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      <title>Batalha de Objetos by </title>
      <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c</link>
      <description>Design I
por Inês Ruivo</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-19 18:33:28 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-01-27 03:40:09 UTC</lastBuildDate>
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      <item>
         <title>1ªRonda                         Harmonia </title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828417810</link>
         <description><![CDATA[<div>Para responder à proposta temática, “Harmonia num objeto impresso”, deixei-me levar pela emotividade e procurei uma fotografia familiar, que me transmitisse esse sentimento. Optei por um retrato dos meus avós paternos, pois nunca conheci relação mais cúmplice que a deles, como é observável pela alegria que nos transmitem ao olhar para a imagem. Nesta centram-se os dois personagens, envoltos em abraços e carícias, debruçados sobre uma mesa preenchida por garrafas, copos de bebida e ainda um bolo com a inscrição “Parabéns”, que remete para a festividade de um hipotético aniversário. Trata-se de uma lembrança com mais de 30 anos, pelo que se estima datar as décadas de 80/90.&nbsp;<br><br></div><div>Todo o ambiente envolvente da ação transmite o calor do verão, pelo que se destacam as cores quentes, o cenário iluminado, as roupas mais descobertas, as cadeiras e a própria tenda de campismo que os cerca.&nbsp;<br><br></div><div>Escolhi este objeto como símbolo da harmonia pois, quer alguém conheça o “background” deste episódio, ou lhe seja completamente alheio, vai sempre sentir este afeto, esta energia, quase cósmica, implantada pelos sorrisos e pelo abraço caloroso, partilhado pelos meus avós, um casal que cultivou as raízes para que hoje eu possa estar aqui.<br><br></div><div>Harmonia é sinónimo de união, paz, alegria, equilíbrio e coerência. Tudo isto a meu ver está aqui retratado. Mas façam vocês mesmos a experiência: Harmonia também é um termo musical, portanto fica o desafio: se por um segundo fecharmos os olhos e nos evadirmos para o interior desta “moldura” qual é o som de fundo que escutam?*<br><br></div><div>*a minha resposta<em>: La vie en rose</em> - Louis Armsrtong<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 20:25:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>2.ªRonda                         Subtileza </title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828501100</link>
         <description><![CDATA[<div>Subtileza, em bom português, é a arte de ser-se delicado, mas também penetrante ou surpreendente, no seu sentido figurado. Está presente num gesto carinhoso, numa ação de bondade do dia a dia que, por mais simples que seja, tem o poder de alterar, por completo, o estado de espírito de outro alguém.<br><br></div><div>Por isso, para ilustrar a Subtileza, escolhi este postal com um pedaço da obra de Michelangelo ( “A Criação do Homem”) , pois é através deste toque manso de mãos que Deus cria, segundo a história bíblica, a Humanidade, algo tão grandioso, proveniente de algo tão ténue.&nbsp;<br><br></div><div>A própria técnica de pintura, os tons suaves e opostos de azul-laranja, que devolvem o destaque à ação (garantindo-lhe, porém, a <strong>leveza inerente ao gesto</strong>), conferem um teor ainda mais <strong>delicado</strong> à obra que contrasta com o <strong>poder </strong>que lhe é implícito pela passagem que ilustra. Assim sendo, acredito que não haja melhor objeto para justificar este mote.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 21:12:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>3.ªRonda                         Confusão</title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828563672</link>
         <description><![CDATA[<div>O objeto visual, encontrado na cidade, que decidi trazer como símbolo da confusão é, novamente, um postal, desta vez representativo de uma cidade que, por si só, já é sinónimo de caos e confusão. Trata-se de uma fotografia do Elevador da Bica, sistema elétrico de transporte, localizado entre as ruas residenciais de Lisboa. É devido à acumulação excessiva de elementos visuais sobrepostos aleatoriamente (como os fios elétricos, as varandas, janelas e candeeiros, por exemplo) que retiramos desta imagem a ideia de desordem total, o que nos causa um certo embaraço e impulsiva busca por clareza. O facto da imagem ter sido impressa a preto e branco ao invés das suas cores originais faz com que tudo fique ainda menos percetível ao olhar, reforçando então esta tese.&nbsp;<br><br></div><div>Algo que achei deveras interessante foi a existência de um pequeno apontamento escrito no verso do postal que cita “PRETO NO BRANCO”. Esta expressão alude para clareza e para o entendimento, significando exatamente “o que é, é e o que não é, não é”. PRETO NO BRANCO. SIMPLES. RÁPIDO. EFICAZ. Tudo o que esta imagem não é, criando aqui outra controvérsia que dá que pensar.<br><br></div><div>Para alguém que vem de longe, de um meio mais pacato, a cidade de Lisboa pode sim demonstrar-se como um enigma caótico a ser decifrado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 21:52:39 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828563672</guid>
      </item>
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         <title>1.ªRonda                           Memória</title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828602949</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Memória: Capacidade de relembrar ocasiões passadas; modo de preservar a história. Fotografia: arte de eternizar memórias</em>.<br><br></div><div>O objeto que trouxe de casa é uma máquina fotográfica antiga, que pertencera aos meus avós e, por este motivo individual, carrega consigo imensa história e, consequentemente a sua memória. Para além desse valor afetivo, a meu ver, a câmara é o melhor objeto não impresso capaz de traduzir as memórias, captando, através de um mero “clic” um instante irrepetível no tempo. Por ser produtora de fotografias, é também <strong>máquina de fazer memórias</strong>, pelo que sempre que olharmos para estas poderemos remeter-nos para um passado longínquo, quando, outrora, fomos felizes.&nbsp;<br><br></div><div>Esta em particular já não funciona, mas é símbolo de todas as recordações que nos impedem de empeçar no esquecimento.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-19 22:19:57 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828602949</guid>
      </item>
      <item>
         <title>1.ªRonda                              Mistério</title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828755217</link>
         <description><![CDATA[<div>O termo “Mistério” remete para algo que nos é incógnito ou que ainda está por descobrir. Posto isto, o búzio foi o único objeto ao qual consegui relacionar este tema, daí não ter trocado após me ter apercebido de que não se tratava de um objeto 100% artificial, como sugerido pelo enunciado. Considero-o um símbolo muito representativo deste conceito, uma vez que se relaciona intrinsecamente com a maravilha que é o mistério da conceção do universo, do mundo e, por sua vez, “das suas pequenas maravilhas”; alude ao desconhecimento dos oceanos, sendo que a percentagem de mar que conhecemos, comparativamente à imensidão existente, é muito reduzida; estabelece um contacto, quase telefónico com o próprio mistério, pois se lhe encostar-mos o ouvido, segundo dizem, podemos ouvir as profundezas do oceano.&nbsp;<br><br></div><div>Este objeto é trabalhado industrialmente e revestido a uma “goma vítrea” que lhe concede um aspeto cerâmico tão perfeito que quase parece um objeto totalmente artificial, daí o equívoco que tive na altura da escolha. Mesmo assim, e tendo este cenário em mente, creio que o búzio, pelas múltiplas razões apresentadas é o objeto ideal a referir quando se trata desta temática.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 00:05:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>2.ªRonda                Obsolescência</title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828799412</link>
         <description><![CDATA[<div>Obsolescência era um termo estranho para mim até agora. O ser obsoleto? Talvez já tivesse escutado esse termo, mas nunca tinha pensado acerca dele. Obsoleto é o adjetivo que caracteriza algo que caiu no desuso e, por sua vez, no esquecimento, tendo sido substituído por algo mais avançado. Isto de ser-se ultrapassado acontece connosco, à medida que envelhecemos, e com os objetos não é diferente: com as novas tecnologias e os seus avanços, muito se ganhou e velhas práticas se perderam; com Thomas Edison e a invenção da lâmpada elétrica, a vela de cera tradicional, até à época conhecida como das poucas formas de iluminação artificial existentes, foi completamente substituída para a sua função original. Afinal, quem é o troglodita que, hoje em dia, se alomeia com uma vela? Só quando a eletricidade vai abaixo, de resto são completamente inúteis as velas deste tipo.&nbsp;<br><br></div><div>A igreja adotou-as como símbolos da chama da vida e da fé em Cristo, caso contrário hoje estariam extintas. Também a igreja e a religiosidade, tal como as velas, vão caindo no obsoleto com a desvalorização das práticas religiosas antigas e o desinteresse da comunidade jovem nas suas atividades. Podemos analisar a obsolescência da vela como uma metáfora, um presságio também, para o fim das práticas religiosas que vão sendo substituídos por outras motivações e entreténs.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 00:28:31 UTC</pubDate>
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         <title>2.ªRonda                     Singularidade</title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828841941</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Um objeto perdido traz consigo a história de um desconhecido.<br></em><br></div><div>Foi ao passear por terras às quais chamo casa que me deparei com este objeto, singular, tão atípico e tão único, deixado no meio da calçada. Este fez-me parar, olhar novamente e questionar-me “a quem será que pertence?” ou “será que alguém procura por ele?”. Não se tratando de um objeto de valor decidi ficar com ele, mas não consigo parar de o olhar e de querer decifrar a sua história passada. É um objeto tão pequeno mas tão marcante: a conjugação de cor e padrão, tudo em tons neutros, relembra-me uma miniatura de abstracionismo, como de uma pequena obra de arte se tratasse. E talvez tenha sido isso que me parou naquela rua e me despertou o interesse: a SINGULARIDADE do objeto e do seu contexto. Sabe-se lá quantos não foram os que lá passaram e tropeçaram nele, coisa de tal insignificância. Para mim não o foi: é uma peça única, sem valor aparente mas que me parou na rua e me fez pensar. E, por isso, já valeu a pena.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 00:46:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828841941</guid>
      </item>
      <item>
         <title>3.ªRonda                           Utilidade </title>
         <author>inescdruivo</author>
         <link>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828922118</link>
         <description><![CDATA[<div>Por último, como objeto utilitário optei por uma escova de cabelo, pois é algo que é do meu uso diário e que realmente é pensado com o fim de facilitar a vida a alguém, sem cair na onda do superfolo é desnecessário (como é o caso das palhinhas, que servem um mero capricho nosso). Gostei especialmente do design desta escova, pelo que tem um formato ergonómico com o intuito de impedir que o processo de escovagem seja doloroso. Para além disso, visto de cima, assemelha-se com uma gota de água e visto de lado parece uma centopeia, o que torna o objeto muito mais interessante e chamativo do ponto de vista estético do consumidor.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 01:18:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/inescdruivo/pgpr39ylrazbvl6c/wish/1828922118</guid>
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