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      <title>Linha do Tempo by Joao Cardozo</title>
      <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter</link>
      <description>Trabalho de portfólio apresentado para o curso de Licenciatura em História da UNINTER
Aluno: João Vitor Pivovar Cardozo
RU: 2073531</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-10 16:00:19 UTC</pubDate>
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         <title>1891</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2217662177</link>
         <description><![CDATA[<div>Apesar do novo regime republicano ser instaurado, o mesmo não era mais democrático, as mulheres ainda eram impedidas de votar e consideradas, assim como trabalhadores rurais e autônomos, "pré-cidadãos". Mesmo assim, em 1927 a Constituição Estadual do Rio Grande do Norte permitiu às mulheres votarem e candidatarem-se.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 16:26:13 UTC</pubDate>
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         <title>1934</title>
         <author>joao_cardozo</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta foi a Carta Magna que sancionou, finalmente, o sufrágio feminino, dando pleno poder à todas as mulheres maiores de 21 anos o direito do voto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 16:32:55 UTC</pubDate>
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         <title>1937</title>
         <author>joao_cardozo</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 16:40:20 UTC</pubDate>
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         <title>1946</title>
         <author>joao_cardozo</author>
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         <description><![CDATA[<div>Responsável pela ampliação do voto feminino, apesar disto foi uma Constituição com forte caráter centralizador e que refletia um país patriarcal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 16:45:14 UTC</pubDate>
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         <title>1967</title>
         <author>joao_cardozo</author>
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         <description><![CDATA[<div>O único avanço nesta foi a diminuição do prazo para aposentadoria para as mulheres de 35 para 30 anos de idade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 16:51:49 UTC</pubDate>
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         <title>1988</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2217683386</link>
         <description><![CDATA[<div>Esta garantiu direitos amplos e coerentes, como:<br>Isonomia, legalidade (ninguém ser obrigado a fazer aquilo que não deseja, a menos que descrito em Lei), direitos humanos, direitos sociais, direitos trabalhistas, direitos políticos, seguridade social, direito à propriedade, direitos referentes à família, como igualdade entre as partes na condução da vida familiar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-10 16:53:45 UTC</pubDate>
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         <title>Final do Séc. XIX</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2219467825</link>
         <description><![CDATA[<div>Ainda no final do Século XIX, marcado pelo patriarcalismo no Brasil, as mulheres eram mantidas em grilhões, mal viam o mundo fora de seus quintais, muitas não podiam estudar e portanto não desenvolviam suas paixões literárias apropriadamente. Há exceções é claro, de mulheres que lutaram contra esse estado social e, através de artifícios que a autora&nbsp; Zahidé Muzart (1994, p. 265)&nbsp;chama de "paratextos" as mulheres introduziam seus primeiros textos, prosas e poesias no mundo literário brasileiro. Um exemplo é a autora de "Celeste", Maria Benedita Bormann que usava o pseudônimo "Délia" para publicações.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 12:21:20 UTC</pubDate>
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         <title>O início do século XX até os Anos 30</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2219480942</link>
         <description><![CDATA[<div>Contexto ainda marcadamente machista, foi, apesar disso, muito importante para as poetisas, escritoras, cronistas e autoras brasileiras no geral. Foi um avanço paulatino, mas que angariou territórios profícuos para as futuras gerações, abrindo espaço. Havia, contudo, o preconceito que cerceava até mesmo autoras femininas quanto às suas congêneres. Um exemplo que Cláudia Castanheira dá em seu “Escritoras Brasileiras: momentos-chave de uma trajetória”, é o de Lúcia Miguel Pereira (1901-1959) em seu "História da Literatura Brasileira" que só reconhece a importância de uma única autora, Júlia Lopes de Almeida, que, sem desmerecer uma das idealizadoras da Academia de Letras do Brasil, tinha romances que esboçavam menos a luta feminina pelo reconhecimento, diferentemente de sua contemporânea, Rachel de Queiroz que batia muito forte no patriarcado com seus romances de cunho político e social lastreados pela luta e emancipação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 12:34:42 UTC</pubDate>
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         <title>Os anos 30 e 40</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2219491087</link>
         <description><![CDATA[<div>A instabilidade política da época, junto à instabilidade social, marcam mudanças profundas na sociedade, as mulheres conquistam espaço político, trabalho e liberdade material, o que as possibilita enxergar tudo aquilo que lhes era renegado. Agora cada vez mais ávidas pelo seu devido reconhecimento, buscam cada vez mais os limites da imaginação e a cada nova produção descobrem que não há. Depois de tanto tempo lutando, depois de Rachel de Queiroz, Clarice Linspector, Patrícia Galvão, entre outras que vinham revolucionando a literatura não só feminina, mas brasileira, foi-se impossível pará-las.<br>Destaque também para a considerada maior poetisa brasileira, Gilka Machado, que nunca se importou com as críticas dos conservadores que tentaram derrubá-la do cenário literário, até mesmo figuras de peso, como Mário de Andrade, mantinham um desdém da poetisa, que, com seus poemas inflamados de paixão que ultrapassavam as linhas impostas pelos moralistas da época, faziam estardalhaço na cena literária.<br>A exemplo, seu poema "Meu glorioso pecado":<br>Tuas mãos acordam ruídos&nbsp;</div><div>na minha carne, nota a nota, frase a frase.&nbsp;</div><div>Colada a ti, dentro em teu sangue quase,&nbsp;</div><div>sinto a expressão desses indefinidos&nbsp;</div><div>silêncios da alma tua,&nbsp;</div><div>a poesia que tens nos lábios presa,&nbsp;</div><div>teu inédito poema de tristeza,&nbsp;</div><div>vibrar, cantar, na minha pele nua. &nbsp;</div><div>Gilka Machado</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 12:42:57 UTC</pubDate>
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         <title>Os anos 50</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2219506641</link>
         <description><![CDATA[<div>O Brasil ainda estava mergulhado em instabilidade, constituições vinham e iam, governos mudavam, revoluções, marchas, protestos e no meio desse turbilhão as mulheres ganhavam cada vez mais espaço.<br>Destes eventos surgiu a ucraíno-brasileira, Clarice Lispector. Mais que uma escritora, ela foi fundadora de toda uma tradição, poder-se-ia dizer até que a História literária brasileira é divida entre antes e depois de Clarice Lispector. Não só ela como Lygia Fagundes Telles abalavam os moldes da literatura, desafiando a tradicional família burguesa, expondo seus pecados e traições.<br>Apesar de todas as conquistas, é triste mencionar que a Academia Brasileira de Letras, que também havia sido idealizada por mulheres, encolhia seus membros apenas aos "brasileiros do sexo masculino".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 12:57:04 UTC</pubDate>
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         <title>A Ditadura Militar</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2219522296</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante a Ditadura Militar brasileira, o campo artístico transformou-se na única "arma" disponível para muitos brasileiros e brasileiras, por isso os militares impunham severas punições, incluindo sequestro, tortura e morte aos combatentes. Muitos e muitas dos quais tiveram que se exilar do país para não sofrer perseguições.<br>"Ali interrogaram-me durante vinte e cinco horas enquanto gritavam “traidor da&nbsp;</div><div>pátria, traidor!” Nada me foi dado para comer ou beber durante esse tempo.&nbsp;</div><div>Carregaram-me em seguida para a chamada capela: a câmara de torturas. Iniciou-</div><div>se ali um cerimonial frequentemente repetido e que durava de três a seis horas&nbsp;</div><div>cada sessão. Primeiro me perguntaram se eu pertencia a algum grupo político.&nbsp;</div><div>Neguei. Enrolaram então alguns fios em redor dos meus dedos, iniciando-se&nbsp;</div><div>tortura elétrica: deram-me choques inicialmente fracos que foram se tornando&nbsp;</div><div>cada vez mais fortes." (TELLES, s.d., p. 127-128)<br>O excerto acima é trecho da obra "As&nbsp; Meninas" &nbsp;</div><div>de Lygia Fagundes Telles, que narra a história de três meninas que são inscritas num internato para freiras, alusão ao período do Regime Militar, onde, na obra, usa-se o internato como pano de fundo para denunciar os abusos do Regime. É interessante notar como várias obras no contexto voltar a usar alguns "paratextos" também, para fugir da censura imposta.<br>Contudo a luta da mulher volta a ser dura, tentando a todo momento fugir da ditadura patriarcal que se desenvolve junto à militar, onde elas são, novamente, acorrentadas e mais uma vez urgem pela liberdade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 13:10:37 UTC</pubDate>
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         <title>A liberdade pós-88</title>
         <author>joao_cardozo</author>
         <link>https://padlet.com/joao_cardozo/linhadotempotrabalhouninter/wish/2219544820</link>
         <description><![CDATA[<div>Apesar dos avanços sociais, políticos, que firmam bases de equidade em diversos aspectos do cotidiano do Brasil pós-ditadura, apesar dos avanços democráticos, as mazelas de séculos de exploração ainda vivem. As mulheres ainda enfrentam a marginalidade, sofrem com a violência doméstica, com a disparidade de salários e são mal-vistas por muitos olhos.<br>Mesmo assim, nesses tempos contraditórios, as mulheres tem suas maiores conquistas nos âmbitos mencionados, e também nas fronteiras intelectuais que, por muito tempo, foram demarcadas pelos homens. É apenas em 1977 que a primeira mulher ocupa uma cadeira na ABL, tornando-se inspiração para as demais, e fazendo cada vez mais com que elas sejam reconhecidas.<br>Época importante para construção democrática dos níveis superiores de educação, onde mulheres se engajaram nas atividades intelectuais, até mesmo dominando várias áreas. É muito mais comum, hoje em dia, se ver mulheres dando aulas, por exemplo.<br>Há no círculo literário feminino uma "quebra" com as tradições anteriores, cria-se um novo espaço, capaz de criar uma desconstrução dos cânones sociais antigos e "pontes" são estabelecidas para representas, discutir e elaboras sobre o novo paradigma socio-cultural da pós-modernidade.<br>A partir dos anos 90, os trabalhos das mulheres tornam-se múltiplos, antagonistas por vezes, multifacetados, amplos e diversificados.<br>Grande exemplo do Paraná, e de Curitiba é a autora Susan Blum Pessoa de Moura, autora do livro e do blog Novelos Nada Exemplares e que marca presença na antologia "48 contistas paranaenses", que se trata de um painel, organizado pela Biblioteca Pública do Paraná, com tudo que foi produzido por grandes contistas paranaenses desde a emancipação do Estado.<br>Já em seu blog, além de postar textos e reflexões, ela faz postagens cotidianas, sempre imbuída de muita meditação filosófica e críticas ácidas e coerentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-13 13:23:35 UTC</pubDate>
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