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      <title>LITERATURA EM CORDEIS by Rosiane Santana Arruda</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-04-10 15:45:33 UTC</pubDate>
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         <title>DEFINIÇÃO</title>
         <author>rosianearruda</author>
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         <description><![CDATA[<p>A <strong>Literatura de Cordel</strong> é uma manifestação da cultura popular brasileira que teve origem no Nordeste. É composta por poemas escritos em linguagem popular, ricos em rimas e na perfeição métrica dos seus versos.</p><p>Originalmente, os poemas de cordel eram vendidos em feiras, onde ficavam à mostra da população pendurados em cordéis ou barbantes.</p><p>Os locais onde ela tem grande destaque são os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte e Ceará. Por esse motivo, o cordel nordestino é um dos mais destacados no país.</p><p>No Brasil, a literatura de Cordel adquiriu força no século XX, sobretudo entre 1930 e 1960. Muitos escritores foram influenciados por este estilo, dos quais se destacam: João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna e Guimarães Rosa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-10 15:46:36 UTC</pubDate>
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         <title>Origem do cordel</title>
         <author>rosianearruda</author>
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         <description><![CDATA[<p>O termo “Cordel” é de herança portuguesa. Essa manifestação artística foi introduzida por eles no Brasil em fins do século XVIII.</p><p>Na Europa, ela começou a aparecer no século XII em outros países (França, Espanha e Itália) e se popularizando no período do Renascimento.</p><p>Em sua origem, muito poetas vendiam seus trabalhos nas feiras das cidades. Todavia, com o passar do tempo e o advento do rádio e da televisão, sua popularidade foi decaindo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-10 15:47:00 UTC</pubDate>
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         <title>Características da literatura de cordel</title>
         <author>rosianearruda</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>Tradição literária regional</p></li><li><p>Oposta à literatura tradicional</p></li><li><p>Gênero literário em versos</p></li><li><p>Temas populares e da cultura popular brasileira</p></li><li><p>Linguagem popular, oral, regional e informal</p></li></ul><p>Esse tipo de manifestação tem como principais características a <strong>oralidade </strong>e a presença de elementos da cultura brasileira. Sua principal função social é de informar, ao mesmo tempo que diverte os leitores.</p><p>Oposta à literatura tradicional (impressa nos livros), a literatura de cordel é uma tradição literária regional.</p><p>Sua forma mais habitual de apresentação são os “folhetos”, pequenos livros com capas de xilogravura que ficam pendurados em barbantes ou cordas, e daí surge seu nome.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-10 15:47:30 UTC</pubDate>
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         <title>Cordelistas brasileiros
</title>
         <author>rosianearruda</author>
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         <description><![CDATA[<p>s autores da literatura de cordel são denominados "<strong>cordelistas</strong>". Segundo pesquisas atuais, estima-se que há no Brasil cerca de 4 000 artistas em atividade, dos quais se destacam:</p><ul><li><p>Apolônio Alves dos Santos</p></li><li><p>Cego Aderaldo</p></li><li><p>Cuica de Santo Amaro</p></li><li><p>Guaipuan Vieira</p></li><li><p>Firmino Teixeira do Amaral</p></li><li><p>João Ferreira de Lima</p></li><li><p>João Martins de Athayde</p></li><li><p>Manoel Monteiro</p></li><li><p>Leandro Gomes de Barros</p></li><li><p>José Alves Sobrinho</p></li><li><p>Homero do Rego Barros</p></li><li><p>Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva)</p></li><li><p>Téo Azevedo</p></li><li><p>Gonçalo Ferreira da Silva</p></li><li><p>João de Cristo Rei</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-10 15:47:58 UTC</pubDate>
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         <title>Exemplos de poemas de cordel
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         <author>rosianearruda</author>
         <link>https://padlet.com/rosianearruda/o6cu9sy029jupg3r/wish/2949755893</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>1. Trecho de Proezas de João Grilo, de João Martins de Athayde</strong></p><p>João Grilo foi um cristão<br>que nasceu antes do dia<br>criou-se sem formosura<br>mas tinha sabedoria<br>e morreu depois da hora<br>pelas artes que fazia.</p><p>E nasceu de sete meses<br>chorou no bucho da mãe<br>quando ela pegou um gato<br>ele gritou: não me arranhe<br>não jogue neste animal<br>que talvez você não ganhe.</p><p>Na noite que João nasceu<br>houve um eclipse na lua<br>e detonou um vulcão<br>que ainda continua<br>naquela noite correu<br>um lobisomem na rua.</p><p>Porém João Grilo criou-se<br>pequeno, magro e sambudo<br>as pernas tortas e finas<br>e boca grande e beiçudo<br>no sítio onde morava<br>dava notícia de tudo.</p><p><strong>2. Trecho de O Fiscal e a Lagarta de Leandro Gomes de Barros</strong></p><p>Estava um dia uma lagarta<br>Debaixo de um pé de fumo<br>Quando levantou a vista<br>Viu um fiscal do consummo.<br>Disse a lagarta consigo:<br>Eu hoje me desarrumo</p><p>O fiscal perguntou logo<br>Insecto, o que estás roendo?<br>A lagarta perguntou-lhe<br>Fiscal, o que andas fazendo?<br>—Aperriando o commercio<br>Tomando tudo e comendo.</p><p>Disse o fiscal: para o imposto<br>O governo me nomeia<br>A lagarta respondeu-lhe<br>Você precisa é cadeia,<br>Para perder o costume<br>De andar roubando de meia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-10 15:49:24 UTC</pubDate>
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