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      <title>Remake of My remarkable padlet by Aprendizagem e neurociência</title>
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      <pubDate>2016-10-24 13:27:30 UTC</pubDate>
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         <author>aneliseps</author>
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         <pubDate>2016-11-08 18:27:38 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>autor: Luciano Ota</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-13 04:51:14 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2016-11-19 00:12:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <pubDate>2016-11-20 12:16:23 UTC</pubDate>
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         <title>       Projeto:          Confabulando      com fábulas</title>
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         <description><![CDATA[<div>A relação entre a memoria e a emoção e o seu impaçto no processo de aprendizagem<br><br></div><div><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div>A memória é definida como a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis internamente, no cérebro ou externamente, em dispositivos artificiais&nbsp; enquanto que&nbsp; as&nbsp; emoção permite, assim, desenvolver a capacidade de relacionamento do indivíduo no e com o mundo. Aliás, as emoções apareceram na História da Humanidade como meio eficaz de comunicação, anteriormente à linguagem. As emoções são responsáveis por desencadear tensões no nosso organismo que, por mais que tentemos escondê-las, se traduzem em tremores, “frio no estômago”, dor de barriga, choro, rir sem parar, arquear as sobrancelhas, perder a voz, bem como outros movimentos que muitos de nós já terão experimentado.&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div>A memória pode ser encarada como a base do conhecimento e, como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao quotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.&nbsp;<br>Entretanto, as emoções interferem no processo de captação e retenção de informação; porem, é preciso motivação para aprender e um dos factores que influencia no processo de aprendizagem é atenção e quanto mais emoção tenha&nbsp; o individuo maior será a sua capacidade de captação e retenção de um determinada informação ( ou seja mais fácil será o seu processo de aprendizagem). E para maior compreensão anexei os textos dos seguintes pesquisadores:<br><br></div><div><br></div><div>1º&nbsp; Os pesquisadores Larry Cahill e James McGaugh, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicaram nos anos 1990 os resultados de estudos em que foram mostradas duas séries de imagens a pessoas. Uma tinha um caráter emocional e a outra era neutra. O grupo teve uma recordação maior das emotivas. Por meio de um tomógrafo, foi observada a relação entre a ativação da amígdala (parte importante do sistema emotivo do cérebro) e o processo de formação da memória. "Quanto mais emoção contenha determinado evento, mais ele será gravado no cérebro", diz Iván Izquierdo, médico, neurologista e coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).<br><br></div><div><br></div><div>2º O pesquisador defende que a pessoa é resultado da integração entre afetividade, cognição e movimento. O que é conquistado em um desses conjuntos interfere nos demais. O afetivo, por meio de emoções, sentimentos e paixões, sinaliza como o mundo interno e externo nos afeta. Para Wallon, que estudou a afetividade geneticamente, os acontecimentos à nossa volta estimulam tanto os movimentos do corpo quanto a atividade mental, interferindo no desenvolvimento e no prorio processo de aprendizagem." - Laurinda Ramalho de Almeida<br><br></div><div><br></div><div>A memoria tem um efeito muito forte no processo de aprendizagem porque estão intimamente ligados , são processos complementares; isto é, não há aprendizagem sem memoria, porque quando dizemos que aprendemos ou sabemos algo, queremos dizer que percepcionámos algo, fixamos os conteúdos que qcqbamos de adquirir na memoria que armazena a informação para uma possivel utilização futura.<br><br></div><div><br></div><div>É obvio que sem memoria, os processos de aprendizagem estariam sempre a iniciar-se e pondo em causa todo processo de adaptação do ser humano; pois é, apartir da aprendizagem retidas que se processam novas aprendizagens. Por isso, a memoria é fundamental ao permitir que as aprendizagens se mantenha e possam ser usadas quanto necessario.&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div>Abraços&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div>Adão<br><br></div><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; (Aprendizagem&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;significativa)<figure class="attachment attachment-preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:480,&quot;url&quot;:&quot;https://lh5.googleusercontent.com/eB_ZWN-TPzFfdf0f3CvUneUR6qkogOP5fYqANTOcfx7vAlinftdc2e71-indWPwTr3pUxTIy2r4BlebxytBl_g-SWsCdAlGgK3P4g5N3bAq988_o0Q77IPKpSJU9GOmMR-6d_s8q&quot;,&quot;width&quot;:640}" data-trix-content-type="image"><img src="https://lh5.googleusercontent.com/eB_ZWN-TPzFfdf0f3CvUneUR6qkogOP5fYqANTOcfx7vAlinftdc2e71-indWPwTr3pUxTIy2r4BlebxytBl_g-SWsCdAlGgK3P4g5N3bAq988_o0Q77IPKpSJU9GOmMR-6d_s8q" height="480" width="640"><figcaption class="caption"></figcaption></figure>Autora: Priscila Kely de Souza de Oliveira</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-28 21:57:29 UTC</pubDate>
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         <title>Mecanismos de Aprendizagem</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aneliseps/p01mejfz7je8/wish/141221132</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2016-12-01 18:50:03 UTC</pubDate>
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         <title>2º Bimestre 2016Aprendizagem e NeurociênciasProfª. Anelise SihlerSistematização de AprendizagemAluno: Eduardo AntónioNúmero: UC 16606033Este módulo foi muito dinâmico pela transdisciplinaridade dos conteúdos apresentados sobre a aprendizagem, e trouxe novos conhecimentos que abriram novos caminhos de reflexão em torno das formas como aprendemos, a partir dos progresso da investigação das neurociências.Desde a experiência de aprender em sala de aulas, o tempo de leitura, ouvir uma notícia, sentar e conversar com pessoas, brincar dançar, ouvir, falar, sentir, saltar, lembranças do primeiro dia de escola primeira, datas dos aniversários de familiares, um evento histórico, conduzir, andar, etc,. são acções, coordenadas pelo cérebro e por isso a aprendizagem pode ser definida como o processo de aquisição de conhecimentos contínuo ao longo da vida.No entanto, essas experiências e os seus contextos providenciam informações que são recolhidas por estímulos (biológicos, químicos e físicos) transformados em um conjunto de representações da realidade pela qual é possível identificar, sistematizar e apreender as sensações provenientes do exterior (estímulos exteriores como sentir frio ou calor) e também a interpretação destes impulsos sensoriais, sentimentos e emoções em operações que interligam diferentes funções e áreas do cérebro. Essas informações são armazenadas como novas, passam por um processo de identificação, selecção, retenção e consequentemente, quando necessárias são guardados e recuperados pela memória. A dimensão temporal do registo de determinado evento ou experiência e a sua utilidade é fundamental na sua conservação.A conversa rotineira entre duas pessoas sobre o estado do tempo, e constatam na troca de impressões, que desde o início do mês as temperaturas têm sido mais altas, comparativamente ao mesmo período no ano passado, estava mais fresco devido as chuvas.  Este exemplo ajuda a ilustrar, como o tempo e a linguagem funcionam como ordenadores cronológicos dos acontecimentos no presente e relaciona-os com o passado e projecta sonhos, expectativas e desejos para o futuro.Os avanços tecnológicos, das décadas últimos, contribuíram para o desenvolvimento acelerado dos estudos do cérebro, bem como a divulgação dos seus resultados na imprensa despertaram o interesse do grande público, impulsionaram a investigação da neurociência cognitiva na análise da memória e linguagem, ou seja, os elementos fundamentais para a compreensão da aprendizagem. Este mergulho na história das neurociências, citado por diversos autores como o casamento entre as neurociências e as ciências de educação, foi uma das grandes novidades para mim, por que até aqui, o meu conhecimento sobre esse assunto era disperso como leitor da imprensa convencional.A descoberta deste novo campo de investigação transdisciplinar é um dos tópicos, permitiu verificar, que saberes tão díspares, à luz da divisão clássica entre ciências da natureza e as positivas, estão actualmente a trabalhar em conjunto. Nas aulas foram apresentados os avanços do maqueamento do cérebro e actividade do sistema nervoso central e periférico, bem como a minuciosa descrição da sua composição (encéfalo, médula, os tecidos nervosos formados pelas células glia e neurónios), funcionalidade dos dois hemisférios cerebrais e as regiões responsáveis das funções sensório-motoras, factos que comprovam os avanços registados nos resultados da pesquisa, fruta da colaboração transdisciplinar entre as várias ciências (a filosofia, engenharia robótica, biologia, psicologia, história, ciências de educação, sociologia, ciências da computação, física e outras).Apesar de ainda não se conhecer todas as conexões do cérebro, estimadas em cerca de trilhões, os conhecimentos existentes são suficientes para rebater alguns mitos. Por exemplo, de que usamos pelo apenas 10% da capacidade do cérebro ou que devemos beber muito água para aprendermos mais e depressa. Actualmente é possível observar através de imagens, a estimulação de todas as partes do cérebro, por exemplo a atenção dividida no desempenho de duas tarefas como engomar e acompanhar a telenovela; enquanto que a relação entre o beber água e a aprendizagem não está comprovada, embora a água ajuda a hidratar o organismo e o cérebro. As capacidades dos neurónios de formarem novos neurónios, desse modo, prolongarem as conexões existentes e desenvolverem novas conexões, denominadas sinapses, revela a plasticidade do cérebro.  Estas habilidades evidenciadas nas investigações neurocientíficas permitem inferir que aprendizagem, resulta da base biológica, através da qual se processa a estimulação dos circuitos cerebrais e das conexões que se estabelecem entre os neurotransmissores, abrindo novas rotas nunca antes utilizadas, ou seja, processando e armazenando novas informações.Neste sentido, o aprofundamento do conhecimento das funções do cérebro tem possibilitado o desenvolvimento de modelos teóricos e metodológicos para a compreensão da aprendizagem, “que implicará atravessar pelo menos cinco níveis básicos de transição da neurociência para neurociência cognitiva, da psicologia para a pedagogia, até chegar à sala de aula.”   A capacidade dos indivíduos compreenderem e interpretar a realidade, associando informações sensoriais repartidos em modelos de memória (de retenção de dados efémeros, curta duração e longa duração) e o sistema cognitivo (por exemplo a linguagem constituída por toda actividade cerebral referente a fala, leitura e a escrita) possibilita a formação de conceitos, representações do mundo, do eu e nós que nos auxiliam no controlo dos comportamentos.Neste sentido, a memória é a complexa linha de produção de informações através da captação de grande parte dos momentos das nossas vidas. Esse processo decorre em simultâneo com a (re)organização dos novos conhecimentos e, consequente, selecção do que deve ser conservado ou apagado, ou seja, os traços de memória, que consideramos esquecidos.A relação entre memória e o processo de aprendizagem revela a importância das emoções na intensificação da actividade neuronal e as respectivas ligações sinápticas, que instigam níveis de concentração, retenção e articulações das informações adquiridas. Estas experiências são percepcionadas, vivenciadas, registadas e comparadas com anteriores operações efectuadas pelo córtex cerebral.A informação disponível sobre os resultados da investigação no campo das neurociências possibilita compreensão mais adequada da aprendizagem dos alunos e professores relevando, a estes actores do sistema educativo, novas perspectivas de melhoria do acto pedagógico e didáctico. A operacionalização destas características expõe a diversidade de factores que intervêm e influenciam substancialmente os processos de aprendizagem como a compreensão da codificação em níveis sensoriais do estado fisiológico (boa disposição) e emocional dos indivíduos (evocação de experiências de aprendizagem anteriores), bem como o ambiente externo (condições da sala de aulas, os métodos e técnicas pedagógicas utilizados pelos professores e apreendidos nos seus percursos formativos). Estes elementos ajudam a ilustrar o processo de absorção das matérias leccionados pelos alunos, durante uma aula de matemática, em que os novos conhecimentos, por exemplo de álgebra durante a exposição do professor serão identificados, comparados ou confrontados aos traços de memórias de experiências anteriores positiva ou negativa, vivenciadas de modo diferenciado por cada um dos estudantes. Neste sentido, o aluno no decorrer das aulas, regista uma série de alterações corporais, que António Damásio define como emoções, necessárias para o desempenho de tarefas, ou seja, viradas para a acção, segundo Maturana.A tomada de consciência das emoções e das suas alterações influenciam os processos de aprendizagem, daí a necessidade de se ter em conta a influência do ambiente exterior, adequação dos conteúdos curriculares ao desenvolvimento cerebral dos alunos, a forma de como os assuntos são tratados e modo com o professor os apresentam, constituem elementos que suscitam um diálogo, nem sempre pacífico, de pensamentos e raciocínios com o que apreendido, que nos conduz aos seus processos de selecção consciente ou inconsciente, do que se presta ou não atenção. Por exemplo a preferência pela matemática em detrimento da geografia, o desempenho do professor (explica bem ou mal, o aspecto físico, a forma de falar, o tom da voz), a reflexão, as auto-avaliações subjectivas da aprendizagem e da qualidade dos professores e relevância dos conteúdos curriculares são micro decisões que determinam a optimização da relação entre emoção e memória.Os resultados da pesquisa em neurociência tem vindo a evidenciar, a necessidade de mudança do paradigma da aprendizagem em que os professores sejam os mediadores educativos entre os estudantes e os conteúdos curriculares e que estejam preparados a lidar, não só com a complexidade do desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também a combinar nos processos de ensino e aprendizagem aspectos cognitivos e afectivos, necessidades enfatizadas por Piaget. Neste sentido, os conteúdos abstractos das matérias leccionadas são absorvidos por experiências, emoções e sentimentos, que sustentam a motivação ou o desejo e satisfação no que se apreende, bem como dos factores externos, acima referidos como o ambiente, internos como o humor ou habilidade pelas matérias de ciências e/ou  humanidades, a curiosidade, alegria, interesse, a superação das dificuldades de uma tarefa reveladora da capacidade de resistência contra o desânimo ou sentimento de incapacidade, cansaço e ansiedade. Desse modo, observa-se que estabelecemos relações afectivas com ideias e outros conceitos abstractos (incluindo os conteúdos curriculares) tal como os objectos e pessoas, ou seja, criamos e mantemos relações de proximidade ou afastamento sobre o António ou a Adriana, por exemplo, de acordo com a lembrança positiva ou negativa do primeiro encontro ou a afinidade a determinada tipo de marca automóvel (BMW, Mercedes, Chevrolet) corresponde ao novo desejo de ter um carro compatível ao status social e profissional.As estratégias de aprendizagem são elementos fundamentais para a reflexão destes factores, tendo como objectivo facilitar a triagem e selecção das matérias de estudo. Por exemplo neste módulo, as questões sobre a linguagem e inteligência foram analisadas de modo superficial. Ao contrário dos aspectos relacionados com a evolução do campo das neurociências, aprofundamento dos estudos do cérebro e  seus resultados para (re) configuração dos paradigmas de ensino e aprendizagem e consequente, conversão destes saberes para uso na sala de aulas, requereu de minha parte um estudo de alguma profundidade, ou seja releitura dos textos, reinterpretação das notas dos resumos feitos, bem como tentativas de relaciona-las com exemplo da vida quotidiano, experiências pessoais, ao mesmo tempo que procurava estruturar este texto.ReferênciasCALDAS, Alexandre e RATO, Joana, Neurociências e Educação: Realidade ou Ficção, Actas do VIIº Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia, Universidade do Minho, Portugal, 2010, p.633CARVALHO, Fernandes, Neurociências e Educação: Uma Articulação Necessária na Formação Docente. Disponível em http://www.revista.epsjv.fiocruz.br/upload/revistas/r317.pdf. Acesso em: 20 de Novembro de 2016.Zaro, Milton e cols., Emergência da Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa educacional. Disponível em:http://servicos.catolicavirtual.br/conteudos/pos_graduacao/docencia/html/neurociencia/leituras/emergencia_neuroeducacao.pdf. Acesso em 15 de Novembro de 2016.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/aneliseps/p01mejfz7je8/wish/142184175</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2016-12-07 00:19:26 UTC</pubDate>
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         <title>2º Bimestre 2016Aprendizagem e NeurociênciasProfª. Anelise SihlerSistematização de AprendizagemAluno: Eduardo AntónioNúmero: UC 16606033Este módulo foi muito dinâmico pela transdisciplinaridade dos conteúdos apresentados sobre a aprendizagem, e trouxe novos conhecimentos que abriram novos caminhos de reflexão em torno das formas como aprendemos, a partir dos progresso da investigação das neurociências.Desde a experiência de aprender em sala de aulas, o tempo de leitura, ouvir uma notícia, sentar e conversar com pessoas, brincar dançar, ouvir, falar, sentir, saltar, lembranças do primeiro dia de escola primeira, datas dos aniversários de familiares, um evento histórico, conduzir, andar, etc,. são acções, coordenadas pelo cérebro e por isso a aprendizagem pode ser definida como o processo de aquisição de conhecimentos contínuo ao longo da vida.No entanto, essas experiências e os seus contextos providenciam informações que são recolhidas por estímulos (biológicos, químicos e físicos) transformados em um conjunto de representações da realidade pela qual é possível identificar, sistematizar e apreender as sensações provenientes do exterior (estímulos exteriores como sentir frio ou calor) e também a interpretação destes impulsos sensoriais, sentimentos e emoções em operações que interligam diferentes funções e áreas do cérebro. Essas informações são armazenadas como novas, passam por um processo de identificação, selecção, retenção e consequentemente, quando necessárias são guardados e recuperados pela memória. A dimensão temporal do registo de determinado evento ou experiência e a sua utilidade é fundamental na sua conservação.A conversa rotineira entre duas pessoas sobre o estado do tempo, e constatam na troca de impressões, que desde o início do mês as temperaturas têm sido mais altas, comparativamente ao mesmo período no ano passado, estava mais fresco devido as chuvas.  Este exemplo ajuda a ilustrar, como o tempo e a linguagem funcionam como ordenadores cronológicos dos acontecimentos no presente e relaciona-os com o passado e projecta sonhos, expectativas e desejos para o futuro.Os avanços tecnológicos, das décadas últimos, contribuíram para o desenvolvimento acelerado dos estudos do cérebro, bem como a divulgação dos seus resultados na imprensa despertaram o interesse do grande público, impulsionaram a investigação da neurociência cognitiva na análise da memória e linguagem, ou seja, os elementos fundamentais para a compreensão da aprendizagem. Este mergulho na história das neurociências, citado por diversos autores como o casamento entre as neurociências e as ciências de educação, foi uma das grandes novidades para mim, por que até aqui, o meu conhecimento sobre esse assunto era disperso como leitor da imprensa convencional.A descoberta deste novo campo de investigação transdisciplinar é um dos tópicos, permitiu verificar, que saberes tão díspares, à luz da divisão clássica entre ciências da natureza e as positivas, estão actualmente a trabalhar em conjunto. Nas aulas foram apresentados os avanços do maqueamento do cérebro e actividade do sistema nervoso central e periférico, bem como a minuciosa descrição da sua composição (encéfalo, médula, os tecidos nervosos formados pelas células glia e neurónios), funcionalidade dos dois hemisférios cerebrais e as regiões responsáveis das funções sensório-motoras, factos que comprovam os avanços registados nos resultados da pesquisa, fruta da colaboração transdisciplinar entre as várias ciências (a filosofia, engenharia robótica, biologia, psicologia, história, ciências de educação, sociologia, ciências da computação, física e outras).Apesar de ainda não se conhecer todas as conexões do cérebro, estimadas em cerca de trilhões, os conhecimentos existentes são suficientes para rebater alguns mitos. Por exemplo, de que usamos pelo apenas 10% da capacidade do cérebro ou que devemos beber muito água para aprendermos mais e depressa. Actualmente é possível observar através de imagens, a estimulação de todas as partes do cérebro, por exemplo a atenção dividida no desempenho de duas tarefas como engomar e acompanhar a telenovela; enquanto que a relação entre o beber água e a aprendizagem não está comprovada, embora a água ajuda a hidratar o organismo e o cérebro. As capacidades dos neurónios de formarem novos neurónios, desse modo, prolongarem as conexões existentes e desenvolverem novas conexões, denominadas sinapses, revela a plasticidade do cérebro.  Estas habilidades evidenciadas nas investigações neurocientíficas permitem inferir que aprendizagem, resulta da base biológica, através da qual se processa a estimulação dos circuitos cerebrais e das conexões que se estabelecem entre os neurotransmissores, abrindo novas rotas nunca antes utilizadas, ou seja, processando e armazenando novas informações.Neste sentido, o aprofundamento do conhecimento das funções do cérebro tem possibilitado o desenvolvimento de modelos teóricos e metodológicos para a compreensão da aprendizagem, “que implicará atravessar pelo menos cinco níveis básicos de transição da neurociência para neurociência cognitiva, da psicologia para a pedagogia, até chegar à sala de aula.”   A capacidade dos indivíduos compreenderem e interpretar a realidade, associando informações sensoriais repartidos em modelos de memória (de retenção de dados efémeros, curta duração e longa duração) e o sistema cognitivo (por exemplo a linguagem constituída por toda actividade cerebral referente a fala, leitura e a escrita) possibilita a formação de conceitos, representações do mundo, do eu e nós que nos auxiliam no controlo dos comportamentos.Neste sentido, a memória é a complexa linha de produção de informações através da captação de grande parte dos momentos das nossas vidas. Esse processo decorre em simultâneo com a (re)organização dos novos conhecimentos e, consequente, selecção do que deve ser conservado ou apagado, ou seja, os traços de memória, que consideramos esquecidos.A relação entre memória e o processo de aprendizagem revela a importância das emoções na intensificação da actividade neuronal e as respectivas ligações sinápticas, que instigam níveis de concentração, retenção e articulações das informações adquiridas. Estas experiências são percepcionadas, vivenciadas, registadas e comparadas com anteriores operações efectuadas pelo córtex cerebral.A informação disponível sobre os resultados da investigação no campo das neurociências possibilita compreensão mais adequada da aprendizagem dos alunos e professores relevando, a estes actores do sistema educativo, novas perspectivas de melhoria do acto pedagógico e didáctico. A operacionalização destas características expõe a diversidade de factores que intervêm e influenciam substancialmente os processos de aprendizagem como a compreensão da codificação em níveis sensoriais do estado fisiológico (boa disposição) e emocional dos indivíduos (evocação de experiências de aprendizagem anteriores), bem como o ambiente externo (condições da sala de aulas, os métodos e técnicas pedagógicas utilizados pelos professores e apreendidos nos seus percursos formativos). Estes elementos ajudam a ilustrar o processo de absorção das matérias leccionados pelos alunos, durante uma aula de matemática, em que os novos conhecimentos, por exemplo de álgebra durante a exposição do professor serão identificados, comparados ou confrontados aos traços de memórias de experiências anteriores positiva ou negativa, vivenciadas de modo diferenciado por cada um dos estudantes. Neste sentido, o aluno no decorrer das aulas, regista uma série de alterações corporais, que António Damásio define como emoções, necessárias para o desempenho de tarefas, ou seja, viradas para a acção, segundo Maturana.A tomada de consciência das emoções e das suas alterações influenciam os processos de aprendizagem, daí a necessidade de se ter em conta a influência do ambiente exterior, adequação dos conteúdos curriculares ao desenvolvimento cerebral dos alunos, a forma de como os assuntos são tratados e modo com o professor os apresentam, constituem elementos que suscitam um diálogo, nem sempre pacífico, de pensamentos e raciocínios com o que apreendido, que nos conduz aos seus processos de selecção consciente ou inconsciente, do que se presta ou não atenção. Por exemplo a preferência pela matemática em detrimento da geografia, o desempenho do professor (explica bem ou mal, o aspecto físico, a forma de falar, o tom da voz), a reflexão, as auto-avaliações subjectivas da aprendizagem e da qualidade dos professores e relevância dos conteúdos curriculares são micro decisões que determinam a optimização da relação entre emoção e memória.Os resultados da pesquisa em neurociência tem vindo a evidenciar, a necessidade de mudança do paradigma da aprendizagem em que os professores sejam os mediadores educativos entre os estudantes e os conteúdos curriculares e que estejam preparados a lidar, não só com a complexidade do desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também a combinar nos processos de ensino e aprendizagem aspectos cognitivos e afectivos, necessidades enfatizadas por Piaget. Neste sentido, os conteúdos abstractos das matérias leccionadas são absorvidos por experiências, emoções e sentimentos, que sustentam a motivação ou o desejo e satisfação no que se apreende, bem como dos factores externos, acima referidos como o ambiente, internos como o humor ou habilidade pelas matérias de ciências e/ou  humanidades, a curiosidade, alegria, interesse, a superação das dificuldades de uma tarefa reveladora da capacidade de resistência contra o desânimo ou sentimento de incapacidade, cansaço e ansiedade. Desse modo, observa-se que estabelecemos relações afectivas com ideias e outros conceitos abstractos (incluindo os conteúdos curriculares) tal como os objectos e pessoas, ou seja, criamos e mantemos relações de proximidade ou afastamento sobre o António ou a Adriana, por exemplo, de acordo com a lembrança positiva ou negativa do primeiro encontro ou a afinidade a determinada tipo de marca automóvel (BMW, Mercedes, Chevrolet) corresponde ao novo desejo de ter um carro compatível ao status social e profissional.As estratégias de aprendizagem são elementos fundamentais para a reflexão destes factores, tendo como objectivo facilitar a triagem e selecção das matérias de estudo. Por exemplo neste módulo, as questões sobre a linguagem e inteligência foram analisadas de modo superficial. Ao contrário dos aspectos relacionados com a evolução do campo das neurociências, aprofundamento dos estudos do cérebro e  seus resultados para (re) configuração dos paradigmas de ensino e aprendizagem e consequente, conversão destes saberes para uso na sala de aulas, requereu de minha parte um estudo de alguma profundidade, ou seja releitura dos textos, reinterpretação das notas dos resumos feitos, bem como tentativas de relaciona-las com exemplo da vida quotidiano, experiências pessoais, ao mesmo tempo que procurava estruturar este texto.ReferênciasCALDAS, Alexandre e RATO, Joana, Neurociências e Educação: Realidade ou Ficção, Actas do VIIº Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia, Universidade do Minho, Portugal, 2010, p.633CARVALHO, Fernandes, Neurociências e Educação: Uma Articulação Necessária na Formação Docente. Disponível em http://www.revista.epsjv.fiocruz.br/upload/revistas/r317.pdf. Acesso em: 20 de Novembro de 2016.Zaro, Milton e cols., Emergência da Neuroeducação: a hora e a vez da neurociência para agregar valor à pesquisa educacional. Disponível em:http://servicos.catolicavirtual.br/conteudos/pos_graduacao/docencia/html/neurociencia/leituras/emergencia_neuroeducacao.pdf. Acesso em 15 de Novembro de 2016.</title>
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         <pubDate>2016-12-07 00:19:58 UTC</pubDate>
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