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      <title>Literatura Portuguesa 11º  by Adriana</title>
      <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb</link>
      <description>Portefóliio de Adriana Candeias
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-09-19 07:56:07 UTC</pubDate>
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         <title>Pequena apresentação</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Alô!<br>Bem-vindos ao meu Padlet :)<br>Deixo aqui um poema que aprecio de Fernando Pessoa:<br><br>"Não sei quantas almas tenho.<br>Cada momento mudei.<br>Continuamente me estranho.<br>Nunca me vi nem acabei.<br>De tanto ser, só tenho alma.<br>Quem tem alma não tem calma.<br>Quem vê é só o que vê,<br>Quem sente não é quem é,<br>Atento ao que sou e vejo,<br>Torno-me eles e não eu.<br>Cada meu sonho ou desejo<br>É do que nasce e não meu.<br>Sou minha própria paisagem;<br>Assisto à minha passagem,<br>Diverso, móbil e só,<br>Não sei sentir-me onde estou.<br><br></div><div>Por isso, alheio, vou lendo<br>Como páginas, meu ser.<br>O que segue não prevendo,<br>O que passou a esquecer.<br>Noto à margem do que li<br>O que julguei que senti.<br>Releio e digo: “Fui eu?”<br>Deus sabe, porque o escreveu."<br><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-19 08:09:49 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia:</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/389889844</link>
         <description><![CDATA[<div>João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett foi um poeta, prosador e dramaturgo português que nasceu no Porto, Portugal, a 04 de fevereiro de 1799. <br>Acompanhou a família na mudança para os Açores, durante a invasão napoleônica. Passou a adolescência na ilha Terceira, onde fez seus primeiros estudos. Desde cedo manifestava inclinação pela literatura e pela política.<br>Em 1816, o poeta retorna ao continente e nesse mesmo ano escreve os seus primeiros poemas.<br>Almeida Garrett é também o iniciador do teatro romântico português, despertando, através dele, o sentimento de patriotismo e o gosto pelos momentos marcantes da história nacional.<br>Em 1823, Garrett exila-se na Inglaterra devido à sua participação na Revolução Liberal do Porto.<br>Em 1824, segue para a França, onde trabalha como correspondente comercial em Havre. Nesse período, influenciado por Shakespeare, começa a escrever poemas dentro do novo estilo romântico. Em Paris, publica o poema “Camões” (1825), marco inicial do Romantismo português.<br>Almeida Garrett é também o iniciador do teatro romântico português, despertando, através dele, o sentimento de patriotismo e o gosto pelos momentos marcantes da história nacional.<br>Almeida Garrett também viveu uma intensa vida política, foi eleito deputado em 1845. Em 1851 foi nomeado sucessivamente para a redação das instruções ao projeto de lei eleitoral e para a comissão de reforma da Academia de Ciências. Nesse mesmo ano recebeu o Título de Visconde. Em 1852, foi eleito novamente deputado e por um curto período ocupou o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros.<br><br></div><div>Almeida Garrett faleceu aos 55 anos em Lisboa, Portugal, no dia 9 de dezembro de 1854.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:44:42 UTC</pubDate>
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         <title>Bibliografia:</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/389894448</link>
         <description><![CDATA[<div>Almeida Garrett fez um excelente trabalho ao longo da sua vida tendo como obras mais importantes:<br><br><br><strong>Livros:</strong><br>-"<em>Camões</em>" (1825)<br>-"<em>Um Auto de Gil Vicente</em>" (1838)<br>-"<em>O Alfageme de Santarém</em>" (1842)<br>-"<em>Viagens da minha Terra</em>" (1846)<br>-"<em>Folhas Caídas</em>" (1853)<br><br><strong>Poemas:</strong><br>-"<em>Não te amo</em>" <br>-"<em>Destino</em>"<br>-"<em>Este inferno de amar</em>"<br>-"<em>Quando eu sonhava</em>"<br>-"<em>Seus olhos</em>"<br>-"<em>Adeus!</em>"<br>-"<em>A um Amigo</em>"<br>-"<em>Rosa sem espinhos</em>"<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 07:58:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 08:18:25 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo na Europa:</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/389901086</link>
         <description><![CDATA[<div><br>O <strong>Romantismo </strong>foi um movimento artístico que surgiu na Europa no século XVIII e durou até meados do século XIX. Influenciou a literatura, a pintura, a música e a arquitetura.<br><br><strong><em>Contexto histórico:</em></strong><br>Como escola literária, as bases do sentimentalismo romântico foram estabelecidas pelo romance <mark>"</mark><em><mark>Os sofrimentos do jovem Werther</mark></em><mark>", de Goethe</mark>, publicado na Alemanha em 1774.<br>Também figuram entre as primeiras obras do início da revolução romântica na Europa os livros "<em>Manon Lescut"</em>, do árabe Prévost (1731), e a "<em>História de Tom Joses"</em>, de Henry Fielding (1749).<br><br><strong><em>Características do Romantismo:<br>-</em></strong>Oposição ao modelo clássico;<br>-Criação de um herói nacional;<br>-Saudades da infância;<br>-O indivíduo passa a ser o centro das atenções;<br>-Subjetivismo e egocentrismo;<br>-Idealização da sociedade, do amor e da mulher;<br>-O indivíduo passa a ser o centro das atenções;<br>-Uso de versos livres e versos brancos;<br>-Estrutura do texto em prosa, longo;<br>-Fuga da realidade.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 08:20:57 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo em Portugal:</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/389905797</link>
         <description><![CDATA[<div>O romantismo nasceu em na Europa mas em Portugal teve como marco inicial a publicação do poema "Camões", de Almeida Garrett, em 1825, e durou cerca de 40 anos terminando por volta de 1865.<br>É um movimento cultural do século XIX que exalta o instinto e privilegia as emoções contra a razão.<br>Alexandre Herculano também foi um importante homem durante o aparecimento do Romantismo em Portugal. Nasceu em 1810<br><br><br>   O Romantismo em Portugal é                      caracterizado:<br>-pela idealização(imaginação e sonho);<br>-por ser o contraposto do Arcadismo; <br>-pelo recurso ao uso das figuras de linguagem: hipérbole, antítese e metáforas; <br>-pela liberdade de expressão, de pensamentos, religiosa e política;<br>-pelo individualismo e subjetivismo;<br>-pelo seu Nacionalismo <br><br> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-26 08:35:02 UTC</pubDate>
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         <title>Escultura e Pintura- Arte</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/392874260</link>
         <description><![CDATA[<div>A escultura e a arte romântica são dominadas pelo sentimento.<br>Para conseguir obter essa ideia é necessário recorrer a efeitos expressivos como o dinamismo. Os temas assumem-se como parte fundamental da estratégia de exaltar sentimentos, representando o lado sentimental e dramático da ação. <br>Em simultâneo surge a representação da natureza, nomeadamente de animais.<br><br>Relativamente à escultura, o fim das guerras liberais  e o crescente nacionalismo são visíveis nos temas heróicos e históricos, enaltecendo as grandes figuras do passado nacional.<br>Assim surgem nas grandes cidades os grandes monumentos públicos, compostos por relevos, esculturas, etc...<br>Podemos destacar os seguintes monumentos nacionais:<br>- D. Pedro IV, em Lisboa <br>- Afonso de Albuquerque, em Lisboa<br>- Camões, de Vitor Bastos, em Lisboa<br>- Restauradores, em Lisboa<br><br>A pintura romântica portuguesa desenvolve-se apenas depois da vitória liberal. Deve ser encarada como a junção de vários artistas portugueses seguindo percursos indíviduais.  <br>Na pintura temos o exemplo de Domingos Sequeira que inicia relativamente cedo o seu percurso romântico, simbolizado pela pintura "Morte de Camões". <br><br>Temos um grande exemplo também da arquitetura romântica em Portugal frequentemente visitada e apreciada: o Palácio da Pena</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-03 08:11:08 UTC</pubDate>
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         <title>Interpertação do Romantismo numa imagem</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 11:29:03 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo presente na obra</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Um Auto de Gil Vicente” é uma peça treatral escrita por Almeida Garrett, no século XIX, apresentada ao público em 1838. <br><br></div><div>Este aborda temas como o problema do declínio da arte dramática em Portugal e defende a urgência de se fazer ressuscitar o teatro nacional.<br><br></div><div>No decorrer da leitura desta peça, o leitor consegue reconhecer algumas características do Romantismo. <br>A mais notável é, sem dúvida, a <mark>crítica social</mark> apresentada à sociedade do século XIX.<br><br></div><div>Podemos observar mais características como a <mark>sobrevalorização dos sentimentos</mark> nas personagens principais, a <mark>oposição da obra ao Clássico</mark> (o melhor exemplo desta característica é a ausência de modelos ou padrões estéticos clássicos na obra, que eram consagrados até a altura), a <mark>fuga da realidade </mark>vivida ou a <mark>idealização da sociedade, da mulher ou do amor </mark>(neste caso representado em D. Beatriz e Bernardim Ribeiro) .</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 11:33:44 UTC</pubDate>
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         <title>Contextualização Histórico-Literária</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/414515751</link>
         <description><![CDATA[<div>Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, Portugal, no dia 18 de abril de 1842.</div><div>Descendente de família nobre, Antero era filho de Fernando de Quental e Ana Guilhermina da Maia. Passou sua infância e cursou os estudos primários e secundários na sua cidade natal, na capital da ilha de São Miguel.<br>Quando ingressou na Universidade de Coimbra destacou o seu brilhantismo e, interessado pela política, filosofia e literatura, com 20 anos, Antero publicou os seus primeiros sonetos intitulados <strong><em>“Sonetos de Antero”.</em></strong><br>Antero de Quental viveu numa época que o favoreceu muito em termos literários. Génios como Luís de Camões e Eça de Queirós acompanharam-no ao longo do seu percurso formando uma tríade dos maiores sonistas portugueses.<br>Durante a sua vida viajou por vários países mas foi sempre em Portugal que desenvolveu os seus dotes literários,sendo sempre muito apreciado pelo seu trabalho. <br>Abaixo apresento algumas das obras do escritor:<br>-<mark>Odes Modernas</mark> (1865)<br>-<mark>A Poesia na Actualidade</mark> (1881)<br>-<mark>Primaveras Românticas</mark> (1872)<br>-<mark>Sonetos de Antero</mark> (1861)<br>Diagnosticado com depressão e transtorno bipolar, cometeu suicídio em sua cidade natal, no dia 11 de setembro de 1891.<br>--------------------------------<br>Facto interessante: Disparou dois tiros num banco de jardim, onde está inscrito parede a palavra “Esperança”.  Sobre Antero de Quental, o escritor português Eça de Queirós (1845-1900) acrescenta: “<em>Um gênio que era um santo</em>.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 08:53:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/414525316</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 09:23:32 UTC</pubDate>
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         <title>Personagens, ação, espaço e tempo </title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/414527441</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 09:30:17 UTC</pubDate>
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         <title>Igualdade de Género</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/432171020</link>
         <description><![CDATA[<div>A Igualdade entre mulheres e homens é uma questão de direitos humanos e uma condição de justiça social, sendo<strong> </strong>igualmente um requisito necessário e fundamental para a igualdade, o desenvolvimento e a paz. A Igualdade de Género exige que, numa sociedade, homens e mulheres gozem das mesmas oportunidades, rendimentos, direitos e obrigações em todas as áreas. <br>Devem e beneficiar das mesmas condições:</div><ul><li>no acesso à educação</li><li>nas oportunidades no trabalho e na carreira profissional</li><li>no acesso à saúde</li><li>no acesso ao poder e influência</li></ul><div><br> De acordo com os dados do <a href="http://www.unfpa.org/">FNUAP, o Fundo das Nações Unidas para Desenvolvimento da População</a>, proporcionalmente há mais mulheres prejudicadas que homens. As desigualdades são óbvias em todas as áreas, como a saúde e educação. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-01-15 23:08:51 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/469029220</link>
         <description><![CDATA[<div>Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930.<br>     Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. <br>  Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 16:07:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 16:07:39 UTC</pubDate>
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         <title>Bibliografia</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/469032642</link>
         <description><![CDATA[<div>Alguns exemplos do seu trabalho:<br><br><em>-Os Pescadores (1923);</em></div><div><em>- A morte do palhaço e o mistério das árvores (1926);</em></div><div><em>-Teatro (1923);</em></div><div><em>-A Farsa (1903);</em></div><div><em>-O gebo e a sombra (1923);</em></div><div><em>-Húmus (1917);</em></div><div><em>-O Padre (1901);</em></div><div><em>-As Ilhas Desconhecidas (1927).</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 16:11:36 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Escrito por <strong><em>Raul Brandão</em></strong>, "O Doido e a Morte"  é uma obra-prima do nosso teatro e do teatro da literatura pelo problema existencial,pela conceção e pelo clima tenso de lirismo.<br>--------------------------------<br><mark>Sinopse:</mark><br>A exposição da peça começa quando o Governador Civil está sentado á secretária, e diz para Nunes que não quer qualquer tipo de visita e declara que não está disposto a atender ninguém, até que aparece o Sr. Milhões. ("homem importante e severo, de grandes suiças cuidadas e e lunetas de aro de oiro.") .<br><br>- Todo o conflito na peça de teatro tem origem quando o Sr. Milhões apresenta para o Governador Civil um aparente negócio ou projeto importante, até que o Governador Civil dá um pontapé na caixa e o Sr. Milhões refere que dentro da caixa está um negócio muito grave, foi então que revelou que estava uma bomba dentro da caixa. (" O maior crime de todas as épocas, a suprema tragédia de todos os tempos! Vamos estoirar dentro de vinte minutos." ... " O que o senhor vê aqui nesta caixa é o mais formidável de todos os explosivos SO3-HO4, cem vezes mais poderoso que a dinamite, o algodão-pólvora, e o fulminato de mercúrio. Basta carregar nesta campainha para irmos todos pelos ares, eu , o senhor, o prédio, o bairro, a capital.SO3-HO4." ... " O peróxido de azote".) .<br> Assim que o Governador se apercebe do que está no interior da caixa entra em pânico, o senhor Governador começa por chamar Nunes para lhe dar auxilio, para lhe salvar, mas Nunes acaba por não aparecer. No entanto, o Governador começa por falar com o Sr. Milhões de maneira que se pudesse safar desta situação ao tentar demonstrar as consequências que o explosivo poderia ter, mas o Sr. Milhões acaba por não mudar de ideias.<br> - O desenlace da peça ocorre quando se ouve um barulho no exterior. O Sr. Milhões faz retinir a campainha e o Governador Civil cai na cadeira com gestos desordenados, depois entram dois enfermeiro de casaco branco e resguardo e um deles acabo por destapar a caixa e, por fim, descobrem que era apenas algodão em rama.<br>--------------------------------<br><strong>Personagens Doido e a Morte</strong><br>Existem dois tipos de personagens na obra: as principais (Sr. Milhões e Governador Civil) e as secundárias (Nunes, D. Ana de Moscoso e Polícias).<br>Quanto às personagens principais, o Sr. Milhões é conscientemente realista. <br>É, portanto, inteligente, revoltado e trocista. Características indiretamente presentes no seu diálogo  com o Governador. O objetivo do Sr. Milhões era que o Governador cedesse à pressão e divulgasse os seus erros pessoais e profissionais.<br>O Governador Civil, de nome próprio Baltasar Moscoso é, ao contrário do Sr. Milhões, conscientemente alienado. Caracteriza-se, assim, como irrealista, interesseiro, egocêntrico. Apresenta numa primeira parte um discurso racional, seguindo de um comportamento marcado pela raiva e agitação.<br>O Governador age por medo e mantém se sempre na defensiva com o objetivo de atrasar a sua morte.<br>Em relação às personagens secundárias, Nunes caracteriza-se como sendo submisso do governador, pois mostrou-se fiel ao mesmo, ainda que não se tenha arriscado ao seguir o plano desenhado pelo seu patrão.<br>D. Ana Moscoso é mulher do Governador, e, ao contrário de Nunes, não se mostrou fiel para com o seu marido ao demonstrar-se despreocupada perante a situação do mesmo. É, portanto, egoísta, egocêntrica e interesseira. Age apressadamente com medo de perder a vida.<br>-------------------------------<br>Feito com Sofia Guerreiro.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 17:15:43 UTC</pubDate>
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         <title>Pequena apresentação</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa, numa casa da Rua de São Bento, a 28 de março de 1810. Era originário de uma família da classe média. <br><br></div><div>Não tinha perfil de político. Foi, essencialmente, um intelectual, um homem de letras que refletiu sobre os problemas do seu tempo.</div><div>Deixou uma importante obra literária, sobretudo romances históricos, mas também peças de teatro, poesia e ensaios, opúsculos e reflexões sobre o Estado, a sociedade e a Igreja de Portugal. Foi o introdutor do Romantismo, a par de Almeida Garrett. Contudo, o seu maior contributo foi no campo da História. Pode afirmar-se que Alexandre Herculano foi o primeiro historiador moderno português, tendo-se dedicado, sobretudo, ao estudo das origens de Portugal e dos problemas políticos e sociais da Idade Média, assim como à publicação de documentos, de forma crítica e rigorosa.</div><div><br>Assume particular relevância a sua História de Portugal, em vários volumes, que continua a ser um trabalho de grande valor e de importância fundamental para os medievalistas dos nossos dias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 17:21:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 17:26:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 17:28:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>A grande obra escrita por <em>Alexandre Herculano </em>que faz uma análise fantástica dos dados históricos, reconstruíndo-os de forma a enaltecer o orgulho nacional.<br>------------------------------- <br><strong>Sinopse:</strong><br><br>O arquiteto português Afonso Domingues desenha uma complexa abóbada para o Mosteiro da Batalha, mas fica cego, em 1401, antes de a edificar… O rei D. João I contrata, então, um arquiteto irlandês, mestre Ouguet, para a terminar, que não acredita no projeto inicial. Uma delas desaba... a outra ainda hoje lá está! Mas a de quem?<br>A história da construção desta abóbada podia ser um simples e aborrecido relato, mas é digna de um romance elaborado. Assim é este e muitos outros episódios da História de Portugal, que Alexandre Herculano tão bem soube glorificar.<br>--------------------------------<br>Relações evidentes entre as personagens:<br><br>Na defesa dos valores nacionais e populares, que considerava sinónimos, Herculano evidencia <strong>o contraste entre Afonso Domingues e Mestre David Ouguet</strong>, ridicularizando o irlandês, como homem e como arquiteto, por meio de uma caricatura, que poderá considerar-se a expressão da anglofobia do autor, mas serve também de pretexto para criticar com ironia um vício bem português: a preferência, ou o respeito, pelo que é estrangeiro, mesmo que de inferior qualidade, em comparação com o que o país possui ou poderá produzir. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-21 17:32:25 UTC</pubDate>
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         <title>Lendas e narraivas</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>"Lendas e Narrativas", publicadas em dois volumes em 1851, são um conjunto de histórias de raiz popular da história medieval de Portugal.<br>A colectânea é constituída, na sua maioria, por textos publicados entre 1839 e 1844, nas revistas O Panorama e A Ilustração.<br>Os textos retratam pormenorizadamente contextos sociais passados, bem reveladores do profundo conhecimento histórico de Alexandre Herculano. Nomeadamente pela Idade Média, época em que, segundo ele, se encontravam as raízes da nacionalidade portuguesa. No prefácio original, o escritor considera as pequenas narrativas “monumentos dos esforços do autor para introduzir na literatura nacional um género amplamente cultivado, nestes nossos tempos, em todos os países da Europa”, na esperança que se venha a constituir “a sementinha de onde proveio a floresta”, o que seria “um marco humilde e rude” na história da literatura portuguesa.<br>Alexandre Herculano foi, assim, o pioneiro no desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal.<br><br><br>Os contos das “Lendas e Narrativas” são:<br>	⁃	A Destruição de Áuria;<br>	⁃	O Alcaide de Santarém;<br>	⁃	O Alcaide de Santarém;<br>	⁃	O Bispo Negro;<br>	⁃	A Morte do Lidador;<br>	⁃	O Emprazado;<br>	⁃	O Mestre Assassinado;<br>	⁃	Arras por Foro de Espanha;<br>	⁃	O Castelo de Faria;<br>	⁃	A Abóbada;<br>	⁃	Mestre Gil;<br>	⁃	Três Meses em Calecut;<br>	⁃	O Cronista.<br>--------------------------------<br>Feito com Sofia Guerreiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 17:28:22 UTC</pubDate>
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         <title>Vida e Obra</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Camilo Castelo Branco (1825-1890) foi um dos maiores escritores portugueses do século XIX.<br> "Amor de Perdição" foi a sua novela mais importante, que faz do escritor o representante típico do Ultra Romantismo em Portugal. Foi um dos primeiros escritores portugueses a viver exclusivamente do que escrevia.<br> As novelas passionais de Camilo Castelo Branco fizeram dele o representante típico do Ultra Romantismo em Portugal. Sua vida atribulada lhe deu inspiração para os temas de suas novelas. Sua produção literária é extensa, com mais de uma centena de obras. Produziu poesia, teatro, historiografia, contos, romances e novelas históricas, de aventuras e passionais. Com as novelas passionais tornou-se uma destacada figura literária, chegando ao auge de sua carreira de escritor.</div><div>Camilo Castelo Branco foi um dos primeiros escritores portugueses a viver exclusivamente do que escrevia. Em 1885 recebeu o título de Visconde concedido pelo rei de Portugal, D. Luís I. Em 1889, quando se tornou uma celebridade nacional como escritor, recebeu uma homenagem da Academia de Lisboa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 17:54:13 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Amor de Perdição&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div><br> A sua obra com mais sucesso, "Amor de Perdição" teve origem num episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teria sido contado por uma tia, e cujo registo o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia. No entanto, a manipulação e a ficção, por parte de Camilo, são de tal forma livres, que o converteu na novela sentimental mais famosa do Romantismo português.<br>------------------------------<br><strong><em>Ação, espaço, tempo, personagens e narrador<br></em></strong><br>-A ação desenrrola-se toda em volta de "Amou, perdeu-se e morreu amando".<br><br>-A história passa-se em Portugal, e tudo começa na cidade provinciana de Viseu, percorrendo também o Porto e Coimbra.<br><br>-O amor entre Simão e Teresa desenvolve-se durante um período de 7 anos.<br><br>- Quanto às personagens temos como principais Simão Botelho, um rapaz que se mostra rebelde, incontrolável e cruel, herói romântico que se apaixona por Teresa de Albuquerque, a protagonista feminina da obra.<br>Em terceiro plano enquadramos Mariana da Cruz, a personagem mais romântica do livro, que sofre de amor não correspondido por Simão.<br>Tadeu de Albuquerque e Domingos Botelho são as personagens impossibilitadoras da concretização do amor dos protagonistas.<br><br>- O narrador da obra é heterodiegético,ou seja, um narrador que desbrava o interior das personagens sabendo mais que eles próprios o que lhes passa na mente e coração.<br>-------------------------------<br><strong><em>Características do herói Romântico</em></strong><br>Em Amor de Perdição, Simão Botelho e Teresa de Albuquerque são ambos os heróis românticos da obra.<br>O herói romântico é, enriquecido pela imaginação do autor. Assim, Simão, tenta seguir a ordem estabelecida para ter o amor de Teresa, desejo que lhe é negado. Já a heroína romântica vê-se obrigada a cumprir as ordens do pai, não podendo viver o seu romance com Simão. Consequentemente, partem os dois para uma espécie de extremismos emocionais, decidindo as suas ações ao guiar-se pelos seus sentimentos, sem medir as consequências das mesmas, sendo esta a principal característica do tradicional herói romântico.<br>------------------------------<br><strong><em>Linguagem<br></em></strong>A linguagem utilizada nos diálogos da obra permite a identificação do estatuto social das personagens, caracterizando-se a Burguesia e a nobreza por uma linguagem cuidada e literária; e o Povo por uma linguagem viva, popular e familiar; a linguagem é também emotiva, apelativa, expressiva e exclamativa; nas cartas são frequentemente visíveis frases curtas como “Não receies nada por mim, Simão.”. A obra também é rica em adjetivos, estando eles presentes em todas as fases do romance. A frase “Amou, perdeu-se e morreu amando” pode ser utilizada para sintetizar a história de Amor de Perdição.<br>------------------------------<br><strong><em>Crítica Social</em></strong><br><br>Nas novelas do autor o tema central é o amor, a exacerbação do sentimento que leva a rotura dos padrões e costumes sociais, pretendendo Camilo denunciar a obediência cega da sociedade ao preconceito obsoleto da honra familiar; E criticar a instituição igreja, nomeadamente a influência que os seus dogmas tinham sobre o povo; Camilo retrata também a forma como as mulheres viviam naquele tempo e como eram vistas como seres inferiores.<br><br><br>-------------------------------<br>Feito com a Sofia Guerreiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 20:10:02 UTC</pubDate>
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         <title>Ultrarromantismo em Portugal</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Ultrarromantismo, foi uma corrente literária que levou ao exagero os ideais românticos da segunda metade do século XIX e se prolongou até à Questão Coimbrã.<br>Além de Camilo Castelo Branco, são também autores ultra-românticos, João de Deus, Soares de Passos e Castilho, embora em algumas obras de Almeida Garrett e de Alexandre Herculano já seja possível detetar alguns traços de ultra-romantismo.<br>O Ultrarromantismo caracteriza-se por um forte desequilíbrio no domínio do pensamento; predomínio da emoção, da exaltação do espírito e da melancolia (fatalismo); por uma natureza triste que alcança o macabro, ajustando-se ao estado de alma do poeta; pela afirmação do gosto pelo melodrama; por um excesso de sentimentalismo e de poesias enfadonhas.<br>O vocabulário é rico em termos eruditos, mas pobre numa linguagem aproximada à dos clássicos e, por isso, admirável</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 21:43:18 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Com a realização deste portefólio. tive oportunidade de me debruçar mais sobre importantes obras e autores portugueses o que alargou o meu conhecimento ao nível leiterário e aguçou a minha curiusidade por novas experiências de leitura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-25 22:49:27 UTC</pubDate>
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         <title>Eça de Queirós</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/539589491</link>
         <description><![CDATA[<div>Escritor português, José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa de Varzim, filho de um magistrado, também ele escritor, e morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.<br><br>É considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.<br>Entrou para o curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70, já então aglutinados em torno da figura carismática de Antero de Quental. Aí acedeu às recentes ou redescobertas correntes ideológicas e literárias europeias: o Positivismo, o Socialismo, o Realismo-Naturalismo, sem, contudo, participar ativamente na que seria a primeira polémica dessa geração, a Questão Coimbrã (1865-1866).<br><br>Terminado o curso, fundou o jornal <em>O Distrito de Évora</em>, em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística como redator. Colaborou ainda na <em>Gazeta de Portugal</em>, onde publicou muitos dos textos - indiciadores de uma nova estilística imaginativa - postumamente reeditados no volume das <em>Prosas Bárbaras</em>.  No final desse ano, formou-se o "Cenáculo", de que viriam a fazer parte, nesta primeira fase e além de Eça, Jaime Batalha Reis, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins e Salomão Saragga, entre outros.<br>Na obra deste vulto máximo da literatura portuguesa, criador do romance moderno, distinguem-se usualmente três fases estéticas: a primeira, de influência romântica, que engloba os textos posteriormente incluídos nas <em>Prosas Bárbaras</em> e vai até ao <em>Mistério da Estrada de Sintra</em>; a segunda, de afirmação do Realismo, que se inicia com a participação nas <em>Conferências do Casino Lisbonense</em> e se manifesta plenamente nos romances <em>O Primo Basílio</em> e <em>O Crime do Padre Amaro</em>; e a terceira, de superação do Realismo-Naturalismo, espelhada nos romances <em>Os Maias</em>, <em>A Ilustre Casa de Ramires</em> e <em>A Cidade e as Serras</em>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-29 15:52:55 UTC</pubDate>
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         <title>Título e subtítulo da Obra</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/539611642</link>
         <description><![CDATA[<div>O título "Os Maias" e o subtítulo "Episódios da vida romântica" representam dois espaços mentais. O subtítulo indica uma segunda intenção, descrever certo estilo de vida (o romântico) através de episódios. <br>Justifica~se o título "Os Maias" pois toda a obra se reporta à historia da família Maia ao longo de três gerações (a de Afonso, Pedro e Carlos, sucessivamente).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-29 16:00:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Intrigas Principal e Secundária</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/539657301</link>
         <description><![CDATA[<div>O romance de "Os Maias" apresenta duas intrigas:<br><br>- A<strong> intriga principal</strong> narra os amores incestuosos entre Carlos da Maia e Maria Eduarda (a história da terceira geração dos Maias).<br>- A<strong> intriga secundária</strong> que, gira em torno da relação amorosa de Pedro da Maia e Maria Monforte, narra a história da segunda geração da familia Maia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-29 16:13:44 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Espaços e Simbologias</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/554394295</link>
         <description><![CDATA[<div>Aos espaços, cores e objetos podemos associar valores simbólicos ou emotivos. O narrador utiliza-os para fazer transmitir algumas sensações e fazer-nos enquadrar mais na obra. <br>O <strong>Ramalhete</strong> é o primeiro espaço físico da obra e tem uma grande simbologia, com um aspeto triste e desocupado. Existem também simbolos obvios de destruição e morte como a mobilia e os cortinados.<br>Já em <strong>Coimbra</strong> se vive um contraste com o Ramalhete, é o espaço em que Carlos se matriculou com entusiasmo e iniciou a sua vida académica em Medicina. <br><strong>Sintra</strong> é o espaço em que Carlos e Cruges foram em busca de Maria Eduarda sem sucesso. <br>A <strong>Toca</strong> era o ponto de encontros de Carlos e Maria Eduarda, longe dos olhos da sociedade. "Toca" é o  nome que se dá ao espaço habitado por alguns animais, o que sugere a relação animalesca entre estes dois personagens. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-06 10:51:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title> Tempo</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/554402060</link>
         <description><![CDATA[<div>O romance de Eça de Queirós não apresenta um seguimento temporal linear. Dividindo-se assim em 3 tempos distintos: O tempo do discurso, o tempo psicologico e o tempo cronológico.<br>O tempo do discurso começa com uma breve história sobre o Ramalhete e a sua reconstrução e,logo depois, o discurso volta-se para os tempos mais antigos da familia.<br>O tempo cronológico apresenta que a obra se desenrola entre 1820 e 1887. <br>Por fim o tempo psicológico refere o ponto de vista de certas personagens.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-06 10:55:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Há poemas que foram escritos para serem vistos e lidos simultaneamente.&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/554912383</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi a frase acima para iniciar o tema pois foi assim que melhor percebi o conceito de "Poesia Visual e Exprimental", de uma forma simples e completa.<br><br>Frequentemente "o fenómeno poético reduz-se, voluntariamente, ao grafismo do poema, como se o seu conteúdo se restringisse a uma forma (arquitectónica, escultórica) oferecida ao olhar, não ao ouvido: o poema destina-se menos a ser lido que a ser visto, à semelhança dum objecto plástico. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-06 14:30:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-05-06 14:37:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/569460936</link>
         <description><![CDATA[<div>Contêmporaneo dos poetas da presença, António Geadeão (pseudónio de Rómulo de Carvalho), nasce em 1906 só em 1956 publica o seu primeiro livro de poemas denomidado "Movimento Perpétuo". Entre esse ano e 1964 tem a oportunidade de reunir a sua produção poética em <em>Poesias Completas</em> onde mais tarde serão incluidas novas edições como "Linhas de força", dando assim ao autor maior alcance à sua obra durante esse período.<br>Na altura em que António Gedeão se estreia como poeta é bastante forte a necessidade dos autores terem a consciência de fazerem parte de uma tradição moderna que remeta para os tempos do <em>Orpheu. </em>Jorge de Sena<em> </em>afirma<em> </em>que Gedeão realiza, na sua poesia, uma síntese das grandes conquistas do Modernismo e que poderá mesmo afirmar-se que ele é um dos primeiros a levá-las a um público mais alargado que a lírica moderna, com algumas das suas ousadias, ainda não fora capaz de aliciar.<br>Outros autores reconhecem que António Gedeãoera um poeta com um espírito do tempo que presidiu à sua estreia literária. Numa época dominada pelas filosofias da existencia entregue ao desespero. Ou, noutras palavras, tempo de guerra fria. <br><br>Já numa fase de evolução da nossa lírica, uma das grandes novidades trazidas por António Gedeão é a presença muito marcada. O homem da ciência, ligado a conceitos e terminologias que preenchem quotidianamente a sua atividade não separa António Gedeão do seu alter ego e contrariamente chega a fazê-los coexistir num mesmo tempo, como em "Liões sobre a água" em que o autor dá a impressão que é o cientistaque fala nas primeiras estrofes para acabar com uma estrofe em voz de poeta. A isto acresce o uso recorrente de termos científicos e é aqui que a linguagem poétivca se enriquece.<br>No plano da forma da expressão, é possível desracar uma evolução na poesia de Gedeão, entre o livro de estreia em meados dos anos 50 e a sua última coletânea. <br>As suas opções formais aproximam-se (já no âmbito da tradição moderna) da combinação de diversos metros tão do agrado dos poetas da <em>presença</em>, ou, como é o caso, nos dois últimos livros, de modo mais nítido e radical-Modernismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-13 08:35:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639961187</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:06:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá professora, <br>eu consultei a Alice para ter conhecimento dos trabalhos que foram realizados durante as aulas presenciais do 3º período. Por isso, daqui para a frente estão as minahs análises.<br>Boa leitura!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:13:25 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia e bibliografia</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div> ➤  Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. <br> ➤  Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. <br> ➤  Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. <br> ➤  Foi fundador do CITAC, Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra.<br> ➤  Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina.<br><br>-------------------------------<br><strong>Bibliografia Poética</strong></div><ul><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1965">1965</a> - <em>Praça da Canção</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1967">1967</a> - <em>O Canto e as Armas</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1971">1971</a> - <em>Um Barco para Ítaca</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1976">1976</a> - <em>Coisa Amar (Coisas do Mar)</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1979">1979</a> - <em>Nova do Achamento</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1981">1981</a> - <em>Atlântico</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1983">1983</a> - <em>Babilónia</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1984">1984</a> - <em>Chegar Aqui</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1984">1984</a> - <em>Aicha Conticha</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1991">1991</a> - <em>A Rosa e o Compasso</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1992">1992</a> - <em>Com que Pena — Vinte Poemas para Camões</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1993">1993</a> - <em>Sonetos do Obscuro Quê</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1995">1995</a> - <em>Coimbra Nunca Vista</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1996">1996</a> - <em>As Naus de Verde Pinho</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1996">1996</a> - <em>Alentejo e Ninguém</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1997">1997</a> - <em>Che</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1998">1998</a> - <em>Pico</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1998">1998</a> - <em>Senhora das Tempestades</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1999">1999</a> - E alegre se fez triste</li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/2001">2001</a> - <em>Livro do Português Errante</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/2008">2008</a> - <em>Nambuangongo, Meu Amor</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/2008">2008</a> - <em>Sete Partidas</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/2015">2015</a> - <em>Bairro Ocidental</em></li><li><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/2017">2017</a> - <em>Auto de António</em></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:22:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema I - &quot;Este rio&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639978180</link>
         <description><![CDATA[<div>Este rio que traz o mar cá dentro<br>e sendo mar não deixa de ser rio<br>este rio com margens que são centro<br>e sendo margens são nosso navio.<br><br></div><div>Este rio que volta quando parte<br>e quando parte leva as suas margens<br>este rio que vai a toda a parte<br>e mesmo em casa é todas as viagens.<br><br></div><div>Este rio que sabe a mar profundo<br>e dentro da cidade é rua e rio<br>e em cada rua dá a volta ao mundo<br>e de Lisboa fez nosso navio.<br><br>– Manuel Alegre, em “Bairro Ocidental”, 2015.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:22:22 UTC</pubDate>
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         <title>Poema II - &quot;Da tua vida&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639978334</link>
         <description><![CDATA[<div>Da tua vida o que não podem entender<br>Nem oiro nem poder nem segurança<br>Mas a paixão do Tempo e de seus riscos<br>Tu buscaste o instante e a intensidade<br>E foste do combate e da mudança<br>Por isso um rastro de ruptura e de viagem<br>Ou talvez este fogo inconquistado<br>Como breve eternidade<br>De passagem.<br><br>– Manuel Alegre, do livro “Chegar Aqui”, 1984.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:22:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Poema III e análise - &quot;As mãos&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639978481</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Com mãos se faz a paz se faz a guerra.<br>Com mãos tudo se faz e se desfaz.<br>Com mãos se faz o poema – e são de terra.<br>Com mãos se faz a guerra – e são a paz.<br><br>Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.<br>Não são de pedras estas casas mas<br>de mãos. E estão no fruto e na palavra<br>as mãos que são o canto e são as armas.<br><br>E cravam-se no Tempo como farpas<br>as mãos que vês nas coisas transformadas.<br>Folhas que vão no vento: verdes harpas.<br><br>De mãos é cada flor cada cidade.<br>Ninguém pode vencer estas espadas:<br>nas tuas mãos começa a liberdade.<br><br>– Manuel Alegre, do livro “O Canto e as Armas”, Lisboa: Dom Quixote, 1967.<br>_____________________<br><em>Estrutura Externa</em><br>O poema é um soneto, formado por 4 estrofes, 2 quadras e 2 tercetos.<br><br><em>Estrutura Interna</em></div><ul><li><strong>1ª Estrofe</strong> – O poeta afirma que as mãos têm poder para fazer o Bem e o Mal - (paz ≠ guerra; faz ≠ desfaz).</li><li><strong>2ª Estrofe</strong> –  declara que as mãos têm força para trabalhar no mar e na terra - (“com as mãos se rasga o mar e se lavra”).</li><li><strong>3ª Estrofe</strong> – O poema transmite que as mãos transformam, e são a esperança  - (“verdes harpas”).</li><li><strong> 4ª Estrofe</strong> –  o poeta apela à nossa consciência pelo bom uso que damos às nossas mãos, comprovando que as nossas mãos são o real caminho para a liberdade - (“nas tuas mãos começa a liberdade”).</li></ul><div><br><em>Análise rimática</em></div><ul><li>Esquema rimático: </li><li>abab // cdcd // efe // gfg</li><li>Rima Cruzada, na 1ª e na 2ª estrofe.</li><li>Rima Interpolada entre a 3ª e a 4ª estrofe.</li></ul><div><br></div><div><em>Recursos Expressivos<br></em><br><strong>Comparação:</strong> ”E cravam-se no tempo como farpas.”<br><strong>Metáfora:</strong> ”Ninguém pode vencer estas espadas”<br><strong>Aliteração:</strong> ”vão no vento: verdes” </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:22:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Biografia e bibliografia</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639979857</link>
         <description><![CDATA[<div> ↝ Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância.<br> ↝ Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos <em>Cadernos de Poesia</em>. <br> ↝ Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. <br> ↝  Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. <br> ↝  Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses. <br> ↝  Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.<br><br> ↪ Na data em que se celebrou o seu centenário, 6 de novembro de 2019, é-lhe concedido o grau de Grande-Colar da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.<br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:23:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Poema I - &quot;Mar&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639979929</link>
         <description><![CDATA[<div>Mar, metade da minha alma é feita de maresia<br>Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,<br>Que há no vasto clamor da maré cheia,<br>Que nunca nenhum bem me satisfez.<br>E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia<br>Mais fortes se levantam outra vez,<br>Que após cada queda caminho para a vida,<br>Por uma nova ilusão entontecida.<br><br></div><div>E se vou dizendo aos astros o meu mal<br>É porque também tu revoltado e teatral<br>Fazes soar a tua dor pelas alturas.<br>E se antes de tudo odeio e fujo<br>O que é impuro, profano e sujo,<br>É só porque as tuas ondas são puras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:23:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema II - &quot;Porque&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639980027</link>
         <description><![CDATA[<div>Porque os outros se mascaram mas tu não<br>Porque os outros usam a virtude<br>Para comprar o que não tem perdão.<br>Porque os outros têm medo mas tu não.<br>Porque os outros são os túmulos caiados<br>Onde germina calada a podridão.<br>Porque os outros se calam mas tu não.<br><br></div><div>Porque os outros se compram e se vendem<br>E os seus gestos dão sempre dividendo.<br>Porque os outros são hábeis mas tu não.<br><br></div><div>Porque os outros vão à sombra dos abrigos<br>E tu vais de mãos dadas com os perigos.<br>Porque os outros calculam mas tu não.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:23:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema III e análise</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639980124</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>"Quando"</em></strong><br><br>Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta<br>Continuará o jardim, o céu e o mar,<br>E como hoje igualmente hão-de bailar<br>As quatro estações à minha porta.<br><br>Outros em Abril passarão no pomar<br>Em que eu tantas vezes passei,<br>Haverá longos poentes sobre o mar,<br>Outros amarão as coisas que eu amei.<br><br>Será o mesmo brilho, a mesma festa,<br>Será o mesmo jardim à minha porta,<br>E os cabelos doirados da floresta,<br>Como se eu não estivesse morta.<br><br></div><div>-------------------------------<br><strong><em>Estrutura Externa</em></strong><br>O poema é constituido por 3 quadras. <br><br><strong><em>Análise rimática </em></strong><em><br>O esquema rimático é: <br>abba // bcbc // dada<br><br>Rimas:<br>interpolada nos primeiro e quarto versos da primeira estrofe; emparelhada no segundo e terceiro verso da primeira estrofe; cruzada nas restantes quadras.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:23:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Vida e obra do escritor</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639980399</link>
         <description><![CDATA[<div>☑  Romancista e ensaísta português, natural de Melo (Gouveia), nasceu em 1916 e morreu em 1996.<br>☑  Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e exerceu funções docentes no Ensino Secundário.    ☑  Notabilizou-se no domínio da prosa ficcional, sendo um dos maiores romancistas portugueses deste século.<br> ☑  Literariamente, começou por ser neo-realista (anos 40), com "Vagão Jota" (1946), "Mudança" (1949), etc. Mas, a partir da publicação de "Manhã Submersa" (1954) e, sobretudo, de "Aparição" (1959), Vergílio Ferreira adere a preocupações de natureza metafísica e existencialista.<br> ☑  A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras dos ficcionistas deste século.<br> ☑ O ensaio é outra das grandes vertentes da sua obra que, aliás, acaba por influenciar a sua criação romanesca. <br> ☑  Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores, a arte, são recorrentes na sua produção literária. Além disto, Vergílio Ferreira deixou-nos vários volumes do diário intitulado "Conta-Corrente".<br> ☑  Das suas últimas obras destacam-se: "Espaço do Invisível", "Do Mundo Original" (ensaios), "Para Sempre" (1983), "Até ao Fim" (1997) e "Na tua Face" (1993).<br> ☑  Recebeu o Prémio Camões em 1992.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:24:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639980399</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Vida e obra do escritor</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/639980627</link>
         <description><![CDATA[<div> ⇝ David Mourão-Ferreira nasceu em Lisboa em 24 de Fevereiro de 1927 e faleceu na mesma cidade em 16 de Junho de 1996. <br> ⇝ Filho de David Ferreira colaborador da Seara Nova e secretário do diretor da Biblioteca Nacional, Jaime Cortesão. <br> ⇝ Frequenta o Colégio Moderno e licencia-se em 1951, na Faculdade de Letras de Lisboa, em Filologia Românica.<br> ⇝ São influências marcantes na sua poesia, os presencistas (convive quotidianamente com José Régio em Portalegre para onde David Mourão-Ferreira fora cumprir serviço militar) e autores franceses como Paul Valery e Proust. <br> ⇝ Publica os seus primeiros poemas na Seara Nova e adere ao MUD Juvenil, movimento de resistência à ditadura salazarista. <br> ⇝ Em 1950, publica o seu primeiro livro de poesia Secreta Viagem.<br> ⇝ Autor multifacetado, escreve, ainda, teatro – sobe mesmo ao palco como ator, crítica literária, ficção e fados para Amália Rodrigues. <br> ⇝ Foi, também, docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e teve ampla colaboração no jornalismo.  ⇝ Exerceu funções como Secretário de Estado da cultura, dirigiu a Revista colóquio/Letras e foi diretor do Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Calouste Gulbenkian. <br> ⇝ Faleceu em 1996.<br><br>-------------------------------<br><strong><em>Obras (poéticas)<br></em></strong><br></div><ul><li>1950 - <em>A Viagem</em></li><li>1954 - <em>Tempestade de Verão</em> (Prémio Delfim Guimarães)</li><li>1958 - <em>Os Quatro Cantos do Tempo</em></li><li>1961 - <em>Maria Lisboa</em></li><li>1962 - <em>In Meae</em></li><li>1966 - <em>Do Tempo ao Coração</em></li><li>1967 - <em>A Arte de Amar</em> (reunião de obras anteriores)</li><li>1969 - <em>Lira de Bolso</em></li><li>1971 - <em>Cancioneiro de Natal</em> (Prémio Nacional de Poesia)</li><li>1973 - <em>Matura Idade</em></li><li>1974 - <em>Sonetos do Cativo</em></li><li>1976 - <em>As Lições do Fogo</em></li><li>1980 - <em>Obra Poética</em></li><li>1985 - <em>Os Ramos e os Remos</em></li><li>1988 - <em>Obra Poética, 1948</em></li><li>1994 - <em>Música de Cama</em></li><li>1954 - Barco Negro</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:24:26 UTC</pubDate>
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         <title>Pequena Reflexão</title>
         <author>adrianamc</author>
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         <description><![CDATA[<div>Há, no século XX, dois períodos em que se concentram os acontecimentos que dele faz um século maior da poesia portuguesa.<br>A evolução da poesia portuguesa é um processo vasto e complexo, com múltiplos participantes, ainda que nem todos tenham lugar no primeiro plano em que só cabem as intervenções mais influentes nessa evolução.<br><br>A primeira das duas fases a que me referi poderá ser situada entre a publicação das revistas Orpheu, em 1915, e Athena, em 1924, com a saída do único livro de Camilo Pessanha, "Clepsidra".<br> <br>Ao longo destes anos, poeticamente dominados pelas personalidades de Pessanha, de quem são publicados em 1916, nas páginas de Centauro, outra revista do modernismo, 16 dos seus poemas mais representativos, Fernando Pessoa  e Mário de Sá-Carneiro, cujos últimos poemas aparecem em 1924, na Athena, consolida-se o lugar da poesia moderna, que tivera, no último quarto do século 19, antecessores tão fortes como Cesário Verde, Gomes Leal, António Nobre.<br>Delimitaria a segunda fase com as datas de publicação dos livros <em>Poesia</em> (1944) de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), como primeiro marco, e "<em>Este Rosto"</em> (1970) , de Fiama Hasse Pais Brandão, como segundo.<br><br>Depois de 1970, assistimos ao aparecimento de poetas que, ou se situam numa certa continuidade em relação à poesia da década anterior, como é o caso de António Franco Alexandre e, pelo menos inicialmente, o de João Miguel Fernandes Jorge. <br><br>A evolução da linguagem poética é, naturalmente, feita de muitas contribuições e, portanto, também daqueles que, não sendo  os mais diretamente decisivos para a sua renovação profunda, não deixam, de ter um peso próprio ou até uma influência significativa no fluir dos acontecimentos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 13:48:36 UTC</pubDate>
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         <title>A sua grande obra, &quot;Aparição&quot;</title>
         <author>adrianamc</author>
         <link>https://padlet.com/adrianamc/p3e4l10eaysb/wish/640416324</link>
         <description><![CDATA[<div> No romance Aparição, o narrador-personagem Alberto Soares, professor de Letras, conta distanciado temporalmente dos fatos, o que aconteceu no período de um ano em que esteve em Évora. Esse período compreende a sua chegada na cidade para lecionar no Liceu; o seu envolvimento com a família do Dr. Moura, especialmente com suas filhas Sofia, Ana e Cristina; problemas de convivência e conflitos ideológicos decorrentes dessa aproximação. Ao final de um ano, Alberto muda-se para Faro, onde lecionará até se afastar do ensino e, por fim, regressar à casa do meio aldeão onde viveu sua infância. Será nesse casarão da aldeia que Alberto, já velho, escreverá sobre seu passado, refletindo sobre os fatos, da perspectiva de um narrador afastado temporalmente deles. De modo geral, a leitura das obras de Vergílio Ferreira, segundo Lind (1986), permite classificar sua produção literária em duas fases distintas. Na primeira fase, o escritor encontra-se ligado à estética neo-realista portuguesa, desenvolvida principalmente na década de 40, tendo seus maiores representantes em Alves Redol e Fernando Namora. Esses textos apresentam um caráter de denúncia, evidenciando sérios problemas de ordem social, política em Portugal. Já na segunda fase de produção literária de Vergílio Ferreira, iniciada com Aparição, percebe-se o abandono das preocupações realistas e a predominância de questões filosóficas. <br>-------------------------------<br><strong><em><mark>Personagens e relações</mark></em></strong><strong><em><br><br></em></strong>Toda a ação gira em volta da personagem principal, Albeto Soares. <br><br></div><div><strong><em>Pontos principais sobre Alberto:</em></strong><br>- O único filho solteiro do Dr. Álvaro Soares, médico e lavrador e de D.Susana;<br><br>-Tem dois irmãos: Tomás, engenheiro agrónomo e lavrador, casado com Isaura e com muitos filhos, é o preferido do pai; Evaristo, o preferido da mãe, é o mais novo tem o curso geral dos liceus e é casado com Júlia, filha de um industrial rico, tem um filho;<br>-Nasceu na Serra da Estrela;<br>-Vive uma infância em comunhão com a Natureza aliada à figura materna, como princípio gerador da vida;<br>-É na montanha que Alberto encontra a protecção que o une à figura paterna, sobrepondo a presença serrana à fragilidade da forma humana;<br>-Após o desaparecimento do pai, ele abandona a serra e passa a viver na cidade;<br>-Évora representa para ele a materialização do seu conflito interior e o drama de existir;<br>-Alberto Soares relativiza a figura de Deus e assume a sua existência enquanto sinónimo de descoberta interior e posse de uma vontade individual que o conduz, sozinho, à conquista da sua identidade;<br>-A sua auto-exclusão do espaço divino levá-lo-á a assumir a condição de Criador.<br><br><strong><em>Relações com as personagens:<br></em></strong><br>-É pela visão particular da personagem central que as personagens tomam forma e nos são apresentadas, acrescendo a este facto o caminho que percorrem da vivência à memória, e desta à escrita;</div><div>-Da sua família acarreta sempre a ideia da morte do pai, uma vez que este morreu numa noite em que toda a família estava reunida à volta da mesa, fazendo projectos para um próximo encontro de natal;<br><br></div><div><strong>Dr. Moura</strong>, ex-colega do pai de Alberto, vai ser a personagem que o introduz na família;<br><br></div><div><strong>Ana</strong>, a filha mais velha do Dr. Moura liga-se a Alberto por ser sua discípula espiritual;<br><br></div><div> <strong>Alfredo Cerqueira</strong>, marido de Ana, é alvo de interesse do narrador no modo como evidencia a sua rudeza e a sua ignorância;<br><br><strong>Sofia</strong>, a segunda filha do Dr. Moura, vai ter aulas de Latim com Alberto. Aí, ambos sentem-se atraídos o que lhes transmite uma ilusão de identidade. Eles, e com o Carolino, irão formar um triângulo amoroso;</div><div><br> <strong>Cristina</strong>, a filha mais nova, é alvo do carinho de Alberto, não só pela sua idade, mas também pela forma maravilhosa como toca piano. Esta morre, mas permanecerá sempre na memória de Alberto, tal como aconteceu com o pai deste.<br><br></div><div><strong>Carolino</strong>, discípulo de Alberto, formará o triângulo amoroso conjuntamente com Alberto e Sofia. Sendo discípulo de Alberto, ouve a sua mensagem mas interpreta-a de modo a dar à morte o sentido negativo de destruição e violência, o que o levará a cometer um crime; <br><br><strong>Chico</strong> é o oposto de Alberto pois as suas posições perante a vida são antagónicas o que gera entre eles uma certa antipatia.<br>-------------------------------<br><strong><em><mark>Tempo Espaço</mark></em></strong><br> A narrativa é realizada em primeira pessoa por um narrador personagem, que se situa em dois tempos cronológicos distintos: passado e presente. Ao presente, corresponde o momento da escritura do texto, a partir do que Alberto recorda, sendo, portanto, esse o tempo da narração. Ao tempo passado, corresponde a ação da narrativa, sendo assim chamado tempo da história. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-06-25 20:44:27 UTC</pubDate>
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      </item>
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