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      <title>Subproduto 2 - Infertilidade by Vitoria Ribeiro</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-09-18 22:18:13 UTC</pubDate>
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         <title>Endometriose</title>
         <author>vitoriaribeirofontesrj16</author>
         <link>https://padlet.com/vitoriaribeirofontesrj16/pzw6na6k1wx6kpe5/wish/3126407691</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Definição:</strong><br>Podgaec et al. (2018, p. 233) afirmam que a endometriose é uma condição ginecológica crônica e benigna, dependente de estrogênio e de origem multifatorial, que afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva.</p><p>Ela é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio (incluindo glândulas e/ou estroma) localizado fora do útero, predominando, embora não exclusivamente, na região pélvica feminina.</p><p><strong>Prevalência:</strong><br>Estima-se que a endometriose afete cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. A condição é uma das principais causas de dor pélvica e infertilidade, com maior incidência em mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar.</p><p><strong>Como leva à infertilidade:</strong><br>A endometriose pode causar infertilidade devido a várias razões, incluindo a formação de aderências, que podem afetar a anatomia dos órgãos reprodutivos. Além disso, a inflamação e a alteração na qualidade dos óvulos e espermatozoides, assim como a interferência na ovulação, podem impactar a fertilidade.</p><p><strong>Diagnóstico:</strong><br>De acordo com ROSA et al. (2021, p. 136) o diagnóstico da endometriose pode ser bastante indicado por ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética. No entanto, esses métodos não oferecem sensibilidade e especificidade ideais. O biomarcador sérico mais frequentemente utilizado em pacientes com endometriose é o CA-125, que mostrou algum potencial diagnóstico para casos moderados a graves. Contudo, sua sensibilidade é limitada, variando de 24% a 94% com um ponto de corte de 35 U/ml.</p><p><strong>Sintomas:</strong><br>A endometriose pode se mostrar assintomática em 2% a 22% das mulheres mas na maioria dos casos, a sintomatologia envolve dismenorreia, dispareunia, dor pélvica não cíclica, disquesia, disúria, alterações nos hábitos intestinais e, frequentemente, infertilidade (ROSA et al., 2021, p. 136).</p><p><strong>Tratamento:</strong><br>O tratamento varia conforme a gravidade da condição e os sintomas. Opções incluem medicamentos para alívio da dor, terapia hormonal para reduzir ou eliminar o crescimento do tecido endometrial, e intervenções cirúrgicas para remover lesões. A fertilização in vitro (FIV) pode ser recomendada para mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar.</p><p>Em pacientes com endometriose mínima ou leve, a supressão da função ovariana não é efetiva na melhora da fertilidade, mas a ablação das lesões, associada à adesiólise, parece ser mais efetiva do que a realização exclusiva da laparoscopia diagnóstica.</p><p>A FIV parece ser uma abordagem adequada, especialmente nos casos em que há coexistência de fatores de infertilidade e/ou falha de outros tratamentos. </p><p>Todas as medicações estudadas (AMP, gestrinona, COC, danazol e GnRHa) mostram-se igualmente efetivas no alívio da dor. Contudo, os efeitos adversos apresentados e os custos são diferentes e devem ser considerados quando da escolha terapêutica. </p><p>Dependendo da gravidade da doença encontrada, a prática ideal consiste em realizar diagnóstico e exérese cirúrgica dos focos de endometriose no mesmo ato operatório (NAVARRO, Paula Andrea de Albuquerque Salles et al., 2007, p. 620).</p><p><br/></p><p><strong>Referências</strong>:</p><ul><li><p><strong>PODGAEC, </strong>S. et al. Endometriose. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 2018. (Protocolo Febrasgo – Ginecologia, nº 32/Comissão Nacional Especializada em Endometriose).</p></li><li><p><strong>ROSA, </strong>Julio Cesar et al.<strong> </strong>Endometriose. <em>Femina</em>, v. 49, n. 3, p. 134-141, 2021.</p></li><li><p><strong>NAVARRO</strong>, Paula Andrea de Albuquerque Salles et al. Tratatamento da endometriose. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, p. 612-623, 2007. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.scielo.br/j/rbgo/a/BNdztrZdKbRT3ryx8Fx86RQ/?format=html&amp;lang=pt#">https://www.scielo.br/j/rbgo/a/BNdztrZdKbRT3ryx8Fx86RQ/?format=html&amp;lang=pt#</a>&gt; Acesso em: 18 set. 2024.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-18 22:54:41 UTC</pubDate>
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         <title>Caxumba</title>
         <author>vitoriaribeirofontesrj16</author>
         <link>https://padlet.com/vitoriaribeirofontesrj16/pzw6na6k1wx6kpe5/wish/3126410064</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Definição:</strong><br>O <strong>Ministério da Saúde</strong> (2019) define a caxumba como uma doença viral aguda que se manifesta com febre, dor e aumento das glândulas salivares, especialmente nas parótidas, embora também possa afetar as glândulas sublinguais ou submandibulares. Geralmente afeta crianças em idade escolar e adolescentes. Embora a evolução da doença seja, em sua maioria, benigna, em alguns casos pode se tornar grave, levando à hospitalização do paciente.</p><p><br/></p><p><strong>Prevalência:</strong><br>A caxumba era uma doença comum antes da introdução da vacina MMR (sarampo, caxumba e rubéola) na década de 1970. Com a vacinação, a prevalência diminuiu significativamente em países desenvolvidos, mas surtos ainda podem ocorrer, especialmente em populações não vacinadas.</p><p><br/></p><p><strong>Como leva à infertilidade:</strong><br>Segundo Mezzomo et al. (2019) a caxumba atinge principalmente as glândulas parótidas, mas também pode afetar os testículos, causando uma inflamação chamada orquite, que pode comprometer a produção de espermatozoides e resultar em infertilidade.</p><p><br/></p><p><strong>Diagnóstico:</strong><br>De acordo com o <strong>Ministério da Saúde</strong> (2019) O diagnóstico da doença é predominantemente clínico-epidemiológico. Embora existam testes sorológicos, eles não são rotineiramente utilizados nos serviços públicos de saúde. Em casos de parotidite, é comum observar níveis elevados de amilase sérica, o que pode ser utilizado como exame complementar no diagnóstico da caxumba.</p><p><br/></p><p><strong>Sintomas:</strong><br>A principal e mais comum manifestação desta doença é o aumento das glândulas salivares, principalmente a parótida, acometendo também as glândulas sublinguais e submaxilares, acompanhada de febre (<strong>Ministério da Saúde</strong>, 2019).</p><p><br/></p><p><strong>Tratamento:</strong><br>Segundo o <strong>Ministério da Saúde</strong> (2019) o tratamento é orientado pelos sintomas clínicos, com ajustes na hidratação e na dieta do paciente, considerando que esses indivíduos geralmente não toleram bem alimentos ácidos, os quais podem causar dor, náuseas e vômitos. O uso de anti-inflamatórios não esteroidais deve ser evitado, pois a infecção viral pode levar à queda no número de plaquetas, e esses medicamentos podem aumentar o risco de sangramento. A hidratação por via parenteral é recomendada em casos de pancreatite e meningite quando o paciente não consegue ingerir líquidos devido aos episódios de vômito.</p><p><br/></p><p><strong>Referências:</strong></p><p><br/></p><ul><li><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de vigilância em saúde: volume único [recurso eletrônico]. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. 740 p. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf">http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf</a>. Acesso em 19 de setembro de 2024</p></li><li><p>MEZZOMO, Lisiane Cervieri. Embriologia clínica. [S.l.]: [sagah], [2019].</p><p><br/></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-18 22:58:38 UTC</pubDate>
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         <title>Varicocele</title>
         <author>lucilaamv2005</author>
         <link>https://padlet.com/vitoriaribeirofontesrj16/pzw6na6k1wx6kpe5/wish/3126437149</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Definição:</strong></p><p>Mezzomo et al. (2019) descreve que a varicocele é caracterizada pela dilatação das veias do testículo, sendo uma anomalia vascular do escroto que envolve a presença de veias espermáticas alongadas, dilatadas e tortuosas.</p><p><br></p><p><strong>Prevalência:</strong></p><p>Mezzomo et al. (2019) cita ainda, que, essa condição é considerada a causa tratável mais comum de infertilidade masculina, ocorrendo frequentemente tanto em homens saudáveis quanto em inférteis. Aproximadamente um terço dos homens que passam por avaliação em clínicas de infertilidade apresentam varicocele, predominando, na maioria dos casos (78 a 95%), no lado esquerdo da bolsa escrotal, enquanto os casos bilaterais são menos comuns e a varicocele unilateral direita é rara. </p><p><br></p><p><strong>Como leva a infertilidade:</strong></p><p>A varicocele pode levar à infertilidade de várias maneiras. Ela provoca um aumento na temperatura testicular, o que pode prejudicar a produção de espermatozoides. Além disso, pode afetar a qualidade dos espermatozoides, diminuindo a motilidade e aumentando a taxa de anormalidades. Também está associada ao aumento do estresse oxidativo nos testículos.</p><p>Ela é apontada como responsável por 35% dos casos de infertilidade masculina primária e por 80% dos casos de infertilidade secundária, sendo a patologia de tratamento cirúrgico mais frequente nesses casos (GORELICK; GOLDSTEIN, 1993).</p><p><br></p><p><strong>Diagnóstico:</strong></p><p>Segundo Vallejo-Ordoñez, 2023, para um diagnóstico adequado o primeiro passo é o exame físico. A confirmação se dá por meio da ultrassonografia Doppler testicular, que também possibilita a detecção de varicocele subclínica. Há evidências de que o tratamento traz benefícios, melhorando os sintomas, os parâmetros espermáticos e as taxas de gravidez.</p><p><br></p><p><strong>Sintomas:</strong><br>Em muitos casos, a varicocele é assintomática. No entanto, alguns homens podem sentir dor ou desconforto no escroto, especialmente após atividades físicas ou longos períodos em pé. Em casos mais graves, pode haver atrofia testicular.</p><p><br></p><p><strong>Tratamento:</strong></p><p>Pesquisas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) indicam que não há diretrizes bem definidas para o tratamento da varicocele, especialmente em adolescentes. O objetivo do tratamento é otimizar a função testicular, melhorar a qualidade seminal e aumentar as chances de concepção. A abordagem visa melhorar o fluxo venoso local, revertendo os impactos negativos sobre a fertilidade. Na maioria dos casos, a intervenção é cirúrgica, e em situações onde há comprometimento da qualidade do sêmen, a varicocelectomia pode auxiliar na recuperação da espermatogênese e fertilidade. No entanto, apenas cerca de 40% dos pacientes conseguem alcançar a paternidade após o procedimento cirúrgico (UFRGS, [201–?]).</p><p><br></p><p><strong>Referências:</strong></p><ul><li><p>GORELICK, J.I.; GOLDSTEIN, M. Loss of fertility in men with varicocele. Fertil. Steril. v. 59, n. 3, p. 613-6, 1993.</p></li><li><p>MEZZOMO, Lisiane Cervieri. Embriologia clínica. [S.l.]: [sagah], [2019].</p></li><li><p>VALLEJO-ORDOÑEZ, G. M. et al. Actualización sobre el diagnóstico y tratamiento del varicocele. Revista de Ciencias Médicas de Pinar del Río, v. 27, n. 0, p. 6236, 15 dez. 2023.</p></li><li><p>Varicocele da definição ao tratamento. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://lume-re-demonstracao.ufrgs.br/varicocele/conduta.html">https://lume-re-demonstracao.ufrgs.br/varicocele/conduta.html</a>&gt;.</p><p><br></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-18 23:31:27 UTC</pubDate>
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