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      <title>FAZ CIÊNCIA COMO UMA MENINA! by Meninas no MAST</title>
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      <description>Bem vindas para essa história no mundo dos mares e céu! Nós vamos juntas ouvir uma história e fazer os desafios. Cada desafio que conseguirmos fazer a história continuará. Vamos chegar ao final dessa aventura?</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-02-09 13:49:53 UTC</pubDate>
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         <title>Aqui começa a nossa viagem! Escute (ou leia) o Episódio inaugural e responda às primeiras perguntas...</title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Link com o áudio do Episódio Inaugural: </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/3MCBCkyzU7DAQ7QFSpc5op?si=nKdBHZeyRXeZl4vbjSA7nQ">https://open.spotify.com/episode/3MCBCkyzU7DAQ7QFSpc5op?si=nKdBHZeyRXeZl4vbjSA7nQ</a></p><p><br/></p><p><strong>"A curiosidade de Moara"</strong></p><p><br/></p><p>Eu sou Anahí. O pajé Caramuru escolheu este nome para mim e falou palavras bonitas para toda minha família quando nasci. Já tem muitas voltas do sol desde então, que nem sei dizer.&nbsp;</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Na aldeia, aprendemos com o céu tudo o que precisamos saber. Em especial, eu aprendi a curar pessoas. Os mais velhos da aldeia que me ensinaram. E foi preciso muito estudo e desafios. Afinal, é o conhecimento do universo.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Os que são de longe, falam que eu sei mexer com a matéria e a energia do cosmos. Usam palavras temíveis para falar dos meus conhecimentos. Me chamam de bruxa, feiticeira, benzedeira… Eles não entendem.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Eu tenho aqui quase tudo que preciso aos meus pés e onde a minha cabeça nem alcança. As águas salgadas que estão diante da aldeia oferecem muito. Para os meus parentes, eu sou muito importante, porque sou portadora dos conhecimentos ancestrais.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Um dia, eu olhei para o céu, bem à beira das águas salgadas e ele estava ficando cada vez mais escuro. Eu prestei atenção, pois o céu nos conta segredos do que vai acontecer. Logo, veio o cheiro de chuva que enegrece a terra e traz vida. Vi a chuva chegando, antes de me molhar. Os raios começaram a estourar na terra.</p><p><br/></p><p>Chamei a minha pequena, mas não a achei. Moara é o nome dela. O Pajé Caramuru também escolheu. Ela é sagaz, inteligente e muito curiosa. Ela queria ir junto com os barcos que vem de longe, para conhecer mais sobre eles. Eu falei pra ela ficar do meu lado, mas quando percebi, ela já não estava mais.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Corri, corri, corri no meio da tormenta. Não vi Moara.</p><p><br/></p><p>Quando o céu se acalmou, voltei às águas salgadas e avistei o barco, que já estava longe da areia. Ia ficando pequeno.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Meu coração tremeu e escorregaram as águas dos meus olhos. Senti que lá se ia minha pequena… Levada para algum lugar distante.</p><p><br/></p><p>Então, alguém tocou nas minhas costas. Mãe, porque está chorando? - me perguntou?&nbsp;</p><p><br/></p><p>Que alívio! Ali, estava Moara. E eu achando que ela tinha ido embora nesses barcos, desesperada. Mas, o céu tudo sabe e a tormenta trazia novidades…</p><p><br/></p><p>Perguntei a Moara pelo meu <strong>quadrante</strong>, pois ela o tinha pego para estudar o céu. Foi um presente de uma amiga muito especial, que gostava de viajar pelo mundo. Minha amiga o usava em suas viagens, guiando-se pelas estrelas. Ela viajava o mundo todo, porque não podia viver sem olhar para o céu.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Minha amiga me deu o <strong>quadrante</strong> quando veio à nossa aldeia. Estava muito doente e eu ajudei que se curasse. E desde então, nós cultivamos uma grande amizade.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Ao ir embora, ela falou que este <strong>quadrante</strong> era especial, que era melhor eu guardá-lo comigo, pois eu sabia muito sobre o universo e conseguiria usá-lo quando as estrelas assim o quisessem. Disse-me que, por nada do mundo, eu poderia perdê-lo.</p><p><br/></p><p>Só que, às vezes, não dou conta da curiosidade da Moara…</p><p><br/></p><p>A Moara olhou para mim.. - Veja mãe. Está vendo aquele barco pequenininho? Esqueci o <strong>quadrante</strong> dentro dele.</p><p><br/></p><p>Moara levou o quadrante ao barco <em>porque tinha entrado lá para espreitá-lo e como achou lá dentro um instrumento parecido com o meu, quis comparar se os dois objetos eram a mesma coisa.</em></p><p><br/></p><p>Eu soube nesse momento que devia partir para buscar o <strong>meu quadrante</strong>. Não dava para esperar. Iria sair no dia seguinte, era urgente. Precisava ser rápida. Moara iria ficar com o pai e com a aldeia toda de boa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p><br/></p><p>Ao anoitecer, chamei meu sono. Cai nele. No sono, ouvi sotaques e sotaques diferentes de português, que nunca tinha ouvido. Também ouvi falar outras línguas, que trazem sabedorias ancestrais. Vi o barco perto de um grupo de pescadores.</p><p><br/></p><p>Acordei rápido sabendo o que fazer…</p><p><br>Mas, preciso da ajuda de vocês para encontrar meu <strong>quadrante</strong>.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-09 14:38:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá meninas, todo mundo conseguiu ouvir o Episódio Inaugural ou lê-lo?</p><p><br></p><p>Então, tentem responder no grupo WhatsApp por áudio às seguintes perguntas:</p><p><br></p><ul><li><p><strong>Como vocês se chamam?</strong></p></li><li><p><strong>Quais línguas são faladas no local onde vivem?</strong></p></li><li><p><strong>E o que vocês costumam fazer no dia-a-dia?</strong></p></li><li><p><strong>Vocês também gostam de olhar para o céu como minha amiga? Por quê? </strong></p></li></ul><p><br></p><p>Aguardamos ansiosas pelos áudios e por conhecer um pouco mais de cada uma!</p><p><br></p><p>Se alguém puder nos contar porquê acham que minha amiga gosta tanto do céu, talvez assim eu possa encontrar meu quadrante... 🌌✨</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-09 14:46:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá, meninas, garotas, raparigas ! 👧🏾👧🏼👧🏿</p><p><br></p><p>No dia 11 de fevereiro se celebra o <strong>Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência</strong>, data muito importante para todas aquelas que fazem ciência ou querem fazer! Por isso, no ano de 2024, nesta data, demos início a um grupo de WhatsApp: para celebrarmos, realizarmos algumas atividades de astronomia juntas e também promover uma maior aproximação entre meninas e jovens, educadoras e cientistas dos países da língua portuguesa.</p><p><br></p><p>No dia 12 de fevereiro de 2024, iniciaremos as nossas atividades no grupo, que vocês poderão fazer quando puderem ou quiserem, sem obrigações com prazos. Todas as atividades postadas lá no WhatsApp são colocadas aqui neste padlet também. Fiquem atentas às próximas postagens!&nbsp; Abraços desde um domingo de carnaval no Brasil… 🪅🎉👯🎭</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-09 15:05:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá, meninas, garotas, raparigas! 👧🏾👧🏼👧🏿</p><p><br>Permitam-nos falar um pouco da nossa equipe: somos pesquisadoras e educadoras do Museu de Astronomia e Ciências Afins, que fica na cidade de Rio de Janeiro, no Brasil, e do GRUPO LUSÓFONO DE ASTRONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO (PLOAD) de Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal. Nossos nomes:&nbsp;<br></p><ul><li><p>Alejandra (Argentina/Brasil), </p></li><li><p>Bárbara (Brasil), </p></li><li><p>Dulcelena (Cabo Verde), </p></li><li><p>Giovanna (Brasil), </p></li><li><p>Patrícia (Brasil)l</p></li><li><p>Rosa (Portugal), </p></li><li><p>Joana Latas (Portugal), </p></li><li><p>Joana Marques (Portugal), </p></li><li><p>Mariana (Portugal), </p></li><li><p>Marta (Macau) e </p></li><li><p>Yara (Moçambique)</p><p><br></p></li></ul><p><br></p><p>Temos também a presença aqui no grupo do Felipe (cineasta brasileiro) e Joana Silva (designer portuguesa aqui no grupo).</p><p><br></p><p>E além de nós, há vocês todas! Meninas e Mulheres destes países e comunidades tão incríveis. Já viram onde fica cada um destes lugares que habitamos?&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p>Agora, deixem-nos agora explicar um pouco como vai funcionar nossa dinâmica aqui no grupo:</p><p><br></p><p>✔️Iremos postar 5 atividades ao total até o dia 06 de março;</p><p>✔️Cada atividade é composta de um episódio de uma história em formato de podcast (áudio), seguido de uma pergunta ou desafio;&nbsp;</p><p>✔️Esperamos que respondam à pergunta ou desafio, interagindo conosco, por áudio e texto.</p><p>✔️Cada pergunta ou desafio respondido por alguma de vocês abrirá um novo episódio da história seguido de outra pergunta ou desafio;</p><p>✔️A Patrícia irá realizar as postagens no grupo de WhatsApp;</p><p>✔️Caso percam alguma atividade / informação lá no grupo, podem acompanhar por aqui.<br></p><p>Unidas pelo céu 💫e pelos oceanos🌊, agora vamos embarcar na nossa história!</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-12 20:41:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Link com o áudio do Episódio: </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/5nJJyxLjAE6VL61CGD4s9C?si=UDaHVwC7RLGLT5vkThjkHQ">https://open.spotify.com/episode/5nJJyxLjAE6VL61CGD4s9C?si=UDaHVwC7RLGLT5vkThjkHQ</a></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>"Em busca dos pescadores"</strong></p><p><br/></p><p>Muito obrigada por me ajudarem, vocês são demais!&nbsp;</p><p><br/></p><p>Que lindo: nós falamos de formas tão diferentes. Tantos idiomas aqui: Português, Espanhol, Changana! Alguém falou uma saudação em língua que não pude perceber... E alguém também lembrou do Tupi-guarani! Eu falo um idioma que deriva do Tupi! Que lindas que são todas as línguas, não podemos nos esquecer jamais das línguas dos povos originários.</p><p><br/></p><p>Eu também gosto de olhar o céu. Vocês mencionaram o Cruzeiro do Sul… Eu o vejo daqui!&nbsp; Para nós, estas estrelas ficam entre a constelação do veado e da ema. E a partir das estrelas dele, com o <strong>quadrante,</strong> eu consigo me localizar quando viajo. Estou sentindo falta do meu <strong>quadrante…</strong>&nbsp;</p><p><br/></p><p>Pelos sotaques que ouvi, estou quase certa de que o <strong>quadrante</strong> está em Cabo Verde. Era desta forma que os pescadores no meu sono falavam.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Era início de noite, Jaci aparecia do lado onde o sol vai deitar. A luz de Jaci ainda estava fraca e Os pescadores esperavam a luz ficar mais forte para buscarem os seus alimentos.</p><p><br/></p><p>Os de longe, chamam Jaci de Lua ou de “satélite natural da Terra”. Também era assim que minha amiga o chamava. Para nós, Jaci é a protetora das plantas. Jaci estava sorrindo no meu sono.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Preciso de mais uma ajudinha de vocês… só assim conseguirei partir em busca do meu <strong>quadrante</strong>…</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-14 18:34:07 UTC</pubDate>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>E aí meninas, estão curtindo nossa história e interações? Conseguiram escutar o novo episódio? Anahí agora precisa saber sobre a Lua. Vocês podem responder por áudio e mandar fotos no nosso grupo? As perguntas e tarefas são:</p><p><br></p><ul><li><p><strong>Como a Lua está aí, no local onde vocês moram?&nbsp;</strong></p></li><li><p><strong>Vocês poderiam me mandar fotos?&nbsp;</strong></p></li><li><p><strong>Enviem em áudio se conhecem alguma história sobre a Lua contatada pelas pessoas do local onde vivem?&nbsp;</strong></p></li></ul><p><br></p><p>A ideia é tentar realizar a observação da Lua, mas caso esteja nublado no local onde vocês estiverem, aguardem por novas informações que vão rolar aqui no grupo! Esta tarefa vai até o dia 20/02.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-14 18:39:40 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2024-02-19 20:11:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Link com para ouvir a história:</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/31OlcMWl1Qg64cEpNvgTHS?si=149aa83fc74b40c5">https://open.spotify.com/episode/31OlcMWl1Qg64cEpNvgTHS?si=149aa83fc74b40c5</a></p><p><br></p><p><strong>"Uma surpresa à bordo"</strong></p><p><br></p><p>Que bonito é observar Jaci pela metade! Obrigada por me enviarem fotografias mostrando a Lua de tantas formas diferentes. Algumas de vocês enxergam um sorriso, parecido com o que vi no meu sono. Outras, um D bem gordinho. Quem mora nas partes ao sul do planeta, como eu, enxerga um C.</p><p><br></p><p>A minha amiga que ama olhar para o céu, me explicou que isto acontece porque observamos a Lua sob diferentes lugares do planeta Terra. Eu lhe expliquei que as fases da lua estão relacionadas com a pesca, com a atividade dos animais, com o crescimento das plantas, e até com a quantidade de mosquitos! </p><p><br></p><p>Vocês também me contaram que em Cabo Verde fala-se Crioulo, além do Português. Que idioma tão maravilhoso! Ele é igual ao modo com que os pescadores do meu sono falavam.</p><p><br></p><p>Então, para eu encontrar o meu <strong>quadrante</strong>, terei que seguir o sorriso de Jaci. O sorriso vai me conduzir para onde estão os pescadores que falam crioulo. Preciso chegar em Cabo Verde! Saindo daqui do Brasil, tenho de seguir em direção ao norte. </p><p><br></p><p>À beira das águas salgadas, antes de deixar tudo para trás, olhei mais uma vez para Jaci. Fiquei pensando nas histórias que vocês me contaram sobre a Lua. Desde muito pequena, eu também escuto histórias. Elas foram passando de geração em geração, de ouvido em ouvido, por milhares de anos.</p><p><br></p><p>A história que eu mais gosto foi contada por um parente meu, que mora longe, lá da grande floresta. Também era uma história sobre Jaci… </p><p><br></p><p>Ele me contou sobre Naiá: </p><p><br></p><p><em>Ela era uma jovem mulher da sua região, que se sentava à beira das águas dos Igarapés - que são cursos de água, lá da grande floresta amazônica de onde meu parente vinha. Naiá ficava lá sentada, admirando Jaci. Admirou tanto que ficou apaixonada e não fazia mais nada a não ser olhar Jaci, que se transformava dia após dia, tal como vocês observaram. Naiá ouviu dizer que Jaci, de tempos em tempos, descia do céu e levava mulheres apaixonadas. Ficou contente e passou a seguir Jaci para todo canto da floresta. Um dia, Naiá viu Jaci brilhando nas águas calmas do Igarapé, e mergulhou ao seu encontro para nunca mais voltar. Jaci ficou triste vendo Naiá se afogar e a transformou numa estrela incomum, na Vitória Régia, a grande flor amazônica das águas tranquilas, cujas pétalas só se abrem à luz do luar. <sup>*1</sup></em></p><p><br></p><p>E foi pensando nesta história e nas outras que vocês me contaram que voltei a me concentrar no mar e fazer o que tinha de ser feito. Havia outros navios dos que vêm de longe atracados. Eles costumavam parar perto da aldeia. Algum daqueles navios deveria ir até Cabo Verde.</p><p> </p><p>Corri até os navios e escolhi um deles. Estava decidida a embarcar. Precisava convencer as pessoas a me levarem com elas. Torcia para que não fosse expulsa, para que conseguisse seguir a minha missão. </p><p><br></p><p>Entrei sem problemas, mas o meu coração continuava batendo acelerado. Tentei me mostrar confiante. </p><p><br></p><p>Passado um tempo, ninguém parecia se incomodar com a minha presença. </p><p><br></p><p>Tentei buscar com os olhos, sem parecer que não fazia parte daquele lugar, mas não avistei o meu quadrante. Ao olhar para os lados, percebi que ali, só havia mulheres como eu. </p><p><br></p><p>Meu coração foi se acalmando e percebi que estava em segurança…</p><p><br></p><p>Parei ao lado de um grupo de mulheres e pude ouvir que falavam diversos tipos de sotaque Português. Eu entendia tudo: falavam das observações de astros, da vida na Terra e no universo, e das suas experiências em povoados que visitavam. E falavam sobre o que fariam quando chegassem na<strong> Ilha do Fogo</strong>. Então, tive certeza: o navio também estava indo para Cabo Verde. Olhando um pouco mais, tive a segunda certeza: elas eram cientistas, como eu.</p><p><br></p><p>Aos poucos, meus olhos brilharam vendo tantas mulheres juntas, em busca de saberes. Lembrei-me de Célia Xakriabá, uma parente distante que agora era conhecida doutora dentro de uma universidade no Brasil. </p><p><br></p><p><strong>Todos diziam que, finalmente, agora o mundo iria conhecer um pouco mais da ciência dos nossos povos. </strong></p><p><br></p><p>Logo que o navio partiu, me fiz notar. Pedi para falar.</p><p><br></p><p>As cientistas escutaram atentamente a minha história, sobre o meu <strong>quadrante</strong> e minha amiga. Ficaram muito impressionadas com meus saberes e coragem. Elas estavam felizes com a minha presença e falaram que ajudariam na minha busca. Falaram que ali havia pesquisadoras vindas de muitos lugares e que juntas iriam para missões pelo mundo. Elas conheciam pescadores em Cabo Verde, que saberiam nos informar dos diversos navios que chegam do Brasil ou de qualquer outra parte.  Pensamos que, talvez, se achasse muita cientista que estuda o céu como minha amiga, ela poderia saber mais sobre o meu <strong>quadrante</strong>. </p><p><br></p><p>A cada noite da viagem, contemplava Jaci que parecia sorrir. Com o passar dos dias, observei a sua transformação, até o sorriso encher. Igualzinha a Naiá…. Pensei que eu era, talvez, um pouco parecida com ela, mas apaixonada pelas novas descobertas. </p><p><br></p><p>Foi um tempo agradável, pois pude conhecer melhor as mulheres cientistas que lá estavam. E vocês? Conhecem alguma cientista que poderia estar neste barco?</p><p><br></p><p><sup>*1  História da Região Norte, de Brasil (Fonte: </sup><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://www.ufmg.br/ciencianoar"><sup>www.ufmg.br/ciencianoar)</sup></a></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-22 18:10:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Para continuar com a história, precisamos que vocês respondam as novas perguntas. Anahí quer conhecer as cientistas que moram nos países de vocês. Vocês podem enviar os áudios no grupo, respondendo às perguntas!?</p><p><br></p><ul><li><p><strong>Vocês conhecem mulheres que fazem ciência ou pesquisam no país de vocês? Tem alguma cientista preferida? </strong></p></li><li><p><strong>Contem a ela o(s) nome(s) e o que estuda(m) esta(s) cientista(s).</strong></p></li><li><p><strong>E se tiverem alguma foto da cientista(s) obtida da internet, podem enviar?</strong></p></li></ul><p><br></p><p>Essa tarefa vai até dia 27/02.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-22 18:14:06 UTC</pubDate>
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         <title>Como simular a lua com o programa Stellarium  - Dicas da prof. Patrícia.</title>
         <author>meninas1</author>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Marie Curie - Foto enviada por Diana (Portugal)</p>]]></description>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[<p>Yeda Veiga Ferraz - Foto enviada por Lislen (Brasil)</p>]]></description>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Cristina Oliveira - Foto enviada por Rita (Portugal)</p>]]></description>
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         <description><![CDATA[<p>Rosa Doran - Foto enviada por Alice (Brasil)</p>]]></description>
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         <description><![CDATA[<p>Patrícia Spinelli e Dulcelena Cardoso Semedo - Foto enviada por Dulcelena (Cabo Verde)</p>]]></description>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Caterina Alves de Oliveira - Foto enviada por Alba (Portugal)</p>]]></description>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Bertha Lutz - Foto enviada por Samara (Brasil)</p>]]></description>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Yara Rodrigues (esq.) e Ani Pereira (dir.) - Foto enviada por Ana Rita (Cabo Verde)</p>]]></description>
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         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Yara Simango - Foto enviada por Rogéria (Moçambique)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-29 01:07:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Elvira Maria Correia Fortunato - Foto enviada por Sofia (Portugal) </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-29 01:08:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Yara Simango - Foto enviada por Xihiwa (Moçambique)</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-29 01:08:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Link com para ouvir a história: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/4T3WPGBiX8kYCIiZbhhYRr?si=D78nF7XHS929T7mkBzkZbw">https://open.spotify.com/episode/4T3WPGBiX8kYCIiZbhhYRr?si=D78nF7XHS929T7mkBzkZbw</a></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>"Anahí não está sozinha"</strong></p><p><br></p><p>Dinelsa Machaieie, Catarina Alves de Oliveira, Teresa Lago, Inês Fang, Ani Pereira! Escutei falar sobre estas cientistas no navio em que estou. Obrigada por me falaram sobre elas também!</p><p><br></p><p>Por aqui, eu também fiquei sabendo que a Yara Simango, astrofísica moçambicana, não poderia estar presente no nosso navio, pois iria comparecer à cerimônia de solenidade da Sociedade Moçambicana de Astronomia, a qual ela se tornou presidenta!&nbsp;</p><p><br>Rosa Doran, astrofísica brasileira-portuguesa e educadora, tampouco poderia estar conosco, pois teria uma reunião com a Ministra de Ciência e Tecnologia de Portugal e também cientista,&nbsp; Elvira Fortunato! Mas, Vera Isabel Alfama, vulcanóloga cabo-verdiana, viria nos encontrar em algum momento… afinal de contas: era ela quem monitorava as erupções na Ilha do Fogo…&nbsp;</p><p><br></p><p>Ah… que incrível está sendo esta experiência! Me fez pensar que, no mundo, sempre existiram mulheres das mais diversas culturas que fizeram ciências, produziram conhecimentos e tecnologias. Realizaram importantes descobertas mas, infelizmente, somente há pouco tempo é que as mulheres começaram a ser reconhecidas. Por isso, muitas vezes, temos dificuldade ao lembrar de nomes de cientistas ou investigadoras mulheres. Mas, nós somos muitas e incríveis! E sempre estivemos presentes… é só pensar em Marie Curie, Bertha Lutz e Yeda Ferraz, que vocês também mencionaram.</p><p><br></p><p>Conhecer as mulheres que fazem ciências é uma ação importante para ocuparmos o lugar que é nosso de direito e que os homens se apropriaram. As invenções que as mulheres podem realizar, irão ajudar o mundo a ser um lugar melhor.</p><p><br></p><p>Ah, foi aí que eu me aproximei de um grupo de cientistas que falavam sobre algo que me interessava. Elas falavam dos limites da ciência e da tecnologia moderna... Falavam sobre um grupo de cientistas homens que pensavam dominar todos os conhecimentos, achando que podiam fazer tudo. Pensavam que poderiam viver sem a natureza! Neste momento, eu ri, e obtive o olhar delas. Então, falei que achava essa forma de pensar engraçada, pois estamos tão ligados à natureza, que não poderíamos passar mais de 5 minutos sem respirar o oxigênio que vem das algas do oceano e das plantas da terra<sup>1</sup>. Acrescentei à conversa que, de onde venho, a cultura e os seres humanos são parte da natureza. Não somos alheios. Acreditamos que a gente surgiu da água, do solo, e que não caímos do céu.</p><p><br></p><p>Ouvindo os relatos, pude entender que para conhecer a origem da vida na Terra, as cientistas procuravam um tipo de vida invisível aos olhos, ou microbiana – como elas falavam –&nbsp; nos ambientes de condições hostis, e por isso estavam indo no vulcão Pico do Fogo, na tal Ilha do Fogo em Cabo Verde. Queriam conhecer quais organismos e os metabolismos que lá haviam, capazes de viver em temperaturas e acidez muito elevadas.&nbsp;</p><p><br></p><p>Achei incrível que elas compararam algumas salinas em Cabo Verde com a superfície do planeta Marte. Esse planeta, talvez, também tenha estado vivo um dia, assim como o nosso…&nbsp;</p><p><br></p><p>Uma das astrobiólogas à bordo, e coordenadora dos experimentos do navio, chamada Marta Filipa Simões, comentou que essas descobertas eram importantes pois, o sequenciamento genético dos micróbios encontrados nestes ambientes extremos podia dar pistas de como seriam os primeiros metabolismos existentes em nosso planeta. E que estes genes poderiam servir também para diferentes aplicações biotecnológicas, por exemplo, degradar o plástico.</p><p><br></p><p>Neste tempo que estive na embarcação, as palavras que escutei&nbsp; trouxeram entusiasmo e tomaram conta da viagem, que pouco pensei no meu quadrante. Pensei que Moara iria adorar estas conversas. Ela iria fazer muitas perguntas… Mas, agora que nos aproximávamos de Cabo Verde, eu precisava de um plano para achar meu quadrante.<br></p><p>Ao ver o meu semblante mudar, Marta sentou-se ao meu lado. Ela disse-me para não me preocupar ou ficar triste, que iria me ajudar assim que chegássemos.<br></p><p>O navio atracou em uma praia com areias negras, bem na noite em que a Jaci estava redonda. Uma praia muito diferente da que eu tinha saído no Brasil. Assim que pisamos em terra firme, Marta e Dulcelena, uma cientista local que também estava a bordo, me levaram até os pescadores que estavam cumprindo o seu ofício. Aqui os pescadores também esperavam a lua cheia para pescar, igual ao meu povo.</p><p><br></p><p>Nós nos apresentamos. Foram gentis e pareciam-se com os pescadores do meu sono. Observamos o trabalho deles e, para minha surpresa, também havia pescadoras mulheres naquele grupo. Elas conheciam o ofício da pesca, tanto quanto os homens, mas assim como nós cientistas, elas não são lembradas. Pensei que haviam tantas outras profissões que as mulheres são esquecidas…</p><p><br></p><p>Perguntei sobre os navios vindos do Brasil, e sobre o meu quadrante. Eles ficaram tentando puxar da memória se tinham visto algo parecido há algumas luas. Mas a&nbsp; conversa ia e vinha, assim como as ondas do mar…&nbsp;</p><p><br></p><p>Ao mencionar o quê fazia meu <strong>quadrante</strong>, eles falaram sobre seus conhecimentos do mar e das navegações. Tinham muito conhecimento sobre a vida marinha e a doutora Marta emendou a conversa explicando sobre os fungos que crescem em salmouras no fundo do mar. Ela disse que estes ambientes poderiam ser comparados a oceanos de “luas” extraterrestres. Disse, ainda, que estes organismos podem viver no espaço sideral, mesmo recebendo radiações ultravioletas e raios cósmicos. Até poderiam causar doenças graves nas missões espaciais, caso estes fungos viajassem nas espaçonaves de forma despercebida. E pior ainda, que poderiam sobreviver às radiações e mutar no espaço, causando perigo inimaginável se fossem reintroduzidos de volta ao nosso planeta.&nbsp;</p><p><br></p><p>E assim, conversamos tanto sobre nossos conhecimentos e constatamos que tudo que queríamos era preservar a Terra. Com toda essa falação, o dia foi clareando e os pescadores tiveram uma lembrança sobre o meu quadrante. Um navio vindo do Brasil esteve atracado na praia, mas partiu há poucos dias em direção ao Mar Vermelho.&nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p>Porém, antes de partir, seus tripulantes perguntaram onde havia um museu em Cabo Verde, pois tinham achado um valioso objeto em sua embarcação, de função similar ao astrolábio que carregavam. Os viajantes eram árabes e queriam doar o objeto achado a algum museu, pois não lhes pertencia. Marta sorriu. Ela conhecia bem o Mar Vermelho e os instrumentos científicos de valor histórico daquela região. Ela havia estado em várias missões científicas naquela região… E Dulcelena também sorriu, pois conhecia os museus de Cabo Verde…</p><p>Isto significava que o <strong>quadrante</strong> estava próximo de mim. </p><p>Agora é a hora que preciso contar com vocês!&nbsp;</p><p><br></p><p><em>1 - Ailton Krenak, em Ideias para adiar o fim do mundo (2019)</em></p><p>    </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-29 01:14:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
         <link>https://padlet.com/meninas1/p25x4nkr6b8kinbx/wish/2899876130</link>
         <description><![CDATA[<p>A conversa com os pescadores e as cientistas Marta e Dulcelena fizeram a curiosidade de Anahí aguçar. Antes de procurar seu quadrante em um museu, ela quer ajuda para responder, pelo menos três das perguntas abaixo:</p><p><br></p><ul><li><p><strong>Visto que, a vida complexa na Terra é muito rara, de que forma podemos preservar as diferentes formas de vida existentes?</strong></p></li><li><p><strong>Acham que existe vida no universo para além da Terra?&nbsp;</strong></p></li><li><p><strong>Por que a descoberta de micróbios nas superfícies de naves espaciais pode ser perigoso?&nbsp;</strong></p></li><li><p><strong>Quais perguntas vocês fariam à Marta sobre a vida em condições extremas, ou sobre as expedições científicas em navios que ela já realizou?</strong></p></li></ul><p><br></p><p>Então, para continuar a história, precisamos que vocês escolham 3 perguntas para responder em áudio lá no nosso grupo de whatsApp.</p><p><br></p><p>Essa tarefa vai até dia 04/03.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-29 01:19:07 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
         <link>https://padlet.com/meninas1/p25x4nkr6b8kinbx/wish/2904883281</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-03-04 17:59:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Episódio final: O que será que vai acontecer?</title>
         <author>meninas1</author>
         <link>https://padlet.com/meninas1/p25x4nkr6b8kinbx/wish/2909867642</link>
         <description><![CDATA[<p>Link com para ouvir a história: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/5n97kOADe4pjd4EVkHXcA5?si=2982d498e30a4d63">https://open.spotify.com/episode/5n97kOADe4pjd4EVkHXcA5?si=2982d498e30a4d63</a></p><p><br></p><p><strong>"Conhecimentos circulares"&nbsp;</strong></p><p><br></p><p>Quantas dúvidas temos em comum! As dúvidas de vocês sobre a vida em nosso planeta e fora dele são muito similares às minhas. O universo é tão grande! Pode haver vários tipos de vida lá fora, mas ao mesmo tempo, nosso planeta é o único que conhecemos que, de fato, é capaz de abrigar a vida, ou melhor, é de fato vivo!</p><p><br></p><p>Penso que nós somos tão minúsculos diante do vasto universo que nossos desejos por saberes aumentam ao passo que nossas descobertas ocorrem. Temos tantas crenças que se diferem a depender de onde nascemos, quem são nossos parentes, o que ouvimos, lemos, estudamos. Todos esses saberes, chamados de ciência, são parte de cada cultura, e tem um valor imenso que molda sociedades. Nenhuma é melhor que a outra. A ciência falada nas escolas é sempre retratada como sendo melhor que a ciência do meu povo, fazendo-me crer, muitas vezes, que os meus conhecimentos são ridículos. Mas descobri que isso é errado, temos conhecimentos ancestrais sobre a vida e a natureza e manejamos isso tudo desde sempre. A natureza é parte da nossa existência. Para os que vêm de longe, a natureza é um recurso.</p><p><br></p><p>Fiz essa reflexão quando percorri, junto com Marta e Dulcelena, o arquipélago de Cabo Verde. Fomos em muitos museus, percorrendo grandes distâncias entre uma ilha e outra. Horas me absorviam com pensamentos, observando aquele povo parecido e diferente do povo que no Brasil vivia. Sentia-me contraditória em meus próprios pensamentos que, muitas vezes, tinha vergonha de falar.&nbsp;</p><p><br></p><p>Eu, que tinha a cor não tão escura como muitos que ali e no Brasil vivem, também não tão clara que pudessem me chamar de branca. Com os olhos negros e o cabelos igualmente escuros, muitas vezes, eu detia olhares críticos. Muitas vezes, eu era desrespeitada no Brasil.&nbsp;</p><p><br></p><p>Em Cabo Verde, porém, sentia que ninguém me olhava diferente. Recebia cumprimentos e, outras vezes, passava despercebida. Eu sabia o que era sofrer com preconceito. Mas, saindo do meu povoado, não sabia o que era <em>não sentir</em> esse sofrimento. Já havia habituado-me com isso… Em Cabo Verde, experimentei a frase que muitas vezes escutei das pessoas do movimento anti racista: “Não existe racismo reverso”. Em Cabo Verde, mesmo a maior parte das pessoas não sendo indígenas como eu, eram de povos que foram violentados assim como meu povo. Reconheci-os como um povo amigo do meu povo.</p><p><br></p><p>Passamos por alguns museus e Dulcelena indagava sobre o meu quadrante. Porém, infelizmente, nos museus que fomos, não o tinham visto. Quando eu me entristecia com cada notícia negativa, era acalmada por Marta ou Dulcelena, sempre com palavras amigas. Eram a prova de que culturas diferentes podem conviver harmoniosamente.</p><p><br></p><p>Já cansadas, entramos no Museu da Resistência, na Ilha de Santiago. A fachada do museu já deixava marcas da história. Fiquei interessada nos saberes que ali guardavam. Naquele instante, lembrei-me de minha amiga, que era de fato, a dona do <strong>quadrante</strong> que eu buscava encontrar. Uma vez, ela me contou que havia visitado muitos museus. Dizia que esses eram importantes espaços, que guardam a história e saberes dos povos. E saber de onde viemos é fundamental para compreender os avanços, mas também os problemas que devemos superar enquanto humanidade. Ela falou-me também que, infelizmente, muitos objetos foram sequestrados de povos como o meu e que foram parar em museus… Nesses museus, contavam a história a partir da visão daqueles que nos roubaram, e não a de meu povo. Já naquele tempo, entendi que uma mesma história poderia ter muitas visões a depender de quem lhe conta. Estes pensamentos me faziam ter receio de que poderiam não querer devolver meu <strong>quadrante</strong>.</p><p><br></p><p>Entramos no Museu Resistência e fomos recebidas com cortesia por uma moça que se apresentou como estudante residente do museu. Aquilo queria dizer que ela estudava e trabalhava naquele espaço. Perguntamos sobre o meu quadrante e ela nos levou até uma sala onde um grupo de árabes havia levado um objeto. Fiquei contente e ao mesmo tempo impressionada com a notícia. Seria verdade? A minha missão estaria cumprida?&nbsp;</p><p><br></p><p>Chegando à sala indicada, descobri que realmente era o meu <strong>quadrante</strong>. Percebemos que a moça que nos recebeu não entendia do objeto. Antes que eu pudesse falar, Marta já soltou as palavras, explicando a importância do quadrante para mim e para a história de todos. Falou primeiro da minha afeição, pois tinha ganhado de uma amiga muito especial, e sabia que tinha significados, além de sentimentais, históricos para muitos povos.&nbsp;</p><p><br></p><p>E a partir daí, passou a falar que esse era parecido com um instrumento muito antigo vindo do norte da África e Ásia. O quadrante, antes de ser um instrumento de navegação utilizado por embarcações europeias, era conhecido como astrolábio e foi usado pelos povos em terra firme, para percorrer grandes distâncias caminhando. Foi inventado pelos povos que viviam em desertos. Ainda discutia-se a região exata da invenção, mas, que uma incrível matemática chamada Hipátia construiu a ciência que serviria aquele instrumento. No meio do deserto, o instrumento era apontado para as estrelas e por meio de cálculos, sabiam onde estavam no globo terrestre. Desta forma, conseguiam retornar ao seu povoado. O instrumento facilitava as viagens em busca de alimentos e água. Depois, outros povos fizeram instrumentos similares, como por exemplo o meu quadrante. Ainda hoje em dia, temos instrumentos de localização e navegação baseado na mesma tecnologia, como o GPS, por exemplo. E tudo isso só foi possível, pois existiu o antecessor do quadrante e a Hipátia na nossa história.&nbsp;</p><p><br></p><p>Fiquei comovida ouvindo Marta falar. Muito tinha aprendido ao longo da minha missão com tantas cientistas. Queria que mais pessoas pudessem ouvi-las. Estava tão absorvida com esse pensamento quando a jovem residente pareceu lê-lo. Ela repetiu exatamente o que estava só em minha cabeça. Acrescentou que o valor do meu objeto era imensurável, pois tinha valor simbólico e social, além do valor histórico e que o museu era o lugar certo para preservá-lo. Dulcelena ficou entusiasmada e colocou-se à disposição para informar às museólogas que ali trabalhavam sobre o objeto, para que pudessem contar aos visitantes.</p><p><br></p><p>Aceitei prontamente. Eu sabia que minha amiga ficaria feliz com a novidade e senti meu coração transbordar de alegria. Naquele objeto que seria exposto para todos conhecerem, além de mim e de minha amiga, morava também Moara que, mesmo em suas travessuras, já fazia tanta coisa grandiosa…</p><p><br></p><p>Nos despedimos do Museu e umas das outras. Percorreria um caminho vasto e estava na hora de retornar para minha casa e para o meu povo. Eu já não era a mesma Anahí que saiu do Brasil. Carregava muitas descobertas e histórias e não via a hora de contá-las para as crianças da aldeia. Sabia que aquelas histórias nunca morreriam, pois seriam passadas de geração em geração.&nbsp;</p><p><br></p><p>Aqui termino, ao menos por hora, a minha aventura. Desde que saímos da barriga de nossas mães, muitas histórias atravessam a nossa vida. Contem suas histórias, assim como contei a minha. Ao longo da vida ouvimos que somos mais um entre tantos, mas meu povo acredita que cada uma tem a sua importância e constrói a história da humanidade.</p><p><br></p><blockquote><p><em>As histórias são importantes. Muitas histórias são importantes. As histórias têm sido usadas para desapropriar e tornar maligno. Mas as histórias também podem ser usadas para dar poder e para humanizar. As histórias podem quebrar a dignidade de um povo. Mas as histórias também podem reparar essa dignidade quebrada - Chimamanda </em>Ngozi <em>Adichie<sup>1</sup>.</em></p></blockquote><p><br></p><p>O perigo de uma história única - TED Talk Chimamanda Ngozi Adichie</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ted.com/talks/chimamanda_ngozi_adichie_the_danger_of_a_single_story/transcript?language=pt">https://www.ted.com/talks/chimamanda_ngozi_adichie_the_danger_of_a_single_story/transcript?language=pt</a></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 13:52:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
         <link>https://padlet.com/meninas1/p25x4nkr6b8kinbx/wish/2910087450</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>E aí meninas!? Estamos chegando ao fim das tarefas. Gostaram do fim da história de Anahí? Como sugestão, </p><p><br></p><ul><li><p><strong>Convidamos para que assistam também o vídeo em que intelectual nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie fala sobre "O perigo de uma história única"  </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.ted.com/talks/chimamanda_ngozi_adichie_the_danger_of_a_single_story/transcript?language=pt"><strong>https://www.ted.com/talks/chimamanda_ngozi_adichie_the_danger_of_a_single_story/transcript?language=pt</strong></a><strong> </strong></p></li><li><p><strong>E que comentem no grupo o que acharam da história de Anahí, sobre esta atividade, do que gostaram e ou o que foi difícil. </strong></p></li></ul><p><br></p><p>Bem… pedimos que não ainda deixem o grupo de whatsApp, pois amanhã, que é um dia muito especial, vamos publicar 2 prêmios de participação na atividade Faz Ciência como uma menina! Que data seria esta? Que prêmio será que vai ser?</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 16:25:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Respostas e comentários da astrobióloga Marta Filipa Simões sobre a Vida na Terra e Universo</title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-03-08 15:41:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>meninas1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá, meninas, garotas, raparigas ! 👧🏾👧🏼👧🏿</p><p><br></p><p>Desde 1975, a ONU estabeleceu o dia 08 de março como sendo o Dia Internacional das Mulheres. Em 2015, a mesma organização instituiu o dia 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. </p><p>Ambas as datas, ou efemérides, como gostam de chamar os astrônomos e astrônomas, nos fazem pensar no papel social que se é esperado para as meninas e mulheres nas diversas sociedades e culturas. As datas são um convite à reflexão sobre a divisão sexual do trabalho, sobre a luta pelos direitos das mulheres e acerca das diversas formas de violência que esta porção da população é submetida diariamente. </p><p><br></p><p>Nossa atividade <strong>Faz Ciência como uma menina</strong> fez parte dos esforços que buscam por equidade, sobretudo no âmbito das ciências.  Neste sentido, agradecemos pela participação e empenho de cada uma de vocês na atividade, e desejamos que as lutas de cada uma sejam cheias de conquistas.</p><p><br></p><p>Como prêmio de participação nesta atividade preparamos dois materiais: </p><p>✔ Prêmio 1🎖️:  A história de Anahí completa, mas agora meninas de Brasil, Portugal, Macau e Moçambique são personagens da história também! Gente, malta! Como assim? Para saber… vocês precisam escutar o episódio completo com a história de Anahí: </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/4R0KrFWRQznJ9xZemil7NP?si=93bwm3_KSge60M2lH3KPrA">https://open.spotify.com/episode/4R0KrFWRQznJ9xZemil7NP?si=93bwm3_KSge60M2lH3KPrA</a></p><p><br></p><p>✔ Prêmio 2🎖️: Vídeo da Marta Filipa Simões, astrobióloga, que cedeu de seu precioso tempo para responder nossas dúvidas (já postado por ela hoje cedo aqui no grupo): <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://drive.google.com/file/d/1inGHQgkjfMo3N4TS0OOzEoo8RutiOtQF/view?usp=sharing">https://drive.google.com/file/d/1inGHQgkjfMo3N4TS0OOzEoo8RutiOtQF/view?usp=sharing</a></p><p><br></p><p>Além disso, haverá certificados de participação para quem concluiu pelo menos duas atividades. Iremos entrar em contacto com vocês individualmente a partir da semana que vem, por isso, não saiam do grupo ainda…. Gostaram da atividade? Contem para a gente! Deixem suas impressões e anseios.</p><p>Feliz dia das mulheres!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-13 16:29:43 UTC</pubDate>
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