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      <title>LINHA II: Acontecimentos políticos, legislação educacional, políticas e programas governamentais e documentos oficiais de sistematização do ensino de LP by MARIA CELIA NICOLI</title>
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      <description> Acontecimentos políticos, legislação educacional, políticas e programas governamentais e documentos oficiais de sistematização do ensino de Língua Portuguesa.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-04 22:53:35 UTC</pubDate>
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         <title>Século XVII – Movimentos Nativistas: primeiras manifestações de insatisfação dos brasileiros (mas sem pretender a independência)Século XVIII – Grandes Mudanças: econômicas (Revolução Industrial), políticas (Independência dos Estados Unidos) e sociais (Revolução Francesa).</title>
         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[<div>CONTEXTO VIVIDO NO BRASIL</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 21:27:15 UTC</pubDate>
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         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 21:34:16 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[Os problemas relativos ao ensino de Língua Portuguesa no Brasil vêm de longe. Para quem não é da área, pode ser surpreendente descobrir que o conhecimento e a formulação dos conteúdos da disciplina só começaram a ser construídos praticamente a partir de meados do século XIX. É verdade que, nos tempos coloniais, os mais privilegiados aprendiam a ler e escrever em português com os jesuítas. Mas, segundo a pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Magda Soares, isso ocorria sem qualquer componente curricular. Tratava-se apenas de um processo de alfabetização, e, uma vez alfabetizado, o aluno passava direto para a aprendizagem da gramática em latim, a partir de livros escritos na Roma Antiga.]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 21:47:30 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>O português, aliás, sequer era a língua dominante da colônia. No dia a dia e nos intercâmbios sociais, a comunicação era feita por meio da língua geral, de base tupi. A questão, contudo, não se resumia a isso. Ainda de acordo com Magda Soares, embora a primeira gramática portuguesa tivesse sido escrita em 1536, não havia, na época, sistematização suficiente do conhecimento para ela se transformar em disciplina curricular.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 21:49:37 UTC</pubDate>
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         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[<div>A primeira proposta de um programa de estudos distinto do método dos jesuítas só surgiu em 1746, quando o filósofo iluminista Luís António Verney defendeu que a alfabetização deveria ser seguida pelo ensino da gramática portuguesa, para só depois se passar ao latim. As reformas educacionais do Marquês de Pombal, na década de 1750, acompanharam a proposição de Verney e ainda transformaram o português na língua falada obrigatória na metrópole e no além-mar. O Alvará Régio de 1759 também suprimiu as escolas jesuíticas de Portugal e de todas as colônias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 21:54:30 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Apesar de o ensino da gramática portuguesa ter sido introduzido, ele era visto apenas como um apoio à melhor compreensão do latim, cujas aulas foram mantidas, junto com as de retórica (as duas disciplinas eram a base do ensino linguístico nas escolas jesuíticas). Na verdade, a reforma educacional pombalina não chegou a mudar o conceito, construído durante a Idade Média, do português como língua vulgar, em contraposição ao latim, culto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:05:27 UTC</pubDate>
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         <title>capitanias hereditarias</title>
         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[<div>Não foi da noite para o dia, a partir do decreto de Pombal, que o português passou a ser falado por aqueles que moravam no Brasil. Nas principais cidades litorâneas – Rio, Salvador, Recife – e nas regiões das Minas, a língua dos colonizadores foi rapidamente consolidada, pois, nesses locais, a maior parte dos habitantes era portuguesa, fato que acabou empurrando a fala geral para os sertões.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:09:30 UTC</pubDate>
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         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[<div>Outra questão importante é que a educação escolarizada não jesuítica, iniciada com a reforma educacional de Pombal, em meados do século XVIII, atingia apenas uma ínfima parcela da população. Só com a chegada da família real, em 1808, é que centros de transmissão do saber começaram a ser efetivamente instalados – como é o caso do Liceu de Artes, da Biblioteca Real, entre outros –, mas ainda de forma muito distante de atingir a maioria da população.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:11:18 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Com a independência do Brasil, o ensino da “língua nacional” passou a ser fundamental para a afirmação política e cultural da nação. O português e sua literatura começaram a ser adotados no currículo oficial do ensino secundário (na época, constituído de sete anos).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:18:10 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1854, com a reforma educacional de Couto Ferraz, os estudos e o conhecimento do ensino do vernáculo foram incrementados. Lentamente, os textos estrangeiros passaram a ser substituídos por autores portugueses e brasileiros. Mas não apenas isso. No Colégio Pedro II, a ortografia se tornou objeto de ensino, ainda que, na época, não existisse qualquer acordo ortográfico lusófono.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:21:37 UTC</pubDate>
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         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[<div>E mais: a partir de 1871, o exame de Língua Portuguesa passou a ser obrigatório para admissão nas faculdades do Império. Nesse mesmo ano, foi criado o cargo de professor de Português, fato que leva muitos estudiosos a considerarem-no como o marco inicial do ensino oficial da língua vernácula no país. Mas é bom lembrar que tal trajetória foi construída com base na tradição clássica, fincada no latim e na filosofia grega.</div><div><strong>República</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:25:15 UTC</pubDate>
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         <author>maria0293870</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, Que viva de guardar alheio gado;</strong></div><div>De tosco trato, d’expressões grosseiro,</div><div>Dos frios gelos, e dos sóis queimado.</div><div>Tenho próprio casal, e nele assisto;</div><div>Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;</div><div>Das brancas ovelhinhas tiro o leite,</div><div>E mais as finas lãs, de que me visto.</div><div>Graças, Marília bela,</div><div>Graças à minha Estrela!”<br>GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu &amp;<br>Cartas Chilenas. São Paulo: Ática, 1997.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-05 22:56:23 UTC</pubDate>
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         <title>1654 - Saída dos Holandeses do Brasil</title>
         <author>soraiamvvieira</author>
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         <description><![CDATA[<div>A saída do holandeses muda o quadro de relações entre língua no Brasil na medida em que o português não tem mais a concorrência de uma outra língua de Estado (o holandês).<br>A relação passa a ser fundamentalmente entre o português, as línguas indígenas.<br><a href="https://www.labeurb.unicamp.br/elb/portugues/historia_portugues_brasil.html">https://www.labeurb.unicamp.br/elb/portugues/historia_portugues_brasil.html</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-06 15:24:51 UTC</pubDate>
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         <title>Linha I: Ensino da Língua Portuguesa: materiais didáticos, eixos de ensino e objetos de ensino privilegiados.</title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <pubDate>2022-05-07 20:50:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <title></title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <pubDate>2022-05-07 20:57:58 UTC</pubDate>
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         <title>1759- Marques de Pombal torna obrigatório o uso da língua portuguesa como língua oficial, Este, instituiu o português como língua única e formalizou pequenas mudanças no cenário das línguas: a inserção do ensino das línguas viva sem detrimento as línguas clássicas, isto com a finalidade de estreitar as relações comerciais. Porém, mesmo com a expulsão dos Jesuítas, a educação no Brasil continuou seguindo os modelos jesuíticos, inclusive sem professores com formação adequada para continuar o projeto de desenvolvimento pretendido pelo então Marquês de Pombal (ALMEIDA FILHO, 2010)</title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <pubDate>2022-05-07 21:58:14 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>As línguas chegaram no país juntamente com os colonizadores europeus, no século XVI, sofrendo claramente a influência do ensino de línguas da Europa. Entretanto, o ensino formal das línguas no Brasil só se tornou efetivo a partir de 1549, com a chegada dos jesuítas, os quais foram os fundadores dos primeiros colégios do Brasil colonial. Antes de 1549, o que existia era a aquisição forçada do tupi pelos Jesuítas e do português pelos índios devido à necessidade de comunicação para a exploração por parte dos portugueses e a catequização dos índios. Nesse momento, houve o encontro de três línguas no Brasil Colônia: a língua geral (tupi), a língua portuguesa e o latim. As duas primeiras mantinham uma relação bastante próxima, já que os Jesuítas as utilizavam para a catequese. A terceira possuía um espaço mais restrito somente aos seminários e liturgias (ALMEIDA FILHO, 2010).</title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <pubDate>2022-05-07 22:04:08 UTC</pubDate>
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         <title> O latim era a terceira língua, pois nele se fundava todo o ensino secundário e superior dos jesuítas.</title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <pubDate>2022-05-07 22:45:37 UTC</pubDate>
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         <title>Da alfabetização, praticada nas escolas menores, passava-se diretamente ao latim: no ensino secundário e no ensino superior estudava-se a gramática da língua latina e a retórica, aprendida esta em autores latinos (sobre tudo Cícero) e, naturalmente, em Aristóteles. Assim determinava o Ratio Studiorum, programa de estudos da Companhia de Jesus por ela implantado por todo o mundo.(SOARES,2000).</title>
         <author>carladtmotta1</author>
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         <pubDate>2022-05-07 23:01:33 UTC</pubDate>
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