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      <title>Teorias do Currículo by Danielle S. Ferreira</title>
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      <description>Criado com fascinação</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-28 16:16:19 UTC</pubDate>
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         <title>O que é currículo?</title>
         <author>danielleferreira5</author>
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         <description><![CDATA[<div>O que é teoria do currículo?</div><div>Quais são as principais teorias do currículo?</div><div>O que aproxima e o que distingue as teorias do currículo?</div><div><br></div><div>A teoria é um reflexo do que ocorre na realidade, ao mesmo tempo em que a constituem.</div><div>As teorias do currículo vão empregar determinados conceitos que vão estruturar o projeto de sociedade que deseja construir.&nbsp;</div><div>O currículo não se limita a contemplar conceitos pedagógicos</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-28 16:18:19 UTC</pubDate>
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         <title>Teorias tradicionais</title>
         <author>danielleferreira5</author>
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         <description><![CDATA[<ol><li>As preocupações com o que ensinar são antigas, porém o termo <em>curriculum, </em>é recente;</li><li>A institucionalização da educação de massas - processos de <strong>industrialização </strong>e <strong>migração</strong>;<ol><li>“extensão da educação escolarizada em níveis cada vez mais altos e segmentos cada vez maiores da população; as preocupações com a manutenção de uma identidade nacional [...] processo de crescente industrialização (p.22)</li></ol></li><li>The Curriculum - Bobbit 1918 - Princípios básicos de currículo e ensino - Ralph Tyler 1949 - Concepção de educação mecanizada.</li><li>Na proposta de Bobbit, a educação deveria funcionar de acordo com os <strong>princípios da administraçã</strong>o científica” (p. 23)</li><li>O currículo é uma organização mecânica - as necessidades de aprendizado estão atreladas às exigências profissionais da vida adulta;</li><li>Tal como na indústria, deve haver padrões de qualidade na educação. Para ele a educação é processo de “moldagem”;</li><li>Inspiração para modelos tecnocráticos;</li><li>Ensinar o como fazer.</li></ol><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-28 16:19:23 UTC</pubDate>
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         <title>Teorias Críticas: ideologia, reprodução, resistência</title>
         <author>danielleferreira5</author>
         <link>https://padlet.com/danielleferreira5/qr71hv5cavugbbtc/wish/1628635602</link>
         <description><![CDATA[<ol><li>A discussão curricular está atrelada às perspectivas históricas do seu tempo (década de 1960 e a independência das colônias européias na África; movimento dos direitos civis norte americanos Guerra do Vietnã;) - mudanças na sociedade - urbanização, industrialização, rupturas politicas</li><li>A educação e a estrutura da sociedade são postas em xeque;</li><li>Movimento de renovação da teoria educacional;</li><li>“As teorias críticas desconfiam do <em>status quo</em>, responsabilizando-o pelas desigualdades e injustiças sociais. As teorias tradicionais eram teorias de <strong>aceitação e adaptação</strong>. As teorias críticas são teorias de <strong>desconfiança, questionamento e transformação radical</strong> (p.30)”</li><li>Teorias da educação pela influência<ol><li>Althusser, Freire, Young, Apple</li></ol></li><li>Althusser e o ensaio “A ideologia e os aparelhos ideológicos do Estado”;<ol><li>“A permanência da sociedade capitalista depende da <strong>reprodução de seus componentes propriamente econômicos </strong>(força de trabalho e meios de produção) <strong>e da reprodução de seus componentes ideológicos</strong>. Além da continuidade das condições de sua produção material, a sociedade capitalista não se sustentaria se não houvesse mecanismos e instituições encarregadas de garantir que o <em>status quo</em> não fosse contestado. Isso pode ser obtido através da força ou do convencimento, da repressão ou da ideologia” (p. 31)”.</li><li>Os aparelhos repressivos do estado e os aparelhos ideológicos do estado;</li><li>A escola como aparelho transmissor de ideologia;<ol><li>“A ideologia é constituída por aquelas crenças que nos levam a aceitar as estruturas sociais (capitalistas) existentes como boas e desejáveis. [...] A escola constitui-se num aparelho ideológico central porque, afirma Althusser, atinge praticamente toda a população por um período prolongado de tempo (p.31)”</li><li>&nbsp;A escola atua ideologicamente através de seu currículo, seja de uma forma mais direta, através das matérias mais suscetíveis ao transporte de crenças explícitas sobre a desejabilidade das estruturas sociais existentes, como Estudos Sociais, História, Geografia, por exemplo; seja&nbsp; de uma forma mais indireta, através de disciplinas mais “técnicas”, como Ciências e Matemática. Além disso, a ideologia atua de forma discriminatória: <strong>ela inclina as pessoas das classes subordinadas à submissão e à obediência, enquanto as pessoas das classes dominantes aprendem a comandar e controlar.</strong> Essa diferenciação é garantida pelos mecanismos seletivos que fazem com que as crianças das classes dominadas sejam expelidas da escola antes de chegarem àqueles níveis onde se aprendem os hábitos e habilidades próprios das classes dominantes” (31-32) <strong>Ligação entre escola e economia.</strong></li></ol></li></ol></li><li>A crítica a escola capitalista de Bourdieu e Passeron - o conceito de capital cultural;<ol><li><strong>A supremacia do capital cultural</strong> está introjetada no cotidiano social - “quem tem mais títulos tem mais cultura”;</li><li>“O domínio simbólico, que é o domínio por excelência da cultura, da significação, atua através de um ardiloso mecanismo. Ele adquire sua força precisamente ao definir a cultura dominante como sendo <em>a cultura</em>. Os valores, os hábitos e costumes, os comportamentos da classe dominante são aqueles que são considerados como constituindo a cultura.” (p.34)</li><li>“O currículo da escola está baseado na cultura dominante: ele se expressa na linguagem dominante, ele é transmitido através do código cultural dominante. [...] <strong>As crianças e jovens das classes dominadas têm sua cultura nativa desvalorizada, ao mesmo tempo em que seu capital cultural, já inicialmente baixo ou nulo, não sofre qualquer aumento ou valorização. Completa-se o ciclo da reprodução cultural.</strong>” (p.35)&nbsp;</li></ol></li></ol><div><br></div><ol><li>Contra a concepção técnica</li><li>Movimento de insatisfação coms os parâmetros tecnocráticos;</li><li>A ênfase na racionalidade e na eficiência apenas refletia a dominação do capitalismo e da reprodução das desigualdades;</li><li>A perspectiva fenomenológica:<ol><li>O currículo tem que fazer sentido na experiência, nos significados subjetivos e intersubjetivos;</li><li>Os conteúdos devem ser oportunidade de investigar a vida cotidiana;</li><li>O professor repensa suas práticas a partir das experiências de ensino;</li></ol></li><li>A crítica neomarxista de Michel Apple<ol><li>O marxismo instruiu ao currículo um papel ideológico;</li><li>“A dinâmica da sociedade capitalista gira em torno da dominação de classe, da dominação dos que detêm o controle da propriedade dos recursos materiais sobre aqueles que possuem apenas sua força de trabalho. Essa característica da organização da economia na sociedade capitalista afeta tudo aquilo que ocorre em outras esferas sociais, como a educação e a cultura, por exemplo. Há, pois, uma relação estrutural entre economia e educação, entre economia e cultura.” (p.45)<ol><li>O conceito de hegemo0nia: o reforço ideológico para reforçar o convencimento (p. 46)</li><li>Dimensões do currículo:<ol><li>Currículo real;</li><li>Currículo oculto (p.78) &nbsp; ;</li><li>Currículo na prática;</li></ol></li><li>Análise de Apple é sobre o conteúdo explícito ou o currículo formal;</li></ol></li></ol></li></ol><div><br></div><ol><li>O currículo como política cultural: Henry Giroux<ol><li>Existem mediações que abrem espaço para a oposição, rebelião, subversão e resistência;</li><li>Currículo trata-se de significados que são impostos, mas também são contestados.</li></ol></li><li>Pedagogia do oprimido versus pedagogia dos conteúdos<ol><li>A crítica de Freire a educação bancária;<ol><li>“A educação bancária expressa uma visão epistemológica que concebe o conhecimento como sendo construído de informações e de fatos a serem simplesmente transferidos do professor para o aluno” (p.58)</li><li>A crítica ao verbalismo vazio do currículo tradicional;<ol><li>“Se conhecer é uma questão de depósito e acumulação de informações e fatos, o educando é concebido em termos de falta, de carência, de ignorância, relativamente aqueles fatos e àquelas informações. O currículo e a pedagogia se resumem ao papel de preenchimento daquela carência. Em vez de diálogo, há aqui uma comunicação unilateral.</li></ol></li><li>Currículo numa abordagem da educação problematizadora:<ol><li>Conhecimento intencional;</li><li>Não existe conhecimento fora da vivência;</li><li>Desenvolvimento da consciência de si e do ato pedagógico como um ato dialógico;</li><li>Educador e educando criam, dialogicamente, o conhecimento de mundo;</li><li>As vivências dos estudantes se apresentam como fonte&nbsp; de estudos, chamados de “temas significativos" ou “temas geradores”;</li><li>O currículo será a devolução organizada e sistematizada dos conhecimentos da realidade</li><li>Os conteúdos são escolhidos com base na realidade.</li></ol></li></ol></li></ol></li></ol><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-28 16:22:06 UTC</pubDate>
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         <title>As teorias pós-críticas. Diferença e identidade.</title>
         <author>danielleferreira5</author>
         <link>https://padlet.com/danielleferreira5/qr71hv5cavugbbtc/wish/1628644522</link>
         <description><![CDATA[<div>1. O currículo multiculturalista.</div><ol><li><ol><li>Considerações em relação aos processos culturais pós-modernos.</li><li>“O multiculturalismo é um movimento legítimo de reivindicação dos grupos culturais dominados [...] para ter suas formas culturais reconhecidas…” (p. 85)</li><li>Multiculturalismo e relações de poder;</li><li>Em uma visão marxista as relações de poder estruturam a diferença, através de processos discursivos, e estes por sua vez tornam-se a base da discriminação e da desigualdade.</li><li>“A análise do racismo não pode ficar limitada a processos exclusivamente discursivos, mas deve examinar também (ou talvez principalmente) as estruturas institucionais e econômicas que estão em sua base” (p. 87)</li></ol></li><li>As relações de gênero e a pedagogia feminista<ol><li>Para além do sentido biológico do termo gênero: precisamos pensar seus aspectos sociais;</li><li>“O feminismo vinha mostrando, com força cada vez maior, que as linhas do poder da sociedade estão estruturadas não apenas pelo capitalismo, mas também pelo patriarcado. De acordo com essa teorização feminista, há uma profunda desigualdade dividindo homens e mulheres, com os primeiros apropriando-se de uma parte gritantemente desproporcional dos recursos materiais e simbólicos da sociedade. Essa repartição desigual estende-se, obviamente, à educação e ao currículo” (p.91-92).</li><li>Discussão acerca do acesso - certas matérias e disciplinas eram consideradas naturalmente masculinas, enquanto outras naturalmente femininas.</li><li>A relação de mulheres com cargos inferiores.</li><li>Apesar da inserção das mulheres em determinados espaços, a dinâmica ainda continua masculina (o exemplo das entrevistas de emprego)</li></ol></li><li>O currículo como narrativa étnica e racial<ol><li>As relações de desigualdade ultrapassam as questões de classe.</li><li>Os currículos tentam consolidar as narrativas raciais hegemônicas (indígenas x portugueses x africanos - religiões, trabalho e poder)&nbsp;</li><li>“O racismo é, fundamentalmente, nessa perspectiva uma descrição falsa da verdadeira identidade&nbsp; que ele descreve de forma distorcida. […] Não se trata de uma questão de verdade ou falsidade, mas de uma questão de representação que, por sua vez, não pode ser desligada de questões de poder.[...] O oposto da representação racista&nbsp; de uma determinada identidade social não é simplesmente uma identidade ‘verdadeira’, mas uma outra representação feita a partir de outra posição enunciativa ” (p. 103) (exemplo da história da África)</li><li>No centro de uma perspectiva crítica de currículo&nbsp; deveria estar uma concepção de identidade&nbsp; que a concebesse como histórica, contingente e relacional. Para uma perspectiva crítica, não existe identidade fora da história e da representação (p.104)</li></ol></li><li>Uma coisa “estranha” no currículo: a teoria queer<ol><li>“A teoria querr estende a hipótese da construção social para o domínio da sexualidade. [...] Tal como ocorre com a identidade de gênero, a identidade sexual&nbsp; não é definida simplesmente pela biologia. Ela tampouco tem qualquer coisa de fixo, estável, definitivo. A identidade sexual é também dependente da significação que lhe é dada: ela é, como a identidade de gênero, uma construção social e cultural. (p. 106)</li><li>“Pensar queer significa questionar, problematizar, contestar todas as formas bem comportadas de conhecimento e de identidade.&nbsp;</li></ol></li><li>O fim das metanarrativas: o pós-modernismo<ol><li>A virada do que é “moderno” (razão, racionalidade…)</li><li>O pós-modernismo evidencia a descrença nas grandes narrativas (explicações totais do mundo). Crise das grandes ideologias - iluminismo, marxismo, socialismo - o insucesso das repúblicas socialista.</li><li>“Nossas noções de educação, pedagogia e currículo estão solidamente fincadas na modernidade e nas ideias modernas. A educação tal como a conhecemos hoje é a instituição moderna por excelência. Seu objetivo consiste em transmitir conhecimento científico, em formar o ser humano supostamente racional e autônomo e em moldar o cidadão e cidadã da moderna democracia representativa. É através desse sujeito racional, autônomo e democrático que se pode chegar ao ideais moderno de uma sociedade racional, progressista e democrática (111-112)”</li><li>Toda visão de mundo totalizada é irreal.</li><li>A reflexão</li></ol></li><li>A crítica pós-estruturalista do currículo<ol><li>O conceito central do currículo é a diferença.</li><li>Combate ao binarismo: a lógica deve permitir as mestiçagem e hibridismo.</li><li>Diminuição das fronteiras entre o conhecimento acadêmico e o cotidiano. Os processos extraescolares também formam (peças publicitárias, indústria cultural voltada ao consumo infantil).&nbsp;</li><li>A sociedade como um todo, assim, educa.</li></ol></li><li>Uma teoria pós-colonialista do currículo<ol><li>A teoria pós-colonialista focaliza, sobretudo, as complexas relações entre, de um lado, a exploração econômica e a ocupação militar, e de outro, a dominação cultural (p.127).</li><li>O mundo pode melhor compreendido a partir da análise das consequências das “aventuras coloniais” (O caso da obra de Carolina de Jesus).</li><li>O colonizador cria formas de representar o colonizado. (Exemplo da suposta imagem de Cristo). Os currículos são colonizados, pois constroem determinados pontos de vista dos grupos dominantes, sem considerar as populações não-dominantes que se constroem socialmente. (Exemplo da suposta imagem de Cristo).</li><li>O que aconteceu para que determinados povos fossem eliminados? Qual a explicação para que determinados saberes tenham sido excluídos historicamente?</li></ol></li><li>Os estudos culturais e o currículo<ol><li>Nas camadas populares também há cultura. Não existe cultura melhor ou pior. A cultura é um campo de luta para validar significados, um território de disputa pela significação.</li><li>Os estudos culturais compreendem que nas relações sociais toda prática cultural precisam ser analisadas e discutidas e devem ter oportunidade de serem estudadas na escola.</li><li>O currículo é uma produção discursiva, um texto, uma ideia de sociedade, uma parte da cultura. (i)</li></ol></li><li>A pedagogia como cultura, a cultura como pedagogia<ol><li>A cultura é sempre um jogo de poder. Não existe análise neutra.</li><li>As práticas de homogeneização cultural. (o exemplo da culinária japonesa).</li><li>A necessidade de implementação de análise de todas as formas possíveis de cultura.</li></ol></li></ol><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-28 16:28:34 UTC</pubDate>
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