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      <title>Clonagem do padlet Seminário virtual - Apenas este réquiem para tantas memórias by Laura Rodrigues da Silva Viegas</title>
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      <description>Aqui nesse espaço será apresentada a análise do conto de Luisa Geisler &quot;Apenas este réquiem para tantas memórias&quot;, realizada por Jullie e Laura da turma ADM 4.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>Informações sobre a autora</title>
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         <description><![CDATA[<div>A escritora e tradutora Luisa Dalla Valle Geisler nasceu na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul, em 1991. Conhecida como Luisa Geisler, a autora de diversos trabalhos literários é formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Processo Criativo pela National University of Ireland. Em relação a suas obras, tem como a estreante “Contos de Mentira” lançada em 2010 e vencedora do Prêmio SESC de Literatura, no ano seguinte “Quiçá” foi lançada e também levou o mesmo prêmio literário, posteriormente foram publicadas as obras “Luzes de emergência se acenderão automaticamente” (2014), “De espaços abandonados” (2018), “Enfim, capivaras” (2019) e “Corpos secos” (2020). Luisa também foi finalista do Jabuti duas vezes, ganhou o Prêmio Lygia Fagundes Telles e recebeu o Açorianos de Narrativa Longa e o APCA de Narrativa Infanto-Juvenil. A autora possui textos traduzidos e publicados na Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <author>02070247</author>
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         <title>Informações sobre a obra</title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[<div>A obra Contos de Mentira com o conto Apenas este réquiem para tantas memórias, nos introduz a Thomas, um fotógrafo que viaja o mundo realizando o seu trabalho. Em pequenos fragmentos de suas idas e vindas em aeroportos ao redor do globo, somos apresentados à complexa mente do narrador que vai a todo lugar, mas não chega a local nenhum.</div><div>Para Luisa, a obra surgiu a partir de uma reportagem, sobre isso ela fala o seguinte:&nbsp;<br><br></div><blockquote><em>“São pequenas histórias densas, que retratam o ser humano sozinho, acompanhado de sua incompletude. Li uma reportagem sobre o assunto que me chamou atenção. Segundo o texto, a mentira mais falada era ‘está tudo bem’, ‘não tem nada de errado comigo’. Achei interessante. </em><strong><em>São coisas tão humanas, que não sentimos como mentiras.</em></strong><em> Veio então a ideia de fazer um livro sobre essas mentiras simples, que têm um significado muito humano” </em>(Sinopse do livro Contos de Mentira, 2010)<em>.&nbsp;</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Estrutura textual e mistura das linguagens</title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[<div>A obra não apresenta uma estrutura padrão, não segue limitações nem uma gramática correta - no que tange às pontuações - e ainda cria sua própria percepção, de acordo com os acontecimentos. Em alguns casos, o pensamento não é concluído - e até mesmo misturado com outras informações, sejam elas novas ou não. Sobre esse ponto, pode-se ver na citação abaixo:<br><br></div><blockquote><em>“necessário somente o necessário o extraordinário é demais isso é de um desenho meu pai cantava a música do desenho ou era só aquele mamutezinho do desenho que cantava o mamute </em><strong><em>daí o chimpanzé cantava junto tipo ele e o lucas tri contentes seria meu pai um chimpanzé noite noite the point is eu continuo amarelo</em></strong><em>” (GEISLER, 2010, pg. 12).</em></blockquote><div><br>Há presença de ambiguidade em determinados momentos pela variação de idiomas, expressões locais, escrita das palavras (por vezes com repetições e/ou inconclusões) e pelas diferentes formas de interação com os demais personagens, sendo percebido inclusive em seus próprios diálogos.<br><br></div><blockquote>"<em>Que horas sai meu trem? von welcher bahnhof? </em><strong><em>Tenho que ligar pros souvenirs pra minha mãe</em></strong><em>.” (GEISLER, 2010, pg, 15).</em></blockquote><div><br></div><div>O uso de diferentes linguagens por parte de Thomas, às vezes aparentemente involuntário, demonstra o distanciamento dele de sua nacionalidade, pois o mesmo ao frequentar diversos países não se vê mais pertencente a um lugar, por isso ele é apenas mostrado em aeroportos. Sobre os locais, o mesmo o descreve com as seguintes afirmações:&nbsp;<br><br></div><blockquote><em>“no sentido técnico, aeroportos não são território nacional. </em><strong><em>No sentido técnico, aeroportos não são lugar nenhum</em></strong><em>” (GEISLER, 2010, pg. 15).</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>Estrutura narrativa</title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em Apenas este réquiem para tantas memórias, não há um início a partir de algum ponto definitivo para a história, assim como também não há um fechamento concreto, que complete a estrutura tradicional a qual estamos acostumados na literatura. O leitor é apenas apresentado a breves momentos em que é possível adentrar a mente de Thomas e captar fragmentos dos diversos pensamentos do narrador, centrados nos aeroportos em que o mesmo frequenta. Pode-se perceber que é justamente esse o objetivo da estrutura da narrativa, apresentar a fluidez de ideias e pensamentos do personagem que não necessariamente possuam uma lógica concluída, uma representação da realidade executada de maneira excelente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>Informalidade</title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[<div>O texto apresenta uma linguagem informal, com dialetos e expressões locais, inclusive em diferentes idiomas, mostrando o quão profundamente estamos dentro da mente do narrador, o qual tem seus pensamentos fluídos naturalmente pelo texto, sem se limitar às regras e formalidades da escrita. Essa espontaneidade traz o leitor para perto de Thomas, deslocando o último para fora da narrativa e o aproximando de algo como uma pessoa real. Abaixo podem-se observar duas citações que mostram a informalidade apontada:<br><br></div><blockquote><em>“Sento em um banco, puxo a câmera da mochila.</em><strong><em> Minha Nikon D3000 tá comigo há não sei quantos anos.</em></strong><em> No sentido técnico, a câmera é o de menos. Lentes duram pra sempre. Uma lente boa custa mais que uma câmera. Mesmo assim, câmera se iguala a cartão de memória, hash, tripé, comida. </em><strong><em>Tu compra ciente de que vai jogar fora um dia, mas tu te acostuma com o jeito de segurar a câmera, a textura lateral, mais áspera. Tu te acostuma com a localização dos botões na parte de cima, do menu. Tu te acostuma com o bloco plástico contra o rosto.</em></strong><em> A câmera junta tudo, o cartão de memória e a lente. A ideia de desapego, a ideia que uma lente importaria mais, não é pra mim.” </em>(GEISLER, 2010, pg. 8).</blockquote><div><br></div><blockquote><em>“</em><strong><em>Tá, eu pego. Relaxa.</em></strong><em> Ela só não pode morrer no caminho. Ou se morrer, melhor... com herança, né?” (GEISLER, 2010, pg. 10).</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo-espaço</title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[<div>O tempo cronológico em sua maioria não é definido e sua passagem é marcada somente na mudança entre os aeroportos, ocasião em que Thomas cita:<br><br></div><blockquote><em>“É o começo de mais uma noite” </em>(GEISLER, 2010, pg. 7).&nbsp;</blockquote><div><br>Além disso, a alteração dos espaços só pode ser percebida através de anúncios, os quais mencionam o local que passará a se referir. Inclusive, o narrador-personagem, em alguns momentos, perde a noção do tempo não sabendo afirmar com precisão o horário de seus vôos ou que horas são.</div><div>Por outro lado, o tempo psicológico está muito presente, sendo esse utilizado para marcar a narrativa, situando o leitor do período referido, apontando lembranças de seu passado, outras viagens, sua família e até mesmo de seus afazeres e memórias. Dessas, se tem como exemplo a seguinte:&nbsp;<br><br></div><blockquote>“Tenho que ligar pra agência do Lucas. Os souvenirs pra minha mãe.” (GEISLER, 2010, pg. 14)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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         <title>Deslocamentos e globalização</title>
         <author>02070247</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os deslocamentos do personagem na narrativa são apresentados por diversos nomes de aeroportos ao redor do mundo, porém Thomas sempre os descreve basicamente da mesma forma, com alterações apenas no formato da escrita:&nbsp;<br><br></div><blockquote><em>"As cores são azul e cinza. As paredes são de vidro, o som de aviões ecoa, inscrições em amarelo preenchem as placas em preto. Elevadores fazem ruído, piso branco. Idiomas nos avisos, nas chamadas pra voos, nas pessoas, nos cheiros de tempero, no ar limpo. É o começo de mais uma noite.” (GEISLER, 2010, pg. 7)</em>.&nbsp;</blockquote><div><br>Assim, é possível ter a impressão de que ele passa por vários países, porém não sai do mesmo lugar.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Esta última afirmação pode ser relacionada com a constante globalização, em que através da internet podemos ir a diversos lugares sem sair de casa, estando conectados com pessoas de diferentes países, suas culturas e linguagens. Contudo, no conto acontece o contrário, Thomas visita várias regiões do mundo, sem rumos concretos, porém não se sente próximo de ninguém, estando preso sempre a mesma rotina - aparentemente exaustiva, pouco confortável, mas viciante. A sua constante permanência em aeroportos evidencia que eles são o seu “lar”, já estando habituado ao ambiente, com sua mochila contendo tudo o que necessita e um olhar curioso e atento, sem previsões de voltar para casa, junto de sua família.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-31 00:26:55 UTC</pubDate>
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