<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Cristal e Isabela 🌬 by Cristal Rull</title>
      <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-02-07 17:49:18 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-05-17 02:41:18 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/png/1f4ad.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>Isa ☁</title>
         <author>isabelalyra</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2472258082</link>
         <description><![CDATA[<div>Olá, prazer! Meu nome é Isabela, estudante do quarto período de psicologia da UFAL.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Acho que se tratando de gostos pessoais, eu posso amar ou odiar qualquer coisa a depender do dia ou do estado de espírito em que eu estiver no momento, mas para ser mais específica, eu gosto de literatura (especialmente contos e crônicas) e tenho muito interesse no estudo da linguagem no geral.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;No meu tempo livre gosto de assistir animações, ver críticas de cinema e também adoro ler/assistir histórias do gênero fantástico, mas eu me entretenho com qualquer história desde que tenha uma boa ideia por trás, um bom roteiro ou uma elaboração interessante.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;Normalmente, sou meio tímida e gosto de ambientes familiares em que já estou acostumada com as coisas, mas gosto de fazer novas amizades e de ter sempre conhecidos por aí. Além disso, sou nordestina e isso por si só já significa que eu amo cuscuz, Festas Juninas e rios.&nbsp;<br>     Meu xodó é meu jabuti (Schumacher), sou chegada em doces e odeio baratas do fundo do meu coração. </div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1951948267/3bb48785980eb2633557bc35f3feeeae/schumi_wallpaper.jpg" />
         <pubDate>2023-02-07 18:22:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2472258082</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cris ☁</title>
         <author>cristalrull</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2478228878</link>
         <description><![CDATA[<div>Oi, meu nome é Cristal, estou no quarto período de psicologia da UFAL.<br>Tenho interesse na área infantil, no estudo da linguagem e tudo relacionado a literatura.&nbsp;<br>Quanto interesses pessoais sou viciada em ler desde criança, leio de tudo um pouco, menos autoajuda. Também gosto de desenhar e pintar, embora não seja muito boa, pode não parecer muito divertido, mas gosto de fazer listas e cronogramas (que eu dificilmente consigo cumprir, mas trazem um senso de segurança e organização que ajudam o processo) &nbsp;<br>Tenho dois irmãos mais novos que já estão crescidos, mas pra mim vão ser sempre pequeninhos, 6 gatos (Íon, Pitolomeu, Charlie, Mica, Mina e Capitão Gancho), adoro o halloween e não sou fã do natal.&nbsp;<br>:)<br><br>(a foto é o Íon sentado que nem um mocinho)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1950609643/857ca2e03ef4f9c5aec5a38555cc0399/IMG_20211223_205949692_2.jpg" />
         <pubDate>2023-02-13 01:50:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2478228878</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Prefácio </title>
         <author>isabelalyra</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2486376555</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; Para contextualizar o livro <em>Pedagogia da Autonomia</em> (1996) de Paulo Freire, bem como as discussões da aula, decidimos escrever um conto.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; O nome do nosso conto é "Laranja é laranja", nele trazemos a perspectiva de uma estudante do Ensino Superior através da nossa personagem, Lúcia, pensando sobre sua trajetória pelo sistema educacional, suas concepções internalizadas  e as adaptações, evoluções pessoais que passa ao se deparar com um modelo distinto.</div><div>&nbsp; &nbsp; Nossa ideia é passar a perspectiva do educando nesse processo que pode ser tão conflituoso e libertador, tendo como base os conceitos de educação que Paulo Freire discute, junto com um pouco da nossa própria experiência nesse espaço.</div><div>&nbsp; &nbsp; Exploramos em especial, o papel da curiosidade no processo da aprendizagem, a passagem da curiosidade ingênua para curiosidade epistemológica, o respeito à autonomia e saberes dos educandos e a noção do conhecimento não como meramente transferível, e sim construído e reconstruído em conjunto.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp;Tanto o texto, como a aula, proporcionaram reflexões em nós duas, que esperamos, tenham sido expostas nessa pequena história.</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1951948267/5ead640a8fde2f63314aac2c909c6df3/laranja_e_livro.jpg" />
         <pubDate>2023-02-17 14:17:15 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2486376555</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Laranja é laranja </title>
         <author>cristalrull</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2486379643</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; Assim como em todas as outras manhãs de sexta-feira, Lucia percorre a usual calçada de cimento, passando pelas ruas movimentadas e pela grama circundante de aspecto amarelado e seco devido ao sol constante, cercada por alunos envolvidos em suas próprias rotinas.&nbsp;</div><div>&nbsp; Alguns rostos conhecidos andam entusiasmados para a mesma classe que ela, essa animação lhe causa estranheza. No horário habitual, Lúcia sabe que vai se dirigir à mesma sala de aula que eles, entrar pela mesma porta e se sentar em cadeiras igualmente posicionadas, ainda assim, como de costume seu ânimo não seria em nada&nbsp; semelhante ao deles.&nbsp;</div><div>&nbsp; A aula de sexta-feira era distinta de qualquer outra que já cursara. O professor certamente despertava sentimentos intensos em seus educandos, os quais, em concordância ou em discordância, estavam sempre enérgicos para extensos debates e as mais inventivas atividades propostas. Ele deixava claro que não acreditava em transferência de conhecimento, sua filosofia pedagógica era toda sobre mobilizar a autonomia dos estudantes no processo de construção de conhecimento.&nbsp;</div><div>&nbsp; Lúcia, no entanto, longe de ter sentimentos fervorosos em qualquer lado da balança, procurava muito mais o saber estático que poderia ser transferido e compartimentado, noção que não era condizente com a pessoalidade e espontaneidade com que o professor encarava o percurso da aprendizagem.&nbsp;</div><div>&nbsp; Aprender não era algo pessoal. Talvez em algum momento tenha sido, mas agora seu mundo era composto por caminhos já percorridos, respostas prontas, soluções dadas e tudo isso não envolvia&nbsp; mais dedicação ou estima do que o estritamente necessário. Ela tinha noção que, de certa forma, isso era mais costume que preferência.&nbsp;</div><div>&nbsp; Manter a separação entre seus interesses, as coisas divertidas e prazerosas com que preenchia sua vida, e as suas obrigações, coisas que a vida exigia dela, era uma maneira de se adaptar ao inescapável fato de que a realidade monótona corrompe até mesmo as mais nobres esperanças.<br>&nbsp; Pensar para além do costume é cansativo, extenuante e excessivo. É bem verdade que, como toda pessoa ingênua e imatura, já pensou de forma espontânea e escorregadia. Nesse momento, porém, ela entende que se apropriar das noções que lhe são entregues, pelo menos até onde o bom-senso permite, é uma escolha sensata que poupa muita inquietação sem sentido.&nbsp;</div><div>&nbsp; Ainda nova, treinou as competências que via como socialmente mais importantes e foi um processo tão árduo quanto necessário de crescimento. Nesse constante ciclo de descarte e substituição, ela&nbsp; teve que abrir mão de expectativas irrealistas.</div><div>&nbsp; Entrando na sala de aula, ela senta em sua cadeira habitual sem muita consciência do que faz. Esse é um daqueles momentos que o mundo parece meio distante. Enquanto aguardam o professor, os alunos conversam fazendo um burburinho, no qual não se pode distinguir voz de voz, o som se torna um só com o vento balançando os galhos das árvores. Ao olhar pela janela entreaberta, os pensamentos de Lúcia dão espaço a uma memória, que evoca um sentimento particular.</div><div>&nbsp; Uma pequena laranjeira plantada em um vaso está do outro lado da janela, tão diferente em comparação com a laranjeira que servia de abrigo do sol forte, próxima a sua casa de infância. A casa onde morou a maior parte de sua infância ficava no final de uma rua sem saída estreita e pouco movimentada. Ela já não morava lá, mas a imagem da laranjeira robusta que estendia seus galhos despreocupadamente ainda estava vívida em sua mente.<br>&nbsp; Naquela época, algo que provocava em Lúcia fascínio particular era a palavra laranja que nomeava tanto a fruta quanto a cor. Em algum momento, não sabe quando exatamente, essa se tornou uma questão inquietante. Em casa perguntou aos pais sobre o fenômeno curioso, dando início a várias outras perguntas pelas quais ela nutriu genuína curiosidade. “Porque Laranja é laranja?; “Entre a fruta e a cor, qual das duas foi nomeada primeiro?” ; “Como as pessoas dão nomes às coisas?”</div><div>&nbsp; O sentimento tão terno da curiosidade, todos um dia já foram invadidos por ele. Quando o olhar não era apenas olhar, era descoberta, “por que?”, “como?”, era vontade de mais. Agora olhando ao seu redor se perguntava quem ainda cultivava paixão sequer similar? Onde está o ardor por saber e aprender, ela o conheceu um dia, talvez sua centelha ainda esteja dentro de si em algum lugar, mas onde? Como pode algo que um dia foi, não ser mais? Uma angústia começou a borbulhar em si, uma vontade de vasculhar todos os cantos e esquinas mais escuros de sua mente em busca de algo perdido, o que?</div><div>&nbsp; Então outra memória surge, não tão agradável quanto a anterior. Aquele enigma linguístico da laranja pareceu uma grande descoberta para seu eu mais jovem, algo especial que ela mal podia esperar para compartilhar com seus colegas de classe. Qual não foi sua decepção, quando orgulhosamente trouxe o questionamento para a classe e a professora deu um sorriso breve e respondeu simplesmente, “as coisas são como são”. Aquela frase gerou um desconforto na pequena Lúcia. Como assim as coisas são como são?&nbsp;</div><div>&nbsp; Essas hipóteses imaginadas para justificar o fenômeno, embora parecessem bobas, certamente eram mais genuínas que diversos textos memorizados para provas que realizou em tempos recentes. Surpresa com essa reflexão, começou a se questionar o que essa ideia estranha queria dizer. Será que isso teria a ver com a fonte do entusiasmo de seus colegas com a aula do professor da sexta-feira? A possibilidade de tentar. Mesmo que passíveis de erro, todos tinham a oportunidade de fazer parte daquelas descobertas, tão mais complexas que o problema da laranja.&nbsp;</div><div>&nbsp; No meio de todas aquelas conversas, olhando pela janela, ocorreu-lhe um pensamento inusitado, assim como os outros alunos, ela também pode exercer sua autonomia como estudante. Apesar do desconforto inicial, vai percebendo o quanto ansiava por falar, tentar formular perguntas, ideias e ter um lugar nessa construção de saber. Algo lhe dizia que talvez o que ela tinha para dizer merecia ser dito.&nbsp;<br>&nbsp; Com a chegada do professor, os alunos, já acomodados em suas cadeiras, esperam que ele organize suas coisas na mesa para dar inicio a aula . Após um breve cumprimento,&nbsp; ele dá início a aula.<br>&nbsp; -Para nossa discussão de hoje vamos pensar sobre filosofia&nbsp; linguística, começando por uma discussão, em que adianto, estou ansioso por ouvir suas contribuições. Qual é a relação entre o objeto real e o nome que lhe é dado?&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;<br>  Lúcia levanta a mão.</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1950609643/9bba14b09b7a9b419e8dc1bb103bf3f6/padlet_image_picker_file_2e2df868_6ca1_4c02_b0ae_3a0d68a9fafe.jpg" />
         <pubDate>2023-02-17 14:19:54 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2486379643</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Educação e colonialismo</title>
         <author>cristalrull</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2503221073</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando os portugueses chegaram no Brasil, a visão que tinham atribuía aos povos que aqui habitavam a condição de selvagens de grande ingenuidade, mas com intelecto indiscutivelmente inferior (PAIVA, 2015). Nos anos de 1549 os jesuítas da Companhia de Jesus empreenderam um trabalho educativo em território brasileiro e, é certo dizer que, para os europeus, interessados na manutenção da soberania da fé católica, as práticas cotidianas, o conhecimento, a riqueza oral e cultural presente no seio dessas tribos não eram considerados como processos formativos e, munido de noções de superioridade e civilidade, o homem branco se encontrou em posição de legitimar a invasão e consequente imposição cultural sobre o território.<br><br></div><div>Mais tarde, com o imperialismo e as diásporas africanas, o Brasil viu novamente o homem branco impor sua lógica dominadora e expansiva sobre uma variedade de povos e culturas africanas, que já destituídos de sua terra, separados de seus familiares e conterrâneos pelo absurdo modelo escravista, foram forçados a abandonar ou adaptar sua cultura. Desse modo, as religiões afro-brasileiras nasceram como forma de resistência ao catolicismo escravocrata – aquele que admitia a “escravidão como forma de recuperar a alma dos negros” -, preservação da memória e das crenças africanas. Não menos importante, eram também espaços de reconstrução e de cura em que as pessoas negras expressavam toda a humanidade que lhes foi negada.</div><div><br>O pensamento educacional brasileiro está ainda formalmente associado ao colonialismo e à dominação. Conservou dos jesuítas o caráter hierárquico, elitista, formalista, a ilusão meritocrática e a posição discretamente dogmática. O problema é que a prática educativa que é forjada em acordância com esse projeto colonial, em um ambiente educacional projetado para promover especificamente&nbsp; determinado tipo de educação&nbsp; e que se organiza tendo em vista objetivos imediatos fixamente estabelecidos, não tem a capacidade de alcançar os educandos que tenham valores, crenças, perspectivas e religiões diferentes, quando seu olhar a princípio já está pautado na imposição de pontos de vista, na supressão de diferenças, na criação de indivíduos homogêneos e numa intolerância estrutural.<br><br></div><div>Nesse sentido, Rufino (2015) propõe uma pedagogia que, não de forma subversiva, mas antes afirmadora, legitima a posição de outra lógica no que diz respeito ao processo educativo. Expondo Exú como força motriz que concebe as práticas pedagógicas bem como a educação como sendo possível a partir da mobilização da energia vital encarnada nos seres e em suas práticas, enfatiza a possibilidade, a responsabilidade e a importância da palavra. A<em> Pedagogia das Encruzilhadas</em> está em oposição à perspectiva da educação como empreendimento colonial e todo desencanto que é promovido nessa estrutura, até porque Exú é um princípio que confronta suas lógicas de dominação.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1950609643/0c53018534f0535196c9650bdefb1326/padlet_image_picker_file_690cb337_0d31_447c_bb7c_0bc44d85af4b.webp" />
         <pubDate>2023-03-04 01:10:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2503221073</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Exu - Além do Bem e do Mal ☁</title>
         <author>isabelalyra</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2503230681</link>
         <description><![CDATA[<div><br>&nbsp; &nbsp; O documentário <em>Exu: Além do bem e do mal</em>&nbsp; (2012), dirigido por Werner Salles, uma produção alagoana com recursos do Fundo de Desenvolvimento de Ações Culturais (FDAC), se dedica a fazer uma exposição da entidade Exu, ser que é cultuado por algumas religiões de matriz africana como a Umbanda e o Candomblé – religiões que se formaram a partir de tradições religiosas dos povos Iorubás no cenário brasileiro, com elementos de religiões indígenas e cristãs –&nbsp; pautada nas perspectivas, saberes e depoimentos de fiéis que fazem parte desses sistemas religiosos, bem como de antropólogos e artistas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Uma discussão importante que o curta-metragem evidencia é a concepção popular de Exu associada ao mal pelas religiões cristãs no Brasil. Nesse contexto,&nbsp; é importante destacar a fala de Pai Célio de Iemanjá: “ Quem pariu Exu foi a religião Iorubá, nós que temos que cuidar dele. Quem pariu satanás tá na Bíblia”. Palavras que expõem o quanto a associação que a ideologia judaico-cristã faz entre Exu e o “diabo cristão” reflete o desconhecimento e um profundo desrespeito pelas tradições e ritos da cultura iorubá, além&nbsp; disso, revelam uma postura incapaz de reconhecer outros sistemas religiosos de forma não antagônica. <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Uma educação única, estruturada sobre moldes conservadores e projetada de forma mecanizada, não tem espaço para o acolhimento integral dos educandos (nisso, devem estar presentes suas crenças e seu conhecimento), antes disso, ela é conivente com a marginalização de grupos e a reprodução de preconceitos. Entendendo a&nbsp; educação como um processo social é possível reconhecer que&nbsp; valores e juízos sociais de caráter discriminatório são empecilhos para aceitação de estudantes, para a quebra de paradigmas e para afirmação de formas de “ser”, são, portanto, empecilhos para a construção de conhecimento na medida em que veiculam a desinformação. <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;O Pensamento brasileiro ainda é extremamente intolerante em relação a religiões de matriz africana, essa é uma consequência lógica, quando consideramos o fato de que o pensamento brasileiro ainda é extremamente racista. Evidentemente, os “extremismos” são resultantes de diversos fatores que vão desde a recusa e negação por parte de uma parcela da sociedade - que é de maioria cristã, vale lembrar -&nbsp; a estabelecer uma coexistência pacífica e respeito mútuo com outros sistemas religiosos pelas divergências com seu próprio sistema de crenças, até a reprodução de estereótipos firmados com base no desconhecimento. Fato é que a prática educativa não está recortada da realidade social e um modelo de aprendizado também não pode ser considerado de forma alheia ao modelo de sociedade de que é parte integrante. A prática educativa ainda está disfarçada de uma falsa moralidade e um puritanismo hipócrita que ressalta valores conservadores de modo a sublinhar sua superioridade, enquanto discrimina os conhecimentos forjados nos terreiros ou as filosofias e os conceitos presentes em religiões afro-brasileiras. Sendo assim,&nbsp; é válido retomar um ponto explicitado&nbsp; em <em>Pedagogia das Encruzilhadas </em>(RUFINO, 2015): Por que relegar à subalternidade esses conceitos injustamente estereotipados da cultura Iorubá, se eles fornecem amplas e legítimas alternativas de aprendizado?&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=OnzGnPDQOqY" />
         <pubDate>2023-03-04 01:37:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2503230681</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Mundo se Despedaça </title>
         <author>cristalrull</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2503232097</link>
         <description><![CDATA[<div>Escrito pelo nigeriano Chinua Achebe, publicado em 1958, é considerado um marco para a literatura africana. Até então, a maioria dos livros publicados sobre a África, eram majoritariamente de autoria europeia e traziam estereótipos como a figura do “selvagem”. Com <em>O mundo se despedaça</em> (<em>Things fall apart</em>), Achebe quebra esse ciclo , retratando a cultura Igbo nessa ficção com toda sua complexidade, aos olhos de um protagonista tão humano vivenciando a invasão europeia. Um estudo clássico das consequências do colonialismo.</div><div><br></div><blockquote><em>"O homem branco entende nosso costume sobre a terra?"</em><br><em>"Como pode ele se nem mesmo fala nossa língua? Mas ele diz que nossos costumes são ruins; e nossos próprios irmãos que adotaram sua religião também dizem que nossos costumes são ruins. Como você acha que podemos lutar quando nossos próprios irmãos se voltaram contra nós? O homem branco é muito esperto. Ele veio silenciosa e pacificamente com sua religião. Nós nos divertimos com sua tolice e permitimos que ele ficasse. Agora ele ganhou nossos irmãos e nosso clã não pode mais agir como um . Ele colocou uma faca nas coisas que nos mantinham unidos e nos despedaçamos."</em></blockquote><div><br></div>]]></description>
         <pubDate>2023-03-04 01:41:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2503232097</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Apresentação sobre Análise do comportamento e Educação ☁</title>
         <author>isabelalyra</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2521472344</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1951948267/04be018ddb32e25c7925169042511309/An_lise_do_comportamento_e_educa__o.pdf" />
         <pubDate>2023-03-18 02:45:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2521472344</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Piaget, Processamento cognitivo e Haikyuu ☁</title>
         <author>isabelalyra</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2530989695</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Haikyuu </em>(2014) é uma animação japonesa, adaptada de um mangá de mesmo nome criado por Haruichi Furudate, que acompanha o protagonista Hinata e o clube de vôlei da escola Karasuno, do qual o adolescente faz parte, com suas ambições e expectativas no esporte. Desde o inicio, fica evidente que, apesar de Hinata ser um jovem bastante atlético e amar o vôlei, ele está em grande desvantagem tanto por ter uma baixa estatura em um jogo que essencialmente favorece pessoas mais altas, quanto por ter pouco conhecimento sobre as regras e aspectos práticos do esporte, pelo fato de nunca ter feito parte de um clube de vôlei quando mais novo.&nbsp;<br><br></div><div>Nesse sentido, pretendemos interpretar aspectos da obra em conformidade com pontos centrais da teoria Piagetiana expostos no texto <em>Redescobrindo a Teoria Psicogenética à luz da Psicologia Educacional: Contribuições e possíveis desdobramentos</em> (2004) os quais trabalham a aprendizagem, enfatizando mecanismos que constituem o processamento cognitivo do sujeito.&nbsp;</div><div>Embora a série não tome o espaço da sala de aula enquanto contexto específico, ela trabalha noções que podem ser analisadas sob a perspectiva do processo de aprendizagem, na medida em que a animação destaca a dimensão não apenas competitiva do esporte, mas também os erros, os acertos, as adaptações e os ajustes que necessariamente ocorrem para que um jogador possa construir e reinventar suas habilidades. &nbsp;<br><br></div><div>No decorrer da animação, Hinata se depara por diversas vezes com obstáculos seja frente aos times adversários, seja em relação a seu espaço no voleibol ou mesmo como membro que possa contribuir no time. Nesses cenários, ele precisa recorrer a seus esquemas já constituídos em busca de assimilar tal situação (assimilação), aí entram em cena os conhecimentos que ele adquiriu através de observações e experiências práticas. Entretanto, existem situações em que seus esquemas prévios e sua compreensão dos conceitos se mostram insuficientes para lidar com o desafio, tornando necessária a acomodação, a qual diz respeito à modificação de estruturas cognitivas do sujeito em função do objeto (MENEZES; ARAÚJO, 2004). Após esses desequilíbrios, Hinata pode demonstrar as adaptações que se efetivaram em seu desenvolvimento durante as partidas.&nbsp;<br><br></div><div>No entendimento da teoria psicogenética esses processos configuram-se como mecanismos auto-regulativos psicologicamente inter-relacionados que constituem o processo de adaptação e refletem uma compreensão construtivista do psiquismo humano.&nbsp;<br><br></div><div>Um dos momentos que ilustram esse processo de aprendizagem e desenvolvimento está no desenrolar do arco <em>Nacionais de Tokyo, </em>o qual acontece após a classificação do time nas <em>Preliminares de Primavera. </em>No arco anterior, Hinata se inseriu em um acampamento de treino de outra escola, no qual ele não havia sido convidado, após sermões e certo constrangimento, é permitido que ele continuasse no acampamento, mas apenas recolhendo as bolas, sem praticar junto com os outros jogadores. O rapaz sente frustração por não poder participar do treinamento como jogador, mas definindo seu objetivo de aprender a fazer uma boa recepção, ele prossegue no andamento de seus serviços, mas agora observando as coisas por outra perspectiva: se concentra nos pequenos movimentos dos jogadores, questiona a melhor maneira de executar as ações na quadra, observa a forma como alunos estabeleciam o ritmo da partida.&nbsp;<br><br></div><div>É na competição oficial, já no estádio de Tokyo, que Hinata tem sucesso com sua recepção muito bem executada. Momento que não pode ser interpretado como um acidente ou sorte, mas como resultado de observações e avaliações em treinos, sucessivos fracassos prévios e sua adaptação às condições da quadra durante a partida. &nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>MENEZES, Anna Paula de Avelar Brito; ARAÚJO, Cláudia Roberta. Redescobrindo a teoria psicognética à luz da psicologia educacional: contribuições e possíveis desdobramentos. <strong>Psicologia e Escola: uma parceria necessária. São Paulo: Alínea</strong>, p. 15-43, 2004.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=5UiaQ3jVOpw" />
         <pubDate>2023-03-25 00:21:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2530989695</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Debate, uma prática antiga</title>
         <author>cristalrull</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2531051361</link>
         <description><![CDATA[<div>Segundo a proposta de Piaget do método de equilibração, ao se deparar com uma situação que não consegue dar conta, um desequilíbrio ou conflito cognitivo, o sujeito constrói novos esquemas e reestrutura os já existentes para superar esse conflito e voltar ao equilíbrio. Por meio desse mecanismo surge o aprendizado, com a interação do sujeito e o ambiente para em busca de melhor compreender o mundo ao&nbsp; seu redor.</div><div><br>O debate pode ser pensado como uma prática bem exemplificativa desse processo de conflito que leva a uma reestruturação do conhecimento. Quando se debate, seja em uma lado favorável ou desfavorável ao que se acredita, sabe ou pensa, somos confrontados com oposições que nos obrigam a reestruturar e buscar novos argumentos lógicos.&nbsp;</div><div><br>Por sua vez, na Grécia Antiga, mais especificamente Sócrates era notável por sua prática de debates, mais tarde vindo a constituir o método socrático, que envolve processo similar ao que expõe Piaget, no sentido de enfatizar a construção coletiva de conhecimento, tendo em vista a busca de um pensamento crítico e valorização do papel ativo do aluno e sua autonomia.</div><div><br>Trazemos a proposta de pensar na psicogenética de Piaget e o método socrático em parceria no contexto educacional. Enquanto um nos oferece uma visão explicativa do fenômeno, que traz uma compreensão maior desse funcionamento cognitivo e condição epistêmica do ser, o outro traz uma ideia filosófica, mas também prática que usa princípios e ideias semelhantes. O debate é uma ferramenta com muito potencial em ambas as perspectivas e poderia contribuir muito com a construção de conhecimento em ambientes educacionais.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1950609643/49c117bb8f78a477dd85be102e382f39/padlet_image_picker_file_52b47f05_921d_4184_9b13_03162a5d9de4.jpg" />
         <pubDate>2023-03-25 03:07:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2531051361</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Apresentação sobre A representação da linguagem e o processo de alfabetização e músicas infantis</title>
         <author>cristalrull</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2540448702</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1950609643/d2353326d78aa889380fb6112f33df44/A_representa__o_da_linguagem_e_o_processo_de_alfabetiza__o.pdf" />
         <pubDate>2023-04-01 03:10:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2540448702</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Psicogênese da língua escrita, prática pedagógica e aprendizado da linguagem escrita ☁</title>
         <author>isabelalyra</author>
         <link>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2594015218</link>
         <description><![CDATA[<div>A linguagem é um tema pelo qual nós duas nos interessamos, então resolvemos que&nbsp; a aquisição da linguagem escrita seria o tema que gostaríamos de trabalhar para a AB2. Essa apresentação mostra um pouco do nosso entendimento a respeito das ideias que a Emília elaborou e algumas (possíveis) reverberações em metodologias utilizadas na alfabetização no período de educação infantil. </div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1951948267/2883a222566c9606f6da91089432fa48/AB2___aprendizagem_.pdf" />
         <pubDate>2023-05-17 02:40:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/truemixturecapital/ocz3hla4f4uelggv/wish/2594015218</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
