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      <title>Relatório do livro by Professora Karine Ribeiro</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-22 21:50:25 UTC</pubDate>
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         <title>                                                        </title>
         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA - UESB Centro de Educação Aberta e a Distância&nbsp; - &nbsp;CEAD LICENCIATURA EM PEDAGOGIA </p><p>Docente: Alessandra Bueno                  </p><p>Discentes: Aiala Souza, Karine Ribeiro e Kevin Gomes&nbsp;</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Resumo “A escola como espaço sócio-cultural (Juarez Tarcísio Dayrell)      </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 01:57:27 UTC</pubDate>
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         <title>  </title>
         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Neste trecho o autor descreve a dinâmica de chegada dos estudantes a uma escola localizada na periferia de Belo Horizonte, em um contexto urbano e comercial. Às 18:30, um sinal marca o início das atividades, e nota-se uma movimentação crescente de estudantes que se agrupam em torno da escola. O local é um ponto de encontro, onde jovens interagem, socializam e expressam suas emoções e interesses, criando um ambiente de camaradagem e flerte. O espaço ao redor da escola é diversificado, com lojas, bares e outros estabelecimentos comerciais. Os alunos chegam em grupos ou sozinhos, e suas interações são caracterizadas por cumprimentos, risos e conversas. A diversidade étnica é evidente, com jovens de várias origens que se vestem predominantemente com jeans e tênis.</p><p>A escola, cercada por muros altos e com uma entrada principal de ferro, ocupa um quarteirão inteiro, oferecendo uma sensação de isolamento do mundo exterior. Há também uma entrada secundária usada pelos professores. Ao entrarem na escola, os estudantes passam por uma rampa e um pequeno anfiteatro, entregam suas cadernetas a uma funcionária e adentram o pátio coberto.</p><p>O texto destaca a transição dos estudantes do "mundo da rua" para o "mundo da escola". Este novo cenário é um espaço claramente demarcado onde os discentes assumem papéis específicos, distintos dos desempenhados fora dali. Essa separação evidencia a dualidade das vivências dos jovens, que oscilam entre a liberdade do ambiente urbano e a estrutura organizada e normativa da escola.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 02:54:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Dayrell aborda nesta parte a questão da diversidade cultural, que infelizmente ainda não é considerada como deveria nas escolas. A escola ainda “é vista como uma instituição única, com os mesmos sentidos e objetivos, tendo como função garantir a todos o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente acumulados pela sociedade. Tais conhecimentos, porém, são reduzidos a produtos, resultados e conclusões, sem se levar em conta o valor determinante dos processos. Materializado nos programas e livros didáticos, o conhecimento escolar se torna "objeto", "coisa" a ser transmitida. Ensinar se torna transmitir esse conhecimento acumulado e aprender se torna assimilá-lo. Como a ênfase é centrada nos resultados da aprendizagem, o que é valorizado são as provas e as notas e a finalidade da escola se reduz ao "passar de ano". Nessa lógica, não faz sentido estabelecer relações entre o vivenciado pelos alunos e o conhecimento escolar, entre o escolar e o extra-escolar, justificando-se a desarticulação existente entre o conhecimento escolar e a vida dos alunos”p.3.</p><p>Para muitos professores, o conceito de estudante é frequentemente tratado de maneira uniforme e genérica, sem levar em consideração a diversidade de origens, idades e vivências. Essa abordagem resulta em um método de ensino padronizado, centrado na simples transmissão de informações estandardizadas e na avaliação baseada em testes e notas, sem levar em conta as experiências e realidades individuais dos estudantes. Essa abordagem homogênea acaba por perpetuar a desigualdade social, ao não reconhecer as múltiplas necessidades e expectativas dos alunos. A crítica apresentada ressalta a importância de enxergar os discentes como agentes sociais e culturais, cujas vivências e contextos exercem influência direta em sua forma de perceber e interagir com o ambiente escolar. Sob essa nova ótica, a instituição de ensino deve valorizar as experiências pessoais dos alunos como peças-chave na construção do conhecimento. Mais do que apenas transmitir conteúdos, a escola deve ser um espaço de diálogo e crescimento dos projetos individuais dos estudantes.</p><p>A reflexão abordada pelo Professor Juarez destaca a importância de uma educação que ultrapasse os limites das salas de aula, conectando-se com as diversas vivências sociais dos estudantes. Reconhecer a diversidade de significados e valores atribuídos à escola por diferentes grupos é essencial. A escola precisa se adequar à diversidade cultural e social dos alunos, enriquecendo suas vivências e fomentando um desenvolvimento humano completo. Em resumo, incita por uma abordagem pedagógica que enalteça a diversidade e reconheça os alunos como sujeitos complexos e culturais, cujas experiências e contextos devem ser incorporados ao processo de ensino para garantir uma educação mais equitativa e significativa.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 02:54:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>Esse tópico é bastante descritivo, nele o autor descreve o ambiente e a dinâmica de uma escola no início do turno noturno, às 18:35. Ao soar da campainha, os estudantes adentram pela grade do portão, entregando suas cadernetas à servente. O ambiente é agitado, com os alunos chegando em grupos ou sozinhos, seguindo em direção ao pátio coberto em frente à cantina, onde se escutam diversas vozes, risadas e gritos. Enquanto alguns permanecem no pátio, interagindo ou se divertindo, outros seguem diretamente para as salas de aula. A escola é dividida em dois edifícios. O bloco menor abriga a administração, salas dos professores, uma biblioteca e um auditório. Separando os blocos, há um pequeno pátio descoberto, mais sombrio, que costuma ser frequentado por alguns casais de namorados, mesmo que a servente desaprove o flerte. Ao soar da campainha, os estudantes começam a chegar pelo portão gradeado, entregando suas cadernetas à servente. A movimentação é intensa, com estudantes chegando sozinhos ou em grupo, se encaminhando para o pátio coberto em frente à cantina, onde a agitação é evidente com vozes, risos e gritos ecoando. Alguns estudantes permanecem no pátio, conversando ou brincando, enquanto outros seguem diretamente para as salas de aula. Nesse pátio, quatro mesas grandes de madeira servem para os alunos tomarem a merenda e socializarem, misturando-se alunos de diferentes turmas em um ambiente mais descontraído do que o observado fora da escola.</p><p>O corredor direito é delimitado pelo muro alto da escola, enquanto o esquerdo dá para um desnível com uma quadra de futebol, que está vazia no momento. Há movimento pelos corredores, com alunos aguardando a chegada dos professores em frente às salas. No meio do bloco, um pequeno corredor liga os dois lados e abriga os banheiros, sendo um local propício para transgressões como matar aula, devido à sua localização mais escondida e com boa visibilidade de quem se aproxima.</p><p>O espaço físico da escola é descrito como rígido, retangular, frio e pouco estimulante, com paredes lisas sem decoração, exceto por alguns cartazes perto da cantina anunciando festas e avisos. Com o sinal efetivo para o início das aulas, os alunos se dirigem para as salas e o pátio fica vazio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 02:55:01 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>O contexto e a dinâmica em sala de aula é sempre desafiador, tanto para os estudantes quanto para o docente, é uma rotina de acordos, conflitos, construção de imagens e estereótipos, num conjunto de negociações, onde os próprios atores, parecem não ter a consciência da sua dimensão de seus papéis e da importância que ocupam na dinâmica escolar.</p><p>A identidade e os imaginários do estudante são construídos e re-construídos a depender dos espaços dentro e fora da escola.</p><p>A relação docente e estudante é determinado a depender do discurso que é produzido pelo docente e do comportamento de valorização, respeito e/ou desvalorização por parte dos estudantes, dependendo ai uma relação harmoniosa ou conflituosa de cada turma com alguns docentes e com o conhecimento de cada disciplina.</p><p>A visão dos docentes em relação às turmas, aos estudantes e a sua prática pedagógica, a depender do contexto, pode assumir uma relação simples, linear, homogênea, não deixando espaço para toda a diversidade, complexidade e possibilidades que cada turma pode apresentar.</p><p><strong>“Da forma como está posto, o conhecimento escolar deixa de ser um dos meios através dos quais os alunos podem se compreender melhor, compreender o mundo físico e social onde se inserem, contribuindo, assim, na elaboração de seus projetos. Também podemos nos perguntar se a escola, mais do que enfatizar a transmissão de informações, cada vez mais dominadas pelos meios de comunicação de massa, não deveria se orientar para contribuir na organização racional das informações recebidas e na reconstrução das concepções acríticas e modelos sociais recebidas” (p. 13).</strong></p><p>O processo para alcançar uma aprendizagem significativa é envolver os estudantes no processo educacional, tomando os seus conhecimentos prévios, respeitando a sua cultura, sua classe social, produzindo significados em suas ações mediadas pelo conhecimento escolar e pelo docente.</p><p>Desenvolvimento dos conteúdos de forma crítica, endereçada, com coerência interna, respeitando o tempo, espaço, o contexto, a realidade do estudante e o seu projeto de vida. Que possibilite ao estudante questionar a sua realidade, a sua história e as macroestruturas do qual fazemos parte, bem como ele se localiza no mundo.</p><p>A escola é um ambiente que possibilita a relação de estudantes e o corpo docente, entendendo-os como sujeitos sócio-culturais complexos. Os estudantes vivenciam e valorizam uma relação pedagógica que envolva “momentos de encontro, de afetividade, de diálogo. Assim, “é fundamental que os profissionais da escola reflitam mais detidamente a respeito dos conteúdos e significados da forma como a escola se organiza e funciona no cotidiano” (p. 16).</p><p><strong>“Acreditamos que a escola pode e deve ser um espaço de formação ampla do aluno, que aprofunde o seu processo de humanização, aprimorando as dimensões e habilidades que fazem de cada um de nós seres humanos. O acesso ao conhecimento, às relações sociais, às experiências culturais diversas podem contribuir assim como suporte no desenvolvimento singular do aluno como sujeito sócio-cultural, e no aprimoramento de sua vida social”</strong> (p.16).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 03:00:57 UTC</pubDate>
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         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>DAYRELL, Juarez Tarcisio. A Escola Como Espaço Sócio Cultural. <strong>Belo Horizonte: UFMG, 1996</strong>.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 03:02:32 UTC</pubDate>
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         <author>professorakarineribeiro</author>
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         <description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>A escola como espaço sócio-cultural é compreendida na ótica da cultura, levando em conta o dinamismo do cotidiano e os diferentes sujeitos que dela participam. Anteriormente, as análises da instituição escolar eram baseadas em teorias macroestruturais e da reprodução social. Essas abordagens enfatizam a influência das estruturas sociais na determinação da escola e no comportamento dos indivíduos. A partir da década de 80, surgiu uma nova vertente de análise que busca superar os determinismos sociais e a dicotomia entre ação-estrutura, privilegiando a ação dos sujeitos na relação com as estruturas sociais.</p><p>Nessa nova perspectiva, a escola é concebida como uma construção social resultado do confronto de interesses entre a organização oficial do sistema escolar e os sujeitos que criam suas próprias inter-relações. A escola é vista como um processo permanente de construção social, envolvendo reprodução de relações sociais, criação e transformação de conhecimentos, controle e resistência ao poder estabelecido. Os sujeitos não são agentes passivos diante da estrutura, mas participam ativamente na construção da escola.</p><p>A escola é entendida como um espaço social próprio, com normas e regras institucionais que delimitam a ação dos sujeitos, e uma complexa trama de relações entre os envolvidos, incluindo alianças, conflitos, imposição de normas e estratégias de transgressão e acordos. A apropriação constante dos espaços, normas e práticas escolares é resultado da interação entre sujeito e instituição, sendo heterogêneo e mediado pelos sujeitos sociais.</p><p>O processo educativo escolar envolve a reprodução do velho e a possibilidade da construção do novo, não havendo uma vitória completa e definitiva de um lado sobre o outro. Essa abordagem educacional amplia a análise ao considerar os processos reais e cotidianos que ocorrem na escola, valorizando o papel ativo dos sujeitos na vida social e escolar.</p><p>O texto reflete as preocupações e angústias de professores de escolas noturnas da rede pública de ensino, resultado de um trabalho de assessorias e cursos de aperfeiçoamento realizado nos últimos quatro anos. Também é baseado em uma pesquisa exploratória realizada em duas escolas públicas noturnas na periferia de Belo Horizonte. O autor expressa seus agradecimentos aos alunos, professores e direção dessas escolas pelo aprendizado proporcionado durante o trabalho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-23 03:11:31 UTC</pubDate>
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