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      <title>Portefólio de Literatura Portuguesa by Jéssica Gonçalves</title>
      <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd</link>
      <description>Jéssica Gonçalves 10ºF</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-11-14 21:02:56 UTC</pubDate>
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         <title>Contextualização da lírica trovadoresca</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/288732904</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A poesia trovadoresca</strong> <mark>desenvolveu-se nos reinos de Leão, Castela e no Reino de Portugal</mark>, na Idade Média nos anos de 1196 a 1354.<br><br></div><div><mark>Cerca de 1680 composições em verso foram produzidas</mark> entre os séculos XII e XIV.<br><br></div><div>Composições musicadas e cantadas em saraus nas cortes dos grandes senhores.<br><br></div><div><mark>Os poemas eram escritos pelos trovadores que faziam parte da nobreza e pelos jograis que faziam parte do povo.</mark><br><br></div><div>Os trovadores escreviam <strong>os poemas na língua galaíco-portuguesa.<br></strong><br>Havia uma estratíficação social como demonstra a seguinte imagem<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-03 16:09:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/288736209</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-10-03 16:14:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/288742394</link>
         <description><![CDATA[<div>Atividades lúdicas de que se ocupavam, nos tempos livres:<br><br></div><div>·         Faziam torneios </div><div>·         Faziam saraus com dança e canto<br><br></div><div>E também faziam banquetes. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-03 16:23:27 UTC</pubDate>
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         <title>Teocentrismo na Idade Média</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/290766623</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>Diz-se que a Idade Média foi uma época teocentrica</mark>, ou seja, deus no centro do Universo, <mark>pois encontram-se marcos na vida medieval do teocentrismo em todos os níveis.<br></mark><br></div><div><strong><mark>Política na Idade Média</mark></strong></div><div>A nível político o teocentrismo afetou:  </div><ul><li>A construção de estados e de sociedades estratificadas em classes e hierarquizadas;</li><li>O poder real do Papa sobre os estados europeus (no caso de Portugal, D.Afonso Henriques obteve, mediante a promessa do pagamento de um imposto anual ao Papa, o seu reconhecimento como rei do nosso país) e o incentivo às guerras sobre a religião aumentou.</li></ul><div><br></div><div><strong><mark>Arte na Idade Média</mark></strong></div><div><strong>A nível cultural e artístico o teocentrismo marcou:</strong></div><div>·         O monopólio na educação e no ensino;</div><div>·         A Filosofia medieval que era a filosofia dos Padres e Doutores da Igreja que assentava na noção de dogma, de autoridade (escolática)</div><div>·         Na arquitetura ficaram-nos <strong>castelos e fortes militares e catedrais erguidos para Deus;</strong></div><div>·         Na pintura <strong>representavam-se cenas relacionadas com as escrituras e a vida dos santos em mosaícos e vitrais</strong>;</div><div>·         Na escultura medieval enriqueceu-se a decoração das catedrais, estátuas de santos, da virgem com o esquecimento de traços individualizadores e nas artes menores:  A arte sacra e a ourivesaria.</div><div>·       <strong>  A arte românica</strong> era um estilo artístico que foi criado dentro de oficinas e surgiu nos séculos XI e XII, na Europa.</div><div>·       <strong>  A arte gótica</strong> prevaleceu no século XVI, quando os bárbaros invadiram o Império Romano, esta era caracterizada pela criação das abóbadas de arcos cruzados, vitrais, entre outros.<br><br><strong><mark>Vida quotidiana na Idade Média</mark></strong></div><div> Na vida quotidiana o teocentrismo marcou na <strong>aceitação do sofrimento do trabalho duro e mal remunerado, da doença, como sendo instrumentos de purificação e salvação da alma e a valorização da morte em combate pela Fé.<br></strong><br></div><div>Encontramos também reflexos desta religiosidade, na moda medieval, por exemplo o vestuário largo, destinado a tapar o corpo.<br><br>Adaptado de Viagens, Manual de Literatura Portuguesa</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-09 14:30:47 UTC</pubDate>
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         <title>Iluminuras</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os trabalhos eram ilustrados com iluminuras, pinturas que recebiam folhas de ouro que iluminavam as imagens.<br><br></div><div>As cores eram obtidas de plantas, minerais, sangue e insetos, por exemplo a tinta vermelha era obtida da argila misturada com púrpura, só era utilizada para títulos, para maiúsculas e para nomes importantes.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-09 14:59:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/290921253</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://pt.slideshare.net/mobile/gijasilvelitz/poesia-trovadoresca-resumo">https://pt.slideshare.net/mobile/gijasilvelitz/poesia-trovadoresca-resumo</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-09 17:58:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/290923729</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://ensinarhistoriajoelza.com.br/iluminuras-medievais/">https://ensinarhistoriajoelza.com.br/iluminuras-medievais/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-09 18:01:32 UTC</pubDate>
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         <title>Vitrais </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div> Os primeiros vitrais medievais surgiram no século X em catedrais da França e da Alemanha. <br>Eram janelas que eram coloridas e revelavam a história dos Homens e as verdades da fé.<br><br>Detalhe da Catedral de Laon (Catedral de Notre Dame), França </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-09 18:07:23 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/290931062</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="http://lounge.obviousmag.org/anna_anjos/2013/07/os-vitrais-medievais.html">http://lounge.obviousmag.org/anna_anjos/2013/07/os-vitrais-medievais.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-09 18:12:03 UTC</pubDate>
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         <title>Arte Românica </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Na época, era utilizado a abóbada, dois pilares e paredes grossas com pequenas aberturas (janelas);</li><li>As igrejas românicas são grandes e sólidas.</li></ul><div><a href="http://historia-da-arte.info/idade-media/arte-romanica.html">http://historia-da-arte.info/idade-media/arte-romanica.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:19:01 UTC</pubDate>
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         <title>Arte gótica</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>A entrada era diferente da românica, que possui apenas um portal, enquanto a gótica possui três portais que dão entrada para o interior da igreja;</li><li>Todas as igrejas do século XII e XIV têm a rosácea,ou seja, uma janela redonda encontrada no portal central;</li><li>Os arcos góticos ou ogivais permitiram a construção da abóbada de nervuras, assim como os pilares, que proporcionaram paredes menos grossas para suportar a estrutura. Com a utilização desses arcos as igrejas puderam ser mais altas;</li><li>Uso dos vitrais. </li></ul><div><a href="http://historia-da-arte.info/idade-media/arte-gotica.html">http://historia-da-arte.info/idade-media/arte-gotica.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:25:56 UTC</pubDate>
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         <title>Música </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/292924437</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:33:11 UTC</pubDate>
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         <title>Portefólio </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/292927534</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>O que é um portefólio ?<br></strong><br></div><div>Um portefólio deverá conter uma coleção dos trabalhos do seu autor que ilustram os seus esforços, as suas evoluções e as suas realizações.</div><div><br></div><div><strong>O que um portefólio deve incluir?<br></strong><br></div><div>O portefólio pretende testemunhar o processo  de aprendizagem e a progressão do seu autor, reunindo elementos que demonstrem a forma como esse processo foi evoluíndo.<br><br></div><div>À medida que vai sendo construído , vai mostrando ao seu compositor as estratégias  que utilizou desde o ínicio até ao momento atual permitindo-lhe verificar uma evolução, certamente. <br><br></div><div><mark>O portefólio deverá incluir reflexões pessoais sobre diversos temas. </mark><br><br></div><div>Os elementos que devem estar incluidos no portefólio deverão ser definidos pelos seus compositores, podendo ser os seguintes:<br><br></div><div>·         Uma autobiografia do autor;</div><div>·         Projetos de leitura e escrita;</div><div>·         Lista dos textos lidos e trabalhados;</div><div>·         Textos produzidos;</div><div>·         Relatórios;</div><div>·         Registos áudios , vídeo;</div><div>·         Fichas de leitura de obras lidas.</div><div>·         Textos de reflexão.</div><div><br></div><div>Em termos de organização, o <strong>portefólio</strong> deverá incluir <mark>diversas secções, com a indicação do seu conteúdo e um índice</mark> que facilitará a consulta.<br><br></div><div><br></div><div><strong>A principal vantagem do portefólio</strong> é permitir ao <mark>aluno verificar a sua evolução ao longo da publicação de um novo trabalho</mark>, permitir ajudar na sua aprendizagem.<br><br>Adaptado da página 27 do Manual de Literatura Portuguesa, Viagens<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:37:52 UTC</pubDate>
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         <title>Porque</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/292930604</link>
         <description><![CDATA[<div>Sophia de Mello Breyner Andreson</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:42:27 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/292930657</link>
         <description><![CDATA[<pre>Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

                      Sophia de Mello Breyner Andresen</pre><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:42:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Apresentação</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/292930704</link>
         <description><![CDATA[<div>O meu nome é Jéssica Gonçalves,</div><div>Defino-me como uma pessoa calma e paciente</div><div>Alguns até me chamam de inteligente.<br><br></div><div>Com uma cara cheia de histórias </div><div>E também de muitas alegrias e tristezas<br>Uma vez que isso está sempre presente nas minhas memórias.</div><div> </div><div>Carrego em mim um olhar </div><div>Que nem sempre é cativante,</div><div>Mas tenho que conseguir continuar</div><div>Para ser mais motivante.</div><div> </div><div>Fisicamente, sou curvada e pequena,</div><div>Mas também não pretendo ser muito grande</div><div>Porque consigo chegar onde quiser</div><div>Basta apenas querer.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-15 16:42:36 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Subgéneros das cantigas de amigo</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/293343102</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://pt.slideshare.net/HMECOUT/as-cantigas-de-amigo">https://pt.slideshare.net/HMECOUT/as-cantigas-de-amigo</a></div><div><mark>Barcarolas ou marinhas <br></mark>É uma variedade de cantiga de amigo em que o mar e o rio, constituem o elemento essencial pois são a causa da separação e o meio para o reencontro dos apaixonados.</div><ul><li>A fúria do mar do mar ou a maré inesperada funcionam em certas ocasiões como símbolo de isolamento da mulheres.</li></ul><div><mark>Albas ou Alvoradas</mark> Fazem parte dos subgéneros das cantigas de amigo, e focam-se, essencialmente, no amanhecer após uma noite de amor.<br><mark>Pastorelas<br></mark>Subgénero da cantiga de amigo em que é, geralmente o cavaleiro que se dirige a uma pastora que encontra no caminho, manifestando-lhe o seu amor.</div><div><mark>Cantigas de Romaria</mark> <br>São cantigas medievais que pertencem ao subgénero das cantigas de amigo, logo destinavam-se ao canto.</div><ul><li>Eram, geralmente, três estrofes com seis versos.</li><li><strong>As cantigas de romaria </strong><strong><mark>distinguem-se</mark></strong><strong> das cantigas de amigo</strong> por terem <mark>a peregrinação, da romaria e de capelas</mark>, <strong>como pretexto</strong> para o <mark>desenvolvimento da temática amorosa e profana.</mark></li><li>Abordava em geral, <mark>a moça do povo que procurava com a ajuda da mãe ou não, os santuários, as igrejas e as capelas com a ideia de encontrar um amado ou um amante</mark>, rezava por ele quando este estivesse na guerra, acendia velas para que ele retornasse aos seus braços, ou apenas dançava com as amigas enquanto os rapazes as observavam. </li><li><mark>Como ocorre na cantiga "</mark><em><mark>Poys nossas madres vam a Sam Simon, </mark></em><mark>de Pero Viviaez"</mark></li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:02:00 UTC</pubDate>
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         <title>Poys nossas madres vam a Sam Simon</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/293366944</link>
         <description><![CDATA[<div>Poys nossas madres vam a Sam Simon</div><div>de Val de Prados candeas queymar,</div><div>nós, as meninhas, punhemos d'andar</div><div>com nossas madres, e elas enton</div><div>queymen candeas por nós e por ssy,</div><div>e nós, meninhas, baylaremos hy.<br><br></div><div>Nossos amigos todos lá hiran</div><div>por nos veer, e andaremos nós,</div><div>baylando ant' eles, fremosas en cós,</div><div>e nossas madres, poys que alá van,</div><div>queymen candeas por nós e por ssy,</div><div>e nós, meninhas, baylaremos hy.<br><br></div><div>Nossos amigos hiran por cousir</div><div>como baylamos, e poden veer</div><div>baylar moças de bom parecer,</div><div>e nossas madres, poys lá queren hir,</div><div>queymen candeas por nós e por ssy,</div><div>e nós, meninhas, baylaremos hy.<br><br><a href="https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1844811">https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1844811</a><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:29:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Paralelismo </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div> O paralelismo é uma construção que obriga a que as estrofes distícas tenham o mesmo verso, apenas com a alteração de uma palavra. Isto verifica-se tanto no primeiro, como no segundo verso do dístico.</div><div>  O <em>leixa-pren</em> consiste no retomar integralmente um verso da cantiga: o segundo da primeira estrofe é retomado no primeiro da terceira estrofe; o segundo verso da segunda estrofe é retomado no primeiro da quarta estrofe; o segundo verso da terceira estrofe é retomado no primeiro da quinta e assim sucessivamente. <br>Como demonstra a cantiga seguinte:</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:33:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Refrão </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>O refrão caracteriza-se por<mark> um verso ou um conjunto de versos que se repete/m no final de cada estrofe.</mark><br>Encontra-se presente em canções literárias e em poemas.<br>O nome, refrão, provém do castelhano <em>refrán</em>, remontando às poesias gregas, à Bíblia, e, sobretudo, às cantigas líricas trovadorescas, principalmente as cantigas de amigo, como a cantiga "Ai flores, ai flores do verde pino"</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:39:39 UTC</pubDate>
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         <title>Ondas de mar de Vigo</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/293376713</link>
         <description><![CDATA[<div>Ondas do mar de Vigo</div><div><mark>Se vistes meu amigo</mark></div><div>        e, ai Deus, se verra cedo!               </div><div>Ondas do mar levado,                         </div><div><mark>Se vistes meu amado!</mark></div><div>        e, ai Deus, se verra cedo!</div><div><br></div><div><mark>Se vistes meu amigo</mark>,</div><div>o por que eu sospiro!</div><div>        e, ai Deus, se verra cedo!                            </div><div><mark>Se vistes meu amado,</mark><strong><mark>  </mark></strong><strong>    </strong>                  </div><div>por que ei gran cuidado!</div><div>        e, ai Deus, se verra cedo!<br><br><a href="http://portugues-fcr.blogspot.com/2017/11/paralelismo-perfeito.html">http://portugues-fcr.blogspot.com/2017/11/paralelismo-perfeito.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:41:27 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ai flores, ai flores do verde pino</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/293386131</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Ai flores, ai flores do verde pino, <br>se sabedes novas do meu amigo! <br></em></strong><strong><mark>ai Deus, e u é? </mark></strong><strong><br></strong><br></div><div><strong><em>Ai flores, ai flores do verde ramo, <br>se sabedes novas do meu amado! <br></em></strong><strong><mark>ai Deus, e u é? </mark></strong></div><div><br></div><div><strong><em>Se sabedes novas do meu amigo, <br>aquel que mentiu do que pôs comigo! <br></em></strong><strong><mark>ai Deus, e u é? </mark></strong><strong><br></strong><br></div><div><strong><em>Se sabedes novas do meu amado, <br>aquel que mentiu do que mi há jurado! <br></em></strong><strong><mark>ai Deus, e u é?<br></mark></strong>(...)<strong><em><br></em></strong><a href="https://portugues.uol.com.br/literatura/refrao.html"><strong><em>https://portugues.uol.com.br/literatura/refrao.html</em></strong></a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:54:06 UTC</pubDate>
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         <title>Escultura Medieval </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>Catedral de Chartres</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-16 14:56:13 UTC</pubDate>
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         <title>Louçana (oficina de escrita)</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/296000316</link>
         <description><![CDATA[<div>Os dias das mulheres são muito semelhantes, o que muda é o dia e a maneira como se levantam, mais alegres ou mais tristes.<br> Por isso, estava a nascer um dia como outro qualquer, com a particularidade de o sol estar a brilhar, os pássaros a cantar e a menina tinha se levantado alegre ao que tudo indicava que ia ser um dia bom.<br> Levantou-se bela como sempre e estava a preparar-se para sair de casa, para ir lavar o cabelo à fonte, como sempre, quando se lembrou que no dia anterior tinha combinado com um amigo irem encontrar-se na fontana.<br> Estava muito feliz por tal e aperaltou-se à altura do encontro.<br> O amigo, habitante da mesma aldeia, sentia-se atraído pela menina que todas as manhãs ia lavar o seu cabelo à fonte, e pediu-lhe para se encontrarem, na fonte, onde esta ía.<br> A menina mal acabara de se arranjar em casa e de avisar a mãe que ia lavar os seus cabelos na fonte, saiu de casa e foi ter com o amado.<br> O rapaz, que não dava contas a ninguém, saiu preparado para o encontro que lhe ia permitir declarar-se à amada, de uma forma direta e sem muitos ensaios para tal.<br> Como no casamento é o noivo que chega primeiro ao altar, aqui também o foi, chegou o rapaz primeiro que a louçana à fontana.<br> Instantes a seguir ao rapaz chegar, aparece a louçana muito bela. <br> O encontro foi divertido e animado, demorando tempo demais para aquele que a louçana demorava na fonte a lavar os seus cabelos e ela teve que ir embora, triste, mas feliz.<br> A louçana já sabia que a sua mãe lhe ia perguntar o porquê de tanto tempo na fonte, e enquanto ia para casa foi pensando numa desculpa à altura.<br> Mal chega a casa, a mãe calma e serena pergunta-lhe porque demorou tanto tempo na fontana ao que a filha lhe responde:<br> • Estavam cervos na fonte, mãe, a revolver a água, esse é o motivo da minha demora.<br> • Não precisas de mentir, filha, percebi, perfeitamente, que foste ter com um rapaz à fontana.<br> A filha remeteu-se aos seus aposentos, sem se preocupar que a mãe se tivesse apercebido da sua alegria e que esta tinha ido ter com um amigo.<br><br>Texto produzido por mim 😊</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-23 15:08:18 UTC</pubDate>
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         <title>Cantigas de amor </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/298569559</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Características das cantigas de amor e diferenças das cantigas de amigo:<br></strong><br></div><div>O que distingue a cantiga de amor da cantiga de amigo é que <mark>nas cantigas de amor são os homens que se dirigem às amadas</mark>, a confessar os seus sentimentos, pelo que nas <mark>cantigas de amigo são as mulheres (as donzelas) que recordam os seus amigos ausentes</mark>, tendo como confidentes a mãe, as amigas ou a Natureza.<br><br></div><div>A cantiga de amor exprime a “coita” ou “cuita”, um amor que não é correspondido e torna-se obsessivo, repetido em tom de queixa ou de súplica.<br><br></div><div><strong><mark>A cantiga de amor</mark></strong><strong> tal como a cantiga de amigo desenvolve o tema do amor não correspondido,</strong><strong><mark> distingue-se</mark></strong><strong>, no entanto,</strong><strong><mark> por uma mais acentuada aristocracidade de tom e de forma.</mark></strong><br><br></div><div>É geralmente estruturada como sendo um pedido de amor do poeta à dama.<br><br></div><div><mark>O canto do amor não se dirige a uma mulher real, exprimindo sentimentos reais que são a transposição amorosa dos sentimentos do vassalo pelo senhor feudal, mas é dedicado a uma mulher abstrata.<br><br></mark>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-30 15:29:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Artifícios poéticos da cantiga de amor de influência provençal</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/298592311</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>·        <mark> Coblas</mark>:<strong> As estrofes tinham o nome de coblas/cobras</strong> e o seu número ficava à consideração de cada autor.</div><div>As cantigas galaíco-portuguesas têm, geralmente, três ou quatro coblas, com exceção das paralelísticas.</div><div><mark>Cada copla pode apresentar um número variável de versos</mark>, <strong>mas</strong><mark> todas as coplas têm o mesmo número de sílabas e a mesma medida.<br></mark><br></div><div><strong>       O número </strong><strong><mark>máximo de versos</mark></strong><strong> numa copla era de</strong><strong><mark> dez </mark></strong><strong>e o </strong><strong><mark>mínimo</mark></strong><strong> era de</strong><strong><mark> dois</mark></strong><strong>.</strong><br><br></div><div>·        <mark> Refrão</mark>:<strong> </strong><strong><mark>Podia</mark></strong><mark> estar ligado ao corpo da copla</mark> pelo sentido, ou ser <mark>independente dela</mark>.</div><div>Não aparece nas cantigas de mestria.</div><div> </div><div>·      <mark>   Finda:</mark> É uma<mark> copla de menor extensão</mark>, de <mark>um a quatro versos, que encerra a cantiga em jeito de conclusão</mark></div><div>Nas cantigas de mestria, rima, geralmente, com a segunda parte da última estrofe.</div><div>Uma cantiga pode possuir mais do que uma finda.</div><div> </div><div>     <mark>Atafinda</mark>: é um processo de ligação de coplas que é feita pela continuação do último verso de uma estrofe na copla seguinte. Essa ligação faz-se através de partículas como "e", "ca", "pois", "quando", "pero", "que", etc.<br><br></div><div>  Ocorre tanto nas cantigas de mestria como nas de refrão.<br><br><mark>Verso/ palavra perduda:</mark><strong><mark> </mark></strong>Verso/palavra sem correspondência temática/rimática que aparece no meio, início ou fim da copla e deve repetir-se no mesmo lugar.</div><div>         </div><div><mark>Enjambemnt/transporte/ encavalgamento:</mark><strong><mark> </mark></strong>Consiste em completar o sentido de um verso no verso seguinte. D. Dinis chegou até a dividir a palavra.</div><div>            Este processo é uma constante na poesia de todas as épocas.</div><div><br></div><div><mark>Dobre</mark>:<mark> </mark><strong><mark>Repetição da mesma palavra de rima </mark></strong><mark>duas ou mais vezes em lugares simétricos da estrofe</mark>, de preferência no primeiro e no último verso.<br><br><a href="http://portugues-fcr.blogspot.com/2017/11/artificios-poeticos-da-cantiga-de-amor.html">http://portugues-fcr.blogspot.com/2017/11/artificios-poeticos-da-cantiga-de-amor.html</a><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-30 16:03:43 UTC</pubDate>
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         <title>Cantigas de escárnio e de maldizer</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/298593452</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>A intenção destas cantigas é satirizar certos aspetos da vida da corte.<br></mark><br></div><div>Ao mesmo tempo as cantigas de escárnio e de maldizer<strong> recriam situações anedóticas e apresentam uma ridicularização do amor cortês.</strong><br><br></div><div><strong>As cantigas de escárnio</strong> <mark>ridicularizam alguém</mark><strong><mark> de forma indireta</mark></strong><mark> e com </mark><strong><mark>palavras simuladas</mark></strong><mark>, recorrendo à ironia</mark> (recurso expressivo utilizado nestas cantigas)<br><br></div><div><strong>As cantigas de maldizer</strong> <mark>ridicularizam alguém com </mark><strong><mark>palavras claras</mark></strong><mark> e </mark><strong><mark>de uma</mark></strong><mark> </mark><strong><mark>forma direta</mark></strong>, com a intenção de ofender.<br><br></div><div>Eram abordados como temas das sátiras trovadorescas:</div><div>·         A cruzada da Balteira;</div><div>·         As disputas entre jograis;</div><div>·         A traição dos fidalgos na guerra da Granada;</div><div>·         As mentiras do amor;</div><div>·         Amores entre fidalgos e plebeias.</div><div> </div><div>As cantigas de escárnio e de maldizer diferenciam-se da seguinte forma:</div><ul><li><mark> As cantigas de escárnio</mark><strong> criticam alguém de forma indireta, não sendo a pessoa satirizada identificada,</strong><strong><mark> pelo que </mark></strong>as<mark> cantigas de maldizer</mark><strong> críticam de forma direta, a pessoa satirizada, essa pessoa é identificada.</strong></li><li><mark>As cantigas de escárnio</mark><strong> recorrem à ironia</strong>,<strong> </strong><strong><mark>enquanto que</mark></strong><strong> as </strong><mark>cantigas de maldizer</mark><strong><mark> </mark></strong><strong>difamam a pessoa identificada, e ridicularizam-na.</strong></li><li><strong>A linguagem</strong><mark> nas cantigas de escárnio</mark><strong><mark> </mark></strong><strong>é trabalhada, com trocadilhos, e com subtilezas, </strong><strong><mark>sendo utilizada</mark></strong> nas<strong><mark> </mark></strong><mark>cantigas de maldizer</mark> <strong>uma linguagem agressiva.</strong></li><li><mark>As cantigas de escárnio</mark> apresentam<strong> críticas subtis e bem humuradas acerca de uma pessoa, que mesmo sem ter o seu nome explícito, é facilmente reconhecível pelos demais elementos da sociedade</strong>, <strong><mark>já</mark></strong> nas <mark>cantigas de maldizer </mark>é<strong> feita uma crítica pesada e grosseira, com a intenção de ofender a pessoa ridicularizada, há inclusive o uso de palavrões e cita-se o nome ou o cargo da pessoa sobre quem faz a sátira.</strong></li></ul><div><br></div><div><a href="https://pt.slideshare.net/HMECOUT/cantigas-de-escrnio-e-maldizer-9200416">https://pt.slideshare.net/HMECOUT/cantigas-de-escrnio-e-maldizer-9200416</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-30 16:05:30 UTC</pubDate>
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         <title>Quer´eu en maneira de proençal</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/299089156</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Quer'eu en maneira de proençal<br>fazer agora un cantar d´amor<br>e querrei muit'i loar mha senhor,<br>a que prez nen fremusura non fal,<br>nen bondade; e mais vos direi en:<br>tanto a fez Deus comprida de ben<br>que mais que todas las do mundo val.<br>  <br> Ca mha senhor quiso Deus fazer tal,<br> quando a fez, que a fez sabedor<br> de todo ben e de mui gran valor,<br> e con tod(o)est´ é mui comunal<br> ali u deve; er deu-lhi bom sem<br> e des i non lhi fez pouco de ben,<br>quando non quis que lh'outra foss'igual.<br>  <br> Ca en mha senhor nunca Deus pôs mal,<br> mais pôs i prez e beldad'e loor<br> e falar mui ben e riir melhor<br> que outra molher; des i é leal<br> muit', e por esto non sei oj' eu quen<br> possa compridamente no seu ben<br> falar, ca nom á, tra'lo seu ben, al.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-31 17:09:12 UTC</pubDate>
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         <title>Análise da cantiga de amor</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/299095674</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta é uma cantiga de amor em que o trovador louva a mulher amada, através da utilização de hipérboles, como demonstra o seguinte exemplo: <br>"tanto a fez Deus comprida de ben/ que mais que todas las do mundo val"<br>O trovador recorre ás hipérboles para referir que a mulher amada é dotada de todas as perfeições, que não tem imperfeições, que é a mais bela de todas e a mais perfeita mulher que existe há face da terra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-10-31 17:21:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ai dona fea, foste-vos queixar</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/304402001</link>
         <description><![CDATA[<div>Ai, dona fea, foste-vos queixar</div><div>que vos nunca louv´en (o) meu cantar;</div><div>mais ora quero fazer um cantar</div><div>en que vos loarei toda via;</div><div>e vedes como vos quero loar:</div><div>dona fea, velha e sandia!</div><div><br></div><div>Dona fea, se Deus me perdon, </div><div>pois avedes (a) tan gran coraçon</div><div>que vos eu loe, en esta razon</div><div>vos quero já loar toda via;</div><div>e vedes qual será a loaçon:</div><div>dona fea, velha e sandia!</div><div><br></div><div>Dona fea, nunca vos eu loei</div><div>eu meu trobar, pero muito trobei;</div><div>mais ora já un bom cantar farei,</div><div>en que vos loarei toda via;</div><div>e direi-vos como vos loarei:</div><div>dona fea, velha e sandia!<br><br>Joan Garcia de Guilhade</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:48:03 UTC</pubDate>
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         <title>Análise de uma cantiga de escárnio</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/304402679</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:48:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Análise de uma cantiga de maldizer</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/304404329</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 16:51:23 UTC</pubDate>
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         <title>Roi Queimado morreu com amor</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/304411367</link>
         <description><![CDATA[<div>Roi Queimado morreu com amor</div><div>en seus cantares, por Sancta Maria,</div><div>por Da dona que gran bem queria:</div><div>e, por se meter por mais trobador,</div><div>porque lhe ela non quis bem fazer,</div><div>fez-s´el en seus cantares morrer, </div><div>mais resurgiu depois ao tercer dia!</div><div> </div><div>Esto fez el por ûa sa senhor</div><div>que quer gran ben, e mais vos en diria:</div><div>por que cuida que faz i maestria,</div><div>enos cantares que faz, á sabor</div><div>de morrer i e des i d´ar viver;</div><div>esto faz el que x´o pode fazer,</div><div>mais outr’omem per ren nono faria.</div><div><br></div><div>E non á já desa morte pavor,</div><div>senon sa morte mais la temeria,</div><div>mais sabe bem, per sa sabedoria,</div><div>que viverá, des quando morto for,</div><div>e faz-(s) en seu cantar morto prender,</div><div>des i ar vive: vedes que poder</div><div>que lhi Deus deu, mais que non cuidaria.<br><br></div><div>E, se mi Deus a mim desse poder</div><div>qual oj’el  á, pois morrer, de viver,</div><div>já mais morte nunca temeria. <br><br>Pero Garcia de Bulgarés<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 17:01:49 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/304412718</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta cantiga é feita uma crítica indireta, de forma que fala de uma senhora que é feia, mas não identifica essa pessoa.<br>Esta senhora queixava-se de não ser louvada por este trovador, pelo que ele decidiu escrever-lhe uma cantiga porque ela era bonita, mas tinha um grande coração, essa foi a razão que motivou este trovador a escrever esta cantiga.<br>Afirmando que ela é feia, velha e louca, características realistas, daí ele nunca lhe ter escrito uma cantiga de amor, porque nesse tipo de cantigas a mulher é dotada de todas as perfeições, sendo a melhor das melhores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 17:04:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/304423560</link>
         <description><![CDATA[<div>Em comparação com a cantiga "Ai dona fea, foste-vos queixar" esta cantiga critica de uma forma direta, uma determinada pessoa, através da qual nos permite identificar quem era.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-14 17:21:22 UTC</pubDate>
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         <title>A genealogia dos livros de linhagens </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310555139</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>Os textos genealógicos, correspondem a uma sequência de nomes e de relações entre os nomes que constituem uma rede familiar ou linhagística,</mark> cujo objetivo é de perpetuar a memória e a história de uma sucessão familiar, de uma linhagem ou mesmo de uma rede de histórias familiares que se entre-cruzam.<br><br><mark>Quando a genealogia se refere a famílias aristocráticas, encontra-se a denominação de "nobiliários".</mark><br><br>Na Idade Média portuguesa, entre os séculos XIII e XIV, os nobiliários eram conhecidos como "livros de linhagens".</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-03 18:00:46 UTC</pubDate>
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         <title>Os Livros de Linhagem na Idade Média</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310566264</link>
         <description><![CDATA[<div>Os livros de linhagens ou nobiliários, na Idade Média, assumiam um papel de grande relevância do ponto de vista social.<br>Nesta época sentia-se uma grande necessidade permanente de escrever as genealogias das grandes famílias, para que elas conhecessem os seus ascendentes, os seus graus de parentesco, porque só conhecendo os graus de parentesco era possível evitar casamentos incestuosos.<br>Por outro lado, elucidavam também sobre os mosteiros de que os senhores eram fundadores e dos benefícios a receberem provenientes dessas fundações.<br><br>Embora muitos dos nobiliários se limitassem a ser a árvore genealógica de uma diversidade de famílias, ordenando devidamente os ramos em que se entroncam, desde os seus ascendentes mais remotos até ao momento em que se escrevia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-03 18:19:41 UTC</pubDate>
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         <title>Livros que a Idade Média nos deixou:</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310566943</link>
         <description><![CDATA[<div>O <em>Livro Velho, o Livro do Deão e o Livro de Linhagens do Conde D.Pedro</em> são os três nobiliários que a Idade Média nos deixou.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-03 18:20:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310567541</link>
         <description><![CDATA[<div>Adaptado do Livro de Literatura "Viagens", página 113</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-03 18:21:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310934348</link>
         <description><![CDATA[<div>Nasceu em 1380, em Lisboa foi escrivão e cronista-mor do Reino de Portugal.<br><br></div><div>Registou por mais de 20 anos a memória do povo e do reino desde a primeira dinastia até ao reinado de D.João, mestre de Avis.<br><br></div><div>Fernão Lopes foi considerado o maior cronista histórico de Portugal.<br><br></div><div>Das crónicas de Fernão Lopes chegaram até nós as seguintes crónicas: Crónica de D.Pedro I , a Crónica de D.Fernando  e a Crónica de D.João I, a primeira e a segunda parte.<br><br></div><div>A <strong>Crónica de 1419</strong>  é também reconhecida pela maioria dos estudiosos, como sendo da autoria de Fernão Lopes, e é um conjunto de narrativas<strong><mark> sobre os sete primeiros reis de Portugal</mark></strong>.</div><div>Contemporâneo da ascensão da dinastia de Avis ao trono de Portugal, <strong><mark>Fernão Lopes sentiu de perto a força do povo nas lutas pela liberdade.</mark></strong></div><div>Para ele, a história de um povo não era constituída apenas pelas façanhas dos reis e cavaleiros, mas também por movimentos populares e forças económicas. </div><div><strong><mark>Descreveu não só o ambiente das cortes, mas também as aldeias, as guerras, o sofrimento da população e a alegria das vitórias</mark></strong><mark>.</mark> O seu interesse pelo lado humano dos factos que determinaram a História é evidente, não poupou críticas a reis e nobres.</div><div><strong><mark>A obra de Fernão Lopes é um documento, na medida em que pretende registrar e fazer prova dos factos considerados dignos de memória que tem o rei como o protagonista da história, mas além de um documento, é também um monumento, uma vez que pretende fixar uma exaltação dos feitos régios</mark></strong>, que passava pela construção de túmulos e pela fundação de capelas régias, pela edificação de paços reais como o de Sintra ou do Mosteiro da Batalha.</div><div> </div><div><mark>O cuidado em fundamentar a versão dos acontecimentos, recorrendo a fontes narrativas ou documentais, </mark><strong><mark>a sua indagação junto de pessoas que ainda tinham presenciado os acontecimentos revolucionários de 1383 a 1385</mark></strong><mark>, </mark><strong><mark>as</mark></strong><mark> </mark><strong><mark>declarações de apego à verdade, </mark></strong><mark>como ele mesmo escreve, </mark><strong><mark>levou o cronista a atingir os seus objetivos e a ganhar credibilidade.<br><br>Pela qualidade das suas crónicas </mark></strong><mark>foi considerado o pai da historiografia portuguesa.<br><br>Características da escrita de Fernão Lopes:</mark></div><ul><li> Páginas criadas como modelo, pelo estilo, são aquelas em que descreve a revolução de 1383, que leva ao poder o grande chefe da casa de Avis, D. João I.</li><li>Quanto ao estilo de Fernão Lopes, <strong>ele representa uma literatura de expressão oral e de raiz popular.</strong> Tendo o próprio dito que em suas páginas<strong><mark> não se encontra a beleza das palavras, mas a nudez da verdade.</mark></strong></li></ul><div><br></div><div>Fernão Lopes não foi só um historiador, mas o criador da prosa portuguesa de alta qualidade literária.</div><div><strong><mark>Fernão Lopes permaneceu como cronista oficial do reino até 1448 quando o rei D. Afonso V (1438-1481) nomeou Gomes Eanes de Azurara como o cronista-mor do Reino. <br></mark></strong><mark>Fernão Lopes permaneceu como guarda-mor da Torre do Tombo até 1454</mark>, e segundo os pesquisadores, teria falecido em Lisboa, no ano de 1460.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa "Viagens"<br><a href="https://www.estudopratico.com.br/biografia-de-fernao-lopes/">https://www.estudopratico.com.br/biografia-de-fernao-lopes/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 15:16:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310964045</link>
         <description><![CDATA[<div>Alexandre Herculano, refere a seguinte expressão “poucos homens têm nascido historiadores como Fernão Lopes” e que o cronista “adivinhou os princípios da moderna história”.</div><div> </div><div>Fernão Lopes começa por referir que todos os homens ganham uma afeição extraordinária à terra onde nasceram e onde vivem, e por isso quando contam alguma coisa a seu respeito, nunca revelam, realmente, a verdade, exageraram no bem e ocultam o mal, suavizando-o.</div><div> </div><div>Fernão Lopes, refere que aqueles que, anteriormente, escreveram os feitos de Portugal e de Espanha, sobretudo os referentes ao Rei da Boa Memória e ao seu homónimo de Castela.</div><div>Fernão refere ao dizer isto que Lopes de Ayala, se referiu “ao nosso D.João I” e referiu que Lopes de Ayala foi imparcial, porque exagerou naquilo que escrevia e escrevia bem sobre a pátria e sobre aqueles que lhe estavam a pagar.</div><div> </div><div>Fernão Lopes refere que a história deve expor a verdade, sem mentiras o que não acontecia neste tipo de crónicas, um cronista devia e deve ser imparcial e deve relatar, exatamente, com base nos seus estudos como tudo se processou sem ocultar informações importantes que ocorreram.</div><div>Mas também indica que há a possibilidade de se enganar e se existir algum engano nas suas crónicas que são coisas que acontecem.</div><div> </div><div>Apesar de tudo, indica que não vai errar, vejamos: “Oh, com quanto cuidado e diligência vimos grandes volumes e livros, de desvairadas linguagens e terras “ </div><div> </div><div>Refere por isso que estudou imenso e com muita atenção grandes livros, pelo que não se vai errar.</div><div> </div><div>Fernão Lopes, refere que quando se conseguia a certeza dos factos, o historiador não deve recear a beleza de possíveis narrações menos verdadeiras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 15:57:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310968004</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/as-cronicas-de-fernao-lopes/">http://ensina.rtp.pt/artigo/as-cronicas-de-fernao-lopes/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 16:03:25 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/310968353</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/d-pedro-i-1320-1367/">http://ensina.rtp.pt/artigo/d-pedro-i-1320-1367/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 16:04:01 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/d-fernando-i-1345-1383/">http://ensina.rtp.pt/artigo/d-fernando-i-1345-1383/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 16:04:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/d-joao-i/">http://ensina.rtp.pt/artigo/d-joao-i/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 16:04:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313429516</link>
         <description><![CDATA[<div>Das obras que Fernão Lopes realizou, chegaram até nós 3 que são:<br><br></div><div>·         A Crónica de D.Pedro I</div><div>·         A Crónica de D.Fernando</div><div>·         A Crónica de D.João I<br><br><mark>Crónica de D.Pedro I</mark><br>A crónica de D.Pedro I situa-se entre os anos de 1357-1367, reinado deste monarca.</div><div>Metade da narrativa situa-se em Castela, em torno do rei e dos episódios da guerra cívil.</div><div>Esta crónica é constituída por 44 capítulos.<br><br><mark>Crónica de D.Fernando</mark><br>A crónica de D.Fernando ocupa os anos de 1367-1383, e corresponde à história do reinado deste monarca, especialmente chamada “Guerras Fernandinas”.</div><div>Tem 178 capítulos.<br><br><mark>Crónica D.João I</mark><br>A crónica de D.João I é constituída por 2 partes:</div><div>  A 1ªParte da crónica de D.João I situa-se num curto período de 16 meses, que vai do assassinato do conde Andeiro, em dezembro de 1383, à aclamação do Mestre de Avis, como rei de Portugal, em abril de 1385.</div><div>Tem 193 capítulos.<br><br></div><div>  A 2ªParte remete-nos a abril de 1385 até 31 de outubro de 1411 e corresponde à história do conflito entre Portugal e Castela.</div><div>Tem 204 capítulos.<br><br>(A crónica de D.João I apresenta características comuns com outras crónicas medievais, pois regista:</div><ul><li> Acontecimentos históricos por ordem cronológica.</li><li>Narra os acontecimentos com muito detalhe, conferindo-lhe maior visualismo e veracidade.</li><li>Inclui diversas perspetivas, nomeadamente, a do povo.</li><li>Apresenta comentários pessoais do autor)</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 15:06:18 UTC</pubDate>
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         <title>Prólogo</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313441371</link>
         <description><![CDATA[<div>· Crítica à parcialidade de alguns cronistas que escrevem sobre a sua pátria e aos que lhes pagam porque exageravam aquilo que escreviam que não eram imparciais.</div><div>·Parcialidade dos cronistas como consequência da necessidade de sobrevivência.</div><div>· Critica à parcialidade de Lopes de Ayala que também escreveu sobre a crise de 1383-85 e que enalteceu factos que não ocorreram e ocultou outros.</div><div>· Escreveu a verdade sem outra mesura, sem mentiras, sem ocultar nada</div><div>·  Fernão Lopes coloca a possibilidade de ser induzido a erro pelas fontes consultadas, distinguindo, por este motivo, mentir de erro. Reconhece no entanto que procedeu a uma rigorosa investigação para apurar a verdade dos factos.</div><div>·  Se for encontrado algum erro será por engano das fontes, não por querer</div><div>·  Não se preocupou com a beleza das palavras, mas sim com a verdade dos factos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 15:25:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313449779</link>
         <description><![CDATA[<div>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, página 161</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 15:38:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313456951</link>
         <description><![CDATA[<div>A crise de 1383-85 foi um periodo da guerra cívil na História de Portugal, porque o rei D.Fernando morreu e não deixou sucessores, masculinos, ao trono.</div><div>Apesar das Cortes de Coimbra terem escolhido, em 1385, um novo rei D.João I de Portugal.</div><div>O rei de Castela, João I não desistiu de conquistar um novo reino para si e decidiu invadir Portugal.</div><div>O exército de Castela era mais numeroso que o português, mas mesmo assim foi  derrotado na batalha de Aljubarrota graças à tática do quadrado.</div><div>O exército português foi comandado por Nuno Álvares Pereira, que foi nomeado por D.João I, o “Condestável do Reino”.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 15:49:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313539065</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi esta música porque gosto de determinadas citações que aqui se encontram e porque consigo perceber a mensagem que o autor consegue passar</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 18:11:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313581674</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>Fontes narrativas:</mark></div><ul><li><em>Crónica do Condestabre de Portugal</em> (sobre Nuno Álvares Pereira), anónima, redigida entre 1431 e 1436.</li><li><em>Tratados dos Feitos de D. João, Mestre de Avis</em>, de Cristophorus (eclesiástico ou doutor em leis).</li><li><em>Crónica dos Reis de Castela</em>, de Pero López de Ayala.</li><li><em>Crónica dos Feitos de D. Fernando</em>, de Martim Afonso de Melo.</li><li><em>Livro de linhagens do conde D. Pedro.</em></li><li>Pelo menos cinco narrativas anónimas, referidas pelo próprio cronista que descrevem a Batalha de Aljubarrota.</li></ul><div><br></div><div>   A obra de López de Ayala serviu como fonte para 55 capítulos da <em>Crónica de D. Fernando.<br>A Crónica de D. Juan I </em>foi aproveitada em 70 capítulos da <em>Crónica de D. João I</em>. <br>Já a <em>Crónica do Condestabre</em> é usada quase na totalidade, <mark>não tendo sido utilizados apenas 8 capítulos.</mark> <br><strong>O cronista português chega mesmo a copiar períodos inteiros destas obras.</strong><br><mark>     </mark><strong><mark>As fontes narrativas dominaram a pesquisa de Fernão Lopes</mark></strong>, tendo a consulta de <strong><mark>fontes documentais</mark></strong><mark> ocorrido, de forma pontual, </mark><strong><mark>somente para completar o relato</mark></strong><mark>.</mark></div><div>     Fernão Lopes recorre a várias fontes, com o objetivo de:</div><ol><li>Fundamentar a verdade histórica em documentos escritos;</li><li>Confrontar os documentos para aferir a verdade dos factos.</li></ol><div><br><mark>Fontes documentais:</mark></div><ul><li>Atas de cortes.</li><li>Documentos das chancelarias.</li><li>Bulas papais.</li><li>Bitafes antigos, isto é, epitáfios de sepulturas.</li><li>Práticas e sermões, procurações.</li></ul><div><br></div><div><mark>Fontes Orais:</mark><br>Fernão Lopes recorreu a testemunhos de pessoas que assistiram/participaram nos acontecimentos que ele estava a narrar.<br>Também esteve em contacto com pessoas que estiveram presentes na crise de 1383-85, e de pessoas que viveram nesse período de tempo da História em que Fernão Lopes era apenas uma criança, relativamente à crise de sucessão ao trono, a crise de 1383-1385.<br><br></div><div><a href="http://portugues-fcr.blogspot.com/2017/12/fontes-da-obra-de-fernao-lopes.html">http://portugues-fcr.blogspot.com/2017/12/fontes-da-obra-de-fernao-lopes.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 19:24:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313623828</link>
         <description><![CDATA[<div>Amizade é algo que todos nós conhecemos alguns mais do que outros, mas é algo que todos podemos ter.<br>Temos muitos géneros de amizades desde aqueles amigos que nos acompanham desde o início da nossa vida e aqueles que a vida nos dá a oportunidade de conhecer com o passar do tempo.<br>Géneros de amizades à parte gostaria de apelar a quem se sente sozinho que ter alguém em que possamos confiar e contar os nossos problemas é um grande conforto e ajuda nos não só nas épocas mais fáceis como, principalmente, nas mais difíceis.<br>Um amigo é aquele que está sempre lá quando nós precisamos e aquele que diz as verdades mesmo que doam e que sejam difíceis de aceitar, isso é ser um verdadeiro amigo, para mim é claro.<br>Um amigo não está connosco apenas nos momentos mais felizes e nos mais divertidos, mas sim aquele que está presente em tudo.<br>Opiniões são opiniões e a minha vale o que vale, acho que não devemos procurá-los, eles acabam sempre por surgir nas nossas vidas e se não forem de facto amigos de verdade nem precisam de se manifestar porque o que não falta são pessoas assim falsas e apenas estão connosco com outras intenções.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 20:43:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313637761</link>
         <description><![CDATA[<div>Fernão Lopes expõe a sua conceção de História que para ele tem de ser apenas a verdade.</div><div>Ele refere que há uma diferença e um contraste entre as obras dos cronistas anteriores que se deixaram levar pela beleza da produção escrita e não pela verdade dos factos.</div><div> </div><div>No prólogo de Fernão Lopes está evidenciada a serenidade do seu trabalho sobre os materiais históricos não deve fazer esquecer o texto que se lhe segue é o resultado da transposição desse trabalho para um discurso narrativo sobre a qual é feito o juizo e a afeição.</div><div> </div><div>Refere que o historiador deve ter o cuidado de contar os factos ocorridos de uma forma imparcial.</div><div>Coloca os factos por ordem cronológica.</div><div> </div><div>Se se seleciona-se os factos certificáveis, não haveria crónica, mas uma curta lista de nomes, datas, parentesco e alguns acontecimentos públicos e emblemáticos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 21:24:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://youtu.be/yQvCiTNDaUA">https://youtu.be/yQvCiTNDaUA</a></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-12-11 21:30:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313639998</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://youtu.be/Rs5xS_qIHDs">https://youtu.be/Rs5xS_qIHDs</a></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-12-11 21:32:03 UTC</pubDate>
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         <title>Apreciação crítica</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/313640368</link>
         <description><![CDATA[<div>Em meu entender, o padlet que realizei ao longo do 1ºPeríodo foi uma mais valia em relação à organização de cada matéria que ia sendo estudada, pois está tudo resumido, o que facilita o estudo, penso que essa é a maior vantagem deste padlet.<br>Para mim a parte mais complicada de todo o trabalho realizado foi selecionar as partes mais importantes com a quantidade de informação que foi favorecida, desde o manual de Literatura Portuguesa, até a toda uma internet.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 21:33:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/317517471</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>Gil Vicente nasceu em 1465 em Guimarães e faleceu no ano de 1536 em Évora, </mark><strong><mark>mas devido à falta de documentação são desconhecidos muitos factos da sua vida e são também cercados de muitas dúvidas</mark></strong><strong>, como por exemplo a sua verdadeira identidade</strong>:<br><br></div><div>·   No início do século XVI há referência a um Gil Vicente na corte, participando nos torneios poéticos;</div><div>·   Em documentos da época, aparece outro Gil Vicente, o ourives, a quem é atribuída a Custódia de Belém, em 1506;</div><div>·  Há ainda mais um Gil Vicente que foi “Mestre da Balança” da Casa da Moeda.</div><div> </div><div>Especulações à parte, sabemos que Gil Vicente foi um dramaturgo e poeta português e foi o maior representante da Literatura Renascentista de Portugal, antes de Camões.</div><div> </div><div>Criador de vários autos, Gil Vicente é considerado, por muitos, o fundador do teatro em Portugal.</div><div> </div><div><mark> A 1ª Obra de Gil Vicente</mark></div><div> </div><div><strong><mark>Gil Vivente apareceu em 1502 </mark></strong><mark>quando encenou a peça “Auto da Visitação” ou “Monólogo do Vaqueiro”</mark> em homenagem ao nascimento do príncipe D.João, filho de D.Manuel I.</div><div> </div><div><mark>O Auto da Visitação era um monólogo escrito em castelhano </mark>que retratava a história de um simples homem do campo expressando a sua alegria pelo nascimento do herdeiro.</div><div> </div><div><mark>Fases e obras de Gil Vicente<br></mark><br></div><div><strong><mark>A obra de Gil Vicente foi classificada em 3 partes:</mark></strong><br><br> <mark>A primeira fase foi de 1502-1508</mark> e teve influência espanhola de Juan del Encina, <mark>nesta fase o autor apresenta peças com um conteúdo religioso</mark>, são elas:</div><div><strong>·  Auto da Visitação/ Monólogo do Vaqueiro</strong></div><div><strong>·   Auto Pastoral Castelhano</strong></div><div><strong>·    Auto de São Martinho</strong></div><div><strong>·    Auto dos Reis Magos</strong></div><div> </div><div> <mark>A segunda fase que decorreu nos anos de 1508 a 1516</mark>, <strong><mark>com a apresentação da sátira social que apresenta uma visão ampla da sociedade da época </mark></strong>e adquire um carácter mais pessoal, <mark>são exemplos desta segunda fase as seguintes obras:</mark></div><div><strong>·         Quem tem farelos?</strong></div><div><strong>·         Auto da Índia</strong></div><div><strong>·         O Velho da Horta</strong></div><div><strong>·         Exortação da Guerra</strong></div><div> </div><div> E por fim, <mark>a terceira fase que percorreu os anos de 1516 a 1536,</mark> onde <mark>Gil Vicente </mark><strong><mark>atinge uma maturidade intelectual e aparecem seguidos da crítica do costume as atitudes moralizantes de carácter medieval. </mark></strong></div><div><strong>São dessa época as melhores obras teatrais da Literatura Portuguesa, são elas:</strong></div><ul><li><mark> Farsa de Inês Pereira </mark></li><li><mark> O Clérigo da Beira  </mark></li><li><mark>Auto da Lusitânia</mark></li><li><mark> Comédia do viúvo</mark></li><li><mark> Trilogia das Barcas ( Auto da Barca do Inferno, Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória </mark></li><li><mark>A Floresta dos Enganos</mark></li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-04 19:03:56 UTC</pubDate>
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         <title>Características do texto dramático</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/317521673</link>
         <description><![CDATA[<div>O texto dramático é o texto que se destina a ser lido e/ou representado. <br>Pode ser escrito em prosa ou em verso e <mark>as falas das personagens são introduzidas em discurso direto. </mark><br><br></div><div>· A ação é apresentada pelas personagens e<mark> situa-se num tempo e num espaço. </mark><br><br></div><div>· Além destes elementos, <mark>há ainda as chamadas indicações cénicas ou didascálias.</mark><br><br></div><div> · <mark>O texto dramático</mark>, criado pelo dramaturgo, <mark>tem como finalidade ser representado</mark>, passando, assim, a texto teatral, onde se destaca a função do encenador, o qual interpreta o texto escrito pelo dramaturgo e encena, ou seja, põe em cena o espetáculo teatral.<br><br></div><div> · O texto dramático é constituído por:<br><br></div><div> 1. <strong><mark>Texto Principal </mark></strong>– Composto pelas falas ou réplicas das personagens, que aparecem em discurso direto, a seguir ao nome de quem as diz, podendo apresentar-se sob a forma de:<br><br></div><ul><li> <strong><mark>Diálogo</mark></strong>: Falas entre duas ou mais personagens;</li><li> <strong><mark>Monólogo</mark></strong>: uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;</li><li><strong><mark>Aparte</mark></strong>: comentários de uma personagem que não são ouvidos pelo seu interlocutor. </li></ul><div><br></div><div>2. <strong><mark>Texto Secundário</mark></strong>- Composto pelas indicações cénicas ou didascálias, que se destinam ao leitor, ao encenador da peça e aos atores. <br><br></div><div>São compostas:</div><ul><li> Pela listagem inicial das personagens;</li><li> Pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;</li><li> Pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em atos, cenas ou quadros);</li><li> Pelas indicações sobre o cenário e guarda-roupa das personagens;</li><li>Pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras. </li></ul><div><br></div><div>O texto dramático apresenta dois tipos de estrutura:<br><br></div><div> 1. <strong><mark>Estrutura externa: </mark></strong><br><br></div><ul><li> Atos: São grandes divisões do texto dramático, que correspondem a um espaço. Muda o ato, muda o cenário;</li><li> Cenas: Quando há entrada ou saída de personagens. </li></ul><div><br></div><div>2. <strong><mark>Estrutura interna:</mark></strong><br><br></div><ul><li> <mark>Exposição</mark>: Apresentação das personagens e dos antecedentes da ação. </li><li> <mark>Conflito</mark>: Conjunto de peripécias que fazem a ação progredir. </li><li> <mark>Desenlace</mark>: Desfecho da ação dramática.</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-04 19:21:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Personagens, Ação, Espaço, Processos de cómico, Resumo da obra e Intenção crítica:</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/317671432</link>
         <description><![CDATA[<div>A Farsa de Inês Pereira é uma peça de teatro escrita por Gil Vicente e surgiu após muitos afirmarem que Gil Vicente plagiava obras do teatro espanhol, de Juan del Encina.<br><br></div><div>Perante estas acusações Gil Vicente pediu para aqueles que o acusavam de copiar Juan del Encina, para lhe darem um tema sobre o qual ele pudesse escrever e o tema era o ditado popular: “Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”.<br><br></div><div>É a partir daqui que surge “A Farsa de Inês Pereira”, uma peça em que Gil Vicente, de facto, responde àqueles que o acusavam de plágio.<br><br></div><div>A peça foi apresentada pela primeira vez em 1523, ao rei D. João III.<br><br></div><div>Esta farsa é considerada para muitos a obra mais complexa de Gil Vicente e é considerada a peça mais divertida e humanista de Gil Vicente, pelo facto da protagonista trair o marido e não receber nenhuma punição ou censura por isso, diferentemente das personagens de “O Auto da Barca do Inferno” ou de outras obras que este já havia escrito como o “O Velho da Horta”.<br><br><strong><mark>Personagens:</mark></strong><br><strong>Inês Pereira:</strong> É a personagem principal desta obra, como tal para além de dar nome à peça, toda a história gira à sua volta e ela nunca saí de cena.<br> É uma rapariga jovem, bonita, inteligente e solteira que passa os dias aborrecida com as tarefas domésticas que tem de realizar.<br>Ela está sempre a queixar-se de tal, deseja ter liberdade e diversão e vê no casamento a chance de se livrar da vida doméstica.<br>Ela sonha casar-se com um rapaz bem educado, que saiba cantar e dançar, basicamente, que fosse um fidalgo capaz de a fazer feliz. <br>Inês pertencia à pequena burguesia.<br>O seu quotidiano era enfadonho, pois ela passava os dias bordando, fiando e costurando. Despreza o casamento com um homem simples, preferindo um marido de comportamento refinado. Idealiza-o marido como um fino cavalheiro que soubesse cantar e dançar. Contraria as recomendações maternas rejeitando Pero Marques e casando-se com Brás da Mata, e fica frustrada com a experiência e aprende que a vida pode ser boa ao lado de um humilde camponês. Inês deixa-se levar pelas aparências e ridiculariza Pero Marques despedindo-o da sua casa para receber Brás da Mata. Casa-se com ele, mas a sua vida torna-se uma prisão, ela não pode sair e é constantemente vigiada por um moço. Inês sofre e chega a desejar a morte do marido. Ele morre covardemente na guerra e Inês casa-se com Pero Marques. Ele satisfaz todos os seus desejos e chega até a carregá-la às costas para um encontro com um amante (sem saber, porém, que era para isso). <br><br><strong>Mãe de Inês: </strong>É uma mulher de boa condição económica, que sonha casar a sua filha Inês com um homem de posses. É a típica dona de casa pertencente à pequena burguesia. Preocupa-se com a educação e o futuro da filha em idade de casar. Dá conselhos prudentes, inspirada por uma sabedoria popular imemorial. Chega a ser comovente em sua singela ternura pela filha, a quem presenteia com uma casa por ocasião das núpcias.</div><div><br><strong>Leonor Vaz:</strong> Era uma fofoqueira que se encarregava, normalmente, em arranjar casamentos e encontros amorosos. É o esterótipo da comadre casamenteira que sabe seu ofício e dele se desincumbe com desenvoltura. Sabe valorizar seu produto com argumentos práticos de quem tem a experiência e o senso das coisas da vida. Era alcoviteira.<br><br><strong>Pêro Marques</strong>: É o primeiro pretendente de Inês que é rejeitado por ser grosseiro e simplório, apesar da sua boa condição financeira. Foi o seu segundo marido. Um camponês simples, que não conhece os costumes das pessoas da cidade.  É uma personagem ambígua, ao mesmo tempo que é ridicularizado pela ingenuidade, é valorizado pela integridade de carácter. Fiel e dedicado, revela se um gentil e carinhoso marido.</div><div>É tão simples que não sabe para que serve uma cadeira. É teimoso como um asno e diz que não se casará até que Inês o aceite um dia.<br><br><strong>Latão e Vidal</strong>: São judeus casamenteiros, assim como Leonor. Os judeus casamenteiros são muito parecidos, ou seja, têm as mesmas características, na verdade são o mesmo, mas repartido em dois. São a caricatura do judeu hábil no comércio. Faladores, insinuantes, humildes, serviçais e maliciosos, são o estereótipo de que a literatura às vezes se serviu, como, por exemplo, no caso desta peça de Gil Vicente.</div><div><a href="https://www.passeiweb.com/estudos/livros/a_farsa_de_ines_pereira"><br></a><strong>Brás da Mata: </strong>É<strong> </strong>escudeiro e é o primeiro marido de Inês. Interesseiro e dissimulado é a representação da esperteza das classes superiores. É um nobre empobrecido que não perde o orgulho e pretende aproveitar-se economicamente de Inês através do dote. Brás da Mata é um escudeiro, isto é, homem das armas que auxiliava os cavaleiros fidalgos. Na mudança do feudalismo para o capitalismo, a maioria permaneceu numa condição subalterna, procurando imitar a aristocracia.<br><br><strong>Moço (Fernando): </strong>É o<strong> </strong>criado de Brás. Um pobre coitado, explorado por um amo infame. Humilde, deixa-se explorar e acredita ingenuamente nas promessas do Escudeiro. Cumpre a sua obrigação sem ver a sua recompensa, mas é capaz de, em suas queixas, insinuar as farpas com que cutuca o mau patrão.<br><br></div><div><strong>Ermitão: </strong>É um antigo pretendente de Inês e amante depois do seu casamento com Pêro. É um falso monge que veste o hábito para conseguir realizar o seu propósito de possuir Inês.<br><br></div><div><strong>Fernando e</strong> <strong>Luzia: </strong>São<strong> </strong>amigos e vizinhos da mãe de Inês.<br><br></div><div>Fonte: <a href="https://www.passeiweb.com/estudos/livros/a_farsa_de_ines_pereira">https://www.passeiweb.com/estudos/livros/a_farsa_de_ines_pereira<br><br></a><strong><mark>Tempo:</mark></strong> O tempo representado na peça não é indicado. As cenas vão seguindo uma sequência não dando a ideia de tempo decorrido entre uma e outra. A única menção feita é do período passado desde que o Escudeiro foi à guerra até a chegada da notícia de sua morte: três meses, segundo o Moço.<br><br><strong><mark>Espaço</mark></strong>: A maioria das cenas passam-se no mesmo espaço especificado apenas como "a casa de Inês". Todos os personagens acabam por passar por ali. Em alguns momentos, os personagens vêm se preparando no caminho para a casa, como acontece com Pêro Marques e o Moço. Mas de nenhum desses lugares há indicações cenográficas específicas como descrição do ambiente ou iluminação. A mesma desatenção aparece com relação aos trajes dos personagens. Apenas Pêro Marques tem sua roupa genericamente explicitada: <em>“Aqui vem Pêro Marques, vestido como filho de lavrador rico, com um gibão azul deitado ao ombro, com o capelo por diante”</em>.<br><br><mark>Ação: </mark>Gil Vicente desenvolve o provérbio “Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube”</div><div>Gil Vicente desenvolve uma história com princípio, meio e fim, em que demonstra que é preferível um asno ( o marido ingénuo e bronco, Pêro Marques) que leve Inês às costas e que lhe faça todas as vontades, a um cavalo ( o marido avisado e discreto, o escudeiro Brás da Mata) que a derrube, porque a privava da liberdade e que a ameaçava constantemente.</div><div> </div><div><strong><mark>Estrutura:</mark></strong></div><div><strong>Exposição:</strong> O monólogo inicial de Inês e o diálogo com a mãe em que se apresentam as características da jovem e os seus objetivos.<br><br></div><div><strong>Conflito: </strong>Desde a chegada de Leonor Vaz até ao casamento com Pêro Marques.<br><br></div><div><strong>Desenlace:</strong> A partir do casamento com Pêro Marques até ao final, que concretiza o tema da peça e o provérbio que a determinou.</div><div> </div><div><mark>Intenção crítica:</mark></div><div>Esta peça é uma visão crítica de tipos e fenómenos da época. A crítica à sociedade do tempo de Gil Vicente é conseguida com o recurso à ironia, <br> à criação de personagens-tipo e aos processos de cómico.</div><div> </div><div>A ironia está presente em várias situações, como por exemplo:</div><div>No diálogo inicial entre Inês e a Mãe;</div><div>No diálogo entre a mãe de Inês e Leonor Vaz quando esta conta o que lhe acontecera na vinha;</div><div>Na reação de Inês à carta de Pêro Marques;</div><div>No diálogo entre Pêro e Inês (nas falas de Inês)</div><div>Nas respostas e apartes do Moço, quando este fala com o Escudeiro;</div><div>Nas falas de Inês quando o escudeiro parte para África;</div><div>No diálogo de Inês com Leonor, após ficar viúva.</div><div> </div><div><strong><mark>Personagens-tipo:</mark></strong></div><div><strong>Inês</strong>: Moça do povo, preguiçosa, ambiciosa e fantasiosa.<br><br></div><div><strong>Mãe de Inês: </strong>Pragmática e materialista, quer ver a filha casada com um homem com posses económicas, desprezando ideias de amor.<br><br></div><div><strong>Leonor Vaz:</strong> Era alcoviteira.<br><br><strong>Pêro Marques:</strong> Homem do campo com pouca educação: o asno, o inadaptado à sociedade, objeto de vingança de Inês.</div><div><strong>Escudeiro:</strong> De baixa nobreza em degradação, faminta e pelintra.</div><div>Judeus: Interesseiros, e aldrabões.<br><br></div><div><strong>Ermitão: </strong>Pertence ao clero leviano e esquece os seus deveres e a sua  moral.<br><br></div><div><strong>Moço:</strong> Classe servente (povo/plebe)</div><div> </div><div><strong><mark>Tipos de cómicos/ Processos de cómico:</mark></strong></div><div> </div><div><mark>Cómico de Caracter:</mark><br><br></div><div>Verifica-se nas figuras de Pêro Marques (é bronco e deslocado quando se junta a Inês e à sua mãe) e do Escudeiro pobre e cobarde, mas dissimulado na elegância do seu discurso e na fanfarronice mostra todas as suas fraquezas e misérias.<br><br></div><div><strong><mark>Cómico de Situação:</mark></strong><br><br></div><div>Quando Pêro Marques se senta na cadeira ao contrário e de costas para Inês e a sua mãe;<br><br></div><div>Na fala dos Judeus casamenteiros, que, na sua sofreguidão e calculismo para conseguirem casar Inês com o Escudeiro, repetem-se, interrompem-se e atropelam-se, constantemente. <br><br></div><div>No episódio final quando Pêro Marques, descalço transporta Inês às costas e quando aceita cantar uma cantiga em que se auto intitula de “marido cuco”.<br><br></div><div>E por fim, <strong><mark>o cómico de linguagem:</mark></strong><br><br></div><div>Quando Pêro Marques entra com a sua linguagem com bastantes termos e expressões provincianas;<br><br></div><div>Quando os Judeus produzem o seu discurso repetitivo e arrastado;<br><br></div><div>Quando Inês se refere a Pêro Marques dizendo-lhe “Ei-lo se vem penteando/será com algum ancinho?”<br><br></div><div>Na ironia do Moço desmascarando a pelintrice do Escudeiro<br><br></div><div>E nos trocadilhos (Quando Pêro Marques diz que é o seu “morgado” e a mãe de Inês pensa que ele é morgado;<br><br></div><div>Quando Inês pergunta a Pêro se pode sair e ele pensa que ela se refere a “evacuar”.<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-06 16:33:08 UTC</pubDate>
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         <title>Retrato de Gil Vicente </title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-01-17 12:03:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://youtu.be/xI5keH8rLkQ">https://youtu.be/xI5keH8rLkQ</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-17 12:06:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>Gil Vicente foi o fundador do teatro português.<br>Em sua honra temos um liceu com o seu nome, uma estátua e os seus autos que são muito conhecidos, mas que são pouco lidos.<br>Gil Vicente não é Shakespear nem Moliére, mas há um ditado que assenta bem nesta comparação: "Quem não tem cão, caça com gato."<br>Então, Gil Vicente tal como o gato gosto de carícias e fica acomodado no regaço dos poderosos do tempo, é acariciado e retribui as caricias.<br>Onde aprece "a unha de Gil Vicente" ele alcança quantos sorrisos que ficam grudados nos rostos da corte.<br>Gil Vicente foi o génio do seu tempo.<br>Os autos do mestre Gil foram feitos a el-rei porque assim o tinha de ser, porque el-rei os queira.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-17 12:44:49 UTC</pubDate>
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         <title>A poesia palaciana</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/326225881</link>
         <description><![CDATA[<div><mark>A poesia palaciana</mark><strong><mark> </mark></strong><mark>foi desenvolvida a partir do século XV </mark><strong><mark>dentro do movimento literário denominado Humanismo.</mark></strong></div><div>Recebeu esse nome pois ela era produzida nos palácios e estava destinada aos nobres, ou seja, tinham o intuito de entreter os membros da Corte.</div><div>Os principais temas explorados pela poesia palaciana eram: </div><ul><li>os costumes da corte;</li><li> temas religiosos, satíricos, líricos e heroicos.</li></ul><div>A poesia palaciana foi reunida pelo poeta português Garcia Resende (1482-1536) no “<em>Cancioneiro Geral</em>” (1516). O cancioneiro reunia cerca de 900 produções poéticas da época. <br>Os principais escritores reunidos no cancioneiro foram: </div><ul><li>Garcia de Resende</li><li>João Ruiz de Castelo Branco</li><li>Nuno Pereira</li><li>Fernão da Silveira </li><li>Conde Vimioso</li><li>Aires Teles</li><li>Diogo Brandão</li><li>Gil Vicente </li></ul><div><br></div><div><strong>Diferença entre a poesia palaciana e a Lírica Trovadoresca:<br></strong><br></div><div>No trovadorismo, as principais produções poéticas foram as cantigas líricas (Amor e Amigo) e as cantigas satíricas (Escárnio e de Maldizer). Eram textos poéticos recitados e acompanhados por música e danças, e daí o nome “cantigas”.</div><ul><li><strong><mark>Assim, as cantigas trovadorescas eram produzidas para serem cantadas, enquanto as poesias palacianas, para serem declamadas</mark></strong>.</li></ul><div><br></div><div><strong>As principais composições poéticas exploradas no período foram:</strong></div><ul><li>Vilancete</li><li>A esparsa</li><li>A cantiga e a trova.</li></ul><div> </div><div><strong>Principais características da poesia palaciana:</strong></div><ul><li>Ausência de instrumentos musicais</li><li>Separação entre poesia e música</li><li> Presença de redondilhas (5 ou 7 sílabas poéticas</li><li> Uso de figuras de linguagem</li><li>Presença de idealismo e sensualidade</li><li>Métrica, ritmo e expressividade</li></ul><div><br>Fonte: <a href="https://www.estudopratico.com.br/poesia-palaciana/">https://www.estudopratico.com.br/poesia-palaciana/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-31 12:06:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/326234327</link>
         <description><![CDATA[<div>O Humanismo classificava-se na Idade Média como uma etapa de obscurantismo e o<mark> </mark><strong><mark>renascimento como um tempo de puro esplendor, de uma absoluta defesa da dignidade humana.</mark></strong></div><div> </div><div>Quando falamos no Renascimento importa-nos a sua complexidade, às diferenças de ritmo da sua manifestação e da sua evolução, onde se desenvolveu um fenómeno essencialmente cultural, articulam-se fatores sociais, políticos, económicos e religiosos, consoante o espaço da Europa.</div><div> </div><div>No século XIV, <mark>Itália foi o berço do Renascimento, lá houve uma valorização da gramática, da retótica, da poesia e da filosofia moral que </mark><strong><mark>são</mark></strong><mark> </mark><strong><mark>considerados capazes de libertar o indivíduo e de o elevar.</mark></strong></div><div> </div><div><strong>O Humanismo acredita nas qualidades do Homem, uma vertente mais filosófica, o Renascimento implica o Humanismo, de uma forma conceptual. </strong></div><div> </div><div>O Renascimento procura um equilíbrio entre a forma e o conteúdo.</div><div> </div><div>O exercicío das letras pautado por regras, cantava temas claros (o amor, a herocidade, a justiça, a felicidade e a salvação) foi insistentemente enaltecido e equiparável.</div><div> </div><div>Delineou-se uma hierarquia de géneros, associados a honrosas linhagens: </div><ul><li>A Epopeia</li><li>Tragédia</li><li>Comédia, ocupavam os lugares cimeiros.</li></ul><div> </div><div><strong><mark>Renascimento em Portugal:</mark></strong></div><div> </div><div>Em <strong>Portugal, as artes e as letras renovaram-se com a abertura ao exterior de criadores e intelectuais </strong>quer pela passagem por Itália, quer pelo acesso a outros ambientes (como os urbes universitários de Paris e de cidades como Flandres)</div><div> </div><div><strong><mark>Ao renascimento em Portugal associamos</mark></strong><strong>, facilmente,</strong><strong><mark> a experiência das viagens e dos descobrimentos, que foram consequências da atividade mercantil,</mark></strong><mark> </mark>deixou rasto em domínios do saber como: a Matemática, a Astronomia, a Botânica ou a Geografia e ainda aumentou em excesso um exercício cultural e literário.</div><div> </div><div>No termo da governação de D.João III havia uma distinção pela interferência de fatores, entretanto conjugados: a Inquisição que cerceou leituras e vigiou opiniões (severa quanto à liberdade crítica dos seus juízos sobre a Igreja, da Reforma Luterana ou do judaísmo, esta foi instaurada em 1536.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura "Viagens", páginas 258/259</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-31 12:38:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/326238340</link>
         <description><![CDATA[<div>O movimento humanista surge da necessidade de ideias e da vontade de renovação do saber, este representa a atitude da inteligência Europeia, reagindo à Época Medieval, voltando-se para a antiguidade greco-latina.<br><br></div><div><strong>As atenções passam a centrar-se sobre o Homem, desviando-se de Deus</strong>, pois <strong><mark>o teocentrismo dá lugar ao humanismo</mark></strong>, <strong>passando o Homem a ser a medida de todas as coisas.</strong><br><br></div><div><strong>O interesse pela ação do Homem faz crescer um orgulho nas suas capacidades e nas suas vitórias.</strong><br><br></div><div>(Camões deixa transparecer uma confiança exagerada do Homem em si próprio.)<br><br></div><div>Filósofos, escritores, historiadores esforçam-se por descrever e exaltar a natureza humana, quer pela referência ao seu mundo interior, quer pela sua atuação sobre o mundo em que ele se insere.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura "Viagens", página 261<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-31 12:53:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/326241276</link>
         <description><![CDATA[<div>Designa-se assim o conjunto dos princípios desenvolvidos pelos artistas renascentistas.<br><br></div><div>Os elementos fundamentais do Classicismo europeu são:</div><ul><li> a noção de modelo artístico e da necessidade de imitação de tais modelos;</li><li> a noção e o princípio da intemporalidade do Belo que será para sempre belo, uma vez ter sido dito;</li><li>o princípio da obediência às regras próprias de cada género literário ou de cada modalidade artística;</li><li> o gosto pela perfeição;</li><li> o gosto pela estabilidade, clareza e simplicidade das estruturas frásicas, em literatura.</li></ul><div>Adaptado do Manual de Literatura "Viagens", página 261</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-31 13:03:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/326632092</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>As obras de arte do Renascimento retratavam uma nova maneira de observar o mundo e de se relacionar com ele.</mark></strong><br><br><strong><mark>A expressão artística do Renascimento</mark></strong> <strong><mark>era um retrato do dinamismo da época </mark></strong>, em que <strong><mark>as figuras das artes plásticas traduziam a ideia de movimento, </mark></strong>com características como:</div><ul><li>A naturalidade da expressão, com elegância e ritmo, que contrastava com a arte medieval, que era mais solene, rústica e simbólica.</li></ul><div><br></div><div>As primeiras manifestações da arte plástica no Renascimento foram detetadas por alguns especialistas, no século XIV.</div><div><strong><mark>Os artistas desta época baseavam-se na realidade para produzir pinturas</mark></strong>, tinham uma base naturalista.<br><br></div><div>Já no século XV, devido ao aumento das encomendas das obras de arte, os artistas deixaram de ser simples artesãos e passaram a ser profissionais independentes. <strong>Foi neste período que se deu uma acumulação de experiências e a evolução da arte assentuou-se, e a </strong><strong><mark>arte renascentista atingiu o seu apogeu, no final do século XV e nas primeiras décadas do século seguinte.</mark></strong><br><br></div><div>Curiosidades:<br><br></div><ul><li>Em 1434, os Médici uma família de grandes banqueiros tomou o poder de Florença ao comprar os serviços dos chefes militares mercenários;</li><li>Foi essa mesma família que ajudou no financiamento do Renascentismo Italiano;</li><li>Lourenço de Médici foi um grande ministro da arte florentina.</li><li> O mesmo incentivou o neoplatonismo, uma corrente filosófica que se caracterizava pelas teses da absoluta transcendência do ser divino e do retorno do mundo a Deus pela intriorização progressiva do Homem<strong>,</strong> que preconizava a perfeição de qualquer ser, refletindo-se nas artes plásticas, pois a perfeição implicava a beleza suprema.</li></ul><div><br></div><div> <mark>A pintura do período auge da arte Renascentista caracterizava-se pela leveza, graciosidade e pela liberdade do movimento.</mark><br><br>Para se tornar num grande artista, era preciso dominar:</div><ul><li>geometria;</li><li>perspectiva e anatomia.</li></ul><div><br></div><div><mark>O artista Renascentista assinava os seus trabalhos</mark>, <strong><mark>ao contrário</mark></strong><strong> </strong><mark>do que os artistas medievais faziam.</mark><strong> </strong></div><div>A atenção, relativamente, à identificação do seu nome nas suas obras está perfeitamente de acordo com o <strong><mark>individualismo, que era outra característica do Renascimento.</mark></strong><br><br></div><div>Roma tornou-se o centro das artes no século XV porque Savonarola, um monge místico, tomou o poder de Florença e mandou queimar as obras de arte que para ele não significavam nada, por isso os grandes artistas do Renascimento partiram para Roma, que substituiu Florença, sendo o novo centro das artes.</div><div>O papa Júlio II, esteve nesse cargo de 1502 a 1513, pretendia mostrar ao mundo a grandiosidade da cidade de Roma, para o concretizar iniciou as obras da nova Basílica de São Pedro, no ano de 1506, com a ajuda do arquiteto Bramante, um famoso arquiteto de Milão, foi autor desse projeto.<br><br></div><div>A decoração ficou a cargo de Michelangelo e de Rafael Sanzio.<br><br>Fonte: <a href="http://histoblogsu.blogspot.com/2009/09/renascimento-artes-plasticas.html">http://histoblogsu.blogspot.com/2009/09/renascimento-artes-plasticas.html</a><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-01 11:06:37 UTC</pubDate>
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         <title>A Anunciação, de Boticelli</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/326635058</link>
         <description><![CDATA[<div>A <em>Anunciação de Castello</em> é retratada nesta pintura pelo pintor renascentista italiano <em>Sandro Botticelli,</em> com cores fortes e luminosas, com a predominância dos tons quentes. O artista mostra o momento  em que o arcanjo Gabriel anuncia à Virgem Maria que o Espírito Santo irá lhe fazer uma visita.<br><br><strong>Interpretação do quadro:</strong></div><ul><li>A cena passa-se numa sala de piso de terracota com separações de mármore branco. A porta aberta deixa ver a paisagem lá fora, apresentando uma grande e delgada árvore à margem de um rio, que conduz até uma cidade torreada. Mais distante, perto de uma ponte, está ancorado um barco, enquanto outro navega no rio.</li><li>A Virgem Maria com um livro de orações, inclina-se delicadamente em direção ao anjo, que se encontra ajoelhado. Ela está suntuosamente vestida e traz na cabeça um delicado véu, que desce sobre seu corpo elegante.</li><li>O anjo, ajoelhado, faz-lhe um gesto com a mão direita  saudando a Virgem, enquanto com a esquerda segura um ramo de lírios brancos, que simboliza a virgindade de Maria. A sua presença perto da porta, sugere que este tenha acabado de chegar. As suas asas coloridas caem-lhe pelas costas, sobre as suas roupas vermelhas. O seu corpo está dobrado em direção à Virgem, enquanto a sua sombra desliza, suavemente, pelo chão.</li></ul><div><br></div><div><mark> Este quadro de Sandro Boticelli</mark> encontra-se no <mark>período do neoplatonismo</mark>, cujas principais características aqui evidenciadas são: a perfeição, a leveza a graciosidade e a ideia de movimento.<br>Este quadro foi pintado entre 1489-1490.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-01 11:19:51 UTC</pubDate>
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         <title>Vida de Camões</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/328293334</link>
         <description><![CDATA[<div>Desconhece-se a data e o local exato de onde Camões terá nascido, no entanto admite-se que nasceu entre 1517 e 1525.</div><div>A sua família fixou-se no concelho de Chaves e mais tarde mudou-se para Lisboa e para Coimbra, ambos os lugares reivindicam ser o local de nascimento.<br><br>O pai de Camões chamava-se Simão Vaz de Camões e a sua mãe Ana de Sá e Macedo.</div><div>Camões era por via paterna tetraneto do trovador galego Vasco Pires de Camões e, por via materna, parente de Vasco da Gama.</div><div>Sabe-se que viveu durante algum tempo viveu em Coimbra.<br><br></div><div>Entre 1542 e 1545 viveu em Lisboa.<br><br></div><div>Em 1549 viajou para Ceuta, seguindo a carreira militar e por lá permaneceu até 1551.<br><br></div><div>Em 1552 Camões feriu Gonçalo Borges, e acabou por ser preso. Foi preso na Cadeia do Tronco, em Lisboa e conseguiu ser absolvido por D.João III.<br><br></div><div>Sabe-se que, em 1556, Camões exerce serviço militar e alguns cargos administrativos na Índia.<br><br></div><div>No mesmo ano Camões partriu para Macau onde viveu numa gruta e onde terá escrito uma grande parte da sua obra “Os Lusíadas”.<br><br></div><div>Em 1562 acabou por ser aprisionado por dívidas tendo dirigido súplicas em verso ao conde D.Francisco Coutinho para ser libertado.<br><br></div><div>Em 1580 fez uma escala na ilha de Moçambique e foi encontrado dois anos depois por Diogo de Couto. Durante esse período Camões viveu às custas de amigos e trabalhou na revisão de “Os Lusíadas”.<br><br></div><div>Diogo de Couto financio-lhe o resto da viagem até Lisboa.<br><br></div><div>No ano de 1571 obteve licença da Santa Inquisição para publicar a sua obra, o que aconteceu no ano seguinte em 1572.<br><br></div><div>No dia 10 de junho de 1580 Camões faleceu numa casa em Lisboa.<br><br><strong><mark>Obra de Camões:</mark></strong></div><div>Camões evidencia-se sobretudo na poesia lírica, com grandes variedades de géneros: sonetos, canções, éclogas, redondilhas, entre outros.<br><br></div><div>Camões dedicou-se ao teatro e escreveu algumas comédias, como por exemplo: <br><br></div><div>·         Os Anfitriões</div><div>·         El-Rei Seleuco</div><div>·         Filodemo</div><div> </div><div>Estas comédias tinham uma dinâmica e um estilo próprios.</div><div>Seguiram o estilo dos poemas de Camões e falavam essencialmente de problemas morais e da problemática amorosa.<br><br><a href="https://www.todamateria.com.br/luis-de-camoes/">https://www.todamateria.com.br/luis-de-camoes/</a><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-06 15:17:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/341285637</link>
         <description><![CDATA[<div>Na lírica Camoniana, as temáticas apresentadas são, nomeadamente, o amor, a Natureza e a figura feminina e para a sua concessão é utilizada a medida nova que o Renascimento pôs em vigor, e é utilizada a medida velha que foi imposta pelo tradicional, tudo isto através de formas poéticas como o vilancete, esparsas, endechas..</div><div>  Relativamente, à medida nova, esta encontra-se presente em alguns géneros líricos herdados da estética clássica, como o soneto e a canção em que geralmente é abordada a temática da Natureza, como se verifica nas seguintes composições poéticas: “Aquela triste e leda madrugada”, “Alegres campos, verdes arvoredos”, “Junto de um seco, fero e estéril monte”, entre outros.<br>  Uma das temáticas mais abordadas na lírica Camoniana é a figura feminina que pode ser descrita de diversas formas, então a mulher pode ser apresentada como uma jovem donzela que é em quase tudo semelhante ao sujeito poético das cantigas de amigo, de influência tradicional.<br>  Segundo Petrarca, a figura feminina é o reflexo da beleza divina, é a ponte para a perfeição do amador, por isso não é retratada com traços físicos precisos, pois a sua beleza reside sobretudo no olhar como está expresso no poema, "Se Helena apartar seus olhos". O seu retrato é essencialmente psicológico e moral.</div><div>  Em Camões, o tema do amor é o que predomina e é retratado como um sentimento contraditório, como no poema "Amor é fogo que arde sem se ver", é algo indefinido e capaz de provocar efeitos contraditórios no sujeito poético, é fonte de um desconcerto emocional, é também um sentimento fundamental para a elevação do sujeito poético e é causa de uma dor constante, sobretudo quando a amada está ausente e as saudades aumentam.</div><div>  Assim, conseguimos perceber que, apesar de recorrer a diversas temáticas, Camões centra-se no seu sofrimento, mostrando a forma como vê o amor e através da interpelação da Natureza, tudo isto em composições poéticas que evoluem do tradicional para o Renascentista e da medida velha para a medida nova.<br><br>https://www.infopedia.pt/$influencias-na-lirica-camoniana<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-14 12:38:16 UTC</pubDate>
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         <title>Alegres Campos, verdes arvoredos</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/341293794</link>
         <description><![CDATA[<div>Alegres campos, verdes arvoredos,<br>claras e frescas águas de cristal,<br>que em vós os debuxais ao natural, <br>discorrendo da altura dos rochedos;<br><br>silvestres montes, árvores penedos, <br>compostos em concerto desigual,<br>sabei que, sem licença de meu mal,<br>já não podeis fazer meus olhos ledos.<br><br>E,  pois me já não vedes como vistes,<br>não me alegrem verduras deleitosas,<br>nem águas que correndo alegres vêm.<br><br>Semearei em vós lembranças tristes,<br>regando-vos com lágrimas saudosas,<br>e nascerão saudades do meu bem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-14 12:53:19 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/341297037</link>
         <description><![CDATA[<div>O tema do poema é a Natureza e a Saudade.<br>Assunto: O sujeito poético descreve o ambiente campestre em que se encontra "alegres campos, verdes arvoredos", iniciando uma conversa com a Natureza, em que refere que apesar de esta ser bela já não lhe traz a felicidade que lhe trazia porque agora a sua tristeza contamina todo esse cenário agradável " Já não podeis fazer meus olhos ledos...Nem águas que correndo alegres vêm". As lembranças tristes e as lágrimas saudosas transformarão este ambiente em "saudades de meu bem".<br><br><strong>Divisão do poema em partes lógicas:</strong><br>Este poema pode ser dividido em três partes:</div><ul><li>A primeira parte vai dos versos 1-6, neste primeiros seis versos o sujeito poético apresenta a Natureza como sendo alegre, bonita, harmoniosa, tranquila.</li><li>Dos versos 7-11, temos um diálogo entre o sujeito poético e a Natureza em que o eu poético através da utilização do advérbio "já" evidencia a transformação do seu estado de espírito: Antes a Natureza alegrava-o e agora isso já não acontece.</li><li>Entre os versos 12-14, está  evidenciado o sofrimento do sujeito poético provocado pelas saudades que este tem da amada.</li></ul><div><br></div><div><strong>Estrutura externa e Análise Formal:</strong></div><ul><li>A composição poética é um soneto.</li><li>Os versos são decassilábicos " com/ pos/ tos/ de/ com/ cer/ tu/ de/ si/ igual"</li><li>O esquema rimático é: abba abba cde cde </li><li>A rima é interpolada e emparelhada</li></ul><div><mark>Estrutura interna:</mark><br><strong>Recursos expressivos</strong>: </div><ul><li>Personificação "Alegres campos"</li><li>Enumeração e adjetivação: "Alegres campos, verdes arvoredos,/ claras e frescas águas de cristal"</li></ul><div><br>Nesta composição poética, o eu poético sente-se triste e saudoso e desmotivado " não me alegram verduras deleitosas", "semearei em vós lembranças tristes"<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-14 12:59:25 UTC</pubDate>
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         <title>Amor é um fogo que arde sem se ver</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342905499</link>
         <description><![CDATA[<div>Amor é fogo que arde sem se ver,<br>é ferida que dói, e não se sente;<br>é um contentamento descontente,<br>é dor que desatina sem doer.<br><br>É um não querer mais que bem querer;<br>é um andar solitário entre a gente;<br>é nunca contentar-se de contente;<br>é um cuidar que ganha em se perder.<br><br>É querer estar preso por vontade;<br>é servir a quem vence, o vencedor;<br>é ter com quem nos mata, lealdade.<br><br>Mas como causar pode seu favor<br>nos corações humanos amizade,<br>se tão contrário a si é o mesmo Amor</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:06:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise do poema</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342905885</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>Tema:</mark></strong><strong> </strong>As contradições do amor.<br><strong><mark>Assunto</mark></strong><mark>:</mark> Luís de Camões tenta dar uma definição de amor, que inicia e que conclui o poema, onde chega à conclusão de que é impossível definir o amor. <br>Nas três primeiras estrofes concluimos que existem sentimentos contraditórios e que é impossível de definir esse sentimento.<br><br><strong><mark>Estrutura Externa</mark></strong>:<br>Este famoso poema de Camões é um soneto. </div><ul><li>Os versos são decassilábicos: "é/ um/ con/ten/ta/men/to/ des/con/ten"</li></ul><div><br></div><div><strong><mark>O esquema rimático </mark></strong>é: ABBA, ABBA, CDC, DCD. <br><br>O recurso expressivo mais  utilizado neste soneto é a antítese.</div><ul><li>No primeiro verso, podemos observar que essas ideias opostas também estão unidas por uma ideia de causalidade: primeiro o fogo, que causa a ferida e que leva à dor. Essa relação ajuda a unir ainda mais a premissa do poema e a entender a imagem que Camões passa do amor.</li><li>Por meio da aproximação dos opostos, o poeta nos traz uma série de afirmações sobre o amor que nos parecem contraditórias, mas que são inerentes à própria natureza desse sentimento. Na última estrofe, Camões apresenta a sua conclusão.<br>"<em>Mas como causar pode seu favor<br>nos corações humanos amizade,<br>se tão contrário a si é o mesmo Amor"</em></li></ul><div><br></div><div>Camões usa o pensamento lógico para expor um sentimento humano muito profundo e complexo, o amor. O tema do amor é muito caro à poesia, sendo explorado há muito tempo por diversos escritores. </div><div> Uma das figuras mais abordadas sobre o amor é a lealdade do que ama em relação ao amado. As cantigas medievais versavam constantemente sobre esse sentimento de servidão, e o autor não deixa de colocá-lo no seu poema, usando sempre a antítese para construir seu argumento.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:07:10 UTC</pubDate>
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         <title>Se Helena apartar seus olhos</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342913598</link>
         <description><![CDATA[<div>Mote<br><br>Se Helena apartar</div><div>do campo seus olhos,</div><div>nascerão abrolhos.<br><br>Voltas<br><br></div><div>A verdura amena,</div><div>gados que pasceis,</div><div>sabei que a deveis</div><div>aos olhos d' Helena.</div><div>Os ventos serena,</div><div>faz flores d' abrolhos</div><div>o ar de seus olhos.</div><div>Faz serras floridas,</div><div>faz claras as fontes...</div><div>Se isto faz nos montes,</div><div>que fará nas vidas?</div><div><br></div><div>Trá-las suspendidas,</div><div>como ervas em molhos,</div><div>na luz de seus olhos.</div><div>Os corações prende</div><div>com graça inumana;</div><div>de cada pestana</div><div>uma alma lhe pende.</div><div>Amor se lhe rende</div><div>e, posto em giolhos,</div><div>pasma nos seus olhos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:19:37 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342914861</link>
         <description><![CDATA[<div>É um <mark>vilancete em redondilha menor </mark>(5 sílabas), com um mote de três versos, que se desenvolve em 3 voltas de sete, segundo<strong> o <br>esquema rimático:</strong> ABB-CDDCCBB, a rima é emparelhada e interpolada. O último verso do mote não se repete no fim de cada volta, o que faz com que este não seja um vilancete perfeito.<br><br><strong>Os primeiros doze versos</strong> (incluindo o mote) <strong>são os efeitos dos olhos de Helena na Natureza:</strong> </div><ul><li>a verdura dos campos, a serenidade dos ventos, a transformação dos abrolhos em flores, o florescimento das serras e a claridade das fontes.</li><li>Os gados pastam nos campos, cuja<mark> </mark><strong><mark>beleza e verdura são devidos à magia do olhar de Helena</mark></strong><strong> </strong>(vv. 4-7)</li><li> <strong> </strong><strong><mark>A paz do seu olhar serena os ventos</mark></strong> e transforma os abrolhos em flores (vv. 8-10)</li><li><strong><mark>Os seus olhos</mark></strong> cobrem as serras de flores e <strong><mark>tornam claras as fontes </mark></strong>(VV. 11-12)</li></ul><div><br><mark>Olhos de Helena: </mark>Amor<br><br>Os últimos doze versos, a partir de “Se isto faz nos montes (que fará nas vidas?”) são os efeitos dos olhos de Helena em todos os que a veem: trazem as suas vidas suspensas e os corações presos (“de cada pestana uma alma lhe pende” e o próprio Amor (cupido) se ajoelha, rendido, perante a magia do seu olhar.</div><ul><li>O olhar de helena prende os corações (vv.18-19)</li><li>Pende uma alma de cada pestana (20-21)</li><li>O amor ajoelha-se, rendido, perante a sedução do seu olhar (vv. 22-24)</li><li> Todo o texto se organiza no sentido de realçar a beleza de Helena, concentrada na sedução do seu olhar</li></ul><div><br></div><div><strong>Recursos Expressivos:</strong><br> <mark>Adjetivação:</mark></div><ul><li> “a verdura amena” (v.4)</li><li>“graça inumana” (v.19)</li><li>“Trá-las suspendidas” (v.15)</li><li>“serras floridas” (v.11)</li><li>“faz claras as fontes” (vv. 22-24)</li></ul><div>·    <strong><mark>Os verbos no presente do indicativo tornam mais real e viva a presença dos olhos de Helena.</mark></strong></div><ul><li>“os ventos<strong> serena</strong>” (v.8) </li><li>“os corações <strong>prende</strong>” (v.18)</li><li> “Amor se lhe <strong>rende</strong> (…)<strong> pasma</strong> nos seus olhos” (vv. 22-24)</li></ul><div>·  <mark> </mark><strong><mark> Os verbos no futuro servem para exprimir os efeitos desastrosos do eventual afastamento dos olhos de Helena: </mark></strong></div><ul><li>“<strong>nascerão</strong> abrolhos”(v.13) </li></ul><div>·<strong><mark> E também para sugerir uma forma dubitativa dos seus efeitos nos Homens:</mark></strong></div><ul><li> “Que <strong>fará</strong> nas vidas” (v. 114)</li></ul><div><br> <mark>Hipérbole</mark></div><ul><li>“de cada pestana / uma alma lhe pende” (vv. 20-21)</li><li> “A verdura amena, / gados, que pasceis, / sabei que a deveis/ aos olhos de Helena” – vv.4-8)</li></ul><div><br> <mark>Comparação</mark></div><ul><li>“Trá-las suspendidas / como ervas em molhos” (vv. 15-16)</li></ul><div><br></div><div>Representação do próprio Amor em atitude de vassalagem:</div><ul><li> “Amor se lhe rende, / e, posto em giolhos, / pasma nos seus olhos” (vv. 22-24)</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:21:42 UTC</pubDate>
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         <title>Aquela triste e leda madrugada</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342916932</link>
         <description><![CDATA[<div>Aquela triste e leda madrugada,</div><div>cheia toda de mágoa e de piedade,</div><div>enquanto houver no mundo saudade</div><div>quero que seja sempre celebrada.</div><div> </div><div>Ela só, quando amena e marchetada</div><div>saía, dando ao mundo claridade,</div><div>viu apartar-se d’ua outra vontade,</div><div>que nunca poderá ver-se apartada.</div><div><br></div><div>Ela só viu as lágrimas em fio,</div><div>que duns e doutros olhos derivadas,</div><div>s’acrescentaram em grande e largo rio.</div><div><br></div><div>Ela viu as palavras magoadas</div><div>que puderam tornar o fogo frio,</div><div>e dar descanso às almas condenadas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:25:10 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342919892</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Estrutura externa</strong></div><div>É um soneto em verso decassílabo.<br> A rima é interpolada e emparelhada nas quadras e cruzada nos tercetos, segundo o esquema rimático ABBA/ABBA/CDC/DCD<br><br><strong>Estrutura interna</strong></div><div><br></div><div>O soneto divide-se em duas partes:</div><div>A 1.ª quadra, a introdução, expõe a ideia do eu que manifesta o desejo de que «aquela madrugada […] seja sempre celebrada.».</div><div>Esta parte é mais descritiva, passa-se no presente (quero) e o sujeito projeta os seus desejos no futuro (houver, seja), usando o futuro e o presente do conjuntivo.</div><div>A 2.ª quadra e os dois tercetos constituem a segunda parte, a justificação para a necessidade da celebração dessa madrugada.</div><div>A segunda parte é mais narrativa, evoca um acontecimento, daí o predomínio do pretérito perfeito (viu; ouviu; acrescentaram).<br><br><strong><mark>Tema:</mark></strong><strong> </strong>A<strong> </strong>saudade / a separação de dois amados (despedida).<br><br></div><div><strong><mark>Sentimentos expressos:</mark></strong> A saudade, o amor e a tristeza.<br><br></div><div><strong>O poeta expressa os seus sentimentos através dos seguintes recursos expressivos:</strong></div><ul><li><mark>Antítese:</mark>"<em>aquela triste e leda madrug</em>ada"</li><li><mark>Hipérbole</mark>: <em>As lágrimas em fio / Que de uns e outros olhos derivadas/</em> se acrescentaram em grande e largo rio.</li><li><mark>Paradoxo:</mark><em> </em>As palavras magoadas que puderam tornar o fogo frio e dar descanso às almas condenadas, "viu apartar-se de uma outra vontade/ que nunca poderá ver-se apartada"</li><li><mark>Personificação:</mark>(A madrugada) "viu apartar-se de uma a outra vontade/ viu as lágrimas em fio/ouviu as palavras magoadas<em>."</em></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:30:22 UTC</pubDate>
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         <title>O desconcerto do mundo</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342931566</link>
         <description><![CDATA[<pre>Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.</pre><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:47:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Análise</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/342932052</link>
         <description><![CDATA[<div> O eu-lírico relata como sempre vira pessoas boas passarem por situações de dificuldade, enquanto pessoas “más”, conseguiam dar se bem na vida.<br><br>O autor considera na primeira parte de seu poema que todos que são bons passam por “grandes tormentos” e que a vida de quem é mau, um “mar de contentamentos”. Em seguida, revela que para garantir essa vida feliz resolveu ser mau, porém foi castigado, e conclui que só para ele vale a regra de que só alcança o bem quem é bom: “assim que, só para mim, anda o Mundo concertado”; para o poeta, um desconcerto do mundo é premiar quem é mau e castigar quem é bom.</div><div>Neste poema encontramos a força musical nas suas rimas, no jogo entre as palavras bom,bem,mal,mau e também no uso da medida velha com o emprego da redondilha maior (versos de sete sílabas poéticas: Os/bons/vi/sem/pre/pas/sar), que garantem a musicalidade e a graça, características da lírica medieval mas que o poeta renova com o relato das experiências da sua vida e cujo resultado é a beleza de cenas do quotidiano humano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-19 15:48:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/343728812</link>
         <description><![CDATA[<div>Na renascença italiana formada nos mesmos princípios da geometria harmoniosa em que se baseavam a pintura e a escultura, a arquitetura recuperou o esplendor da Antiga Roma.<br><br><strong>As principais características da arquitetura renascentista são:</strong></div><ul><li>Ordens arquitetónicas;</li><li>Arcos de volta-perfeita;</li><li>Simplicidade na construção;</li><li>A escultura e a pintura desprendem-se da arquitetura e passam a ser autónomas;</li><li>Construções: palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares) e planejamento urbanístico.</li></ul><div><br></div><div><strong>Os arquitetos renascentistas mais notáveis foram: </strong></div><ul><li>Andrea Palladio</li><li>Michelangelo</li><li> Buonarotti, entre outros.</li></ul><div><br></div><div><mark>Alberti</mark> (1404-72) escritor, pintor, escultor e arquiteto, <mark>foi o maior teórico da Renascença</mark> e deixou tratados de pintura, escultura e arquitetura. <mark>Ele menosprezava o objetivo religioso da arte</mark> e <strong>propunha que os artistas buscassem no estudo das ciências, como a história, a poesia e a matemática, os fundamentos de seu trabalho.</strong> Alberti escreveu o primeiro manual sistematizado de perspectiva, oferecendo aos escultores as normas das proporções humanas ideais.</div><div>  Outro renascentista de múltiplos talentos foi <mark>Brunelleschi</mark> (1377-1446). Um excelente ourives, escultor, matemático, relojoeiro e arquiteto, ele é mais conhecido, porém, como o pai da engenharia moderna.<mark> Brunelleschi </mark>não só <mark>descobriu a perspectiva matemática</mark> como <mark>lançou o projeto da igreja em plano central,</mark> que veio substituir a basílica medieval. Somente ele foi capaz de construir o domo da Catedral de Florença, chamada então da oitava maravilha do mundo. Tal técnica consiste em construir duas células, uma apoiada na outra, encimadas por uma claraboia estabilizando o conjunto.<br> No projeto da Capela Pazzi, em Florença, Brunelleschi utilizou motivos clássicos na fachada, ilustrando a retomada das formas romanas e a ênfase renascentista na simetria e na regularidade.<br><a href="https://pt.slideshare.net/abaj/arquitetura-renascentista">https://pt.slideshare.net/abaj/arquitetura-renascentista</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-21 12:21:26 UTC</pubDate>
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         <title>Os anjos de Rafael</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/343742642</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-03-21 12:38:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/343743851</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>A escultura renascentista</mark></strong><mark> distingue-se </mark>da gótica essencialmente <mark>por deixar de ter a função de elemento ornamental</mark>, valendo por si mesma. <br><strong><mark>Entende-se como um processo de recuperação da escultura da Antiguidade clássica.</mark></strong><br>Os valores greco-romanos ganham maior importância no século XIII.<br> O italiano<strong><mark> Niccolò Pisano </mark></strong><mark>empenhou-se na reformulação dos padrões góticos. </mark>Manteve os temas religiosos, mas com expressões humanas e<strong><mark> assinalou o início do Renascimento na escultura.</mark></strong></div><div>Nos séculos XIV e XV, cresce a admiração pelos clássicos e o culto ao ser humano. <mark>Donatello</mark> foi um grande escultor, que<mark> introduziu o humanismo</mark>, precedendo o naturalismo e a glorificação do nu.</div><div> <mark>O auge da escultura renascentista</mark>, contudo, são observadas as obras de Michelangelo, que utilizou enormes blocos de mármore e deixou obras de grande porte e beleza, influenciadas pelos ideais estéticos helenísticos, tais como seu Davi e Pietá.<br><br><mark> Principais características da Escultura Renascentista:</mark></div><ul><li>Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade;</li><li>Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade (retoma da técnica do contraposto);</li><li>Profundidade e perspectiva;</li><li>Estudo da anatomia e do carácter humano:    Representação mais perfeita do corpo humano.</li><li>Naturalismo: Representação do nu;</li><li>Representação de temas religiosos e profanos;</li><li>O relevo da escultura aliada à arquitectura prevalece.</li></ul><div><br></div><div>Fontes: <br><a href="https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/historia/hist_arte_3_renascimento_escultura">https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/historia/hist_arte_3_renascimento_escultura</a><br><br><a href="https://pt.slideshare.net/Laguat/renascimento-escultura">https://pt.slideshare.net/Laguat/renascimento-escultura</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-21 12:40:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/346069260</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/auto-da-barca-do-inferno-de-gil-vicente-2/">http://ensina.rtp.pt/artigo/auto-da-barca-do-inferno-de-gil-vicente-2/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-28 11:23:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/346070425</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.infoescola.com/biografias/gil-vicente/">https://www.infoescola.com/biografias/gil-vicente/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-28 11:26:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.infopedia.pt/%24farsa-de-ines-pereira">https://www.infopedia.pt/$farsa-de-ines-pereira</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-28 11:34:19 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <pubDate>2019-03-31 16:06:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <pubDate>2019-03-31 16:09:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 16:10:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Mote<br></em>Descalça vai para a fonte<br>Leanor pela verdura ;<br>vai fermosa e não segura.<br><br><em>Voltas<br>Leva na cabeça o pote,<br>o testo nas mãos de prata,<br>cinta de fina escarlata,<br>saínho de chamalote;<br>traz a vasquinha de cote,<br>mais branca que a neve pura;<br>vai fermosa, e não segura.<br><br>Descobre a touca a garganta,<br>cabelos d´ouro o trançado,<br>fita de cor d´encarnado,<br>tão linda que o mundo espanta;<br>chove nela graça tanta<br>que dá graça à fermosura;<br>vai fermosa, e não segura.<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 16:18:05 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema:</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><mark>Tema:</mark> Representação da mulher.<br><mark>Assunto: </mark>Descrição de Leanor, exaltando a sua beleza e graciosidade.<br><br><mark>O Esquema Rimático </mark>é o seguinte: ABB CDDCCBB EFFEEBB<br><br>Os versos são em redondilha maior, têm sete sílabas métricas: "Des/cal/ça/vai/pa/ra/a/fon"<br><br><strong>Este poema sofre influência dos cancioneiros trovadorescos,</strong> na cena do quotidiano, no retrato feminino (cabelos loiros, mãos brancas) e no cenário natural (natureza, fonte)<br><br>O poema "Descalça vai para a fonte" ilustra algumas das características das redondilhas de Camões:</div><ul><li>  trata-se de uma composição poética em redondilha maior, composta por um mote que introduz o tema, e por duas ou mais voltas/glosas, que o desenvolvem, o último verso do mote repete-se no final de cada volta, esta composição poética é um vilancete perfeito.</li><li>Desenvolve-se um tema já abordado nos cancioneiros da poesia trovadoresca (retrato feminino, cena do quotidiano, a ida à fonte)</li></ul><div><br>A descrição de Leanor é bastante sugestiva, revelando características específicas da Lírica Camoniana:</div><ul><li> a descrição é plena de energia, aliando-se a um visualismo vivido e sensual da figura feminina, em que se destacam a atitude corporal, as peças de vestuário e os acessórios que compõem o retrato;</li><li>a beleza e graciosidade de Leanor são concretizadas e valorizadas com <strong><mark>recursos expressivos</mark></strong> variados:</li></ul><ol><li><strong><mark>Hipérbole:</mark></strong>" mais branca que a neve pura"; "tão linda que o mundo espanta"; "chove nela graça tanta/que dá graça à fermosura".</li><li><strong><mark>Comparação:</mark></strong> "mais branca que a neve pura"</li><li><strong><mark>Metáfora:</mark></strong> "o testo nas mãos de prata"; "cabelos d´ouro o trançado"; "chove nela graça tanta"</li><li><strong><mark>Personificação:</mark></strong> "tão linda que o mundo espanta".</li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 16:30:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/346918550</link>
         <description><![CDATA[<div>Ondados fios d´ouro reluzente,<br>que agora da mão bela recolhidos,<br>agora sobre as rosas estendidos,<br>fazeis que sua beleza s´acrescente;<br><br>olhos, que vos moveis tão docemente,<br>em mil divinos raios encedidos, <br>se de cá me levais alma e sentidos,<br>que fôra, se de vós não fôra ausente?<br><br>Honesto riso, que entre a mor fineza<br>de perlas e corais nasce e parece,<br>se n´alma em doces ecos não o ouvisse!<br><br>S´imaginando só tanta beleza<br>de si, em nova glória, a alma s´esquece,<br>que fará quando a vir? Ah! quem a visse</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 17:24:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> Análise do poema</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/346929569</link>
         <description><![CDATA[<div>Tema: Representação da mulher amada.<br>Assunto: Descrição da mulher amada, exaltando a sua beleza física e as suas qualidades psicológicas/morais e manifestando a sua vontade de a ver.<br><br></div><div>Este poema sofre uma influência de Petrarca: na idealização da mulher; na exaltação das qualidades físicas e psicológicas/morais da mulher idealizada.<br><br>Estrutura Externa:<br> Este poema tem 14 versos decassilábicos, trata-se então de um soneto, em que as rimas são emparelhadas e interpoladas, e tem o seguinte esquema rimático:<br>ABBA ABBA CDE CDE<br><br>O poema "Ondados fios d´ouro reluzente" ilustra algumas das características da influência clássica em Camões:</div><ul><li>adota um género literário da corrente renascentista, o soneto;</li><li>desenvolve o tema da representação da mulher amada de acordo com a estética clássica, de influência petrarquista: a mulher é descrita com base em traços físicos (cabelos, olhos, faces, dentes, lábios) e psicológicos/ morais (doçura, graça, honestidade) conotados com  o equilíbrio e a harmonia e que lhe conferem um caráter superior e uma beleza celestial.</li></ul><div><br>A exaltação da beleza da mulher amada é realçada, sobretudo pela utilização diversificado de recursos expressivos:</div><ol><li>Metáfora: "Ondados fios d´ouro reluzente; "as rosas";"perlas";"corais"</li><li>Personificação: "olhos, que vos moveis tão docemente"</li><li>Hipérbole: "em mil divinos raios encendidos"</li><li>Adjetivação: "Honesto riso"; "Ondados fios d´ouro reluzente".</li></ol><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 18:43:35 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O nascimento de Vénus</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/346960693</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-03-31 22:17:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Análise do quadro</title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/348540405</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>O nascimento de Vénus é um quadro de Sandro Boticelli, pintado entre 1485-1486.</li><li>Tem as seguintes dimensões: 172,5x 278,5 cm.</li><li>Encontra-se atualmente na Galeria Uffizi em Florença, Itália.</li><li>Feita em óleo sobre tela e inspirada na mitologia romana e representa exatamente o que o próprio nome indica, o nascimento de Vénus.</li></ul><div><br>Elementos que compõem o quadro:</div><ul><li>Vénus que é representada nua sobre uma concha que surge da espuma do mar e representa harmonia, o ideal de beleza segundo Petrarca e o humanismo;</li><li>Do lado esquerdo Zéfiro, o deus do vento, que aparece com um manto azul a cobrir as suas partes íntimas, envolvido nos braços da Ninfa Clóris;</li><li>E do lado oposto temos Hora, deusa das estações, que tenta envolver a deusa com um manto vermelho bordado com flores.</li></ul><div>A imagem é dotada de uma grande naturalidade e serenidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-04 14:23:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/353403714</link>
         <description><![CDATA[<div>A revelação de novas paisagens, costumes, religiões, aventuras e peripécias de viagens inspiraram uma vasta literatura descritiva e narrativa, que assumiu desde os grandes tratados históricos ou geográficos até às curtas reportagens em folhetos de cordel.<br><br></div><div>Vem da Idade Média, o gosto por este género de livros como se vê pelo sucesso do Livro de Marco Polo.<br><br></div><div>Os precursores desta literatura devem ter servido de inspiração a Gomes Eanes o primeiro cronista conhecido das viagens oceânicas. <br><br></div><div>Nos séculos XVI e XVII multiplicaram-se as crónicas, as descrições e os relatos. Uma parte desta produção não tem um valor propriamente literário como por exemplo os livros de literatura náutica, os denominados “livros de marinharia” que eram escritos por pilotos, mas também o de muitos relatos das primeiras viagens.<br><br></div><div>Temos agora um segundo grupo, que é constituído por narrativas de viagens que abordam como tema principal a descrição de novos países visitados pelos viajantes, como a Verdadeira Informação do Preste João das Índias, cujo autor é o Padre Francisco Álvares e faz um relato quase diário da sua acidentada viagem, com uma caracterização precisa de uma sociedade agropecuária pouco atualizada, em que refere os seus costumes sobretudo os religiosos, a sua economia de troca, a sua cultura e as paisagens.<br><br></div><div>Temos por fim num grupo à parte as curtas narrativas de naufrágios, editadas em folhetos de cordel, que vieram a constituir a História Trágico-Marítima, a maior parte destas obras são dotadas de um grande interesse pelos imprevistos e as situações arriscadas pelo que tiveram que passar, pela linguagem específica, entre outros aspetos.<br><br></div><div> Geralmente, os seus autores tinham mais conhecimento dos factos que formação literária, outros, como os viajantes jesuítas, deixam transparecer uma formação literária humanística.<br><br></div><div>A literatura de viagens portuguesa quinhentista e seiscentista não passou de um nível de reportagem, à exceção da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto; raro se elevou àquela tipificação ou àquele simbolismo que caracterizam a obra de arte. <br><br></div><div>A experiência humana nelas registada é intensa e múltipla, mas não suficientemente elaborada para dar origem a uma nova visão do mundo.<br><br>O século XVI teve uma série de escritos relacionados com as viagens, num tempo de descoberta e de estabelecimento de contacto com outros continentes, culturas, civilizações, religiões...<br><br>Dois livros que se destacam são os Lusíadas, com um enorme valor literário em que Camões recorreu a fontes históricas como os relatos de viagens e dos marinheiros (ele também teve essa experiência visto que também viajou e teve a má sorte do seu navio naufragar), o outro livro também neste panorama, para muitos anti-Lusíadas, é a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, nesta obra relatam-se as aventuras da expansão e foram designados, de forma genérica e imperfeita, como Literatura de Viagens dos Descobrimentos, uma categoria que reúne um conjunto de textos que muito diferem da Peregrinação.<br>Maioritariamente esses relatos têm como razão da escrita o desvendamento de novos lugares, as dificuldades e incertezas da navegação, já o relato de Fernão Mendes Pinto apresenta-se como uma autobiografia onde a verdade se enovela por entre os meandros de uma consciência.<br>                     <br>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, páginas 317/318</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-23 15:12:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/353883510</link>
         <description><![CDATA[<div>É um texto que se inicia com a busca num dicionário do significado da palavra "peregrino".<br>Apercebe-se facilmente de que o mais utilizado para um peregrino é "alguém que vai em romaria a um lugar santo", até nos faz uma breve descrição física de como imagina que estes serão. Refere sem hesitar que estes peregrinos não são os peregrinos de Fernão Mendes Pinto, que escreveu Peregrinação.<br>Volta de novo ao dicionário procurando outra definição de peregrino e encontra-a referindo que peregrino também pode ser uma designação de algo que é estrangeiro, ou estranho, alheio ao assunto, e também alguém que anda por terras estranhas e longínquas. Atribui a este último sinónimo de peregrino o sentido do título da maior aventura individual da História de Portugal: "o termo de responsabilidade".<br>Com a palavra <strong><mark>peregrinação</mark></strong> Fernão Pinto quer nos avisar que o livro que "vamos" ler é escrito por um "estranho ou que é alheio ao assunto", um português que chegou a "terras estranhas ou longínquas" e que, em vez de as tentar compreender, compreendeu-se apenas a si e à terra a que pertencia.<br>Refere que vai de viagem em busca da "Peregrinação", no ano em que se comemoram 500 anos de Fernão Mendes Pinto, "o seu contemporâneo".<br>Indica-nos que a maior dificuldade que ultrapassará não será a viagem, mas sim na leitura da viagem dele. Questiona-se onde estarão os lugares que ele mencionou no livro, como se chamaram, onde serão os locais por onde este passou, as baías onde naufragou, os mercados onde foi vendido como escravo, aos palácios onde foi recebido...<br>Diz-nos que não é fácil sair em busca da "Peregrinação".<br>As expressões utilizadas em "Peregrinação" caíram em desuso com os séculos.<br>Diz que para encontrar num mapa uma cidade chinesa mencionado por Mendes Pinto é necessário ver como ela se chamava em chinês no século XVI, depois atualizar para o nome atual, depois ainda verificar como se escreve essa cidade num mapa português da China.<br>Parte então para seguir os passos do seu contemporâneo Mendes Pinto nos seus 500 anos de nascimento.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura, páginas 321/322<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-24 18:56:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/354676594</link>
         <description><![CDATA[<div>Peregrinação é um longo texto, composto por 226 capítulos, nos quais observamos diversos eventos e personagens, articulados narrativamente com recurso à técnica da "deambulação", que se autopropondo-se como testemunho pela escrita de uma experiência vivencial autobiográfica.<br> Numa ordem que tem em conta o progresso da referida deambulação, misturam-se de forma muito artificiosa os universos da realidade e da ficção numa grandeza que se identifica como narrativa. No entanto, a escrita resultante constitui uma estrutura discursiva em que se articulam componentes tão variadas como a narração propriamente dita, como a descrição, a história, a poesia em prosa, entre outros..Todo esse conjunto vai constituir uma corrente variada, complexa, rica de matéria narrativa, que no discurso é da competência de um narrador de primeira pessoa, o qual organiza os elementos, categorias, segundo estratégias bem definidas.<br><br> Este texto é constituído por 6 partes: <br> <strong><mark>Parte 1 (Capítulos 1-35)</mark></strong>: </div><div><mark>Estatuto do “eu” autobiográfico:</mark> </div><ul><li> O “eu” em primeiro plano </li><li>Narrador autobiográfico </li></ul><div><mark>Rubrica orientadora: </mark></div><ul><li><strong>Introdução:</strong> Considerações sobre os “trabalhos” e “perigos” da sua vida/peregrinação. </li><li>Peregrinação do “eu” por terras de Portugal, Índia, Reino dos Batas, Reino do Pão. </li></ul><div> </div><div><strong><mark>Parte 2 (Capítulos 36-79)</mark></strong> </div><div><mark>Estatuto do “eu” autobiográfico: </mark></div><ul><li>O “eu” passa a segundo plano: António de Faria em primeiro plano </li></ul><div><mark>Rubrica Orientadora:</mark> </div><ul><li><strong>“Itinerário da Ambição do Poder”:</strong> Peregrinação em companhia de António de Faria pelos Reinos de Sião, Liampó, ilha de Calemplui. </li></ul><div> </div><div><strong><mark>Parte 3 (Capítulos 80-143) </mark></strong></div><div><mark>Estatuto do “eu” autobiográfico:</mark> </div><ul><li>O “eu” é substituído por “nós” - um “nós” coletivo de portugueses. </li></ul><div><mark>Rubrica Orientadora: </mark></div><ul><li>Peregrinação pelas terras da China, Tartária, Sião, ilhas de Tanixumá e dos Léquios. </li></ul><div> </div><div><strong><mark>Parte 4 (Capítulos 144-199) </mark></strong></div><div><mark>Estatuto do “eu” autobiográfico: </mark></div><ul><li>O “eu” como um entre muitos – um “nós” coletivo de estrangeiros (o rei dos Bramás e os seus súbditos) </li><li>O “eu” narrador passa para a terceira pessoa (narrador-historiador) </li></ul><div><mark>Rubrica Orientadora: </mark></div><ul><li>Peregrinação por terras de Martavão, de Calaminhã, de Sonda (história das guerras de Sonda), de Sião e da Birmânia. </li></ul><div> </div><div><strong><mark>Parte 5 (Capítulos 200-226, uma parte do capítulo) </mark></strong></div><div><mark>Estatuto do “eu” autobiográfico:</mark> </div><ul><li>O “eu” narrador, personagem – testemunha da missão de São Francisco Xavier e do Padre Belchior </li></ul><div><mark>Rubrica Orientadora: </mark></div><ul><li><strong>“Itinerário da expansão da fé”:</strong> Peregrinação em companhia de Francisco Xavier e do Padre Belchior, seu sucessor, por terras de Malaca e do Japão (reino de Bungo), pelos mares da China, até ao regresso a Goa. </li></ul><div><br></div><div><strong><mark>Parte 6 (Capítulo 226, parte final)</mark></strong><mark> </mark></div><div><mark>Estatuto do “eu” autobiográfico: </mark></div><ul><li>O “eu” em primeiro plano </li><li>Narrador autobiográfico </li></ul><div><mark>Rubrica Orientadora:</mark> </div><ul><li><strong>Conclusão:</strong> Regresso a Portugal e considerações sobre os méritos da peregrinação pelo Oriente, e sobre a ingratidão dos seus compatriotas.  </li></ul><div><mark>Nota: </mark>O "eu" autobiográfico sempre presente e em deambulação. <br><br>As seis partes de Peregrinação dispõem-se em dois grupos de três, de forma simétrica:<br> Deste modo, a <strong>primeira parte</strong> remete para<strong> a sexta</strong>, interessando em ambas a experiência subjetiva do narrador que ocupa o primeiro plano da narração.<br> A <strong>segunda parte </strong>encontra a sua equivalência <strong>na quinta: </strong>frente a frente, os itinerários da ambição temporal (António de Faria) e do partidarismo religioso (Padre Belchior e Francisco Xavier).<br> A terceira e a quarta parte constituem, os dois elementos de um díptico central, em que um"nós" é delegado do narrador principal: no primeiro, um "nós" formado pelo "eu" e os outros portugueses e, no segundo, o "nós" abrangerá o "eu" e os outros, os estrangeiros..<br> É muito mais do que um testemunho isolado e individual de um aventureiro, a Peregrinação aos poucos deverá impor-se na cultura portuguesa e ocidental como a narrativa marginal-mas-necessária, não como manifestação da "visão sombra" da Expansão, mas enquanto a omissão-a-ter-de-ser-dita para a visão mais completa  da gesta portuguesa de Quinhentos. Por isso mesmo, terá de ser redescoberta como obra de significado coletivo, que diz respeito a toda uma comunidade e que ajuda a melhor definir a maneira portuguesa de estar no mundo, o que equivale a dizer: definir a maneira de o Homem autenticamente se assumir a sua nova condição deambulatória pelo espaço geográfico e pela história.<br> <br>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, páginas 326/327</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-27 14:28:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/356148791</link>
         <description><![CDATA[<div>O interesse suscitado pela obra centrou-se essencialmente no problema de saber se na sua história o leitor encontra uma realidade vivida ou uma ficção imaginada.</div><div>Deste modo, o relato de tudo quanto viu, viveu ou imaginou oferece um flagrante reverso da imagem heroíca da ação dos Portugueses no Oriente, sem que daí possa concluir-se que tenha nascido de uma atitude mental preconcebida, de cariz anti-heroíco.</div><div>Fernão Mendes Pinto é aventureiro, perspicaz e criou para si uma filosofia de vida marcada por um claro sentido da realidade, na qual a consciência da sua condição social ignorava por completo os falaciosos conceitos de honra cavaleiresca para se comprazer numa emocionalidade subjetiva.</div><ul><li> Aí a fé é ingénua e interesseira vivida à maneira do seu tempo, entre o pecado e o arrependimento, mistura-se com um orgulho de soldado gabarola , com o gosto da sátira, por vezes virada contra ele próprio, e com uma fina sensibilidade aos valores do humano.</li></ul><div><br> A estrutura narrativa de <em>Peregrinação</em> organiza-se como uma série de aventuras vividas ao longo de muitas viagens por conseguinte, contadas segundo perspetivas de vária índole e numa vasta gama de enfoques que a transformam numa série de aventuras que mantêm aceso o interesse do leitor e suscitam nele interpretações ou reações de empatia múltiplas quando não desencontradas.</div><ul><li>A <em>Peregrinação </em>surge na<em> </em>produção literária portuguesa de Quinhentos como um monumento cujas páginas se manifesta a vida de Portugal, com aventuras e comoventes dores de miséria. </li></ul><div><br></div><div> Adaptado do Manual de Literatura, página 339<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-02 11:50:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/356155092</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aU-wXwnUj30">https://www.youtube.com/watch?v=aU-wXwnUj30</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-02 12:12:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/358813341</link>
         <description><![CDATA[<div>A comparação do relato de Peregrinação e outros testemunhos documentais da época confirmam a ideia de que se está perante um texto documentalmente fundado, ao contrário do que se pensou durante alguns tempos de uma efabulação livre e delirante.<br><br></div><div> Ao longo de quase todo o discurso estamos perante um narrador de primeira pessoa o que leva o leitor a considerar a presença da subjetividade na narrração dos eventos e no aproveitamento moral que deles se extrai.<br><br></div><div> Neste livro o processo que mais crítica moralmente é o das “vozes interpostas”, o narrador recorre muitas vezes a vozes de personagens orientais para efetuar uma sátira de fundo alcance, que expõe a incoerência entre a doutrina e a prática dos portugueses enquanto cristãos estavam empenhados em espalhar a fé.<br><br></div><div> A autobiografia e a sátira social não esgotam os sentidos de <em>Peregrinação</em>, pois para além destes, há ainda no mesmo plano a apresentação de um mundo exótico oriental, centrado em descrições de paisagens e fenómenos humanos individuais e coletivos que se podiam atribuir à realidade ocidental de que partia o autor e com que se identificavam os leitores.<br><br></div><div>  O narrador ao longo da obra deixa-se impressionar com casos humanos como a da rainha adúltera que mata o marido, o pajem japonês que mata o rei porque foi desonrado.<br><br></div><div> O espanto do narrador não deixa de se constituir em apologia da sociedade ocidental. A este respeito, e de todos os lugares referidos, merece principal destaque a China, concebida como uma verdade utopia.<br><br></div><div> Para além das crónicas de roteiros, itinerários e cartas de marear, a <em>Peregrinação</em> pode se relacionar com os modelos literários como a novela de cavalaria e novela picaresca, a relação que se estabelece com o primeiro modelo é de carácter subversivo, porque o herói cavaleiresco corresponde a um sujeito que se autodesqualifica e que não hesita me atribuir-se a si próprio responsabilidades diretas ou cúmplices em ações de desonra, e nem mesmo quando a personagem principal não coincide com o sujeito da narração. <br><br></div><div> No que diz respeito à novela picaresca o problema tem suscitado uma maior controvérsia, considerando que a picaresca se define justamente pela presença conjugada de marcas como a autobiografia, a viagem, o serviço de muitos amos, e ainda considerando que se trata de um género pungente no século XVI peninsular. Não se pode deixar de aproximar esse código e aquela que é considerada uma das narrativas mais célebres de viagens autobiográfica escrita em português.<br><br></div><div> A <em>Peregrinação </em>evidencia a presença de alguns dos seus traços fundamentais.<br><br></div><div>  A Peregrinação encontra talvez o seu sentido mais justo no próprio motivo do seu título, o sentido de errância penitencial, contraditória e por isso profundamente humana. É tentador nessa aceção acreditar que não se trata apenas de uma aventura de um pobre homem de Montemor-o-Velho mas da nossa aventura enquanto portugueses.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, páginas 353/354</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-10 10:23:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>É o maior tesouro imaginário da literatura portuguesa.<br>Peregrinação desloca-se a um ritmo ao mesmo tempo leve e poderoso sobre uma arte de contar, que nunca se embaraça na enormidade da matéria e que sabe reter a atenção do leitor em longas sequências de episódios, onde não há um desfalecimento por entre contrastes de fortuna e desfechos inesperados e que são geralmente o início de uma nova aventura, não menos incrível do que a antecede.<br>Algumas das histórias de Peregrinação até podem ser equiparadas a pequenas novelas.<br>  Toda esta diversidade inesgotável expõe-se numa prosa oral com certos vestígios medievais, mas também por uma certa falta de rigor na hierarquia sintática.<br> O sentido do movimento é dos atributos mais notáveis desta prosa, que raramente chega a um ponto morto.<br>É também em Fernão Mendes Pinto característico o sentido dos contrastes entre a pequenez e a grandeza.<br> Normalmente, Mendes Pinto não tem efeitos particulares da adjetivação, pois repetem-se os adjetivos emocionais e amplificadores, como grande e terrível, o que dá um tom emocionado à sua prosa.<br> Já as metáforas e a comparações parecem querer evocar o mundo oriental e são por vezes hiperbólicas.<br> Graças a tudo isto, a prosa de Fernão Mendes Pinto chega até nós cheia de frescura e cheia de poder comunicativo.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, páginas 357/358</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-14 13:06:54 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/362158029</link>
         <description><![CDATA[<div>Manuel Maria de Barbosa L´Hedois du Bocage, mais conhecido por Bocage, nasceu a 15 de setembro de 1765 em Setúbal, e faleceu a 21 de Dezembro de 1805 em Lisboa vítima de um aneurisma.<br>Filho do advogado José Luís Soares de Barbosa e de Mariana Joaquina Xavier l'Hedois Lustoff du Bocage, ambos descendentes da região da Normandia.</div><ul><li>  Foi um poeta nacional português do período do neoclássico e um dos percursores do Romantismo em Portugal.</li><li>   Foi considerado um dos mais importantes poetas e sonetistas portugueses do século XVIII.</li><li>    É uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico.</li><li>  Teve cinco irmãos.</li><li>  Apesar das muitas biografias a seu respeito uma boa parte da sua vida permanece um mistério, não se sabendo que estudos terá feito, a identificação das mulheres que amou é duvidosa.</li><li>   A 14 de Abril de 1786 embarcou como oficial da marinha para a Índia.</li><li>  Foi convidado em 1970 pela Academia das Belas Artes onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino.</li><li>  Foi preso pela inquisição epla forma como satirizou a Igreja e o poder clerical..</li><li>   Durante este longo tempo de detenção Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redator e tradutor pois dominava latim, francês e italiano.</li><li> Em 1790, retorna a Lisboa iniciando sua vida literária, da qual se dedicou até o resto de seus dias.</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 14:24:32 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Neoclassicismo representa um movimento artístico e cultural que envolveu a literatura, a pintura, a escultura e a arquitetura.</div><div> Surgiu no século XVIII e permaneceu até meados do século XIX.</div><div> Recebeu este nome uma vez que se baseava mos seus ideais clássicos, tratando-se de um movimento de oposição ao exagero.<br><br></div><div><strong>Algumas das características do Neoclassicismo:</strong></div><ul><li>Valorização do passado histórico;</li><li>Temas mitológicos e quotidianos;</li><li> Simplicidade e equilíbrio das formas;</li><li> Uso da proporção e da clareza;</li><li>Imitação da Natureza.<br><br></li></ul><div><strong><mark>Arquitetura Neoclassicista:<br></mark></strong><br></div><div> A arquitetura neoclássica foi fundamentada nos ideais clássicos e nas construções erigidas durante o período do Renascimento.</div><div> Um dos maiores exemplos desse período é o panteão de Paris. <br><br></div><div><strong><mark>Literatura Neoclassicista:</mark></strong><br><br></div><div>A literatura nesse período é caracterizada pela sua simplicidade na linguagem, recorre-se ao uso de um vocabulário simples, e são escolhidos temas associados ao quotidiano, à natureza e também à mitologia.</div><div><br></div><div><strong><mark>Pintura Neoclassicista:<br></mark></strong><br></div><div>A pintura apresenta diversas características desse período, procurando a pureza e a harmonia das formas.</div><div> Inspirados na artes greco-romana e renascentista, o realismo, o racionalismo das obras e o equilíbrio das cores foram essenciais para disseminar esse estilo nas artes plásticas.</div><div>Desse período destacam-se os pintores neoclássicos franceses: Jacques-Louis David (1748-1825) e Jean Auguste Dominique Ingres (1780-1867).</div><div> </div><div><strong><mark>Escultura Neoclassicista:</mark></strong></div><div> </div><div>A Escultura Neoclássica vem unir diversos elementos baseados na escultura clássica, onde o uso do mármore é o mais predominante.</div><div> Procura-se a harmonia das proporções e das formas com a exploração de temas relacionados a mitologia e personagens heroícos.</div><div> Roma foi um importante centro desse estilo com destaque para o escultor italiano: Antonio Canova (1757-1822).</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 14:50:50 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/362176822</link>
         <description><![CDATA[<div> Foi uma época que se caracterizou pelo surgimento de manifestações que viriam a designar o movimento romântico, sendo, desta forma, considerada a  preparação para a corrente artística que se avizinhava.  </div><div>    Trata-se de um movimento de excessos, em que se procuravam os extremos opostos à literatura considerada de bom gosto e que seguia o "decorum": o esplendor do dia é substituído pelo negrume da noite, a natureza calma e “arrumada” passa a ser invernal e tempestuosa, as manifestações de alegria transformavam-se em exclamações de dor.<br> Um outro aspecto importante do Pré-Romantismo tem a ver com o aproximar do passado histórico e da literatura tradicional, apresentados como mais puros, na sequência do afastamento da sociedade corrupta e do regresso à Natureza pura que Rouseau preconizava. Estas tendências deram lugar aos “antiquários”, interessados por tudo o que era antigo, com que se iniciaram coleções e museus e se valorizou sobretudo a arquitectura medieval, e também à compilação de lendas, contos e baladas antigas, que o Romantismo viria a continuar de forma mais rigorosa. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 15:00:33 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/a-peregrinacao/">http://ensina.rtp.pt/artigo/a-peregrinacao/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 21:35:37 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/peregrinacao-resumo-da-aventura-de-fernao-mendes-pinto/">http://ensina.rtp.pt/artigo/peregrinacao-resumo-da-aventura-de-fernao-mendes-pinto/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 21:36:28 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/as-peregrinacoes-de-fernao-mendes-pinto/">http://ensina.rtp.pt/artigo/as-peregrinacoes-de-fernao-mendes-pinto/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 21:37:36 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div><a href="http://ensina.rtp.pt/artigo/bocage-simbolo-do-arcadismo/">http://ensina.rtp.pt/artigo/bocage-simbolo-do-arcadismo/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-21 22:00:56 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/364478469</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema "Camões, grande Camões" é um soneto com 14 versos decassilábicos, cujo esquema rimático é ABBA/ABBA/CDC/DCD, nas quadras a rima é emparelhada e interpolada e nos tercetos a rima é cruzada.<br> Relativamente ao seu conteúdo podemos dizer que este poema é de Natureza autobiográfica e é da autoria de Bocage.<br>Bocage inicia este poema invocando Camões  logo na primeira estrofe começando por  fazer um elogio ao seu talento <strong><mark>"grande Camões"</mark></strong>, fazendo ao longo do seu poema sucessivas comparações entre a vida e o destino de infortúnios que foi comum a ambos: "Camões, grande Camões, <strong><mark>quão semelhante</mark></strong>/<strong><mark>Acho teu fado ao meu...Igual causa nos fez</mark></strong>"<br>Faz referência a uma das obras mais famosas de Camões "<em>Os Lusíadas</em>" através dos versos <strong><mark>"...perdendo o Tejo, /Arrostar co` o sacrílego gigante;"</mark></strong>  fazendo uma referência o gigante Adamastor.<br> Mais uma vez é estabelecida uma comparação entre Camões e Bocage porque ambos fizeram viagens marítimas, a viagem aqui presente foi a viagem à Índia e o constante infortúnio das suas vidas  "<strong><mark>Como tu, junto ao Ganges sussurante,/Da penúria cruel no horror me vejo".<br></mark></strong>  Comparativamente, mais uma vez a Camões indica-nos que não teve sorte no amor, que sofreu em vão: <strong><mark>"Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,/ Também carpindo estou, saudoso amante."<br></mark></strong> Através de uma invocação e de uma comparação novamente Bocage se compara com Camões referindo outra vez a falta de sorte que acompanhou a vida de ambos <strong><mark>"como tu, da Sorte dura"<br></mark></strong>Este poema apresenta-nos características do Pré-Romantismo visto que o eu lírico deseja morrer devido à sua vida de infortúnios, tendo a certeza de que quando morrer aí terá paz: <strong><mark>"Meu fim demando ao Céu, pela certeza/De que terei paz na sepultura".<br></mark></strong> Termina o soneto dizendo que Camões é uma inspiração para ele <strong><mark>"Modelo meu tu és", dizendo "Se te imito nos transes da Ventura,/Não te imito nos dons da Natureza"</mark></strong>, ou seja, que o imita no Destino, visto que têm um Destino muito semelhante, sendo ambos muito tristes porque acabam por sofrer, mas que apesar de todas as semelhanças que têm na sua vida refere que não o consegue imitar na arte da escrita, inferioriza-se, tecendo um grande elogio a Camões e aos seus dotes para a escrita.<br><br><strong><mark>Recursos expressivos</mark></strong></div><ul><li><mark>Apóstrofe:</mark> "grande Camões"</li><li>Antítese: "Sorte dura"</li><li><mark>Comparação:</mark><strong> </strong>"Como tu, junto ao Ganges..."; "Como tu, gostos vãos..."; "...como tu, da Sorte dura".</li><li><mark>Eufemismo/Perífrase</mark>: "Meu fim demando ao Céu, pela certeza /De que terei paz na sepultura."</li><li><mark>Sinédoque:</mark> "junto ao Ganges..."</li><li><mark>Personificação: </mark>"junto ao Ganges sussurante"</li></ul><div><br><a href="http://www.citador.pt/poemas/camoes-grande-camoes-quao-semelhante-manuel-maria-barbosa-du-bocage">http://www.citador.pt/poemas/camoes-grande-camoes-quao-semelhante-manuel-maria-barbosa-du-bocage</a></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-29 21:25:26 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>Relativamente a esta nova fórmula de trabalho tenho a dizer que o Padlet é bastante benéfico para mim porque me ajuda a organizar e ter uma noção de todos os conteúdos que aprendi. A sua facilidade de utilização e partilha é dos aspetos que mais gosto.<br>É uma boa alternativa para quem gosta de estudar pela internet.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-30 09:34:36 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/364610098</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema "Apenas vi do dia a luz brilhante" é um soneto e é constituído por 14 versos decassilábicos, tem o seguinte esquema rimático: ABBA/ABBA/CDC/DCD, sendo a rima nas quadras emparelhada e interpolada e nos tercetos cruzada.<br> Bocage inicia o seu poema dizendo que apenas viu a luz brilhante quando nasceu na cidade de Setúbal: <strong><mark>"Apenas vi do dia a luz brilhante/ Lá de Túbal no empório celebrado".<br></mark></strong>Refere ao longo do soneto que a sua vida de infortúnios ficou marcada desde o dia em que nasceu:<strong><mark> "Em sanguíneo carácter foi marcado/ Pelos Destinos meu primeiro instante."</mark></strong><br> Como resultado do seu Destino de azares, perdeu a mãe com 10 anos: <strong><mark>"Aos dois lustros, a morte devorante/ Me roubou, terna mãe.."<br></mark></strong> Posteriormente seguiu a carreira de militar que o afastou dos irmãos e do seu pai: <strong><mark>"Segui Marte depois, enfim, meu fado/ Dos irmãos e do pai me pôs distante".<br></mark></strong> Afastado da Pátria e da sua sorte chora porque está longe do seu país e da sua família porque sente saudades:<strong><mark> "Longe da Pátria, longe da Ventura/ Minhas faces com lágrimas imundo."<br></mark></strong> Termina o poema indicando que a multidão louca procura os bens do mundo, ele apenas deseja morrer porque vê na morte a paz que deseja alcançar: <strong><mark>"E enquanto insana multidão procura/ Essa quimeras, esses bens do mundo, /Suspiro pela paz da sepultura". <br><br></mark></strong><a href="https://www.escritas.org/pt/t/2498/apenas-vi-do-dia-a-luz-brilhante">https://www.escritas.org/pt/t/2498/apenas-vi-do-dia-a-luz-brilhante</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-30 12:36:50 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/366074741</link>
         <description><![CDATA[<div>Este é um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta português Bocage. A natureza serve de cenário para o acontecimento sentimental: “Olha o Tejo a sorrir-se! Olha: não sentes”.<br>O amor neste poema está alegre, o eu-lírico está satisfeito em amar Marília e deseja aproveitar a manhã com ela: “Vê como ali, beijando-se, os Amores/Incitam nossos ósculos ardentes!”. É um convite, mas também uma ilustração: “Ei-las de planta em planta as inocentes/As vagas borboletas de mil cores!”<br>É ornamental, porque tais composições neoclássicas valiam-se de forma a exacerbar na descrição do campo. O poema é arrumado em soneto, marcado pelas regras: catorze versos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. Esse rigor sempre exige do poeta uma certa habilidade literária.<br>Segundo este eu-lírico, tudo quanto de encantador a natureza exprime quando a contempla, não teria a mesma beleza sem a sua amada, como é perceptível no terceto seguinte: “Que alegre campo! Que manhã tão clara! /Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira, /Mais tristeza que a morte me causara”.<br>A flauta, que faz alusão a <em>Pan</em>, deus que chefiava os pastores que se dedicavam além do pastoreio, à poesia, na Arcádia, região mitológica da Grécia: é daí que se origina o nome Arcadismo. A flauta está presente, como que para harmonizar ainda mais o ambiente: Olha Marília, as flautas dos pastores, /Que bem que soam, como são cadentes!”.<br>A pureza que há na natureza supõe-se estar presente nas borboletas que este eu-lírico cita:” Ei-las de planta em planta as inocentes/ As vagas borboletas de mil cores!”.<br>O amor deste eu-lírico tem luz, e pode até entristecer-se no caso de Marília não aparecer para, juntos, desfrutarem do ambiente natural que narra, mas não irá desfalecer, não irá desesperar-se e nem fenecer. Ficará triste, mas não mais que isso.<br>Segundo pesquisadores, Bocage teria amado Gertrudes, a quem denominou em seus poemas Gertúria. Mas Bocage também teria amado Marília, que conta, teria sido Maria Margarida Rita Constâncio Alves, filha de um médico da Corte Portuguesa. Era típico dos árcades e neoclacissistas, usarem em suas composições poéticas, nome fictício para aquelas por quem se enamoravam na vida real”.<br><br><a href="http://solpoesiaeprosa.blogspot.com/2010/01/analise-do-poema-olha-marilia-as.html">http://solpoesiaeprosa.blogspot.com/2010/01/analise-do-poema-olha-marilia-as.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-06 11:13:22 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>O soneto está revestido de linguagem clássica: “flautas...cadentes” significa “harmoniosas”, “musicalmente concertadas”; “inocentes” quer dizer “inofensivas”; “vagas borboletas” tem o sentido de borboletas “errantes” ou “vagueantes”; “ósculos ardentes” equivale a “beijos sensuais”.<br>No segundo terceto, os verbos no pretérito mais que perfeito (“vira” e “causara”) correspondem, no português contemporâneo, ao imperfeito do subjuntivo (“se eu não te visse”), e ao futuro do pretérito ou condicional (“mais tristeza...me causaria”).<br>A tendência classicizante, já revelada pelo vocabulário e pela construção gramatical, é reforçada pelas alusões aos Zéfiros (ventos), e aos Amores (personificação pagã do amor e da sensualidade) e ao nome poético de Marília (figura convencional da pastora, também utilizada pelo poeta Tomás Antônio Gonzaga).<br>Observe que, dentro do espírito clássico, a adjetivação tende mais ao universal e ao genérico, do que ao individual e ao característico: as “inocentes”, as “vagas” borboletas; “alegre” campo; manhã “clara”; de “mil cores”. O mesmo ocorre com as estas alusões: “de planta em planta”, “naquele arbusto”, “ora nas folhas, ora nos ares”, ou nas enunciações desprovidas de determinação individualizante: “as flores”, “o rouxinol”, “a abelhinha”.<br><br>O soneto é constituído pela representação de um ambiente pastoril e campestre, de uma paisagem composta de elementos reais da Natureza, que as próprias personificações não diminuem, antes fazem avultar, mas que são habilmente considerados coexistentes, e selecionados e dispostos em quadro. Este passa do mais particular (plantas, Tejo, Zéfiros etc.) ao mais geral (campo, manhã), resume-se conglobalmente na palavra tudo e vai contrapor-se à ideia e sentimento final do soneto, ao serviço dos quais todo ele fora composto: importância exclusiva, para a visão e valorização da Natureza, da presença da mulher amada.<br>Nesse soneto encontram-se tendências madrigalescas e de sugestão petrarquista, juntamente com a sensorialidade e o paganismo erótico levemente sugerido nos versos quinto e sexto. Mas uma nota de sentimentalidade romântica se insinua, quer na breve anotação “o rouxinol suspira” e na visão do último verso. <br>Atente-se, por outro lado, em que a atitude descritiva do Poeta, intencionalmente valorizante do quadro campestre, bucólico e mitológico, e por isso mesmo idealizado e um tanto convencional, é servida por valores formais claramente sensíveis.<br>Observe-se o predomínio de verbos intransitivos, mais susceptíveis de exprimir a duração e a estabilidade das ações ou dos estados (soar, sorrir-se, brincar, suspirar, parar, girar), em oposição aos verbos transitivos dos últimos versos, que marcam a mutabilidade e a incidência das sensações e emoções. Note-se o uso da frase nominal no sétimo e oitavos versos, concisamente narrativa, e das do verso duodécimo, exclamativamente descritivas.<br>Observe-se ainda, que o soneto obedece às fórmulas tradicionais de composição clássica e que revela tanta segurança como variedade de feitura. Não só as expressões exclamativas são entrecortadas de uma interrogação e de frases descritivas, não só os imperativos se repetem a patentear interesse e a revelar colóquio afetivo (“Olha”, Marília...”Olha” o Tejo...”Olha”, não sentes), como também uma quase completa simetria de construção se registra nos versos 10° e 11°, a comunicar-nos duas fases paralelas e opostas da atividade das abelhas (Ora nas folhas...Ora nos ares). As próprias exclamações simultaneamente paralelas e dispostas em quiasmo do verso 12° (Que alegre campo! Que manhã tão clara!) ajudam a intensificar e transmitir melhor a emoção festiva até aí sugerida, para mais vincada e adversativamente se lhe opor a hipótese exclamativa e contrastante dos dois últimos versos.<br>Registre-se ainda a hábil combinação do verso heróico com o verso sáfico, utilizado este em pontos de ritmo por isso mesmo mais entrecortado, o que neste caso auxilia a expressividade do pensamento (v.2°), da narração (vv. 9° a 11°) ou do descritivo (v.12°).<br>Conclusão: trata-se de um soneto pictural, descritivo, de Natureza festiva e deleitosa, composta em quadro bucólico, luminoso e gracioso, de cores e contornos idealizados sobre o real, onde aflora a sensualidade amorosa e se patenteia uma sensorialidade externa requintada, cheia de elegância e de bom gosto de imaginação plástica; fecho madrigalesco e petrarquista, acrescido de sugestão direta camoniana; frases exclamativas que revelam gosto de viver e satisfação amorosa, levemente encrespada por simples hipótese de ausência. É um soneto típico do século XVIII, na sua vertente árcade, composto sobre a moldura convencional do locus amoenus (lugares aprazíveis), com aproximações do estilo rococó (amenidade, frivolidade, afetação, sensualidade e ênfase no gracioso) e uma sugestiva aproximação do romantismo temperamental da fase madura de Bocage.<br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-06 11:32:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/366078474</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema "Já Bocage não sou!..." é um soneto e é constituído por 14 versos decassilábicos, tem o seguinte esquema rimático: ABBA/ABBA/CDE/DEC, sendo a rima emparelhada, interpolada e cruzada.<br>Com base na leitura desta poema podemos afirmar que está presente a tendência Pré-Romântica.<br> É notório, ao longo do poema, um sentimento pessimista e derrotista, como podemos verificar logo nos primeiros versos: "Já Bocage não sou!... À cova escura/Meu estro vai parar desfeito me vento".<br>Daí concluímos que o sujeito poético se enquadra num ambiente tipo <em>loccus horrendus,</em> no qual , esse sujeito em tom confessional e confidencial, nos revela um quadro de sentiemntos tumultuosos, cheos de agonia, próprios do sentir pré-romântico.<br> Este soneto evidencia um carácter autobiográfico e autocrítico. Primeiramente, o eu poético<br> O Poeta apresenta uma atitude é nos dado a conhecer como "Já Bocage não sou...", o que nos remete logo para a autobiografia e para a autocrítica. Ao assumir-se na primeira pessoa do singular, o "eu" lírico aponta para uma atitude confessional, que se vai tornando declamativa e com uma grande carga emocional, à medida em que se percorre o poema.<br> Através dos seguintes versos compreendemos que o sujeito lírico atribui criticas ao seu comportamento e à sua vida, como se estivesse a fazer um balanço final da sua existência: "Eu aos céus ultrajei..."; "...vã figura.."; "...fez meu intento!"; "Outro Aretino fui!../A Santidade manchei...".<br>O poema apresenta-nos uma temporalização que assenta num esquema bipolarizado entre um passado de desafio e ultraje e um presente de desalento e morte.</div><div> <br> Nas duas quadras o eu lírico revela  que teve uma vida de ultraje a Deus no passado. <br>Os tercetos dão lugar à confissão do arrependimento, com o apelo à mocidade, que corria atrás da sua poesia, para que rasgue seus versos e acredite na eternidade.<br> O Poeta compara-se a Aretino, poeta italiano do século XVI, célebre por suas obras libertinas e obscenas.<br><br><strong>Recursos estilísticos:<br></strong><br></div><div><strong><mark>Anástrofe:</mark></strong> "<em> À cova escura / Meu estro vai parar desfeito em vento...";<br>"Conheço agora já quão vã figura / Em prosa e verso fez meu louco intento".</em></div><div><em><br></em><strong><mark>Metonímia:</mark></strong><em> "Eu aos Céus ultrajei!"<br><br></em><strong><mark>Apóstrofe</mark></strong><em>:" Se me creste, gente ímpia," / Rasga meus versos, crê na eternidade! /Musa!.."<br><br></em><strong><mark>Metáfora</mark></strong><em>:" Que atrás do som fantástico corria." <br><br></em><a href="http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v038.txt">http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v038.txt</a></div><div><br>  </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-06 11:36:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/366579222</link>
         <description><![CDATA[<div>Acerca do Padlet tenho a dizer que desconhecia a existência desta plataforma, mas que passado pouco tempo cheguei à conclusão de que é excelente no que toca à organização dando-nos o poder de escolher como preferimos ordenar os nossos conteúdos. É uma excelente alternativa para quem gosta de estudar na Internet. <br>Para mim foi uma experiência muito interessante e fiquei muito satisfeita com o resultado final e com o facto de o conteúdo poder ser partilhável.<br>O Padlet também permite a publicação de diversos post`s e não delimita o tamanho do mesmo.<br>Resumindo, é uma plataforma interessante, inovadora e muito organizada que recomendo bastante!</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-09 18:39:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/366592325</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema "Magro de olhos azuis, carão moreno" é um soneto constituído por duas quadras e dois tercetos, ou seja 14 versos decassilábicos com o seguinte esquema rimático: ABBA/ABBA/CDC/DCD, sendo a rima emparelhada e interpolada nas quadras e cruzada nos tercetos.<br>Este soneto de Bocage é de natureza autobiográfica, visto que se trata de um auto-retrato, os aspetos que nos permitem afirmá-lo são: "Magro, de olhos azuis, carão moreno/ Bem servido de pés, meão na altura,/Triste de facha, o mesmo de figura,/Nariz alto no meio, e não pequeno."<br>Os aspetos psicológicos que conseguimos deduzir do retrato de Bocage é que este era uma pessoa inconstante, triste, propenso a paixões amorosas.<br><br>Recursos expressivos:<br><br></div><ul><li><strong><mark>Perífrase</mark></strong>: "Bem servido de pés"; "Triste de facha, o mesmo de figura".</li></ul><div><br></div><ul><li><strong><mark>Pleonasmo</mark></strong>: "Nariz alto no meio, e não pequeno".</li></ul><div><br><a href="http://www.citador.pt/poemas/magro-de-olhos-azuis-carao-moreno-manuel-maria-barbosa-du-bocage">http://www.citador.pt/poemas/magro-de-olhos-azuis-carao-moreno-manuel-maria-barbosa-du-bocage</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-09 21:28:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
         <link>https://padlet.com/jeraquelgoncalves/qgnk39tkyumd/wish/366780866</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra de Bocage é uma obra de transição do ponto de vista de formas e processos arcadicos (neoclassicismo).<br>Embora estes elementos coexistam na produção de Bocage, embora a perspetiva bocagiana seja essencialmente dramática sobre o eu, relativamente à morte, ao amor, esta não seria a mesma sem a presença de certos artifícios da estética arcádica.<br>O eu organiza grande parte da sua produção em temas abstratos como o amor move-se frequentemente a nível do olhar, é um sentimento dado como muitas vezes em termos de cegueira, sonhos e esse olhar vai incidir  por vezes sobe estruturas poéticas com características particulares, como as personificações, muitas vezes utilizadas na construção de alegorias, a utilização de figuras mitológicas que simbolizam ideias ou sentimentos que contribuem para a elaboração de verdadeiras cenas animadas, muitas vezes com sentimentos infernais e horrorizantes.<br>A linguagem utilizada apresenta características relacionadas por um certo gosto teatral , que se consegue traduzir em apóstrofes e exclamações, hipérboles, perífrases na estrutura do diálogo.<br> Bocage também tem alguns traços  em comum com o gosto romântico, como a perseguição de um destino infeliz, da submissão total ao amor quase divinizado pelo poeta e muitas vezes oposto à razão.<br> Estes aspetos de uma forma geral traduzem-se em traços particulares do sujeito em questão, como o prazer pela solidão, pelas paisagens sombrias, a confiança em agouros que se traduzem ao nível da linguagem numa certa busca vocabular das formas mais impressionantes de corresponderem à intensidade subjetiva, assemelhando-se ao <em><mark>locus orrendus</mark></em><em>.</em> <br>No tratamento dos temas fundamentais da sua obra, como o amor e a morte, notam-se marcas  do pensamento filosófico e estético dominante na época, a par dos traços românticos já evidenciados.<br>A Razão, força motora do pensamento setecentista, nunca aparece conotada negativamente, nem mesmo quando o seu auxílio é impotente para libertar o poeta da sujeição amorosa.<br>É nas ideias que Bocage reflete uma época de transição, vazando a turbulência subjetiva em formas inadequadas, nos subgéneros clássicos. <br>Com Camões aprendeu a arte do soneto assimilando atitudes espirituais. Não prescindiu do aparato mitológico, da expressão convencional, latinizante. <br>Foi, contudo, pré-romântico pelo gosto da solidão e do horrível pela cenografia macabra, pelo sabor teatral do monólogo lírico, arrebatado pela espessura e vigor prosaico de certo vocabulário passional.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, páginas 388/389</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-10 19:38:57 UTC</pubDate>
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         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ehOMCelMM0s">https://www.youtube.com/watch?v=ehOMCelMM0s</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-10 20:39:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jeraquelgoncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>Peregrinação reúne em si todos os requisitos e mais alguns para levar atrás a sombra de um mito literário.<br> Desde logo pela superabundância de todo o seu conteúdo: o excesso de aventuras, os saberes exagerados, as viagens marítimas e terrestres, ou seja um conjunto de peripécias e memórias que transformam a narrativa numa torrente demasiado tumultuosa aos olhos do leitor.<br> Contudo, é na soma de todos os excessos que reside no encanto e no interesse de uma obra que faz luz sobre o mundo do seu tempo e que recobre todos os domínios da relação dos portugueses com o Oriente, como a terra, as ilhas, o mar e os rios, a flora e a fauna, as "longes" paragens dos mundos que estavam à esquina do grande mistério que ainda perdura e que seduz em nós a condição do leitor, de viajante ou de um simples aventureiro em imaginação.<br> Esta é uma obra inspiradora de outras obras de viagens. É um romance entre a história e a sua irresistível ficção. Um livro frequentemente centrado algures, entre verdades que mentem e mentiras que dizem a verdade.<br>Mas importa reconhecer o extraordinário escritor que foi Fernão Mendes Pinto o talento e o génio de um instinto literário que, séculos mais tarde, viria a problematizar o narrativo enquanto género, e a criação do narrador como ato primordial de toda a escrita de ficção, visto que <em>Peregrinação</em> é sobretudo um exercício de mestria sobre a liberdade de inventar narradores. <br>A linguagem é longa, descompassada, cheia de recursos expressivos espontâneos quanto isenta de artifícios. Apesar da considerável dimensão do texto a escrita parece entranhada pela mecânica dos sentidos: cheiros, sons, imagens poderosamente visualizáveis.<br><br>Adaptado do Manual de Literatura, página 362</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-06-11 14:41:43 UTC</pubDate>
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