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      <title>Torturas na ditadura civil militar no Brasil  by Paulo Tarcísio Moura</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-07-01 02:49:14 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres torturadas</title>
         <author>proftarcisiomoura</author>
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         <description><![CDATA[<div>Bancária Inês Romeu, 29 anos, denunciou:<br>[...] a qualquer hora do dia ou da noite sofria agressões físicas e marais. "Márcio" invadia minha cela para examinar meu ânus e verificar-se de "camarão" havia praticado sodomia comigo [...] Durante este mural fui estuprada duas vezes e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua ouvindo obscenidade, os mais grosseiros [...]</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-01 02:52:32 UTC</pubDate>
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         <title>Menores torturados</title>
         <author>proftarcisiomoura</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao depor como testemunha informalmente na justiça militar do Ceará, a camponesa Maria José, contou em 1973:<br>[...] e ainda levaram seu filho para o mato, judiaram com o mesmo, com a finalidade de dar conta de seu marido; que o menino se chama Francisco de souza e tem idade de 9 anos [...] a polícia levou as cinco horas e só votou com ele às duas da madrugada [...]<br>Fonte:  Livro Brasil nunca mais</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-01 02:54:57 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres torturadas</title>
         <author>proftarcisiomoura</author>
         <link>https://padlet.com/proftarcisiomoura/qi0y89pg0fy1hy6q/wish/644554693</link>
         <description><![CDATA[<div>Engenheira Elsa Maria Pereira, 25 anos, presa no Rio de Janeiro, em 1977:<br>[...]  a interrogada foi submetida a choque elétrico em vários lugares do corpo, inclusive nos brações, na pernas e na vagina; que o marido da interrogada teve a oportunidade de presenciar essas cenas [...]<br>Fonte: Livro Brasil nunca mais</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-01 02:56:51 UTC</pubDate>
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         <title>indicação de Filme: Batismo de Sangue </title>
         <author>proftarcisiomoura</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div><br></div><div>Sinopse e detalhes: <br>São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-01 03:01:52 UTC</pubDate>
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         <title>Torturas psicológicas </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div> É redundante, considerando que todo o tipo de tortura deixa marcas emocionais que podem durar a vida inteira. Porém, haviam formas de tortura que tinha o objetivo específico de provocar o medo, como ameaças e perseguições que geravam duplo efeito: fazer a vítima calar ou delatar conhecidos.</div><div><br></div><div>As agressões começavam no momento da prisão e pioravam nas delegacias de polícia e em quartéis, onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos.<br><br>Aluna : Vitória Almeida </div><div><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 17:56:43 UTC</pubDate>
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         <title>Afogamento</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>No <strong>Afogamento</strong>, os torturadores fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira, toalha molhada ou tubo de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água, assim provocando um afogamento.<br>Aluna: Mayla Beatriz </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 17:58:06 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento Amélinha Teles.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Aluno: Kaio Luiz </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 17:58:43 UTC</pubDate>
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         <title>Exploração de animais como método de tortura</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Presos políticos eram torturados com diversos tipos de animais como cachorros, ratos, jacarés, cobras, baratas, que eram lançados contra o torturado ou introduzidos em alguma parte do seu corpo.<br>Aluno: Raimundo  Renan </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 18:06:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>GELADEIRA<br>Na <strong>Geladeira</strong>, os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na “geladeira” por vários dias, sem água ou comida.<br>Aluna: Eslane Souza </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 18:11:27 UTC</pubDate>
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         <title>Pau de Arara</title>
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         <description><![CDATA[<div>O pau de arara consiste numa barra de ferro que era atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo assim um "conjunto" colocado entre duas mesas, ficando com o corpo torturado, pendurado a cerca de 20 ou 30 centímetros do solo. Este método quase nunca era utilizado isoladamente, seus "complementos" normais são eletrochoques, palmatória é o afogamento.<br>Aluno: José Luiz</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 18:19:36 UTC</pubDate>
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         <title>Cadeira do Dragão.</title>
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         <description><![CDATA[<div>A Cadeira do Dragão parecia com aqueles antigos assentos de barbeiro, pesados e largos, feitos de madeira. Mas com uma cobertura com folha de zinco ligada a um regulador de voltagem e assim transformavam numa “cadeira elétrica caseira”. Era usada quando a pessoa tinha sobrevivido a outros castigos sem revelar nada. Suas roupas eram arrancadas e ele era colocado sobre o móvel, com as mãos amarradas e as pernas travadas para trás. Aí vinha a pressão psicológica. O torturador descrevia tranquilamente as consequências do aparelho (como convulsões e perda do controle intestinal), liberando alguns choques para reforçar a argumentação…<br>Se isso não surtisse efeito era liberado uma descarga elétrica completa e para piorar, a vítima podia ganhar um balde de ferro na cabeça pois assim ia possibilitar choques no rosto. Botavam também, fios desencapados  ligados aos dedos para aumentar a tortura.<br>Aluna: Pâmela Amaro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 18:23:06 UTC</pubDate>
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         <title>Tortura Química</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A tortura química utilizava uma série de drogas , entre todas a mais conhecida o soro da " Verdade " . Essa substância era utilizada para que a vítima informasse inconscientemente  os militares sobre assuntos sigilosos .Em casos mais extremos, ácidos altamente corrosivos era derramado sobre o rosto da vítima . Na maioria das vezes deixando sequelas .<br>Aluno : Bruno Passos Satirio </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 18:41:49 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Elisabeth Franco Fortes</title>
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         <description><![CDATA[<div>Elisabeth era jornalista, foi presa pela ditadura e sua irmã foi pega por engano, no relato ela conta o quão pesado foi pra sua irmã que na época tinha 18 anos. Foi pendurada no pau de arara, davam choques nos seios e na vagina, ameaçaram jogar ela de um helicóptero e foi dada como desaparecida. Após uma semana, os militares levaram ela até a porta de casa e disseram que foi engano.<br>Aluna: Inês Luiza </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-06 23:23:55 UTC</pubDate>
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         <title>Choque Elétrico</title>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Choque Elétrico</strong> foi um dos métodos de tortura mais cruéis e largamente utilizados durante o regime <strong>militar</strong>. Geralmente, o <strong>choque</strong> dado através telefone de campanha do exército que possuía dois fios longos que eram ligados ao corpo nu, normalmente nas partes sexuais, além dos ouvidos, dentes, língua e dedos.<br>Aluna: Gabriely Martins</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-07 11:40:26 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Clair Martins</title>
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         <description><![CDATA[<div>Ela foi presa e junta com outras mulheres que também estavam foram espancadas até serem levadas ao DOPS, la elas foram torturadas com: espancamentos, pau de arara, choques e ficaram até sem alimentos.<br><br>Aluna: Marcela Jady</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-07 18:36:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Em uma série de vídeos Lúcia Skromov conta como foi a ditadura militar para ela, sua passagem, seus encontros e principalmente seus terrores, nesse em específico ela conta como foi a tortura realizada pelo General Ustra<br>Aluno : Thiago Fabiano</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 00:15:06 UTC</pubDate>
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         <title>Palmatória</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Dentre as torturas da época da ditadura cívil militar do Brasil podemos destacar a palmatória, onde se tinha um instrumento de madeira com um formato parecido com o de uma raquete e era utilizado para agredir os acusandos, geralmente eram agredido em todas as partes do corpo principalmente em seus órgãos genitais. Vale ressaltar que geralmente a palmatória era utilizada com outros tipos de torturas.<br>Aluno: Valdenor Neto</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 12:17:02 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Míriam Leitão </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Míriam Leitão, atualmente jornalista com 67 anos,  afirma que foi obrigada a ficar nua e que sofreu ameaças de estrupo quando foi presa durante a Ditadura Militar. Logo após e já nua, ficou em uma sala totalmente escura e trancada com uma cobra, não sendo o suficiente foi vítima de agreção, passou dias sem comer chegando a perder 11kg.<br>https://www.plural.jor.br/documentosrevelados/geral/miriam-leitao-ativismo-no-movimento-estudantil-prisao-e-torturas-no-38o-batalhao-de-infantaria-de-vila-velha-es/<br><br>Aluna: Gabriella Nunes Silva </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 12:51:05 UTC</pubDate>
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         <title>Tortura: Pimentinha</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A mesma consistia em uma maquina de madeira aonde em seu núcleo possuía um imã no campo aonde girar um rotor, uma escova recolhia corrente elétrica vinda do núcleo da máquina dado choque de até 100volts nas vítimas.<br><br>Aluna: Camille Vitória</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 13:01:12 UTC</pubDate>
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         <title>Relato sobre a tortura na ditadura militar.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><strong>Dirce Machado da Silva, agricultora <br></strong><br></div><div>Eu sou filha de camponês,  meus avós e meus pais eram camponeses, tudo que produzia a metade era do patrão e da outra metade tirava as despesas, e o que sobrava era o que a gente tinha para sobreviver.  Eu achava injusto, meu sonho era um pedaço de terra nosso. Em outubro de 1954, me casei com José Ribeiro da Silva, outro sonhador. Em 9 de novembro de 1954, fomos para Formoso e Trombas na região litigiosa de posseiros, era só mato não tinha estrada, não tinha escola, não tinha posto de saúde, não tinha farmácia, só deserto. Eu era militante do Partido Comunista, meu marido também, e pertencíamos ao Comitê Distrital de Séries, e aí fomos designados para ir lá para ajudar essa região.<br><br></div><div>Aí foi quando veio o golpe de 64, a gente sabia que ia ser caçado. Nós acompanhávamos tudo pelo rádio, meu marido chegou em nossa casa à noite na mata do Formoso e já estava com as malas prontas. Eu tinha um bebê de oito meses e tinha quatro filhos legítimos e quatro adotivos, sendo dois adotivos especiais e um irmão da minha mãe, que também era especial. O Ribeiro concordou de mandarmos o nosso povo para a casa de um tio meu, até minha mãe e meu irmão virem de Brasília para tomar conta. Durante o dia, me embrenhava na mata e à noite ia dormir na tapera. Tinha uma pessoa que levava um prato de comida para mim à noite. <strong>[A posição era de] não resistir [ao golpe], nós não tínhamos condições. Quem éramos nós? Íamos resistir com garrucha?</strong> No desenrolar, resolvemos ficar em nossa posse em um lugar de difícil acesso, mas mais perto dos meus filhos e mais fácil de ajudar a minha mãe a orientar a lavoura.<br><br></div><div>Em abril [de 1966], no começo do mês, <strong>fomos surpreendidos pela polícia no nosso esconderijo</strong>. O Ribeiro estava muito mal, com desidratação, deram chutes, socos, palavrão, levamos um bom tempo caminhando no mato até chegar em nosso rancho. Lá estava tudo revirado, os policiais nos roubaram uma nota promissória de 500 mil cruzeiros. <strong>Nos enfiaram na viatura com pontapés, empurrão e todo tipo de palavrão, duas léguas depois pararam os carros em um encontro de estradas. Aí começa a sessão de horror</strong>. Um grupo ficou a uma pequena distância me obrigando a olhar eles espancando o César e o Ribeiro. Eu virava o rosto e eles puxavam os meus cabelos e me obrigavam a olhar, me perguntavam pelo José Porfírio, Mário Borges e outros, eu dizia que não sabia. E eles diziam que eu era amante deles e que preferia ver meu marido e irmão morrerem e não entregar meus amantes.<br><br></div><div>Colocavam toco de cigarro nas mãos deles até fazer bolha, beliscavam o corpo deles com pontas de faca, eles ficaram todos feridos. Os rostos ficaram só hematomas. <strong>Quebraram o nariz do Ribeiro com soco, arrastaram pelos pés e penduraram em uma árvore de cabeça para baixo, o sangue pelo nariz escorrendo. Se eu não falasse o que eles queriam ouvir, eles iriam matar o Ribeiro enforcado.</strong> Aquilo me deu um desespero tão grande, mas não implorei nem chorei, deu vontade de me matar, mas como? Parti para a ignorância, dei uma gargalhada e o policial gritou: “Essa puta safada prefere ver o marido morto do que falar.” E eu disse: “Eu não sei e se soubesse também não falaria”, e dei um tapa na cara dele com toda força que eu tinha, ele cambaleou e depois me deu um telefone, fiquei com esse ouvido inutilizado.<br><br></div><div>Eu desmaiei, quando acordei, estava repleta de cachaça e vômito. Lavaram o rosto do Ribeiro com pinga, isso andando a noite toda, o dia quase todo sem comer e sem beber. Já era mais de meio dia quando chegamos em Formoso na pensão da velha Afonsa, onde foi transformada em cadeia e já estava preso o Nelson Marinho, Onezimo Montezuma e Aniceto Policarpo, esses eram todos companheiros da associação e do partido.<br><br></div><div>Estavam todos deformados com as torturas, na casa do Nelson. Pegaram Nelson, queriam que ele contasse onde estavam os líderes e as armas. Amarraram o Nelson nu em uma árvore longe de casa em cima de um formigueiro, tinham espancado muito ele, cortaram o couro cabeludo e o fizeram engolir com a urina dos policiais. Juntaram-se a nós um estudante e um jornalista, todos machucados.<br><br>Aluno: Luis Avelino Gomes Neto n° 15<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 13:23:54 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Izabel Fávero </title>
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         <description><![CDATA[<div>Eu não me lembro bem se no terceiro, quarto dia, eu entrei em processo de aborto, eu estava grávida de dois meses, então eu sangrava muito, eu não tinha como me proteger, eu usava papel higiênico, e já tinha mal cheiro, eu estava suja.<br>Eu certamente abortei por conta dos choques que eu tive nos primeiros dias, nos órgãos genitais, nos seios, ponta dos dedos, atrás das orelhas, aquilo provocou obviamente um desequilíbrio, eu lembro que eu tinha, muita, muita, muita dor no pescoço, porque quando a gente, quem sofreu choque, sabe?<br>Aluna: Sabrina viégas <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 13:29:43 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Criméia de Almeida </title>
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         <description><![CDATA[<div>Criméia Alice Schimdt de Almeida, ex-guerrilheira e militante, foi presa pela Oban (Operação Bandeirante) em São Paulo junto de sua irmã Amélia Teles. Em seu depoimento relata que foi torturada mesmo estando grávida de 6 meses até dar à luz, e após o parto seu filho foi tirado dela e sendo devolvido apenas 53 dias depois desnutrido e dopado. <br><br>https://youtu.be/rz0ekhjmvRc<br><br>Aluna: Rita de Cássia Almeida Farias <br>n°: 28<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 14:09:10 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Raul Ellwanger, músico.</title>
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         <description><![CDATA[<div>A erosão é brutal nas duas clandestinidades que eu vivi. O vazio do exílio, a quebra e a perda das relações pessoais e afetivas. Na volta do exílio, houve a tentativa de prisão ilegal no aeroporto pelo senhor Seelig. A minha apresentação foi negociada através de advogados para passar lá na segunda-feira, eu fiquei preso ilegalmente durante dez dias. Eu era mantido em vigilância durante a noite para ouvir os sons dos presos comuns que eram torturados na madrugada, porque não podiam fazê-lo de dia quando havia imprensa. (Íntegra.)<br><br>Aluna: Alice de Oliveira Lima </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-08 15:39:20 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Depoimento da advogada de Marta Aurora Maria Nascimento Furtado que foi torturada e morta. <br><br>Aluna : Amanda Souza </div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/qyFnYNVlhFo" />
         <pubDate>2020-07-08 16:00:26 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Maria do Socorro</title>
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         <description><![CDATA[<div>Maria do Socorro, em 1972 ela foi torturada violentamente por motivos que nem ela sabe, recebeu chutes, pontapés e até foi ao pau-de-arara, após ser solta de torturas e prisões ela agiu na luta contra a ditadura do governo militar brasileiro e afirma ela: "não me arrependo de nada". <br><br><strong>Aluno: </strong>Alexandre Alencar de Oliveira Fernandes N 01 </div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/JzsNlG7hsjo" />
         <pubDate>2020-07-08 23:48:17 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br></div><div><strong>Robeni Baptista da Costa, estudante<br></strong><br></div><div>69, eu fui presa na sala de aula. Eu estava fazendo uma prova de…não me lembro do nome da matéria, mas o professor chamado Espina. Eu estava fazendo, estava lá no meio da turma, de repente eu vi dois homens na sala, chamaram o professor e tal…terminei a prova e fiquei enrolando, enrolando…um colega saiu, chamado Milton. Milton saiu e me mostrou também para os homens, para os dois homens. “Estou presa!”. Chega uma hora não tinha mais ninguém, eu tinha que sair. <strong>Conversei com o professor: “Professor, eu vou ser presa, por favor, conte para alguém”. “Mas eu nem sei se você é minha aluna! Eu nem sei se você é minha aluna”.</strong> Aí, os homens lá, eu saí…algemada na hora.<br><br></div><div>Aí fui para a OBAN, a OBAN que  tinha recentemente sido estruturada, não é? O que que eles queriam? Por que eles estavam me prendendo? Porque eles estavam prendendo o pessoal que tinha sequestrado o embaixador americano lá no Rio de Janeiro, e eles queriam um cidadão chamado Paulo de Tarso Venceslau. Que eu conhecia de vista. Aí, em um final de noite já no começo de novembro, eu ouvi um tiroteio tão imenso no pátio da OBAN, pátio interno, um tiroteio enorme, enorme. No dia seguinte de manhã, os caras atiraram para cima tudo o que eles tinham, para cima, para o ar. E aí, eles se abraçavam, gritavam…ih, aconteceu alguma coisa. No dia seguinte de manhã os caras chegaram batendo na porta: “Pode pegar, pega tudo o que cada um tem, pode ir embora, estão liberados.” Sem processo, sem nada, nada, nada. Saí na banca, vi na banca, era Marighella…ele foi morto no dia 4, eu saí no dia 5 de novembro.<br><br></div><div>Com a ALN, e eu ajudava em casa, o que que eu fazia? Eu fazia traduções, eu fazia revisão de jornaizinhos, eu fazia esse tipo de coisa, ajudava em casa e distribuía folhetos, porque continuava na universidade. Nisso, em fevereiro de 71 eu fui presa de novo, e aí eu fui presa e a coisa veio…o tal do repique. De madrugada os caras chegaram me arrebentando, procurando armas. Não tínhamos armas porque nós não éramos do chamado grupo tático armado. Mas mesmo assim eu fui torturada, não no pau de arara, porque tem muita gente que fala que foi para o pau de arara. Eu vi um cara no pau de arara, que foi o Alcides Mamizuka, o meu companheiro.<br><br></div><div>Mas eu não fui, <strong>eu fui para a cadeira do dragão, em que os caras jogaram água e me deram um choque na vagina, no seio, o pior foi na orelha, porque a impressão que dá é que jogaram o cérebro da gente no liquidificador, sabe?</strong> É uma coisa assim…esse foi o pior! Esse foi o pior!  Eu fiquei três meses na OBAN. E prestes a ser mandada para o DOPS, os caras me chamaram para dar um depoimento final, aí havia uma carta de [trecho incompreensível] eu teria escrito uma carta, tinha uma carta datilografa para eu assinar. Nessa carta, eu assumia que tinha matado aquele soldado no Vale do Ribeira, que estava muito fresca a questão da VPR no Vale do Ribeira. Foi na virada de 70  para 71. Onde eu assumia…na carta, eu assumia que havia matado o cara, que eu que tinha disparado, e eu disse: <strong>“Eu não posso ter disparado, eu não estava lá, eu não vou assinar”. “Não, assina! Assina! Assina!” Aí o cara começou a me dar choque de novo</strong>. (<a href="http://cnv.memoriasreveladas.gov.br/images/pdf/depoimentos/vitimas_civis/Robeni_Baptista_da_Costa_04.06.2014.pdf">Íntegra</a>.)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-07-09 01:01:12 UTC</pubDate>
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