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      <title>Caminhada labiríntica pelo Campus
 by Thais de Araujo Fernandes Molina</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-31 01:30:26 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>A caminhada pelo campus, feita sem pressa e sem destino, revelou novas formas de perceber o espaço. O corpo sentiu o ambiente com mais presença — os sons, o vento, a luz e até o chão ganharam novos significados. Pensamentos e imagens surgiram espontaneamente, revelando histórias e sensações antes invisíveis. A experiência mostrou a diferença entre apenas passar por um lugar e deixar-se tocar por ele: a primeira é apressada e distraída, a segunda é profunda e sensível. Mais do que um trajeto físico, a caminhada foi uma jornada interna de escuta e descoberta.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 02:05:48 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2025-06-05 02:31:43 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Entre o bloco P e a orla: quando o corpo caminha atento</p><p><br/></p><p>Caminhar não foi apenas sair do bloco P em direção à orla. Foi atravessar uma espessura de mundo que, na correria dos dias, costuma passar despercebida. Inspirada por Tim Ingold, deixei de apenas “passar por” e me permiti ser tocada — pelos espaços, pelos sons, pelos silêncios que habitam o campus Gragoatá.</p><p><br/></p><p>Comecei o trajeto com passos contidos, ainda carregando as urgências e distrações que grudam na gente dentro da sala de aula. Mas bastou sair do P e sentir a luz filtrada pelas árvores para algo mudar. O caminho até o prédio de Artes parecia o mesmo de sempre, mas havia algo diferente ali: o vento. Ele cortava o calor com uma gentileza quase humana, soprando memórias que não eram só minhas.</p><p><br/></p><p>Ao passar pelo prédio de Artes, ouvi sons vindos de dentro — talvez ensaio, talvez silêncio criativo. Senti que as paredes ali não guardavam apenas salas, mas pulsações. O corpo foi se abrindo à escuta. O olhar começou a reparar em detalhes: a sombra irregular das folhas no chão, uma bicicleta encostada torta, um aviso meio apagado num mural. A vida miúda e viva.</p><p><br/></p><p>Chegando à Biblioteca Central, diminui o passo. Há algo sagrado naquele edifício. Um convite à pausa, à reflexão. Os bancos ao redor, as árvores altas, a brisa vinda do mar: tudo ali parecia disposto a acolher um pensamento mais lento. Vi pessoas lendo, outras apenas respirando. Me dei conta de que caminhar também é estudar — com os olhos, com os ouvidos, com a pele.</p><p><br/></p><p>Continuei em direção à Eduff. Passei por caminhos que antes pareciam apenas funcionais, mas que agora se abriram como trilhas poéticas. O gramado se estendia calmo, e ao fundo, a orla: o encontro do campus com o mar. A cidade parecia longe por um instante. O corpo, mais leve.</p><p><br/></p><p>A diferença entre passar por um lugar e deixar-se tocar por ele? Agora sei: passar é ignorar o convite do mundo; deixar-se tocar é dizer “sim” à presença. É transformar caminho em experiência. Foi isso que senti. O campus não era apenas um espaço entre prédios — era um território de relações, de histórias silenciosas, de escuta sensível.</p><p><br/></p><p>Ao final da caminhada, entendi o que Tim Ingold queria dizer. Caminhar é imaginar. É educar a atenção. É permitir que o mundo nos atravesse, nos desafie, nos ensine. E ali, entre o concreto e a brisa, entre o bloco P e a orla, eu caminhei pela primeira vez — de verdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 03:40:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <pubDate>2025-06-05 13:08:43 UTC</pubDate>
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         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thais_molina/own87unky36o4i9c/wish/3480543279</link>
         <description><![CDATA[<p>Eu não tinha certeza do que fazer. Apenas segui em frente. Talvez por exaustão, talvez apenas para experimentar um ar diferente. Inicialmente, minha mente estava agitada. Confusão de pensamentos, corpo um tanto rígido, como se ainda estivesse preso à mesma rotina, mesmo estando longe dela. Mas então... é complexo explicar. Aos poucos, parei de pensar. Apenas caminhei. Observando. Sentindo. Houve um momento em que percebi que estava realmente ali, entende? Presente. Comecei a notar detalhes que nunca havia percebido antes ou que sempre vi, mas nunca realmente observei.</p><p>Uma árvore ligeiramente inclinada. Um canto tranquilo do campus que parecia um mundo à parte. Um banco desgastado que, por alguma razão, me deu vontade de sentar e permanecer. O corpo também se manifestou significativamente. Meus ombros estavam mais relaxados. O ar parecia renovado. De repente, uma brisa tocou meu rosto e senti como se fosse um abraço.</p><p>E isso me surpreendeu. Porque normalmente eu nem noto essas coisas. A vida segue seu curso e nós apenas acompanhamos. Hoje não. Hoje foi como apertar o botão de pausa. Refleti sobre a distinção entre atravessar um lugar e ser afetado por ele. Acredito que vivemos atravessando. Sempre com pressa, com um destino. Hoje permiti que o lugar me alcançasse. E não foi nada extraordinário. Nenhuma epifania ocorreu. Apenas houve... verdade. Silêncio. Uma certa serenidade que me fez bem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 14:53:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thais_molina/own87unky36o4i9c/wish/3480584444</link>
         <description><![CDATA[<p>Caminhar não é só ir de um lugar a outro. É sentir o mundo com o corpo todo. No campus, cada passo era uma descoberta: o chão irregular ou o som dos pássaros. O labirinto de caminhos nos fez prestar atenção — não só no destino, mas em cada curva, cada sombra, cada pequeno detalhe que a pressa esconde.  </p><p>O corpo sente o que a mente ignora. Os pés percebem se o chão é liso ou pedregoso, o vento refresca a pele, o ritmo da respiração muda conforme a subida ou descida. Caminhar devagar faz o mundo ficar mais vivo.  </p><p>Alguns caminhos novos apareceram — não estavam no mapa, eram atalhos de terra, espaços entre árvores que convidavam a explorar. E isso fazia diferença. Porque não era só "passar por um lugar", mas deixar que ele mexesse comigo. Passar é só ver; deixar-se tocar é sentir, é guardar aquele lugar na memória do corpo.  </p><p>No fim, a caminhada mostrou que andar sem pressa é um jeito de conversar com o mundo. E, às vezes, se perder é só um modo de se encontrar de outro jeito.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 15:42:33 UTC</pubDate>
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         <title>Meu labirinto particular </title>
         <author>danniemachado</author>
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         <description><![CDATA[<p>A aula termina, saio da construção e me deixo deslisar para os fundos do campus, ao fim do corredor entre os prédios - arborizado e escuro, um tanto úmido como mata fechada. Mas seu chão não é de terra: me distraio com um pequeno mico fazendo graça em cima de uma árvore e quase tropeço num dos milhares de paralelepípedos que cobrem algumas áreas da universidade e se tornam cada vez mais irregulares pela força das raízes das árvores que resistem ao chão artificial que lhes tenta sufocar. </p><p><br/></p><p>Passado o incidente, vou seguindo em frente, me deparando com o bucólico cenário de um banco debaixo de uma farta amendoeira, que me lembra muito a infância. Na verdade, ela já é minha velha conhecida: sempre que passei por ali quis sentar debaixo dela; fosse para conversar sozinha, fosse para rir de mim mesma, fosse para chorar ou só para ouvir o som do mar - mas, pelo visto, não sou só eu que gosto de amoreiras, pois o banco está sempre ocupado.</p><p><br/></p><p>Não tem importância: continuo caminhando pela trilha que me revela a orla. Meu andar, costumeiramente displicente, acaba tornando-se desajeitado pela irregularidade do chão duro que chega a atravessar a leveza dos meus chinelos e me machucar os pés. Logo encontro a calçada gramada onde é mais confortável andar e não falta lugar para me acomodar e admirar o pôr do sol intensamente laranja de outono iluminando o Corcovado e o Pão de Açúcar. E é diante deste cenário, ouvindo o som do mar e assistindo o ir e vir das barcas que me demoro a pensar na vida ou a me preparar para a próxima aula. </p><p><br/></p><p>Mas antes, vem a hora da refeição! Eu já descobri o caminho mais curto para o restaurante universitário, mas a depender do tempo ainda disponível, gosto de explorar outros caminhos - uns mais serenos, outros mais duros e irregulares. Há os caminhos com mais luz e mais vento, e há caminhos mais escuros e úmidos, como aquele primeiro corredor que percorri. Prefiro me deixar levar e desbravar os blocos e prédios do campus, às vezes entro em um ou outro com a desculpa de usar o banheiro. Mas sempre que posso escolher, prefiro escolher o caminho arenoso do estacionamento, onde consigo sentir o calor do sol ou admirar a luz da lua, e onde volta e meia borboletas das mais diversas cores parecem vir me recepcionar. Cumprimento cada uma, como se velhas amigas fôssemos - no fundo somos parentes, pois estou em constante metamorfose. Meu caminhar é uma amostra disso: assim como meu jeito de conversar com miquinhos fazendo graça é diferente do meu “borboletar”.</p><p><br/></p><p>Difícil definir o meu andar: ele apenas se adapta; não tem ritmo ou métrica porque tudo me atrai ou distrai. Meu caminho é explorar o mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 20:02:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Não sei dizer ao certo quais novos caminhos surgiram durante a experiência. Eu já tinha andado pela UFF inteira antes, então todo lugar que eu ia parecer um tanto quanto… familiar?</p><p>Digo familiar, pois, durante a caminhada, eu tentei enxergar todo lugar como algo novo, como se eu estivesse vendo pela primeira vez.</p><p>Mas se eu tivesse que especificar um caminho novo, eu diria que foi perto da piscina, atrás do prédio de educação física, aquela, sim, foi uma área que eu nunca havia passado desde que as aulas começaram. Eu assumo, achei que não seria nada de mais, porém até que me impressionei com o quão bonita é aquela área da UFF. As casinhas de pássaros penduradas pelo prédio, o balanço, as árvores, o pé de manga, até mesmo a visão para o mar, era de certa forma… diferente, talvez até mais bonita.&nbsp;</p><p>Falar assim parece clichê, mas eu me senti melhor naquela área. Mais feliz, mais vivo, como se eu estivesse tocado pela energia do ambiente. Me fez lembrar dos momentos bons da escola: do fundamental 1, quando ainda era divertido ir para lá e para cá com as outras crianças, brincando de pique pega, pique-esconde, quando brincar e correr com os amigos ainda era algo legal e comum de se ver; do teatro de que participei no ensino médio. Os ensaios, a elaboração dos cenários, a escolha do figurino, a improvisação nos efeitos especiais com as coisas que conseguimos de última hora, porém, foram super eficazes.&nbsp;</p><p>Sensações que nunca saem da nossa memória. Que às vezes esquecemos quando nós sentimos elas pela última vez, mas que nunca esquecemos que já a sentimos antes.&nbsp;</p><p>A sensação de ser tocado por um lugar é de certa forma nostálgica. Não é só você passar por um lugar que você já foi antes, e esse lugar te lembrar de memórias, sejam elas felizes ou tristes.&nbsp;</p><p>E sim, você passar por um lugar e ele te tocar de alguma forma, te fazer sentir coisas. Acho que é aí que fica a diferença: sentir. Você passa por um lugar e ele te faz se sentir nele, te proporcionar memórias e você reviver elas, como se estivesse tudo acontecendo de novo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 02:11:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ronald_g</author>
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         <description><![CDATA[<p>A caminhada pelo campus não foi apenas um percurso físico, mas um mergulho nos encontros que ali pulsam. Descobri que os caminhos mais novos não estão no cimento ou nas placas indicativas, mas nos corpos que os atravessam: o estudante que chega cansado porque o ônibus atrasou, a pressa de quem só tem meia hora para almoçar no RU antes da próxima aula, as mobilizações estudantis.</p><p>Meu corpo sentiu o desnível do chão, sim, as pedras soltas, o vento que levava vozes fragmentadas de conversas que por ali passavam. Mas também sentiu o peso de uma realidade: este lugar não é feito de tijolos, é feito de gente. Gente que carrega histórias, vontades, sonhos e necessidades urgentes. O Restaurante Universitário não é um detalhe, é um ato de resistência, um prato de comida é mais que nutrição, é a garantia de que alguns ainda podem permanecer.</p><p>Há uma diferença brutal entre passar por um lugar e deixar-se tocar por ele. Passar é ser espectador; deixar-se tocar é reconhecer que o chão que você pisa está cheio de rachaduras e que muitas delas foram abertas por quem veio muito antes quem veio muito antes de nós.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://gente.As">As</a> paredes do campus têm cartazes colados e rasgados, camadas de tinta e revolta. Não é decorativo: é a prova de que aqui, aprender também é lutar.</p><p>O que mais me chamou atenção não foi a grandiosidade dos prédios, mas a humanidade que os ocupa, isso sim faz aquele local mais humano e mais nosso.</p><p>Os atrasos não são falta de compromisso, são a geografia da desigualdade. O RU não é um serviço, é um direito conquistado diante de muita luta . E no meio disso, há uma cultura própria.</p><p>O campus é um labirinto, sim, mas não porque nos perdemos nele, porque ele nos obriga a encontrar uns aos outros. E nisso, descobrimos que caminhar, no fundo, é aprender a estar juntos e estar na vida um do outro.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 02:21:26 UTC</pubDate>
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         <title>Caminhada </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>“<em>Caminhar não é apenas deslocar-se, mas estar em relação com o mundo.</em>” (Ingold)&nbsp;</p><p><br></p><p>	Gringa. Temporário. Tímida. Perdida. Eu estou cheia de medos que me impediam de tomar caminhos diferentes em terra nova que nunca tinha conhecido. A minha rotina consiste em duas aulas na segunda, terça e quinta. Quarta, eu estou no mesmo lugar—na Jurujuba—e tomando o mesmo caminho pra chegar. Nunca tive coragem de caminhar sozinha e sim ter um destino final porque não quis me perder. Ao mesmo tempo, não estava conseguindo fazer amizades na UFF já que meu portugues não é bom.&nbsp;</p><p>	Hoje, durante a caminhada tive a sorte de ser acompanhada por uma amiga que estou conhecendo. A sensação foi esquisita, já que não tinha caminhado pela UFF—eu só conheço o Bloco P, o Centro de Línguas e o Bloco A. Era tempo de almoço, então o bandejão estava cheio de pessoas comendo e me senti nervosa. Foi nesse momento que decidi inconscientemente tomar outro caminho. No transcurso, eu notei que o campus de ciências humanas está conectado com o campus de educação física. Nesse momento, eu me surpreendi porque pensei que não conseguiria conhecê-lo durante meu tempo aqui. No transcurso da paisagem, eu notei que temos uma árvore de manga verde—meus favoritos—e também um campo informal de futebol. Conheci a cancha de basquete, o lugar onde ficam os jogos para comemorar a Festa Junina e encontrei a piscina. Além disso, encontrei outro ponto de vista na ponte para viajar para o Rio. Foi um lugar que invocava uma sensação de paz.&nbsp;</p><p>	Esta experiência me fez sentir mais conectada e como se realmente fosse encaixando. Agora sinto que preciso tomar mais caminhos simultâneos porque talvez aprenda algo diferente de mim mesma. Meu corpo sinto como se conhecesse esse caminho e imagine meus dias tomando esse caminho frequentemente. Acho que o que notei é que simplesmente “passar por um lugar” te exclui da experiência do lugar enquanto “deixar-se tocar por ele” te ajuda a tomar uma sensação de ser parte dela e não só um passageiro ou desconhecido. É como conhecer uma nova pessoa—quando você frequenta ver alguém e não fala com ela, isso é uma experiência muito diferente de conhecer e se tornar amigos. Realmente não ter destino ajuda a tomar consciência do mundo que existe fora das nossas fronteiras na vida—sejam físicas, mentais ou emocionais.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 02:35:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p> Descobrindo a faculdade com novos olhos</p><p><br/></p><p> A caminhada sem rumo feita pelo Campus transformou o que era um caminho rotineiro em algo inusitado.Diversas vezes eu passava perto daquele local ou ouvia alguém comentar sobre mas nunca tinha entrado ou passado por lá.Então eu e meu grupo decidimos passar por 2 lugares que sempre tivemos a curiosidade de saber, o que tinha naquele local. </p><p> O primeiro lugar em que fomos foi no "Espaço Aroeira", ele é meio escondido e fica perto dos blocos O e N.Neste espaço tem 5 estufas, algumas com plantas e outras vazias.A primeira coisa que veio à minha mente foi um jardim secreto escondido entre os blocos da faculdade. Tinha também alguns bancos feitos de tronco de árvore, ótimos para descansar depois de um dia agitado e uma placa dizendo "Respeite e preserve esse espaço".Encontramos também alguns animais como pássaros amarelos,borboletas laranjas e um grilo.</p><p>  Já no segundo local foi o IACS(Instituto de Artes e Comunicação Social), tinha algumas exposições tanto dentro e fora do prédio.É um lugar bem agradável, tem uma linda vista para orla e é bem colorido, diferente da maioria dosblocos.Gostei bastante do IACS porque é bem tranquilo e excelente para desligar um pouco a mente. </p><p> No começo me parecia muito confuso essa ideia de caminhar sem rumo e deixar que os pés escolhessem o caminho.Mas ao decorrer dessa experiência eu entendi o que Ingold quis dizer sobre a caminhada labiríntica, não é sobre chegar mas sobre estar.E nesse estar,o campus deixou de ser apenas um conjunto de prédios sem graça para se transformar em algo novo e interessante.E no final eu tive a certeza de que há sempre um novo caminho para se descobrir mesmo aquele que já conhecemos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 19:44:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-08 04:22:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-08 22:50:28 UTC</pubDate>
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         <title>Elizabeth S. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Embora eu não tenha participado da caminhada de quinta-feira, acredito que o percurso que faço diariamente até o prédio P se aproxima da experiência vivida no campus por todos naquele dia.</p><p>A imagem parece ser a mesma em todos os dias em que vou à aula. No entanto, o que muda é o sentir do dia, os movimentos ao nosso redor tudo depende de como o dia se apresenta: calmo, agitado ou tomado por pensamentos que nos afastam da percepção das sensações que nos cercam.</p><p>Perceber esse espaço exige de cada um a disposição de se perceber nele e de se permitir experimentar as emoções naturais ao redor.</p><p>Há uma necessidade silenciosa de controlar a respiração, sentir o ar entrando nos pulmões, ouvir o canto dos pássaros, deixar o vento tocar o rosto e envolver o corpo, sentir o sol atravessando os olhos a cada passo entre as frestas dos blocos.</p><p>Tudo isso me faz pensar o quanto, na correria do dia a dia, deixamos de perceber o simples. Não valorizamos os ambientes que frequentamos diariamente, como se eles estivessem sempre ali apenas para serem atravessados, e não sentidos. A rotina nos cega para o essencial e, por vezes, deixamos de nos perceber também.</p><p>A caminhada, ainda que solitária, foi uma oportunidade de pausa. Uma chance de olhar ao redor com mais atenção e de compreender que o espaço que habitamos diariamente também nos habita, se nos permitirmos parar, respirar e sentir.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-29 19:43:10 UTC</pubDate>
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