<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>O Racismo em Pauta by </title>
      <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz</link>
      <description>Atividade avaliativa da disciplina Educação Especial , requerida pela Professora Marina Helena, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Trabalho construído em conjunto pelos alunos: Caroline das Virgens, Claudionor Neto, Jaelma , Mirela Brito, Tainá Mendes e Thayná Gomes. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-03-27 22:14:25 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-03-29 22:58:20 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/png/1f603.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>Como combater a discriminação racial nos primeiros anos </title>
         <author>mendestaina1695</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535820840</link>
         <description><![CDATA[<div>Ver crianças apelidando umas as outras é uma cena comum, porém deixa de ser engraçado quando os apelidos se tornam formas de discriminação ou quando alguém acha que tem poder sobre o outro. A escola é um dos espaços mais diversos,&nbsp; presentes na sociedade. Diversidades culturais, sociais, étnicas, de classe e de gênero, um terreno propício a manifestações e atitudes preconceituosas. E cabe a escola administrar bem essas questões, de modo a promover práticas que vissem&nbsp; o respeito a diferença. A lei 11.645/2008, estabelece obrigatoriedade da temática, “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no currículo oficial da rede de ensino, esses conteúdos devem ser ministrados em todos os âmbitos do currículo escolar, porém o que habitualmente acontece é que os conteúdos são apresentados em apenas algumas áreas específicas.&nbsp;<br>Prova disso é que dificilmente professores exploram assuntos dessas temáticas em disciplinas da área de exatas, ou até mesmo nas disciplinas da área de ciência da natureza. O problema é que esses mesmos professores talvez não consigam resolver um problema de racismo dentro da aula de matemática. E se assuntos sobre negros e indígenas, são explorados somente nas aulas de educação artística, história e literatura, é bem provável que algum alunos não sejam contemplados e que essas temáticas alcancem menos indivíduos.&nbsp;<br>Uma ferramenta que pode ser usada para promoção da equidade e respeito as diferenças são os livros didáticos porém, quase sempre o negro ou aparece como caricatura ou aqueles que foi escravizado e somente isso. Numa pesquisa em que analisou a representação do negro num livro didático (História do Brasil Contemporâneo) do ensino médio, Jesus (2012) destacou que a figura negra sempre aparecia como sujeito em situação de vulnerabilidade, pobreza e sem voz ativa, além de não explicitar o papel do mesmo na construção da história brasileira. Jesus (2012) concluiu que os autores do material desconheciam ou esqueceram, propositalmente ou não, da lei 10.639/03, o que mostra o descaso quanto aos estudos relacionados a cultura africana e afro-brasileira, uma vez que o livro havia sido publicado oito anos após a aprovação da lei supracitada.<br>Enfim,&nbsp; mesmo com ferramentas não tão favoráveis, a escola pode assumir o compromisso de respeito à diversidade, por meio de filmes, vídeos, livros, teatro, etc, que tragam personagens diferentes daqueles que normalmente são protagonistas nas histórias, e mostrar aos estudantes que não há nada de anormal em ser diferente. Assim promovendo afetividade, valorização e inclusão dentro da sala de aula.<br>É por isso que o combate a todas as formas de preconceito deve ser prioridade desde os primeiros anos da Educação Infantil. "O sucesso escolar está ligado a uma boa formação. E esse sucesso depende muito da relação que a criança tem com a escola", destaca o sociólogo Valter Roberto Silvério, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Não é engraçado, não é normal, comum ou "coisa de criança" tratar um ato de discriminação como algo natural. Para começar, é preciso deixar os clichês de lado. Nada de acreditar que todos somos iguais - e ponto. Antes de mais nada, é essencial reconhecer que existem as diferenças. Infelizmente, muitas escolas reproduzem a discriminação racial e muitos professores não apresentam propostas pedagógicas para se contrapor a essas situações.<br>Importante não só falar sobre o tema, mas criar estratégias para que o combate à discriminação na sala de aula beneficie todas as crianças. O acesso a um ambiente que estimula o respeito à diversidade ajuda a formar jovens mais respeitadores, mais educados e mais preocupados com a coletividade.&nbsp;<br><br>Referências&nbsp;<br>BRASIL. Lei Nº 11.645 de 10 de Março de 2008. Estabelece as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília- DF<br>JESUS, Fernando Santos de. O “negro” no livro didático de história do ensino médio e a lei 10.639/03. Londrina, 2012&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-29 00:46:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535820840</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Em um artigo publicado no site educacaointegral.org.br, com o tema &quot;metodologias combatendo o racismo na escola, abordagens possíveis&quot;, enfatizou Eduardo Oliveira, professor de história e cultura Africana e afro-brasileira da Universidade Federal Da Bahia (UFBA), que são necessárias várias medidas de prevenção, como: </title>
         <author>201810454</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535823640</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-29 00:49:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535823640</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Diferenças!</title>
         <author>mendestaina1695</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535825462</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2004636785/a777b9cbb80a80e366cb5e9f618656a1/CURTA_DIFEREN_AS___vers_o_com_audiodescri__o_e_legendagem_360P_.mp4" />
         <pubDate>2023-03-29 00:50:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535825462</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>mendestaina1695</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535831178</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2004636785/59c43520d485256fd1764e73b47d1563/Por_uma_inf_ncia_sem_racismo_240P_.mp4" />
         <pubDate>2023-03-29 00:54:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535831178</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Menina Bonita do Laço de Fita</title>
         <author>mendestaina1695</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535860409</link>
         <description><![CDATA[<div>A história conta que uma linda menina negra desperta a admiração de um coelho branco, que deseja ter uma filha tão pretinha quanto ela. Cada vez que ele lhe pergunta qual o segredo de sua cor, ela inventa uma história. O coelho segue todos os “conselhos” da menina, mas continua branco.<br><br>Era uma vez uma menina linda, linda.<br><br>Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.<br>A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.<br><br>Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas.<br><br>Ela ficava parecendo uma princesa das terras da África, ou uma fada do Reino do Luar.<br><br>E havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.<br>E pensava:<br><br>— Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela…<br>Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:<br><br>— Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?<br><br>A menina não sabia, mas inventou:<br><br>— Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina…<br><br>O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela.<br><br>Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.<br>Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:<br><br>— Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?<br><br>A menina não sabia, mas inventou:<br><br>— Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.<br><br>O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi.<br><br>Mas não ficou nada preto.<br><br>— Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?<br><br>A menina não sabia, mas inventou:<br><br>— Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.<br><br>O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.<br><br>Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:<br><br>— Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?<br>A menina não sabia e… Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela, que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:<br><br>— Artes de uma avó preta que ela tinha…<br><br>Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.<br>Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.<br><br>Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha.<br><br>Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.<br><br>E, quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço, sempre encontrava alguém que perguntava:<br><br>— Coelha bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?<br><br>E ela respondia:<br><br>— Conselhos da mãe da minha madrinha…</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-29 01:15:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535860409</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>201810454</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535866258</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/v7kaB4ARxP4" />
         <pubDate>2023-03-29 01:19:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535866258</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>201810454</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535867298</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/O9tp2lmWC-M" />
         <pubDate>2023-03-29 01:20:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535867298</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>201810454</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535873188</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/902788550/5bb6e1f1f0ee71dbcae7b4ccb0d0194d/Proposta_de_atividade_para_series_iniciais_do_Ensino_Fundamental_I__4_.pdf" />
         <pubDate>2023-03-29 01:24:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535873188</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam destaca discriminações múltiplas, envolvendo gênero, raça e classe. ‘Estamos institucionalizados, encarcerados, marginalizados e vulnerabilizados.</title>
         <author>mendestaina1695</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535904313</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br><br></div><div>Estudos chama a atenção ainda para a falta de acesso a serviços de saúde diagnósticos de deficiência para pessoas negras, especialmente para mulheres negras com deficiência, por conta da discriminação múltipla e que se cruza em razão de raça, classe, deficiência e gênero. “São pessoas que não são reconhecidas como pessoas com deficiência por falta de acesso aos diagnósticos, à saúde e que sofrem discriminação por serem pessoas negras e com deficiência”.<br><br>Importante destacar que a discriminação múltipla e que abarca gênero, raça e classe enfrentada por pessoas negras com deficiência e marginalizadas no Brasil, ao todo somam mais de 10 milhões de pessoas, segundo dados do censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<br><br>A situação das pessoas negras com deficiência hoje no Brasil é indissociável ao período de escravização de povos indígenas e de 5,5 milhões de africanos. “Durante esses séculos de escravização, a maioria da população negra escravizada foi submetida a torturas e mutilações como forma de punição, levando muitos negros escravizados à condição de deficiência.<br><br>As pessoas negras com deficiência estão localizadas nas posições mais vulneráveis e violentas da sociedade brasileira, além da presença massiva nas populações em situação de rua. Estudos aponta para o fato de que as mulheres negras são maioria no cuidado de pessoas com deficiência, sendo que muitas vezes esse é um trabalho não remunerado. Esse cuidado deve ser entendido como um trabalho. Além disso, as mulheres negras sofrem porque falta acesso à saúde e aos direitos a elas.<br><br></div><div>A invisibilidade é ressaltada no caso dos quilombolas com deficiência, em que há falta de dados, pesquisas e políticas públicas voltadas para essa população. Ademais, o Brasil não possui uma política voltada específica para a saúde da população quilombola, direito já garantido aos povos indígenas.<br><br></div><div><strong>Violências<br></strong><br></div><div>Dados de 2019 mostram taxas muito altas de violência contra pessoas com deficiência, afirma o estudo. São 36,2 notificações para cada 10.000 pessoas com deficiência intelectual, sendo 11,4 notificações para cada 10.000 pessoas com deficiência física; 3,6 por 10.000 para pessoas com deficiência auditiva; e 1,4 relatórios por 10.000 para pessoas com deficiência visual. Mulheres com deficiência intelectual tem maiores taxas de violência, o que é atribuído no estudo à violência sexual.<br><br></div><div>A violência física é o tipo mais relatado contra pessoas com deficiência, presente em 53% dos casos, em seguida vêm a violência psicológica, com 32% e negligência/abandono, com 30%. Além disso, 35% das pessoas com deficiência intelectual relataram já terem sofrido violência sexual.<br><br></div><div>O relatório também traz informações do Departamento Penitenciário Nacional, de um total de 675.966 pessoas encarceradas no sistema prisional no Brasil, no período de julho a dezembro de 2021, 7.198 eram pessoas com deficiência, cerca de 1%. De acordo com o VNDI, esse número pode ser subnotificado, pois as pessoas com deficiências não físicas ou de mobilidade reduzida frequentemente não são contabilizadas pelas instituições. A falta de acessibilidade nas prisões também é registrada no relatório, “não havendo elevadores, rampas, adaptações, assistência de cuidados pessoais ou dispositivos assistivos disponíveis”, diz um trecho do documento.<br><br></div><div>Diante da pouca estrutura, as pessoas em situação de restrição de liberdade com deficiência física dependem dos guardas prisionais e de outros presos para cuidados pessoais, ou para serem transportados para instalações como chuveiros ou salas de tribunal. “As instalações e atividades de lazer oferecidas também são inadequadas ou inacessíveis”, ressalta o estudo.<br><br><br></div><div>A violência policial contra pessoas negras com deficiência é outro ponto evidenciado no estudo, que traz os exemplos dos casos de <a href="https://ponte.org/prometi-para-o-meu-filho-no-caixao-que-eu-ia-provar-a-sua-inocencia-diz-mae-de-thiago-jovem-deficiente-morto-por-pm/">Tiago Duarte de Souza</a>, jovem negro com deficiência intelectual assassinado pelo policial Deni Augusto Amista Soares, que o acusou de entrar na loja para roubar.<br><br></div><div>Outro caso narrado é o de <a href="https://ponte.org/jovem-negro-com-deficiencia-e-morto-no-rio-e-familia-acusa-pms/">Ruan Limão do Nascimento</a>, também negro e com deficiência intelectual foi baleado nas costas e morto por policiais militares da 4ª Brigada de Polícia Militar de São Cristóvão que abriram fogo na rua.<br><br></div><div>No Sergipe, <a href="https://ponte.org/policiais-transformam-viatura-em-camara-de-gas-e-matam-homem-negro-em-se/">Genivaldo de Jesus Santos</a>, homem negro com diagnóstico de esquizofrenia foi sufocado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e morto asfixiado pelos policiais. “A maior parte das mortes que a gente tem a partir de violência são de pessoas negras com deficiência. O assassinato do Genivaldo é um grande caso disso e a gente tem levado esse tema a fundo”, afirma Luciana.<br><br></div><div><strong>Barreiras na educação e emprego<br></strong><br></div><div>A maioria das pessoas com deficiência matriculadas nas escolas de educação especial brasileiras são do sexo masculino 66,2% e negros 40,5%, de acordo com o relatório. Os alunos negros com deficiência continuam sub-representados no ensino superior, compondo apenas 0,6% dos alunos negros no total e 35% dos alunos com deficiência, apesar da instituição da Lei nº 12.711/2012, que institui cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiencias nas universidades.<br><br></div><div>Já a população quilombola enfrenta uma série de limitações ao acesso à educação, entre elas o estudo aponta entre outras coisas, o “transporte escolar precário nas áreas rurais; a ausência de uma política que priorize a contratação de docentes e administrativos quilombolas nas escolas localizadas em territórios quilombolas; a falta de capacitação do pessoal a implementação desigual das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola e o fechamento de escolas em territórios quilombolas”.<br><br></div><div>O estudo também sublinha que o Decreto 10502/2020, que instituiu a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida, publicado pelo governo Bolsonaro enfraqueceu a política de educação inclusiva ao promover um “sistema de educação segregado para crianças com deficiência”.<br><br></div><div>O acesso ao trabalho formal também é dificultado às pessoas negras com deficiência, “que são menos propensas a ter acesso ao trabalho formal e mais propensas a se engajarem em trabalhos precários, mal remunerados ou desempregados”, informa o documento, situação que foi ainda mais prejudicada na pandemia da Covid-19.<br><br></div><div>Dentre os 50 pontos listados no relatório, os pesquisadores ainda criticam os retrocessos nas políticas de saúde mental, a falta de apoio e investimento nas políticas públicas, além das violações de direitos à saúde, seguridade social e serviços sociais, como no Benefício de Prestação Continuada (BPC), benefício de pagamento em dinheiro para pessoas com deficiência e idosos, em que quilombolas com deficiência relataram que tiveram seu pedido ao BPC negado com o argumento de que já havia um familiar recebendo outro benefício, como aposentadoria, o que vai contra a disposição legal.<br><br></div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-29 01:45:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2535904313</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>netosilvasilva60</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536072289</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://youtu.be/KZGNu4NcWLs"><br></a>Se, por um lado, a educação é um caminho promissor para reduzir desigualdades e fortalecer a luta antirracista, por outro, o ensino no país reflete o preconceito enraizado, sendo mais uma esfera que precisa de mudanças para ajudar a construir uma sociedade justa.&nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/KZGNu4NcWLs" />
         <pubDate>2023-03-29 03:56:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536072289</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Combatendo o racismo na escola entre os educadores</title>
         <author>netosilvasilva60</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536077807</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>No esforço de incluir a discussão nas aulas, a diretora da CMEB Mário Leal Silva, Mônica Louvem, apresentou o filme O Triunfo, que trata da hostilização contra alunos negros e das ações de um professor para mudar isso, e debateu as soluções encontradas pelo personagem com seu corpo docente.<br><br></div><div>Em seguida, formularam juntos sugestões de como introduzir conteúdos ligados à cultura africana no planejamento das aulas, como a leitura de textos e a análise de pinturas e desenhos e a posterior produção, que foi exposta nos murais da escola.<br><br></div><div>Em suas aulas, o professor Eduardo Oliveira, da UFBA, tenta mostrar como o racismo transforma diferença em desigualdade para perpetuar privilégios. Se quisermos quebrar este ciclo, diz, é preciso compreender as origens do preconceito, nosso País e a produção de conhecimento dentro das escolas e da Academia.<br><br></div><div>“O <a href="https://educacaointegral.org.br/reportagens/13-filmes-que-discutem-racismo-na-educacao/">racismo</a> não se perpetua por argumentos racionais, mas por uma percepção deturpada do outro. Por isso, é preciso ler o corpo dos nossos estudantes com dignidade e respeito, e começar a educá-los para ver as diferenças como oportunidade de enriquecimento de nós todos. É ler o cabelo, a cor da pele, lábios e nariz sem uma caracterização negativa, para inclusive aumentar a autoestima dos alunos”, coloca.<br><br></div><div>Se para os professores cabe atenção aos corpos e a valorização da cultura africana, por parte dos gestores, cabe integrar e garantir a efetivação das legislações sobre <a href="https://educacaointegral.org.br/experiencias/dagogin/">ensino de cultura e história africana</a> no projeto político-pedagógico da escola, tornando-as presente não só na sala de aula, mas também nos espaços da administração, da merenda, da limpeza e segurança.<br><br></div><div>“É no cotidiano, no chão da escola, que a gente pode ter uma ação transformadora, para que possamos concretamente reconhecer os direitos de todos os cidadãos, particularmente de negras e negros, que têm sido vilipendiados nos últimos 500 anos da nossa história”, conclui o professor da UFBA.<br><br></div><div><br><a href="https://youtu.be/CdoqqmNB9JE"><br></a><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-29 04:03:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536077807</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>netosilvasilva60</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536081361</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/CdoqqmNB9JE" />
         <pubDate>2023-03-29 04:08:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536081361</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>201810454</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536661589</link>
         <description><![CDATA[<div><br>⦁	Precisa haver dialógos constantes entre famílias, professores e funcionários da escola.<br>⦁	Buscar conhecer os atos de preconceitos que acontecem na escola e fora dela por meio da participação de todos em um dialógo aberto.<br>⦁	Esclarecer os tipos de atitudes racistas, das evidentes às sutis que podem estar ocorrendo no ambiente escolar, seja contra alunos, funcionários, professores e/ou vice versa.<br>⦁	Espalhar cartazes, fazer palestras, rodas de conversa entre os alunos.<br>⦁	Introduzir conteúdos ligados à cultura africana no planejamento das aulas, fazendo leitura de textos e a análise de pinturas e desenhos, etc.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-29 12:46:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2536661589</guid>
      </item>
      <item>
         <title>As Cores do Mundo – Rafael Calça</title>
         <author>201720436</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2537138223</link>
         <description><![CDATA[<div><br>De onde vieram <a href="https://www.dentrodahistoria.com.br/pluralidade/cores-do-mundo/?discountcoupon=BLOGDDH10&amp;utm_source=ddh&amp;utm_medium=blog&amp;utm_campaign=post-livros-sobre-racismo"><strong>as cores do mundo</strong></a> que deixam tudo mais colorido? Nesse livro, que pode ser personalizado com o nome e o personagem da criança, o premiado autor <strong>Rafael Calça</strong> leva os pequenos em um divertido passeio para aprender sobre empatia, respeito e a capacidade que cada um tem de mudar o mundo.<br><br></div><div><br>Com uma narrativa lúdica o escritor e vencedor do Prêmio Jabuti, mostra para as crianças que cada cor existente no mundo carrega uma história, uma cultura, um jeito de pensar, vestir e falar que deve ser respeitado e valorizado.&nbsp;<br><br></div><div><br>Além disso, a história também explica que as pessoas têm muito mais em comum do que imaginam e que pequenas atitudes podem deixar o dia de alguém mais colorido e iluminado. De forma leve, o autor estimula as crianças a serem a diferença que o mundo tanto precisa.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/803028917/a7789f03330bec8be6aa677cbdd18994/livro_cores_do_mundo.png" />
         <pubDate>2023-03-29 18:05:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2537138223</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O duplo estigma vivenciado por alunos negros com deficiência</title>
         <author>201720436</author>
         <link>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2537146882</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Diante da diversidade que habita a escola, faz-se importante voltar o olhar para as relações sociais que permeiam esse espaço. Esse apontamento está embasado em uma perspectiva de Educação que supera prescrições pedagógicas conteudistas e se organiza com vistas à aprendizagem como produção de cidadania, pois a escola propicia a afirmação da vida e das diferenças. Partindo desses pressupostos, ao analisar a produção de estigma em alunos negros e com deficiência, o racismo e o capacitismo se interpõem de modo estrutural, tal como nas relações sociais da sociedade brasileira reproduzidas no microcosmo do espaço escolar.<br><br></div><div><br>A população negra é atravessada por experiências históricas de racismo e discriminação racial construídas no processo de escravização, colonização e vertentes hierarquizantes do racismo científico e do processo que constitui o mito da democracia racial. O Movimento Social Negro é central nas lutas dessa parcela da população, assim como na elaboração de políticas públicas educacionais para as relações étnico-raciais na educação, como, por exemplo, a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.639.htm">Lei Federal n.º 10.639</a> de 2003.<br><br></div><div><br>No que tange às pessoas com deficiência, é possível reconhecer a exclusão vivenciada por meio de preconceitos evidenciados principalmente pelo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Capacitismo">capacitismo</a>, retratando, no decorrer da história, uma sociedade construída com importantes disparidades acerca da garantia de direitos da população. O Movimento Político das Pessoas com Deficiência trouxe para o cenário de lutas sociais o protagonismo dessa parcela da população, sendo que a disputa principal está centrada no direito à cidadania. No campo das políticas públicas educacionais, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva é importante marco da luta pela inclusão formal das pessoas com deficiência.<br><br></div><div><br>Dentre as políticas públicas educacionais citadas, é visível a interlocução de intenso movimento no campo das Ações Afirmativas, cuja perspectiva reparatória proposta nos fazeres pedagógicos caminha na direção da equidade, rompendo modelos históricos de exclusão para com essa parcela da população. Ainda são grandes, entretanto, os desafios de operar de forma efetiva frente a atos capacitistas e de racismo, compreendidos como barreiras à perspectiva de inclusão e transformação social na Educação.&nbsp;<br><br></div><div><br>Em face a essa conjuntura, a partir de um fazer como pesquisadora durante o Mestrado em Educação no Programa de Pós-graduação em Educação da UFRGS, na linha de pesquisa Educação Especial e Processos Inclusivos, vinculada ao Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar (NEPIE), mergulho na análise de produções teóricas acerca do tema e me encontro com narrativas de professoras e gestoras de escolas públicas da região metropolitana da capital gaúcha.<br><br></div><blockquote>Essa produção contou com uma fundamentação acerca do conceito de estigma e de conceitos correlatos, os quais acabam por compor o conceito de duplo estigma, cunhado pelo pesquisador <a href="https://pospsi.ufba.br/pt-br/estrategias-de-enfrentamento-de-pessoas-negras-e-com-deficiencia-frente-ao-duplo-estigma">Carlos Vinicius Gomes Melo</a>. É na micropolítica dos encontros que emergem discursos de visibilidade das vivências de alunos negros e com deficiência assujeitados na escola aos constantes olhares estigmatizantes arraigados em estereótipos depreciativos.&nbsp;</blockquote><div><br>Essas características estruturais discriminatórias e produtivistas deste país colocam as pessoas com deficiência cotidianamente diante de barreiras para alcançar oportunidades para o seu desenvolvimento e as pessoas negras como alvos constantes de um ideal de branqueamento e branquitude. Os alunos negros com deficiência, portanto, vivenciam o duplo estigma no espaço escolar: uma construção da sociedade que adentra a escola por meio de relações estabelecidas e os coloca em posições estigmatizadas.&nbsp;<br><br></div><div><br>A duplicidade de estigmas na qual esses sujeitos estão inscritos, explícita por parte de professoras e gestoras, demonstra os efeitos deletérios para a autoestima e o processo de aprendizagem desses alunos, salientando a complexidade de relações que se estabelecem a partir dessas vivências no espaço escolar.<br><br></div><div><br>Esses apontamentos demonstram a relevância de esse tema ser problematizado e explorado no campo da Educação, pois é reflexo das complexas relações de exclusão e enfrentamento oriundas da dupla estigmatização e da consequente produção de desigualdades sociais no espaço escolar e no cotidiano das vidas dos sujeitos negros com deficiência.<br><br><em>*Por: Danielle Scholz<br>*Foto de capa: Flávio Dutra</em></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/803028917/8259d08665e15e2b76a6f05bff610812/Fla_vio_Dutra_0718.jpg" />
         <pubDate>2023-03-29 18:11:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mendestaina1695/o9xxz4nm76v9qvnz/wish/2537146882</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
