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      <title>Literatura de 1500 até o Modernismo by Maria Gabriela Cazon</title>
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      <description>Para 6to ano</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-07-31 21:18:00 UTC</pubDate>
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         <title>Arcadismo no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-07-31 21:21:48 UTC</pubDate>
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         <title>Características do Arcadismo</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Arcadismo foi um estilo literário que surgiu na Europa no século XVIII, durante a ascensão da Revolução Industrial e sob forte influência do Iluminismo.<br><br></div><div>Também conhecida por <strong>Setecentismo </strong>ou <strong>Neoclassicismo</strong>, esta vanguarda buscava reviver os valores estéticos do período clássico, valorizando o desejo por uma vida harmoniosa e equilibrada do homem na natureza.<br><br></div><div>Para conhecer melhor essa escola literária, confira algumas das suas principais características:<br><br></div><ul><li><strong>Exaltação da natureza</strong></li></ul><div>Os autores árcades desprezavam o estilo de vida agitado das cidades. Para eles, as pessoas que viviam nos grandes centros urbanos se comportavam como "selvagens" e perdiam a essência do "homem natural" do campo. <br>Por isso, esses artistas <strong>valorizavam a simplicidade e a tranquilidade que emanava da natureza</strong>, temas estes que eram recorrentes em suas obras. </div><div>No entanto, observa-se que a exaltação das belezas naturais e a simplicidade da vida no campo eram assuntos totalmente opostos a realidade que vivenciada naquela época. </div><div>A revolução industrial começa a provocar um forte êxodo rural, onde as pessoas saem interior para trabalhar nas cidades, a procura de melhores serviços e recursos.</div><ul><li><strong>Bucolismo e Pastoralismo</strong></li></ul><div>O bucolismo, ou seja, a descrição de cenas onde o homem simples do campo vive em harmonia com a natureza é uma das características mais importantes do arcadismo.<br>Os árcades buscam expressar a ideia de uma vida tranquila, amena e natural, onde o caos das cidades é substituído pelos cenários bucólicos do campo.</div><div>Assim como o bucolismo, o pastoralismo também se refere ao modo simples, ingênuo e tranquilo que o personagem é apresentado. É feita uma associação constante aos pastores de ovelhas e o modo como estes vivem, do ponto de vista dos autores neoclássicos.</div><div>O pastoralismo é representado através da <strong>linguagem racional, simples e clássica</strong> dos poemas neoclássicos, ou seja, sem qualquer tipo de rebuscamento no vocabulário.</div><ul><li><strong>Valorização das tradições clássicas</strong></li></ul><div>A arte feita durante o período clássico (Grécia e Roma Antiga) serviu de inspiração para os autores árcades. Desta forma, justifica-se a marcante presença da mitologia greco-romana nas obras arcadistas.<br>Outra característica que remete ao período clássico é o uso de palavras ou expressões latinas nos textos, como por exemplo:</div><ul><li><em>locus amoenus</em> ("lugar ameno");</li><li><em>fugere urbem</em> ("fugir da cidade");</li><li><em>carpe diem</em> ("aproveitar o dia"), entre outras.</li></ul><div>Essas citações em latim acabavam por representar a visão ideal do arcadismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-07-31 21:24:33 UTC</pubDate>
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         <title>Ideias opostas ao Barroco</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>O simplismo pretendido no arcadismo era totalmente oposto ao estilo artístico anterior: o Barroco. Este era baseado em <strong>excessos e exageros</strong>, seja nas artes plásticas (obras muito ornamentadas) como na literatura (uso constante de hipérbatos e hipérboles, por exemplo). <br><br></div><div>Enquanto que o arcadismo tinha como referência o ser humano como centro do mundo, a partir das ideias antropocêntricas disseminadas pelos iluministas, o barroco agiu como uma ferramenta de contrarreforma para reavivar a fé cristã.</div><ul><li><strong>Ausência da subjetividade</strong></li></ul><div>Os artistas do arcadismo seguem uma "fórmula" para produzir os seus poemas, onde há a presença de uma <strong>musa para ser louvada</strong> (amor respeitoso), um <strong>pseudônimo pastoril</strong> (personagem que vive no campo) e como pano de fundo um <strong>cenário bucólico</strong>.<br>Desta forma, não há espaço para a externalização dos sentimentos do autor, mas sim a representação do ideal de vida simples e campestre que os árcades valorizavam.</div><ul><li><strong>Uso de pseudônimos</strong></li></ul><div>Os autores árcades adotavam nomes falsos para assinar as suas obras. Porém, esses pseudônimos deviam remeter a nomes tradicionalmente associados aos homens do campo. <br>Esse pseudônimo pastoril (ou <strong>nome arcádico</strong>, como também era conhecido) tinha de ser simples, pois a simplicidade era uma das palavras-chave para os árcades ao imaginar a essência da vida no campo</div><div>Dirceu, por exemplo, era o pseudônimo de Tomás António Gonzaga, um dos principais nomes do arcadismo / neoclassicismo brasileiro.</div><ul><li><strong>Fingimento poético</strong></li></ul><div>Devido ao fato de serem obras feitas, em sua grande maioria, a partir de pseudônimos, nas poesias arcadistas também era comum o fingimento poético. <br>Em suma, consiste na expressão de emoções que não são próprias do poeta, mas sim simulações ou imitações de sentimentos do classicismo renascentista, e apresentados através de seus pseudônimos. </div><ul><li><strong>Líricas ou épicas</strong></li></ul><div>Os poemas arcadistas são classificados em dois gêneros: líricos e épicos.<br>Os<strong> textos líricos</strong> contêm as características básicas dessa escola literária, como a exaltação do campo, a presença de uma musa inspiradora, a harmonia com a natureza, o pastoralismo, o bucolismo, etc.</div><div>Já os <strong>poemas épicos</strong> se diferenciam por retratar fatos históricos, onde o destaque está na ação heroica de determinado personagem ou nação, por exemplo.</div><div>No Brasil ainda é identificado um terceiro gênero: satírico. Este é representado pela obra <em>"Cartas Chilenas"</em> de Tomás António Gonzaga, onde faz uma série de críticas ao governo de Minas Gerais da época.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-07-31 21:28:39 UTC</pubDate>
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         <title>Temas tratados no Arcadismo</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/271593597</link>
         <description><![CDATA[<div>Os poetas árcades escreviam sobre temáticas relacionadas com as belezas do campo e a paz da natureza, contemplando a vida simples. Costumavam criticar e desprezar a vida nas grandes cidades e centros urbanos, pela agitação e pelos problemas da vida moderna.<br><br></div><div>Os árcades eram formados pela sociedade burguesa da época, que repudiava o comportamento mais "selvagem" da vida social. Eles preferiam a simplicidade do "homem natural" como ideal de vida, como escreveu o filósofo Jean-Jacques Rousseau.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-07-31 21:33:36 UTC</pubDate>
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         <title>O que é Bucólico?</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/271593952</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Bucólico</strong> significa <strong>campestre</strong>, rural, gracioso. Refere-se à natureza e às belas paisagens do campo.Significa também ingênuo, simples ou puro.<br>O termo bucólico tem origem etimológica no grego "<em>boukolikos</em>" (pastoril, rústico), formado a partir de "<em>boukolos</em>" (vaqueiro), uma junção de "<em>bous</em>" (vaca) + "<em>kolos</em>" (cuida de).</div><div>O Bucolismo é um gênero literário poético em que os autores exaltam a vida no campo, a simplicidade e ingenuidade dos costumes, a tranquilidade e riqueza do contato com a natureza, e os hábitos peculiares dos pastores.</div><div>É uma poesia caracterizada pela idealização de um cenário de paz e sossego, em contraste com o corre-corre, confusão e agitação da vida na cidade.</div><div>Com o pleno desenvolvimento dos centros urbanos no século XVIII, a paisagem bucólica representava um refúgio à opressão vivida pela sociedade daquele período.</div><div>Os textos literários que caracterizam o Arcadismo (inspirados numa região campestre denominada Arcádia, na Grécia Antiga), também são marcados pelo enaltecimento de tudo o que está relacionado com a natureza e a vida no campo.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-07-31 21:37:06 UTC</pubDate>
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         <title>Carta de Pero Vaz de Caminha</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299624130</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Principais características da Carta<br><br></strong>A “<em>Carta de Pero Vaz de Caminha</em>” ou “<em>Carta a el-Rei Dom Manoel sobre o achamento do Brasil</em>” foi um documento escrito pelo escrivão português Pero Vaz de Caminha.</div><div><br></div><div>Trata-se de um manuscrito, organizado e bastante ordenado cronologicamente.O escrivão pontua seu texto de modo a provocar um efeito expressivo capaz de prender a atenção do leitor. <br> </div><div>Sobre o seu conteúdo, foi uma carta redigida para o rei, de modo a comunicar-lhe o descobrimento das novas terras. O deslumbramento dos europeus em relação à descoberta do "Novo Mundo" é bem evidente nos registros feitos por Caminha. Na Carta ele descreve suas impressões sobre o território que seria chamado de Brasil.</div><div> </div><div>A grande riqueza de detalhes e as impressões do autor sobre aquilo que via dão ao relato vida e uma grande dimensão humana, Caminha acompanha não somente as ações dos índios e europeus, mas também as reações e atitudes que cada grupo tem em relação ao outro, chegando a perceber as emoções que o contato desperta em ambos. </div><div>Caminha narra o episódio do desembarque dos portugueses na praia, o primeiro encontro entre os índios e os colonizadores e a primeira missa realizada no Brasil. </div><div>Há uma minuciosa descrição dos nativos, tanto em termos de aparência quanto de comportamento. </div><div> </div><div>O primeiro escambo (troca) ocorre em clima amistoso, embora Caminha relate a ansiedade dos navegantes em relação a possível presença de metais preciosos na nova terra. Cita as reações dos índios diante do que era oferecido pelos europeus, desde alimentos até objetos. </div><div>O escritor também se detém na descrição física dos nativos, destacando suas pinturas e enfeites corporais, a limpeza e a saúde de seus corpos, que muito lhe impressionam, bem como a “inocência” dos nativos e nativas com relação à nudez.  </div><div> </div><div>Outro aspecto importante diz respeito à religião. Caminha narra as cerimônias cristãs celebradas pelos sacerdotes presentes na esquadra, bem como a aparente curiosidade dos nativos com relação a essas celebrações. </div><div> </div><div>Caminha encerra a carta aconselhando ao rei de Portugal uma grande tarefa civilizatória, que deveria ser a catequização dos nativos. O deslumbramento do autor é evidente, assim como sua preocupação em agradar ao soberano português, D. Manuel I, a quem a carta é dirigida.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-01 23:35:17 UTC</pubDate>
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         <title>O destino e a importância da carta</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299625471</link>
         <description><![CDATA[A célebre "Carta do Achamento do Brasil" foi escrita por Pero Vaz de Caminha em Porto Seguro, entre 26 de abril e 2 de maio de 1500. O escrivão só interrompeu o trabalho no dia 29, quando ajudou o capitão-mor a reorganizar os suprimentos da frota. 
 
Enquanto o restante da armada seguiu para a Índia, o navio de Gaspar de Lemos foi despachado por Cabral para Lisboa, ao fim da estadia no Brasil, em 2 de maio. Por meio dele, a carta chegou ao seu destinatário. Das mãos de dom Manuel 1o, passou à secretaria de Estado como documento secreto, pois se queria evitar que chegasse aos espanhóis a notícia do descobrimento. 
 
Anos mais tarde, o documento foi enviado para o arquivo nacional, localizado na Torre do Tombo do castelo de Lisboa ("tombo" tem aí o sentido de conservação, como quando se fala, por exemplo, em tombamento de uma cidade histórica). No arquivo, o manuscrito de Caminha - 27 páginas de papel, com formato de 29,6 cm X 29,9 cm - repousou esquecido durante os séculos seguintes 
 
O documento volta ao Brasil Somente em 1773, o diretor do arquivo, José Seabra da Silva, mandou fazer uma nova cópia da Carta do Achamento. Seabra tinha ligações familiares com o Brasil. Supõe-se que por meio dele o texto de Caminha tenha chegado aqui, possivelmente com a sua transferência para o Rio de Janeiro quando acompanhou a família real portuguesa
 
Essa cópia da carta foi encontrada no Arquivo da Marinha Real do Rio de Janeiro pelo padre Manuel Aires do Casal, que a imprimiu em 1817, tornando-a pública pela primeira vez. O documento ganhou particular importância para o Brasil com a Independência, em 1822. Para o novo país, tratava-se do manuscrito que encerrava o primeiro registro de sua existência. Além disso, no século 19, com o desenvolvimento dos estudos históricos, os estudiosos reconheceram o valor dos documentos escritos como fontes privilegiadas para o conhecimento da história.
 
A carta tem um grande valor histórico, já que tem a importância de ser o registro documental do descobrimento ou da entrada do Brasil na história universal, constituindo uma espécie de certidão de nascimento do Brasil. ]]></description>
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         <pubDate>2018-11-01 23:42:50 UTC</pubDate>
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         <title>Quinhentismo</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299627532</link>
         <description><![CDATA[<div>O Quinhentismo representa a primeira manifestação literária no Brasil que também ficou conhecida como "literatura de informação".</div><div>É um período literário que reúne relatos de viagem com características informativas e descritivas. São textos que descrevem as terras descobertas pelos portugueses no século XVI, desde a fauna, a flora e o povo.</div><div>Vale lembrar que o Quinhentismo brasileiro ocorreu paralelo ao Classicismo português e o nome do período refere-se a data de início: 1500.<br><br></div><div><strong>Quinhentismo no Brasil</strong></div><div><strong> </strong></div><div>Com a chegada dos portugueses em território brasileiro em 1500, as terras encontradas foram relatadas pelos escrivães que acompanhavam os navios.</div><div>Assim, a literatura de informação foi produzida pelos viajantes no início do século XVI, no período do Descobrimento do Brasil e das Grandes navegações.</div><div>Além disso, os jesuítas, responsáveis por catequizarem os índios, criaram uma nova categoria de textos que fizeram parte do quinhentismo: a "literatura de catequese".</div><div>Os principais cronistas desse período são: Pero Vaz de Caminha, Pero Magalhães Gândavo, Padre manuel da Nóbrega e Padre José de Anchieta.<br><br></div><div><strong>Características do Quinhentismo</strong></div><ul><li>Crônicas de viagens</li><li>Textos descritivos e informativos</li><li>Conquista material e espiritual</li><li>Linguagem simples</li><li>Utilização de adjetivos </li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-01 23:54:29 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura jesuítica</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299628287</link>
         <description><![CDATA[<div>A <strong>literatura jesuítica</strong>, que eram: poesia devota, teatro pedagógico baseado em passagens da Bíblia e documentos sobre os avanços e dificuldades na catequese dos nativos.<br>A ideia central era obter mais fiéis para a igreja católica, uma vez que na Europa vinha sofrendo cada vez mais com a Reforma Protestante (1517).<br>Os jesuítas eram encarregados de apresentar aos índios, o que os portugueses consideravam como o “certo”, sobretudo sobre aspectos da religião cristã.<br><br></div><div>Entre estas ferramentas utilizadas para catequizar os índios, a mais lúdica e eficiente era o teatro. Além dos indígenas, também era necessário criar regras morais para os costumes dos brancos colonizadores. Para as apresentações teatrais, os jesuítas aprenderam o Tupi para criar uma aproximação com os nativos, que, não somente assistiam as peças. Eles participavam cantando, dançando e atuando. Entre os mais importantes autores de literatura jesuítica naquele período estão Fernão Cardim, que era um missionário e Manuel da Nóbrega, sacerdote jesuíta.</div><div>O padre <a href="https://www.infoescola.com/biografias/jose-de-anchieta/">José de Anchieta</a>, por seu grande contato com a população indígena, ficou conhecido como o grande <em>piahy</em>, o supremo pajé branco. Entre suas contribuições para a literatura brasileira estão a 1ª gramática da língua tupi, que funcionava como uma cartilha para o aprendizado dos nativos. As peças e poesias que escrevia eram uma mistura dos costumes indígenas com a moral do catolicismo.</div><div>O Auto de São Lourenço, uma de suas peças de maior destaque, é uma obra que abrange o espanhol, o português e o tupi para contar a história de São Lourenço, um mártir católico que morreu queimado ao se negar a renunciar a sua fé. Em uma tentativa de harmonizar os valores dos nativos com a moral católica, Anchieta dedicou uma vida ao estudo dos mitos indígenas, suas ideias e modo de vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-01 23:59:59 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura Brasileira</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299630275</link>
         <description><![CDATA[<div><em>(O melhor resumo com todos os movimentos) </em><br><br>A história da literatura brasileira tem início em 1500 com a chegada dos portugueses no Brasil. Isso porque as sociedades que aqui estavam eram ágrafas, ou seja, não possuíam uma representação escrita.</div><div>Assim, a produção literária começa quando os portugueses escrevem sobre suas impressões da terra encontrada e dos povos que aqui viviam.</div><div>Ainda que sejam diários e documentos históricos, esses representam, as primeiras manifestações escritas em território brasileiro.<br><br><strong>Divisão da Literatura Brasileira</strong></div><div><strong> </strong></div><div>A literatura brasileira é subdividida em duas grandes eras que acompanham a evolução política e econômica do País.</div><div>A <strong>Era Colonial</strong> e a <strong>Era Nacional</strong> são separadas por um período de transição que corresponde à emancipação política do Brasil.</div><div>As datas que delimitam fim e início de cada era são, na verdade, marcos onde acentua-se um período de ascensão e outro de decadência. As eras são divididas em escolas literárias, também chamadas de estilos de época.<br><br><strong>Era Colonial</strong></div><div>A Era colonial da literatura brasileira começou em 1500 e vai até 1808. É dividida em Quinhentismo, Seiscentismo ou Barroco e o Setecentismo ou Arcadismo. Recebe esse nome pois nesse período o Brasil era colônia de Portugal.</div><div><br><strong><em>Quinhentismo</em></strong></div><div>O <a href="https://www.todamateria.com.br/quinhentismo/">Quinhentismo</a> é registrado no decorrer do século XVI. Essa é a denominação genérica de um conjunto de textos que destacavam o Brasil como terra nova a ser conquistada. As duas manifestações literárias do período são a literatura de informação e a literatura dos jesuítas.</div><div>A primeira possui um caráter mais informativo e histórico sobre o país; e a segunda, escrito por jesuítas, reúne aspectos pedagógicos.</div><div>A obra que mais merece destaque é a <a href="https://www.todamateria.com.br/carta-de-pero-vaz-de-caminha/">Carta de Pero Vaz de Caminha</a>. Escrita na Bahia em 1500, o escrivão-mor da tropa de Pedro Álvares Cabral descreve suas impressões sobre a nova terra para o rei de Portugal. <br><br><strong><em>Barroco</em></strong></div><div>O <a href="https://www.todamateria.com.br/barroco/">Barroco</a> é o período que se estende entre 1601 e 1768. Tem início com a publicação do poema <em>Prosopopeia</em>, de Bento Teixeira e termina com a fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, Minas Gerais.</div><div>O Barroco literário brasileiro desenvolve-se na Bahia, tendo como pano de fundo a economia açucareira. Dois estilos literários que marcaram essa escola foram: o cultismo e o conceptismo.</div><div>O primeiro utiliza uma linguagem muito rebuscada e, por isso, é também caracterizado pelo 'jogo de palavras'. Já o segundo, trabalha com a apresentação de conceitos, portanto, é apontado como 'jogo de ideias'.</div><div>Um dos maiores representantes foi o poeta Gregório de Matos, conhecido como "boca do inferno". Além dele, merece destaque o padre Antônio Viera e seus <em>Sermões</em>.<br><br><strong><em>Arcadismo</em></strong></div><div>O <a href="https://www.todamateria.com.br/arcadismo-no-brasil/">Arcadismo</a> é o período que se estende e 1768 a 1808 e cujos autores estão intimamente ligados ao movimento da Inconfidência, em Minas Gerais.</div><div>Agora, o pano de fundo é a economia ligada à exploração do ouro e das pedras preciosas. Além disso, destaca-se o relevante papel desempenhado pela cidade de Vila Rica (Ouro Preto).</div><div>A simplicidade, a exaltação da natureza e os temas bucólicos são as principais características dessa escola literária.</div><div>No Brasil, esse movimento tem início com a publicação de “<em>Obras Poéticas</em>”, de Cláudio Manuel da Costa, em 1768. Além dele, merece destaque o poeta Tomás Antônio Gonzaga e sua obra “<em>Marília de Dirceu</em>” (1792).</div><div> </div><div><strong><em>Período de Transição</em></strong></div><div>O chamado período de transição ocorre entre 1808 a 1836. É considerado um momento inerte da literatura brasileira, marcado pela chegada da Missão Artística Francesa, em 1816, contratada por Dom João IV.<br><br><strong>Era Nacional</strong></div><div>A Era Nacional da literatura brasileira começa em 1836 e dura até os dias atuais. Começa com o Romantismo e perpassa pelo Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e o Pós-modernismo.</div><div>Recebe esse nome pois ela aconteceu após a Independência do Brasil, em 1822. Nesse período o nacionalismo é uma forte característica, notória na literatura romântica e moderna.</div><div> </div><div><strong><em>Romantismo</em></strong></div><div>Essa é a primeira escola literária a registrar um movimento genuinamente brasileiro. O <a href="https://www.todamateria.com.br/romantismo-no-brasil/">Romantismo no Brasil</a> se inicia em 1836, com a publicação da obra <em>Suspiros Poéticos e Saudades</em>, de Gonçalves Magalhães.</div><div>Perdura até 1881, quando Machado de Assis e Aluísio de Azevedo publicam obras de orientação Realista e Naturalista.</div><div>O período romântico no Brasil está dividido em três fases. Na primeira temos uma forte carga nacionalista, onde o índio é eleito herói nacional (indianismo). Os autores mais importantes são José de Alencar e Gonçalves Dias.</div><div>No segundo momento, os principais temas explorados estão ligados com o pessimismo e o egocentrismo, onde destacam-se Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu. Já na terceira fase, a mudança é notória tendo a 'liberdade' como mote principal. Os principais representantes são Castro Alves e Sousândrade.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 00:13:02 UTC</pubDate>
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         <title>Barroco no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Barroco no Brasil</strong> tem início no final do século XVII. No país, essa tendência artística teve grande destaque na arquitetura, escultura, pintura e literatura.</div><div>Na literatura, o marco inicial do barroco é a publicação da obra “<em>Prosopopeia</em>” (1601) de Bento Teixeira. Na escultura e arquitetura, Aleijadinho foi sem dúvida um dos maiores artistas barrocos brasileiros.<br><br><strong>Contexto Histórico<br></strong><br></div><div>Influenciado pelo barroco português, no Brasil este estilo se desenvolveu durante o período colonial no chamado “Século de Ouro”.</div><div>Foi durante o ciclo do ouro que a exploração desse minério foi a principal atividade econômica desenvolvida no país. Minas Gerais foi o grande foco onde muitas jazidas foram encontradas.</div><div>Nessa época, a primeira capital do Brasil, Salvador, foi transferida para o Rio de Janeiro.</div><div>Diante disso, o número de habitantes no Brasil aumentou consideravelmente o que propiciou uma época de forte desenvolvimento econômico no país. No barroco mineiro, merece destaque o escultor e arquiteto brasileiro: <a href="https://www.todamateria.com.br/aleijadinho/">Aleijadinho</a>.<br><br><strong>Características do Barroco</strong></div><div>As principais <a href="https://www.todamateria.com.br/caracteristicas-do-barroco/">características do barroco</a> brasileiro são:</div><ul><li>Linguagem dramática;</li><li>Racionalismo;</li><li>Exagero e rebuscamento;</li><li>Uso de figuras de linguagem;</li><li>União do religioso e do profano;</li><li>Arte dualista;</li><li>Jogo de contrastes;</li><li>Valorização dos detalhes;</li><li>Cultismo (jogo de palavras);</li><li>Conceptismo (jogo de ideias).</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 00:31:55 UTC</pubDate>
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         <title>Gregório de Matos</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Gregório de Matos </strong>foi um dos maiores poetas brasileiros do período do Barroco. Além de poeta, Gregório foi advogado durante o período colonial.</div><div>É conhecido como o “Boca do Inferno”, sendo famoso por seus sonetos satíricos, donde ataca, muitas vezes, a sociedade baiana da época.</div><div>Dono de uma personalidade rebelde, Gregório criticou diversos aspectos da sociedade, do governo e da Igreja Católica. Por esse motivo, foi perseguido pela Inquisição e condenado ao degredo em Angola no ano de 1694.<br><br><strong>Biografia</strong></div><div>Gregório de Matos Guerra nasceu em 23 de dezembro de 1636 na cidade de Salvador, Bahia.<br>Gregório de Matos Guerra nasceu em 23 de dezembro de 1636 na cidade de Salvador, Bahia.</div><div>Filho de Maria da Guerra e Gregório de Matos, pertencia a uma família abastada cujo pai era um nobre português.</div><div>Gregório estudou no Colégio dos Jesuítas, na Bahia e, em 1691, formou-se em Direito em Coimbra, Portugal.</div><div>Trabalhou como juiz, no entanto, sua grande paixão era a literatura. Retornou ao Brasil, exercendo os cargos de vigário-geral e tesoureiro-mor, entretanto, foi afastado por se recusar a usar batina.</div><div>Faleceu com 59 anos dia 26 de novembro de 1696, na cidade de Recife. O motivo de sua morte está associado a uma febre que contraiu quando foi condenado ao degredo em Angola.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 00:38:25 UTC</pubDate>
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         <title>Triste Bahia</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>(<strong>Gregório de Matos)<br></strong><br><em>Triste Bahia! Ó quão dessemelhante<br> Estás e estou do nosso antigo estado!<br> Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,<br> Rica te vi eu já, a tu mi abundante.<br> <br> A ti trocou-te a máquina mercante,<br> Que em tua larga barra tem entrado,<br> A mim foi-me trocando, e tem trocado,<br> Tanto negócio e tanto negociante.<br> <br> Deste em dar tanto açúcar excelente<br> Pelas drogas inúteis, que abelhuda<br> Simples aceitas do sagaz Brichote.<br> <br> Oh se quisera Deus que de repente<br> Um dia amanheceras tão sisuda<br> Que fora de algodão o teu capote!</em></div><div><br><strong>Análise</strong></div><div>O poema faz uma crítica à degradação moral e econômica na qual a Bahia se encontrava naquela época. Enquanto os ladrões e comerciantes eram os detentores do poder político e econômico, os trabalhadores encontravam-se na intensa pobreza.</div><div>Gregório de Matos ficou conhecido como "Boca do Inferno" por seus poemas satíricos que, entre outras coisas, criticavam a situação econômica da Bahia (local de origem do autor). Nesse poema ele lamenta a situação da Bahia (outrora rica) que é devastada pela exploração, principalmente na época açucareira em que os recursos naturais eram prejudicados para levar riqueza à metrópole.<br><br>A Bahia de outrora aparece com um tom nostálgico, e o poeta critica a degradação moral e econômico no qual a cidade se encontra no momento. Os ladrões e oportunistas (comerciantes, etc) são os detentores do poder político e econômico, enquanto os trabalhadores honestos encontram-se na pobreza. Esse tom nostálgico e de lamentação aparece também no famoso soneto “À cidade da Bahia”, em que vemos a decadência dos engenhos de açúcar e a ascensão de uma burguesia oportunista segundo o poeta.<br><br>O poema termina com "Oh se quisera Deus que de repente/Um dia amanheceras tão sisuda/Que fora de algodão o teu capote!" que deseja que um dia a Bahia se torne livre com a humildade de um tecido de algodão, longe dos tecidos finos da Europa.<br>A melancolia com doses de saudades, pesar e exagero é uma marca do período literário o qual Gregório de Matos fez parte, o período barroco, o que coloca mais profundidade no sentimento do autor representado no poema.</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 00:53:21 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Romantismo</strong> <strong>no Brasil</strong> teve como marco inicial a publicação do livro de poemas de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), intitulado "<em>Suspiros poéticos e saudades</em>", em 1836.</div><div>Além dessa obra, a <em>Revista Niterói, </em>publicada nesse mesmo ano em Paris, também foi precursora do movimento romântico na Brasil.</div><div>Esse período é caracterizado por manifestações culturais, artísticas e literárias iniciadas na Europa no século XVIII.<br><br><strong>Principais Características<br></strong>As principais caraterísticas da literatura romântica no Brasil são:</div><ul><li>Rompimento com a tradição clássica;</li><li>Amor platônico, idealismo;</li><li>Idealização da mulher;</li><li>Subjetivismo e egocentrismo;;</li><li>Indianismo (tema do índio);</li><li>Nacionalismo e ufanismo;</li><li>Culto à natureza;</li><li>Sentimentalismo exacerbado;</li><li>Maior liberdade formal;</li><li>Religiosidade;</li><li>Evasão e escapismo.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 01:55:18 UTC</pubDate>
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         <title>Indianismo</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na literatura brasileira, o <strong>Indianismo</strong> corresponde a uma das tendências literárias mais marcantes do período romântico.<br>O nome dessa tendência remete a figura escolhida para exaltar aspectos nacionais: o <strong>índio</strong>, considerado o “bom selvagem”, símbolo da inocência e pureza.</div><div>No continente europeu os cavaleiros medievais eram as figuras românticas que representavam o bom herói, idealizado, corajoso e forte. Já no Brasil, a figura romântica do novo herói era a do índio.</div><div>Isso foi essencial para resgatar uma identidade nacional, que ficasse mais próxima do contexto nacional.</div><div><strong>José de Alencar</strong> foi um dos mais representativos escritores brasileiros que explorou a mitificação do índio como herói nacional.<br><br>Após a independência do Brasil (1822), o país passava por diversas transformações sociais, políticas e econômicas.</div><div>Após a separação da Metrópole, os brasileiros, imbuídos pelo espírito anticolonialista e nacionalista, buscavam uma identidade nacional. Ou seja, genuinamente brasileira e afastada dos moldes europeus.</div><div>Destarte, os artistas passam a buscar temas nacionais com o intuito de criar uma cultura do próprio país, e a partir disso, o índio foi eleito o nosso “<strong>herói nacional</strong>”.<br><br></div><div>Note que essa personalidade idealizada não poderia ser figurada pelo “português” ou o “africano”. O português estava relacionado com a figura do colonizador e explorador das terras, e o africano, com a força escrava utilizada durante muito tempo no Brasil Colonial.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 02:02:18 UTC</pubDate>
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         <title>Iracema</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299654187</link>
         <description><![CDATA[<div>I<strong>racema </strong>é uma obra do escritor romântico cearense José de Alencar.</div><div>Publicada em 1865, trata-se de um <strong>romance indianista</strong>, com presença de elementos indígenas, mitológicos e históricos.</div><div>Lebre-se que o indianismo foi um movimento que esteve associado à primeira fase do romantismo no Brasil.</div><div>Com o intuito de buscar um tema nacional, o índio foi eleito. Por isso, é chamada de geração “nacionalista-indianista”.<br><br><strong>Resumo e Trechos da Obra<br>C</strong>omposta de 33 capítulos, Iracema possui grande valor estético e histórico. Essa obra relata a história de amor entre a índia Iracema e o europeu Martin Soares Moreno.</div><div>O romance começa porque Martin ficou encarregado de colonizar a região, atual Ceará. Foi ali que ele conheceu "<em>Iracema, a virgem dos lábios de mel</em>".<br><strong>Personagens</strong></div><ul><li><strong>Iracema</strong>: protagonista da história e índia da tribo dos tabajaras.</li><li><strong>Caubi</strong>: índio tabajara e irmão de Iracema.</li><li><strong>Araquém</strong>: pajé da tribo tabajara e pai de Iracema e Caubi.</li><li><strong>Andira</strong>: Irmão de Araquém e velho guerreiro da tribo tabajara.</li><li><strong>Moacir</strong>: filho de Iracema e Martim, o primeiro brasileiro miscigenado.</li><li><strong>Irapuã</strong>: apaixonado por Iracema, é o chefe dos guerreiros tabajaras.</li><li><strong>Martim</strong>: português encarregado de colonizar a região. Ficou amigo dos índios potiguaras e depois de batizado recebeu o nome indígena “Coatibo”.</li><li><strong>Japi</strong>: cão de Martim.</li><li><strong>Poti</strong>: amigo de Martim, herói dos índios potiguaras.</li><li><strong>Jacaúna</strong>: chefe dos guerreiros potiguaras, irmão de Poti.</li><li><strong>Batuirité</strong>: avô de Poti e Jacaúna. Teve a visão sobre a destruição de seu povo pelos portugueses.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 02:32:51 UTC</pubDate>
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         <title>O Navio Negreiro</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299655297</link>
         <description><![CDATA[<div><em>O Navio Negreiro</em> é uma obra do escritor baiano romântico Castro Alves (1847-1871) que foi publicada em 1869.</div><div>Trata-se de uma poesia abolicionista, onde o autor aborda o tema da escravidão no Brasil.<br><br><strong>Características da Obra</strong></div><div><em>O Navio Negreiro</em> um poema épico dramático dividido em seis partes. Nessa obra, Castro Alves relata as condições dos navios negreiros, os quais traziam escravos africanos para o Brasil.</div><div>Sentimento de liberdade, nacionalismo ufanista, denúncia social e busca de uma identidade nacional, são algumas das principais caraterísticas da poesia abolicionista de Castro Alves.</div><div>Além de descrever aspectos do navio de escravos, Castro Alves apresenta também a natureza circundante (o mar, o céu, o luar).</div><div>Numa narrativa vibrante e com uma linguagem expressiva, o autor vai aos poucos denunciado as precárias condições dos escravos. Dessa forma, ele vai tecendo diversas críticas a esse sistema tão desumano.</div><div>Para compor essa obra dramática ele utiliza diversas figuras de linguagem: metáforas, comparações, personificação, anáforas, dentre outras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 02:40:57 UTC</pubDate>
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         <title>Castro Alves</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.todamateria.com.br/castro-alves/">Castro Alves</a>, conhecido como “<strong>poeta dos escravos</strong>”, foi um dos maiores representantes da Terceira Geração Romântica no Brasil (1870 a 1880).</div><div>Esse período foi chamado de “<a href="https://www.todamateria.com.br/o-condoreirismo/">Geração Condoreira</a>” (associado a ave condor, emblema dos Andes) ou “Geração Hugoniana” (referente ao poeta francês Victor Hugo).</div><div>Os poetas dessa fase estavam dedicados em apresentar uma <a href="https://www.todamateria.com.br/poesia-social/">poesia social</a> e libertária, bem diferente das características das outras gerações românticas.</div><div>Ainda que seja um dos maiores representantes da poesia abolicionista e social, Castro Alves apresenta obras de caráter lírico-amoroso. Por esse motivo, é também conhecido como “<strong>poeta do amor</strong>”.</div><div>Além de <em>O Navio Negreiro</em> destacam suas obras: <em>Espumas Flutuantes </em>(1870), <em>A Cachoeira de Paulo Afonso</em> (1876) e <em>Os Escravos</em> (1883).</div><div>Na infância, Castro Alves chegou a morar numa fazenda. Isso lhe permitiu conhecer as condições de muitos escravos nas senzalas e se posicionar contra os horrores da escravidão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 02:41:48 UTC</pubDate>
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         <title>Prosa Romântica no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>(é apenas para assistir aos primeiros 5 min)</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 02:56:29 UTC</pubDate>
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         <title>Folhetim</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/299658249</link>
         <description><![CDATA[<div>A difusão da prosa romântica foi impulsionada pelo folhetim. Os folhetins eram capítulos de romances de periodicidade semanal publicados em jornais.</div><div>Por meio deles, o romance tornou-se extremamente popular e por ele, o sentimento de democracia aflorado no País foi alastrado.</div><div>Com o folhetim, a literatura passa de bem destinado à aristocracia e ultrapassa a exclusividade da nobreza.</div><div>Surgem os primeiros consumidores da produção literária e a literatura é expandida ao leitor comum. E é pelo folhetim que a prosa do Romantismo alcança o sucesso que obteve no Brasil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-02 02:58:45 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do Exílio</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/305538446</link>
         <description><![CDATA[<div>(<strong>Gonçalves Dias)<br> </strong>A <strong>Canção do Exílio</strong>, que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá", foi publicado em 1857 no livro “Primeiros Cantos”.</div><div>É um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta romântico brasileiro <strong>Gonçalves Dias</strong>:<br><br></div><div><em>"Minha terra tem palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá;</em><br> <em>As aves, que aqui gorjeiam,</em><br> <em>Não gorjeiam como lá.</em></div><div><em>Nosso céu tem mais estrelas,</em><br> <em>Nossas várzeas têm mais flores,</em><br> <em>Nossos bosques têm mais vida,</em><br> <em>Nossa vida mais amores.</em></div><div><em>Em cismar, sozinho, à noite,</em><br> <em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br> <em>Minha terra tem palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá.</em></div><div><em>Minha terra tem primores,</em><br> <em>Que tais não encontro eu cá;</em><br> <em>Em cismar — sozinho, à noite —</em><br> <em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br> <em>Minha terra tem palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá.</em></div><div><em>Não permita Deus que eu morra,</em><br> <em>Sem que eu volte para lá;</em><br> <em>Sem que desfrute os primores</em><br> <em>Que não encontro por cá;</em><br> <em>Sem qu'inda aviste as palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá."<br></em><br></div><div><strong>Análise do Poema</strong></div><div>Sem dúvida, a “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, é um dos mais emblemáticos poemas da fase inicial do romantismo.</div><div>Nele o autor expressa o nacionalismo ufanista por meio da exaltação da natureza.</div><div>Composto por cinco estrofes, sendo três quartetos e dois sextetos, o autor escreveu esse poema em julho de 1843, quando estava estudando Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. Assim, com saudades de seu país, sentia-se exilado.</div><div>Essa saudade fica bastante evidente na última estrofe, em que o poeta expressa o seu desejo de regressar:</div><div>"<em>Não permita Deus que eu morra,</em><br> <em>Sem que eu volte para lá;".</em></div><div>Curioso notar que dois versos da Canção do Exílio são mencionados no Hino Nacional Brasileiro, composto em 1822: “<em>Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, (no teu seio) mais amores</em>”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-17 13:41:52 UTC</pubDate>
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         <title>“À mesma D. Ângela”</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/305538806</link>
         <description><![CDATA[<div>Anjo no nome, Angélica na cara,</div><div>Isso é ser flor, e Anjo juntamente,</div><div>Ser Angélica flor, e anjo florente,</div><div>Em quem, senão em vós se uniformara?</div><div> </div><div>Quem veria uma flor, que a não cortara</div><div>De verde pé, de rama florescente?</div><div>E quem um Anjo vira tão luzente,</div><div>Que por seu Deus, o não idolatrara?</div><div> </div><div>Se como Anjo sois dos meus altares,</div><div>Fôreis o meu custódio, e minha guarda</div><div>Livrara eu de diabólicos azares.</div><div> </div><div>Mas vejo, que tão bela e tão galharda,</div><div>Posto que os Anjos nunca dão pesares,</div><div>Sois Anjo, Que me tenta, e não me guarda.</div><div>                          (Gregório de Matos)</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-17 13:44:57 UTC</pubDate>
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         <title>“A Jesus Cristo Nosso Senhor”</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/308775524</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,</em></div><div><em>Da vossa alta clemência me despido;</em></div><div><em>Porque quanto mais tenho delinquido</em></div><div><em>Vos tem a perdoar mais empenhado.<br><br>Se basta a voz irar tanto pecado,</em></div><div><em>A abrandar-vos sobeja um só gemido:</em></div><div><em>Que a mesma culpa que vos há ofendido,</em></div><div><em>Vos tem para o perdão lisonjeado.<br><br>Se uma ovelha perdida e já cobrada</em></div><div><em>Glória tal e prazer tão repentino</em></div><div><em>Vos deu, como afirmais na sacra história.<br><br>Eu sou, Senhor a ovelha desgarrada,</em></div><div><em>Recobrai-a; e não queirais, pastor divino,</em></div><div><em>Perder na vossa ovelha a vossa glória.<br><br>A</em><strong>nálise: <br></strong>Este soneto é um dos maiores representantes da poesia sacra/religiosa de Gregório de Matos. Segundo a crítica literária, este poema foi inspirado em outros poemas de autoria desconhecida já existentes em língua espanhola. Outra inspiração do poeta foi é a passagem do evangelho de São Lucas, onde Jesus Cristo conta a parábola da ovelha perdida e conclui dizendo que “há grande alegria nos céus quando um pecador se arrepende de seus pecados e dá meia volta”.<br>Nesse soneto, a temática da “culpa” versus “perdão” aparece posta em xeque, pois o poeta utiliza da linguagem para conseguir seu perdão e salvação. Enfrentando o poder divino, o eu-lírico pede para que Deus cobre os pecados cometidos por ele, pois quanto mais pecados ele comete, mais Deus se esforça para perdoa-los. Assim, da mesma forma como o poder divino precisa perdoar, o pecador precisa pecar para poder ser perdoado.<br><br>No poema há um grande sentimento de culpa por parte do autor, ao ter pecado, prometendo assim redimir-se. Ele revela uma preocupação com a salvação espiritual do homem. Há uma clemência pelos pecados cometidos e uma alegação de que, sem o mesmo, a glória divina se dá ao fim. ´<br>Na primeira frase do texto, há uma exposição de ideias opostas: ao mesmo tempo que o autor afirma ter pecado, diz não ter cometido o ato (antítese), uma das características barrocas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-28 14:08:11 UTC</pubDate>
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         <title>Um pouco mais sobre Gregório de Matos</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Para entender a obra de Gregório de Matos é preciso conhecer o contexto histórico no qual ele está inserido, uma vez que grande parte de sua poesia (principalmente a satírica) faz alusão a duas de suas maiores referências: o Brasil e Portugal. No final do século XVII, Portugal estava em decadência, sendo que o sistema escravocrata não conseguia mais sustentar a economia da Metrópole. Assim, Portugal impunha ao Brasil uma série de restrições comerciais a fim de conseguir vantagens. Por conta disso, os senhores do engenho e proprietários rurais brasileiros passaram a enfrentar uma forte crise económica.<br>Em contrapartida à crise do mercado de escravos e do engenho de açúcar, surge uma rica burguesia composta por imigrantes vindos de Portugal e que comandavam o comércio na colônia. Esta rica burguesia dominou também o mercado de crédito e outros contratos reais. Por conta do monopólio gerado por estes imigrantes, agravou-se a crise dos proprietários rurais brasileiros e a hostilidade entre esses dois grupos foi crescendo ao longo dos anos.<br>Gregório de Matos, como filho de senhor de engenho e bacharel em Direito, encontra-se em uma posição central neste cenário, tendo condições de pensar e analisar seu momento histórico sob diversas perspectivas. Gregório de Matos, apesar de ter tido diversos cargos de poder, resolve desligar-se de tudo e viver à margem da sociedade como um poeta itinerante, percorrendo o recôncavo baiano e frequentando festas e rodas boemias. Porém, mesmo distanciado da sociedade hipócrita a qual ele condena, ele também se insere nela, pois Gregório ainda depende da nobreza e vive à custa de favores deles. Ao mesmo tempo, ele encara o papel do portador de uma “voz crítica” sobre essa mesma sociedade na qual ele se insere.<br>Se de um lado existe a obra satírica de Gregório de Matos, onde ele expõe e critica sem nenhum pudor a sociedade da época, de outro lado há também a poesia lírica produzida por ele. Seus poemas líricos são comumente divididos em: lírico-amorosos e burlescos/eróticos. Há ainda uma vasta produção de poemas com temática religiosa. Porém, há de se ressaltar que a ironia e crítica social existente nos poemas satíricos não são deixados de lado em sua produção lírica e religiosa.<br>Na poesia amorosa e erótica de Gregório de Matos, o tema básico continua sendo o choque de opostos: “espírito” e “matéria”, “ascetismo” e “sensualismo”. Essa visão dualista também aparece na figura da mulher desejada, sendo que esta representa uma espécie de “anjo-demônio”. É interessante notar que na obra de Gregório de Matos o “outro lado” em um par de opostos sempre irá conter um pedaço do seu par antagônico. Ou seja, se tomarmos por exemplo a figura da mulher, quando ela aparece como um ser angelical, ela também terá uma parte demoníaca, e vice-versa.<br><br>Dessa forma, a poesia lírico-amorosa de Gregório de Matos é construída em torno de contradições e pares de opostos, utilizando figuras de linguagens como o oximoro, que reforça essas contradições. Porém, deve-se ter em mente que estas contradições não se anulam e a mensagem final que o poeta passa é de que “diferença é identidade”. Já a poesia erótica de Gregório de Matos, na qual o poeta utiliza uma linguagem mais direta e explícita do que na lírico-amorosa, o amor carnal aparece como forma de libertação do corpo e, por consequência, do indivíduo também.<br>Por fim, tem-se a poesia religiosa de Gregório de Matos, que também é trabalhada constantemente através de pares de opostos. O ambiente fortemente cristão do período barroco, faz-se presente aqui, onde os pares antagônicos da vez é a “culpa” versus “perdão”. Gregório de Matos faz uso da poesia para se libertar e ela é a única forma possível de salvação para o poeta. Esta salvação não se dá somente entre o poeta e Deus, mas também perante a sociedade e si mesmo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-28 14:18:55 UTC</pubDate>
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         <title>Os Inconfidentes: líderes da Inconfidência Mineira</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os líderes da Inconfidência juram sobre a bandeira do movimento<br><br>Os inconfidentes eram, em sua maioria, grandes proprietários ou mineradores, padres e letrados, como <a href="https://www.todamateria.com.br/claudio-manuel-da-costa/">Cláudio Manuel da Costa</a>. Oriundo de família enriquecida na mineração, havia estudado em Coimbra e foi alto funcionário da administração colonial. Por sua parte, Alvarenga Peixoto era minerador e latifundiário.</div><div><a href="https://www.todamateria.com.br/tomas-antonio-gonzaga/">Tomás Antônio Gonzaga</a>, escritor e poeta, depois de estudos jurídicos na Europa, tornou-se ouvidor (juiz) em Vila Rica.</div><div>Francisco de Paula Freire, tenente coronel e comandante do Regimento dos Dragões, tropa militar de Minas Gerais, estava hierarquicamente logo abaixo do governador.</div><div>Joaquim José da Silva Xavier, chamado de <a href="https://www.todamateria.com.br/tiradentes/">Tiradentes</a>, era filho de um pequeno fazendeiro. Dotado de grandes habilidades, ganhou a vida como militar, dentista, tropeiro e comerciante.</div><div>Foi o mais popular entre os conspiradores. Embora não tenha sido o idealizador do movimento, teve papel importante na propagação das ideias revolucionárias junto ao povo.<br><br><strong>Objetivos</strong></div><div>Os Inconfidentes tinham uma série de propostas para a capitania de Minas Gerais como:</div><ul><li>Romper com Portugal e adotar um regime republicano (a capital seria São João del Rei);</li><li>Criar indústrias;</li><li>Fundar uma universidade em Vila Rica;</li><li>Acabar com o monopólio comercial português;</li><li>Adotar o serviço militar obrigatório.</li></ul><div>A bandeira do novo país seria um pavilhão que conteria a frase latina <em>Libertas quae sera tamen</em> (Liberdade ainda que tardia). Mais tarde, um desenho semelhante e o lema seriam a base para a criação da bandeira do Estado de Minas Gerais.<br><br>A revolta deveria ter início no dia do derrama, que o governo programara para 1788 e acabou suspendendo quando soube da conjuração.</div><div>Os planos dos inconfidentes foram frustrados porque três participantes da conspiração procuraram o governador, Visconde de Barbacena, para delatar o movimento.</div><div>Foram eles: o coronel Joaquim Silvério dos Reis, o tenente coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago e o mestre de campo (militar) Inácio Correia Pamplona.</div><div>Tiradentes, que viajava para o Rio de Janeiro com o objetivo de adquirir armas, foi preso naquela cidade, no dia 10 de maio de 1789.</div><div>Após três anos sendo processado, todos os participantes foram perdoados ou condenados ao degredo. Somente Tiradentes foi condenado à morte e executado no dia 21 de abril de 1792, no campo de São Domingos, no Rio de Janeiro. Após o cumprimento da sentença, o corpo foi esquartejado e ficou exposto à execração pública.<br><br><strong>A Questão da Escravidão</strong></div><div> </div><div>Não havia consenso com relação à libertação dos escravos. Alguns inconfidentes, entre eles Tiradentes, eram favoráveis à abolição da escravidão, enquanto outros eram contrários e queriam a independência sem transformações sociais de grande impacto.</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-28 15:16:37 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/309135282</link>
         <description><![CDATA[ soneto é um dos maiores representantes da poesia sacra/religiosa de Gregório de Matos. Segundo a crítica literária, este poema foi inspirado em outros poemas de autoria desconhecida já existentes em língua espanhola. Outra inspiração do poeta foi é a passagem do evangelho de São Lucas, onde Jesus Cristo conta a parábola da ovelha perdida e conclui dizendo que “há grande alegria nos céus quando um pecador se arrepende de seus pecados e dá meia volta”.
Nesse soneto, a temática da “culpa” versus “perdão” apar]]></description>
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         <pubDate>2018-11-29 04:28:41 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura - Quinhentismo/Literatura dos Viajantes</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-11-30 13:44:50 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura - Barroco</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-11-30 13:46:16 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura - Romantismo (poesia)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-11-30 13:49:01 UTC</pubDate>
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         <title>Arcadismo no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-08-13 00:15:28 UTC</pubDate>
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         <title>Características do Arcadismo</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Arcadismo foi um estilo literário que surgiu na Europa no século XVIII, durante a ascensão da Revolução Industrial e sob forte influência do Iluminismo.<br><br></div><div>Também conhecida por <strong>Setecentismo </strong>ou <strong>Neoclassicismo</strong>, esta vanguarda buscava reviver os valores estéticos do período clássico, valorizando o desejo por uma vida harmoniosa e equilibrada do homem na natureza.<br><br></div><div>Para conhecer melhor essa escola literária, confira algumas das suas principais características:<br><br></div><ul><li><strong>Exaltação da natureza</strong></li></ul><div>Os autores árcades desprezavam o estilo de vida agitado das cidades. Para eles, as pessoas que viviam nos grandes centros urbanos se comportavam como "selvagens" e perdiam a essência do "homem natural" do campo. <br>Por isso, esses artistas <strong>valorizavam a simplicidade e a tranquilidade que emanava da natureza</strong>, temas estes que eram recorrentes em suas obras. </div><div>No entanto, observa-se que a exaltação das belezas naturais e a simplicidade da vida no campo eram assuntos totalmente opostos a realidade que vivenciada naquela época. </div><div>A revolução industrial começa a provocar um forte êxodo rural, onde as pessoas saem interior para trabalhar nas cidades, a procura de melhores serviços e recursos.</div><ul><li><strong>Bucolismo e Pastoralismo</strong></li></ul><div>O bucolismo, ou seja, a descrição de cenas onde o homem simples do campo vive em harmonia com a natureza é uma das características mais importantes do arcadismo.<br>Os árcades buscam expressar a ideia de uma vida tranquila, amena e natural, onde o caos das cidades é substituído pelos cenários bucólicos do campo.</div><div>Assim como o bucolismo, o pastoralismo também se refere ao modo simples, ingênuo e tranquilo que o personagem é apresentado. É feita uma associação constante aos pastores de ovelhas e o modo como estes vivem, do ponto de vista dos autores neoclássicos.</div><div>O pastoralismo é representado através da <strong>linguagem racional, simples e clássica</strong> dos poemas neoclássicos, ou seja, sem qualquer tipo de rebuscamento no vocabulário.</div><ul><li><strong>Valorização das tradições clássicas</strong></li></ul><div>A arte feita durante o período clássico (Grécia e Roma Antiga) serviu de inspiração para os autores árcades. Desta forma, justifica-se a marcante presença da mitologia greco-romana nas obras arcadistas.<br>Outra característica que remete ao período clássico é o uso de palavras ou expressões latinas nos textos, como por exemplo:</div><ul><li><em>locus amoenus</em> ("lugar ameno");</li><li><em>fugere urbem</em> ("fugir da cidade");</li><li><em>carpe diem</em> ("aproveitar o dia"), entre outras.</li></ul><div>Essas citações em latim acabavam por representar a visão ideal do arcadismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-13 00:15:50 UTC</pubDate>
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         <title>Ideias opostas ao Barroco</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/374213915</link>
         <description><![CDATA[<div>O simplismo pretendido no arcadismo era totalmente oposto ao estilo artístico anterior: o Barroco. Este era baseado em <strong>excessos e exageros</strong>, seja nas artes plásticas (obras muito ornamentadas) como na literatura (uso constante de hipérbatos e hipérboles, por exemplo). <br><br></div><div>Enquanto que o arcadismo tinha como referência o ser humano como centro do mundo, a partir das ideias antropocêntricas disseminadas pelos iluministas, o barroco agiu como uma ferramenta de contrarreforma para reavivar a fé cristã.</div><ul><li><strong>Ausência da subjetividade</strong></li></ul><div>Os artistas do arcadismo seguem uma "fórmula" para produzir os seus poemas, onde há a presença de uma <strong>musa para ser louvada</strong> (amor respeitoso), um <strong>pseudônimo pastoril</strong> (personagem que vive no campo) e como pano de fundo um <strong>cenário bucólico</strong>.<br>Desta forma, não há espaço para a externalização dos sentimentos do autor, mas sim a representação do ideal de vida simples e campestre que os árcades valorizavam.</div><ul><li><strong>Uso de pseudônimos</strong></li></ul><div>Os autores árcades adotavam nomes falsos para assinar as suas obras. Porém, esses pseudônimos deviam remeter a nomes tradicionalmente associados aos homens do campo. <br>Esse pseudônimo pastoril (ou <strong>nome arcádico</strong>, como também era conhecido) tinha de ser simples, pois a simplicidade era uma das palavras-chave para os árcades ao imaginar a essência da vida no campo</div><div>Dirceu, por exemplo, era o pseudônimo de Tomás António Gonzaga, um dos principais nomes do arcadismo / neoclassicismo brasileiro.</div><ul><li><strong>Fingimento poético</strong></li></ul><div>Devido ao fato de serem obras feitas, em sua grande maioria, a partir de pseudônimos, nas poesias arcadistas também era comum o fingimento poético. <br>Em suma, consiste na expressão de emoções que não são próprias do poeta, mas sim simulações ou imitações de sentimentos do classicismo renascentista, e apresentados através de seus pseudônimos. </div><ul><li><strong>Líricas ou épicas</strong></li></ul><div>Os poemas arcadistas são classificados em dois gêneros: líricos e épicos.<br>Os<strong> textos líricos</strong> contêm as características básicas dessa escola literária, como a exaltação do campo, a presença de uma musa inspiradora, a harmonia com a natureza, o pastoralismo, o bucolismo, etc.</div><div>Já os <strong>poemas épicos</strong> se diferenciam por retratar fatos históricos, onde o destaque está na ação heroica de determinado personagem ou nação, por exemplo.</div><div>No Brasil ainda é identificado um terceiro gênero: satírico. Este é representado pela obra <em>"Cartas Chilenas"</em> de Tomás António Gonzaga, onde faz uma série de críticas ao governo de Minas Gerais da época.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-13 00:16:33 UTC</pubDate>
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         <title>Temas tratados no Arcadismo</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/374213970</link>
         <description><![CDATA[<div>Os poetas árcades escreviam sobre temáticas relacionadas com as belezas do campo e a paz da natureza, contemplando a vida simples. Costumavam criticar e desprezar a vida nas grandes cidades e centros urbanos, pela agitação e pelos problemas da vida moderna.<br><br></div><div>Os árcades eram formados pela sociedade burguesa da época, que repudiava o comportamento mais "selvagem" da vida social. Eles preferiam a simplicidade do "homem natural" como ideal de vida, como escreveu o filósofo Jean-Jacques Rousseau.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-13 00:17:04 UTC</pubDate>
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         <title>O que é Bucólico?</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/374213999</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Bucólico</strong> significa <strong>campestre</strong>, rural, gracioso. Refere-se à natureza e às belas paisagens do campo.Significa também ingênuo, simples ou puro.<br>O termo bucólico tem origem etimológica no grego "<em>boukolikos</em>" (pastoril, rústico), formado a partir de "<em>boukolos</em>" (vaqueiro), uma junção de "<em>bous</em>" (vaca) + "<em>kolos</em>" (cuida de).</div><div>O Bucolismo é um gênero literário poético em que os autores exaltam a vida no campo, a simplicidade e ingenuidade dos costumes, a tranquilidade e riqueza do contato com a natureza, e os hábitos peculiares dos pastores.</div><div>É uma poesia caracterizada pela idealização de um cenário de paz e sossego, em contraste com o corre-corre, confusão e agitação da vida na cidade.</div><div>Com o pleno desenvolvimento dos centros urbanos no século XVIII, a paisagem bucólica representava um refúgio à opressão vivida pela sociedade daquele período.</div><div>Os textos literários que caracterizam o Arcadismo (inspirados numa região campestre denominada Arcádia, na Grécia Antiga), também são marcados pelo enaltecimento de tudo o que está relacionado com a natureza e a vida no campo.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-13 00:17:18 UTC</pubDate>
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         <title>Barroco no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/377274349</link>
         <description><![CDATA[<div>O <strong>Barroco no Brasil</strong> tem início no final do século XVII. No país, essa tendência artística teve grande destaque na arquitetura, escultura, pintura e literatura.</div><div>Na literatura, o marco inicial do barroco é a publicação da obra “<em>Prosopopeia</em>” (1601) de Bento Teixeira. Na escultura e arquitetura, Aleijadinho foi sem dúvida um dos maiores artistas barrocos brasileiros.<br><br><strong>Contexto Histórico<br></strong><br></div><div>Influenciado pelo barroco português, no Brasil este estilo se desenvolveu durante o período colonial no chamado “Século de Ouro”.</div><div>Foi durante o ciclo do ouro que a exploração desse minério foi a principal atividade econômica desenvolvida no país. Minas Gerais foi o grande foco onde muitas jazidas foram encontradas.</div><div>Nessa época, a primeira capital do Brasil, Salvador, foi transferida para o Rio de Janeiro.</div><div>Diante disso, o número de habitantes no Brasil aumentou consideravelmente o que propiciou uma época de forte desenvolvimento econômico no país. No barroco mineiro, merece destaque o escultor e arquiteto brasileiro: <a href="https://www.todamateria.com.br/aleijadinho/">Aleijadinho</a>.<br><br><strong>Características do Barroco</strong></div><div>As principais <a href="https://www.todamateria.com.br/caracteristicas-do-barroco/">características do barroco</a> brasileiro são:</div><ul><li>Linguagem dramática;</li><li>Racionalismo;</li><li>Exagero e rebuscamento;</li><li>Uso de figuras de linguagem;</li><li>União do religioso e do profano;</li><li>Arte dualista;</li><li>Jogo de contrastes;</li><li>Valorização dos detalhes;</li><li>Cultismo (jogo de palavras);</li><li>Conceptismo (jogo de ideias).</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-26 20:45:05 UTC</pubDate>
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         <title>Um pouco mais sobre Gregório de Matos</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/377274441</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Para entender a obra de Gregório de Matos é preciso conhecer o contexto histórico no qual ele está inserido, uma vez que grande parte de sua poesia (principalmente a satírica) faz alusão a duas de suas maiores referências: o Brasil e Portugal. No final do século XVII, Portugal estava em decadência, sendo que o sistema escravocrata não conseguia mais sustentar a economia da Metrópole. Assim, Portugal impunha ao Brasil uma série de restrições comerciais a fim de conseguir vantagens. Por conta disso, os senhores do engenho e proprietários rurais brasileiros passaram a enfrentar uma forte crise económica.<br>Em contrapartida à crise do mercado de escravos e do engenho de açúcar, surge uma rica burguesia composta por imigrantes vindos de Portugal e que comandavam o comércio na colônia. Esta rica burguesia dominou também o mercado de crédito e outros contratos reais. Por conta do monopólio gerado por estes imigrantes, agravou-se a crise dos proprietários rurais brasileiros e a hostilidade entre esses dois grupos foi crescendo ao longo dos anos.<br>Gregório de Matos, como filho de senhor de engenho e bacharel em Direito, encontra-se em uma posição central neste cenário, tendo condições de pensar e analisar seu momento histórico sob diversas perspectivas. Gregório de Matos, apesar de ter tido diversos cargos de poder, resolve desligar-se de tudo e viver à margem da sociedade como um poeta itinerante, percorrendo o recôncavo baiano e frequentando festas e rodas boemias. Porém, mesmo distanciado da sociedade hipócrita a qual ele condena, ele também se insere nela, pois Gregório ainda depende da nobreza e vive à custa de favores deles. Ao mesmo tempo, ele encara o papel do portador de uma “voz crítica” sobre essa mesma sociedade na qual ele se insere.<br>Se de um lado existe a obra satírica de Gregório de Matos, onde ele expõe e critica sem nenhum pudor a sociedade da época, de outro lado há também a poesia lírica produzida por ele. Seus poemas líricos são comumente divididos em: lírico-amorosos e burlescos/eróticos. Há ainda uma vasta produção de poemas com temática religiosa. Porém, há de se ressaltar que a ironia e crítica social existente nos poemas satíricos não são deixados de lado em sua produção lírica e religiosa.<br>Na poesia amorosa e erótica de Gregório de Matos, o tema básico continua sendo o choque de opostos: “espírito” e “matéria”, “ascetismo” e “sensualismo”. Essa visão dualista também aparece na figura da mulher desejada, sendo que esta representa uma espécie de “anjo-demônio”. É interessante notar que na obra de Gregório de Matos o “outro lado” em um par de opostos sempre irá conter um pedaço do seu par antagônico. Ou seja, se tomarmos por exemplo a figura da mulher, quando ela aparece como um ser angelical, ela também terá uma parte demoníaca, e vice-versa.<br>Dessa forma, a poesia lírico-amorosa de Gregório de Matos é construída em torno de contradições e pares de opostos, utilizando figuras de linguagens como o oximoro, que reforça essas contradições. Porém, deve-se ter em mente que estas contradições não se anulam e a mensagem final que o poeta passa é de que “diferença é identidade”. Já a poesia erótica de Gregório de Matos, na qual o poeta utiliza uma linguagem mais direta e explícita do que na lírico-amorosa, o amor carnal aparece como forma de libertação do corpo e, por consequência, do indivíduo também.<br>Por fim, tem-se a poesia religiosa de Gregório de Matos, que também é trabalhada constantemente através de pares de opostos. O ambiente fortemente cristão do período barroco, faz-se presente aqui, onde os pares antagônicos da vez é a “culpa” versus “perdão”. Gregório de Matos faz uso da poesia para se libertar e ela é a única forma possível de salvação para o poeta. Esta salvação não se dá somente entre o poeta e Deus, mas também perante a sociedade e si mesmo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-26 20:45:32 UTC</pubDate>
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         <title>Triste Bahia</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>(<strong>Gregório de Matos)<br></strong><br><em>Triste Bahia! Ó quão dessemelhante<br> Estás e estou do nosso antigo estado!<br> Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,<br> Rica te vi eu já, a tu mi abundante.<br> <br> A ti trocou-te a máquina mercante,<br> Que em tua larga barra tem entrado,<br> A mim foi-me trocando, e tem trocado,<br> Tanto negócio e tanto negociante.<br> <br> Deste em dar tanto açúcar excelente<br> Pelas drogas inúteis, que abelhuda<br> Simples aceitas do sagaz Brichote.<br> <br> Oh se quisera Deus que de repente<br> Um dia amanheceras tão sisuda<br> Que fora de algodão o teu capote!</em></div><div><br><strong>Análise</strong></div><div>O poema faz uma crítica à degradação moral e econômica na qual a Bahia se encontrava naquela época. Enquanto os ladrões e comerciantes eram os detentores do poder político e econômico, os trabalhadores encontravam-se na intensa pobreza.</div><div>Gregório de Matos ficou conhecido como "Boca do Inferno" por seus poemas satíricos que, entre outras coisas, criticavam a situação econômica da Bahia (local de origem do autor). Nesse poema ele lamenta a situação da Bahia (outrora rica) que é devastada pela exploração, principalmente na época açucareira em que os recursos naturais eram prejudicados para levar riqueza à metrópole.<br>A Bahia de outrora aparece com um tom nostálgico, e o poeta critica a degradação moral e econômico no qual a cidade se encontra no momento. Os ladrões e oportunistas (comerciantes, etc) são os detentores do poder político e econômico, enquanto os trabalhadores honestos encontram-se na pobreza. Esse tom nostálgico e de lamentação aparece também no famoso soneto “À cidade da Bahia”, em que vemos a decadência dos engenhos de açúcar e a ascensão de uma burguesia oportunista segundo o poeta.<br>O poema termina com "Oh se quisera Deus que de repente/Um dia amanheceras tão sisuda/Que fora de algodão o teu capote!" que deseja que um dia a Bahia se torne livre com a humildade de um tecido de algodão, longe dos tecidos finos da Europa.<br>A melancolia com doses de saudades, pesar e exagero é uma marca do período literário o qual Gregório de Matos fez parte, o período barroco, o que coloca mais profundidade no sentimento do autor representado no poema. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-26 20:45:40 UTC</pubDate>
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         <title>“À mesma D. Ângela”</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>Anjo no nome, Angélica na cara,</div><div>Isso é ser flor, e Anjo juntamente,</div><div>Ser Angélica flor, e anjo florente,</div><div>Em quem, senão em vós se uniformara?</div><div> </div><div>Quem veria uma flor, que a não cortara</div><div>De verde pé, de rama florescente?</div><div>E quem um Anjo vira tão luzente,</div><div>Que por seu Deus, o não idolatrara?</div><div> </div><div>Se como Anjo sois dos meus altares,</div><div>Fôreis o meu custódio, e minha guarda</div><div>Livrara eu de diabólicos azares.</div><div> </div><div>Mas vejo, que tão bela e tão galharda,</div><div>Posto que os Anjos nunca dão pesares,</div><div>Sois Anjo, Que me tenta, e não me guarda.</div><div>                          (Gregório de Matos)</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-26 20:45:58 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura - Barroco</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-08-26 20:46:10 UTC</pubDate>
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         <title>Gregório de Matos</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Gregório de Matos </strong>foi um dos maiores poetas brasileiros do período do Barroco. Além de poeta, Gregório foi advogado durante o período colonial.</div><div>É conhecido como o “Boca do Inferno”, sendo famoso por seus sonetos satíricos, donde ataca, muitas vezes, a sociedade baiana da época.</div><div>Dono de uma personalidade rebelde, Gregório criticou diversos aspectos da sociedade, do governo e da Igreja Católica. Por esse motivo, foi perseguido pela Inquisição e condenado ao degredo em Angola no ano de 1694.<br><br><strong>Biografia</strong></div><div>Gregório de Matos Guerra nasceu em 23 de dezembro de 1636 na cidade de Salvador, Bahia.<br>Gregório de Matos Guerra nasceu em 23 de dezembro de 1636 na cidade de Salvador, Bahia.</div><div>Filho de Maria da Guerra e Gregório de Matos, pertencia a uma família abastada cujo pai era um nobre português.</div><div>Gregório estudou no Colégio dos Jesuítas, na Bahia e, em 1691, formou-se em Direito em Coimbra, Portugal.</div><div>Trabalhou como juiz, no entanto, sua grande paixão era a literatura. Retornou ao Brasil, exercendo os cargos de vigário-geral e tesoureiro-mor, entretanto, foi afastado por se recusar a usar batina.</div><div>Faleceu com 59 anos dia 26 de novembro de 1696, na cidade de Recife. O motivo de sua morte está associado a uma febre que contraiu quando foi condenado ao degredo em Angola.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-26 20:46:17 UTC</pubDate>
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         <title>Indianismo</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na literatura brasileira, o <strong>Indianismo</strong> corresponde a uma das tendências literárias mais marcantes do período romântico.<br>O nome dessa tendência remete a figura escolhida para exaltar aspectos nacionais: o <strong>índio</strong>, considerado o “bom selvagem”, símbolo da inocência e pureza.</div><div>No continente europeu os cavaleiros medievais eram as figuras românticas que representavam o bom herói, idealizado, corajoso e forte. Já no Brasil, a figura romântica do novo herói era a do índio.</div><div>Isso foi essencial para resgatar uma identidade nacional, que ficasse mais próxima do contexto nacional.</div><div><strong>José de Alencar</strong> foi um dos mais representativos escritores brasileiros que explorou a mitificação do índio como herói nacional.<br><br>Após a independência do Brasil (1822), o país passava por diversas transformações sociais, políticas e econômicas.</div><div>Após a separação da Metrópole, os brasileiros, imbuídos pelo espírito anticolonialista e nacionalista, buscavam uma identidade nacional. Ou seja, genuinamente brasileira e afastada dos moldes europeus.</div><div>Destarte, os artistas passam a buscar temas nacionais com o intuito de criar uma cultura do próprio país, e a partir disso, o índio foi eleito o nosso “<strong>herói nacional</strong>”.<br><br></div><div>Note que essa personalidade idealizada não poderia ser figurada pelo “português” ou o “africano”. O português estava relacionado com a figura do colonizador e explorador das terras, e o africano, com a força escrava utilizada durante muito tempo no Brasil Colonial.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-02 20:30:10 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>Romantismo</strong> <strong>no Brasil</strong> teve como marco inicial a publicação do livro de poemas de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), intitulado "<em>Suspiros poéticos e saudades</em>", em 1836.</div><div>Além dessa obra, a <em>Revista Niterói, </em>publicada nesse mesmo ano em Paris, também foi precursora do movimento romântico na Brasil.</div><div>Esse período é caracterizado por manifestações culturais, artísticas e literárias iniciadas na Europa no século XVIII.<br><br><strong>Principais Características<br></strong>As principais caraterísticas da literatura romântica no Brasil são:</div><ul><li>Rompimento com a tradição clássica;</li><li>Amor platônico, idealismo;</li><li>Idealização da mulher;</li><li>Subjetivismo e egocentrismo;;</li><li>Indianismo (tema do índio);</li><li>Nacionalismo e ufanismo;</li><li>Culto à natureza;</li><li>Sentimentalismo exacerbado;</li><li>Maior liberdade formal;</li><li>Religiosidade;</li><li>Evasão e escapismo.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2019-09-02 20:30:46 UTC</pubDate>
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         <title>Gerações Românticas</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1ª Fase Romântica</strong></div><div>As características da <a href="https://www.todamateria.com.br/primeira-geracao-romantica/">primeira geração romântica</a> é o <strong>Nacionalismo</strong> e o <strong>Indianismo</strong>.</div><div>Aqui os escritores exploram temas como: natureza, sentimentalismo, religiosidade, ufanismo, nacionalismo.</div><div>Nesse sentido, o <a href="https://www.todamateria.com.br/indianismo/">indianismo</a>, expressa uma das buscas aos temas nacionais, visto que o Brasil havia conquistado sua independência pouco antes, em 1822.</div><div>Interessante notar que nessa fase, os autores buscam um retorno ao passado histórico bem como ao medievalismo.<br>A Primeira Geração Romântica tem como principais características:</div><ul><li>Exaltação da natureza e da liberdade</li><li>Religiosidade</li><li>Figura do índio ou indianismo</li><li>Sentimentalismo, emoções</li><li>Nacionalismo-ufanista</li><li>Brasileirismo (linguagem)</li></ul><div>Nesse momento, merecem destaque os autores:</div><ul><li><a href="https://www.todamateria.com.br/goncalves-dias/">Gonçalves Dias</a></li><li><a href="https://www.todamateria.com.br/goncalves-de-magalhaes/">Gonçalves de Magalhães</a></li><li><a href="https://www.todamateria.com.br/jose-de-alencar/">José de Alencar</a></li></ul><div><strong>2ª Fase Romântica</strong></div><div>Conhecida como a geração do “<strong>Mal do Século</strong>” ou “<strong>Ultrarromântica</strong>”, a <a href="https://www.todamateria.com.br/segunda-geracao-romantica/">segunda geração romântica</a> foi profundamente influenciada pela poesia do inglês <a href="https://www.todamateria.com.br/lord-byron/">George Gordon Byron</a>, (1788-1824). Por isso, é muitas vezes chamada de geração “<em>Byroniana</em>”.</div><div>Marcada por aspectos negativos, a poesia desse período romântico é permeada dos temas: egocentrismo, negativismo, pessimismo, dúvida, desilusão, boêmia, exaltação da morte e fuga da realidade.<br>A Segunda Geração Romântica tem como principais características:</div><ul><li>Profundo subjetivismo</li><li>Sentimentalismo exacerbado</li><li>Pessimismo e melancolia</li><li>Egocentrismo e individualismo</li><li>Fuga da realidade</li><li>Escapismo</li><li>Saudosismo</li></ul><div>No Brasil, os principais escritores dessa geração foram:</div><div>·         <a href="https://www.todamateria.com.br/alvares-de-azevedo/">Álvares de Azevedo</a></div><div>·         <a href="https://www.todamateria.com.br/casimiro-de-abreu/">Casimiro de Abreu</a></div><div>·         <a href="https://www.todamateria.com.br/fagundes-varela/">Fagundes Varela</a></div><div>·         <a href="https://www.todamateria.com.br/junqueira-freire/">Junqueira Freire</a></div><div><strong>3ª Fase romântica</strong></div><div>Chamada de “<strong>Geração Condoreira</strong>”, a <a href="https://www.todamateria.com.br/terceira-geracao-romantica/">terceira geração romântica</a> é caracterizada pela poesia libertária e social.</div><div>Com isso, o período está associado ao condor, águia da cordilheira dos Andes, com o intuito de revelar sua mais importante característica: a liberdade.</div><div>Vale lembrar que essa geração sofreu muita influencia do escritor francês Victor-Marie Hugo (1802-1885), daí ser conhecida também como geração “<em>Hugoana</em>”.<br><strong>Características</strong></div><div>A Terceira Geração Romântica tem como principais características:</div><ul><li>Erotismo</li><li>Pecado</li><li>Liberdade</li><li>Abolicionismo</li><li>Realidade social</li><li>Negação do amor platônico</li></ul><div>No Brasil, seu principal representante foi:</div><ul><li><a href="https://www.todamateria.com.br/castro-alves/">Castro Alves</a></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-08 12:13:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Iracema</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/394960918</link>
         <description><![CDATA[<div>I<strong>racema </strong>é uma obra do escritor romântico cearense José de Alencar.</div><div>Publicada em 1865, trata-se de um <strong>romance indianista</strong>, com presença de elementos indígenas, mitológicos e históricos.</div><div>Lebre-se que o indianismo foi um movimento que esteve associado à primeira fase do romantismo no Brasil.</div><div>Com o intuito de buscar um tema nacional, o índio foi eleito. Por isso, é chamada de geração “nacionalista-indianista”.<br><br><strong>Resumo e Trechos da Obra<br>C</strong>omposta de 33 capítulos, Iracema possui grande valor estético e histórico. Essa obra relata a história de amor entre a índia Iracema e o europeu Martin Soares Moreno.</div><div>O romance começa porque Martin ficou encarregado de colonizar a região, atual Ceará. Foi ali que ele conheceu "<em>Iracema, a virgem dos lábios de mel</em>".<br><strong>Personagens</strong></div><ul><li><strong>Iracema</strong>: protagonista da história e índia da tribo dos tabajaras.</li><li><strong>Caubi</strong>: índio tabajara e irmão de Iracema.</li><li><strong>Araquém</strong>: pajé da tribo tabajara e pai de Iracema e Caubi.</li><li><strong>Andira</strong>: Irmão de Araquém e velho guerreiro da tribo tabajara.</li><li><strong>Moacir</strong>: filho de Iracema e Martim, o primeiro brasileiro miscigenado.</li><li><strong>Irapuã</strong>: apaixonado por Iracema, é o chefe dos guerreiros tabajaras.</li><li><strong>Martim</strong>: português encarregado de colonizar a região. Ficou amigo dos índios potiguaras e depois de batizado recebeu o nome indígena “Coatibo”.</li><li><strong>Japi</strong>: cão de Martim.</li><li><strong>Poti</strong>: amigo de Martim, herói dos índios potiguaras.</li><li><strong>Jacaúna</strong>: chefe dos guerreiros potiguaras, irmão de Poti.</li><li><strong>Batuirité</strong>: avô de Poti e Jacaúna. Teve a visão sobre a destruição de seu povo pelos portugueses.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-08 12:16:51 UTC</pubDate>
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         <title>Literatura - Romantismo (poesia)</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-10-08 12:17:59 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do Exílio</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/394961617</link>
         <description><![CDATA[<div>(<strong>Gonçalves Dias)<br> </strong>A <strong>Canção do Exílio</strong>, que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá", foi publicado em 1857 no livro “Primeiros Cantos”.</div><div>É um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta romântico brasileiro <strong>Gonçalves Dias</strong>:<br><br></div><div><em>"Minha terra tem palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá;</em><br> <em>As aves, que aqui gorjeiam,</em><br> <em>Não gorjeiam como lá.</em></div><div><em>Nosso céu tem mais estrelas,</em><br> <em>Nossas várzeas têm mais flores,</em><br> <em>Nossos bosques têm mais vida,</em><br> <em>Nossa vida mais amores.</em></div><div><em>Em cismar, sozinho, à noite,</em><br> <em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br> <em>Minha terra tem palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá.</em></div><div><em>Minha terra tem primores,</em><br> <em>Que tais não encontro eu cá;</em><br> <em>Em cismar — sozinho, à noite —</em><br> <em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br> <em>Minha terra tem palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá.</em></div><div><em>Não permita Deus que eu morra,</em><br> <em>Sem que eu volte para lá;</em><br> <em>Sem que desfrute os primores</em><br> <em>Que não encontro por cá;</em><br> <em>Sem qu'inda aviste as palmeiras,</em><br> <em>Onde canta o Sabiá."<br></em><br></div><div><strong>Análise do Poema</strong></div><div>Sem dúvida, a “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, é um dos mais emblemáticos poemas da fase inicial do romantismo.</div><div>Nele o autor expressa o nacionalismo ufanista por meio da exaltação da natureza.</div><div>Composto por cinco estrofes, sendo três quartetos e dois sextetos, o autor escreveu esse poema em julho de 1843, quando estava estudando Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. Assim, com saudades de seu país, sentia-se exilado.</div><div>Essa saudade fica bastante evidente na última estrofe, em que o poeta expressa o seu desejo de regressar:</div><div>"<em>Não permita Deus que eu morra,</em><br> <em>Sem que eu volte para lá;".</em></div><div>Curioso notar que dois versos da Canção do Exílio são mencionados no Hino Nacional Brasileiro, composto em 1822: “<em>Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, (no teu seio) mais amores</em>”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-08 12:18:13 UTC</pubDate>
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         <title>Castro Alves</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/404979517</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://www.todamateria.com.br/castro-alves/">Castro Alves</a>, conhecido como “<strong>poeta dos escravos</strong>”, foi um dos maiores representantes da Terceira Geração Romântica no Brasil (1870 a 1880).</div><div>Esse período foi chamado de “<a href="https://www.todamateria.com.br/o-condoreirismo/">Geração Condoreira</a>” (associado a ave condor, emblema dos Andes) ou “Geração Hugoniana” (referente ao poeta francês Victor Hugo).</div><div>Os poetas dessa fase estavam dedicados em apresentar uma <a href="https://www.todamateria.com.br/poesia-social/">poesia social</a> e libertária, bem diferente das características das outras gerações românticas.</div><div>Ainda que seja um dos maiores representantes da poesia abolicionista e social, Castro Alves apresenta obras de caráter lírico-amoroso. Por esse motivo, é também conhecido como “<strong>poeta do amor</strong>”.</div><div>Além de <em>O Navio Negreiro</em> destacam suas obras: <em>Espumas Flutuantes </em>(1870), <em>A Cachoeira de Paulo Afonso</em> (1876) e <em>Os Escravos</em> (1883).</div><div>Na infância, Castro Alves chegou a morar numa fazenda. Isso lhe permitiu conhecer as condições de muitos escravos nas senzalas e se posicionar contra os horrores da escravidão.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-31 13:34:20 UTC</pubDate>
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         <title>O Navio Negreiro</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/404979976</link>
         <description><![CDATA[<div><em>O Navio Negreiro</em> é uma obra do escritor baiano romântico Castro Alves (1847-1871) que foi publicada em 1869.</div><div>Trata-se de uma poesia abolicionista, onde o autor aborda o tema da escravidão no Brasil.<br><br><strong>Características da Obra</strong></div><div><em>O Navio Negreiro</em> um poema épico dramático dividido em seis partes. Nessa obra, Castro Alves relata as condições dos navios negreiros, os quais traziam escravos africanos para o Brasil.</div><div>Sentimento de liberdade, nacionalismo ufanista, denúncia social e busca de uma identidade nacional, são algumas das principais caraterísticas da poesia abolicionista de Castro Alves.</div><div>Além de descrever aspectos do navio de escravos, Castro Alves apresenta também a natureza circundante (o mar, o céu, o luar).</div><div>Numa narrativa vibrante e com uma linguagem expressiva, o autor vai aos poucos denunciado as precárias condições dos escravos. Dessa forma, ele vai tecendo diversas críticas a esse sistema tão desumano.</div><div>Para compor essa obra dramática ele utiliza diversas figuras de linguagem: metáforas, comparações, personificação, anáforas, dentre outras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-31 13:35:07 UTC</pubDate>
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         <title>Folhetim</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/404980173</link>
         <description><![CDATA[<div>A difusão da prosa romântica foi impulsionada pelo folhetim. Os folhetins eram capítulos de romances de periodicidade semanal publicados em jornais.</div><div>Por meio deles, o romance tornou-se extremamente popular e por ele, o sentimento de democracia aflorado no País foi alastrado.</div><div>Com o folhetim, a literatura passa de bem destinado à aristocracia e ultrapassa a exclusividade da nobreza.</div><div>Surgem os primeiros consumidores da produção literária e a literatura é expandida ao leitor comum. E é pelo folhetim que a prosa do Romantismo alcança o sucesso que obteve no Brasil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-31 13:35:28 UTC</pubDate>
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         <title>A mulher no mundo colonial</title>
         <author>gabycazon</author>
         <link>https://padlet.com/gabycazon/p0ctlknd3mi8/wish/405659515</link>
         <description><![CDATA[<div>O papel desempenhado pela mulher na colônia não se restringe à dominação</div><div><br>Ao falar da condição da mulher na sociedade colonial, vemos que diversas obras apenas enfocam a supremacia determinada por uma sociedade de traço patriarcal. De fato, grande parte das mulheres estava subordinada ao mando de seus pais e maridos. Muitos documentos descreviam episódios de agressão, clausura e perseguição. No entanto, devemos também revelar a participação das mulheres de outras formas que escapam da lógica da dominação.<br>No período da economia aurífera, os centros urbanos coloniais foram progressivamente tomados por estabelecimentos comerciais que abasteciam a população local. Segundo recentes pesquisas realizadas pela historiadora brasileira Mary Del Priore, uma farta documentação do século XVIII indica que o número de mulheres envolvidas no comércio era bastante significativo. No ano de 1776, o comércio de Vila Rica tinha setenta por cento de seus estabelecimentos administrados por mulheres.</div><div>Alguns relatos reforçam outra perspectiva ao falarem dos casos de mulheres que rompiam com a relação matrimonial e buscavam uma vida autônoma. Apesar de moralmente marginalizadas, essas mulheres não deixavam de impressionar pelas estratégias e ações que determinavam a sua sobrevivência em um mundo tomado pela figura masculina. Não raro, a prostituição aparecia como uma forma de sobrevivência à exclusão e à miséria.</div><div>No ambiente doméstico, também podemos ver que a influência feminina poder ser vista no trato com a criadagem ou, até mesmo, na negociação de direitos e tarefas a serem delegadas ou permitidas pelo marido. Além disso, relatos fantasiosos conferiam poder a mulheres capazes de fabricar poções mágicas, invocar orações secretas, rogar pragas ou determinar a cura de doentes. Sendo assim, vemos que o lugar da mulher no ambiente colonial foi mais diverso do que talvez possamos pensar.</div><div><a href="https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/a-mulher-no-mundo-colonial.htm">https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiadobrasil/a-mulher-no-mundo-colonial.htm</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-01 23:04:54 UTC</pubDate>
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         <title>Prosa Romântica no Brasil</title>
         <author>gabycazon</author>
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         <description><![CDATA[<div>(é apenas para assistir aos primeiros 5 min)</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-01 23:23:44 UTC</pubDate>
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