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      <title>Poesia de Augusto dos Anjos by Adrielle Soares Cunha</title>
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      <description>3º ano MA</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-30 19:09:44 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto histórico da produção do autor</title>
         <author>adriellesoarescunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; No final do século XIX e no início do século XX, houve um fato extraordinário no campo das ciências (inclusive no das ciências literárias, que foram reconhecidas enquanto tal com o movimento positivista): cinco tendências literárias coexistiam. Foram elas: Romantismo, Realismo (interior e exterior), Naturalismo, Parnasianismo e Simbolismo. Essa multiplicidade de estilos literários, ao mesmo tempo em que provoca um “boom” cultural, causa também uma dificuldade de enquadramento de alguns escritores da época, já que os mesmos possuem, internalizadas, características inerentes aos movimentos literários citados.<br>&nbsp; &nbsp;Neste contexto do século XIX, híbrido literariamente, nasceu o poeta brasileiro Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884), herdeiro das normas sociais vigentes e presentes. Sendo filho deste período, o chamado poeta do escárnio retrata, em suas poesias, a multiplicidade de tendências: Simbolismo, Realismo, Parnasianismo, Naturalismo e, também, o Romantismo, além do Expressionismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-30 19:31:50 UTC</pubDate>
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         <title>Idealismo </title>
         <author>nuwanda25</author>
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         <description><![CDATA[<div>------------------------<br>"Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!</div><div>O amor da Humanidade é uma mentira.</div><div>E é por isso que na minha lira</div><div>De amores fúteis poucas vezes falo"<br>------------------------<br><br></div><div>Augusto dos Anjos, pessimista ou realista, retrata a identidade humana, negando a existência do amor nessa sociedade que tão empática diz ter se tornado. Seja na televisão, nas redes sociais, na cidade vizinha ou até mesmo na própria casa, uma nova chama que faz um mundo inteiro se mover, o ódio. Pessimista ou realista, fotografa em poesia o egoísmo, a violência, o sofrimento, insensibilidade e lenta morte humana. E como se não bastasse, questiona o que inspira a humanidade, seu idealismo mais platônico, sentimentos e relações frágeis e apáticas. Um cenário instável e de alta reatividade, essa civilização parece ser consumida por um incêndio que se alastra a todo instante, e mesmo que percebido por todos, é sentido por poucos, por este motivo, pouco importa, desde que o queimado não seja eu.<br><br>- Roraima, 2021.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-03 22:05:44 UTC</pubDate>
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         <title>Versos íntimos</title>
         <author>anaalicesantos</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Vês! Ninguém assistiu ao formidável<br>Enterro de tua última quimera.<br>Somente a Ingratidão – esta pantera –<br>Foi tua companheira inseparável!<br><br>Acostuma-te à lama que te espera!<br>O Homem, que, nesta terra miserável,<br>Mora entre feras, sente inevitável<br>Necessidade de também ser fera.<br><br>Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br>O beijo, amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br><br>Se a alguém causa inda pena a tua chaga,<br>Apedreja essa mão vil que te afaga,<br>Escarra nessa boca que te beija!"<br><br>Um dos poemas mais conhecidos de Augusto dos Anjos, mostra revolta e decepção para com o mundo dos homens, uma “terra miserável” na qual a empatia e a solidariedade sucumbem à ingratidão e falsidade, já que "o beijo precede o escarro, onde aquele que ontem afagava, hoje apedreja". Dessa forma, seus versos exprimem um forte sentimento inquieto com o uso de hipérboles, metáforas, excessos e duras representações, combinando uma visão pessimista sobre as relações humanas e uma denúncia brutal do ápice de dor, desconfiança e desilusão provocadas entre iguais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-04 11:58:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vitoriacoutinho1</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em><br>A Esperança<br></em></strong><br></div><blockquote><br>A Esperança não murcha, ela não cansa,<br>Também como ela não sucumbe a Crença,<br>Vão-se sonhos nas asas da Descrença,<br>Voltam sonhos nas asas da Esperança.<br><br>Muita gente infeliz assim não pensa;<br>No entanto o mundo é uma ilusão completa,<br>E não é a Esperança por sentença<br>Este laço que ao mundo nos manieta?<br><br>Mocidade, portanto, ergue o teu grito,<br>Sirva-te a Crença do fanal bendito,<br>Salve-te a glória no futuro -- avança!<br><br>E eu, que vivo atrelado ao desalento,<br>Também espero o fim do meu tormento,<br>Na voz da Morte a me bradar; descansa!</blockquote><div><br>. Augusto dos Anjos poeta brasileiro e autor de apenas um livro, sua obra não se encaixou em nenhuma escola literária sendo influenciado pelo Naturalismo e o Simbolismo sendo esse enquadrado como pré-modernista, retratou em seu poema ao qual nomeou "A Esperança", a experiência do sentir que pode acontecer algo melhor, bem na primeira estrofe fala "Vão-se os sonhos nas asas da Descrença, voltam sonhos nas asas da Esperança", observamos a busca por sonhos reis e regados de esperanças, sua realidade nos presenta não tão boa e se torna notável essa sede por esperança do melhor quando o mesmo aponta a juventude que clame por futuro e diz à mesma "avança!", após observar realidade da sociedade concluir "O Mundo é uma ilusão completa", além de que realiza uma auto-análise e revela "também espero o fim do meu tormento".</div><blockquote><br></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-05 20:03:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>eugeniosantos</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><br>&nbsp;</strong><strong><em>Psicologia de um vencido<br></em></strong><br></div><blockquote><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br>____________________</blockquote><div><br>Augusto dos Anjos não é pra amadores, de jeito algum. Duvido que haja outro poeta em língua portuguesa que saiba versejar assim. Talvez não haja nenhum outro poeta virtuose como esse, em nenhum país de língua portuguesa.<br>Ele era mórbido, escatalógico, necrófilo, um autêntico profeta da desgraça. Mas é só reparar na métrica perfeita de seus versos (perfeita mesmo, sem uma mínima falha que seja!), e no dinamismo fúnebre mas lindo que ele impõe às palavras que utiliza nos versos, pra notarmos quanta sonoridade existe na poesia dele, quanta beleza, sofisticação, e tanta coisa mais.<br>Isso não é pra qualquer pessoa entender. Além de ser um poeta de tudo quanto é funesto, ele também é cientificista demais em seus versos, os termos que ele usa nos poemas poderiam constar nos anais de um congresso de medicina, ou de biologia, ou de química.&nbsp;<br>O cara era um lobisomem da poesia! Assim como os lobisomens fascinam tanta gente até hoje, a poesia de Augusto dos Anjos também é um deleite pra quem tem sensibilidade poética, apesar de ser uma poesia completamente tétrica e escatológica! Aliás, a poesia dele é linda justamente por ser tão lúgubre, e também pelo modo que ele sabe versejar, modo que, pelo menos pra mim, nunca vi algum outro imitar de forma que fique parecido, e talvez nunca veja!&nbsp;</div><blockquote><br></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-06 19:09:56 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Aluna: vitória Fernanda&nbsp;</div><div><br></div><div>Canta teu riso esplêndido sonata,</div><div>E há, no teu riso de anjos encantados,</div><div>Como que um doce tilintar de prata</div><div>E a vibração de mil cristais quebrados.</div><div><br></div><div>Bendito o riso assim que se desata</div><div>- Citara suave dos apaixonados,</div><div>Sonorizando os sonhos já passados,</div><div>Cantando sempre em trínula volata!</div><div><br></div><div>Aurora ideal dos dias meus risonhos,</div><div>Quando, úmido de beijos em ressábios</div><div>Teu riso esponta, despertando sonhos...</div><div><br></div><div>Ah! Num delíquio de ventura louca,</div><div>Vai-se minh'alma toda nos teus beijos,</div><div>Ri-se o meu coração na tua boca!</div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-09 03:06:25 UTC</pubDate>
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         <title>Solitário</title>
         <author>oliveiravitoria</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>Como um fantasma que se refugia<br>Na solidão da natureza morta,<br>Por trás dos ermos túmulos, um dia,<br>Eu fui refugiar-me à tua porta!<br><br>Fazia frio e o frio que fazia<br>Não era esse que a carne nos contorta...<br>Cortava assim como em carniçaria<br>O aço das facas incisivas corta!<br><br>Mas tu não vieste ver minha Desgraça!<br>E eu saí, como quem tudo repele,<br>- Velho caixão a carregar destroços -<br><br>Levando apenas na tumba carcaça<br>O pergaminho singular da pele<br>E o chocalho fatídico dos ossos!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-10 10:17:06 UTC</pubDate>
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         <title>Queixas noturnas </title>
         <author>lucienecosme</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><strong>Queixas noturnas</strong><br><br>Quem foi que viu a minha Dor chorando?!<br>Saio. Minh’alma sai agoniada.<br>Andam monstros sombrios pela estrada<br>E pela estrada, entre esses monstros, ando!<br><br>[...]<br><br>O quadro de aflições que me consomem<br>O próprio Pedro Américo não pinta...<br>Para pintá-lo, era preciso a tinta<br>Feita de todos os tormentos do homem!<br><br>[...]<br><br>Bati nas pedras dum tormento rude<br>E a minha mágoa de hoje é tão intensa<br>Que eu penso que a Alegria é uma doença<br>E a Tristeza é minha única saúde.<br><br>[...]<br><br>Sobre histórias de amor o interrogar-me<br>É vão, é inútil, é improfícuo, em suma;<br>Não sou capaz de amar mulher alguma<br>Nem há mulher talvez capaz de amar-me.<br><br>O amor tem favos e tem caldos quentes,<br>E ao mesmo tempo que faz bem, faz mal;<br>O coração do poeta é um hospital<br>Onde morreram todos os doentes.<br><br>Hoje é amargo tudo quanto eu gosto;<br>A bênção matutina que recebo...<br>E é tudo: o pão que como, a água que bebo,<br>O velho tamarindo a que me encosto!<br><br>[...]<br><br>Melancolia! Estende-me a tu’asa!<br>És a árvore em que devo reclinar-me...<br>Se algum dia o Prazer vier procurar-me<br>Dize a este monstro que eu fugi de casa!<br><br>Obs:&nbsp;<br><br>“Queixas noturnas” é um longo poema, composto de 19 quadras decassílabas (rimas entre os versos 1 e 4; 2 e 3 de cada estrofe), do qual destacamos alguns trechos. Sabemos, já pelo título, que se trata de uma lamentação. Dor, agonia, monstros, aflições, tormentos, doença: tudo isso acomete o poeta, cuja tristeza é tão intensa que Pedro Américo (1843-1905), grande pintor acadêmico responsável por quadros famosos como Independência ou morte! (1888), não seria capaz de representar em uma obra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-11 13:14:24 UTC</pubDate>
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         <title>Vandalismo</title>
         <author>lavinia_linda</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1601223371</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Meu coração tem catedrais imensas,<br>Templos de priscas e longínquas datas,<br>Onde um nume de amor, em serenatas,<br>Canta a aleluia virginal das crenças.<br><br></div><div><br>Na ogiva fúlgida e nas colunatas<br>Vertem lustrais irradiações intensas<br>Cintilações de lâmpadas suspensas<br>E as ametistas e os florões e as pratas.<br><br></div><div><br>Como os velhos Templários medievais<br>Entrei um dia nessas catedrais<br>E nesses templos claros e risonhos …<br><br></div><div><br>E erguendo os gládios e brandindo as hastas,<br>No desespero dos iconoclastas<br>Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-11 14:42:29 UTC</pubDate>
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         <title>Vozes da morte</title>
         <author>lucasribeiro6</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1601584548</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Agora, sim! Vamos morrer, reunidos,<br>Tamarindo de minha desventura,<br>Tu, com o envelhecimento da nervura,<br>Eu, com o envelhecimento dos tecidos!<br><br></div><div><br>Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos!<br>E a podridão, meu velho! E essa futura<br>Ultrafatalidade de ossatura,<br>A que nos acharemos reduzidos!<br><br></div><div><br>Não morrerão, porém, tuas sementes!<br>E assim, para o Futuro, em diferentes<br>Florestas, vales, selvas, glebas, trilhos,<br><br></div><div><br>Na multiplicidade dos teus ramos,<br>Pelo muito que em vida nos amamos,<br>Depois da morte inda teremos filhos!<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-11 17:21:36 UTC</pubDate>
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         <title>O morcego </title>
         <author>pg0896243</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1601830784</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.<br>Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:<br>Na bruta ardência orgânica da sede,<br>Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.<br><br></div><div><br>“Vou mandar levantar outra parede…”<br>– Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho<br>E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,<br>Circularmente sobre a minha rede!<br><br>Pego de um pau. Esforços faço. Chego<br>A tocá-lo. Minh’alma se concentra.<br>Que ventre produziu tão feio parto?!<br><br>A Consciência Humana é este morcego!<br>Por mais que a gente faça, à noite, ele entra<br>Imperceptivelmente em nosso quarto!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-11 19:44:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Biografia:</title>
         <author>helloysanayara</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1602523775</link>
         <description><![CDATA[<div>Augusto dos Anjos (1884 — 1914) foi um poeta e professor brasileiro extremamente original, que deixou um grande legado na nossa literatura.<br><br>Não tendo pertencido a nenhuma escola literária em concreto, o trabalho poético do autor teve raízes no parnasianismo e no simbolismo da época.<br><br>Contudo, por apresentarem características de vanguarda (por exemplo, os temas), alguns teóricos defendem que os versos podem ser encarados como pré-modernistas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-12 13:57:37 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Psicologia de um vencido </title>
         <author>beatrizssilva163</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1603797481</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/augusto_dos_anjos/"><br>Augusto dos Anjos<br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-13 23:46:20 UTC</pubDate>
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         <title>MÁGOAS</title>
         <author>mirlleyhanna</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1605246031</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Quando nasci, num mês de tantas flores,</div><div>Todas murcharam, tristes, langorosas,</div><div>Tristes fanaram redolentes rosas,</div><div>Morreram todas, todas sem olores.<br><br></div><div>Mais tarde da existência nos verdores</div><div>Da infância nunca tive as venturosas</div><div>Alegrias que passam bonançosas,</div><div>Oh! Minha infância nunca teve flores!<br><br></div><div>Volvendo à quadra azul da mocidade,</div><div>Minh’alma levo aflita à Eternidade,</div><div>Quando a morte matar meus dissabores.<br><br></div><div>Cansado de chorar pelas estradas,</div><div>Exausto de pisar mágoas pisadas,</div><div>Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-14 14:35:28 UTC</pubDate>
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         <title>Saudade</title>
         <author>brunnoeduardo</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1605272588</link>
         <description><![CDATA[<div>"Hoje que a mágoa me apunhala o seio,<br>E o coração me rasga atroz, imensa,<br>Eu a bendigo da descrença, em meio,<br>Porque eu hoje só vivo da descrença.<br>À noite quando em funda soledade<br>Minha alma se recolhe tristemente,<br>Para iluminar-me a alma descontente,<br>Se acende o círio triste da Saudade.<br>E assim afeito às mágoas e ao tormento,<br>E à dor e ao sofrimento eterno afeito,<br>Para dar vida à dor e ao sofrimento,<br>Da saudade na campa enegrecida<br>Guardo a lembrança que me sangra o peito,<br>Mas que no entanto me alimenta a vida."<br>---------------------<br>Com características romântica e<br>melancólica, marcante nos textos de Augusto dos Anjos, no poema fica claro a descrição de como o autor sente saudades de uma pessoa que já está morta</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-14 14:45:43 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A lágrima</title>
         <author>nayanefreitas1</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>– Faça-me o obséquio de trazer reunidos<br>Cloreto de sódio, água e albumina…<br>Ah! Basta isto, porque isto é que origina<br>A lágrima de todos os vencidos!<br><br>-“A farmacologia e a medicina<br>Com a relatividade dos sentidos<br>Desconhecem os mil desconhecidos<br>Segredos dessa secreção divina”<br><br>– O farmacêutico me obtemperou. –<br>Vem-me então à lembrança o pai Yoyô<br>Na ânsia física da última eficácia…<br><br>E logo a lágrima em meus olhos cai.<br>Ah! Vale mais lembrar-me eu de meu Pai<br>Do que todas as drogas da farmácia!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-14 16:02:26 UTC</pubDate>
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         <title>Allan França </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Amor e crença<br>&nbsp;Sabes que é Deus?! Esse infinito e santo<br>Ser que preside e rege os outros seres,<br>Que os encantos e a força dos poderes<br>Reúne tudo em si, num só encanto?<br><br>Esse mistério eterno e sacrossanto,<br>Essa sublime adoração do crente,<br>Esse manto de amor doce e clemente<br>Que lava as dores e que enxuga o pranto?!<br><br>Ah! Se queres saber a sua grandeza,<br>Estende o teu olhar à Natureza,<br>Fita a cúp’la do Céu santa e infinita!<br><br>Deus é o templo do Bem. Na altura Imensa,<br>O amor é a hóstia que bendiz a Crença,<br>ama, pois, crê em Deus, e... sê bendita!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 11:17:01 UTC</pubDate>
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         <title>Vozes de um túmulo</title>
         <author>amandafidelis</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1607397809</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Morri! E a Terra — a mãe comum — o brilho<br>Destes meus olhos apagou!… Assim<br>Tântalo, aos reais convivas, num festim,<br>Serviu as carnes do seu próprio filho!<br><br>Por que para este cemitério vim?!<br>Por quê?! Antes da vida o angusto trilho<br>Palmilhasse, do que este que palmilho<br>E que me assombra, porque não tem fim!<br><br>No ardor do sonho que o fronema exalta<br>Construí de orgulho ênea pirâmide alta,<br>Hoje, porém, que se desmoronou<br><br>A pirâmide real do meu orgulho,<br>Hoje que apenas sou matéria e entulho<br>Tenho consciência de que nada sou!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 12:29:14 UTC</pubDate>
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         <title>A IDEIA</title>
         <author>MarianaVenceslau</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>De onde ela vem?! De que matéria bruta<br>Vem essa luz que sobre as nebulosas<br>Cai de incógnitas criptas misteriosas<br>Como as estalactites duma gruta?!<br><br>Vem da psicogenética e alta luta<br>Do feixe de moléculas nervosas,<br>Que, em desintegrações maravilhosas,<br>Delibera, e depois, quer e executa!<br><br>Vem do encéfalo absconso que a constringe,<br>Chega em seguida às cordas da laringe,<br>Tísica, tênue, mínima, raquítica...<br><br>Quebra a força centrípeta que a amarra,<br>Mas, de repente, e quase morta, esbarra<br>No molambo da língua paralítica!</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 12:52:32 UTC</pubDate>
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         <title>PRIMAVERA </title>
         <author>melocecilia2</author>
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         <description><![CDATA[<div>Primavera gentil dos meus amores,<br>- Arca cerúlea de ilusões etéreas,<br>Chova-te o Céu cintilações sidéreas<br>E a terra chova no teu seio flores!<br><br>Esplende, Primavera, os teus fulgores,<br>Na auréola azul, dos dias teus risonhos,<br>Tu que sorveste o fel das minhas dores<br>E me trouxeste o néctar dos teus sonhos!<br><br>Cedo virá, porém, o triste outono,<br>Os dias voltarão a ser tristonhos<br>E tu hás de dormir o eterno sono,<br><br>Num sepulcro de rosas e de flores,<br>Arca sagrada de cerúleos sonhos,<br>Primavera gentil dos meus amores!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 12:55:43 UTC</pubDate>
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         <title>Hino à dor</title>
         <author>edoardo_fama</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1607933407</link>
         <description><![CDATA[<div>Dor, saúde dos seres que se fanam,<br>Riqueza da alma, psíquico tesouro,<br>Alegria das glândulas do choro<br>De onde todas as lágrimas emanam..<br><br>És suprema! Os meus átomos se ufanam<br>De pertencer-te, oh! Dor, ancoradouro<br>Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro<br>De que as próprias desgraças se engalanam!<br><br>Sou teu amante! Ardo em teu corpo abstrato.<br>Com os corpúsculos mágicos do tato<br>Prendo a orquestra de chamas que executas...<br><br>E, assim, sem convulsão que me alvorece,<br>Minha maior ventura é estar de posse<br>De tuas claridades absolutas!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 16:04:57 UTC</pubDate>
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         <title>O morcego</title>
         <author>esteroliveira2</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608065755</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote><br>Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.<br>Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:<br>Na bruta ardência orgânica da sede,<br>Morde-me a goela igneo e escaldante molho.<br><br>"Vou mandar levantar outra parede..."<br>— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho<br>E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,<br>Circularmente sobre a minha rede!<br><br>Pego de um pau. Esforços faço. Chego<br>A tocá-lo. Minh'alma se concentra.<br>Que ventre produziu tão feio parto?!<br><br>A Consciência Humana é este morcego!<br>Por mais que a gente faça, à noite, ele entra<br>Imperceptivelmente em nosso quarto!<br><br></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 17:02:00 UTC</pubDate>
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         <title>O meu nirvana</title>
         <author>eduardacalbuquerque161</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608105510</link>
         <description><![CDATA[<div>No alheamento da obscura forma humana,<br>De que, pensando, me desencarcero,<br>Foi que eu, num grito de emoção, sincero<br>Encontrei, afinal, o meu Nirvana!<br><br>Nessa manumissão schopenhauereana,<br>Onde a Vida do humano aspecto fero<br>Se desarraiga, eu, feito força, impero<br>Na imanência da Ideia Soberana!<br><br>Destruída a sensação que oriunda fora<br>Do tato — ínfima antena aferidora<br>Destas tegumentárias mãos plebeias —<br><br>Gozo o prazer, que os anos não carcomem,<br>De haver trocado a minha forma de homem<br>Pela imortalidade das Ideias!</div><div><br>Augusto dos Anjos<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-06-15 17:20:03 UTC</pubDate>
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         <title>sofredora </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608356030</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Cobre-lhe a fria palidez do rosto</div><div>O sendal da tristeza que a desola;</div><div>Chora – o orvalho do pranto lhe perola</div><div>As faces maceradas de desgosto.</div><div><br></div><div>Quando o rosário de seu pranto rola,</div><div>Das brancas rosas do seu triste rosto</div><div>Que rolam murchas como um sol já posto</div><div>Um perfume de lágrimas se evola.</div><div><br></div><div>Tenta às vezes, porém, nervosa e louca</div><div>Esquecer por momento a mágoa intensa</div><div>Arrancando um sorriso à flor da boca.</div><div><br></div><div>Mas volta logo um negro desconforto,</div><div>Bela na Dor, sublime na Descrença.</div><div>Como Jesus a soluçar no Horto&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 19:32:47 UTC</pubDate>
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         <title>sofredora </title>
         <author>mithaellymaria</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608361004</link>
         <description><![CDATA[<div>Sofredora<br><br>Cobre-lhe a fria palidez do rosto<br>O sendal da tristeza que a desola;<br>Chora – o orvalho do pranto lhe perola<br>As faces maceradas de desgosto.<br><br>Quando o rosário de seu pranto rola,<br>Das brancas rosas do seu triste rosto<br>Que rolam murchas como um sol já posto<br>Um perfume de lágrimas se evola.<br><br>Tenta às vezes, porém, nervosa e louca<br>Esquecer por momento a mágoa intensa<br>Arrancando um sorriso à flor da boca.<br><br>Mas volta logo um negro desconforto,<br>Bela na Dor, sublime na Descrença.<br>Como Jesus a soluçar no Horto</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 19:36:02 UTC</pubDate>
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         <title>VERSOS A UM COVEIRO</title>
         <author>lyviabianca</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608368465</link>
         <description><![CDATA[<div>Numerar sepulturas e carneiros<br>Reduzir carnes podres a algarismos<br>- Tal é, sem complicados silogismoos,<br>A aritmética hedionda dos coveiros.<br><br>Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos<br>Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,<br>Na progressão dos números inteiros<br>A gênese de todos os abismos!<br><br>Oh! Pitágoras da última aritmética,<br>Continua a contar na paz ascética<br>dos tábidos carneiros sepulcrais<br><br>Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,<br>Porque, infinita como os próprios números,<br>A tua conta não acaba mais!</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=zkUOeeez9V0" />
         <pubDate>2021-06-15 19:40:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Aluna: Camilly Noelly </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608422972</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br>Ecos D'Alma<br><br>Oh! madrugada de ilusões, santíssima,<br>Sombra perdida lá do meu Passado,<br>Vinde entornar a clâmide puríssima<br>Da luz que fulge no ideal sagrado!<br><br>Longe das tristes noites tumulares<br>Quem me dera viver entre quimeras,<br>Por entre o resplendor das Primaveras<br>Oh! madrugada azul dos meus sonhares.<br><br>Mas quando vibrar a última balada<br>Da tarde e se calar a passarada<br>Na bruma sepulcral que o céu embaça<br><br>Quem me dera morrer então risonho<br>Fitando a nebulosa do meu sonho<br>E a Via-Látea da Ilusão que passa!<br><br></div><div><br>Augusto dos Anjos<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-15 20:17:09 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Deus-Verme</title>
         <author>alexandreluciano</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608708324</link>
         <description><![CDATA[<div>Fator universal do transformismo.<br>Filho da teleológica matéria,<br>Na superabundância ou na miséria,<br>Verme - é o seu nome obscuro de batismo.<br><br>Jamais emprega o acérrimo exorcismo<br>Em sua diária ocupação funérea,<br>E vive em contubérnio com a bactéria,<br>Livre das roupas do antropomorfismo.<br><br>Almoça a podridão das drupas agras,<br>Janta hidrópicos, rói vísceras magras<br>E dos defuntos novos incha a mão...<br><br>Ah! Para ele é que a carne podre fica,<br>E no inventário da matéria rica<br>Cabe aos seus filhos a maior porção!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 00:10:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fatos Interessantes:</title>
         <author>yasmimcostaa</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1608859266</link>
         <description><![CDATA[<div>Augusto dos Anjos, o mais sombrio dos poetas brasileiros, foi também o mais original.<br>&nbsp;Sua obra poética, composta por apenas um livro de poemas,&nbsp;não se encaixa em nenhuma escola literária,&nbsp;embora tenha sido influenciado por características do&nbsp;Naturalismo&nbsp;e do Simbolismo<br>&nbsp;Pessimista, cósmica, paradoxal, mórbida e angustiante, a poesia de Augusto dos Anjos é feita de um&nbsp;vocabulário científico&nbsp;misturado com uma&nbsp;tristeza profunda<br>&nbsp;O amor, o prazer, a volúpia não são senão uma luta orgânica das células, como o é toda a existência humana, destinada a tornar-se cadáver e alimentar os vermes decompositores. E a própria&nbsp;construção dos versos&nbsp;de Augusto dos Anjos exprime essa luta: tudo é dito de maneira&nbsp;dura,&nbsp;cheia de excessos e&nbsp;hipérboles, em&nbsp;métrica rígida.<br>&nbsp;Pra encerrar deixo aqui algumas de suas frases : “Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!” (do poema&nbsp;Vandalismo)<br>“Que ninguém doma um coração de poeta!” (do poema&nbsp;Vencedor)<br>“O amor, poeta, é como a cana azeda,/ A toda boca que o não prova engana.” (do poema&nbsp;Versos de amor)<br>“A mão que afaga é a mesma que apedreja.” (do poema&nbsp;Versos íntimos)<br>“O amor na Humanidade é uma mentira.” (do poema&nbsp;Idealismo)<br>“A Consciência Humana é este morcego!/ Por mais que a gente faça, à noite, ele entra/ Imperceptivelmente em nosso quarto!” (do poema&nbsp;O morcego).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 01:27:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Aluna: Lyvia Lima da Silva </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1610461460</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Solitário&nbsp;<br><br>Como um fantasma que se refugia<br>Na solidão da natureza morta,<br>Por trás dos ermos túmulos, um dia,<br>Eu fui refugiar-me à tua porta!<br><br>Fazia frio e o frio que fazia<br>Não era esse que a carne nos contorta...<br>Cortava assim como em carniçaria<br>O aço das facas incisivas corta!<br><br>Mas tu não vieste ver minha Desgraça!<br>E eu saí, como quem tudo repele,<br>- Velho caixão a carregar destroços -<br><br>Levando apenas na tumba carcaça<br>O pergaminho singular da pele<br>E o chocalho fatídico dos ossos!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 17:11:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Joérika Mendes da Silva</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1614321731</link>
         <description><![CDATA[<div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Psicologia de um vencido<br><br>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!</div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-18 13:38:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Fabricio de oliveira brito</title>
         <author>fabriciobrito2004</author>
         <link>https://padlet.com/adriellesoarescunha/o8ldjmoympxvw216/wish/1649547650</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>A vida de Augusto dos Anjos<br></strong><br></div><div><strong><br>Juventude<br></strong><br></div><div>Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu dia 22 de abril de 1884, no engenho Pau d'Arco, na Paraíba. Era filho de Córdula de Carvalho Rodrigues dos Anjos e Alexandre Rodrigues dos Anjos e foi alfabetizado pelo pai, que era formado em direito.<br><br></div><div>Augusto dos Anjos frequentou o Liceu Paraibano, onde o seu amor pelas letras foi aumentando, e <strong>começou a escrever poesia durante a infância</strong>. Em 1903, entrou na Faculdade de Direito do Recife, onde completou o seu bacharelato e que frequentou até 1907.<br><br><br></div><div><strong>Carreira e vida pessoal<br></strong><br></div><div>Quando terminou os estudos, <strong>se tornou professor</strong> no mesmo Liceu Paraibano no qual tinha sido aluno. Ficou lá até 1910, quando abandonou o emprego depois de brigar com o governador. Na mesma época, casou com Ester Fialho e os dois se mudaram para o Rio de Janeiro.</div><div><strong><br>Fase final da sua vida<br></strong><br></div><div>Mais tarde, ele se mudou para Leopoldina, em Minas Gerais, onde se tornou diretor de um grupo escolar. Esse acabou sendo o último destino do poeta que<strong> morreu com apenas 30 anos</strong>.<br><br></div><div>No dia 12 de novembro de 1914, Augusto dos Anjos morreu, na sequência de uma gripe prolongada que virou pneumonia. A casa onde viveu os seus últimos anos foi transformada no Museu Espaço dos Anjos, um local de homenagem ao autor.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-14 14:45:19 UTC</pubDate>
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