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      <title>Escritas Crônicas by Pâmela Chiorotti Becker</title>
      <link>https://padlet.com/pamelachiobeckers/escritascronicas</link>
      <description>Reflexões de uma mente verborrágica.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-01-25 01:25:05 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Muito&quot;</title>
         <author>pamelachiobeckers</author>
         <link>https://padlet.com/pamelachiobeckers/escritascronicas/wish/2860960013</link>
         <description><![CDATA[<p>Sento na minha cama e olho ao redor. Muitos objetos, muitas roupas, muitos produtos de beleza, muitos acessórios. Muitos livros, muitas canetas, muitos cadernos e objetos de trabalho.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;As gavetas, os armários, as prateleiras: lotadas.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Pego o celular: muitos grupos, muitas mensagens, muitas notificações. Muitas publicações e, entre uma e outra, uma enxurrada de “sugestões”. Muitas ofertas de “cursos” que não solicitei (“como planejar uma cartela de investimentos”, “como produzir mais”, “como acordar mais cedo”… muitos títulos). Muitas notícias, muita exposição. Muito marketing mostrando necessidades que eu não sabia que precisava.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Olho para dentro: muitas demandas, muitas tarefas, muitos questionamentos. Muitos caminhos possíveis. Muitos sentimentos.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Estamos na era dos excessos. Excesso de consumo, de lixo, de barulho. Moramos, nos deslocamos e vivemos como roupas num armário: <em>amontados</em>, apenas esperando a hora de brilhar, de ser vestido e ter nosso grande momento.</p><p><br></p><p><br></p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Já temos demais. Ao mesmo tempo, ainda precisamos de mais.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Nos dizem que mais é melhor: <em>mais</em> espaço, <em>mais </em>beleza, <em>mais </em>experiências, <em>mais </em>recursos, <em>mais </em>alimentos, m a i s …</p><p><br></p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Especialistas (sim, usei o termo para parecer mais sério) apontam que nosso ambiente reflete nossa mente e vice-versa. Entre gavetas lotadas e mentes exaustas, <strong>o que estamos tentando preencher?</strong></p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Não tenho qualquer tipo de resposta para essa pergunta. Aceito sugestões. Mas só se forem <em>muitas </em>sugestões. Não me venham com poucas. Afinal, nesse mundo de algoritmos pautados pela viralização, pela quantidade de likes, de seguidores, só número importa.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Seja lá o que for que estejamos tentando preencher, seja qual for a “parte que falta”, ela não será preenchida com números. Com consumos. E, se eu estiver certa, o caminho para essa satisfação será longo, pois não nos ensinam nada sobre isso. Em um mundo em que consumir é sempre o melhor, em que somos guiados pela lógica capitalista, não nos será estimulado que se reduza, que se mude o foco de necessidade para algo que não envolva querer mais coisas.</p><p><br></p><p><br></p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Afinal, na nossa sociedade, uma vivência em meio à natureza, por exemplo, só vale a pena se for transformada numa <em>experiência</em> (de preferência bem instagramável), com cobrança de ingresso, estrutura etc. Mais vale se puder ser acumulada a um monte de outras experiências, exibidas num feed de <em>muitos </em>registros. Muitos. Porque só vale se for bastante.</p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Enquanto não resolvemos essa charada, vamos tentando sanar essa angustia. Não é à toa que vemos se proliferar o estilo de vida minimalista como resposta instintiva do ser humano ao excesso a qual estamos sendo expostos. Quanto mais informação, mais oferta de utensílios, mais demandas, enfim, quanto mais barulho mental, mais se deseja um ambiente livre, claro, silencioso.&nbsp;</p><p><br></p><p><br></p><p>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Volta para o feed. Deve logo aparecer algum curso ou “semana gratuita” aparecendo no seu feed sobre como sermos bem minimalistas. Mas, cuidado, só vale se você for <em>muito </em>minimalista, tá?</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-25 01:31:47 UTC</pubDate>
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         <title>Quem sou</title>
         <author>pamelachiobeckers</author>
         <link>https://padlet.com/pamelachiobeckers/escritascronicas/wish/2860969695</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou Pâmela Becker, 26 anos, pesquisadora e doutoranda em História pela PUCRS de Porto Alegre. Antes mesmo de me encaixotar em uma profissão/etiqueta, quando criança já me percebia curiosa, crítica e observadora: uma mente inquieta. Não demorou para que essa personalidade aparecesse no colégio. Na sétima série, fui vereadora por um dia da cidade de Guaíba/RS através de um concurso de redação. Com outro, ganhei uma bicicleta (com marchas, ein) no ano seguinte.</p><p><br></p><p>Mas… vocês sabem como é… A gente cresce, as preocupações chegam e queremos logo ter nossa própria etiqueta, pronta para ser exibida sempre que nos perguntarem “quem é você”.</p><p><br></p><p>Para além do profissional, sou filha (não sou irmã, apenas se for do cachorro dos meus pais, o Pingo). Sou namorada (já fazem 7 anos). Sou aluna. Sou amiga. Sou aquela que esquece de responder mensagens, sou aquela mesma que às vezes banca a blogueira nas redes sociais.</p><p><br></p><p>Amo natureza, amo a capacidade de pensar, de ter consciência, amo estar em família.</p><p><br></p><p>Por isso, por ser muito mais do que apenas um rótulo, decidi voltar a me expressar em textos livres.</p><p><br></p><p>Quem sou eu? Uma menina pensante. Sensível. Que absorve os sentimentos do mundo através da respiração. Que transpira questionamentos sobre o status quo (por que tem que ser assim?).</p><p><br></p><p>Essa sou eu…</p><p><br></p><p>(Será que cabe no currículo?).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-25 01:42:56 UTC</pubDate>
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         <title>Feriado santo.</title>
         <author>pamelachiobeckers</author>
         <link>https://padlet.com/pamelachiobeckers/escritascronicas/wish/2871617295</link>
         <description><![CDATA[<div>Finalmente, chega um dia de feriado. Dia santo, dia de uma santa. Santa sexta-feira de feriado. Depois de uma semana (4 dias) bem trabalhada, decidi que hoje seria um dia de descanso. Descanso produtivo. Daqueles em que fazemos coisas de que gostamos. Em que temos, depois, algo diferente para contar aos amigos.&nbsp; Após uma manhã de profunda concentração de olhos fechados (sim, dormir até tarde, mas isso a gente não expõe assim, publicamente, fica feio) e de um almoço caprichado (ao menos comi salada!), fui escolher alguma atividade. Primeiro pensei em ler. Depois, vi que já faço isso a semana inteira (trabalho com pesquisa). Quem sabe desenhar? Não sei se estou com destreza suficiente para terminar um desenho hoje. Continuar o conto que estou escrevendo? Também não me sinto inspirada suficientemente, não sei como amarrar o que já desenvolvi na história (bloqueio criativo?). Ah, mas eu queria muito assistir algo diferente. O que? Um documentário!</div><div><br></div><div>Passei 45 minutos pesquisando algo no YouTube, lendo sites com indicações. Nada me interessou. Não me levem a mal, tinha muita coisa boa para assistir. Eu só não conseguia me ver parada 1h, 1h:30min vendo tv em um lindo dia de feriado. Feriado santo.</div><div><br></div><div>Já faz tempo que sinto essa indecisão quanto ao que fazer nos dias livres. É como se, mesmo em dias de descanso, tivéssemos que produzir algo, praticar algum hobby interessante. Aliás, quais são seus hobbies? Suas atividades de lazer sem fins lucrativos? Eu, verdadeiramente, não sei os meus. Hoje tudo que a gente começa parece ter que possuir algum objetivo final. Ou, no mínimo, ficar bem feito para ser postados nas nossas redes. Para mostrar que somos mais do que o trabalho, do que as obrigações.&nbsp;</div><div><br></div><div>E, refletindo sobre isso, uma indecisão aqui, outra acolá, lá se vai o dia de descanso. O que vou comentar com a galera quando perguntarem o que fiz no feriado?&nbsp;</div><div>- “Cogitei. Isso conta como hobby?”.</div><div><br></div><div>Posso, também, dizer que tirei o dia para autoconhecimento (conhecer o quanto me desconheço).&nbsp;</div><div><br></div><div>Talvez eu recorra aos santos, implorando por intercessão junto ao meu grave problema de não saber como descansar. Talvez recorrer também possa ser um hobby. Quem sabe no próximo feriado. Feriado santo.</div><div><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2024-02-02 18:53:51 UTC</pubDate>
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