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      <title>DIDÁTICA , CAIXAS 1,2,3 e 4 ; Luiz Eduardo F S by Luiz Santos</title>
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      <description>Resumos e discussões sobre o que foi aprendido durante as aulas de didática ministrada pela professora Débora</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-08-01 13:54:26 UTC</pubDate>
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         <title>Caixinha 1/  Reflexão dos conceitos do Capítulo 2- libanêo </title>
         <author>luizferreira24</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O segundo capítulo traz consigo uma afirmação que norteia o decorrer dele: "A preparação das crianças e jovens para a participação ativa na vida social é o objetivo mais imediato do ensino público." Tudo isso só é possível graças ao trabalho árduo dos professores e à instituição de ensino. Uma instrução adequada proporciona o domínio dos conhecimentos sistematizados e promove o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos, transcorrendo o processo de transmissão e assimilação ativa de conhecimentos, habilidades e hábitos. A educação e a instrução são conhecimentos indispensáveis a todo e qualquer indivíduo, sendo eles o conhecimento cultural e científico. Através da educação escolar, há a socialização do saber sistematizado e o desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas para a atuação no trabalho e nas lutas sociais pelos direitos de cidadania. A realidade das instituições de ensino é alarmante: alunos sendo excluídos da escola, situações precárias, deficiência na formação profissional dos professores e salários injustos, o que acarreta um ensino de baixa qualidade.</p><p><strong>A escolarização e as lutas democráticas</strong></p><p>Para começar a pensar em democratização, é preciso que haja uma escolarização decente, capaz de proporcionar a todos os alunos condições iguais de conhecimento sistematizado e o desenvolvimento das suas capacidades intelectuais, para um estudo continuado série a série, e para as tarefas sociais e profissionais. Isso amplia a compreensão da Natureza e da sociedade, adquirindo modos de ação e formando atitudes e convicções que os levam a se posicionar frente aos problemas e desafios da vida prática. É dever da sociedade, particularmente do poder público, "proporcionar a todas as crianças e jovens o acesso e a permanência na escola básica, de 8 anos, no mínimo, provendo-lhes uma sólida e duradoura formação cultural e científica."</p><p>A escolarização básica constitui um instrumento indispensável à construção da sociedade democrática, exercendo a cidadania através da socialização do saber sistematizado, com destaque especial para a aprendizagem da escrita e leitura. Sua finalidade é transformar os indivíduos em seres críticos e pensantes, para que possam juntar conhecimentos e adquirir a habilidade de se expressarem e participarem das lutas sociais, melhorando o ensino frente aos descasos do poder público. Hoje, muitas escolas servem apenas para fins de politicagem. A estruturação da escola pública traz consigo o aumento da discriminação dos mais pobres, devido à falta de incentivos de ensino e apoio. Esses alunos recebem o mínimo do mínimo, o que causa uma grande evasão das salas de aula. Infelizmente, há uma ideia difundida entre muitos educadores de que o papel da escola é apenas adaptar as crianças ao meio social, ajustando-as às regras familiares, sociais e ao exercício de uma profissão. Nesse caso, o objetivo do descaso com a educação pública é criar uma massa de manobra, desenvolvendo habilidades para a integração na sociedade, onde a educação transformadora passa longe de ser o objetivo. Cada vez mais, o aluno se desmotiva por não ter incentivos, abandonando os estudos para fazer o que o governo planeja: manter a desigualdade social, onde ninguém cresce intelectualmente ou financeiramente. Há uma tarefa a ser feita dentro da escola: assegurar uma organização pedagógica, didática e administrativa para um ensino de qualidade, associado às lutas concretas das camadas populares. É necessário agir em duas frentes, pedagógica e política, onde cada uma complementa a outra. "A escola pública deve ser unitária", no sentido de que deve servir como uma base comum de conhecimentos expressos num plano de estudos básicos de âmbito nacional, garantindo um padrão de qualidade do ensino para toda a população. É dever do Estado assegurar a escolarização, sendo o ensino básico um direito fundamental a todos. A escola pública deve ser democrática e gratuita, garantindo a todos o acesso e a permanência, no mínimo, nos oito anos de escolarização, com ensino de qualidade e respeitando as características individuais de cada aluno. "A democratização do ensino supõe o princípio da igualdade, mas também o seu complemento indispensável: o princípio da diversidade."</p><p><strong>O fracasso escolar precisa ser derrotado</strong></p><p>O grande número de reprovações nas séries iniciais do 1° ano, insuficiente alfabetização, exclusão da escola ao longo dos anos, dificuldades escolares não superadas que comprometem o prosseguimento dos estudos e a evasão escolar são fatores que causam o fracasso escolar. Mas isso não está ligado apenas a fatores internos na escola que influenciam nesse caso, mas também a fatores externos, como as características individuais dos alunos, condições familiares, o corpo docente, a interação professor-aluno e aspectos internos e estruturais na escola. Questões socioeconômicas, físicas, mentais e ambientais também interferem, mas o que mais agrava a situação é a escola não ter a estrutura e o plano curricular/metodologias para trabalhar com as crianças mais carentes.</p><p>Os estereótipos feitos pelos professores, já de início, onde rotulam alunos como bons, ruins e normais, afetam a interação com os alunos, pois a forma de tratar o aluno deixa de ser igualitária, dificultando a permanência e desmotivando-os a se esforçarem. "Os professores estabelecem padrões e níveis de desempenho escolar, tendo como referência o aluno considerado 'normal' - estudantes com melhores condições socioeconômicas e intelectuais, vistos como modelos de aluno estudioso." Isso já determina possíveis reprovados. Não é justificativa dizer que a criança é imatura ou pouco inteligente no processo de aprendizagem, pois cada um tem sua particularidade, e cabe ao professor achar um método adequado de ensino para que todos compreendam, sempre considerando as individualidades. É preciso buscar sempre inovar. É necessária uma reestruturação dos professores e da escola para ampliar seus horizontes e se adaptar à diversidade, onde prevalecerá a disseminação do conhecimento e o senso crítico, com um ensino unitário, democrático e de qualidade. A alfabetização deve ser prioridade nos anos iniciais para que haja progresso nas séries seguintes. A qualidade de ensino é inseparável das características econômicas, socioculturais e psicológicas, e deve-se rever a qualidade do ensino.</p><p><strong>As tarefas da escola pública democrática</strong></p><p>"A finalidade geral do ensino do 1° grau é estimular a assimilação ativa dos conhecimentos sistematizados, das capacidades, habilidades e atitudes necessárias à aprendizagem, tendo em vista a preparação para o prosseguimento dos estudos série a série, para o mundo do trabalho, para a família e para as demais exigências da vida social." A partir dessa colocação, é possível extrair a propagação do ensino ativo, onde o aluno deve buscar suas próprias fontes de conhecimento, mediante as aulas, questionando, pesquisando e buscando, sendo ativo na formação do próprio conhecimento, mesmo após o término da escola, pois isso auxiliará nas lutas diárias, ganhando valores democráticos como companheirismo, solidariedade, entre outros.</p><p>Os objetivos, conteúdos e métodos das escolas devem corresponder às exigências econômicas, sociais e políticas da época histórica. "A escola almejada de hoje visa o desenvolvimento científico e cultural do povo, preparando as crianças e jovens para a vida, para o trabalho e para a cidadania, através da educação geral, intelectual e profissional."</p><p><strong>As tarefas da escola pública democrática são:</strong></p><ol><li><p>Proporcionar a todas as crianças e jovens a escolarização básica e gratuita de pelo menos 8 anos, assegurando a todas as condições de assimilação dos conhecimentos sistematizados e o desenvolvimento de suas capacidades físicas e intelectuais.</p></li><li><p>Assegurar a transmissão e assimilação dos conhecimentos e habilidades que constituem as matérias de ensino.</p></li><li><p>Assegurar o desenvolvimento das capacidades e habilidades intelectuais, com base nos conhecimentos científicos, que formem o pensamento crítico e independente, permitindo o domínio de métodos e técnicas de trabalho intelectual, bem como a aplicação prática dos conhecimentos na vida escolar e na prática social.</p></li><li><p>Assegurar uma organização interna na escola em que os processos de gestão e administração e os de participação democrática de todos os elementos envolvidos na vida escolar estejam voltados para o atendimento da função básica da escola: o ensino.</p></li></ol><p>O núcleo de conhecimentos básicos da 1ª fase do ensino do 1º grau é composto por:</p><ul><li><p>Português, Matemática, História , Geografia, Ciências (físicas e biológicas), Educação Artística e Educação Física e Lazer</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-01 13:57:53 UTC</pubDate>
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         <title> Continuação da caixinha 1 e construção da aula </title>
         <author>luizferreira24</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://padlet.com/luizferreira24/did-tica-e-doc-ncia-v0i7hto7a1bstns5"><strong>O compromisso social e ético dos professores</strong></a></p><p><br></p><p><strong>"O trabalho docente constitui o exercício profissional do professor e este é o seu primeiro compromisso com a sociedade. Sua responsabilidade é preparar os alunos para se tornarem cidadãos ativos e participantes na família, no trabalho, nas associações de classe, na vida cultural e política."</strong></p><p>A afirmação traz consigo a ideia de que o professor é quem media o indivíduo com a sociedade, ajudando-o a compreender seu papel social. O professor demonstra sua dedicação quando tenta melhorar seus alunos e a si mesmo, respeitando-os e incentivando-os a serem ativos na exploração da vida. Tudo isso só será consolidado se houver uma preparação profissional de qualidade frente aos desafios da profissão docente.</p><p><strong>Construção da Aula 25/07/2024</strong></p><p><strong>1. Acolhida</strong></p><p>No primeiro contato com a professora Débora de Didática, houve um momento de acolhimento, no qual a professora introduziu uma música como forma de descontrair o ambiente e trazer suavidade e aconchego durante a apresentação de si mesma. Ela também usou um recurso digital para mostrar uma possibilidade de se apresentar, com o objetivo de demonstrar um repertório de possibilidades de interação com os alunos. Isso cria um leque vasto de formas de transmitir uma informação, tornando-se importante para a relação aluno-professor, pois causa uma boa conexão interacionista e divertida, permitindo que o aluno aprenda algo novo através do lúdico. A metodologia utilizada na aula é algo que eu usaria em minhas aulas, pois é inesperada e lúdica, e pode trazer mais atenção dos alunos ao que estou tentando transmitir. Assim como aconteceu comigo, senti-me bastante agradável e maravilhado com a abordagem vista.</p><p><strong>2. Introdução ao assunto</strong></p><p>Um ponto interessante a ser analisado foi o gancho feito pela professora para dar início ao tema da aula, que abordou uma crítica às escolas públicas. Foi projetado um trecho do filme <em>"Escritores da Liberdade"</em>, que chamou a atenção para o contexto do filme, onde uma docente nova na escola enfrenta a "pior turma", sem saber o que a esperava. Ela foi surpreendida de cara pelo caos presente na sala, trazendo consigo uma crítica: a rotulação de algo faz com que não esperemos que aquilo mude, ignorando e fazendo o mínimo necessário. Outro ponto é a falta de experiência da professora por ser nova e o descaso da escola, que não prepara o professor para o que ele está assumindo, para que ele elabore uma estratégia que se encaixe com o perfil dos alunos. Ao colocar-me no lugar da professora, no primeiro contato, tentaria usar algo diferente do habitual para chamar a atenção dos alunos, abrindo uma janela para um diálogo, onde tentaríamos nos conhecer melhor.</p><p><strong>3. Kahoot – Aprender jogando</strong></p><p>Na terceira parte da aula, foi utilizado um quiz com o objetivo de testar nossos conhecimentos com base no capítulo lido. A cada pergunta (certa ou errada), era trabalhada uma explicação sobre a pergunta, como forma de introdução ao tema proposto. De certo modo, funcionou para mim. Apesar do pouco tempo para raciocinar e responder, foi empolgante jogar e perceber que aprendi algo a cada resposta certa e também com os erros. Isso me fez refletir sobre a forma como o conteúdo era compreendido por mim, diferentemente do que presenciei no ensino básico. Serviu como um modelo para criticar o modelo presente nas escolas, a falta de dinamismo e novas formas de instigar o aluno a aprender e buscar seu próprio conhecimento, que por vezes é negligenciado nas instituições publicas , que deveriam garantir um ensino justo e de qualidade a todos .</p><p><strong>4. Fechamento da aula: Nuvem de ideias na lousa</strong></p><p>No último momento, houve uma nuvem de ideias, onde foi proposto lançar no quadro a definição do tema/aula em uma palavra, com o objetivo de buscar o que mais ficou gravado em nossas mentes: as palavras ou conceitos que mais ficaram em nós. Foi possível ver que aprendi algo; porém, na hora, me fugiram mais conceitos. Em uma futura atuação minha, poderia pedir que os alunos utilizassem um caderno em grupos de quatro e pontuassem cinco conceitos vistos ou três palavras que julgassem ser importantes, ou também destacassem três passagens importantes do capítulo. Senti-me mais completo ao utilizar as nuvens para fixar os conceitos. Tive uma experiência com alguns professores que abordavam os conteúdos de formas dinâmicas e por meio de mapas mentais, trazendo também uma crítica à forma como o ensino público trata os alunos, muitas vezes apenas o básico do básico, sem se importar se aprendem ou não.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-01 15:50:57 UTC</pubDate>
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         <title>Caixinha 2/ Capítulo 3 - libanêo </title>
         <author>luizferreira24</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>A Didática como Atividade Pedagógica Escolar</strong></p><p>Segundo Libâneo, dentro do seio de uma determinada sociedade, a educação tem diferenças nos objetos, métodos de educação e conteúdos, devido ao contexto social e econômico em que os indivíduos estão inseridos. Esses contextos possuem características diferentes no modo de pensar, agir e nos interesses dos grupos e classes sociais. De acordo com Libâneo, "a pedagogia, portanto, é sempre uma concepção da direção do processo educativo subordinada a uma concepção político-social". Cabe à pedagogia intervir no processo de assimilação de conhecimentos, onde a didática assegura o fazer pedagógico na escola, sendo uma matéria de estudo fundamental para a formação profissional dos professores e seu meio de trabalho. Serve para dirigir a atividade de ensino, onde o resultado é a aprendizagem dos alunos. De acordo com o autor, "a didática investiga as condições e formas que vigoram no ensino e, ao mesmo tempo, os fatores reais (sociais, políticos, culturais, psicossociais) condicionantes das relações entre a docência e a aprendizagem", destacando como elementos primordiais a instrução e o ensino, visando o desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos, onde ocorre a assimilação ativa e independente dos conhecimentos sistematizados.</p><p>A instrução refere-se ao processo e ao resultado da assimilação sólida de conhecimentos sistematizados e ao desenvolvimento das capacidades cognitivas.</p><p>O ensino consiste no planejamento, organização, direção e avaliação da atividade didática, concretizando as tarefas da instrução, incluindo o trabalho do professor e a direção da atividade dos alunos.</p><p>O currículo expressa os conteúdos da instituição nas matérias de cada grau de processo de ensino.</p><p>A metodologia compreende o estudo dos métodos e o conjunto dos procedimentos de investigação das diferentes ciências quanto aos seus fundamentos e validade, distinguindo-se das técnicas, que são a aplicação específica dos métodos. Esses temas são fundamentais para uma boa didática.</p><p><strong>Objeto de estudo: Processo de Ensino</strong></p><p>Tem como finalidade proporcionar aos alunos os meios para que assimilem ativamente os conhecimentos através da mediação do professor com as matérias de ensino, onde o aprendizado não ocorre apenas pela transmissão de informações, mas também pela organização da atividade de estudos.</p><p><strong>Os Componentes do Processo Didático</strong></p><p>São as mediações dos professores com os alunos na compreensão da matéria.</p><p><strong>Desenvolvimento Histórico da Didática e Tendências Pedagógicas</strong></p><p>A didática começou a tomar forma na tentativa dos adultos de intervir na prática de atividades de aprendizagem. Libâneo cita <strong>Comênio (1592-1670)</strong> com um de seus princípios: o homem deve ser educado de acordo com sua natureza e realidade social. Comênio buscou também adaptar o ensino às fases do desenvolvimento infantil, para que todas as pessoas pudessem usufruir dos benefícios do conhecimento.</p><p><strong>Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)</strong> propôs um ensino baseado nas necessidades e interesses imediatos das crianças, preparando-as para a vida futura, com o objetivo de despertar primeiro seu gosto por estudar.</p><p><strong>Henrique Pestalozzi (1746-1827)</strong> desenvolveu o método que via o ensino como meio de educação e desenvolvimento das capacidades humanas, como o cultivo de sentimentos, da mente e do caráter. Dava importância ao método intuitivo, onde os alunos eram estimulados a ter senso de observação, análise do ambiente e capacidades de linguagem, expressando-se em palavras.</p><p><strong>Frederich Herbart (1776-1841)</strong> formulou a ideia de que educar o homem significa instruí-lo para querer o bem, de modo que aprenda a comandar a si próprio, onde a principal tarefa da instrução é introduzir ideias corretas na mente dos alunos.</p><p><strong>John Dewey (1859-1952),</strong> da pedagogia progressivista, acreditava que a escola não é preparação para a vida, mas sim a própria vida. A educação é o resultado da interação do ser com o mundo através das experiências e da desconstrução das experiências. A ideia central das atividades escolares é trabalhar em cima das experiências de cada indivíduo, ativando suas potencialidades, capacidades, necessidades e interesses da criança.</p><p><strong>Wilhelm Dilthey (1833-1911)</strong> acreditava que a educação seria um processo de subjetivação da cultura, tendo em vista a vida interior e a edificação da personalidade, unindo as condições reais, o mundo objetivo e a liberdade individual, que é a espiritualidade e a vida interior.</p><p><strong>Tendências Pedagógicas no Brasil e na Didática</strong></p><p>A pedagogia tradicional é caracterizada pelo modelo normativo, onde apenas o professor é o detentor do conhecimento. Os alunos fazem exercícios repetitivos para gravar a matéria, decorando, sendo apenas receptores do conhecimento. O professor não se importa se os alunos aprendem ou não, sem levar em conta suas necessidades e realidades, com a oratória e a decoreba como formas principais de ensino.</p><p>A pedagogia renovada trata do ensino ativo, onde as crianças são estimuladas a ser o sujeito do aprendizado. O professor coloca-os em condições propícias, baseando-se nas suas necessidades e estimulando seus interesses para que busquem seu próprio conhecimento e experiências, aprendendo melhor o que faz para si. A preocupação maior é com o processo de aprendizagem.</p><p>A pedagogia libertadora é centrada na realidade social, com base nas discussões sociais e políticas, tendo a participação ativa dos alunos frente a essas discussões da realidade social, numa participação conjunta dos alunos e professores.</p><p>A pedagogia crítico-social dos conteúdos é trabalhada com base na ideia de que os conhecimentos sistematizados para todos devem ser confrontados com as experiências socioculturais e a vida concreta dos alunos, como meio de aprendizagem e melhor assimilação dos conteúdos. Isso envolve a medição de objetivos, conteúdos e métodos. Não é suficiente apenas a problemática social cotidiana; é tarefa do ensino proporcionar aos alunos o desenvolvimento de suas capacidades e habilidades intelectuais, mediante a assimilação ativa dos conteúdos escolares.</p><p><br></p><p><strong>Construção da Aula 08/08/2024</strong></p><p><strong>1° Momento - Café colaborativo</strong></p><p>Foi abordada uma forma de tentar uma aproximação com os alunos, sendo feito um lanche acolhedor como forma de relaxar os ânimos e começar o dia bem para o assunto que estava por vir. Isso se encaixa no tema das pedagogias, o que já foge do modelo tradicional vigente na maioria das instituições. A professora trouxe essa proposta para quebrar esses paradigmas, o que me deixou extasiado e encantado com o seu modelo de ensino. Uma experiência que recordo é do jovem aprendiz, onde houve lanches coletivos com essas finalidades. Os professores foram excelentes em ensino, estímulo e didática, sempre buscando trazer o melhor para nós, trabalhando nossas inteligências emocionais e preparando-nos para a vida profissional.</p><p><strong>2° Momento - Introdução ao assunto</strong></p><p>Através dos exemplos audiovisuais expostos em sala, foi possível refletir sobre a forma como o professor se relacionava com os alunos, ou melhor dizendo, sua abordagem pedagógica. No caráter tradicional, o professor só exigia coisas e não se importava se o aluno ia aprender ou não. Assim como no último vídeo mostrado, onde uma aluna no final do ano disse que não entendeu nada. Isso nos faz pensar: Será que minha abordagem com meus alunos é a melhor possível? Será que estou conseguindo passar o conteúdo de uma forma que todos consigam compreender? Será que estão aprendendo algo? Pontos como esses fazem repensar se estamos no caminho certo para transformar a vida dos alunos para melhor. Colocando-me no lugar do professor, faria uma análise de mim mesmo e reveria meus métodos.</p><p><strong>3° Momento - Atividade - Fazendo e Aprendendo</strong></p><p>Durante a realização da atividade, foi possível, mesmo que de maneira rápida, captar a essência das teorias pedagógicas. Cada grupo estudou e compartilhou a teoria da forma que conseguiu compreender melhor. Essa troca de informações foi rica, pois a visão do colega pode ser mais clara e ajudar a entender melhor em caso de dúvidas, sendo um momento importante para a construção do conhecimento. Todos compartilharam seus pensamentos, enriquecendo nosso repertório de aprendizado. Foi interessante, pois esclareceu algumas dúvidas e ajudou a compreender melhor, sendo uma abordagem funcional para mim.</p><p><strong>4° Momento - Fechamento</strong></p><p>Através das fotos, é possível organizar mentalmente uma espécie de fio condutor, que, ao vermos, traz à memória algo relacionado ao contexto em que está inserida (no caso, as teorias). Isso facilita a compreensão do tema, onde reconheço que ficou mais claro relacionar os assuntos, podendo explorar outros recursos também. Como professor, eu poderia pedir que os alunos escrevessem em post-its e os colassem na lousa, destacando o que mais se destaca em cada teoria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-07 21:38:51 UTC</pubDate>
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         <title>Caixinha 3 /Didática e docência</title>
         <author>luizferreira24</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Identidade e fazer docente: aprendendo</strong></p><p><strong>a ser e estar na profissão</strong></p><p><br></p><p>No presente texto, o autor traz consigo a citação de Carlos Rodrigues Brandão (1981), segundo a qual "tão grande como tudo o que é humano é a educação". Essa afirmação norteia o rumo deste capítulo, onde a educação é destacada como um pilar importante de uma sociedade, em concordância com Paulo Freire, que defende que a educação, em suas mais diferentes matrizes, deve sempre se construir numa possibilidade de humanização. Nessa perspectiva, o professor é concebido como um profissional que está sempre se fazendo. A partir dessa colocação, é possível perceber, ao longo das linhas, a construção do professor como um sujeito que se constrói com suas práticas, saberes, socializações e aspectos sociopolíticos.</p><p>A construção de identidades se dá como um processo sócio histórico vinculado à humanização do homem. Ela se ancla no processo identitário do profissional que abraça suas experiências profissionais e pessoais, nas histórias de vida e formação. Assim, começa a se forjar o processo de interação com os alunos, mediante saberes especializados e de múltiplas relações.</p><p><strong>2.1. Educação, humanização e construção de identidades</strong></p><p>A educação tem sua importância na criação de um homem crítico e autônomo. Na preparação, é preciso focar no homem como sujeito histórico, levando em conta seus sonhos e motivações. Nesse ponto, os educadores acabam por ser desencorajados a seguir os seus próprios sonhos e são instigados a entrar para a educação, o que acarreta um desafio gigante de superar os próprios questionamentos para continuar na profissão e cumprir seu papel. Papel esse onde se busca, através da educação, evoluir os sujeitos, tornando-os mais humanos.</p><p>Segundo Freire (1999), é preciso considerar que o professor aprende ensinando e ensina aprendendo. Há uma reciprocidade no processo de educação, pois "todo trabalho sobre e como os seres humanos faz retornar sobre si a humanidade de seu objeto" (TARDIF e LESSARD, 2007, p. 30), refletindo a ideia de que o processo de ensino dentro de uma sala se dá de forma mútua, onde o aluno pode ensinar algo que o professor não saiba e vice-versa, sempre interagindo e construindo o conhecimento de ambos, criando e recriando conceitos e formas de interagir com o mundo e para o mundo. Seguindo essa linha, o professor se produz por meio das relações com o mundo físico e social, das relações consigo (individual), com os outros (sociabilidade) e com o mundo à sua volta (FARIAS, 2006), construindo assim sua identidade como profissional.</p><p><strong>2.2. Uma pessoa que se faz professor – a identidade profissional</strong></p><p>A relação do professor com sua profissão e com seu papel como pessoa no mundo são atributos que contam na sua significação e formação, ampliando suas experiências e moldando-o como um sujeito único, mas também plural pela sua diversidade de estar no mundo, mediante a interação com várias redes sociais (família, igreja, grupo de amigos, sindicatos, clubes). Tudo isso engloba a pessoa "professor", o que culmina na sua identidade profissional e guia, como uma bússola, sua atribuição de sentidos, interpretações e organização do seu modo de ser. A bagagem social é o que constrói sua prática profissional e o processo indentitário de ensino, influenciando seu modo de interagir, agir, pensar e relacionar-se consigo mesmo, com as pessoas, com o mundo e com sua profissão. Por fim, sua identidade se define através da sua história de vida, a formação vivenciada na trajetória profissional e o significado que cada professor atribui à atividade docente em seu cotidiano, com base nos saberes, angústias e anseios.</p><p><strong>2.3. Elementos indentitários da docência – História de vida, formação e prática pedagógica</strong></p><p>Como dito antes, há duas dimensões no se tornar professor: a pessoal, onde a história de vida influencia a construção do docente, e a profissional, que destaca a formação e a relação com os saberes e experiências da docência.</p><p>Há três elementos constituintes do se tornar professor:</p><ol><li><p><strong>História de vida</strong></p></li></ol><p>Toda vivência social e profissional molda a construção do ser, e isso não é diferente para o professor. Cada um tem seus valores e conceitos de acordo com sua jornada, resinificando-se a cada nova interação com o mundo ao seu redor, consolidando e reorientando sua atuação, tornando-se um ser crítico, reflexivo e intelectual. A família, amigos e outros são grupos nucleares no processo de socialização, importantes na formação da visão de mundo, devido à capacidade de variabilidade e plasticidade das diversas interações presentes nessas relações, considerando também o contexto político, econômico e cultural no qual se cresce e se desenvolve. Os dados apontam que a maioria dos docentes veio de famílias mais humildes, e, devido à influência da própria, muitos não viam saída para ajudar a família e acabavam embarcando nesse caminho, negligenciando seus sonhos em prol da família.</p><ol start="2"><li><p><strong>Formação</strong></p></li></ol><p>É a parte onde o professor se reconhece como um profissional, conectando-se aos saberes e ao exercício da docência. Não existe "ensino de qualidade, reforma educativa ou inovação pedagógica sem uma adequada formação de professores" (ibid., p. 2). A formação do docente deve ir além da graduação inicial, devendo se manter numa formação continuada (para a vida toda), onde ele vai refinando e atualizando sua identidade profissional de professor. O professor deve ser um agente ativo do seu processo de reflexão, questionamentos, experimentação e interação, que fomentam sua mudança. Essa visão cria uma quebra no paradigma de que o professor é um "reprodutor" de conhecimento, promovendo uma visão no espaço e no tempo de formação, onde deve ser um produtor de conhecimento que instiga, estimula, interage, aprende e ensina com seus alunos. Tudo isso deve ser feito com a prática contínua.</p><p><strong>Construção da Aula 15/08/2024</strong></p><p><strong>1º Momento</strong></p><p>No começo da aula, houve a apresentação de um poema de Clarice Lispector na voz de Maria Bethânia, que destacou o amor que conforta, está presente e traz paz nos mínimos detalhes ao estar perto toda manhã. Para ser sincero, não compreendi muito bem o contexto do vídeo em relação ao tema da aula proposta, o que me fez pensar em várias coisas, menos no tema. Para mim, essa primeira parte foi indiferente. Porém, foge do modelo o qual as aulas no ensino básico são construídas , num modelo genérico e nada estimulante, como presenciado por mim em várias aulas que tive. Isso me faz refletir também sobre como as experiências de vida dos professores influenciam na forma como eles escolhem lecionar. O amor pela profissão, como dito por Freire , às vezes não existe e o professor age apenas no modo padrão de passar o conteúdo sem verificar a assimilação. No entanto, no decorrer das aulas da professora Débora, isso não acontece. Ela demonstra, através de sua didática, sua paixão por ensinar e sua preocupação com o ensino de todos, o que chega a ser comovente.</p><p><strong>2º Momento.</strong></p><p>A introdução ao assunto começou com um vídeo de Paulo Freire, no qual ele fala sobre o perfil de um bom professor. Ele cita que o professor de uma escola precisa ser sério e competente na busca do aprimoramento profissional, dotado de justiça, curiosidade e amor (tanto pela profissão e pelos alunos quanto na vida pessoal), sendo também uma pessoa ativa na busca do conhecimento e preocupada em educar. Do meu ponto de vista, não discordaria dessa idealização de Freire, pois me parece que o professor precisa ser um sujeito ativo e preocupado com o ensino, aprimorando-se continuamente para trazer melhores abordagens. Isso permite ganhar mutuamente conhecimento com os alunos e estimula a prática ativa, o que me faria adotar tal modelo no futuro próximo, dedicando-me internamente a educar.</p><p><strong>3º Momento</strong></p><p>Foi perceptível, através da atividade de criação de um perfil de professor, que é possível imaginar os caminhos que ele percorreu ou vai percorrer durante sua carreira profissional, onde ele se ressignificará várias e várias vezes para encontrar um modelo próprio de ensino, através de muitas reflexões acerca da diversidade de alunos, buscando novas formas de aprimorar e melhorar sua didática. Que me faz pensar, quais caminhos devo percorrer na busca do meu conhecimento.</p><p><strong>4º Momento</strong></p><p>Através da atividade anterior, foi possível apontar conceitos importantes a se considerar na formação do professor. Segundo Paulo Freire, é preciso considerar que o professor aprende ensinando e ensina aprendendo, o que culmina no seu processo de formação, através da reflexão. Dentro da minha carreira profissional, almejo continuar sempre me atualizando e reorganizando minha didática/prática pedagógica, buscando sempre trazer um melhor esclarecimento de ensino para que os alunos aprendam de verdade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-29 14:48:10 UTC</pubDate>
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         <title>Caixinha 4</title>
         <author>luizferreira24</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O artigo "Aprendizagem da docência: algumas contribuições de L.S. Shulman", proposto por Mizukami, traz uma pesquisa sobre a origem de como os professores aprendem a ensinar, o que precisam saber para tal fim e como constroem seus conhecimentos profissionais para lecionar. Alguns estudos citados buscam relacionar a construção do conhecimento profissional adquirido ao longo da carreira com aqueles adquiridos no curso de formação e em programas de formação continuada. Há um estudo que aborda processos cognitivos que envolvem a proposição e o desenvolvimento das atividades planejadas. Outro aborda o conhecimento do professor com foco nos pensamentos que ele tem sobre o aluno, o currículo, teorias pedagógicas, fins e metas educacionais, etc. Todos com a finalidade de descobrir o que o docente pensa a respeito de como se aprende a ser professor.</p><p><strong>1. A pesquisa sobre os professores e o "paradigma perdido"</strong></p><p>A pesquisa feita por Shulman (1986a) visou analisar como a relação dos professores influenciava o ensino e a aprendizagem das diversas variações de alunos. O comportamento do professor, de acordo com a pesquisa do processo-produto, era observado, contado e combinado sem referência às suas intenções ou cognições. Era abstraído sem considerar os contextos e conteúdos do ensino e as limitações, sendo difícil ignorar o pensamento como elemento principal do ensino.</p><p>Segundo o autor (2004a), o comportamento dos professores se relaciona ao desempenho dos alunos e a escola poderia fazer diferença no processo de aprendizagem, que antes era quase que determinada pela classe social e outros fins. Os pensamentos do professor — suas reflexões, percepções, teorias pessoais, resolução de problemas, tomadas de decisões, relações entre conceitos e construção de significados — são de suma importância na configuração das suas práticas de sala de aula e decisões curriculares. O "paradigma perdido" se referia ao conteúdo ensinado nos diferentes componentes curriculares. A grande pergunta era: como se constrói o conhecimento do professor e como eles conseguem passar o que sabem de diferentes formas e níveis para outras pessoas? Shulman tem a hipótese de que os professores possuem conhecimentos especializados cuja construção os torna protagonistas: o conhecimento pedagógico do conteúdo.</p><p><strong>2. A base de conhecimento para o ensino</strong></p><p>Para Shulman, o professor precisa ter diferentes tipos de conhecimento para proporcionar processos de ensinar e aprender em diferentes áreas do conhecimento, níveis, contextos e modalidades de ensino. É necessário ter uma base sólida e ampla, com conhecimento profissional codificado e codificável, que guie as decisões quanto ao conteúdo e à forma de tratá-lo. Esse conhecimento deve abranger tanto o conhecimento pedagógico quanto o conhecimento da matéria, sendo mais aprofundado, diversificado e flexível a partir da experiência profissional refletida e objetivada, e não fixo e imutável, sempre em um processo contínuo. Shulman explicita várias categorias dessa base de conhecimento:</p><ul><li><p><strong>Conhecimento de conteúdo específico</strong>:</p></li></ul><p>Refere-se ao conteúdo da matéria que o professor leciona, onde ele compreende os fatos, conceitos, processos e procedimentos de abordagem do conteúdo, dominando-os. É necessário compreender o mínimo e o básico da matéria a ser ensinada e ter um bom conhecimento das possibilidades representacionais da matéria, sempre encontrando novas formas de comunicá-la. Há dois tipos dentro dele:</p><ol><li><p><strong>Substantivo para ensinar</strong>: Ensinar o que já é um padrão utilizado na área de maneira clara e que se adeque às necessidades dos alunos, onde todos aprendam.</p></li><li><p><strong>Sintático para ensinar</strong>: Conhecimento das formas pelas quais a disciplina constrói e avalia novos conhecimentos. O professor precisa não só aprender os conceitos, mas compreendê-los através da investigação constante na área.</p></li></ol><ul><li><p><strong>Conhecimento pedagógico geral</strong>:</p></li></ul><p>Conhecimento que vai além do específico, abrangendo diversas áreas no processo de aprender e ensinar, tais como o conhecimento dos alunos, dos contextos educacionais, de outras disciplinas e do currículo.</p><p>Em minhas experiências com algumas áreas, quando cheguei ao curso de Educação Física, ao me deparar com a anatomia novamente, ficou mais fácil de compreendê-la, pois já tinha uma base/conhecimento de outras áreas, como biomecânica e cinesiologia, o que me aprimorou mais nos estudos.</p><ul><li><p><strong>Conhecimento pedagógico de conteúdo</strong>:</p></li></ul><p>É um novo tipo de conhecimento que é construído constantemente pelo professor ao ensinar a matéria e que é enriquecido e melhorado com outros tipos de conhecimentos de base. O professor se torna protagonista e autor do seu próprio processo, onde a experiência conta como parte da formação da base do saber.</p><p><br/></p><p><strong>AULA 29/08/2024</strong></p><p><strong>1º momento</strong></p><p>Ocorreu a abordagem musical como forma de descontração e relaxamento. Com a música “Amarelo”, que trata da questão das escolhas, do nosso lugar no mundo e de como vamos nos encontrar nele, foi possível fazer um gancho com minhas relações com os professores que tive. A pouca interação dos professores conosco, a falta de incentivo nas questões tanto de escolhas de vida quanto de ensino, o famoso modelo tradicional, que apenas repassa e não importa, fez com que eu refletisse sobre como a abordagem que tive agora, com a professora Débora, foi marcante em relação ao ensino básico. Aqui, senti-me mais valorizado, mais instigado a estudar, e foi ficando mais fácil de digerir o conteúdo e compreendê-lo de uma forma mais leve.</p><p><strong>2º momento</strong></p><p>No presente ocorrido, onde a turma não leu o texto necessário para aprofundar a aula, como solicitado dias antes, a abordagem da professora para lidar com a situação foi deveras estimulante. Apesar do seu choque e demonstração de insatisfação, tomou uma atitude empática que permitiu a todos lerem no horário da aula. Isso mostrou o quanto ela estava realmente preocupada com nossa aprendizagem para compreender o que era passado. Lembrei de uma situação com uma professora na época em que fui jovem aprendiz, onde ela sempre nos estimulou a estudar e buscar conhecimento, tanto pessoal quanto profissionalmente. Ela nos chamava para conversar, dava dicas e sempre proporcionava a melhor forma de nos desenvolver. Uma de suas frases marcantes foi: “Se tiver com medo, vá com medo mesmo”, que nos faz refletir sobre o que nos limita.</p><p><strong>3º momento</strong></p><p>O aprofundamento se deu, após a leitura do texto, através da divisão dos grupos, onde cada um teve que abordar e aprofundar partes importantes do texto sobre conhecimentos pedagógicos, gerais e de conteúdo. Isso engloba os detalhes de como o professor aprende a ensinar, mediante sua prática constante e reflexões sobre sua forma de lecionar. É necessário saber o básico da sua matéria e ao menos 150 tipos diferentes de abordagens para facilitar a aprendizagem dos alunos. Isso permite que o professor construa um repertório para construir conhecimentos sobre o ensino, destacando a frase: "Saber ensinar a mesma coisa de diversas formas" é o que torna o profissional excelente. Lembrei de um professor de biologia que tive, o qual se adaptava e trazia formas diversas de abordagem do seu conteúdo: jogos, slides, brincadeiras, idas ao laboratório, etc. Com um repertório vasto de como ensinar de formas diferentes, ele tornava a compreensão mais fácil para todos. Por ter o total domínio do conteúdo, ele era livre para transpor da melhor forma possível, ressignificando suas ideias e refletindo bastante sobre formas de lecionar. Isso me inspirou a querer ser como ele: reflexivo, curioso, inovador e pensante.</p><p><strong>4º momento</strong></p><p>Com uma nova abordagem pedagógica, a professora Débora trouxe a ideia do Feedback Formativo para entregar, com o objetivo de dar características de como foi a aula, sugestões de melhorias, pontos negativos e positivos. Essa tática serve tanto para a forma como vemos a aula dela como futuros profissionais, quanto para ela, como um momento de repensar e analisar, através dos feedbacks, sua maneira de lecionar, com o intuito de buscar sempre melhorar. Eu, como professor, usaria claramente esse meio, pois ele serve para vermos como anda nosso processo de desenvolvimento como educador, para buscar melhorias constantes e impactar mais a maneira como os alunos vão aprender.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-05 11:32:55 UTC</pubDate>
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