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      <title>Diário de bordo 2025/02 by Patrick Swayze Alves</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-09-21 19:46:55 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 08.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596131708</link>
         <description><![CDATA[<p>Exercício domiciliar </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 19:53:08 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 19.08</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596135414</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula discutimos "O direito à literatura" de Antonio Candido, uma defesa poderosa do ensino de literatura como direito humano e instrumento de humanização, o que inspira uma prática pedagógica voltada não apenas à análise formal dos textos, mas ao seu potencial crítico e transformador. Em sala de aula, isso significa trabalhar a literatura como espaço de reflexão sobre desigualdade, poder e ética, aproximando o aluno de obras que denunciem injustiças e ampliem sua visão de mundo. Ao reconhecer que a literatura organiza emoções, dá sentido ao caos e promove empatia, o professor pode incentivar o debate, a leitura compartilhada e a produção criativa, tornando o acesso às obras — populares e eruditas — uma experiência viva e inclusiva. No entanto, os desafios permanecem: grande parte das escolas ainda não possui bibliotecas ou espaços adequados de leitura, e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.itausocial.org.br/noticias/habito-de-leitura-cresce-nos-lares-mas-pratica-nas-escolas-e-preterida-por-outras-opcoes/">muitas não realizam práticas de mediação literária com intencionalidade pedagógica</a>, o que evidencia a urgência de iniciativas escolares que garantam acesso significativo à literatura, para formar leitores mais conscientes e cidadãos mais críticos. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2025/06/30/longe-da-universalizacao-63percent-das-escolas-nao-tem-bibliotecas-para-formar-leitores.ghtml?utm_" />
         <pubDate>2025-09-21 19:58:48 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 02.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596136271</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula a professora nos explicou as diferenças entre a prosa de ficção, romance, conto e novela com base em critérios qualitativos (estrutura e conteúdo) e quantitativos (extensão).</p><p><strong>Critério qualitativo</strong> – é o mais importante e leva em conta a forma interna (estrutura narrativa, número de conflitos, desenvolvimento das personagens) e o conteúdo (o que é abordado e como a narrativa se organiza).</p><p><strong>Critério quantitativo</strong> – serve como apoio, olhando o tamanho da obra (quantidade de páginas ou extensão do texto) apenas para confirmar a análise.</p><p>Por exemplo, um texto de 100 páginas pode ser considerado conto longo (O Alienista, de Machado de Assis) ou romance breve (Iracema, de José de Alencar), e por isso só o tamanho não basta — é preciso observar se a narrativa tem uma única ação concentrada (característica do conto) ou um enredo mais amplo e personagens mais desenvolvidas (característica do romance).</p><p>Destacou ainda que o conto, segundo Edgar Allan Poe, busca captar um momento único e concentrar todos os elementos narrativos em torno de uma única ação ou conflito, sem digressões, garantindo unidade dramática. Alfredo Bosi reforça essa ideia ao definir o contista como alguém que “pesca momentos singulares cheios de significação”. Já o romance nos foi mostrado como uma narrativa mais extensa e complexa, chamada de “enciclopédia poética” ou “pseudo épica”, enquanto a novela ocupa posição intermediária, com enredo mais condensado que o romance, mas mais desenvolvido que o conto. A professora usa exemplos como "O Alienista" (conto longo), "Iracema" (romance breve) e "Dom Quixote" (romance extenso) para ilustrar as diferenças.</p><p>Em seguida fizemos a leitura em sala do conto "Felicidade Clandestina" de Clarice Lispector e tentamos aplicar os princípios expostos em aula acerca da composição de um conto.</p><p><br></p><p>No conto há unidade de ação, pois tudo gira em torno do desejo da narradora de ler "As Reinações de Narizinho" e da frustração provocada pela menina que adia a entrega do livro: “No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte.” A unidade de espaço é mantida nos deslocamentos entre a casa da narradora e a da menina, cenário repetido que reforça a espera. O tempo também é concentrado, marcado pela repetição dos “dias seguintes”, até o momento em que a mãe intervém e diz: “Você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: ‘E você fica com o livro por quanto tempo quiser.’” O conto tem poucas personagens (a narradora, a menina e a mãe), o que mantém o foco no conflito central. Os diálogos são raros, mas decisivos para o desenlace. As descrições são subjetivas e expressivas, como quando a narradora diz que o livro era “para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o”. A narração é breve e conduz rapidamente ao clímax, sem digressões, e não há dissertação moralizante, já que Clarice prefere deixar que o leitor experimente junto com a narradora a intensidade desse momento de descoberta e prazer: “Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter.”</p><blockquote><p>Importante destacar como o conhecimento sobre os gêneros narrativos pode se tornar ferramenta não só de ensino, mas de formação cidadã, pois a literatura é espaço de humanização e reflexão sobre a realidade, o que é central para o papel de um professor de Língua Portuguesa e Literatura, como vimos na aula anterior com Antônio Cândido.<br></p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:00:13 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596136271</guid>
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         <title>Aula 18.08</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596138615</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula relembramos a importância do uso consciente de inteligência artificial na atualidade, a professora nos relembrou dos projetos de releitura de contos de Mia Couto e focou na releitura de Chuva abensonhada, em que um grupo de alunos fez uso da IA Suno pra criar uma música a partir do conto.</p><p>É importante destacar que o uso da inteligência artificial em sala de aula traz benefícios significativos para o ensino e o letramento digital, pois possibilita a personalização da aprendizagem, o desenvolvimento de competências críticas no trato com informações digitais, a inclusão de estudantes com diferentes necessidades e estilos de aprendizagem, além de aumentar o engajamento e otimizar o tempo dos professores ao reduzir tarefas repetitivas; no Brasil, por exemplo, uma pesquisa revelou que <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/sete-em-cada-10-alunos-do-ensino-medio-usam-ia-generativa-em-pesquisas?utm_source=chatgpt.com"><strong>sete em cada dez alunos do ensino médio já utilizam IA em pesquisas escolares</strong></a>, ainda que muitos sem orientação formal, o que evidencia a importância de mediação docente, e no Piauí cerca de 120 mil estudantes já contam com aulas de inteligência artificial na rede estadual, aprendendo a explorar recursos digitais em atividades práticas e contextualizadas.</p><p><br></p><blockquote><p>Essa aula, inclusive, me lembrou de uma conversa que tive com uma professora do ensino médio da rede pública. Ela me contou que reservava parte de suas aulas para trabalhar o uso de prompts no ChatGPT, pois percebeu que muitos alunos já utilizavam a ferramenta, mas sem orientação. Nesse contexto, acabavam recorrendo a ela como uma muleta, sem realmente aprender ou se desenvolver. Ao ensinar o uso adequado, a professora buscava transformar o ChatGPT em um suporte pedagógico, e não em substituto do processo de aprendizagem.</p></blockquote>]]></description>
         <enclosure url="https://publicacoes.estadao.com.br/guia-de-colegios/2025/03/17/inteligencia-artificial-o-que-as-escolas-pioneiras-estao-ensinando-aos-estudantes/?utm_source=chatgpt.com" />
         <pubDate>2025-09-21 20:04:06 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 25.08</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596138819</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula fizemos a leitura do conto "A cartomante" e trabalhamos em uma versão transmídia do conto, optamos por um podcast em que a Cartomante revela ao entrevistador seu papel na história de Rita, Camilo e Vilela.</p><p>Roteiro do podcast:<br></p><p><strong>"Cartomante Confessa: Manipulação Mortal"</strong></p><p>Em uma entrevista impactante no programa 'Sombras do Destino', a cartomante Senhora Carmela revela como manipulou tragicamente um triângulo amoroso no século XIX. Ela orquestrou, por dinheiro, o destino de Camilo, Rita e Vilela, enviando cartas anônimas, iludindo os amantes e alimentando as suspeitas do marido, culminando em uma dupla tragédia. Sua história expõe o poder sombrio da manipulação e da fé cega.<br></p><p>podcast link: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://cdn.notegpt.io/notegpt/web3in1/podcast/podcast_2425bef4-59e5-476a-8120-e38caa17b273-1756691075.mp3">https://cdn.notegpt.io/notegpt/web3in1/podcast/podcast_2425bef4-59e5-476a-8120-e38caa17b273-1756691075.mp3</a></p><p><br></p><p><strong>1. Entre tarot e tragédia: conhecendo Senhora Carmela</strong></p><p><br>1.1. Host: Sabe, poucas vezes eu fiquei tão intrigado com uma história antes mesmo do episódio começar. Senhora Carmela, seu nome realmente circula entre mistério, cartas e, claro, muita controvérsia... Você sempre teve esse dom para prever — ou manipular — destinos, ou isso foi algo que cresceu com o tempo?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>1.2. Guest: Olha, não tem nada de dom divino, não! Tudo começou como curiosidade de menina, ouvindo minha avó jogar cartas e contar histórias. Aos poucos, fui percebendo como as pessoas se deixavam guiar por uma palavra, um conselho, uma esperança inventada. E aí, acabei me tornando parte das histórias, não só a narradora.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>1.3. Host: Isso, inclusive, me faz pensar: quando percebeu que podia influenciar o rumo da vida dos outros, como no caso de Rita e Camilo? Já sentiu culpa ou hesitação alguma vez?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>1.4. Guest: Culpa? Talvez nos primeiros tempos. Mas depois, a vida me mostrou que quem vem procurar cartomante já está querendo ouvir algo — seja verdade, seja consolo. Eu só entregava o que pediam. E, vamos ser sinceros, o mundo sempre foi feito de quem manipula e quem é manipulado, não é?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>2. O triângulo amoroso: insegurança, cartas e riscos</strong></p><p><br></p><p>2.1. Host: Falando em manipular, fiquei pensando na Rita. Você lembra daquela primeira visita dela? Dava pra sentir o medo da moça mesmo?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>2.2. Guest: Dava, sim. Ela entrou com um olhar perdido, torcendo as mãos, como se o mundo fosse desabar ali. E foi só falar do medo de ser esquecida que ela praticamente desmoronou. Era uma mistura de paixão e pavor, sabe? Eu sabia que bastava uma promessa de segurança pra ela me pagar sem nem pestanejar.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>2.3. Host: E ela contava tudo pra Camilo, não é? Parece que, de certa forma, as cartas davam um tempero novo pra relação deles, até alimentando as ilusões.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>2.4. Guest: Exatamente. O engraçado é que Camilo tirava sarro dessas coisas, mas, no fundo, se sentia importante sabendo que Rita o amava tanto a ponto de buscar conselhos místicos. O segredo é esse: às vezes, as pessoas querem mais a emoção do mistério do que a própria verdade.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>3. Jogos de cartas, bilhetes anônimos e suspeitas</strong></p><p><br></p><p>3.1. Host: Engraçado você mencionar o mistério — porque aí entram as cartas anônimas, né? Isso foi puro cálculo seu ou teve um toque de diversão diabólica também?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>3.2. Guest: Vou te dizer: foi um pouco dos dois. Quando percebi que as dúvidas deles traziam retorno — emocional e financeiro —, mexi as peças. As cartas anônimas eram o combustível do suspense. E cada nova crise era uma nova visita, mais dinheiro, mais controle. No fim, você quase se diverte, mas também sente aquela pontada de cinismo.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>3.3. Host: Você chegou a pensar no risco? Porque mexer com o ciúme de alguém como Vilela... bom, não era pouca coisa.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>3.4. Guest: Arriscar faz parte. Mas sabe o que é mais perigoso? O tédio. Eu via tudo quase como um tabuleiro de xadrez, com cada carta plantada para ver até onde a trama podia ir. E olha que foi longe, hein?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>4. Camilo e a armadilha final: fé, medo e engano</strong></p><p><br></p><p>4.1. Host: Falando em trama indo longe... O momento em que Camilo procura você, completamente apavorado, foi decisivo. O que passou pela sua cabeça na hora?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>4.2. Guest: Naquele instante, era como se tudo tivesse convergido ali: medo dele, minha certeza do que estava por vir, a energia da tragédia rodando pela sala. Eu sabia que ele acreditaria em qualquer coisa que o tranquilizasse. E foi exatamente o que vendi pra ele: uma paz falsa, por um preço alto.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>4.3. Host: E mesmo sabendo o que esperava por ele, você não hesitou em mandá-lo direto pro abate... Isso pesa depois?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>4.4. Guest: Sabe, já me perguntei isso. No fundo, acho que a vida real é mais dura que qualquer culpa. Os três buscaram respostas, mas ninguém quis encarar a verdade de verdade. Meu papel foi só acelerar o inevitável, como se eu fosse só mais uma carta do destino sendo virada.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>5.</strong> <strong>Vilela, o marido enganado, e o desfecho sangrento</strong><br></p><p>5.1. Host: Isso me leva ao Vilela. Ele nunca procurou você diretamente, mas, de alguma forma, também caiu na sua teia. Como foi manipular à distância?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>5.2. Guest: Foi quase mais fácil. Através de terceiros, de rumores, plantei as dúvidas certas. Vilela já estava com a alma em frangalhos quando finalmente recebeu aquela "confirmação" que tanto temia. Nem precisei olhar as cartas pra ele: só precisei entregar a verdade crua, no momento certo.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>5.3. Host: Fico imaginando — se não fosse por toda essa manipulação, você acha que o destino deles teria sido menos trágico?</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>5.4. Guest: Talvez. Ou talvez não. O desejo de saber, de controlar o futuro, sempre cobra um preço alto. Comigo, eles só pagaram mais rápido — e com juros. No fim, a tragédia já rondava; eu só acelerei o relógio.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>5.5. Host: É duro ouvir isso, mas fica claro: às vezes, o maior perigo não é o destino, mas quem o interpreta. Senhora Carmela, obrigado por sua sinceridade — e frieza.</p><p>&nbsp;&nbsp;</p><p>5.6. Guest: Nem sempre é frieza; às vezes, é só sobrevivência. Obrigada por me ouvir, mesmo nas sombras.<br></p><blockquote><p>Foi muito divertido mortar esse podcast, mesmo quando alguns problemas apareceram.</p><p>Nós queríamos criar um podcast com dois personagens, em primeiro momento gostaríamos de adicionar um sotaque Italiano a personagem, mas em português não encontramos nenhuma ferramenta que fazia isso de graça, quando nos contentamos com uma voz feminina e masculina tivemos que encarar o fato de existirem poucas opções de voz para homens e menos ainda mulheres em português (Brasil). No fim o produto final careceu em muitos aspectos, mas serviu de aprendizado para melhor uso de ferramentas como NotebookLM e NoteGPT.</p><p><br></p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:04:25 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 01.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596139015</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula foram feitas as apresentações dos projetos de transmidia do contos "A cartomante" desenvolvidos na última aula.</p><p>Após as apresentações a professora abriu espaço para que pudéssemos trabalhar em nossas propostas de transmídia de uma obra literária de nossa escolha para o Projeto Integrador do semestre.</p><p>Segue abaixo nossa proposta:</p><p><br/></p><p><strong>Título do projeto:</strong> “Cortiços Urbanos – Releituras Digitais”</p><p><br/></p><p><strong>Conceito do projeto</strong></p><p>O projeto propõe uma releitura contemporânea da obra O Cortiço de Aluísio Azevedo, atualizando personagens e cenários para bairros periféricos urbanos atuais. As imagens e narrativas serão produzidas por inteligência artificial, permitindo uma abordagem criativa e multimodal que amplia o acesso à literatura e promove a participação ativa dos estudantes e do público em geral.</p><p><br/></p><p>A narrativa será transmídia, articulando diferentes plataformas digitais para criar uma experiência imersiva:</p><p><br/></p><p>Redes sociais (Instagram, TikTok), com imagens e micro-histórias curtas;</p><p><br/></p><p>Site/blog com galeria digital, contextualização literária e análise crítica;</p><p><br/></p><p>Exposição digital ou física, integrando imagens impressas, narrativas sonoras e recursos interativos com QR codes.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Releitura da obra</strong></p><p><strong>Ambientação atual</strong>: cortiços substituídos por ocupações urbanas, conjuntos habitacionais e periferias.</p><p><br/></p><p><strong>Personagens reinterpretados</strong>: figuras como João Romão e Bertoleza como trabalhadores e empreendedores contemporâneos enfrentando desigualdade urbana.</p><p><br/></p><p><strong>Conflitos sociais e pessoais mantidos</strong>: exploração, ambição, solidariedade e disputa por espaço e sobrevivência.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Metodologia</strong></p><p><strong>Pesquisa literária e contextualização social: </strong>análise da obra O Cortiço e mapeamento de elementos urbanos contemporâneos.</p><p><br/></p><p><strong>Produção de imagens:</strong> criação de prompts para IA, com estética jornalística e urbana, retratando personagens e cenários atualizados.</p><p><br/></p><p><strong>Construção narrativa</strong>: textos curtos conectando história literária e contexto atual, distribuídos de forma transmídia.</p><p><br/></p><p><strong>Disseminação</strong>: postagem sequencial nas redes sociais, integração com site/blog e exposição interativa, promovendo engajamento e reflexão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:04:49 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 08.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596139336</link>
         <description><![CDATA[<p>Exercício domiciliar </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:05:26 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 18.08</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596140494</link>
         <description><![CDATA[<p>Neta aula vimos o texto "Stilistics" de Peter Verdonk que mostra que o estudo do estilo não é apenas uma análise formal da linguagem, mas uma investigação das escolhas conscientes ou inconscientes do autor e dos efeitos que essas escolhas produzem no leitor. O exemplo do título de jornal evidencia como recursos como elipse, paralelismo, intertextualidade e tipografia tornam a mensagem mais impactante, enquanto o blurb literário revela o uso de adjetivos e enumerações para persuadir o público.</p><p>Em sala de aula, essa abordagem pode ser muito produtiva: ao comparar diferentes gêneros (como manchetes e textos promocionais), o professor pode mostrar aos alunos que o estilo não é neutro, mas sempre direcionado a um propósito comunicativo. Assim, os estudantes desenvolvem não só sensibilidade linguística, mas também letramento crítico, aprendendo a reconhecer estratégias de convencimento na mídia, na literatura e no discurso cotidiano.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:07:15 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 25.08</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596140677</link>
         <description><![CDATA[<p>Reported speech</p><p>Nesta aula vimos um pouco sobre reported speech no texto Stilistics de Peter Verdonk, o foco maior foi no exemplo do título “Life on Mars – war of the words” que ilustra como o estilo jornalístico depende de escolhas intencionais para gerar efeito. A elipse, a ausência de verbo e a intertextualidade transformam uma simples notícia sobre debate científico em um texto impactante e memorável. O leitor, ao interpretar essas escolhas, participa da construção do sentido, semelhante ao que acontece no reported speech, em que a forma como se reporta a fala de alguém influencia a percepção do leitor sobre a informação e a intenção do falante. Assim, tanto no título quanto na reprodução de falas, o destaque não está apenas no que é dito, mas em como é dito, revelando o poder da linguagem como ferramenta de estilo e persuasão.</p><p>Durante a aula o professor nos desafiou com um pequeno exercício em que deveríamos escrever um diálogo a partir de um parágrafo disponibilizado pelo professor:</p><p><br></p><p><strong>Reporter</strong>: What’s going on here?</p><p><strong>Officer</strong>: There’s been a robbery.</p><p><strong>Reporter</strong>: Are there any suspects?</p><p><strong>Officer</strong>: Yes, we’ve arrested someone.</p><p><strong>Reporter</strong>: Can you give me the person’s name?</p><p><strong>Officer</strong>: I’m afraid I can’t.</p><p><strong>Reporter</strong>: When will you have more information?</p><p><strong>Officer</strong>: I’m not sure yet. I hope to close the case soon.<br></p><p>Por fim, o professor passou uma atividade no Teams em que deveríamos escrever sobre nossas férias e pedir para que alguma ferramenta de IA revisasse nossos textos.</p><p><br></p><p><strong>My text</strong>: "I didn't travel a lot during my last vacation. I visited my parents at Ibiuna S.P, me and my two sisters gathered at their house for the weekend. My father and sisters love barbecue so they had it and since i'm vegetarian, and my mom don't care about meat, I cooked brocoli's lasagnha for us. The weekend was very fun and peacefull, I could catch up with my sisters and wacth movies with our parents. Since I had only five days of vacation I had to come back to work at tuesday, so by moonday I had a very short trip back home."</p><p><br></p><p><strong>The prompt</strong>: Check the attached text regarding writing, correct usage of verbs and coherence.</p><p><br/></p><p><strong>The corrections</strong>:</p><p><br/></p><p>1. "I didn't travel a lot" → "I didn't travel much"</p><p>   → More natural and idiomatic in English.</p><p><br/></p><p>2. "at Ibiuna S.P" → "in Ibiúna, S.P."</p><p>   → Correct preposition ("in" for cities) and added proper punctuation with the city name.</p><p><br/></p><p>3. "me and my two sisters gathered" → "My two sisters and I gathered"</p><p>   → Correct subject pronoun order (avoid "me and...").</p><p><br/></p><p>4. "they had it" → "they prepared one"</p><p>   → More natural phrasing for barbecue (you “have a barbecue” but in this context "prepared one" is smoother).</p><p><br/></p><p>5. "i'm" → "I'm"</p><p>   → Always capitalized.</p><p><br/></p><p>6. "my mom don't care" → "my mom doesn’t care much"</p><p>   → Correct subject-verb agreement + smoother phrasing.</p><p><br/></p><p>7. "brocoli's lasagnha" → "broccoli lasagna"</p><p>   → Correct spelling (broccoli, lasagna). No possessive needed.</p><p><br/></p><p>8. "peacefull" → "peaceful"</p><p>   → Correct spelling.</p><p><br/></p><p>9. "I could catch up" → "I was able to catch up"</p><p>   → More fluent in narrative past.</p><p><br/></p><p>10. "wacth" → "watch"</p><p>    → Typo fix.</p><p><br/></p><p>11. "at tuesday" → "on Tuesday"</p><p>    → Correct preposition for days.</p><p><br/></p><p>12. "moonday" → "Monday"</p><p>    → Typo fix.</p><p><br/></p><p>13. "so by Monday I had a very short trip back home" → "so on Monday I made a very short trip back home"</p><p>    → Verb choice ("made" a trip) is more idiomatic than "had."</p><p><br/></p><p><strong>Corrected Version</strong>:</p><p>"I didn't travel much during my last vacation. I visited my parents in Ibiúna, S.P. My two sisters and I gathered at their house for the weekend. My father and sisters love barbecue, so they prepared one, but since I'm vegetarian and my mom doesn’t care much for meat, I cooked broccoli lasagna for us. The weekend was very fun and peaceful. I was able to catch up with my sisters and watch movies with our parents. Since I had only five days of vacation, I had to return to work on Tuesday, so on Monday I made a very short trip back home."</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:07:34 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 01.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596140848</link>
         <description><![CDATA[<p>Analisamos um pouco mais de "Stilistics" de Peter Verdonk, porém com foco em reported speech, vimos que título “Life on Mars – war of the words” é um ótimo exemplo para mostrar aos alunos que a linguagem não é neutra: cada escolha (omitindo o verbo, usando aliteração, criando intertextualidade com The War of the Worlds) tem um efeito específico sobre o leitor. Em sala de aula, podemos transformar isso em uma atividade prática de reported speech: por exemplo, pedir que os alunos reescrevam a manchete ou partes do artigo em discurso indireto, como em:</p><p><br></p><ul><li><p>Direct speech: “Life on Mars is still debated,” said scientists.</p></li><li><p>Reported speech: The scientists said that life on Mars was still debated.</p></li></ul><p><br></p><p>Esse exercício cumpre duas funções: reforça a compreensão gramatical do discurso indireto e permite que os alunos percebam como o significado e o tom podem mudar dependendo das escolhas linguísticas.</p><p><br></p><p>Ao explorar a expressão “war of words”, os alunos também entram em contato com intertextualidade e figuras de linguagem: o título faz referência a outro texto culturalmente significativo (The War of the Worlds), provocando associações, humor ou suspense. Isso mostra que palavras carregam sentidos extras, culturais ou históricos, além de seu sentido literal.<br></p><p>No contexto pedagógico, essa abordagem ajuda os alunos a entenderem que a linguagem é ferramenta estratégica, que combina gramática, estilo e contexto. Em vez de apenas reproduzir estruturas gramaticais, eles aprendem a interpretar, adaptar e criar textos de maneira mais crítica e consciente.<br><br>Em seguida o professor nos desafiou com uma atividade que consistia em produzir um texto em reported speech a partir de um diálogo:</p><p>Prompt: "Check the attached interview and correct the article I created from it regarding the right usage of reported speech. In the end, add notes on how and why you corrected the article I sent."</p><p><br></p><p><strong>My article</strong>: Summarizing, Dr. MacKay and the scientist involved in the 1996 Independent article "Science: Life on mars- War of words" were claiming that the evidence strongly suggests primitive life may have existed on mars over 3.6 billion of years.</p><p>Doctor MacKay said that they first announced those finding to the public in 1996 at NASA press conference, were they stated that the evidence where radical but still open for confirmation or refutation by the scientific community.</p><p>When asked about how the scientist responded to the announcement, Dr. MacKay explained that many critics had challenged their interpretation, and argued that those findings could be explained by non-biological processes or contamination.</p><p>Dr. MacKay also states that the deadline had now passed, and yet the debate had grown more polarized—some were digging in their heels and turning the discussion into a vitriolic back-and-forth.</p><p>Once questioned about his response for the accusations of publicity-seeking, he said that part of the scientific process was opening up findings for others to try to disprove them, and that the critics who were saying they were seeking publicity simply overlook that their intention was always to invite rigorous examination.</p><p>One planetary scientist, Edward Scott, claimed the weight of evidence is against Dr. MacKay's team. When asked about how he would address this claim, he said that Scott had maintained that many lines of research contradict their conclusions, especially regarding carbonate formation in the meteorite. He complemented that they were aware of those critiques and that his team had responded by defending their analysis of carbonate globules and PAHs, he also felt that some of the criticism was unfair, and that some critics were jealous because they wanted the same level of publicity.</p><p>Deffied to look ahead, and imagine what should happen to settle this controversy he affirmed that it was for other groups to confirm or overturn their findings. The scientific process had to play out, since if others replicated their results under rigorous controls, the issue would be resolved one way- or overturned. Rather than settling the question of whether the meteorite once harboured microscopic life.</p><p><br></p><p><strong>Corrections</strong>:</p><p><br></p><p><strong>Verb tense in reported speech:</strong></p><p><br></p><p>Changed present tense to past tense where appropriate (“claims → claimed,” “states → stated,” “is → was”) to follow standard backshifting in reported speech.</p><p><br></p><p>Corrected “evidence where radical” → “evidence was radical.”</p><p><br></p><p><strong>Prepositions and connectors:</strong></p><p><br></p><p>Corrected “were they stated” → “where they stated.”</p><p><br></p><p>Corrected “response for the accusations” → “response to accusations.”</p><p><br></p><p>Changed “one way- or overturned” → “one way or the other.”</p><p><br></p><p><strong>Grammar and syntax:</strong></p><p><br></p><p>Fixed subject-verb agreement (“the evidence strongly suggests → suggested,” “findings could be explained → could be explained”)</p><p><br></p><p>Adjusted plural/singular errors (“those finding → those findings,” “his team had responded by defending … he also felt → added appropriate punctuation to separate ideas”).</p><p><br></p><p><strong>Clarity and flow:</strong></p><p><br></p><p>Combined or restructured sentences for smoother reading and logical flow.</p><p><br></p><p>Clarified ambiguous references (e.g., “critics who were saying they were seeking publicity” → “critics who claimed they were seeking publicity”).</p><p><br></p><p><strong>Spelling corrections</strong>:</p><p><br></p><p>“Deffied” → “Asked”</p><p><br></p><p>“harboured” (kept UK spelling, consistent with Independent style)</p><p><br></p><p><strong>Consistency in names and terms</strong>:</p><p><br></p><p>Ensured “Mars” is capitalized consistently.</p><p><br></p><p>Standardized references to “Dr. MacKay’s team” and “the scientific process.”<br></p><p><br/></p><p><strong>Corrected Article:</strong></p><p>Summarizing, Dr. MacKay and the scientist involved in the 1996 Independent article "Science: Life on Mars – War of Words" claimed that the evidence strongly suggested that primitive life may have existed on Mars over 3.6 billion years ago.</p><p>Dr. MacKay said that they had first announced those findings to the public in 1996 at a NASA press conference, where they stated that the evidence was radical but still open to confirmation or refutation by the scientific community.</p><p>When asked how the scientific community responded to the announcement, Dr. MacKay explained that many critics had challenged their interpretation and argued that the findings could be explained by non-biological processes or contamination.</p><p>Dr. MacKay also stated that the deadline had now passed, yet the debate had grown more polarized—some were digging in their heels and turning the discussion into a vitriolic back-and-forth.</p><p>When questioned about his response to accusations of publicity-seeking, he said that part of the scientific process was opening up findings for others to try to disprove, and that critics who claimed they were seeking publicity simply overlooked that his team’s intention had always been to invite rigorous examination.</p><p>One planetary scientist, Edward Scott, claimed that the weight of evidence was against Dr. MacKay's team. When asked how he would address this claim, Dr. MacKay said that Scott had maintained that many lines of research contradicted their conclusions, especially regarding carbonate formation in the meteorite. He added that they were aware of these critiques and had responded by defending their analysis of carbonate globules and PAHs. He also felt that some of the criticism was unfair and that some critics were jealous because they wanted the same level of publicity.</p><p>Asked to look ahead and imagine what should happen to settle this controversy, he affirmed that it was for other groups to confirm or overturn their findings. The scientific process had to play out, since if others replicated their results under rigorous controls, the issue would be resolved one way or the other, rather than immediately settling the question of whether the meteorite had once harbored microscopic life.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:07:55 UTC</pubDate>
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         <title>Aulas 13.08 à 17.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nas aulas até então vimos que o texto narrativo pode ser compreendido a partir de sua estrutura básica, que segue a sequência: situação inicial, complicação, reação, resolução e situação final, conceito que pode ser relacionado à ideia de “regressão à média”, em que a narrativa retorna a um estado de normalidade após a ocorrência de um evento disruptivo. Dentro desse contexto, diferentes tipos de textos narrativos se distinguem pelo modo como envolvem o leitor ou enunciatário. No suspense, a narrativa suspende acontecimentos futuros, gerando expectativa: o personagem ignora o que vai ocorrer, enquanto o enunciatário apenas observa, aguardando os desdobramentos. No terror, por sua vez, o leitor ou espectador se envolve emocionalmente, assustando-se junto com os personagens. A comédia provoca riso coletivo, enquanto na farsa todos são enganados sem prever a situação. Textos com pressuposto trazem sentidos implícitos que o enunciatário precisa inferir, diferindo do subentendido, em que o sentido é apenas sugerido ou tentacular, permitindo múltiplas interpretações. Já no monólogo, o enunciador se dirige diretamente ao público, enquanto no solilóquio ele fala consigo mesmo, revelando pensamentos íntimos. Em todos os casos, a narrativa funciona como uma “viagem” do leitor ou espectador, que acompanha uma sequência de eventos até a restauração da normalidade.</p><p><br></p><blockquote><p>No vídeo anexado da Série Teen Wolf, a personagem fala sobre o momento estático da narrativa inferindo a possibilidade de uma mudança iminente na narrativa, ele não sabe onde está (um momento de hiato na série, normalmente marcado pela reviravolta) mas nós sabemos, o que dá a sensação de suspense. A tempestade de raios que entra em foco ao fim desta cena é a chegada dos "Caleiros do apocalipse" (novos vilões da temporada), fator que apenas reforça a entrada de um novo desafio a personagem e a mudança na narrativa marcada pela fala da mesma.</p></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:11:01 UTC</pubDate>
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         <title>Produções de texto</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3596151132</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Pressuposto</strong> </p><p>O silêncio dominava o ambiente, seus passos eram firmes, decididos, mas ele caminhava relaxado, tinha o desejo de visitar um novo mundo e estava no lugar certo para realizá-lo. Mais alguns passos depois, escolheu o mundo que visitaria e segurou-o com ambas as mãos. A poeira contida nele não o incomodava, sentou-se em um canto iluminado, e com o som de folhas arrastando-se umas nas outras sua nova aventura começou.</p><p><br/></p><p><strong>Subentendido</strong></p><p>Seus braços doem, suor pinga de seu rosto encharcando suas roupas, mas nada disso o impede de continuar.</p><p>A noite é fria e silenciosa, o som de sua ferramenta perfurando o solo e do mesmo caindo em montes as suas costas ecoa, recusando o silêncio que o cerca.</p><p>Um som diferente o faz parar, ele se agacha, tateia por entre a terra solta até que o encontra. Limpando com os dedos revela uma superfície lisa e brilhante, um cordão rompido conectado ao objeto balança levemente quando ele o coloca ao lado com seus pertences.</p><p>Ele gostaria de mostrá-lo para ela, mas agarrando sua ferramenta, continua cavando.</p><p><br></p><p><strong>Suspense</strong></p><p>Em meu aniversário, há alguns anos venho recebendo esses cartões. Eles estão sempre no mesmo lugar, grudados com fita adesiva na minha porta, sempre após o por do sol. Mas o mais interessante são os números, o primeiro veio com um número três bem grande, rabiscado de forma tosca, o seginte o número dois e ano passado um. Mas dessa vez, algumas palavra foram escritas de uma forma grotesca e quase ininteligível, levo um tempo tentando traduzir as palavras e quando as entendo sinto o coração parar, meus dedos começam a formigar e minha cabeça parece estar debaixo d'água, o cartão cai e com um baque surdo suas palavras me acompanham na escuridão:</p><p>"Olhe para trás!"</p><p><br/></p><p><strong>Monólogo</strong> </p><p>Eu posso explicar, juro que posso contar cada detalhe. Mas sua atenção é extremamente nescessária, sua concentração absolutamente intrínseca pra que me entenda. Faça sua parte e vai entender porque estou aqui nesta cova rasa, sob essa tempestade ao lado deste cadáver. Se deseja entender, preste atenção ao que vou lhe contar.</p><p><br/></p><p><strong>Solilóquio</strong></p><p>Todos os dias esse som me enlouquecendo. Parou... começou novamente... esse grunhido choroso me arrepia os cabelos da nuca. Eu deveria procurar de onde vem, mas não consigo me mover. Não me movo de forma alguma, percebo o som aumentar e me assusto ao perceber que reverbera em meu peito. Uma luz se ascende, estou em uma sala branca. Braços estão amarrados, mas não são meus braços, as pernas também não são minhas, esse corpo é estranho. Preciso sair, estou preso, preso neste corpo estranho. E ele não para de grunhir e gemer. Vou acabar ficando louco. Preciso sair. Eu grito e grito, mas só saem gemidos e grunhidos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-21 20:23:22 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 22.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3598448587</link>
         <description><![CDATA[<p>Poesia</p><p>Stilistics U2</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-23 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>06.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684206846</link>
         <description><![CDATA[<p>Ausente</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 18:52:42 UTC</pubDate>
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         <title>13.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684207037</link>
         <description><![CDATA[<p>Ausente</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 18:53:00 UTC</pubDate>
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         <title>De 24.09 à 12.11</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684207644</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Diálogo com pressuposto</strong></p><p>— Quando você pretende me contar?</p><p>— Contar o quê, amor?</p><p>— Eu sabia que estava escondendo algo de mim... saindo cedo todo dia, sem tempo pra nada, pendurado nesse celular. E justo você, que sempre odiou falar ao telefone.</p><p>— Depois a gente conversa, vida. Eu juro que te explico, mas agora não dá.</p><p>— Explica então por que gastou tanto dinheiro numa loja de joias. E por que tem tantas mensagens apagadas e ligações pra essa tal de Marcela?</p><p>— Amor, eu disse que vou te explicar... calma.</p><p>— Calma? A única Marcela que eu conheço é a minha melhor amiga! E ela jurou que nunca falou com você por telefone.</p><p>— Vida, respira. Eu estava, sim, falando com a sua melhor amiga — mas foi tudo por causa deste momento.</p><p>— Por que você tá rindo? Eu tô falando sério, Jonas.</p><p>— Amor, eu precisava da opinião dela. Queria preparar tudo do jeito que você merece.</p><p>— Do que você tá falando? Que momento é esse?</p><p>— O momento em que eu te entrego isto... e crio coragem pra te pedir o que sempre quis, desde que te conheci.<br><br><strong>Solilóquio ( O que vou dizer quando chegar lá...)</strong></p><p>Assim que eu chegar, vou acabar com tudo.</p><p>Isso foi longe demais. Desse jeito, tudo vai terminar em tragédia.</p><p>A ganância… foi ela que nos trouxe até aqui, o desejo de ter mais, muito mais. Mas o medo — não, não é medo.</p><p>É bom senso. Sim, é isso: o bom senso vai pôr fim a tudo.</p><p>Eu vou cair fora. Esse esquema é uma armadilha, uma furada.</p><p>Nós não estamos prontos… e, se eles nos pegarem, nunca mais respiramos ar puro.</p><p>E eu gosto de ser livre. Mesmo sem muito, sou livre.</p><p>Sim, é isso que direi a eles: não vale a pena o risco.</p><p><br></p><p><strong>Texto narrativo com seres inanimados</strong></p><p>Sob a luz suave do fim da tarde, a velha escrivaninha rangia baixinho, como se despertasse de um longo sono, enquanto a caneta esquecida sobre ela suspirava, ansiosa para voltar a traçar histórias. O relógio na parede, sempre impaciente, marcava cada segundo com um toque seco, reclamando do silêncio que tomara conta do quarto desde cedo. Lá fora, a janela entreaberta deixava entrar uma brisa leve, que dançava com as cortinas e murmurava segredos de outros lugares. Tudo parecia esperar, como se cada objeto prendesse a respiração, aguardando o retorno daquele que unia suas existências: o escritor, cuja ausência transformara o cômodo em um cenário de saudade pulsante.</p><p><br></p><p><strong>Texto narrativo de futebol</strong></p><p>O apito inicial ecoou pelo campo e, por um instante, o mundo pareceu prender a respiração. A bola correu leve pela grama, como se tivesse vida própria, escapando dos pés apressados dos jogadores que a perseguiam com fervor. As chuteiras batiam firme no chão, marcando o ritmo da partida, enquanto a torcida vibrava em ondas, empurrando o time como um vento invisível. No meio de tudo, o jovem atacante sentiu o coração acelerar ao receber um passe perfeito; era a chance que esperara a semana inteira. Ele avançou, driblou um defensor, ergueu o olhar e, com um chute decidido, viu a rede balançar e naquele instante, entre gritos e abraços, soube que aquele gol seria lembrado por muito tempo.</p><p><br></p><p><strong>Monólogo aterrorizante</strong></p><p>Sim, entre agora e sente-se, se distraia no celular, nem sequer olhe na minha direção enquanto me diz para onde quer que eu te leve. Isso, no meio do caminho devo apertar o botão, neste frio com as janelas fechadas e a separação entre você e eu é o bastante para manter o gás na parte de trás. Perfeito, caia no sono e te levarei comigo, mas para bem longe de onde você deseja.</p><p><br></p><p><strong>Texto narrativo com Zoomorfismo</strong></p><p>Pedro estava caminhando pela rua, o sol quente de verão fazia arder sua pele. De repente sentiu uma dor lancinante em seu ombro e rugindo procurou com suas garras compridas, o objeto de sua agonia. Uma pequena abelha repousava em sua mão, morta pela reação brusca.</p><p><br/></p><p><strong>Texto narrativo injuntivo</strong></p><p>Atente-se ao que vou dizer. Fique em silêncio, respire o menos ruidosamente possível, acompanhe cada decisão, cada consequência, pois se perder a atenção por um segundo que seja, pode ser que não entenda o que me levou a estar ao lado desta casa encharcada por gasolina, com um isqueiro na mão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 18:53:58 UTC</pubDate>
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         <title>20.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684212211</link>
         <description><![CDATA[<p>Semana de letras</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:02:29 UTC</pubDate>
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         <title>21.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684212509</link>
         <description><![CDATA[<p>Semana de letras</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:02:56 UTC</pubDate>
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         <title>29.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684220307</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:16:41 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>30.09</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684220701</link>
         <description><![CDATA[<p>Na última aula, começamos com a apresentação da Karol, que foi emocionante. Ela falou sobre si mesma e, principalmente, sobre seu país. Um dos momentos de que mais gostei foi quando ela falou sobre o carnaval e outras curiosidades sobre a cultura de seus país como por exemplo o consumo de diferentes variedades de sopa no cotidiano. Isso sempre me faz pensar em como as culturas divergem em costumes mesmo estando relativamente próximas. Senti muita vontade de visitar a Colômbia.</p><p>Depois da apresentação da Karol, iniciamos a produção do nosso material analógico para o projeto integrador. Optamos por criar uma pintura de um cortiço colorido, com a bandeira do Brasil representada como o sol ao fundo. Primeiro, pedimos ao ChatGPT uma imagem de referência; a partir dela, fizemos um rascunho inicial e, então, realizamos a pintura usando tinta aquarela sobre uma tela de canvas. O objetivo do projeto é que a obra dialogue com o visual da nossa música, reunindo diversas narrativas e transmitindo uma sensação de luta e resistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:17:24 UTC</pubDate>
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         <title>27.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:25:39 UTC</pubDate>
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         <title>03.11</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684225151</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:26:12 UTC</pubDate>
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         <title>10.11</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684225505</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>07.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684226077</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula a professora apresentou a ideia central de Massaud Moisés de que espaço, personagem e ação formam um sistema interdependente, no qual o espaço deixa de ser cenário passivo e passa a atuar como agente na construção das personagens e na condução do enredo. Obras como <em>Quincas Borba</em>, <em>Capitães da Areia</em>, <em>Bertran</em>, <em>A Droga da Obediência</em>, <em>A Hora da Estrela</em> e <em>Dona Flor e Seus Dois Maridos</em> mostraram, na prática, como esse tripé narrativo organiza a estética e o sentido das histórias. Em cada obra, o espaço estrutura conflitos, molda identidades, intensifica atmosferas e, muitas vezes, funciona como antagonista simbólico, reforçando a ideia de que compreender o espaço é compreender o próprio núcleo da narrativa.</p><p>Ver isso evidencia que o professor de língua portuguesa não trabalha apenas com histórias, mas com modos de compreender o mundo por meio da linguagem e da narrativa. A teoria de Massaud Moisés oferece uma lente poderosa para ensinar leitura literária de modo profundo, interdisciplinar e conectado a diferentes mídias. Com isso, o futuro professor desenvolve capacidade de análise crítica, leitura comparada, planejamento de práticas pedagógicas relevantes e uma compreensão mais ampla da literatura como fenômeno cultural e social, competências centrais para a docência contemporânea.</p><p>Achei extremamente relevante principalmente para mim, que estou trabalhando literatura no meu TCC, ao usar a obra The Hunger Games no ensino de língua inglesa. Durante minha análise pude notar como o meio atua sobre as personagem e da própria autora durante a elaboração deste universo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:27:52 UTC</pubDate>
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         <title>14.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684226461</link>
         <description><![CDATA[<p>Dia da cerimônia de aluno Top.</p><p>nesta aula aprendi a olhar para os textos narrativos de um jeito totalmente diferente. Até então, eu sabia que existiam formas de representar a fala das personagens, mas não tinha percebido como cada escolha do narrador pode alterar a forma como entendemos a história. Ao estudar o discurso direto, o indireto e principalmente o discurso indireto livre, percebi que não se trata apenas de um recurso técnico: é uma forma de aproximar ou afastar o leitor dos pensamentos e emoções das personagens.</p><p>O momento em que analisamos <em>Vidas Secas</em> foi especialmente marcante. Entender como Graciliano Ramos mistura a voz do narrador com a de Fabiano, sem travessão, sem “que”, mas carregando a emoção da personagem, me fez enxergar melhor como a literatura constrói subjetividade, crítica social e profundidade psicológica. Foi como se eu pudesse “escutar” Fabiano pensar, mesmo que ele próprio mal tivesse palavras para expressar seu mundo interior.</p><p>No final da aula, fizemos o exercício de identificar onde era fala da personagem e onde era fala do narrador, e ali percebi a dificuldade real dessa fusão de vozes. Às vezes parecia narrador; outras, parecia personagem, e justamente essa ambiguidade é que torna o discurso indireto livre tão potente. Esse exercício me fez sentir mais responsável pela leitura, porque eu precisava interpretar, inferir, supor. Não dava para ser passivo.</p><p>Refletindo sobre minha formação como futuro docente, entendi a importância desse conteúdo. Trabalhar os tipos de discurso não é apenas ensinar nomenclaturas gramaticais: é desenvolver no aluno a capacidade de ler criticamente, identificar perspectivas, perceber manipulações textuais e reconhecer como a linguagem organiza o mundo. Para mim, como futuro professor, essa aula mostrou o quanto a gramática precisa ser trabalhada de maneira significativa, conectada à literatura e à construção de sentidos. Vou levar comigo a ideia de que ensinar língua não é só ensinar regras, mas ajudar os estudantes a perceberem vozes, intenções e posições dentro dos textos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:28:24 UTC</pubDate>
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         <title>28.10</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684226635</link>
         <description><![CDATA[<p>Ao assistir à aula e ao vídeo do professor Daniel Massa sobre as tendências da literatura brasileira atual, senti que meu entendimento sobre o papel da literatura na escola se ampliou profundamente. O que mais me marcou foi perceber como a literatura contemporânea rompe qualquer ideia de rigidez: ela não se limita mais a classificações fixas ou a um percurso cronológico previsível, mas se abre para múltiplas vozes, gêneros, linguagens e experiências. Essa percepção dialoga diretamente com o que vimos nos slides sobre as tendências do ensino da literatura, sobretudo a valorização da pluralidade estética, da relação entre literatura e outras artes, e da superação da abordagem classificatória rígida.</p><p>O vídeo de Massa reforça que a literatura brasileira atual é marcada pela diversidade de vozes e experimentações, especialmente quando ele aponta para a presença cada vez mais legítima de autores negros, indígenas e periféricos, como Conceição Evaristo, Itamar Vieira Jr. e Ailton Krenak. Como futuro professor, isso me fez pensar na responsabilidade que terei de atualizar o repertório escolar, rompendo com o cânone limitado e proporcionando aos alunos obras que dialoguem com sua realidade e com as transformações sociais do país.</p><p>Outro ponto fundamental foi a discussão sobre a presença de raps em vestibulares. Essa aproximação entre música e literatura me mostrou, de maneira muito concreta, como os limites entre os gêneros estão cada vez mais fluidos. Como aluno de Letras, isso provoca: por que ainda insistimos em separar “alta literatura” de “expressões populares”? Como docente, entendo que reconhecer raps, slams e produções periféricas como textos literários contribui não apenas para ampliar repertórios, mas também para legitimar identidades e vivências dos estudantes.</p><p>A aula, somada ao vídeo, também dialoga com a necessidade, destacada nos slides, de devolver à literatura sua dimensão estética e plurissignificativa, sem reduzi-la a mero instrumento para ensinar gramática ou para responder provas externas. Isso me faz refletir sobre o desafio de equilibrar o que os exames pedem com o que a leitura literária pode proporcionar em termos de formação humana, cidadã e sensível.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:28:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>11.11</title>
         <author>patrickswayzealves</author>
         <link>https://padlet.com/patrickswayzealves/qbg4yigdnkyonteu/wish/3684226919</link>
         <description><![CDATA[<p>A aula apresentou uma visão ampla e dinâmica das escolas literárias brasileiras, desde o Quinhentismo até as tendências contemporâneas. O professor destacou não apenas as características formais de cada movimento, mas principalmente como cada período nasce de um contexto histórico, social, político e cultural específico. Assim, entendemos que a literatura não é um produto isolado, mas parte de um tecido cultural maior, influenciada por disputas ideológicas, tecnologias, transformações sociais e modos de viver.</p><p><br></p><p>Também discutimos a abordagem contemporânea da BNCC no trabalho com o texto literário, que incentiva a experimentação, a hibridização de gêneros, a relação com outras mídias e a formação do leitor como alguém capaz de fazer escolhas estéticas e linguísticas conscientes. Ao final, exploramos a ideia de curadoria cultural, conectando literatura com artes visuais, arquitetura, jornalismo, música e movimentos sociais, uma prática que amplia o entendimento das escolas literárias para além dos livros.</p><p>Como estudante de Letras, essa aula foi especialmente importante porque me ajudou a perceber que o ensino de literatura na educação básica não deve se restringir a decorar características de escolas literárias, mas sim a construir sentidos, promovendo leitura crítica e compreensão histórica.</p><p>A ênfase do material em relacionar literatura com outros campos, como arquitetura barroca, fotografias de cortiços, música contemporânea ou movimentos sociais, ampliou minha visão de que ensinar literatura é, na verdade, ensinar formas de ler o mundo. Isso é essencial na minha formação como docente, porque me mostra caminhos para tornar o conteúdo escolar mais vivo, contextualizado e significativo para os alunos.</p><p>Pensando desta forma fomos convidados ao final da aula a associar diferentes mídias a escolas literárias eu relaciono aqui ao período barroco a música Pray de Sam Smith que tem forte representação religiosa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-15 19:29:23 UTC</pubDate>
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