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      <title>Desabafo by Psicóloga Lara Monteiro</title>
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      <description>Criado com a mente aberta...</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-07 01:01:00 UTC</pubDate>
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         <title>E eu renasci...</title>
         <author>lamonteiromo</author>
         <link>https://padlet.com/lamonteiromo/Bookmarks/wish/2178637652</link>
         <description><![CDATA[<div>PADLET DE LARA MONTEIRO MOREIRA&nbsp;<br>________<br>Diferente de muitas mulheres que conheço, nunca tive o sonho de ser mãe e não havia passado pela minha cabeça ter um filho ou mesmo formar uma família, apesar de ter namorado algumas pessoas.<br><br>No ano de 2017, eu estava no sexto período da faculdade e me relacionando com uma pessoa que os meus pais não aprovavam. Em maio desse mesmo ano minha mãe se propõe a me ajudar a custear um intercâmbio em outro país com a condição de eu terminar esse namoro. Sempre coloquei carreira e estudos como prioridade na minha vida e dessa vez não seria diferente.&nbsp;<br><br>Eis que termino com o dito cujo, e duas semanas depois descubro minha gravidez. Fiquei sem reação, totalmente sem chão, meu mundo tinha acabado de virar de cabeça pra baixo e tudo o que eu já havia sonhado pra mim em algum momento tinha acabado de desmoronar.<br><br>Eu era a terceira filha da minha mãe a engravidar em sequência naquele mesmo ano, minhas duas irmãs engravidaram com um mês de diferença cada uma. A reação da minha mãe com a notícia foi a pior que eu poderia esperar e fez com que eu odiasse ainda mais aquele momento que eu estava vivendo.<br><br>Eu só queria acabar com tudo aquilo e fazer com que as coisas voltassem ao que eram antes daquele teste de gravidez, mas não tinha mais volta.<br><br>Pensei em todas as possibilidades que eu tinha, pensei em várias estratégias drásticas para descontinuar aquilo e minha irmã dizia "você não pode fazer isso, você não faz ideia de quem é que tá aí dentro"... por fim, não tive coragem de levar nada disso adiante.&nbsp;<br><br>Ouvi essa música pela primeira vez no terceiro mês de gestação e ao escutar chorei copiosamente do início ao fim. Essa música tocou a minha alma, ela fez com que eu transcendesse meu olhar para além de mim e visse aquele serzinho que estava ali dentro se formando, totalmente vulnerável e dependente de mim, dos meus cuidados, do meu amor.&nbsp;<br><br>A partir dessa música, abri meus olhos pela primeira vez para a possibilidade de ser mãe, para a possibilidade de amar e ser amada pelo meu filho. &nbsp;<br><br>Eu percebi o quão egoísta eu fui, por saber que eu estava depositando todas as minhas frustrações naquele ser que nem responsabilidade por ter vindo ao mundo tinha. Percebi que foram as minhas atitudes que me levaram onde eu cheguei e tomei para mim a responsabilidade que me era devida.&nbsp;<br><br>Desde então, essa música se tornou o meu mantra, ou como o próprio nome diz, a oração do bebê. Fui amadurecendo a ideia da vinda dele ao mundo, fui idealizando, fui projetando um futuro, criando expectativas.<br><br>Óbvio que me frustrei em muitas delas, ainda me frustro, não estou hoje no lugar que idealizei e não tenho a vida que sonhei ter e oferecer para ela AINDA, mas estou construindo.<br><br>Minha Luna (que acreditei ser Ezio por boa parte da gravidez por um ultrassom mal interpretado) hoje tem 4 aninhos. O trajeto até aqui não foi fácil, cheio de altos e baixos, mas o amor que eu sinto por essa criatura não tá escrito em lugar nenhum. A única certeza que eu tenho na minha vida hoje é que eu vou fazer o possível e o impossível para fortalecer a nossa conexão e oferecer a ela todos os recursos que ela precisar: emocionais, materiais, espirituais para ser uma pessoa cada dia melhor.&nbsp;<br><br>No dia 11 de janeiro de 2018 não nasceu apenas uma filha,&nbsp; nasceu uma mãe (ou pelo menos a ideia do que é ser uma) e renasceu uma mulher...<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 02:33:17 UTC</pubDate>
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