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      <title>ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS TEORIAS EXPLICATIVAS DO CONHECIMENTO: by Tomás Dias</title>
      <link>https://padlet.com/tomascd13/qcna6kjx5duulc5</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-19 16:50:23 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-12-19 17:02:16 UTC</lastBuildDate>
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         <title>DESCARTES</title>
         <author>tomascd13</author>
         <link>https://padlet.com/tomascd13/qcna6kjx5duulc5/wish/2829790783</link>
         <description><![CDATA[<p>Qual a sua fonte privilegiada de</p><p>justificação das nossas crenças básicas?</p><p>Explique.</p><p>1 Segundo Descartes, a fonte privilegiada</p><p>da justificação das nossas crenças básicas é</p><p>a razão. Ele baseia se na certeza do</p><p>"Cogito" (Penso, logo existo),</p><p>argumentando que a existência do</p><p>pensamento é indubitável. Descartes</p><p>também diz que a existência de ideias</p><p>inatas, como a ideia da perfeição e a ideia</p><p>de Deus, que são consideradas fontes</p><p>indiscutíveis de conhecimento,</p><p>independentes da experiência sensorial.</p><p>Para Descartes, então, a razão e as ideias</p><p>inatas fornecem uma base segura e</p><p>indubitável para justificar as nossas</p><p>crenças básicas.</p><p>Qual o fundamento para o conhecimento?</p><p>Explique.</p><p>3.Segundo René Descartes, a base do</p><p>conhecimento é a razão e a certeza das</p><p>ideias inatas. Como filósofo racionalista,</p><p>Descartes argumenta que o verdadeiro</p><p>conhecimento pode ser alcançado através</p><p>do uso da razão pura, independente da</p><p>experiência sensorial. Ele enfatiza a</p><p>importância do “Cogito, ergo sum” para</p><p>estabelecer a existência de um sujeito</p><p>pensante. Além disso, postula a existência</p><p>de ideias inatas, claras, distintas e óbvias</p><p>como base confiável para o conhecimento,</p><p>em oposição ao possível engano das</p><p>experiências sensoriais. Portanto, para</p><p>Descartes, a razão e a certeza das ideias</p><p>inatas constituem uma base sólida para o</p><p>conhecimento verdadeiro e seguro.</p><p>Qual é o raciocínio que permite avançar no</p><p>conhecimento?</p><p>Há outra fonte para o conhecimento?</p><p>Explique.</p><p>5.Segundo Descartes, o raciocínio que</p><p>permite o progresso no conhecimento é a</p><p>razão, utilizando o método da dúvida</p><p>metódica e da dedução lógica. Ele propõe</p><p>que duvidar de todas as crenças deve</p><p>atingir um fundamento indubitável, e</p><p>"Cogito, ergo sum" ("Penso, logo existo")</p><p>identifica-se com uma certeza</p><p>inquestionável servindo como ponto de</p><p>partida. Descartes também postula a</p><p>existência de ideias inatas, específicas da</p><p>mente, como outra fonte de</p><p>conhecimento, independente da</p><p>experiência sensorial. Para Descartes,</p><p>então, a razão e as ideias inatas são</p><p>fundamentais na busca pelo</p><p>conhecimento.</p><p>Qual é o conhecimento fundamental?</p><p>Explique.</p><p>Segundo Descartes, o conhecimento</p><p>fundamental é o conhecimento a priori,</p><p>que é independente da experiência</p><p>sensorial. Ele defende a existência de</p><p>verdades inatas que são inerentes à mente</p><p>humana, como a certeza da própria</p><p>existência ("Cogito, ergo sum") e a ideia de</p><p>um ser supremo e perfeito, como Deus.</p><p>Descartes considera o conhecimento a</p><p>priori mais seguro e indubitável do que</p><p>aquele derivado da observação do mundo,</p><p>proporcionando uma base sólida e</p><p>inabalável para o entendimento humano.</p><p>Que ideias temos?</p><p>Explique.</p><p>9.Segundo René Descartes, as ideias que</p><p>temos são classificadas em três tipos</p><p>principais: ideias inatas, adventícias e</p><p>factícias. As ideias inatas são inerentes à</p><p>mente desde o nascimento, como a ideia</p><p>de perfeição e a ideia de Deus. Ideias</p><p>adventícias são adquiridas através da</p><p>experiência sensorial e interação com o</p><p>mundo exterior. Já as ideias factícias são</p><p>criadas pela imaginação, sendo produtos</p><p>internos da mente, como construções</p><p>imaginativas. Essa classificação reflete a</p><p>visão de Descartes sobre a origem e</p><p>natureza do conhecimento, destacando a</p><p>importância de ideias inatas como</p><p>fundamentos indubitáveis e universais.</p><p>Que tipo de ideia? Como se forma essa</p><p>ideia? É possível provar essa ideia?</p><p>Explique.</p><p>11.Para Descartes, a ideia de Deus é inata,</p><p>presente na mente humana desde o</p><p>momento da criação. Essa ideia não é</p><p>adquirida pela experiência sensorial, mas é</p><p>parte da estrutura inata do pensamento.</p><p>Descartes sustenta que Deus, como ser</p><p>perfeito, não deixaria a humanidade na</p><p>ignorância sobre Sua existência. Ele propõe</p><p>uma prova ontológica para a existência de</p><p>Deus, argumentando que a existência é</p><p>uma característica mais perfeita do que a</p><p>não existência, e, portanto, o ser mais</p><p>perfeito, Deus, deve existir. No entanto,</p><p>essa prova é controversa e foi alvo de</p><p>críticas. A ideia de Deus em Descartes</p><p>destaca sua abordagem racionalista,</p><p>enfatizando o papel da razão e das ideias</p><p>inatas na busca do conhecimento.</p><p>Há lugar para o ceticismo?</p><p>Explique.</p><p>Há lugar para o conhecimento?</p><p>Explique.</p><p>René Descartes reconhece o ceticismo</p><p>em sua filosofia ao utilizar o método da</p><p>dúvida sistemática, questionando todas</p><p>as crenças, inclusive as percepções</p><p>sensoriais e verdades matemáticas.</p><p>Contudo, Descartes não abraça o</p><p>ceticismo como uma conclusão final.</p><p>Ele chega à certeza fundamental do "eu</p><p>penso, logo existo", estabelecendo</p><p>assim um alicerce indubitável para</p><p>reconstruir o conhecimento. A partir</p><p>dessa certeza, Descartes busca</p><p>fundamentar o conhecimento em</p><p>verdades matemáticas e na existência</p><p>de um Deus não enganador, superando</p><p>o ceticismo e estabelecendo bases</p><p>sólidas para o conhecimento.</p><p>OBJEÇÃO AO COGITO</p><p>(1)O cogito cartesiano parte do princípio de</p><p>que, para</p><p>haver pensamento, temos de existir.</p><p>(2)A crítica é que: o cogito pressupõe</p><p>incorretamente</p><p>que, para haver pensamentos, tem de existir</p><p>um sujeito</p><p>que pensa.</p><p>E isto porque, a dúvida cartesiana pede-nos</p><p>para</p><p>duvidar de tudo.Nesse caso, não é descabido</p><p>duvidar</p><p>que tem de existir um ser pensante para haver</p><p>pensamentos.</p><p>(3)Assim, o cogito não é algo absolutamente</p><p>certo e</p><p>indubitável.</p><p>OBJEÇÃO AO CÍRCULO CARTESIANO</p><p>(1)Descartes apresenta Deus como garantia</p><p>do critério</p><p>da verdade.</p><p>(2)A crítica é que Descartes usa a clareza e a</p><p>distinção</p><p>para provar que Deus existe e recorre a Deus</p><p>para</p><p>garantir que as ideias claras e distintas são</p><p>verdadeiras.</p><p>Ora, este é um raciocínio circular(falácia da</p><p>petição de</p><p>princípio).</p><p>(3)Assim, a relação entre o critério da</p><p>verdade e Deus</p><p>não está explicita.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 16:55:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tomascd13/qcna6kjx5duulc5/wish/2829790783</guid>
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         <title>Hume</title>
         <author>tomascd13</author>
         <link>https://padlet.com/tomascd13/qcna6kjx5duulc5/wish/2829798166</link>
         <description><![CDATA[<p>Qual a sua fonte privilegiada de justificação</p><p>das nossas crenças básicas?</p><p>Explique.</p><p>2.David Hume, sustenta que a fonte</p><p>privilegiada de justificação para as nossas</p><p>crenças básicas é a experiência sensorial.</p><p>Segundo Hume, não temos ideias inatas e</p><p>todo conhecimento vem de observações do</p><p>mundo. Enfatiza a importância das</p><p>impressões sensoriais, como a visão e o tato,</p><p>como base para nossas ideias. Hume</p><p>argumenta que as crenças, especialmente</p><p>aquelas relacionadas à causalidade, são</p><p>moldadas pelo hábito e pelo costume,</p><p>resultantes da repetição constante de</p><p>padrões observados na natureza. Assim, a</p><p>experiência empírica, especialmente as</p><p>impressões de causa e efeito, são</p><p>fundamentais para justificar as nossas</p><p>crenças básicas, desafiando a noção de</p><p>conhecimento absoluto através da razão</p><p>pura.</p><p>Qual o fundamento para o conhecimento?</p><p>Explique.</p><p>4.A base do conhecimento, segundo David</p><p>Hume, é a experiência sensorial,</p><p>principalmente as impressões e as ideias que</p><p>delas resultam. Ele afirma que todo o</p><p>conteúdo da mente consiste em impressões</p><p>vívidas e nas ideias menos vívidas que delas</p><p>surgem. Hume enfatiza a importância da</p><p>relação de causa e efeito, argumentando que</p><p>a nossa crença nesta relação não vem da</p><p>razão pura, mas sim da observação repetida</p><p>de padrões na natureza. Assim, a experiência</p><p>empírica, especialmente a observação de</p><p>padrões e relações causais, é fundamental</p><p>para a formação do conhecimento humano.</p><p>Qual é o raciocínio que permite avançar no</p><p>conhecimento do mundo?</p><p>Há outro raciocínio para o conhecimento?</p><p>Explique.</p><p>6.Segundo David Hume, o raciocínio que</p><p>permite o progresso no conhecimento é o</p><p>raciocínio indutivo, que se baseia na</p><p>inferência de eventos futuros com base em</p><p>padrões observados no passado. Ele enfatiza</p><p>que esta inferência não se baseia na razão</p><p>lógica, mas sim na crença formada pelo</p><p>hábito e costume através da repetição de</p><p>padrões observados. Quanto à fonte do</p><p>conhecimento, Hume rejeita a existência de</p><p>ideias inatas, argumentando que toda</p><p>experiência vem de impressões sensoriais.</p><p>Portanto, a única fonte reconhecida de</p><p>conhecimento é a experiência empírica,</p><p>incluindo as impressões sensoriais e as ideias</p><p>delas derivadas.</p><p>Qual é o conhecimento fundamental?</p><p>Explique.</p><p>8.Segundo Hume, o conhecimento prévio</p><p>pode ser dividido em “relações de ideias” e</p><p>“fatos”. O conhecimento sobre as relações de</p><p>ideias, que inclui proposições analíticas como</p><p>verdades matemáticas, é a priori e</p><p>independente da experiência. Contudo, a</p><p>aprendizagem sobre questões factuais, que</p><p>incluem declarações sobre o mundo real, é a</p><p>posteriori e depende da observação</p><p>empírica. Hume enfatiza as limitações do</p><p>conhecimento humano na confirmação de</p><p>verdades sobre um mundo particular sem a</p><p>necessidade de experiência. Esta distinção</p><p>destaca a importância da experiência</p><p>empírica na expansão da nossa compreensão</p><p>dos fatos.</p><p>Que ideias temos?</p><p>Explique.</p><p>10.Segundo David Hume, nossas ideias</p><p>derivam de duas fontes principais:</p><p>impressões e reflexões. As impressões são</p><p>sensações vívidas e imediatas, enquanto as</p><p>ideias são cópias menos intensas dessas</p><p>impressões. Hume categoriza as ideias em</p><p>dois tipos: "relações de ideias" e "questões</p><p>de fato". As ideias de relações de ideias,</p><p>como conceitos matemáticos, podem ser</p><p>conhecidas a priori, sem experiência. Já as</p><p>ideias de questões de fato, relacionadas ao</p><p>mundo real, requerem experiência empírica</p><p>para confirmação ou refutação. Hume</p><p>destaca que todas as ideias têm origem em</p><p>impressões sensoriais e são formadas por</p><p>meio de operações mentais como</p><p>combinação, comparação e reflexão sobre</p><p>essas impressões. Essa distinção entre tipos</p><p>de ideias ressalta a importância da</p><p>experiência empírica na formação do</p><p>conhecimento humano.</p><p>Que tipo de ideia? Como se forma essa</p><p>ideia? É possível provar essa ideia?</p><p>Explique.</p><p>12.Segundo David Hume, a ideia de Deus é</p><p>uma ideia de relação de ideias, formada por</p><p>conceitos complexos derivados da</p><p>experiência, como ordem, design e</p><p>inteligência. A mente associa ideias mais</p><p>simples para conceber a noção de um ser</p><p>supremo ao observar o mundo. No entanto,</p><p>Hume argumenta que a existência de Deus</p><p>não pode ser provada através de argumentos</p><p>demonstrativos ou experiências empíricas.</p><p>Ele questiona os argumentos tradicionais,</p><p>como o do design, sugerindo explicações</p><p>naturais para a ordem no universo. Hume</p><p>destaca as limitações da razão humana ao</p><p>lidar com conceitos metafísicos, indicando</p><p>que a crença em Deus muitas vezes é uma</p><p>questão de fé, não de prova empírica.</p><p>Há lugar para o ceticismo?</p><p>Explique.</p><p>Há lugar para o conhecimento?</p><p>Explique.</p><p>David Hume introduz o ceticismo ao</p><p>questionar a capacidade da razão</p><p>humana em estabelecer certezas</p><p>absolutas, particularmente no que diz</p><p>respeito à causalidade. Ele destaca a</p><p>probabilidade e o papel do hábito na</p><p>formação de crenças, indicando que</p><p>muitas inferências são baseadas em</p><p>repetição de padrões observados na</p><p>natureza. Hume reconhece um lugar</p><p>para o ceticismo ao instigar uma</p><p>reflexão crítica sobre a base de nossas</p><p>crenças.</p><p>Quanto ao conhecimento, Hume faz</p><p>uma distinção entre "relações de</p><p>ideias" e "questões de fato". Ele aceita</p><p>a existência do conhecimento,</p><p>especialmente em relações de ideias,</p><p>mas enfatiza que o conhecimento em</p><p>questões de fato é contingente e</p><p>depende da experiência empírica. O</p><p>entendimento humano, para Hume, é</p><p>limitado, e a certeza absoluta é</p><p>inatingível, destacando a necessidade</p><p>de uma abordagem cautelosa em</p><p>relação ao conhecimento.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 17:02:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/tomascd13/qcna6kjx5duulc5/wish/2829798166</guid>
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         <title>*Hume</title>
         <author>tomascd13</author>
         <link>https://padlet.com/tomascd13/qcna6kjx5duulc5/wish/2829798879</link>
         <description><![CDATA[<p>Crítica ao princípio da cópia</p><p>O que diz o princípio da cópia? Que todas as</p><p>ideias são cópias das impressões.</p><p>Se houver algum contraexemplo (um caso de</p><p>uma ideia da qual não tenhamos a impressão</p><p>correspondente), então essa ideia não tem</p><p>origem em impressão alguma e, portanto, o</p><p>princípio da cópia cai por terra.</p><p>Mas existe um tal contraexemplo?</p><p>Surpreendentemente, o próprio Hume apresenta</p><p>o caso</p><p>do tom de azul em falta.</p><p>Falta ali algum tom de azul entre o que está</p><p>antes e o que está depois do ponto de</p><p>interrogação? Muitas pessoas dirão que falta.</p><p>Mas é preciso já termos visto (tido a</p><p>impressão visual) esse tom de azul para</p><p>sabermos que está em falta? Muitos dirão que</p><p>não,</p><p>o que significa que podemos ter a ideia desse</p><p>tom de azul sem nunca o termos visto antes.</p><p>Logo, é falso que todas as ideias são cópias das</p><p>impressões.</p><p>Crítica ao princípio da bifurcação</p><p>O que diz o princípio da bifurcação? Que o</p><p>conhecimento proposicional ou é de relações de</p><p>ideias (conceptual) ou é de questões de facto</p><p>(factual).</p><p>Se houver contraexemplos (por exemplo, casos</p><p>em que o conhecimento é simultaneamente</p><p>conceptual e factual), então o princípio da</p><p>bifurcação não passa de um falso dilema e cai</p><p>por terra.</p><p>Mas haverá casos desses? Há quem considere</p><p>que sim.</p><p>Por exemplo, há quem defenda que o facto de</p><p>um dado objeto ser ou não ser arte depende</p><p>do modo como se define o conceito de arte.</p><p>Nesse caso, a questão factual e a questão</p><p>conceptual são inseparáveis, ao contrário do</p><p>que estabelece o princípio da bifurcação</p><p>defendido por Hume.</p><p>Outro exemplo: quando é que alguém está, de</p><p>facto, a cometer um crime? Há que defenda</p><p>que isso não pode ser separado do modo como</p><p>se concebe a noção de crime. Por exemplo,</p><p>fazer um aborto no Texas é, de facto, um crime,</p><p>mas não na Califórnia. O conceito de crime</p><p>em vigor no Texas aplica-se ao aborto, ao</p><p>contrário do estabelecido na lei da Califórnia.</p><p>Crítica à noção de causalidade</p><p>O que diz Hume sobre a nossa noção de</p><p>causalidade? Diz nós chamamos</p><p>erradamente causalidade à mera conjunção</p><p>constante, apesar de se tratar de</p><p>coisas diferentes.</p><p>Mas será que nós costumamos mesmo entender</p><p>desse modo a noção de</p><p>causalidade?</p><p>O filósofo Thomas Reid dá alguns exemplos</p><p>para mostrar que Hume está</p><p>enganado. Por exemplo, se as pessoas</p><p>pensassem que causalidade é o</p><p>mesmo que conjunção constante, então</p><p>pensaríamos também que a noite é a</p><p>causa do dia, e o dia é a causa da noite, pois não</p><p>observamos ocorrências que</p><p>estejam tão constantemente conjugadas como</p><p>estas. De facto, o dia segue-se</p><p>constantemente à noite, e a noite</p><p>constantemente ao dia. Contudo, as</p><p>pessoas não consideram que a noite e o dia</p><p>sejam causa e efeito um do</p><p>outro.</p><p>Logo, as pessoas não confundem causalidade</p><p>com conjunção constante, isto</p><p>é, não entendem a noção de causalidade como</p><p>Hume diz que entendem.</p><p>Crítica à posição de Hume sobre a</p><p>indução</p><p>Qual é a posição de Hume sobre a indução?</p><p>Hume diz que a indução não tem justificação</p><p>lógica, ou seja, que não pode ser justificada por</p><p>raciocínio nenhum.</p><p>Contudo, precisamos da indução para</p><p>ampliarmos o nosso conhecimento,</p><p>nomeadamente</p><p>sobre questões de facto. Ora, se a indução não</p><p>tem justificação racional, isso equivale a</p><p>dizer que todas as nossas crenças sobre</p><p>questões de facto são irracionais?</p><p>Hume diria que não, argumentando que, apesar</p><p>de a indução não ter justificação lógica, ela</p><p>tem uma justificação naturalista, proporcionada</p><p>por um instinto ou capacidade psicológica</p><p>que tem dado boas provas de ser digna de</p><p>confiança: o hábito.</p><p>Todavia, os críticos argumentam que Hume está</p><p>a substituir a lógica (a racionalidade) pelo</p><p>instinto natural, o que continuam a considerar</p><p>uma forma de irracionalidade, defendendo</p><p>estes que o conhecimento científico não pode</p><p>basear-se no instinto, por muito eficaz que</p><p>seja, mas na razão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-12-19 17:02:58 UTC</pubDate>
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