<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Portefólio  by ANDRÉ SOARES</title>
      <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx</link>
      <description>Feito com muito trabalho e dedicação!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-03-21 21:43:06 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2018-03-21 21:52:51 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Antero de Quental</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244772803</link>
         <description><![CDATA[<div><br>  Nasceu em Ponta Delgada na ilha de São Miguel, Açores, a 18 de abril de 1842 e faleceu a 11 de setembro de 1891 (49 anos) Ponta Delgada, Açores. Filho do combatente liberal Fernando de Quental, e de sua mulher Ana Guilhermina da Maia. O casal teve sete filhos, sendo Antero o quarto, numa família onde proliferavam as mortes prematuras e a loucura.</div><div>  Durante a sua vida, Antero de Quental dedicou-se à poesia, à filosofia e à política. Deu início aos seus estudos na cidade natal, mudando-se para Coimbra aos 16 anos, ali estudando Direito e manifestando as primeiras ideias socialistas. Fundou em Coimbra a Sociedade do Raio, que pretendia renovar o país pela literatura.</div><div>  Em 1861, publicou os seus primeiros sonetos. Quatro anos depois, publicou as Odes Modernas, influenciadas pelo socialismo experimental de Proudhon, enaltecendo a revolução. Nesse mesmo ano iniciou a Questão Coimbrã, em que Antero e outros poetas foram atacados por António Feliciano<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Feliciano_de_Castilho"> </a>de Castilho, por instigarem a revolução intelectual. Como resposta, Antero publicou os opúsculos <em>Bom Senso e Bom Gosto, carta ao Exmo. Sr. António Feliciano de Castilho</em>, e <em>A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais</em>.</div><div>  Ainda em 1866 mudou-se para Lisboa, onde experimentou a vida de operário, trabalhando como tipografo, profissão que exerceu também em Paris, entre janeiro e fevereiro de 1867.<br> Em 1868 regressou a Lisboa, onde formou o Cenáculo, de que fizeram parte, entre outros, Eça de Queirós, Abílio de Guera Junqueiro e Ramalho Ortigão</div><div>Foi um dos fundadores do parido socialista português.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:44:58 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244772803</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Biografia de Manuel Alegre</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773037</link>
         <description><![CDATA[<div>Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa , no Porto e na Faculdade de Direito de Coimbra. <br>Em 1964 é mobilizada para a Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte do seu primeiro livro, <em>Praça da Canção. </em>Em 1964 é eleito membro da comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de abril de 1974. Dirigente histórico da Partido Socialista desde 1974 é foi, em 2006, candidato à Presidência da República.<br>Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária de AICL, Prémio Fernando Namora, Prémio Pessoa (1999) e o Prémio Dom Dinis (2008), ao livro <em>Doze Naus</em>.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:46:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773037</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Biografia de Camilo Pessanha</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773201</link>
         <description><![CDATA[<div>Camilo Pessanha nasceu a 7 de setembro de 1867, em Coimbra. Estudou em Lamego, nos Açores, e cursou Direito em Coimbra. Era filho de Francisco Pessanha, nobre italiano, e de Maria Espírito Santo, uma rapariga do campo; os seus pais não eram casados mas tiveram 5 filhos.<br><br></div><div>Teve um grande amor que o rejeitou ao casar-se com outro, Ana de Osório. Depois da rejeição, em 1894 foi para Macau, onde foi professor de várias disciplinas, secretário do Liceu, exerceu outros cargos jurídicos que fora adquirindo com o tempo.<br><br></div><div>Vem a Portugal algumas vezes, tanto para férias como por motivo de doença; as estadias são passadas entre Braga e Lisboa, onde este era conhecido e a sua presença e companhia eram desejados nos cafés frequentados por intelectuais.<br><br></div><div>Apesar de ser pouco convencional, Camilo fez amigos para a vida toda; até que esta se acaba em Macau em 1926. <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:47:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773201</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Fernão Mendes Pinto</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773247</link>
         <description><![CDATA[<div>Fernão Lopes Pinto começou a redigir uma obra onde se misturam elementos de ficção, de autobiografia e de memórias.<br><br></div><div>A obra possui relatos de enorme riqueza, com descrições muito pormenorizadas dos povos, das línguas e das terras. Estas descrições revelam uma grande admiração e fascínio pela grandiosidade dessas civilizações.<br><br></div><div>O autor é acusado por muitos de exagero, vindo daí o ditado popular "Fernão! Mentes? Minto!". Atualmente verifica-se o valor histórico e o valor literário da sua obra, algo que não acontecia no seu tempo devido à descrença dos seus contemporâneos em relação a certos acontecimentos relatados na obra.<br><br></div><div>Fernão Lopes Pinto concede às narrações uma roupagem tão concreta e tão cheia de vida que faz com que tudo se torne real e verídico.<br><br></div><div>Muitos diálogos moralizantes, cartas de várias individualidades que transcreve, discursos de personagens, entre outros, são pura invenção. Hiperboliza nos números, por exemplo, quando relata o fim de Diogo Soares onde se juntaram 50000 pessoas numa praça para assistirem ao acontecimento (Peregrinação, cap. 192).<br><br></div><div>Peregrinação é uma sátira contundente ao modo como os Portugueses se relacionavam e comercializavam com os povos orientais, e à pouco ou nenhuma coerência que havia entre as suas ações e a sua condição de cristãos.<br><br></div><div>Descreve os exteriores geográficos da Índia, China, Japão: terras, palácios, templos, cidades, entre outros. Desenha com perfeição curiosos quadros culturais. Quer em curtas digressões ou em narrações de casos concretos, pintasse o carácter destas longínquas populações do Oriente: a sua docilidade e crueldade, a sua hospitalidade ou venalidade e interesse, entre outros, que confere à obra um exotismo que surpreende o leitor de início ao fim.<br><br></div><div>A linguagem é descuidada e informal como se estivesse a falar, ou seja, é de cunho oral.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:47:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773247</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Camilo Pessanha</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773397</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Características do Simbolismo: </strong>Resgatando um ideal romântico, os poetas desse período mergulharam no inconsciente, na introspeção do eu; no entanto, fizeram-no de maneira bem mais profunda que Garrett, Camilo Castelo Branco e outros românticos. </div><div><strong>Subjetivismo:</strong> Os simbolistas terão maior interesse pelo particular e individual do que pelo geral e universal. A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, e sim a realidade focalizada sob o ponto de vista do indivíduo.<br><br></div><div><strong>Musicalidade:</strong> Para conseguir aproximação da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de alguns recursos, como a aliteração, por exemplo. Características do Simbolismo Expressão da realidade de maneira vaga e imprecisa.<br><br></div><div><br></div><div> <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:48:07 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773397</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Bocage</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773640</link>
         <description><![CDATA[<div>Bocage era idealista, irónico, pré-romântico, libertino e autobiográfico. Ainda, nas suas composições poéticas pode perceber-se o desejo de aproveitar a vida, a juventude; a vontade de fugir da cidade para o campo; observação da natureza como um lugar agradável (Locus Amoenus ); o desejo de uma vida simples, sem excessos; o corte dos excessos, principalmente na escrita; a obediência à rima e à métrica do poema; a presença de elementos da mitologia; a personificação e a divinização de elementos; a emotividade (expressão da emoção em oposição à razão que o persegue); o individualismo e egocentrismo (expressos por meio da autopiedade); e a religiosidade (em seus últimos poemas, Bocage se arrepende de ter desrespeitado a igreja).<br><br></div><div>            Uma das principais características da primeira fase da poesia de Bocage foi o uso de uma linguagem popular, muitas vezes imprópria e vulgar, carregada de ironia e sarcasmo (conteúdo humorístico e satírico). Não se pode dizes que essa seja uma característica árcade, nem romântica, mas peculiar do poeta. Exemplo: “Eis Bocage, em que luz algum talento; / Saíram dele mesmo estas verdades / Num dia em que se achou cagando ao vento.”.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:49:15 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773640</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Livros de Linhagem</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773692</link>
         <description><![CDATA[<div>Os chamados livros de linhagens são fontes genealógicas e narrativas da Idade Média portuguesa (séculos XIII-XIV). <br><br></div><div>O texto linhagístico é examinado como um espaço de poder, dentro do qual os grupos da nobreza são colocados diante de situações de inclusão e exclusão social, alternando a descrição genealógica com narrativas de diversos tipos e, ainda, é visto como um recurso eficaz para o exercício destes poderes e micropoderes.<br><br></div><div>Crónica de D. Pedro I: crónica do reinado de D. Pedro, escrita por Fernão Lopes, constitui a primeira das três grandes crónicas do primeiro cronista régio; foi composta entre 1440 e 1450. A crónica inicia-se com o retrato do rei, descrevendo os seus gostos particulares, como a caça, e centrando-se no seu zelo, por vezes, excessivo, na execução da justiça. Já nesta crónica, o povo surge como personagem coletiva que, na transmissão de histórias que ilustram o comportamento do rei, julga a ação governativa do soberano. Os materiais que esta crónica aproveitou atestam a escassez de fontes de que o autor dispunha relativamente ao reinado de D. Pedro e, por consequência, a habilidade do historiador na organização de fragmentos documentais diversos, que vão desde as histórias semilendárias que se avolumaram em torno da conceção de justiça do soberano, até aos livros de chancelaria régia, atas, cartas, entre outros. <br><br></div><div>Crónica de D. João I: ligação do cronista à nova dinastia, investimento na construção de uma historiografia nacional, legitimação da dinastia de Avis com a defesa da sua subida ao trono pela fundamentação da versão dos acontecimentos narrados, exaltação dos feitos do fundador da dinastia, afirmação da consciência coletiva. O objetivo da crónica é legitimar a eleição régia determinada pela vontade da população do reino. <br><br></div><div>Estilo de Fernão Lopes nas Crónicas: vivacidade (capítulos organizados em sequências narrativas que evoluem de forma gradual até ao clímax do episódio, caracterização das personagens a partir das suas atitudes e ações, utilização de narração, descrição e diálogo de forma alternada, utilização de ação e de gerúndio); linguagem coloquial (utilização do registo popular); e apelo visual (utilização de campos lexicais relacionados com os sentidos, recurso a enumerações, comparações, personificações e dupla adjetivação).<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:49:27 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773692</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Guerras de Alecrim e Manjeron</title>
         <author>8444</author>
         <link>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773737</link>
         <description><![CDATA[<div>Representada no teatro do Bairro Alto, esta ópera lírico-jocosa é considerada a obra-prima do comediógrafo A. J. da Silva. A peça satiriza a rivalidade existente entre ranchos carnavalescos, o "Alecrim" e a "Manjerona", que animavam Lisboa na época.<br><br></div><div>Nota-se uma maior comicidade, resultante da linguagem, das situações, dos caracteres, etc., da definição de tipos e acima de tudo da sua coesão. Da peça em questão fazem parte cinco sonetos barrocos recitados e 20 árias cantadas.<br><br></div><div>O enredo inicia-se com o desejo de conquista de Gilvaz, um peralta, que quer ser amado por Clóris, uma donzela rica, e com os diversos estratagemas que o seu criado, Semicúpio, arranja para infiltrar o amo em casa da donzela. Caso o enamorado não conseguisse alcançar o seu objetivo, Semicúpio ficaria sem os ordenados atrasados. Entretanto Nise, a irmã de Clóris, aceita a corte de Fuas que, tal como Gilvaz, não tem dinheiro e acaba também por beneficiar da ajuda do criado deste e de uma criada das raparigas, Fagundes. O principal obstáculo desta trama amorosa é D. Lançarote, o pai das donzelas, que, além de avarento, pretende casar uma das filhas com Tibúrcio, um sobrinho seu. Para complicar um pouco a situação, os peraltas têm ciúmes um do outro por se julgarem rivais e Semicúpio apaixona-se por Sevadilha, outra criada da casa por quem Tibúrcio igualmente suspira.<br><br></div><div><br></div><div>Há uma crítica humorística à nobreza e à fidalguia, que se consideram carentes de sentido comum, face aos criados e burgueses, símbolo da sensatez e o conhecimento. Também se critica a personagens donjuanescos, ridiculizando-os.<br><br></div><div>Construindo-se em torno de uma "jocosa" crítica social (à medicina, à justiça, aos fidalgos amantes, aos avarentos) é numa extraordinária invenção discursiva e retórica que assenta toda a sua riqueza.<br><br></div><div>É uma aposta clara na oralidade e no canto. É duma ópera (ou semiópera, ou ópera joco-séria) que se trata e é nessa medida que afirmamos este espectáculo.<br><br></div><div>Fala-se em ópera joco-séria porque, parodiando a ópera italiana, reclamava o apoio da música e do canto e era representada por meio de ‘’marionettes’’. sátira à ópera italiana.<br><br></div><div>São utilizados vários processos de cómico: um cómico de gestos (saltos, caretas, piruetas várias); um cómico de linguagem (palavras mal pronunciadas, empregadas fora do contexto habitual); um cómico de intriga (quando a engenhosidade do Autor encadeia encontros, disfarces, reconhecimentos cómicos derivados da própria inverosimilhança); um cómico de carácter (quando o cómico faz parte da própria maneira de ser da personagem como Fagundes ou Semicúpio); um cómico de vestuário (derivado do ridículo do vestuário das personagens como D. Tibúrcio que aparece em cena “vestido ridiculamente” segundo indicação do autor); e um cómico de ideias (derivado de raciocínio inesperado).<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-03-21 21:49:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/8444/q1shu2ojehvx/wish/244773737</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
