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      <title>CRIATIVIDADE E GRAMÁTICA by SUELENA MARIA SALES</title>
      <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m</link>
      <description>Carlos Franch </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-11 17:30:56 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-11-20 16:58:34 UTC</lastBuildDate>
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         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225220082</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Crítica à prática escolar da gramática</mark></strong></p><ul><li><p>A crítica recai sobre o modo como a gramática é ensinada, não sobre a gramática em si.</p></li><li><p>O ensino baseia-se em uma tradição acumulada e mecanizada, sem reflexão sobre sua aplicação prática. </p></li><li><p>Há uma repetição inconsciente de fórmulas que não questiona "o que realmente se está fazendo" ao ensinar gramática. </p><p><br/></p><p><strong><mark>2. A tradição gramatical </mark></strong></p></li><li><p>A tradição gramatical acumulou conceitos de diferentes épocas e autores (Aristóteles, Platão, Port-Royal, Saussure, entre outros). Apesar de seu valor cultural e histórico, há problemas na forma como essa tradição foi escolarizada. Muitas gramáticas atuais carregam resquícios dessas categorias tradicionais, sem questioná-las. </p><p><br/></p><p><strong><mark>3. Duas tendências históricas no estudo da linguagem</mark></strong> </p></li><li><p><strong>Sistematização teórica</strong>:  Reflete sobre a linguagem para descrever um sistema nocional. Exemplos: gramáticas especulativas, filosóficas e estruturalismo. </p></li><li><p><strong>Normatização prática</strong>:  Preocupa-se em estabelecer regras de uso da linguagem. Origem das gramáticas prescritivas e normativas, que buscam ensinar "a arte de falar e escrever bem."</p><p> </p><p><strong><mark>4. A questão central da teoria gramatical</mark></strong></p></li><li><p> <strong>Pergunta principal:</strong> Por que e como as expressões das línguas naturais significam o que significam? </p><p>A gramática não se limita à sintaxe; o problema da significação está no centro de seu estudo.</p><p> </p><p><strong><mark>5. A visão tradicional da linguagem </mark></strong></p></li><li><p>Linguagem é vista como expressão do pensamento, que reflete o mundo. </p></li><li><p>Paralelismo entre linguagem e mundo: Substantivos representam "coisas". Verbos representam ações. Adjetivos e advérbios representam qualidades e circunstâncias. </p></li><li><p>A análise gramatical seria equivalente à análise do mundo. </p><p><br/></p><p><strong><mark>6. Limitações da visão tradicional </mark></strong></p></li><li><p><strong>Critérios nocionais:</strong> Baseiam-se em categorias externas à linguagem (ex.: agentes, pacientes, lugar, tempo).</p></li><li><p> <strong>Paralelismo sintático-semântico:</strong> </p><p>Aproxima a descrição gramatical da semântica, mas não resolve problemas mais complexos de significação. Exemplo de insuficiência: Discussão sobre nominalizações (substantivos que designam ações, estados, qualidades, relações ou até proposições inteiras).</p><p> </p><p><strong><mark>7. Problemas da visão tradicional </mark></strong></p></li><li><p>Subestima a criatividade da linguagem e seu papel na construção de sistemas de representação. Enxerga a linguagem como algo "pronto", ignorando que ela é continuamente criada e negociada pelos sujeitos. </p></li><li><p>Anula o papel ativo do sujeito na construção da linguagem, tratando-a apenas como um sistema dado. </p><p><br/></p><p><strong><mark>8. Reflexões sobre a teoria gramatical</mark></strong> <strong><mark>moderna </mark></strong></p></li><li><p><strong>Uma teoria gramatical mais moderna precisa superar os vícios da visão tradicional:</strong> </p><ul><li><p>Evitar a dependência excessiva de categorias nocionais. Reconhecer a criatividade e a dinamicidade da linguagem. </p></li><li><p>Considerar o papel do sujeito na construção e transformação dos sistemas linguísticos. </p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 01:07:41 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Exemplo de análise gramatical e problemas das definições tradicionais</title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225291718</link>
         <description><![CDATA[<p>   <strong><mark>1. Problemas no ensino de gramática na escola</mark></strong> </p><ul><li><p>Os alunos decoram definições como "substantivo é a palavra que designa seres (pessoas, coisas, animais, lugares)". </p></li><li><p>Exemplo: grifar substantivos em um texto como:</p><blockquote><p>"A compreensão do governo em relação aos problemas do povo levou-o a soluções..."</p></blockquote></li><li><p> Dificuldade em aplicar essas definições em textos complexos.</p><p><br></p><p><strong><mark>2. Incompatibilidades entre categorias gramaticais e semânticas</mark></strong> </p><ul><li><p>Não há correlação direta entre:</p><ul><li><p>Categorias gramaticais e semânticas.</p></li><li><p>Funções gramaticais e funções pragmáticas.</p></li></ul></li><li><p>Exemplo: definição de sujeito causa confusão:</p></li><li><p><strong>Definição 1:</strong> "Sujeito é quem pratica a ação do verbo na forma ativa."</p></li><li><p><strong>Definição 2:</strong> "Sujeito é o elemento de que se fala na oração."</p><p><br></p></li></ul><p><strong><mark>3. Problemas em identificar sujeitos nas orações</mark></strong></p><ul><li><p><strong>Exemplo de diálogo:</strong></p><p>a) - Como está a cabana no topo da serra?<br>b) - A cabana só tem sujeira. As portas não abrem e as janelas quebraram todas.<br>c) - Mas quem quebrou as janelas?<br>d) - Parece que um tiro de caçador (quebrou as janelas).</p></li><li><p><strong>Dificuldades com a definição 1:</strong></p><ul><li><p>Em (4-a), não há ação nem agente (logo, não deveria haver sujeito).</p></li><li><p>Em (4-b), "portas" e "janelas" são pacientes (não praticam ações).</p></li><li><p>Em (4-d), "um tiro de caçador" é promovido a sujeito por conveniência, mas não é um agente.</p></li></ul></li><li><p><strong>Dificuldades com a definição 2:</strong></p><ul><li><p>Todo o diálogo trata do estado da cabana, mas "cabana" não é sujeito em várias orações (ex.: verbo "ter" é impessoal).</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>4. Limitações das definições tradicionais</mark></strong></p><ul><li><p>Definições nocionais não correspondem às análises sintáticas feitas na prática.</p></li><li><p>Alunos aprendem mais por tentativa e erro do que pelas definições.</p></li><li><p>Perde-se a chance de mostrar que a escolha do sujeito reflete o ponto de vista do falante sobre os eventos descritos.</p></li></ul><p><br></p><p><strong> <mark>5. Perspectivas na análise do verbo "quebrar"</mark></strong></p><ul><li><p>Verbo "quebrar" expressa uma relação complexa com vários elementos:</p><ul><li><p>Agente, paciente, instrumento ou causa.</p></li></ul></li><li><p>O falante pode:</p><ol><li><p>Focar na ação e no agente (ex.: "Os garotos quebraram a vidraça").</p></li><li><p>Dar destaque ao paciente sem identificar o agente (ex.: "As janelas quebraram").</p></li><li><p>Modalizar a afirmação, atribuindo incerteza ao evento (ex.: "Parece que um tiro quebrou a janela").</p></li></ol></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 01:49:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225291718</guid>
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      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225340050</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1- Variação de Perspectivas na Linguagem</mark></strong></p><ul><li><p>A descrição de eventos pode destacar diferentes elementos:</p><ul><li><p><strong>Agente</strong>: quem realiza a ação.</p></li><li><p><strong>Paciente</strong>: quem sofre a ação.</p></li><li><p><strong>Instrumento ou causa</strong>: elemento envolvido na ação.</p></li></ul></li><li><p>A escolha do ponto de vista na construção sintática modifica o sujeito gramatical.</p></li></ul><p><br/></p><ol start="2"><li><p><strong><mark>Distinção entre Análises Semântica e Sintática:</mark></strong></p></li></ol><ul><li><p>Relações semânticas descrevem esquemas relacionais abstratos.</p></li><li><p>Relações sintáticas refletem escolhas do falante para construir diferentes perspectivas.</p></li></ul><ol start="3"><li><p><strong><mark>Limitações das Definições Nocionais:</mark></strong></p></li></ol><ul><li><p>Gramática tradicional utiliza critérios prototípicos (e.g., substantivos como designações de coisas).</p></li><li><p>Essas definições são insuficientes para explicar a complexidade das línguas.</p><p><br/></p></li></ul><ol start="4"><li><p><strong><mark>Critérios Complementares na Gramática Tradicional:</mark></strong></p></li></ol><ul><li><p><strong>Critérios morfológicos</strong>: conjugação de verbos, flexões de gênero e número.</p></li><li><p><strong>Critérios distribucionais</strong>: contexto de ocorrência das palavras.</p></li><li><p><strong>Critérios relacionais</strong>: funções sintáticas como sujeito, objeto, e modificadores.</p></li></ul><ol start="5"><li><p><strong><mark>Exercícios Escolares e Critérios de Análise:</mark></strong></p><ul><li><p>A prática escolar frequentemente utiliza critérios morfológicos e distribucionais.</p></li><li><p>Definições nocionais são decoradas, mas raramente aplicadas efetivamente.</p></li><li><p>Exemplos como a impessoalidade do verbo "ter" ilustram o uso de critérios sintático-morfológicos, não nocionais.</p></li></ul></li><li><p><strong><mark>Problemas da Gramática Escolar:</mark></strong></p><ul><li><p>Inconsistência e heterogeneidade nos critérios aplicados.</p></li><li><p>Alunos enfrentam dificuldades ao tentar aplicar definições nocionais que não correspondem à prática.</p></li><li><p>Perde-se a oportunidade de explorar os processos criativos da linguagem.</p></li></ul></li><li><p><strong><mark>Importância de uma Abordagem Criativa e Consciente:</mark></strong></p><ul><li><p>Foco deveria estar nos processos de construção e revisão textual.</p></li><li><p>Alunos precisam compreender os diferentes recursos linguísticos disponíveis.</p></li><li><p>Essa abordagem resgata o caráter dinâmico e criativo da gramática.</p></li></ul><p><br/></p></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 02:15:41 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225340050</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225398050</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Diversidade de critérios na análise gramatical</mark></strong></p><ul><li><p>A ciência da linguagem é prejudicada pela busca de um único critério mágico para explicar os fenômenos. Otto Jespersen recomendava o uso de múltiplos critérios (forma, função, sentido), mas alertava sobre os riscos de misturá-los sem clareza. </p></li><li><p>A gramática tradicional frequentemente peca: </p><ul><li><p>Por não reconhecer a heterogeneidade de seus critérios. </p></li><li><p>Por não testar suas definições sob outros critérios.</p></li></ul></li></ul><p><mark>2. Críticas ao conceito escolar de advérbio</mark></p><ul><li><p>Definição escolar do advérbio (invariável, modificador, expressa circunstâncias) é insuficiente.</p></li><li><p>Mistura de critérios na definição:</p><ul><li><p><strong>Morfológicos:</strong> invariabilidade e derivação com o sufixo "-mente".</p></li><li><p><strong>Relacionais:</strong> relação com o verbo, adjetivo ou advérbio.</p></li><li><p><strong>Nocionais:</strong> referência a "circunstâncias".</p></li></ul></li><li><p>Problemas na aplicação prática:</p><ul><li><p>Palavras como “aqui”, “assim”, “lá”, “praticamente” e “lamentavelmente” não se encaixam bem na definição.</p></li><li><p>Exemplo:</p><ul><li><p>"Aqui" e "assim" têm função dêitica, muitas vezes se comportando como adjetivos.</p></li><li><p>"Praticamente" e "lamentavelmente" têm função modalizadora, expressando atitudes do locutor.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>3. Reflexão sobre a classificação gramatical</mark></strong></p><ul><li><p>A categoria de advérbios não é homogênea:</p><ul><li><p>Inclui elementos com funções dêiticas, modalizadoras, quantificadoras, entre outras.</p></li></ul></li><li><p>Crítica à simplificação e à misturação excessiva de critérios na análise escolar.</p></li><li><p>Necessidade de uma gramática mais completa e descritiva para melhorar o ensino.</p></li></ul><p><strong>4. Dimensão do uso da linguagem</strong></p><ul><li><p>Distinção entre gramática prescritiva (normativa) e gramática descritiva:</p><ul><li><p>A gramática tradicional foca na norma padrão e reflete um componente social e político elitista.</p></li></ul></li><li><p>Críticas ao ensino gramatical:</p><ul><li><p>Excessiva dependência de exercícios classificatórios sem relação com os processos criativos da linguagem.</p></li><li><p>Falta de conexão entre análise gramatical e práticas reais de uso da língua.</p></li><li><p>A gramática normativa tende a ser dogmática e autoritária, desestimulando o interesse dos alunos.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>5. Propostas para o ensino de gramática</mark></strong></p><ul><li><p>Recuperar a dimensão criativa da linguagem no ensino gramatical:</p><ul><li><p>Relacionar a gramática à vivência da língua materna.</p></li><li><p>Promover uma análise baseada em usos reais e contextuais da linguagem.</p></li></ul></li><li><p>Superar a visão da gramática como mero manual de etiquetas normativas.</p></li><li><p>Considerar a gramática como parte essencial da linguística e não algo apartado ou restrito à norma padrão.</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 02:46:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225398050</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225458530</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Concepção histórica do "uso" na tradição linguística</mark></strong></p><ul><li><p>Na antiguidade, o ensino da gramática incluía aspectos da retórica, poética e discurso.</p></li><li><p>A gramática abrangia tanto a estrutura da língua quanto as práticas discursivas. O discurso era visto como ferramenta para participação ativa na vida social.</p></li></ul><p><strong><mark>2. A prática retórica na formação linguística</mark></strong></p><ul><li><p>A retórica tinha uma função prática e criativa:</p><ul><li><p>Objetivo: ordenar os recursos expressivos de acordo com as situações e propósitos.</p></li><li><p>Envolvia:</p><ul><li><p><strong>Dispositio</strong>: organização do discurso com base em intenções, escolhas e criatividade.</p></li><li><p>Conflito entre "licença" (uso criativo) e "vício" (erros ou desvios inadequados).</p></li><li><p>Sucesso do discurso como critério de avaliação.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>3. Declínio da retórica e seus impactos</mark></strong></p><ul><li><p>A retórica foi transformada em um instrumento jurídico e elitista, perdendo seu caráter criativo:</p><ul><li><p>Tornou-se um compêndio de regras, clichês e classificações.</p></li><li><p>Passou a ser utilizada para memorização e exercícios normativos.</p></li><li><p>Reduziu-se a uma prática prescritiva, separando licenças poéticas e vícios.</p></li><li><p>Perdeu sua função crítica e reflexiva, tornando-se um inventário de fórmulas estereotipadas.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>4. Consequências da escolarização da retórica</mark></strong></p><ul><li><p>A retórica, desprovida de sua função criativa e reflexiva, desapareceu como prática escolar.</p></li><li><p>Tornou-se inútil por:</p><ul><li><p>Substituir a criatividade pela normatividade.</p></li><li><p>Perder seu papel de reflexão sobre criação e ação humana pela linguagem.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>5. Renovação da retórica na educação moderna</mark></strong></p><ul><li><p>A reintrodução da retórica no ensino é essencial para melhorar a produção e compreensão de textos.</p></li><li><p>Propõe-se uma retórica renovada, com foco:</p><ul><li><p>Em dimensões políticas e sociais modernas.</p></li><li><p>Na análise do discurso como ferramenta para reconstrução das práticas textuais.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>6. Conclusão</mark></strong></p><ul><li><p>O texto destaca a necessidade de revitalizar a retórica para promover a criatividade e a reflexão crítica sobre a linguagem na educação.</p></li><li><p>Sugere que a análise do discurso é um caminho promissor para recuperar essa tradição com relevância contemporânea.</p></li></ul><p><br/></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 03:20:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225482629</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Concepção histórica do "uso" na tradição linguística</mark></strong></p><ul><li><p>Na antiguidade, o ensino da gramática incluía aspectos da retórica, poética e discurso.</p></li><li><p>A gramática abrangia tanto a estrutura da língua quanto as práticas discursivas. O discurso era visto como ferramenta para participação ativa na vida social.</p></li></ul><p><strong><mark>2. A prática retórica na formação linguística</mark></strong></p><p>A retórica tinha uma função prática e criativa:</p><ul><li><p>Objetivo: ordenar os recursos expressivos de acordo com as situações e propósitos.</p></li><li><p>Envolvia:</p><ul><li><p><strong>Dispositio</strong>: organização do discurso com base em intenções, escolhas e criatividade.</p></li><li><p>Conflito entre "licença" (uso criativo) e "vício" (erros ou desvios inadequados).</p></li><li><p>Sucesso do discurso como critério de avaliação.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>3. Declínio da retórica e seus impactos</mark></strong></p><ul><li><p>A retórica foi transformada em um instrumento jurídico e elitista, perdendo seu caráter criativo:</p><ul><li><p>Tornou-se um compêndio de regras, clichês e classificações.</p></li><li><p>Passou a ser utilizada para memorização e exercícios normativos.</p></li><li><p>Reduziu-se a uma prática prescritiva, separando licenças poéticas e vícios.</p></li><li><p>Perdeu sua função crítica e reflexiva, tornando-se um inventário de fórmulas estereotipadas.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>4. Consequências da escolarização da retórica</mark></strong></p><ul><li><p>A retórica, desprovida de sua função criativa e reflexiva, desapareceu como prática escolar.</p></li><li><p>Tornou-se inútil por:</p><ul><li><p>Substituir a criatividade pela normatividade.</p></li><li><p>Perder seu papel de reflexão sobre criação e ação humana pela linguagem.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>5. Renovação da retórica na educação moderna</mark></strong></p><ul><li><p>A reintrodução da retórica no ensino é essencial para melhorar a produção e compreensão de textos.</p></li><li><p>Propõe-se uma retórica renovada, com foco:</p><ul><li><p>Em dimensões políticas e sociais modernas.</p></li><li><p>Na análise do discurso como ferramenta para reconstrução das práticas textuais.</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 03:36:57 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225482629</guid>
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      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3225507286</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Exemplo inicial de texto descritivo</mark></strong></p><p><br/></p><ul><li><p>Texto descritivo apresentado como base para transformação e experimentação:</p><ul><li><p>(14-a) "Era gostoso estar ali."</p></li><li><p>(14-b) Descrição de um jardim central na vila e das ruas que saem dele.</p></li><li><p>(14-c) Características das plantas e flores do jardim.</p></li><li><p>(14-d) Cores e perfumes que o jardim oferece durante o ano.</p></li></ul></li></ul><p><br/></p><p><strong><mark>2. Objetivo do exercício</mark></strong></p><ul><li><p>Transformar o texto substituindo verbos genéricos ou comuns e expressões repetitivas para:</p><ul><li><p>Tornar as orações mais concisas e expressivas.</p></li><li><p>Experimentar diferentes formas de construção e ordenação do texto.</p></li><li><p>Incentivar a criatividade e a consciência linguística.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>3. Metodologia aplicada</mark></strong></p><ul><li><p><strong>Individuais e coletivas:</strong></p><ul><li><p>Transformações individuais eram comparadas em grupo.</p></li><li><p>No Colégio de Aplicação da USP (1958), o trabalho passou a ser coletivo, permitindo maior troca de ideias.</p></li></ul></li><li><p><strong>Exploração de alternativas:</strong></p><ul><li><p>Identificação e substituição de elementos redundantes.</p></li><li><p>Experimentação de diferentes estruturas e palavras para enriquecer o texto.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>4. Exemplos práticos de transformação</mark></strong></p><p><strong>Caso (14-a): "Era gostoso estar ali."</strong></p><ul><li><p>Transformações possíveis:</p><ul><li><p>"Que gostoso!"</p></li><li><p>"Uma gostosura!"</p></li><li><p>"Que gostosura!"</p></li></ul></li></ul><p><strong>Caso (14-b): Jardim central da vila</strong></p><ul><li><p>Estratégias utilizadas:</p><ul><li><p>Evitar adjetivos genéricos como "belo" e mostrar a beleza pela descrição.</p></li><li><p>Reduzir as referências repetitivas como “estas” e “lugar”.</p></li></ul></li><li><p>Alternativas construídas:</p><ul><li><p>“Bem no centro da vila, localizava-se um jardim fresco e sombreado, de onde saíam ruazinhas estreitas.”</p></li><li><p>“Por todas as ruazinhas estreitas da vila, chegava-se a um jardim central, sombreado e fresco.”</p></li><li><p>Reordenar o foco para o jardim: “De um jardim central, sombreado e fresco, saíam todas as ruelas estreitas da vila.”</p></li></ul></li></ul><p><strong>Caso (14-c): Características das plantas</strong></p><ul><li><p>Estratégias:</p><ul><li><p>Cortar expressões implícitas (como “os habitantes”).</p></li><li><p>Substituir verbos estáticos ("estar cheio") por dinâmicos ("florir", "florescer").</p></li></ul></li><li><p>Alternativas sugeridas:</p><ul><li><p>“O jardim florescia o ano inteiro porque foi plantado com espécies variadas, comuns nas pracinhas das cidades brasileiras.”</p></li></ul></li></ul><p><br/></p><p><strong><mark>6. Reflexões sobre o processo</mark></strong></p><ul><li><p><strong>Finalidade do exercício:</strong></p><ul><li><p>Desenvolver a habilidade de manipular o texto para alcançar diferentes efeitos estilísticos e estruturais.</p></li><li><p>Estimular a criatividade e a prática consciente da linguagem.</p></li></ul></li><li><p><strong>Aprendizado obtido:</strong></p><ul><li><p>Mais do que seguir regras ou modelos fixos, os alunos eram incentivados a experimentar e descobrir alternativas ricas e variadas.</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 03:56:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226418614</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Variedade de construções sintáticas para expressar um mesmo conteúdo</mark></strong></p><ul><li><p>As frases podem ser reescritas em diferentes formas sintáticas (causa-efeito, justaposição, nominalização) sem alterar o conteúdo principal:</p><ul><li><p>Ex.: <em>O jardim florescia o ano inteiro porque tinham cuidado de plantá-lo com espécies variadas.</em></p></li></ul></li></ul><p>Ex.: <em>O cuidado de plantá-lo com espécies variadas fazia o jardim florescer o ano inteiro.</em></p><p><br></p><p><strong><mark>2. Possibilidades estilísticas na descrição de uma cena</mark></strong> </p><ul><li><p>Uso de descrições mais ricas e adjetivadas para caracterizar o cenário:</p></li><li><p>Ex.: Todas as ruelas estreitas da vila convergiam para um jardim sombreado e fresco, que florescia o ano inteiro. Diferentes tons de redação: Formal: Gostoso passear por ali... Pessoal: Era gostoso estar ali... </p></li></ul><p><strong><mark>3. Gramática como ferramenta de construção de sentido</mark></strong></p><ul><li><p>A gramática é apresentada como o estudo dos recursos sintáticos e estilísticos disponíveis para construir significados.</p></li><li><p>Enfatiza-se que a gramática não se limita a regras rígidas, mas investiga como diferentes estruturas expressam sentidos variados.</p></li></ul><p><strong><mark>4. Estudo das orações nominais</mark></strong></p><p>Exemplos de construções estilísticas simples e diretas:</p><ul><li><p>Ex.: <em>Gostoso estar ali.</em> (omissão de verbo de ligação em situações imediatas ou contextos compartilhados).</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>5. Flexibilidade da linguagem</mark></strong></p><ul><li><p>A escolha da estrutura sintática pode variar conforme a intenção do locutor ou o efeito desejado.</p></li><li><p>Exemplos contrastantes mostram como a linguagem escrita ou falada se adapta a diferentes contextos e interlocutores:</p><ul><li><p>Ex.: <em>Grande esse carro, hein?</em> (linguagem informal e direta).</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>6. Finalidade do estudo gramatical</mark></strong></p><ul><li><p>Identificar as condições linguísticas que permitem a criação de significados.</p></li><li><p>Explorar as escolhas estilísticas e sintáticas como ferramentas essenciais para a comunicação.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 15:25:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226418614</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226487044</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Expressões simples e gramática descritiva</mark></strong></p><ul><li><p>Exemplos de construções estilísticas comuns, como:</p><ul><li><p><em>Esse carro grande, hein?</em> (uso de predicativo direto).</p></li><li><p><em>Estar ali gostoso!</em> (estrutura nominal simples, com omissão de verbos).</p></li></ul></li><li><p>Essas expressões, embora simples, são ricas em conteúdo gramatical e pragmático, oferecendo material para análise detalhada.</p></li></ul><p><strong><mark>2. Léxico como componente central da linguagem</mark></strong>
</p><ul><li><p>Palavras e seus significados interligados em esquemas semânticos:</p></li><li><p>Ex.: Cidade, ruas, ruelas, jardim, plantas. O estudo lexical envolve processos como: Derivação: Flor → flores → florir → florido. Composição e comparação: distinções entre termos como sombreado e sombrio.</p></li></ul><p><strong><mark>3. A gramática além de memorização</mark></strong></p><ul><li><p>Proposta de explorar o léxico e a formação das palavras no contexto do texto, em vez de apenas memorizar classificações tradicionais:</p><ul><li><p>Derivação prefixal (<em>feliz → infeliz</em>), sufixal (<em>felicidade</em>), parassintética (<em>infelicidade</em>), e imprópria (<em>desejo</em> como verbo e substantivo).</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>4. Transformações sintáticas e funcionais</mark></strong></p><ul><li><p>As palavras e orações mudam de classe ou função no texto, dependendo das necessidades contextuais:</p><ul><li><p>Ex.: <em>O jardim estava cheio de flores → O jardim florescia o ano inteiro</em> (substituição de um estado por uma ação contínua).</p></li><li><p>Ex.: <em>Fazer o jardim apresentar → Colorir e perfumar o jardim</em> (redução e derivação verbal).</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>5. Nominalização e anáforas</mark></strong></p><ul><li><p>Transformações sintáticas criam novas formas de expressar ideias:</p><ul><li><p>Ex.: <em>A inflação continuava a crescer rapidamente. E isso irritava o presidente</em> (oração anafórica).</p></li><li><p>Reescritas possíveis:</p><ul><li><p><em>Irritava o presidente o fato de que a inflação continuasse a crescer rapidamente</em>.</p></li><li><p><em>Irritava o presidente o contínuo e rápido crescimento da inflação</em>.</p></li></ul></li></ul></li></ul><p><strong><mark>6. Ajustes morfológicos para novas funções</mark></strong></p><ul><li><p>Transformações como a nominalização de verbos impactam os elementos relacionados:</p><ul><li><p>Ex.: <em>Continuar a crescer rapidamente → O contínuo e rápido crescimento</em> (adjetivos ajustam-se ao núcleo substantivado).</p></li></ul></li><li><p>Reinterpretação do foco:</p><ul><li><p>Ex.: A causa da irritação pode ser o crescimento em si ou sua rapidez, dependendo da construção.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>7. A gramática como ferramenta de compreensão</mark></strong></p><ul><li><p>As transformações e adaptações de palavras e estruturas no texto mostram a interligação entre gramática, léxico e semântica.</p></li><li><p>Este estudo ajuda a compreender como as escolhas linguísticas afetam o significado e a clareza das ideias.</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 16:01:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226487044</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226516020</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>1. Aproximação prática à gramática</mark></strong></p><ul><li><p>Foco no uso efetivo da linguagem para entender valores sintáticos e categóricos.</p></li><li><p>Operação concreta sobre expressões linguísticas, com comparação de substantivos, adjetivos e advérbios.</p><ul><li><p>Ex.: "crescimento", "crescer", "rápido", "rapidamente".</p></li></ul></li><li><p>Aprendizagem prática precede a memorização de definições gramaticais.</p></li></ul><p><strong><mark>2. Integração da linguagem na prática escolar</mark></strong>
</p><ul><li><p>Prioridade para atividades linguísticas e epilinguísticas nas séries iniciais.</p><ul><li><p>Atividade linguística: Uso cotidiano e significativo da linguagem em contextos reais e escolares.</p></li><li><p>Atividade epilinguística: Reflexão e manipulação da linguagem, com comparações e transformações das expressões. </p></li></ul></li><li><p>A escola deve ir além da prática oral cotidiana, promovendo escrita, relato, argumentação e outros gêneros textuais.</p></li></ul><p><br/></p><p><strong><mark>3. A gramática como prática ativa e intuitiva</mark></strong></p><ul><li><p>Os alunos já chegam à escola com um "saber linguístico" interiorizado pela convivência social.</p></li><li><p>O professor deve estimular práticas gramaticais sem exigir inicialmente nomenclaturas e classificações formais.</p><ul><li><p>Ex.: Transformação de orações subordinadas e prática de variação linguística.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>4-Variação linguística e convenções gramaticais</mark></strong></p><ul><li><p>Exploração de aspectos como:</p><ul><li><p>Uso de pronomes (ex.: <em>"posso chamar ele?"</em>).</p></li><li><p>Regras de concordância (ex.: <em>"os menino num fala agora"</em>).</p></li><li><p>Diferenças de construção (ex.: <em>"os meninu que eu falei com eles num viero"</em>).</p></li><li><p>Procedimentos de coesão textual (ex.: narrativas simples).</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>5. Construção de hipóteses sobre a língua</mark></strong></p><ul><li><p>Diversificação dos recursos expressivos leva ao desenvolvimento de estruturas mais complexas.</p></li><li><p>A prática epilinguística permite aos alunos brincar com a linguagem, transformá-la e testar hipóteses sobre sua estrutura.</p></li></ul><p><strong><mark> 6. Do saber intuitivo ao metalinguístico</mark></strong></p><ul><li><p>O trabalho inicial baseia-se no conhecimento intuitivo dos alunos sobre sua língua.</p></li><li><p>A sistematização gramatical surge gradualmente, através de uma familiaridade prolongada com os fatos linguísticos.</p><ul><li><p>Exemplo: análise de significados relevantes e sua relação com o contexto e os interlocutores.</p></li></ul></li></ul><p><strong><mark>7. Meta: uma teoria gramatical consciente</mark></strong></p><ul><li><p>O objetivo final é uma compreensão teórica e sistemática da gramática.</p></li><li><p>Isso ocorre após longa prática epilinguística, integrando o aprendizado intuitivo ao conhecimento formal.</p></li><li><p>A gramática é vista como ferramenta para ação e expressão significativa na linguagem.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 16:19:47 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226516020</guid>
      </item>
      <item>
         <title>À moda de conclusão</title>
         <author>suelena_maria_s</author>
         <link>https://padlet.com/suelena_maria_s/osn8ra3wbhbyh9m/wish/3226539501</link>
         <description><![CDATA[<ol><li><p><strong><mark>Gramática como essencial à comunicação</mark></strong></p></li></ol><ul><li><p>A gramática está presente em todas as expressões da linguagem, mesmo as mais simples.</p></li><li><p>Deve ser vista como um conjunto de regras e princípios que relacionam construção e sentido das expressões, permitindo sua interpretação.</p></li></ul><p><br/></p><ol start="2"><li><p><strong><mark>Gramática: um saber implícito</mark></strong></p></li></ol><p><br/></p><ul><li><p>Todo falante possui um "saber linguístico" intuitivo e altamente desenvolvido.</p></li><li><p>A explicitação desse saber é uma abstração e sistematização formal.</p><p><br/></p></li></ul><ol start="3"><li><p><strong><mark>Fundamento histórico e cultural</mark></strong></p></li></ol><ul><li><p>As regras gramaticais são produtos de uma práxis social, moldadas por fatores históricos e culturais.</p></li><li><p>Essas regras são flexíveis, abertas à revisão e escolha, permitindo múltiplos caminhos e adaptações ao contexto.</p><p><br/></p><ol start="4"><li><p><strong><mark>Gramática como base para criatividade</mark></strong></p></li></ol><ul><li><p>Não é restritiva</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-20 16:33:11 UTC</pubDate>
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