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      <title>Episódio do Adamastor - compreensão da leitura by Carla Fernandes</title>
      <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor</link>
      <description>&quot;Os Lusíadas&quot;, Canto V, est. 37-60)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-03-24 15:17:09 UTC</pubDate>
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         <title>Planos narrativos</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/472948454</link>
         <description><![CDATA[<div>Este episódio surge integrado no Plano da viagem • Vasco da Gama continua a contar ao rei de Melinde a história da sua viagem em direção à Índia.<br><br>Nele cruzam-se também o plano da História de Portugal (profecias do gigante) e o Plano da Mitologia (história de amor por Tétis - ninfa do oceano)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:19:26 UTC</pubDate>
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         <title>Estrutura interna</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/472956743</link>
         <description><![CDATA[<div>O episódio situa-se na Narração.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:23:18 UTC</pubDate>
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         <title>Estrutura externa</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/472957864</link>
         <description><![CDATA[<div>O episódio insere-se no canto V d' "Os Lusíadas" e engloba as estâncias 37 a 60. Um longo episódio narrado em estrofes oitavas, com verso decassilábico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:23:48 UTC</pubDate>
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         <title>Em que momento da viagem?</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/472963268</link>
         <description><![CDATA[<div>Os portugueses seguem, por alto mar, no Oceano Atlântico, ao longo da costa africana. Assistiram a fenómenos como o fogo de Santelmo e a tromba marítima, que os deixaram temerosos, mas o obstáculo maior estava para vir...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:26:23 UTC</pubDate>
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         <title>Por onde passaram?</title>
         <author>carlafernandes1</author>
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         <description><![CDATA[<div>No Padlet do Plano da Viagem poderás seguir a rota dos marinheiros portugueses. Tinham estado na Baía de Santa Helena, onde se abasteceram de víveres. Seguiam agora em direção do grande cabo que os separava do Oceano Índico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:34:47 UTC</pubDate>
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         <title>est. 37</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/472996963</link>
         <description><![CDATA[<div>• Esta estrofe descreve-nos o início da formação de uma tempestade, passados cinco dias da partida da Baía de Santa Helena  <br><br>"já cinco sois eram passados" (v.1) Perífrase (cinco sóis = cinco dias)<br><br>• Os Portugueses são os primeiros a navegar naqueles mares <br><br>"Cortando os mares nunca de outrem navegados" (vv.3-4)<br><br>• Os ventos estavam a favor dos portugueses<br>“Prosperamente os ventos assoprando” (v. 4)<br><br>• Subitamente, uma noite, sem estarem à espera aparece uma nuvem escura sobre as suas cabeças <br><br> “Quando hua noite, estando descuidados/Na cortadora proa vigiando, /Hua nuvem que os ares escurece, /Sobre nossas cabeças aparece.” (vv. 5-8)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:41:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>est. 38</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473017735</link>
         <description><![CDATA[<div>• Inicia com a descrição da nuvem que se aproximava. Vinha carregada, metia medo.<br><br>"Tão temerosa vinha e carregada,/<br>Que pôs nos corações um grande medo" (vv. 1-2)<br><br>Esta descrição da tempestade tem como função captar a atenção do leitor através de sensações visuais e auditivas. <br>"B<strong>r</strong>amindo, o neg<strong>r</strong>o ma<strong>r</strong> de longe b<strong>r</strong>ada" (v. 3) - aliteração em <strong>-r</strong>.<br><br>Vasco da Gama evoca Deus ( “Ó Potestade sublimada" - v. 5) para  exprimir a sua dificuldade em compreender aquele perigo que se aproxima. <br>Se fosse hoje, diria assim: "Ó, meu Deus, o que é isto que parece mais forte do que uma tempestade?"</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 15:50:12 UTC</pubDate>
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         <title>est. 39</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473061978</link>
         <description><![CDATA[<div>• Não acabava de interrogar o seu Deus, quando lhe apareceu uma figura no ar...<br><br>"uma figura/Se nos mostra no ar, robusta e válida,/ De disforme e grandíssima estatura,/ O rosto carregado, a barba esquálida,/ Os olhos encovados, e a postura/ Medonha e má, e a cor terrena e pálida,/ Cheios de terra e crespos os cabelos,/ A boca negra, os dentes amarelos" (vv. 1-8)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 16:08:04 UTC</pubDate>
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         <title>est. 40</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473079834</link>
         <description><![CDATA[<div>• O tamanho descomunal do monstro, maior do que o Colosso de Rodes (a maior estátua conhecida da antiguidade), motiva uma reação de grande arrepio e medo a Vasco da Gama e à sua tripulação.<br><br>"Arrepiam-se as carnes e o cabelo/<br>A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo." (vv. 7-8)<br><br>• Surge, nesta estância, a presença do narratário (rei de Melinde) que escuta as palavras de Vasco da Gama.<br><br>"bem posso/ Certificar-<strong>te</strong>, que este era o segundo..." (vv. 1-2)<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 16:16:35 UTC</pubDate>
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         <title>est. 41</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473164465</link>
         <description><![CDATA[<div>• Nesta estrofe, o verbo introdutório é declarativo e anuncia o discurso direto. "E disse:" (v.1)<br><br>• O gigante dirige-se aos portugueses, com um vocativo, apelidando-os de "gente ousada". Uma gente ousada, atreve-se, arrisca,  aventura-se, expõe-se.<br><br>"Ó gente ousada, mais que quantas/ No mundo cometeram grandes cousas" (vv. 1 e 2)<br><br>• Nas palavras do monstro, denota-se indignação, espanto, por ver ali aquela gente "que não repousa" e que agora está a ultrapassar as fronteiras dos mares nunca arados (navegados) por barcos portugueses ou estrangeiros.<br><br>"Pois <strong>os vedados términos quebrantas</strong>,/ E navegar meus longos mares ousas,/ Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,/ Nunca arados d'estranho ou próprio lenho" (vv. 5-8)<br><br> "nunca arados" = nunca navegados (metáfora)<br><br>• O gigante revela já conhecer os portugueses e, ao repreendê-los por estarem ali, ao mesmo tempo está a valorizá-los. Durante esta estância, acaba por elogiar o espírito empreendedor dos homens lusitanos, que não sossegam de planear e conquistar grandes coisas. Está zangado com o atrevimento deles ao apresentarem-se ali, diante dele, a navegarem por aqueles mares...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 16:57:49 UTC</pubDate>
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         <title>est. 42</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473240770</link>
         <description><![CDATA[<div>Pois, uma vez que tiveram a ousadia de ir ver a natureza do "húmido elemento" e de ir até aos domínios proibidos,  terão duros castigos.<br><br>"Pois vens ver os segredos escondidos/ Da natureza e do húmido elemento,/ A nenhum grande humano concedidos/ De nobre ou de imortal merecimento" (vv. 1 - 4)<br><br>• Refere que os portugueses irão dominar o mar e a terra através da guerra, porém estão reservadas penas graves para o povo lusitano, pelo seu atrevimento de ir à descoberta dos segredos que nunca a ninguém conseguiu desvendar, nem Humanos nem Deuses.<br><br> • O domínio dos mares do Índico tem um preço. Esta figura mitológica, criada por Camões, simbolizará todos os problemas que os portugueses terão de enfrentar nas suas viagens pelo mar.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 17:34:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>est. 43</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473261542</link>
         <description><![CDATA[<div>•  Nesta estância, o gigante profetiza que todas as naus que por ali passarem hão de passar muitas tormentas.<br><br>"Sabe que quantas naus esta viagem/ Que tu fazes, fizerem de atrevidas,/ Inimiga terão esta paragem/ Com ventos e tormentas desmedidas" (vv. 1-4)<br><br>• O monstro alerta também que a nau de Pedro Álvares Cabral irá sofrer severos castigos – tempestades e violentos naufrágios, cujas vítimas não terão tempo para se aperceber do perigo.<br><br>"E da primeira armada que passagem/ Fizer por estas ondas insofridas,/ Eu farei d'improviso tal castigo,/ Que seja mor o dano que o perigo" (vv. 4-8)<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 17:44:34 UTC</pubDate>
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         <title>est. 44</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473270475</link>
         <description><![CDATA[<div><br>• A ira do gigante continua e anuncia que ali irá tomar quem descobriu o Cabo. Vingar-se-à de Bartolomeu Dias, cujo navio será destruído por ele com desastres tão dolorosos que a morte parecerá melhor a todos. – “Que o menor mal de todos seja a morte!”<br><br>• Antes disso, serão engolidas naus todos os anos e o melhor que poderá acontecer aos náufragos é morrer (quem der á costa padecerá muito mais)<br><br>"Antes em vossas naus vereis cada ano,/ Se é verdade o que meu juízo alcança,/ Naufrágios, perdições de toda sorte,/ Que o menor mal de todos seja a morte" (vv. 4-8)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 17:49:14 UTC</pubDate>
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         <title>est. 45 a 48</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473286113</link>
         <description><![CDATA[<div>Não param as ameaças vaticinadas pelo gigante...<br><br>• Na est. 45 prevê a morte de D. Francisco de Almeida, primeiro vice-rei da Índia, que será vítima de lutas contra os nativos daquela zona, em 1510.<br><br>• Nas est. 46 a 48 narra a trágica história de Manuel de Sousa Sepúlveda e cita a desgraça da história da sua família <br>-&gt; Manuel, juntamente com os seus filhos e mulher, ao regressar da Índia, naufragou naqueles mares. Os filhos de Sepúlveda morrerão de fome e a sua esposa será violentada pelos nativos de África, depois de caminhar pela areia do deserto. Morrem à mercê dos cafres (negros).<br><br>Sepúlveda, que viu morrer a esposa e os filhos, tendo perdido o tino e a esperança, embrenhou-se na selva, para nunca mais ser visto.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 17:57:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473321469</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 18:15:40 UTC</pubDate>
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         <title>Quem és tu?</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473326223</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesta estância,  Vasco da Gama reage às ameaças do gigante. Supera o medo e enfrenta-o. <br><br>Ergue-se ("<strong>alçado</strong>") e interrompe-o para lhe perguntar:<br><br>"— Quem és tu? Que esse estupendo/ Corpo, certo, me tem maravilhado!"</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 18:18:08 UTC</pubDate>
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         <title>E o gigante? </title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473336295</link>
         <description><![CDATA[<div>"A boca e os olhos negros retorcendo,/ E dando um espantoso e grande brado,/ Me respondeu, com voz pesada e amara,/ Como quem da pergunta lhe pesara" (vv. 4-8)<br><br>O gigante não gostou na pergunta. Ela "pesou-lhe", ou seja, obrigou-o a pensar em algo que o magoava.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 18:23:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Vasco da Gama, um herói?</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473342953</link>
         <description><![CDATA[<div>• A pergunta de Vasco da Gama representa a superação do medo, sentimento que tanto pode limitar as nossas ações. O seu movimento "alçado" transmite-nos a ideia da sua coragem.<br><br>• O herói não é aquele que não tem medo, mas sim aquele que é capaz de o superar, mesmo nas condições mais adversas. <br><br>• Sendo o capitão, Vasco da Gama intervém em representação de todos os navegadores e assume-se como o herói deste episódio.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 18:27:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>est. 50 e 51</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473364131</link>
         <description><![CDATA[<div>• O gigante assume a sua identidade. Ele é o Cabo das Tormentos que passou despercebido aos geógrafos clássicos.<br><br>• No passado foi um Titã, como Encélado, Egeu e Centimano, e chamava-se <strong>Adamastor</strong>.<br><br>• Foi capitão do mar, da armada de Neptuno.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 18:39:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>est. 52 a 59</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473373395</link>
         <description><![CDATA[<div>Adamastor conta a sua história, que afinal é uma<strong> HISTÓRIA DE AMOR</strong><br><br>• est. 52 <br>Nos primeiros dois versos da estância 52,  o Adamastor revela que se apaixonou pela esposa de Peleu, que se chamava Tétis (uma ninfa marinha, filha de Nereu). <br><br>• est. 53 a 59<br>O Adamastor sabia que era muito difícil alcançar a sua amada, por isso decide «tomá-la por armas» e revela o seu intuito a Dóris, mãe de Tétis, que serve de intermediária para evitar a contenda.  <br><br>"<strong>Determinei por armas de tomá-la</strong>,<br>E a Doris este caso manifesto./ De medo a Deusa então por mim lhe fala;/ Mas ela, com um formoso riso honesto,/ Respondeu: — "Qual será o amor bastante/ De Ninfa que sustente o dum Gigante?" (est. 53)<br><br>A resposta de Tétis é ambígua, mas ele acredita na noite «prometida».<br><br>"Já néscio, já da guerra desistindo,/<br>Uma noite de Dóris prometida,/ Me aparece de longe o gesto lindo/ <strong>Da branca Tétis única despida:/ Como doido corri de longe, abrindo/ Os braços, para aquela que era vida/</strong> Deste corpo, e começo os olhos belos/ A lhe beijar, as faces e os cabelos." (est. 55)</div><div><br>Doido de amor, julgando por entre a névoa a aproximação da amada, acreditando apertar o lindo corpo nu e beijar os olhos belos, as faces e os cabelos, acha-se na realidade abraçado com um duro monte de «áspero manto e de espessura brava» “ junto de um penedo se transforma o gigante noutro penedo e ficou rodeado pela sua amada Tétis, o mar, sem lhe poder tocar e conseguir apertar e beijar como sempre desejara.<br><br>"— "Ó que não sei de nojo como o conte!/ Que, crendo ter nos braços quem amava,/ Abraçado me achei com um duro monte/ De áspero mato e de espessura brava./ Estando com um penedo fronte a fronte,/ Que eu pelo rosto angélico apertava/ Não fiquei homem não, mas mudo e quedo,/ E junto dum penedo outro penedo" (est. 56)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 18:45:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>est. 60</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473404527</link>
         <description><![CDATA[<div>• Vasco da Gama retoma a narração do episódio para relatar a vergonha e humilhação a que o gigante Adamastor se viu sujeito, depois de contar a sua triste história. Desfez-se numa nuvem e desapareceu.<br><br>"Assim contava, e com um medonho choro/ Súbito diante os olhos se apartou;/ Desfez-se a nuvem negra, e com um sonoro/ Bramido muito longe o mar soou." (vv. 1-4)<br><br><br>• Vasco da Gama termina o episódio, agradecendo a Deus e rogando-lhe para não permitir que os acontecimentos que o Adamastor tinha prometido aos portugueses se concretizassem no futuro.<br><br>"Eu, levantando as mãos ao santo coro/ Dos anjos, que tão longe nos guiou,/ A Deus pedi que removesse os duros/ Casos, que Adamastor contou futuros." (est. 4-8)<br><br></div><div>   </div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:03:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>est. 57</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473419948</link>
         <description><![CDATA[<div>• Nesta estância, o Adamastor emociona-se com a sua própria história e faz uma interrogação retórica. <br>Ainda que não o amasse, custava muito à ninfa do oceano mantê-lo iludido?<br><br>"Ó Ninfa, a mais formosa do Oceano,/ Já que minha presença não te agrada,/ <strong>Que te custava ter-me neste engano,/ Ou fosse monte, nuvem, sonho, ou nada?" </strong>(est. 1-4)<br><br>• Foi desonrado, gozado e magoado por Tétis e pela sua mãe<br><br>"Daqui me parto irado, e quase insano/ Da mágoa e da desonra ali passada,/ A buscar outro mundo, onde não visse/ Quem de meu pranto e de meu mal se risse" (est. 4-8) </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:13:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Amor baixo</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473428697</link>
         <description><![CDATA[<div>• O gigante foi filho da deusa Terra , que se  revoltou, com outros gigantes, contra Zeus, o Deus supremo dos Gregos. Furioso, Zeus  fulminou-os com um raio condenando-os a vaguear de costa em costa. Foi assim que Adamastor conheceu Tétis, uma ninfa dos oceanos, mãe de Aquiles, e por ela se apaixonou. Mas ele sabia que era feio demais  para conquistá-la e por isso decidiu resolver o assunto pela força. Este é o <strong>amor baixo que Camões menospreza na sua epopeia</strong>. O gigante não soube conquistar o amor por mérito, por isso foi castigado. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:18:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>est. 58 e 59</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473446335</link>
         <description><![CDATA[<div>• Na est. 58, o Adamastor diz que chorou bastante o seu desgosto de amor e começou perceber que ia ser castigado. Naquela época, já outros seus irmãos gigantes tinham sido vencidos e convertidos em montes pelos deuses...<br><br>"Eu, que chorando andava meus desgostos,/ Comecei a sentir do fado inimigo/ Por meus atrevimentos o castigo." (vv. 5-8)<br><br>• Na est. 59 , a carne do gigante transformou-se em terra e os ossos em pedra. Os seus membros e a sua figura alongaram-se pelo mar. Os Deus fizeram dele um Cabo. Para que sofra mais, Tétis cerca as águas próximas, desnudada. Foi o martírio máximo!<br><br>"Enfim, minha grandíssima estatura/ Neste remoto cabo converteram/ Os Deuses, e por mais dobradas mágoas,/ Me anda Tétis cercando destas águas." (vv. 4-8)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:30:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473457837</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:38:30 UTC</pubDate>
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         <title>estrutura</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473459857</link>
         <description><![CDATA[<div>O episódio estrutura-se, basicamente, em dois momentos: a narrativa das ameaças e profecias da desgraça (V, 37-49) e a narrativa compungida da infelicidade amorosa do gigante (V, 50-60). Situado no momento central do Poema e no meio do Canto a que pertence, funciona como centro onde confluem as grandes linhas da epopeia: o real-maravilhoso (dificuldades e perigos da navegação do mar, sobretudo na passagem do Cabo), o lirismo amoroso (história de Amor fracassado) e a existência de profecias (factos da História Trágico-Marítima portuguesa).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:39:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Simbologia</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473460861</link>
         <description><![CDATA[<div>Geograficamente, o Adamastor simboliza o Cabo das Tormentas (posteriormente, chamado da Boa Esperança).<br>Simbolicamente, representa os obstáculos medonhos que os portugueses tiveram de enfrentar nas suas viagens. <strong>O Adamastor é o símbolo dos perigos e das dificuldades que se apresentam ao Homem </strong>que sente o impulso de conhecer, de descobrir. Só superando o medo, o Homem poderá vencer (Humanismo).<br>A sua destruição completa simboliza o domínio total dos mares pelos portugueses.<br>Em segundo lugar, é o símbolo do anti-herói que desaparece para dar lugar aos verdadeiros heróis; finalmente, o seu drama amoroso simboliza e evidencia que o amor possessivo, o erotismo forçado, só pode levar à destruição.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:40:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Função do episódio n&#39; &quot;Os Lusíadas&quot;</title>
         <author>carlafernandes1</author>
         <link>https://padlet.com/carlafernandes1/Adamastor/wish/473464668</link>
         <description><![CDATA[<div> <strong>O Adamastor é, portanto, uma figura mitológica criada por Camões como forma de concentrar todos os perigos e dificuldades a transpor pelos portugueses.</strong></div><div>Não é por acaso que o episódio do Adamastor ocupa o lugar central no poema épico. O Canto V marca o meio da obra e é com ele que termina o primeiro ciclo épico da narração. O Adamastor marca também a passagem do mundo conhecido para o desconhecido, a passagem o Ocidente para o Oriente. </div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-24 19:43:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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