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      <title>Culturas Brasileiras e Diversidades Étnicas, por Natália Nery by Natália Nery</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-07 23:13:12 UTC</pubDate>
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         <title>Toda violência favorece a economia| Clébson Francisco, 2019.</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>"A população negra não recebeu nenhum tipo de indenização com a assinatura da abolição da escravidão no Brasil, nenhum reparo foi dado para tentar minimizar os mais de trezentos anos de sequestros, escravidão, torturas, estupros, assassinatos, suicídios e todo tipo de violência que fora utilizada para subalternizar e mutilar milhões de pessoas. A escravidão não foi chamada de holocausto.</div><div>Por outro lado, os senhores receberam do governo indenizações das mais variadas espécies para reparar as eventuais perdas econômicas devido à falta de mão de obra. Em muitos casos a indenização era a condição de que os escravizados, mesmo alforriados, permanecessem durante os próximos dois/quatro anos servindo os seus antigos senhores, como forma de compensação por serem agora <em>livres</em>.<br>[...]<br>Toda violência é economicamente rentável, obviamente não para o violentado, e sim, para o executor, e para o sistema na qual o executor age ao seu favor, e também para aqueles que nem sempre são signatários da violência, como diz Charles Mills, mas são beneficiários.<br><br></div><div>“Toda violência favorece a economia” é um trabalho que visa relacionar a violência sistémica aos povos negros e indígenas como um dos elementos que proporcionou o avanço econômico do país, violência essa que com o passar dos anos e décadas &lt;pós-abolição&gt; foi se atualizando e tomando novas formas de opressão social, cultural e política."<br>fonte: https://clebson.com/obras/todaviolenciafavoreceaeconomia/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-07 23:25:05 UTC</pubDate>
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         <title>Preconceito racial no Brasil</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>O sociólogo <strong>Oracy Nogueira</strong>, cujos escritos contribuíram para decodificar o racismo à brasileira, aborda um contraste entre um <mark>“preconceito de marca”</mark>, típico do Brasil, e um “preconceito de origem”, vigente nos Estados Unidos, onde o racismo foi institucionalizado por políticas segregacionistas oficiais. Assim, aqui, se o sujeito deixa de atuar de acordo com o código implícito, ele poderá ser “enegrecido” ou “acaboclado”. Dessa forma, quanto mais escura a cor da pele e mais pobre o sujeito, maior é a tendência de ele ser excluído do modelo socioeconômico estabelecido. Para ilustrar como a ideologia racista é um problema estrutural e ainda vigora, apresento uma propaganda do MEC de 2019 em que a mulher que aparece apontando para o tão almejado diploma é negra, já a mão que segura o canudo, branca, ou seja, a formação superior (ascensão social) é simbolizada pelo “embranquecimento” da aluna negra.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-07 23:31:48 UTC</pubDate>
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         <title>“A Redenção de Cam”: uma representação do projeto de embranquecimento do Brasil pós-abolição</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>A começar pelo título, a tela do espanhol Modesto Brocos prenuncia sua motivação e significado. Cam, segundo a Bíblia, teve seu filho Canaã amaldiçoado pelo avô, Noé, dando origem aos povos africanos. Portanto, por “redenção” entende-se a quebra dessa maldição, que na pintura se dá pelo branqueamento da pele negra evidenciado pelo clareamento em 3 gerações. À esquerda, vemos a matriarca, de pele negra retinta, em pé, no chão de terra batida. Sentada à frente, a mulher representando a segunda geração, de pele mais clara, sentada (em momento de descanso aparentemente negado à mãe), entre o chão de terra batido e o chão pavimentado, contrapondo, de forma alusiva, o primitivo ao civilizado. No colo da mãe, um bebê (3ª geração) branco, resultado da miscigenação com o homem europeu, sentado no batente, do lado oposto à coluna de madeira, no chão pavimentado, que o separa das mulheres, mas o aproxima do bebê. Na cena, a mão da mãe aponta para o futuro, em direção à avó, que parece agradecer a “dádiva” do neto branco.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-07 23:43:01 UTC</pubDate>
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         <title>Análise da obra &quot;A Redenção de Cam&quot; pela professora Lilia Schwarcz</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-07 23:45:00 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Minha pele negra não é depositária de valores específicos.&quot; </title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>Frantz Fanon, no livro<em> Pele Negra, Máscaras Brancas </em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-07 23:52:34 UTC</pubDate>
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         <title>Vigiar e Punir (2020), No Martins na Galeria Jack Bell</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 00:34:34 UTC</pubDate>
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         <title>Anotações - Aula 2</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>A partir da leitura realizada em sala de aula da introdução da obra de Darcy Ribeiro, foi possível perceber uma análise lúcida sobre a complexa formação do povo brasileiro, diferente do viés romântico de uma formação harmoniosa. Foi um processo violento, de apagamento cultural tanto dos povos originários, quanto dos africanos escravizados. Ou seja, houve uma imposição da cultura eurocêntrica sobre os povos tidos como “selvagens”. Como resultado do empreendimento português, esses povos-novos se modificaram substancialmente, apresentando a feição comum da mestiçagem, da mistura étnica, o que acaba caracterizando o nosso país. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 02:06:42 UTC</pubDate>
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         <title>Exemplo do racismo estrutural institucionalizado</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>No inconsciente coletivo, a negritude carrega estereótipos negativos que representam perigo aos sujeitos brancos, que ocupam o status de cidadãos. Assim, as instituições operam a partir dessa mentalidade racista, combatendo pela via da violência o sujeito negro desumanizado e tido como inimigo comum. O cidadão de bem, morador do Jardins, cerca-se de privilégios materiais e simbólicos, e é digno de escuta e negociação, tem seus direitos respeitados. Seu corpo branco não é alvo das políticas de segurança pública. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 02:11:27 UTC</pubDate>
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         <title>Racismo à brasileira, professor Kabengele Munanga</title>
         <author>nataliafns</author>
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         <description><![CDATA[<div>O racismo no Brasil é um fenômeno difícil de ser apreendido, combatido e decodificado devido a sua especificidade se comparado aos casos conhecidos da história onde foi praticado racismo de Estado (leis segregacionistas baseadas em pureza de sangue). Portanto, aqui o preconceito racial não é admitido, mas sim mascarado pelo mito da democracia racial, o qual foi construído em prol de um projeto de país. Por isso, é difícil arrancar do brasileiro a confissão de que ele também é racista. </div><div>É nesse sentido que o professor Kabengele Munanga considera em seus estudos que o racismo brasileiro é “um crime perfeito”, pois além de matar fisicamente, ele alija, pelo silêncio, a consciência tanto das vítimas quanto da sociedade como um todo, brancos e negros. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 05:13:43 UTC</pubDate>
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