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      <title>Entrevista by </title>
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      <description>Escola Secundária Camilo Castelo Branco</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-05-03 07:27:16 UTC</pubDate>
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         <title>Sabemos que esteve na Mocidade Portuguesaomo foi a sua vivência nessa organização?</title>
         <author>a31610</author>
         <link>https://padlet.com/a31610/qod2xfa16wq/wish/169606383</link>
         <description><![CDATA[<div>"Entrei para a Mocidade Portuguesa como qualquer aluno da escola, entrei no primeiro ano com 10 anos e terminei no posto de chefe de quinarvorada. Esta escola era o centro número um aqui no distrito e todos os alunos eram obrigados a pertencer à Mocidade. Formávamos todos à quarta-feira em algumas semanas e obrigatoriamente todos os sábados de manhã e de tarde , formávamos no recreio, atualmente no recreio do meio, porque havia o recreio da direita que era o das meninas , o do meio que era misto, para algumas coisas, e o da esquerda era só dos rapazes. Era uma formatura de caráter militar. Formávamos por turmas, por anos , o que equivalia que formava desde o primeiro aluno da primeira turma do primeiro ano até ao último aluno da última turma do sétimo ano que formava a totalidade dos alunos do recreio do meio. Tínhamos um comandante de bandeira, porque a totalidade dos alunos chamava-se uma bandeira, e cada ano tinha um chefe de quinarvorada e cada turma tinha dois chefes de quina que marchavam à frente da restante turma. Marchávamos obviamente fardados de calções castanhos, camisa verde, bivaque, meias até ao joelho...E fazíamos exercícios de ordem unida, depois exercícios de caráter cultural e ideológico dentro das salas de aula."</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-03 07:31:39 UTC</pubDate>
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         <title>Sabemos que era opositor ao regime do Estado Novo. Que histórias nos pode contar</title>
         <author>a31610</author>
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         <description><![CDATA[<div>"O ser opositor ao regime já é numa fase muito mais tardia. Obviamente, era difícil senão impossível ser-se opositor ao regime até uma determinada idade. A partir do quinto ano, o vosso atual nono ano, o facto de começar a ler obras que não eram permitidas alertou-nos a nós, um grupo restrito , mas era sempre um grupo, não foi um trabalho isolado, que havia condição e necessidade de ser opositor ao regime. Era muito difícil, tinha de ser mantida em segredo como é óbvio, éramos quase todos filhos de pessoas muito ligadas ao regime com postos importantes, o que tornava ainda mais difícil a nossa velada oposição ao regime. Sê-lo-íamos mas de uma forma muito velada, isto é, era uma oposição mais intelectual do que formal. Quando se deu o 25 de abril era para nós claro que teria que acontecer, mais mês menos mês, portanto, para nós não foi surpresa absolutamente nenhuma tínhamos conhecimento de como estava o regime decadente a partir de 1973 e que a questão do ultramar, da Guiné, de Angola e de Moçambique estava sem solução e tudo teria que ter um fim politico em Portugal, que obviamente só poderia, como foi, ser encadeado por militares.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-03 07:59:04 UTC</pubDate>
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         <title>Onde estava quando se deu o 25 de abril?</title>
         <author>a31610</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Estava aqui em Vila Real, tomei conhecimento quando andávamos na rua a passear, um grupo de 5 colegas, e tomamos conhecimento na hora , logo quando houve a primeira comunicação pela televisão, de que tinha havido um golpe e aconselhavam as pessoas a manterem-se em casa. Mas nós estávamos na rua, tomamos conhecimento, talvez, ás duas horas da manhã, portanto do próprio dia 25 de abril visto que o golpe foi feito grande parte no dia 24 e foi publicamente conhecido no dia 25, por volta das duas da manhã, já tínhamos conhecimento de que estava em curso mas ainda ninguém sabia o desfecho do que estava a acontecer."</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-03 08:22:34 UTC</pubDate>
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         <title>O que sentiu quando se estava a dar esse acontecimento?</title>
         <author>a31610</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Como já disse que era inevitável ,tinha chegado a hora, era irreversível e que a partir dai um processo que ninguém sabia.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-03 08:34:31 UTC</pubDate>
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         <title>Entrevista</title>
         <author>a31610</author>
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         <description><![CDATA[<div>Feita ao professor José Luís Pires, professor de História da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-03 08:37:10 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a31610</author>
         <link>https://padlet.com/a31610/qod2xfa16wq/wish/169617807</link>
         <description><![CDATA[<div>Trabalho realizado por: 9ºC<br>Beatriz Mourão <br>Francisca Sabino <br>Inês Morgado<br>Sofia Teixeira </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-03 08:40:04 UTC</pubDate>
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         <title>Sabemos também que foi cooperante em Moçambique. Já tinha la estado? Se sim quais as diferenças que notou, se não como estava a situação na altura ?</title>
         <author>a31610</author>
         <link>https://padlet.com/a31610/qod2xfa16wq/wish/170507570</link>
         <description><![CDATA[<div>"A minha decisão de ir para cooperante já vinha de há muito tempo, de querer por um lado conhecer se possível todas as nossas ex- colónias, sobre que nós durante muito tempo ouvia- mos falar e por outro lado o interesse em ter a possibilidade de ajudar esses povos. Prendia- se com um comportamento que a gente chama de internacionalismo, um comportamento que nos permita ajudar alguém fora da nossa área o que me levou então a candidatar me como cooperante, primeiro para a Guiné, onde estive um ano, depois regressei e decidi regressar outra vez à vida de cooperante e fui para Moçambique dois anos, evidente que estes anos nos dois países que, na altura em que eu fui, portanto um ano na primeira foi em 1978 e na segunda regressei no fim de 1980 quando, em termos históricos, se deu a morte da Genieve que comandava a união soviética, estes dois países eram republicas socialistas portanto tive que dar aulas e fazer cuidado de professor, cooperante em paises comunistas."  </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-08 13:42:06 UTC</pubDate>
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         <title>Como é que o 25 de abril influenciou a sua vida?</title>
         <author>a31610</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Se não tivesse acontecido nos estavamos condicionados, obrigados garantidamente a fazer serviço militar na guerra colonial, provavelmente poderíamos correr o risco de morrer e ter outro tipo de vivência na guerra que traumatizou todos os que passaram la, talvez nos tínhamos furtado a esse destino mais trágico, por outro lado permitiu que a gente vivesse um período, uns primeiros anos no dito verão quente eufórico na própria escola quer na sociedade de mudanças muito rápidas e muito drásticas no dia a dia, quer de alunos, quer de cidadãos."</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-08 13:58:14 UTC</pubDate>
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