalmente consultado pela Gal, a obra poderia ter abordado melhor sua trajetória e ter feito um tributo de renome a cantora, que infelizmente, não pôde assistir o filme.</p><p><br></p><p>..</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-24 04:41:54 UTC</pubDate>
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         <title>Renaissance: álbum de Beyoncé celebra a cultura LGBTQIA+ e resgata a cultura negra afro-americana da house music  </title>
         <author>criticahl</author>
         <link>https://padlet.com/criticahl/criticahl/wish/2833058968</link>
         <description><![CDATA[<p>Julia Matos </p><p><br></p><p>Em julho de 2022, Beyoncé lançou seu sétimo álbum de estúdio, o "Renaissance”. Mais uma vez surpreendendo a todos, na obra, a artista traz elementos como o funk, groove e house music que são muito presentes na cultura afro-americana. A cantora está de volta às pistas e nos convida para irmos juntos.&nbsp;</p><p><br></p><p>Com 16 faixas, o álbum leva o seu nome ao pé da letra, que significa “renascimento”, trazendo elementos da cultura negra e LGBTQIA+ dos Estados Unidos com referências claras ao passado - como a citação ao clássico de Donna Summer ‘<em>I Feel Love</em>’ na faixa “<em>Summer Renaissance”</em>-<em> </em>de uma forma atual e única.&nbsp;</p><p><br></p><p>Produzido durante a pandemia, o álbum faz muitas referências a “Ballroom culture” (em tradução, a cultura da casa de baile) que é uma parte central da cultura queer que se originou nas principais cidades do nordeste dos Estados Unidos, particularmente em Nova York, na década de 1920, mas começou a decolar realmente nas décadas de 80 e 90.&nbsp; Os bailes eram competições entre membros da comunidade LGBTQIA+ que foram excluídos de suas famílias cisgênero e heterossexuais. Lá encontraram um lugar onde poderiam viver suas fantasias de um mundo em que poderiam ser bem-sucedidos e aceitos. Os bailes tornaram-se um espaço seguro para jovens queer de cor, principalmente negros e latinos se expressarem livremente. As casas eram (e ainda são) um refúgio.&nbsp;</p><p><br></p><p>Este álbum também tem seu lado pessoal e emotivo. É possível ver isso na faixa “HEATED” onde ela faz menção direta ao seu tio Johnny Knowles - pessoa que inspirou o conceito do álbum. “Ele foi minha madrinha e a primeira pessoa a me expor a muitas das músicas e cultura que servem de inspiração para esse álbum”, escreveu Beyoncé no encarte do disco.&nbsp;</p><p><br></p><p>O <em>Renaissance</em>, é um resgate valoroso de uma tradição injustamente resignada às sombras. Beyoncé traz para a luz e dá o devido reconhecimento a essa cultura que ainda é marginalizada e desvalorizada no mainstream, trazendo nas faixas samples de artistas icônicos para esse povo com vocais perfeitos e bem estruturados a cada música.&nbsp;</p><p><br></p><p>Outra sacada genial são as interpolações feitas ao longo do álbum. Interpolação refere-se ao uso de uma <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Melodia">melodia</a> - ou partes de uma melodia (geralmente com letras modificadas) - de uma música gravada anteriormente, mas regravando a melodia em vez de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sampler">samplear</a>-la. Basicamente cria-se algo novo em cima de algo já produzido e conhecido pelo público. Neste álbum, essa prática está presente em algumas faixas como por exemplo na faixa ‘ENERGY’ a batida da música soa muito como o hit <em>Milkshake</em>, de Kelis, e em ‘PURE/HONEY’ com samples de Mike Q e Moi Renee.&nbsp;</p><p><br>Beyoncé deixa claro nas novas letras que, assim como nas casas dos ballrooms, este álbum também é para se divertir, se sentir acolhido, livre e para dançar muito. Ela supera a si mesma neste álbum porque mais uma vez se <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://reinventou.Al">reinventou.Al</a>ém disso, valoriza de forma referencial - e com potência musical - a cultura negra. Assim, dá visibilidade e reconhecimento aos artistas que fizeram parte deste movimento cultural e identitário nos Estados Unidos. Sem dúvidas, é um álbum que por muitos anos ainda será lembrado e usado como referência por muitas pessoas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-24 04:47:28 UTC</pubDate>
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