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      <title>A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO EM &quot;TORTO ARADO&quot; by </title>
      <link>https://padlet.com/luizfeliper/ovh89xjbfti7ikph</link>
      <description>Atividade da disciplina de Formação do Território Brasileiro - Geografia, UEMS/Jardim, Prof. Dr. Luiz Felipe Rodrigues. 2023.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-02-09 19:03:24 UTC</pubDate>
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         <title>BRASIL MIGRANTE: contrastes, saudades e política. Por Luiz Felipe Rodrigues.</title>
         <author>luizfeliper</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Brasil é um país migrante. Nossa história e nossa geografia são marcadas por longos e persistentes processos de migração interna e externa. Migrações forçadas, migrações na esperança de uma vida melhor, de um lugar para se trabalhar e viver em paz, ou de um lugar para explorar riquezas e o trabalho alheio.&nbsp;</div><div>Essas diferentes perspectivas migratórias se entrecruzam há bastante tempo, e constroem um país atravessado por uma extrema diversidade sociocultural, mas também, por uma absurda desigualdade sustentada com muita violência e dor.&nbsp;</div><div>Colonizadores chegaram, ocuparam áreas litorâneas e aos poucos migraram ao interior desse vasto território que chamamos Brasil.&nbsp;</div><div>Africanos escravizados migraram forçosamente para estas terras.&nbsp;</div><div>Frentes colonizadoras forçaram grupos indígenas inteiros a migrarem para regiões mais inacessíveis a elas.&nbsp;</div><div>Vários fugitivos de guerra, de autoritarismos e de pobreza e aspirantes a promessas de trabalho e de uma vida mais próspera desembarcaram no Brasil, como os alemães, os poloneses, os russos, os italianos, japoneses.</div><div>Milhares de camponeses migraram para as cidades diante da precarização de suas condições de vida pela ganância das elites fundiárias.</div><div>Inúmeras gentes do Nordeste migraram para o Sudeste em busca de oportunidades. &nbsp;</div><div>Camponeses do Sul migraram em direção ao Centro-Oeste e Norte do país, e também ao Paraguai, em busca de terra para trabalhar... e outros tantos na procura de terras para acumular, expulsando as populações mais vulneráveis, com muita violência, com muita morte.&nbsp;</div><div>Em meio à desesperança de uma vida mais digna no Brasil, incontáveis brasileiros se tornaram migrantes e partiram mundo afora... uns se foram “pra nunca mais”, como canta Maria Rita na música “Encontros e Despedidas”, outros voltaram diante das dificuldades de um mundo feroz, e perversamente global como dizia Milton Santos (2000).</div><div>Perante a essa mesma globalização tão desigual e as suas possibilidades de encontros e conexões, diversos povos chegam aqui hoje para construir uma nova vida e contribuir para a construção do nosso país: haitianos, senegaleses, venezuelanos, palestinos, libaneses, paraguaios, bolivianos, estadunidenses, portugueses, indianos, chineses, ucranianos e tantos outros.&nbsp;</div><div>Alguns acabam sendo explorados e vítimas de preconceito e de um “medo” injustificado, vivendo muitas vezes em condições análogas à escravidão.&nbsp;</div><div>Outros constroem dia-a-dia uma vida melhor em relação a lugares de origem em situação de guerras e outras catástrofes como a pobreza e a fome.&nbsp;</div><div>E mais outros vivem o sonho de haver encontrado um amor ou um trabalho melhor remunerado, ainda que no estrangeiro.</div><div>Há também aqueles, como muitos dos nordestinos, migrando num processo “de volta para a minha terra” pela melhoria das condições dessa região nas últimas décadas, pelo sucesso ou não dos projetos de vida na grande São Paulo, e também pela saudade.&nbsp;</div><div>E ainda são muitas e muitas gentes que migram nesse Brasil atrás de emprego, de estudos, de tratamento médico, de felicidade. Escapando da miséria, da falta de oportunidades, da violência doméstica e de tantas outras possíveis.&nbsp;</div><div>Em Torto Arado, Bibiana e Severo migraram para a cidade nessa luta que persiste por gerações. Em Água Negra, várias pessoas chegaram ali migrando em busca de trabalho, de paz e de liberdade, ainda que essas duas sejam inalcançáveis em sua completude num país formado por uma herança cruel de colonização, de exploração, de escravidão. E essas pessoas, descendentes de africanos e indígenas escravizados, vítimas de migração forçada.&nbsp;</div><div>Também sou tataraneto, neto, filho e irmão de gentes migrantes: da guerra, da colonização, da escravidão, do campo para a cidade, da violência doméstica. Também migro em busca de estudo, de trabalho, de sobrevivência, de uma vida digna. Acredito que ninguém deveria buscar uma vida “melhor”, pois ela não deveria ser pior para ninguém.&nbsp;</div><div>Talvez, a obra Abaporu (1928), pintura de Tarsila do Amaral, expresse muito bem esse país se olharmos para os seus enormes pés e sentirmos esse Brasil Migrante. Ou a obra “Os Retirantes” (1944), pintura de Cândido Portinari, nos mostre a cara e a alma desse país profundo que migra. Um Brasil que caminha, que aprende, que dialoga e que se atrita pela força, pelo cansaço, pelo sofrimento e pela esperança que movem os seus próprios pés.&nbsp;</div><div>Tantos pés. Tantas e quantas saudades. Gentes-partidas. Pelo menos, daqueles que vivem na linha da simplicidade. Talvez, a Saudade seja o sentimento mais profundo das almas brasileiras. Sentimento em que convivem a esperança e a dor, em que passado, presente e futuro se entrelaçam. Assim também é o migrar: é tanto dor quanto alívio, tanto esperança quanto medo, passado e futuro se enfrentando no presente. O migrar e a saudade são tão frutos de antagonismos como o Brasil, país de contrastes, onde o arcaico se funde com o moderno, de uma “mestiçagem” que testemunha profundas misturas e separações, como refletem Lilia Schawarcz e Heloisa Starling (2018).&nbsp;</div><div>O que poderíamos fazer dessa saudade tão profunda em que se enraíza os brasileiros? Seria possível transformá-la em força de luta social por uma vida digna, por um país mais democrático e menos desigual? Por uma cidadania plena em um país que ela ainda não existiu como nos mostrou Milton Santos (1987)?</div><div>Saudade é memória. Talvez fosse necessário entrelaçar nossas memórias individuais com a memória coletiva para uma nova política. A política de um Brasil migrante e diverso.</div><div>Numa ida minha à Chapecó – Santa Catarina, em busca de migrar, encontrei uma família migrante venezuelana no ônibus que, entre diálogos em espanhol, fotografavam as paisagens da nova terra pelo celular através da janela. Ao sair da rodoviária, um motorista de uber haitiano. Na parada do semáforo, crianças imigrantes venezuelanas vendiam balas e ofereceram ao motorista haitiano. No bairro Efapi, onde vivem muitas pessoas que trabalham em frigoríficos de grandes empresas, incluindo os imigrantes, mulheres senegalesas caminham em direção ao supermercado. No meu regresso, pelo aplicativo 99, um motorista libanês que, enquanto dirigia, deixava seu celular transmitindo um canal de seu país de origem. Quem são essas pessoas em um estado brasileiro no qual parte da população exalta a branquitude e uma ascendência europeia considerada superior?&nbsp;</div><div>Será possível a partir desses encontros a construção de uma sociedade mais dialógica, mais acolhedora e que reconheça a diversidade como riqueza humana e a desigualdade como um absurdo que precisa ser combatida pela união de todos?&nbsp;</div><div>Mesmo sendo esse país tão migrado e que herda disso um encontro entre diversas culturas, por que as distâncias socias como o racismo, a xenofobia, a pobreza e a exclusão se perpetuam? <br><br><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></div><div>JUNIOR, Itamar Vieira. <strong>Torto arado</strong>. São Paulo: Todavia, 2019.</div><div>SANTOS, Milton. <strong><em>O Espaço do Cidadão</em></strong>. São Paulo; Nobel, <em>1987</em>.</div><div>SANTOS, Milton. <strong>Por uma outra globalização:</strong> do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.</div><div>SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. <strong>Brasil: uma biografia. </strong>2ª ed. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2015.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-27 20:01:55 UTC</pubDate>
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         <title>MALDADE DE GENTE BOA. Por  Ana Marcia A. Romeiro</title>
         <author>01715022130</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>"Meu povo seguiu de um canto para o outro, procurando trabalho. Buscando terras e morada. Um lugar onde pudesse plantar e colher. Onde tivesse uma tapera para chamar de casa. Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então foi assim que passaram a chamar os escravos , por causa da lei, mas precisavam deles . Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores como eram bons, porque davam abrigo aos pretos sem casa , que andavam de terra em terra procurando onde morar. Como eram bons, porque não haviam mais chicote para castigar o povo. Como eram bons, por permitirem que plantassem seu próprio arroz e feijão, o quiabo e a abóbora" (Santa Rita Pescadeira, p. 204).&nbsp;</blockquote><div><br>Para você, que reflexão podemos construir entre esse trecho de Torto Arado e a música "Deus me proteja" de Chico César e Dominguinhos?</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-14 13:13:20 UTC</pubDate>
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         <title>JARÊ, VISÃO DE BRASIL! Por Anelise Trindade da Silva.</title>
         <author>aneliseaparecida123</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um dos elementos presentes na história de Torto Arado, notável principalmente quando analisamos o papel de “curador de Jarê” do personagem Zeca Chapéu Grande, é a religião típica da Chapada Diamantina, o Jarê, que se baseia em influências africanas e indígenas e ao mesmo tempo como cita o autor, a presença de um “catolicismo rural”, contendo traços da religião católica, mas que se expressa por meio de danças e rezas sem a obrigatoriedade da presença de representantes ligados a instituição católica. A presença do empirismo kardecista, crença no processo de evolução espiritual e reencarnação. O Jarê surge em uma realidade de subsistência dessas comunidades, uma junção de culturas. Também conhecido como “candomblé de caboclos”, termo que remete o processo violento de colonização do Brasil, uma miscigenação forçada e desapropriatória, toda essa religiosidade se expressa desse processo. “Caboclos” são todas as entidades dessa religião, suas festas trazem todos os conceitos de culturas confluentes, santos e entidades dentro de uma mesma celebração. Momentos na obra trazem situações acerca do processo de cura no Jarê, pessoas desajuizadas em situação de contenção. A busca pelo bem-estar e cura se baseia em uma relação com a natureza, realização de rituais de purificação xamânicos utilizando-se de ervas. O cuidado não se limita apenas ao cuidado do corpo, mas também da alma. Suas cantigas decoloniais possuem caráter de difusão oral, voz de diversos homens e mulheres oriundos não só de um, mas de muitos povos com saberes marginalizados ao decorrer de todo processo histórico e social. O Jarê se fundamenta no respeito, na união e na devoção da margem brasileira, a expressão consequente da comunhão de raças e etnias violentadas na formação de nosso território, as celebrações são de espírito resistente, a demonstração de uma realidade e vivência não natural resultante de um colonizador, digna de repúdio. O admirável é a força de quem a propaga e pratica.&nbsp;<br><br></div><blockquote>Seria correto pensar nisso como o desejo de ser original unindo saberes distintos? A consciência de não pertencimento a um povo ou nação singular?&nbsp;</blockquote><div><br>Esses pensamentos se fizeram presentes ao decorrer da leitura me fazendo questionar a visão de Brasil não só externa, mas também a reproduzida internamente pelo próprio brasileiro, a qual exclui a diversidade posta abaixo de seu nariz, desclassificando matrizes e se mantendo distante de crenças e costumes originários, praticando os saberes impostos por um agente externo, uma reprodução ignorante e preconceituosa sobre sua própria identidade.</div><div><br><br>REFERÊNCIAS:<br>JUNIOR, Itamar Vieira. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.<br>CARMO, Wendel. Jarê, o 'candomblé de caboclos' típico da Chapada Diamantina. Carta Capital, 2021. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/jare-o-candomble-de-caboclos-tipico-da-chapada-diamantina/&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/-7jiTldEhME" />
         <pubDate>2023-05-14 19:33:42 UTC</pubDate>
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         <title>BRASIL: descendemos de lutas! Por Lucimara Cabral</title>
         <author>00022511164</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><em>Meu pai havia nascido quase trinta anos após declararem os negros escravos livres, mas ainda cativo dos descendentes dos senhores de seus avós. Minha avó, Donana, tinha dado à luz o filho José Alcino em meio a uma plantação de cana na Fazenda Caxangá. Ele nasceu no meio de um charco, porque não haviam permitido que sua mãe deixasse de trabalhar naquele dia. Meu pai veio ao mundo cercado das mulheres que, assim como minha avó, cortavam apressadas a cana sob a vigilância dos capatazes da fazenda (VIEIRA JUNIOR, 2019, p. 123).”</em></blockquote><div><br></div><div>A história de Torto Arado, retrato da própria realidade brasileira, é uma denúncia revoltante de uma sociedade marcada por um passado construído na base da escravidão e da violência. Escravidão que ainda existe, que é tolerada. Tantas violências, como a violência doméstica, são numerosas no dia-a-dia em nosso país. Violências que assolam os menos favorecidos como mulheres, pessoas negras, crianças, indígenas, e tantos outros. Violências que se enraízam nas pessoas como erva daninha pela necessidade de sobrevivência de suas famílias, pela falta de oportunidades, de conhecimento e de consciência dos direitos como ser humano.&nbsp;<br><br></div><blockquote><em>“Mulher bonita, mas maltratada, minha mãe diria. Todas nós, mulheres do campo, éramos um tanto maltratadas pelo sol e pela seca. Pelo trabalho árduo, pelas necessidades que passávamos, pelas crianças que paríamos muito cedo, umas atrás das outras, que murchavam nossos peitos e alargavam nossas ancas. Em pé, olhando Maria sentada na cadeira, vi seus seios pequenos, subindo e descendo na inquietude de sua respiração desolada. Me senti compadecida de sua situação e com vontade de dividir o pouco almoço, mas me contive porque ainda dava importância à reação de Tobias". (Belonísia, Torto Arado, p. 119).</em></blockquote><div><br></div><div>Belonísia e Maria Cabocla, personagens de Torto Arado e da realidade brasileira, revelam a existência de mulheres violentadas e silenciadas por homens, sintoma de um país profundamente machista. Mas elas, assim como outras personagens do livro e do Brasil, mostram a bravura das mulheres para resistir, para viver, para ser livre.<br>E para falar de luta, Torto Arado também me acolheu com o amor e a união de uma família de trabalhadores que prezam pela honestidade, pela esperança e pela simplicidade. Assim são as famílias brasileiras que acreditam em um futuro melhor para todas as pessoas.&nbsp;</div><div>Quando eu era criança, vivi em uma área de plantio de arroz. Minha mãe e meu pai trabalhavam para arar e plantar. Vivíamos em um barraco de sapé, e sobrevivíamos do que a terra dava. Minha mãe sempre foi uma mulher forte e trabalhadeira, nos mostrou&nbsp; a força de uma mulher. Regressamos a cidade quando minha irmã mais velha precisou estudar. Torto Arado me levou a um tempo de lutas e batalhas com meus pais. A única diferença&nbsp; é que o proprietário era uma pessoa muito boa, e até ajudou muito meus pais na aposentadoria.</div><div>Talvez, se nós reconhecermos que somos descendentes de tanta gente que lutou e que sofreu em busca de direitos iguais em meio a violência e a desigualdade, poderemos ser mais humanos e continuar a luta por uma sociedade mais justa e que valorize a diversidade étnico-racial, de crenças, de histórias e de culturas como riqueza do nosso Brasil.&nbsp;<br><br></div><blockquote>E para você, que outras lutas são importantes para reconhecermos a formação do Brasil?</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-15 12:46:48 UTC</pubDate>
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         <title>UM BRASIL PARA TODOS? TRABALHO E DIGNIDADE! Por Andrea Zotarelli Luz.</title>
         <author>andreazotareliluz81</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>"Sabíamos que a fazenda existia, pelo menos, desde a chegada de Damião, o pioneiro dos trabalhadores, durante a seca de 1932. A família Peixoto havia herdado terras das sesmarias. Essas coisas nem Deus sabe explicar como aconteceram, mas Severo diz de uma forma que o povo fica atento, indo de casa em casa, da escola aos caminhos para a roça. Depois o povo fica se perguntando, conversando entre si, e vão recuperando as histórias das famílias antes da chegada. Eu tentava me concentrar, para aprender sobre o que Severo contava. Que chegou um branco colonizador e recebeu a dádiva do reino. Chegou outro homem branco com nome e sobrenome e foram dividindo tudo entre eles. Os índios foram sendo afastados, mortos, ou obrigados a trabalhar para esses donos da terra. Depois chegaram os negros, de muito longe, para trabalhar no lugar dos índios. Nosso povo, que não sabia o caminho de volta para sua terra, foi ficando" (Belonisia, Torto Arado, p. 132).</blockquote><div><strong>&nbsp;</strong></div><div>&nbsp;Torto Arado nos leva a tantas faces do Brasil: a herança colonial, a escravidão e a exploração do trabalho, as desigualdades, o patriarcado e o machismo, os abusos físicos e psicológicos sofridos pelas mulheres, a riqueza da cultura popular e regional, a diversidade religiosa, os desafios da educação...</div><div>&nbsp;Na formação do território brasileiro, de um país tão desigual, a questão da terra e do trabalho são fundamentais. Muitos povos e comunidades foram expulsos de suas terras ao longo da história de nosso país. Nesse trecho que destaquei de Torto Arado, lembramos como as terras brasileiras, no regime de sesmarias, em nome do Rei de Portugal, foram herdadas por membros da nobreza portuguesa. Às custas da expulsão de muitos povos de suas terras e de muito trabalho escravo, a terra se converteu em grandes latifúndios.&nbsp; Latifúndios que geraram muita riqueza para os seus donos, e muitas condições precárias de vida para os trabalhadores empobrecidos e descartados quando não tinham mais serventia. Trabalhadores que, para sobreviver, ainda hoje, deixam seu suor e sua saúde nestas terras. Por que quem mais trabalhou e trabalha ainda hoje, muitas vezes, não tem direito à terra, à moradia, à saúde, à alimentação e à dignidade? A terra é, ainda hoje, para quem tem poder para se beneficiar dela e explorar trabalhadores. A terra para estes, nada mais é, que uma mercadoria, um gerador de lucros e de ganância. Uma divisão injusta, infelizmente.</div><div>Em Torto Arado, por exemplo, os donos da terra apareciam poucas vezes. Não viviam ali, não sabiam como cuidar e cultivar a terra, não conheciam suas plantas e bichos, suas manhas e seu encanto. Apareciam apenas para retirar o que era produzido pelas famílias que ali eram exploradas, e que, pela exploração, muitas vezes passavam fome. O Brasil é marcado, assim, por uma absurda concentração de terras nas mãos de poucos. E carregamos essa má distribuição de terras de um passado colonial bastante cruel, que sempre resultou em pobreza e sofrimento. Hoje podemos ver muitas lutas de trabalhadores em busca de um pedaço de terra para produzir, e dali tirar seu sustento para viver com dignidade.<br>Eu, Andrea, vinda de uma família paranaense de produtores rurais, por algumas vezes presenciei famílias que viveram suas vidas inteiras trabalhando em propriedades rurais. Quando chegava a velhice ou algum problema de saúde, e não conseguiam mais trabalhar, eram demitidas pelos proprietários. Famílias inteiras acabavam indo para a cidade, e como não sabiam fazer outra atividade além da rural, passavam muitas necessidades. Muitas se juntavam a movimentos sindicalistas para tentar conseguir um pedaço de terra para tirar seu sustento. E assim, Torto Arado também atravessa a minha trajetória.<br><br></div><blockquote>Nos dias de hoje, que outros exemplos você observa e/ou vivencia que demonstram essa herança histórica de concentração de terra e exploração do trabalho em nosso país? Comente abaixo!&nbsp;</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-15 16:17:40 UTC</pubDate>
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         <title>TORTO ARADO: a história do povo quilombola; violência social, econômica e cultural. Por : Ligia Paini - Lígia, coloca na legenda da imagem o título e a fonte dela (caso não encontre, sugiro trocar).</title>
         <author>ligiapainicarvalho</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><em>“O chão das nossas casas e dos caminhos da fazenda era de terra. De barro, apenas, que também servia para fazer a comida de nossas bonecas de sabugo, e de onde brotava quase tudo que comíamos. Onde enterrávamos os restos do parto e o umbigo dos nascidos" (Belonísia, “Torto Arado”).</em></blockquote><div><br>A terra é parte das casas, das estradas, das comidas e das memórias felizes ou traumáticas vividas por aqueles que dela brotam. Torto Arado esbanja a profundeza do elo entre seus personagens e a terra onde cultivam seus alimentos, seus remédios, suas casas e suas vidas. Ainda que, no papel, não fossem donos da terra que tanto cuidavam, esta impregnava a carne e o osso dessa gente que nela trabalhava e construía a sua memória, suas lembranças semeadas com tantos significados.</div><div>&nbsp;</div><blockquote>Qual a sua relação com o lugar onde vive ou já viveu? Quais as lembranças e marcas que você tem desses lugares?</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-15 19:04:17 UTC</pubDate>
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         <title>BRASIL, MISTURA DA TERRA. Por Maria Julietti Cardoso Pedroso Coutinho.      </title>
         <author>julietti18</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como ver um país belo cheio de riquezas e belezas naturais sem adentrar a sua real história? Sem o conhecimento das reais raízes que comportam este país, não é possível entender a grandeza e a vastidão de sua beleza que se revela na diversidade de culturas e crenças vividas e transmitidas por nossos antepassados. Mas quem são nossos antepassados? Se formos adentrar a profundeza de suas trajetórias, veremos que temos que carregamos um pouquinho de cada lugar, de cada povo que construiu essa mistura que se chama Brasil.</div><div>Mistura que não se deu somente através do diálogo e da boa convivência. Exemplo disso é a nossa história de escravidão, que hoje se revela no trabalho escravo “sem correntes”, no campo e na cidade.&nbsp;</div><div>Em Torto Arado, é possível vivenciar as raízes que sustentam a nossa sociedade nos tempos atuais, dividida em classes tão desiguais. Ganância, abundância e exploração para uns. Trabalho árduo, solidariedade, esperança, ânsia de melhorar de vida e de buscar conhecimento para outros. Esse é o desejo que se revela na personagem Bibiana, que em sua jornada, buscou novas formas para entender as suas (nossas) raízes. Jornada que revela a importância de conhecermos a nossa história para além das aparências e de lutar coletivamente pelo bem comum. Mas isso não quer dizer que os outros personagens não possuíam conhecimento. Zeca Chapéu Grande, seu pai, era grande conhecedor da sua terra, dos benzimentos, das tradições, das rezas, do espaço e do tempo que sustentavam as famílias que viviam em Água Negra. Também foi grande estimulador para Bibiana no desejo de aprender, de valorizar as suas raízes.&nbsp;</div><div>Esse universo rural de Torto Arado, e que se revela na fotografia aqui colocada, se apresenta como uma memória coletiva de muitas de nossas famílias que se criaram na “roça”, que lutaram através do trabalho para ter uma terra para cuidar. Somos descendentes de camponeses, filhos do trabalho árduo, sementes da terra. E é preciso reconhecer essa ancestralidade para que tenhamos consciência sobre nós mesmos, trabalhadores.</div><div>&nbsp;</div><blockquote>E para você, o que a falta de conhecimento sobre nossa história traz de consequências para a população brasileira? E como essa falta está ligada a desigualdade, aos preconceitos de cunho racial, de gênero, de sexualidade, cultural ou religioso?</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-17 18:50:19 UTC</pubDate>
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         <title>Religião e cultura popular brasileira. Por Mateus Ventura Rodrigues</title>
         <author>mateusventurarodrigues707</author>
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         <description><![CDATA[<div>	Em Torto Arado, o senhor Zeca Chapéu Grande, pai de Bibiana e Belonísia, é um líder religioso de Água Negra, comunidade onde vive, sendo praticante do Jarê, uma prática religiosa de matriz africana presente na região da Chapada Diamantina, no estado da Bahia. O Jarê possui elementos de cultos das nações africanas bantu e nagô, e do catolicismo rural, da umbanda e do espiritismo, refletindo a diversidade da cultura brasileira e as trocas entre diferentes povos que fazem do Brasil um país único. Zeca Chapéu Grande que exerce o papel de curandeiro em uma região de famílias muito carentes e abandonadas pelo poder público. Muitas pessoas da comunidade e da região iam até ele em busca de cura para as moléstias do corpo e do espírito. Homem forte e trabalhador, Zeca Chapéu Grande é muito respeitado pelo seu povo.</div><div>	O trecho a seguir aconteceu na história de duas irmãs gêmeas, Crispina e Crispiniana, filhas do senhor Saturnino. Crispina enlouqueceu após flagrar sua irmã e seu noivo juntos em sua roça, após esse ocorrido ela ficou desaparecida por dias até ser encontrada por um coveiro no cemitério da cidade. O senhor Saturnino não conseguiu buscar ela com a Ford Rural do patrão, então teve a ideia de laçá-la com uma corda e levá-la arrastada até a casa do senhor Zeca Chapéu Grande, onde ela ficou hospedada até se recuperar da insanidade que se abateu sobre ela.&nbsp;</div><div><br></div><blockquote>“Daí que veio a ideia de lançá-la como se laçam os animais na lida do campo ou os perturbados conduzidos aos curadores de Jarê. E caminhando por muitas horas chegaram a Zeca Chapéu Grande para que pudesse curá-la do infortúnio da loucura que havia se abatido sobre o seu juízo."</blockquote><div><br></div><div>	A religiosidade presente na existência dos personagens de Torto Arado nos faz refletir em como a cultura de matriz africana é marcante naquela região por conta da sociedade da cana-de-açúcar que ali se instalou e no Brasil como um todo que compartilha da herança escravista. A religiosidade brasileira que se expressa em práticas religiosas como o Jarê e nos ofícios de curandeiro e curandeira, são resultado das intensas trocas culturais na formação do território brasileiro.</div><div>	As intensas trocas culturais sempre foram alvos de conflitos por conta da forte presença da igreja no país, e sempre teve imposição principalmente das religiões de origem africana como o candomblé e a umbanda. Nos dias de hoje infelizmente essas religiosidades são alvo de preconceitos e violência.<br><br></div><blockquote>Você conhece na sua região alguma prática religiosa popular? Como a sociedade enxerga essa prática?&nbsp;<br>Na sua opinião, qual a importância dessas práticas religiosas para a manutenção da cultura das comunidades à elas ligadas?</blockquote><div><br></div><div><strong>Material Visual&nbsp;</strong></div><div><br></div><div>	Torto Arado nos mostra a profundidade das práticas religiosas e culturais populares. Em anexo, indico um documentário sobre as benzedeiras do estado de Minas Gerais. Esse documentário fala sobre como se formaram e foram passadas essas tradições de geração em geração.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>Deus Te Pague - benzedeiras e benzedores (um documentário) -Studio Luz (17/03/2021)</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/0vSuHrjZGNo" />
         <pubDate>2023-05-18 19:40:15 UTC</pubDate>
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         <title>Raízes do Brasil - luta, exploração, falta de direitos -  por Jean Marcos da Silva Ferreira </title>
         <author>06497328122</author>
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         <description><![CDATA[<div>A situação da alta exploração no nosso país já vem de fatores históricos, vividos por povos descendentes de africanos oriundos da África e trazidos para a região nordeste do país para trabalhar nas grandes fazendas, e o livro de Torto Arado de Itamar Vieira Junior, retrata uma situação em que, se passa na&nbsp; fazenda onde &nbsp; morava o senhor, sua esposa e suas filhas e sua avó chamada Donana também Negra vivia. O Brasil é um país de grande miscigenação, mistura de raças,etnias. O fato é que muitos desses povos citando agora como exemplo o povo quilombola tem suas raízes histórias de suas trajetórias de vida e que infelizmente acabam sendo perdidas ao decorrer do tempo pelo fato de perder os seus direitos de vida, Donana a vó das irmãs Belonizia e Bibiana, guardava em uma caixa embaixo da sua cama as lembranças de sua família e de seus filhos que não via há muito tempo ou talvez nunca mais viria, mas a curiosidade das irmãs netas de Donana, fez com que ela tivesse esse segredo e seus direitos violados, infelizmente uma de suas netas a Belonizia acabou se ferindo com uma faca que estava em meio as coisas de sua avó e acabou cortando e perdendo sua língua e sua voz. Bibiana e belonizia na época não tinha&nbsp; muita União e esse acidente fez com que elas passassem a conviver mais juntas e a não se separarem. Donana por sua vez, ficou muito entristecida pelo ocorrido e ficou durante um bom tempo arrumando e desarrumando suas recordações, o que manteve ela feliz foi o fato do aparecimento de um cachorro e esse cachorro estava machucado mais que para ela, ia cuidar com muito amor e carinho. Donana envelheceu e caducou levando a sua morte em uma beira de Rio.<br>O fato é que os tempos se passaram Bibiana e belonizia cresceram, a perda de sua avó fez com que elas nunca mais mexessem nas coisas dela e a mantivessem guardadas, seguiram as suas vidas, se casaram, saíram de casa. Seu pai inclusive ofereceu terras à beira do rio para os trabalhadores novos trabalharem na plantação de arroz. Belonizia casou-se E foi morar com o seu companheiro, foi viver em situação precária, situação exploratória, na beira de uma encosta de Rio, julgada pelo marido, e sem direito a reclamação pelo fato de não poder falar, já Bibiana buscou novos conhecimentos e foi atrás dos seus direitos, o direito de sua pele, direitos de viver, o direito da comunidade quilombola, sua descendência.<br>Sua avó Donana assassinou com a mesma faca seu antigo companheiro, a beira de um Rio cruelmente tempos atrás, pois não aceitava mais aquilo pra vida dela e tentou seguir a vida guardando contigo aquela faca.<br>Então o livro faz um apanhado sobre exploração, falta de direitos, preconceito, luta, assassinato com sérios motivos, causas e consequências e de um povo excluído das grandes metrópoles,direitos violados, falta de conhecimento e sobretudo conta uma história no passado que se repetiria no futuro, onde uma mulher não tinha voz e tinha que ser submetida a tudo que o marido mandava.<br><br><br>Referências bibliográficas<br><br>Junior, Itamar Vieira. Torto Arado. São Paulo: todavia 2019&nbsp;<br><br><br>Questão Reflexiva<br><br>Segundo a Leitura do Livro Torto Arado de Itamar Vieira Junior responda:<br>A situação de exploração, negação de direitos trabalhistas, exploração doméstica, ainda é vista nos dias atuais? Existe um órgão competente que investigue essas situações?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-18 21:16:25 UTC</pubDate>
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         <title>É PRECISO FEMINISMO NUM PAÍS PATRIARCAL: machismo, violência sexual e resistência no Brasil. Por Helen Fernandes Amorim</title>
         <author>97329754153</author>
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         <description><![CDATA[<div>O livro "Torto Arado" de Itamar Vieira Junior apresenta uma forte presença do feminismo na trajetória das irmãs Bibiana e Belonísia. Desde o início, as personagens são retratadas como mulheres fortes e corajosas, que enfrentam a opressão e lutam por direitos e igualdade de gênero.</div><div>O feminismo presente na história das irmãs se manifesta em diversas situações, como quando elas questionam a distribuição desigual de tarefas entre homens e mulheres na fazenda onde trabalham, ou quando resistem à violência sexual e ao machismo em sua comunidade. Essas atitudes das personagens reforçam a importância do feminismo para a transformação social e para a conquista de direitos e justiça. Elas vivem em um contexto de grande desigualdade social e econômica, enfrentando condições precárias de trabalho e moradia.</div><div>Apesar de todas as dificuldades, Bibiana e Belonisia questionam a dominação masculina e buscam afirmar sua autonomia e independência, rejeitando a submissão e a opressão.</div><div>Um exemplo marcante do feminismo das irmãs pode ser encontrado quando Bibiana discute com o delegado sobre o estupro que sofreu. Ela confronta o delegado ao falar sobre a cultura do estupro e a atribuição da culpa a vítima.&nbsp;<br><br></div><blockquote>"O que é que eu ganho com isso? O senhor sabe o que é ser violentada? Sabe o que é ter o seu corpo invadido sem o seu consentimento? Não, o senhor não sabe. (...) E sabe por que eu conto a verdade? Porque se eu não contar, e se eu disser que fui eu que quis, vão me condenar mesmo assim. Vão me julgar e me chamar de mentirosa. Vão achar que eu sou uma 🤬 e que mereço o que aconteceu. É assim que as coisas funcionam aqui no sertão, não é? Se é isso que o senhor acha, não há mais o que conversar."</blockquote><div><br>Esse diálogo entre Bibiana e o delegado revela a postura feminista da personagem, que denuncia a cultura do estupro e a culpa da vítima. Além disso, mostra a sua determinação em buscar justiça e enfrentar a opressão.</div><div>Dessa forma, o feminismo presente na trajetória das irmãs Bibiana e Belonisia é uma importante reflexão para a nossa sociedade. Ele nos convida a refletir sobre as desigualdades de gênero e a necessidade de transformação social para a conquista de direitos e igualdade.</div><div><br></div><blockquote>De que forma podemos contribuir para a promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento da opressão contra as mulheres em nossa sociedade?</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-18 23:41:50 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A ESCRAVIDÃO: resquícios de um passado presente. Por Gislaine Borges Jara.</title>
         <author>gislainebjara</author>
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         <description><![CDATA[<div>Torto Arado retrata a vida de diversos personagens, mesmo que em passagens curtas, um povo esquecido, mas que soube reconhecer a força em sua própria origem. Onde não eram bem vistos, muito menos aceitos.<br><br></div><blockquote>&nbsp;"Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores e moradores" (SANTA RICA PESCADEIRA, Torto Arado, p. 151).&nbsp;</blockquote><div><br>Trabalhadores esses que não podiam se quer construir uma casa de tijolos, trabalhadores que eram obrigados a dar mais da metade de sua própria produção aos donos das fazendas, até porque, a terra era deles! Passado tanto tempo desde a abolição, restam ainda marcas desse passado, passado que jamais se deve esquecer.&nbsp;<br><br></div><blockquote>Marcas que se revelam em muitas injustiças e que deixam uma grande questão: Será que a escravidão foi mesmo abolida?&nbsp;</blockquote><div><br>Apesar de existirem leis, o número de trabalhadores resgatados em situação de trabalho análogo à escravidão na atualidade é alto. De acordo com o Jornal da USP, os dados da organização australiana Walk Free Foundation, divulgados no ano passado – em todo o planeta, há 46 milhões de pessoas submetidas a alguma forma de escravidão. O conceito de escravidão, nos dias atuais é mais amplo. Antes, era compreendido como a compra e venda de uma pessoa humana. Hoje, se refere a toda e qualquer forma de aprisionamento, expropriação, perseguição, prisão e a não remuneração pelo trabalho realizado. &nbsp;</div><div><br><br><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></div><div>Escravidão não acabou, apenas se modernizou. Jornal da Usp, 2017. Disponível em:&lt;https://jornal.usp.br/atualidades/atualidades9-05-escravidao-nao-acabou-apenas-se-modernizou/&gt; . Acesso em: 19 de maio de 2023.</div><div>JUNIOR, Itamar Vieira. <strong>Torto Arado</strong>. São Paulo: Todavia, 2019.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-19 19:19:50 UTC</pubDate>
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         <title>Um suspiro de esperança. Por Jordana Vitória</title>
         <author>07809633180</author>
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         <description><![CDATA[<div>A pintura de Jean-François Millet representa um homem segurando uma enxada no campo. Uma característica marcante nessa obra é sua expressão de cansaço em razão do seu ofício exercido no campo. Em "Torto Arado", o cansaço também é um sentimento que atravessa as vidas narradas através de seus personagens aprisionados num trabalho exaustivo e análogo à escravidão;</div><div>Em Torto Arado, a personagem Belonisia diz:&nbsp; “O gerente queria trazer gente que «trabalhe muito» e «que não tenha medo de trabalho», nas palavras de meu pai, «para dar seu suor na plantação»". Em outras palavras, aceitar trabalhar muito significa, muitas vezes, aceitar precárias e desumanas condições de trabalho. Trabalhar muito, nesses casos, não garante o direito à moradia, à alimentação e ao salário dignos. Aliás, trabalhar muito seria um trabalho digno ou um trabalho que apenas consome o nosso suor e a nossa vida? O direito à terra é, ainda hoje, inacessível para grande parte da população brasileira. E esse impedimento é realizado de diferentes formas. Em Torto Arado, os trabalhadores só podiam construir suas casas com barro, para serem facilmente destruídas pelas intempéries ou pela ação dos donos da terra. Isso faria com que não houvesse a possibilidade de ocorrer uma “revolta” pelo direito sobre terra por parte dos trabalhadores. Faria com que não houvessem vestígios dos anos de suor e sangue das pessoas que realmente vivem na terra, que trabalham e deixam anos de sua vida plantados ali. Esse cenário se assemelha a um “feudo” em que tudo era dado ao senhor e pouco restava.</div><div>Apesar da vida difícil, as gentes de Torto Arado encontravam motivos para resistir à essa realidade através das festas e do jarê. A força de sua cultura os fazia se sentirem vivos, livres. Mesmo se tratando de uma obra fictícia, a realidade que perpassa a humanidade é semelhante à ela, pois muitas pessoas aceitam condições sub-humanas de trabalho por ser a única "oportunidade" e forma de sobrevivência que possuem.&nbsp;</div><div><br></div><div>A narrativa abordada pelo autor traz alguns aspectos referentes ao trabalho escravo e luta por direitos, dado isso, analisando a época descrita, na qual não havia acesso a Internet e mesmo assim foi possível reivindicar direitos, pensando através dessa perspectiva no contexto atual com acesso a Internet e direitos decretados, por que ainda ocorre tantas coisas hediondas? Diante de tantas informações e leis, não deveria ter ocorrido uma quebra de paradigmas?</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-23 16:23:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O &quot;Brasil&quot;</title>
         <author>07809633180</author>
         <link>https://padlet.com/luizfeliper/ovh89xjbfti7ikph/wish/2601970814</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa cartografia mental do Brasil busca evidenciar aspectos das imagens criadas sobre o nosso país pelos olhares do exterior e também pelos olhares e realidade dos próprios brasileiros. Apesar de nosso país ser rico em diversidade e cultura, infelizmente, a herança da colonização e as desigualdades produzidas ao longo do tempo por uma globalização perversa que hoje nos domina, muitas dessas características tão singulares são deixadas de lado. O território vai sendo organizado ao sabor dos interesses do grande capital. Afinal, quem é o Brasil?</div><div>São Paulo, onde o capital se concentra, é visto muitas vezes como o Brasil moderno, capaz de representar o país como um todo. Das violências de um colonialismo que inferioriza determinados povos e raças, brasileiros são julgados em muitos discursos xenofóbicos como preguiçosos - injusto para um povo marcado historicamente por lutas constantes pelo direito a dignidade. País do futebol?</div><div><br></div><div>&nbsp;Outra característica intitulada é referente ao “país do futebol”, de maneira que ocorre a desclassificação de todos os outros esportes praticados, ao mesmo tempo por apresentar essa visão, relacionam o país com povos periféricos, sem cultura e violentos, pois o futebol seria o único refúgio de uma realidade miserável. Além disso, o povo brasileiro por ser considerado preguiçoso, os traduzem como um local de festas diárias, unido a essa visão, as mulheres são constantemente sexualizadas de modo brutal e desumano. Na questão ambiental, temos a Amazônia sendo incessantemente “bombardeada” pelos interesses estrangeiros, onde criam-se narrativas de que o melhor para ela seja sua administração (de estrangeiros), e por interesses puramente econômicos, isso faz com que despreze e extermine os povos que ali residem. Ao se referir novamente à questão econômica, o Brasil é conhecido como um país agroexportador, e somente nesse ponto de vista as terras são valorizadas por sua fertilidade.&nbsp;</div><div><br></div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-23 16:29:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Uma conversa com Itamar Vieira Junior sobre ‘Torto Arado’ e a educação brasileira</title>
         <author>03809621102</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sem levantar bandeiras ou discursos doutrinários, Vieira Junior expõe em <em>Torto Arado</em> as várias <strong>mazelas da pobreza</strong>, como a falta de moradia e de acesso adequado à educação.&nbsp; Além, claro, de abordar os aspectos de <em>Torto Arado</em> que permeiam o debate da educação – como a chegada de uma escola à Água Negra e a atividade de Bibiana como professora. Segundo Vieira Junior, o livro foi construído a partir das próprias experiências. Para ele, a educação não ocorre apenas na escola, na universidade ou nos espaços de instrução formal. “A educação acontece todos os dias em muitos lugares.”<br><br>E para você, qual os principais motivos que permeiam a luta por uma melhoria na qualidade da educação?<br><br><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong><br>JUNIOR,Itamar Vieira. <strong>Torto arado</strong>. São Paulo: Todavia, 2019.<br><br>VICENTE, Tião. PAPO CULTURA, <strong>O arado é torto, mas corta rente</strong>. Disponivel em: https://desafiosdaeducacao.com.br/torto-arado-educacao-brasileira/.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-27 18:35:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>BRASIL MISTURA: preconceito, escravidão e lutas. Por Cátia Ferraz Santos.</title>
         <author>03809621102</author>
         <link>https://padlet.com/luizfeliper/ovh89xjbfti7ikph/wish/2607584065</link>
         <description><![CDATA[<div>Qual seria a verdadeira identidade do povo brasileiro? A mistura de raças e povos nos mostram uma história cheia&nbsp; de lutas, trabalho escravo, migrações forçadas e da ânsia de um povo por dias melhores. O trabalho escravo acabou escrevendo nossa história. A constante luta pelo reconhecimento fez nosso povo mais forte. O desejo pela libertação tem guiado o povo brasileiro até hoje. Se libertar das mazelas que ainda nos prendem ao passado, a ganancia, a exploração dos trabalhadores, a escravidão, enfim, todas as heranças deixadas por nossos colonizadores é o que tem feito nosso povo resistir.&nbsp;<br>Ao mesmo tempo que lutamos por liberdade e por reconhecimento ainda vivemos em um pais sem consciência de classe, um país onde as mesmas pessoas que anseiam pela mudança de vida são aquelas pessoas que defendem o opressor. Como nos mostra no livro Torto Arado, quando Bibiana relata que Sutério, o gerente da fazenda adentra a sua cozinha e carrega algumas de suas compras feitas na feira, como fazem os patrões, achando que não se iguala a qualquer outro trabalhador pelo cargo que ocupa, a faz repensar sobre a sua saída da fazenda Água Negra em busca de uma "vida melhor" e assim poder voltar e melhorar a vida de seus pais e de seus tios.&nbsp;<br>A leitura nos faz reviver os dias atuais em nosso país, onde vivenciamos luta pela aceitação, luta pelos direitos trabalhistas e principalmente pela liberdade religiosas, lutas essas que por muitas vezes são silenciadas pela própria falta de consciência&nbsp; da população. Pessoas que deveriam estar lutando por esses direitos, estão apoiando a elite, os patrões, e desprezando os colegas que só querem "uma vida melhor".<br>Olhar a história de luta dos personagens de Torto Arado é reviver os dias atuais do nosso país, onde ainda vivenciamos os trabalhos análogos á escravidão, a violência contra mulheres, a busca por uma educação de qualidade e o anseio por melhorias na classe trabalhista.<br>Não podemos negar que nossa história é contada nas linhas de toda essa exploração.&nbsp;<br><br></div><blockquote>Você acredita que existem possibilidades desses "dias melhores" se tornarem realidade? Que movimentos sociais você acha que são importantes para essas mudanças acontecerem?</blockquote><div><br><strong>REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong><br>JUNIOR, Itamar Vieira. <strong>Torto arado</strong>. São Paulo: Todavia, 2019.<br>RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia de Bolso, 2006. ROCHA, Everardo.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-29 05:51:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>AMOR À TERRA. Por: José Roberto Rodrigues.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizfeliper/ovh89xjbfti7ikph/wish/2612960671</link>
         <description><![CDATA[<div>Fazendo uma leitura tão significante e importante como livro de Itamar Vieira Junior na obra Torto Arado, podemos vislumbrar as profundas manifestações culturais que&nbsp; marcam o território brasileiro como as práticas religiosas,&nbsp; a produção artesanal e a culinária. Mas quero aqui destacar esse amor, essa paixão, que é descrita pelo autor numa riqueza de detalhes que impressiona quando se fala na relação dos personagens com a terra da Fazenda Água Negra, como se ali o solo pudesse brotar por si só uma vida digna do homem do campo cheio de esperanças e fé. Vida que possa se orgulhar de cada gota de suor derramado pelo trabalho pesado em revolver a terra e semear as sementes.</div><div>O campesinato brasileiro refere-se às mais diversas formas sociais, que, além de serem pautadas na relação de trabalho familiar, têm por base diferentes modos de acesso à terra por meio do posseiro, do parceiro, do arrendatário, do pequeno proprietário, entre outros. Há muitos debates sobre a condição camponesa no Brasil e seu papel em um espaço agrário, onde cada vez mais é iminente a modernização agrícola. Porém a história do campesinato brasileiro sempre foi dura e árdua. Várias foram as formas de lutas e resistências que contribuíram para a presença campesina e para a discussão do próprio conceito de camponês. Dentre estas, estão as lutas dos quilombos, as lutas indígenas que acontecem com muita força na atualidade.<br><br></div><div>No site <a href="https://diplomatique.org.br/modos-de-ser-de-produzir-e-de-lutar/">https://diplomatique.org.br/modos-de-ser-de-produzir-e-de-lutar/</a> no dia 17 de maio 2023 a autora Denise de Sordi, publicou uma matéria abordando esse assunto que nos assola há tantas décadas, caracterizando o campesinato ainda existente e resistente.</div><div><br>A partir desse relato e dessa matéria convido todos vocês a refletir sobre a nossa relação histórica com o campesinato brasileiro. Na sua família, alguém trabalha ou já trabalhou no campo (ou como dizem os mais "antigos", na "roça")? Como é/era a vida dessas pessoas?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-02 13:26:28 UTC</pubDate>
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         <title>BRASIL, A LIBERDADE DO POVO. Por Talison Franco Hora</title>
         <author>talisonfhora3579</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>&nbsp;“O povo vagou de terra em terra pedindo abrigo, passando fome, se sujeitando a trabalhar por nada. Se sujeitando a trabalhar por morada. A mesma escravidão de antes fantasiada de liberdade. Mas que liberdade? Não podíamos construir casa de alvenaria, não podíamos botar a roça que queríamos. Levavam o que podiam do nosso trabalho. Trabalhávamos de domingo a domingo sem receber um centavo. O tempo que sobrava era para cuidar de nossas roças, porque senão não comíamos. Era homem na roça do senhor e mulher e filhos na roça de casa, nos quintais, para não morrerem de fome”, foi destaco um grande ponto, a liberdade lutado pelos sindicato e operários, como podemos abordar esse tema, sem mesmo sabermos em qual época o Brasil teve sua primeira grande mudança na sua liberdade no ramo do trabalho no texto é abordado muitas questões, problemas dos passado, direitos e deveres da sociedade e uma delas é passado colonial voltado na leitura, escravidão, a sociedade e a desigualdade, envolvendo só um ponto" (Torto Arado, p. 164).</blockquote><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O Brasil teve sua primeira legislação trabalhista em 1934, no governo de Getúlio Vargas, garantindo assim o básico para o querido trabalhador, como o salário-mínimo, e uma carga horaria de 8 horas, FGTS, férias, decimo terceiro, a melhoria no desenvolvimento das maquinas, ajudaram esses trabalhadores, mas só em 1943 consolidou a leis do Trabalho (CLT), um exemplo das mudanças no direto do trabalhador, foi a melhoria quase insignificante do trabalho nos frigoríficos, diluídas no meio industrial, a carga horaria é extremamente cansativa, ao decorrer dos muitos anos de trabalho repetitivo, tiveram consequências graves, como a perca da mobilidade da mão, endurecimento das juntas, causados pelo trabalho incessante, ao decorrer dos anos, foi colocado alguns minutos de pausas para o relaxamento das junta, fazendo assim uma certa melhoria insignificante para o trabalhador, outro ponto é a falta de segurança, muitas das vezes os trabalhador ele perde o foco e acaba sofrendo uma acidente de serviço, perdendo um, ou um corte profundo, até mesmo a morte desse trabalhador. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-03 05:04:26 UTC</pubDate>
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         <title>Da Escravidão à Precariedade: A Luta pela Emancipação e os Desafios da Mão de Obra Precária</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/luizfeliper/ovh89xjbfti7ikph/wish/2616263749</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp;Através da exploração e discussão, o trabalho pode servir como uma ferramenta para descobrir não apenas soluções, mas também problemas. Essa exploração tem a capacidade de despertar a reflexão sobre nossas fraquezas e fragilidades, principalmente no que diz respeito à opressão do racismo e da escravidão moderna. Para compreender plenamente essa ligação ilusória, é fundamental mergulhar na história, destacando vozes que antes foram silenciadas e analisando o passado para que possamos recontá-lo sob uma nova perspectiva.<br>&nbsp; &nbsp;Meditar sobre o sistema escravista no Brasil e como os escravos libertos era tratado após a libertação revela a origem de inúmeras comunidades semelhantes à Água Negra que agora existem no interior do país. Após a emancipação, os escravos ficaram sem ajuda e, como resultado, muitos foram forçados a retomar seus empregos mal remunerados trabalhando em condições extenuantes.<br>&nbsp; &nbsp;Situação retratada na obra Torto Arado, na voz de Santa Rita Pescadeira:<br>&nbsp;</div><pre> <sup>Meu povo seguiu rumando de um canto para outro, procurando trabalho. Buscando terra e morada. Um lugar onde pudesse plantar e colher. Onde tivesse uma tapera para chamar de casa. Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores e moradores (VIEIRA JÚNIOR, 2019, p. 204).</sup></pre><div><br></div><div>&nbsp; Ou seja, com o fim da escravidão, o Estado brasileiro não forneceu terra, emprego ou educação aos recém-emancipados e, desde então, as adversidades enfrentadas por esse grupo vulnerável cresceram exponencialmente, deixando marcas profundas de violência e desigualdade.<br>&nbsp;Como as experiências e memórias transmitidas de geração em geração, retratadas em "Torto Arado", contribuem para a compreensão da formação do território e a construção da identidade das personagens? Considere elementos como conflitos de terra, migrações, desigualdades sociais e a conexão com a terra como fonte de vida e sustento.<br>&nbsp; Ao explorar essa questão, pode-se refletir sobre como as histórias compartilhadas pelas personagens ao longo do tempo revelam não apenas eventos históricos, mas também a forma como o território foi moldado e como essas vivências influenciam a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço em que vivem. Além disso, a análise das desigualdades sociais e dos conflitos de terra são fundamentais para compreender a formação territorial e as dinâmicas presentes na obra Torto Arado.<br><br>Referências:<br><br></div><div>Ribeiro, Darcy. O Povo Brasileiro, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=lDs2f52cbwE&amp;ab_channel">https://www.youtube.com/watch?v=lDs2f52cbwE&amp;ab_channel<br></a><br></div><div>VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-06 20:25:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A libertação incompleta: O fim da escravidão e a continuidade da exploração da mão de obra.</title>
         <author>marilainesiqueira717</author>
         <link>https://padlet.com/luizfeliper/ovh89xjbfti7ikph/wish/2617105853</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; Através da exploração e discussão, o trabalho pode servir como uma ferramenta para descobrir não apenas soluções, mas também problemas. Essa exploração tem a capacidade de despertar a reflexão sobre nossas fraquezas e fragilidades, principalmente no que diz respeito à opressão do racismo e da escravidão moderna. Para compreender plenamente essa ligação ilusória, é fundamental mergulhar na história, destacando vozes que antes foram silenciadas e analisando o passado para que possamos recontá-lo sob uma nova perspectiva.</div><div>&nbsp; &nbsp; Meditar sobre o sistema escravista no Brasil e como os escravos libertos era tratado após a libertação revela a origem de inúmeras comunidades semelhantes à Água Negra que agora existem no interior do país. Após a emancipação, os escravos ficaram sem ajuda e, como resultado, muitos foram forçados a retomar seus empregos mal remunerados trabalhando em condições extenuantes.</div><div>&nbsp; &nbsp; Situação retratada na obra Torto Arado, na voz de Santa Rita Pescadeira:</div><div>&nbsp; &nbsp;<em><sub>Meu povo seguiu rumando de um canto para outro, procurando trabalho. Buscando terra e morada. Um lugar onde pudesse plantar e colher. Onde tivesse uma tapera para chamar de casa. Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores e moradores (VIEIRA JÚNIOR, 2019, p. 204)</sub></em>.</div><div>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>    Ou seja, com o fim da escravidão, o Estado brasileiro não forneceu terra, emprego ou educação aos recém-emancipados e, desde então, as adversidades enfrentadas por esse grupo vulnerável cresceram exponencialmente, deixando marcas profundas de violência e desigualdade.</div><div>&nbsp; &nbsp;Como as experiências e memórias transmitidas de geração em geração, retratadas em "Torto Arado", contribuem para a compreensão da formação do território e a construção da identidade das personagens? Considere elementos como conflitos de terra, migrações, desigualdades sociais e a conexão com a terra como fonte de vida e sustento.</div><div>&nbsp; &nbsp;Ao explorar essa questão, pode-se refletir sobre como as histórias compartilhadas pelas personagens ao longo do tempo revelam não apenas eventos históricos, mas também a forma como o território foi moldado e como essas vivências influenciam a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço em que vivem. Além disso, a análise das desigualdades sociais e dos conflitos de terra são fundamentais para compreender a formação territorial e as dinâmicas presentes na obra Torto Arado.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;<strong>Referências:</strong></div><div>Gaijin: Caminhos da Liberdade-Ano 1981 <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qW0KGKnUNVk&amp;ab_channel=AS%C3%89TIMAARTENOYOUTUBE">https://www.youtube.com/watch?v=qW0KGKnUNVk&amp;ab_channel=AS%C3%89TIMAARTENOYOUTUBE</a></div><div>&nbsp;</div><div>Ribeiro, Darcy. O Povo Brasileiro, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=lDs2f52cbwE&amp;ab_channel">https://www.youtube.com/watch?v=lDs2f52cbwE&amp;ab_channel</a></div><div>&nbsp;</div><div>VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-07 12:58:14 UTC</pubDate>
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