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      <title>Cortiço - 2A by Amanda santos franco da silva</title>
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      <description>Poste aqui o seu material, é só clicar no ícone + ali embaixo, à direita :-)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-26 21:54:00 UTC</pubDate>
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         <title>PO-PO-PODRECAST - Makayla &amp; Onika</title>
         <author>huenersoncax</author>
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         <description><![CDATA[<div>Alunos: Huénerson Cursino (2A) e Arthur Lucas (2C).<br><br>[https://drive.google.com/file/d/1vwcjsigd8OsjDqxdG7pLuhN9LaX4aUvL/view?usp=sharing].</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-05 15:24:56 UTC</pubDate>
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         <title>Alunos: Sabrina (2A), Maria Eduarda (2H) e Gabriel (2H).</title>
         <author>sfagundes2019</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Biologia:</strong></div><div>Fui instruída desde cedo a intuir, </div><div>Como o ventre do mundo, </div><div>Doutrinada a reproduzir. <br><br></div><div>Fêmea,  </div><div>Fértil, </div><div>Filha. </div><div>Vivendo uma vida que não é minha. </div><div><br><strong>História:<br></strong>No delírio de ser como eles, </div><div>Perdendo-me cada vez mais de mim mesmo, </div><div>Caí num calabouço sem fundo. </div><div> </div><div>A corda apertava, sufocava </div><div>A tal modo que nem o amor </div><div>Me restara. </div><div><br><strong>Portugues:</strong><br>Sinhá, sinhá, você pode me ouvir? <br>Você pode me escutar? <br>Me rasgaram feito bicho, nem consigo respirar.  <br><br>Sinhá, sinhá, você pode me ajudar? <br>Eles me tratam como fera <br>Já nem sei mais o que falar.  <br><br>Sinhá, sinhá, é que já não aguento mais <br>Eles gritam, me mandam calar <br>Dizem que machuquei vosmecê <br>E que na rua não posso ficar.  <br><br>Sinhá, sinhá... <br>Já não pode me salvar<br>Fui presa porque sou preta <br>E as coisas nunca vão mudar.<br><br><strong><br>TRECHOS UTILIZADOS:<br></strong>“(...) Não era a inteligência nem a razão o que lhe apontava o perigo, mas o instinto, o faro sutil e desconfiado de toda fêmea pelas outras, quando sente seu ninho exposto (...)”.<br><br>“(...) possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava<br>resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estepe cheio de palha.”<br><br>"Os policiais, vendo que ela se não despachava, desembainharam os sabres. Bertoleza então, erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um salto e, antes que alguém conseguisse alcançá-la, já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. </div><div>E depois embarcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue."</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 17:24:11 UTC</pubDate>
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         <title>PODCAST - Jerônimo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Alunos: Ana Luiza Casella - 2A<br>Guilherme Machado Freitas - 2A</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/594263223/b5d52fe43ffd32d05eae58c5286b7718/O_Corti_o___Ana_Luisa_e_Guilherme___2A.mp3" />
         <pubDate>2020-11-07 17:35:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Isinha Livros- Resenha O Cortiço </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 03:20:24 UTC</pubDate>
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         <title>Alunos: Maria Eduarda (2A), Alexandra Oliveira(2E), Pedro Victor (2F)</title>
         <author>dudadrg</author>
         <link>https://padlet.com/amandasantosfranco/qrwbsunsc0y6kqb1/wish/902058937</link>
         <description><![CDATA[<div>No século XIX, as teorias da Biologia tiveram grande influência na literatura, principalmente o Darwinismo, que concluiu que o ser humano é um animal igual a qualquer outro, podendo assim ser também um objeto de estudo. Uma das características do Naturalismo, o movimento literário da época, é a zoomorfização, que se fundamenta em reduzir as criaturas ao nível animal, e o determinismo, que consiste em que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela raça, meio e momento em que vive. </div><div>“E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e dolosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro e multiplicar-se como larvas no esterco.” A alta e preconceituosa sociedade daquela época via os cortiços como um lugar de multiplicação dos marginais, tanto que no trecho compara-se com reprodução de larvas no esterco. Mas essa foi a maneira encontrada por eles para construir uma vida em meio a crescente da urbanização e mudanças na política, como a abolição da escravidão, enquanto aqueles que detinham o poder preferiram ignorar a sua existência. Porém, quem eram esses excluídos? Ex escravizados, mulheres desquitadas, meretrizes e homossexuais, ou seja, os personagens apresentados durante a narrativa e estudados pelo locutor como objeto de pesquisa. </div><div>Temos como exemplo os trechos: </div><div> “Leandra... a ‘Machona’, portuguesa feroz, berradora, pulsos cabeludos e grossos, anca de animal do campo” </div><div>"Rita Baiana... uma cadela no cio" </div><div>".. depois de correr meia légua, puxando uma carga superior às suas forças, caiu morto na rua, ao lado de carroça, estrompado como uma besta.” </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 19:33:08 UTC</pubDate>
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         <title>Alunos: João Pedro Tozzo (2A), Bruno Passos(2F), Enzo Stramare(2F)</title>
         <author>jtozzo2019</author>
         <link>https://padlet.com/amandasantosfranco/qrwbsunsc0y6kqb1/wish/902320674</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Trabalho Interdisciplinar - O Cortiço</strong> </div><div>Na obra clássica Naturalista Brasileira O Cortiço escrito por Aluísio de Azevedo é apresentado um romance que busca a denúncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores dos cortiços cariocas do final do século XIX. Na obra podemos observar diversos tipos de características naturalistas, como por exemplo o determinismo, o cientismo, o darwinismo e também retrata os instintos animais de cada pessoa tanto carnal quanto de sobrevivência.  </div><div><strong>Retiramos dois trechos do texto, o Trecho 1 é encontrado no Capítulo V, na página 26:</strong> </div><div>“Três horas depois, Jerônimo e Piedade achavam-se instalados e dispunham-se a comer o almoço, que a mulher preparara o melhor e o mais depressa que pôde. Para continuar a servir na roça tinha que sujeitar-se a emparelhar com os negros escravos e viver com eles no mesmo meio degradante, encurralado como uma besta, sem aspirações, nem futuro, trabalhando eternamente para outro. Não quis. Resolveu abandonar de vez semelhante estupor de vida e atirar-se para a Corte, onde, diziam-lhe patrícios, todo o homem bem disposto encontrava furo. E, com efeito, mal chegou, devorado de necessidades e privações, meteu-se a quebrar pedra em uma pedreira, mediante um miserável salário. A sua existência continuava dura e precária; a mulher já então lavava e engomava, mas com pequena freguesia e mal paga.” </div><div><strong>Trecho 2 é localizado no Capítulo IX na página 47e 48:</strong> </div><div> “A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se.” </div><div><strong>Interpretação do trecho algo assim</strong> </div><div>Jerônimo é um português que sofre um abrasileiramento. Ele se apaixona por Rita baiana, uma mulher que sofre de determinismo de raça, ela é a mulher que traiu o seu namorado negro por um português branco, ela é o personagem tipo da mulata brasileira, a todo tempo e começa a frequentar o cortiço, e aos poucos vai sofrendo uma transformação, distanciando-se da pessoa que era. Explicitado no trecho “Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida.”. Em algum momento de sua história, Jerônimo mata o namorado da Rita baiana, para poder ficar com ela. Segundo o trecho dois ele se transforma completamente, sofrendo um determinismo do meio. Logo após começar a frequentar o cortiço, atos como matar o namorado da mulher que ele quer se relacionar tornam-se corriqueiros como ocorre no livro inteiro, ao longo da história nos é mostrado vários atos criminosos, desempenhados por todos os personagens, que ao final nós até mesmo simpatizamos com o personagem que cometeu um ato não tão grave quanto o outro, nós, os leitores ficamos passiveis do determinismo do meio. </div><div>Jerônimo o Português, provavelmente veio ao Brasil na grande migração europeia, e como um personagem tipo ele representava a população europeia que veio para o Brasil. Com a escravidão entrando em colapso e os movimentos abolicionistas ganhando força, gerou-se uma grande falta de mão de obra no Brasil, uma opção para resolver o problema foi buscar trabalhadores em outros países, desse modo milhares de italianos, suíços, alemães e japoneses vieram até o país, principalmente para o estado de São Paulo. Os imigrantes escolheram o Brasil como destino por causa da falta de emprego ocasionada pela revolução industrial, com os avanços das maquinas nas industrias a mão de obra braçal se tornou menos necessário. </div><div>O fator da vinda de imigrantes europeus para o Brasil gerou a tese de eugenia do branqueamento da nação, onde para que o país se desenvolve-se de forma efetiva era necessário trazer a influência europeia, e desvalorizar a cultura da miscigenação brasileira, tentando abandonar as populações negras e indígenas egressas da escravidão, assim tentando se livrar dos negros e índios no país. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 23:19:04 UTC</pubDate>
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         <title>Podcast: Caio, Inácio e Lucas 2A</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 02:30:00 UTC</pubDate>
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         <title>Alunas: Lua Helena (2A) e Isis Rodrigues (2G)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O cortiço- uma visão interdisciplinar da obra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-10 00:49:21 UTC</pubDate>
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         <title>Artur Pedrini Costalonga (2A)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/amandasantosfranco/qrwbsunsc0y6kqb1/wish/920035690</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Parte do livro retirada usada como base</strong></div><div><em>“Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati “pra cortar a friagem”. Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso, resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. </em>(Azevedo, Aluísio. O cortiço (pp. 69-70). Penguin-Companhia. Edição do Kindle.)” </div><div> <strong>Língua Portuguesa </strong></div><div>O Romance de Aluísio de Azevedo, uma obra de caráter Naturalista, tem como principal característica: O determinismo materialista, seria que o comportamento do homem tem influência das forças biológicas, como a herança genética, e influência da força do “ambiente social”, que pode ser traduzido como “que o ser humano é fruto do meio em que está inserido.”. </div><div>Nesse trecho, como na Obra inteira, temos um pouco dessa ideia </div><div>“<em>A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar;.....”</em> </div><div>Então, 🤬 visível que o “ambiente do Brasil” mudou o Jerônimo, em resumo, “<em>mais amigo de gastar que de guardar”</em> </div><div><strong><em>Biologia</em></strong><strong> </strong></div><div>O Naturalismo tem como outra característica importante, O Positivismo, ou seja, o Saber científico é o único caminho para atingir o conhecimento válido, favorecendo as Ciências Naturais. </div><div>Nesse trecho, como na Obra inteira, temos um pouco dessa ideia “U<em>ma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida”</em> </div><div>Crisálida que seria terceiro estado do ciclo de vida da borboleta, ou seja, uma metáfora sobre a transformação de Jeronimo  </div><div>Em outra parte do parágrafo escolhido havia também a ideia que o “animal”, que nesse caso é o Ser Humano, mudava por causa do meio em que se vive, uma ideia parecida com o Lamarquismo, ficando evidente, pois cita o dia, a hora e também cita que a vida na América o mudou. De certo modo, mesmo o Lamarquismo estando errado, no caso do Ser Humano e a sua vida em sociedade, o meio realmente o modificou. </div><div><strong><em>História</em></strong><strong> </strong></div><div>O naturalismo dá uma grande valorização do momento histórico presente e narrativa em espaços de pobreza. </div><div>O livro foi escrito em 1890, dois anos depois do fim da escravidão, em 1888 </div><div><br><br><br></div><div>No livro percebemos um estranhamento entre a cultura Europeia e a cultura não europeia, no caso a cultura Brasileira, pois o século XIX (1801 A 1900), foi marcado pela chegada de muitos imigrantes ao Brasil, o crescimento da produção Cafeeira favoreceu a vindo dos Europeus para as terras brasileiras. Esse choque de culturas acabou criando uma imagem que a Cultura Europeia é a boa, poupa dinheiro, não gasta com farra, enquanto a cultura brasileira é o contrário, criando uma ideia de oposição, passando a impressão que a cultura brasileira é inferior, e passando a sensação que a cultura brasileira corrompe  o "bom Português", ficando bem visível no trecho do início. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-13 13:42:07 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalho O Cortiço </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Por:<br>Kassio Matheus 2A<br>Lucas Porelli 2I</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-16 05:53:30 UTC</pubDate>
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         <title>Podcast: O cortiço e a questão do assédio</title>
         <author>LarissaGarcez</author>
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         <description><![CDATA[<div>Aluna: Larissa Garcez (2A)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-16 09:39:36 UTC</pubDate>
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         <title>Trabalho sobre &quot;o cortiço&quot;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/amandasantosfranco/qrwbsunsc0y6kqb1/wish/935230287</link>
         <description><![CDATA[<div>Aluna: Bianca Aguiar -2A<br><br>Ainda no capítulo VI, quando Rita Baiana aparece, podemos identificar muitas questões relacionadas a gênero e raça que foram construídas a partir de um determinado período histórico que tem suas marcas e que carregou suas  "crenças" sobre ciência e sobre a forma de escrever. <br><br>Quando Rita é vista no cortiço, as pessoas que lá estavam se surpreendem com seu retorno e, se referindo a ela como mulata, falam sobre seu corpo e a questionam sobre o que ela esteva a fazer com "seus quartos" no período em que esteve fora, além de atribuírem a ela adjetivos que reforçavam uma descrição que a hiperssexualizava. Demonstrando assim que o foco, o ponto central sobre ela era seu corpo e isso se estenderá por toda a obra. <br><br> Para falar da presença da personagem, o autor escolhe dizer que "toda ela respirava o asseio das brasileiras e um odor sensual de trevos e plantas aromáticas", sendo que tal escolha provavelmente tem relação com dois fatores: a construção de uma identidade brasileira e a zoomorfização. Isso porque ele opta por usar um termo de valor genérico "brasileiras" (e aqui cabe a pergunta "quem são as brasileiras?" considerando que no período em que o livro foi escrito ainda não havia de fato uma identidade brasileira, pois apesar de já existir a nação, ainda não tinha forma e nitidez a nacionalidade) e por caracteriza-la como com "odor sensual", característica que inclusive é frequentemente atribuída a ela, pois inúmeras vezes outros personagens disseram ter percebido sua presença através do odor, caracterização essa que não é tão comumente destinada a pessoas, pelo menos não desta forma.<br><br>Rita, assim como outras personagens, foi inúmeras vezes assediada , não só verbalmente mas muitas vezes fisicamente. Desde sua chegada falam sobre seu corpo e tentam apalpa-la, no entanto, a forma como tais abusos são descritos denuncia a forma como tais comportamentos eram normalizados, sendo algo considerado natural do homem, como se esse não pudesse ter responsabilidade por seus atos pois era comandado por instintos e hormônios... <br><br>Outro fato que considero importante ressaltar é que Rita teve no livro o papel de representar todos os estereótipos racistas que cercam as mulheres negras até hoje, pois em vários momentos do texto, o autor fala sobre ela destacando que suas característica se aplicam a todas as  "mestiças" ou que tal característica era decorrente de sua cor. Como por exemplo quando diz que a personagem era "volúvel, como toda mestiça". Essa crença de que a cor e os traços de uma pessoa interferiam diretamente em suas características faz parte do que se acreditava na época, tendo o nome de determinismo biológico, pois pensavam que questões biológicas determinavam rigidamente o caráter e as característica em geral das pessoas (assim como o livro também expõe muito as ideias do determinismo social, que coloca o ambiente como fator central para a determinação das características do indivíduo).<br><br>Rita Baiana também é colocada no lugar de culpada por tirar o português do caminho "certo/ bom" e a descrição é feita de forma a entendermos que foi ela quem o "enfeitiçou" ou "provocou" quando  na verdade ela estava apenas vivendo a vida dela e dançando. A personagem é vista como um perigo inclusive para Piedade, mas tal ideia não é expressa de qualquer forma, o autor escolhe reforçar a ideia de instinto, de determinismo biológico e de animalização, ao dizer que "não era a inteligência nem a razão o que lhe apontava o perigo, mas o instinto, o faro sutil e desconfiado de toda a fêmea pelas outras, quando sente o seu ninho exposto". Trecho que reforça ainda a ideia de rivalidade feminina e não por acaso o motivo de tal rivalidade era um homem...<br><br>Enfim, o livro é repleto de determinismo, cientificismo e zoomorfismo, características pertencentes ao naturalismo e que são explicadas pelo contexto histórico da época e pelo ainda pouco conhecimento sobre biologia e ciência como um todo. O que resulta em muitos preconceitos sendo reproduzidos de forma extremamente naturalizada na obra!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-18 06:29:53 UTC</pubDate>
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