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      <title>Vamos falar das Cajás? by Rosangela Souza</title>
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      <description>A HISTORIA DE CAJAZEIRAS DESDE A FUNDAÇÃO DE SALVADOR.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-08 21:36:35 UTC</pubDate>
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         <title>APRESENTAÇÃO</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Me chamo Rosangela Souza, sou estudante de pedagogia do 7º semestre na Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Fomos convidados a falar sobre a nossas origens, de uma maneira bastante peculiar, como se fosse uma investigação, uma regressão.</p><p>A atividade tem um cunho avaliativo para a Disciplina de FTM de História, sob a supervisão do professor Alfredo Matta, e nos despertou a uma forma nova de ensinar história, sim, a partir do eu, do nós! </p><p>A princípio pensei, não vai dar certo, mas agora estou vendo que foi um excelente exercício.</p><p>Em meio as investigações descobri as verdadeiras origens do bairro de Cajazeiras, quem passou por aqui, e o quanto de história essa mata guarda.</p><p>Vem comigo fazer essa viagem no tempo, vem descobrir onde estamos pisando.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-08 22:24:09 UTC</pubDate>
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         <title>A COLONIZAÇÃO </title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>A colonização do Brasil foi realizada por Portugal.</p></li><li><p>Os portugueses chegaram ao Brasil por meio da expedição de Pedro Álvares Cabral, em abril de 1500.</p></li><li><p>A colonização do Brasil teve três importantes ciclos econômicos: pau-brasil, açúcar e ouro.</p></li><li><p>A escravização foi introduzida por volta de 1530, sendo que os escravizados eram indígenas e africanos.</p></li><li><p>Oficialmente falando, a colonização se encerrou em 1815, mas os laços com Portugal só foram rompidos com a independência, em 1822.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 18:37:52 UTC</pubDate>
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         <title>AS CORRENTES MARÍTIMAS</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Salvador, a capital do estado da Bahia, no Brasil, foi fundada em 29 de março de 1549 por Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil, enviado pela Coroa Portuguesa. </p><p><br/></p><p>A cidade foi estabelecida como a primeira capital do Brasil colonial e se tornou um importante centro administrativo, econômico e religioso.</p><p><br/></p><p>A história de Salvador está diretamente relacionada à chegada dos colonizadores portugueses, em 1501, na Baía de Todos os Santos. </p><p><br/></p><p>A cidade foi fundada por meio da ação do império português, que, a partir das condições geográficas favoráveis, bem como, as correntes marítimas permitiram que o Brasil dominasse o tráfico negreiro no Atlântico. </p><p><br/></p><p>Sozinho, o país recebeu 4,8 milhões de africanos escravizados, dez vezes mais do que os Estados Unidos e quase a metade de toda a população transportada à força para as Américas em quatro séculos.</p><p><br/></p><p><strong>Escolha do Local: </strong>A localização estratégica de Salvador, na Baía de Todos os Santos, foi escolhida por oferecer um porto natural seguro e uma posição defensiva vantajosa contra invasões.</p><p><br/></p><p><strong>Cidade Fortificada:</strong> Inicialmente, Salvador foi planejada como uma cidade fortificada, com muros e fortes para proteger contra ataques de piratas e de outros colonizadores europeus.</p><p><br/></p><p>O esforço dos holandeses para controlar o arquipélago de Fernando de Noronha no século 17, é justificado por conta da bifurcação da Corrente Sul Equatorial. </p><p><br/></p><p>No livro O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul - séculos 16 e 17, o historiador Luiz Felipe de Alencastro diz que o arquipélago "era a ponte para duas estratégicas rotas de ataque" às bases portuguesas nas Américas.</p><p><br/></p><p>Uma dessas rotas ia do norte do litoral nordestino até o Caribe, e a outra descia toda a costa brasileira. </p><p><br/></p><p>A bifurcação também explica a decisão da Coroa portuguesa de dividir o Brasil em duas unidades administrativas: ao norte dela ficava o Estado do Grão-Pará e Maranhão, e, ao sul, o Estado do Brasil.</p><p><br/></p><p>As correntes antagônicas tornavam quase impossível realizar viagens marítimas entre os dois Estados. </p><p><br/></p><p>O padre português Antônio Vieira, em uma carta escrita em 1654 conta o que sentiu durante uma estadia no território ao norte, ele escreveu que "alguém mais facilmente navega da Índia a Portugal do que desta missão (Maranhão) para o (Estado do) Brasil". </p><p><br/></p><p>A lógica das correntes também influenciou o desenvolvimento econômico dos territórios brasileiros num momento em que o tráfico de africanos escravizados era um dos pilares da economia nacional.</p><p><br/></p><p>As viagens dos navios negreiros até o Estado do Grão-Pará e Maranhão eram triangulares. </p><p>As embarcações costumavam partir de Lisboa rumo à atual Guiné-Bissau e, de lá, viajavam com escravos até o Maranhão, de onde voltavam a Portugal carregados com drogas do sertão (produtos florestais).</p><p><br/></p><p>As trocas entre a África e o Estado do Brasil, porém, dispensavam a escala em Portugal. </p><p><br/></p><p>Por causa das condições naturais favoráveis, viagens de ida e volta entre a África e os portos brasileiros ao sul de Recife eram 40% mais curtas do que deslocamentos entre o continente africano e portos no Caribe ou nos Estados Unidos, outros importantes destinos de africanos escravizados costumavam primeiro viajar até Lisboa e só de lá partiam para o Grão-Pará.</p><p><br/></p><p>Enquanto a Corrente Sul Equatorial facilitava o trajeto África-Brasil, outras condições naturais favoreciam a viagem de volta. </p><p><br/></p><p>Para chegar à costa africana, os navios luso-brasileiros podiam pegar carona no anticiclone de Santa Helena, uma zona de alta pressão atmosférica que opera como uma grande roldana, com os ventos soprando em espiral.</p><p><br/></p><p>Podiam ainda pegar a Contracorrente Sul Equatorial, um canal que corre no sentido contrário à Sul Equatorial, entre os dois ramos austrais da corrente.</p><p><br/></p><p>"A relativa segurança e facilidade como se navegava da costa brasileira ao golfo de Guiné ou Angola permitia que navios de pequeno porte, como as escunas de dois mastros que navegavam no rio São Francisco, empreitassem viagens negreiras", escreve Alencastro.</p><p><br/></p><p>Tanto assim que, quando o Brasil se tornou independente, em 1822, comerciantes de escravos em Benguela, na Angola atual, iniciaram um movimento separatista para tentar se integrar ao país do outro lado do Atlântico. Na época, duas das principais rotas no comércio transatlântico de escravos uniam Brasil e África: a maior delas, entre Luanda e Rio de Janeiro, e a rota entre Salvador e o Golfo da Guiné, com escala na ilha de São Tomé.</p><p><br/></p><p>As correntes ajudam a explicar por que a escravidão de indígenas nunca alcançou a mesma dimensão que a dos africanos no Brasil.</p><p><br/></p><p>"Mesmo que todos os ameríndios da Amazônia aparecessem acorrentados nas margens do Pará e do Maranhão para se entregar", diz o historiador, os ventos e as correntes continuariam a bloquear seu transporte até os principais mercados em Pernambuco, na Bahia e em São Paulo. "Já as travessias Brasil-Angola eram 'quase sempre acompanhadas por bom tempo ou por muito poucos distúrbios no mar e ventos'", como escreveu em 1799 o governador de Angola.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 18:43:48 UTC</pubDate>
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         <title>SALVADOR...</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Fundada em 1549, Salvador (BA) se tornou a primeira capital do país por estar localizada em área de maior extração de pau-brasil e por ser a principal produtora de açúcar.</p><p>A cidade também tinha como ponto forte a sua localização, que facilitava a exportação desses produtos para outros países. </p><p><br></p><p>Além disso, a capital baiana foi palco de grandes conflitos entre os portugueses e os indígenas, que marcaram a sua fundação.</p><p><br></p><p>A Praça Tomé de Souza é considerado o berço da civilização brasileira e recebeu o título de primeiro espaço criado com a finalidade de concentrar os prédios da administração pública, construídos no século XVI.</p><p> </p><p>Lá está situado o Palácio Tomé de Souza, sede atual da prefeitura municipal; o Palácio Rio Branco, antigo prédio do governo do estado; a Câmara de Vereadores de Salvador; além de possuir, ao fundo, o Elevador Lacerda e a baía de Todos os Santos, a maior baía do Brasil e a segunda do mundo, sendo dona do título de capital da Amazônia Azul.</p><p><br></p><p><strong>Desenvolvimento Econômico</strong></p><p>Durante o período colonial, Salvador se destacou como um centro de comércio e produção agrícola. A economia da cidade foi fortemente baseada na produção de açúcar, que era exportado para a Europa.</p><p><br></p><p><strong>Tráfico de Escravos</strong></p><p>Salvador também se tornou um dos maiores portos de entrada de escravos africanos no Brasil. A mão-de-obra escrava foi essencial para a economia açucareira e para outras atividades econômicas.</p><p><br></p><p><strong>Diversificação Econômica</strong></p><p>Além do açúcar, Salvador desenvolveu outras atividades econômicas, como a produção de tabaco e a pecuária.</p><p><br></p><p><strong>Mudança da Capital</strong></p><p>Em 1763, a capital do Brasil foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro. Essa mudança refletiu a crescente importância econômica do Sudeste do Brasil, especialmente devido à descoberta de ouro e diamantes em Minas Gerais.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Impacto na Cidade</strong></p><p>Apesar da perda do status de capital, Salvador continuou a ser um importante centro regional, mantendo sua relevância econômica e cultural.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 19:19:26 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O CONTEXTO DA ESCRAVIDÃO EM SALVADOR</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022381714</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Condições de Vida dos Escravizados</strong></p><p><br></p><p><strong>Trabalho Exaustivo: </strong>Os escravizados eram submetidos a longas jornadas de trabalho em plantações, engenhos de açúcar, minas e como trabalhadores domésticos.</p><p><br></p><p><strong>Castigos Severos: </strong>A disciplina era mantida através de punições físicas e psicológicas severas, destinadas a reprimir qualquer forma de resistência.</p><p><br></p><p><strong>Vida Precária:</strong> As condições de vida dos escravizados eram extremamente precárias, com alimentação inadequada, moradia insalubre e falta de cuidados médicos.</p><p><br></p><p><strong>Motivos para Fuga</strong></p><p><strong>Busca por Liberdade:</strong> O principal motivo para a fuga era a busca pela liberdade e a rejeição das condições de escravidão.</p><p><br></p><p><strong>Reunião Familiar: </strong>Muitos escravizados fugiam para se reunir com familiares que haviam sido vendidos ou estavam em outras localidades.</p><p><br></p><p><strong>Escapar de Castigos: </strong>Fugir era também uma maneira de escapar de punições severas ou de capatazes cruéis.</p><p><br></p><p><strong>Métodos de Fuga</strong></p><p><strong>Aproveitar Oportunidades:</strong> Fugas frequentemente ocorriam quando surgiam oportunidades, como durante grandes festas, confusões ou catástrofes naturais.</p><p><br></p><p><strong>Rotas e Refúgios:</strong> Os escravizados utilizavam rotas </p><p>conhecidas para chegar a quilombos ou áreas de difícil acesso, como matas densas e regiões montanhosas.</p><p><br></p><p><strong>Ajuda de Aliados: </strong>Alguns contavam com a ajuda de pessoas livres, outros escravizados ou indígenas que conheciam a região.</p><p><br></p><p><strong>Século XIX </strong></p><p>No século XIX, Salvador participou ativamente dos movimentos pela independência do Brasil e pela abolição da escravatura.</p><p><br></p><p><strong>Abolição da Escravatura</strong></p><p>Salvador foi uma das últimas cidades a abolir a escravidão, em 1888, mas a presença africana deixou um legado duradouro na cultura, música e culinária da cidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 19:50:06 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A FORMAÇÃO DOS QUILOMBOS</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022382203</link>
         <description><![CDATA[<p>A fuga de escravizados em Salvador e em outras partes do Brasil foi um fenômeno significativo durante o período colonial e imperial, refletindo a resistência contra a opressão e a busca por liberdade.</p><p><br></p><p>Salvador, sendo um dos maiores portos de entrada de escravizados africanos e um importante centro de produção de açúcar, tabaco e outros produtos agrícolas, viu muitos casos de fugas e a formação de comunidades de quilombos.</p><p><br></p><p>Os quilombos eram comunidades formadas por escravizados fugidos e outros marginalizados pela sociedade colonial. </p><p><br></p><p>No entorno de Salvador, diversos quilombos foram estabelecidos. </p><p><br></p><p><strong>Período Colonial:</strong> Durante o período colonial no Brasil, Salvador era um dos principais portos de entrada de escravizados africanos. </p><p><br></p><p>Muitos desses escravizados fugiram em busca de liberdade, formando comunidades quilombolas.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Organização e Defesa:</strong></p><p>Os quilombos eram organizados de forma autônoma e muitas vezes se defendiam com sucesso contra expedições militares enviadas para recapturar os escravizados fugidos.</p><p><br></p><p><strong>Organização Social:</strong> Esses grupos se organizavam de forma autônoma, estabelecendo estruturas sociais, econômicas e culturais próprias. </p><p><br></p><p>O objetivo era criar um ambiente seguro onde pudessem viver livres da opressão.</p><p><br></p><p><strong>Exemplos de Quilombos:  </strong>Os quilombos do Buraco do Tatu e do Urubu são dois exemplos significativos de comunidades formadas por escravizados fugidos na região de Salvador, Bahia. </p><p><br></p><p>Formados em áreas de difícil acesso, tornaram-se símbolos de resistência e liberdade.</p><p><br></p><p>Essas comunidades representavam centros de resistência e sobrevivência para aqueles que escapavam do sistema escravista. </p><p><br></p><p>A ligação entre esses quilombos pode ser entendida dentro do contexto mais amplo da formação de quilombos na Bahia e da rede de solidariedade entre escravizados fugidos.</p><p><br></p><p><strong>Contexto Histórico e Formação dos Quilombos</strong></p><p>Quilombo do Buraco do Tatu</p><p><br></p><p><strong>Localização e Acesso: </strong>Situado em uma área de difícil acesso, o Quilombo do Buraco do Tatu utilizava o terreno acidentado como uma defesa natural contra expedições punitivas.</p><p><br></p><p><strong>Coletividade:</strong> A fundação dos Quilombos representa o resultado de um esforço coletivo. </p><p><br></p><p>Grupos de escravizados fugidos, de diferentes origens e habilidades, se reuniram para criar uma comunidade autossuficiente.</p><p><br></p><p><strong>Comunidade Resistente: </strong>Era um refúgio para muitos escravizados que fugiam das plantações e engenhos da região de Salvador, buscando um lugar onde poderiam viver em liberdade e autossuficiência.</p><p><br></p><p><strong>Cultura e Sociedade: </strong>Estes quilombos não apenas ofereciam abrigo, mas também desenvolviam uma sociedade própria, com estruturas de governança, práticas agrícolas e culturais.</p><p><br></p><p><strong>Ligação Entre os Quilombos - Solidariedade e Comunicação</strong></p><p>&nbsp;</p><p><strong>Redes de Apoio: </strong>Os quilombos muitas vezes mantinham contato entre si, formando redes de apoio e solidariedade. Essa comunicação era crucial para a sobrevivência, permitindo a troca de informações sobre expedições punitivas e estratégias de defesa.</p><p><br></p><p><strong>Intercâmbio Cultural:</strong> Além da defesa, havia um intercâmbio cultural e econômico entre os quilombos. </p><p><br></p><p>Práticas agrícolas, religiosas e culturais eram compartilhadas, fortalecendo a identidade e a coesão dessas comunidades.</p><p><br></p><p><strong>Herança Cultural: </strong>A herança cultural e as histórias de resistência desses quilombos continuam a ser uma parte importante da memória coletiva da população afro-brasileira e da história de Salvador.</p><p><br></p><p><strong>Defesa Comum</strong></p><p><strong>Estratégias de Defesa:</strong> A proximidade geográfica permitia que os quilombos se auxiliassem mutuamente em termos de defesa.</p><p><br></p><p>Quando um quilombo era atacado, seus habitantes podiam buscar refúgio em outros quilombos, criando uma rede de apoio mútuo.</p><p><br></p><p><strong>Organização Militar: </strong>Em alguns casos, os quilombos poderiam organizar defesas conjuntas contra as forças coloniais, embora a natureza fragmentada da resistência quilombola tornasse essas alianças temporárias e circunstanciais.</p><p><br></p><p><strong>Mobilidade dos Fugidos</strong></p><p><strong>Fugas e Refúgios:</strong> Os escravizados que escapavam utilizavam uma rede de quilombos como pontos de refúgio temporário ou permanente. </p><p><br></p><p>Isso significava que indivíduos podiam se mover entre quilombos como o Buraco do Tatu e o Urubu, dependendo das circunstâncias e da necessidade de evitar captura.</p><p><br></p><p><strong>Territórios Interligados:</strong> A mobilidade entre quilombos contribuía para uma maior integração dos territórios de resistência, fortalecendo a capacidade de sobrevivência e defesa das comunidades quilombolas.</p><p><br></p><p><strong>Localização Estratégica:</strong> Foram estabelecidos em locais estratégicos, onde a geografia dificultava o acesso de forças coloniais e capitães-do-mato.</p><p><br></p><p><strong>Impacto e Legado - Resistência e Identidade</strong></p><p><strong>Símbolo de Resistência:</strong> Ambos os quilombos, como muitos outros na Bahia, simbolizam a resistência contínua contra o sistema escravista e a luta pela liberdade.</p><p><br></p><p>A fundação dos quilombos, incluindo o Quilombo do Urubu, geralmente não é atribuída a uma única pessoa, mas sim a um grupo de escravizados fugidos que se uniram em busca de liberdade. </p><p><br></p><p>Esses quilombos foram estabelecidos por comunidades de africanos e afrodescendentes que escaparam das condições opressivas de escravidão e se refugiaram em áreas de difícil acesso, onde podiam viver em relativa autonomia.</p><p><br></p><p><strong>Reconhecimento Contemporâneo</strong></p><p><strong>Reconhecimento Legal:</strong> No Brasil contemporâneo, muitas comunidades quilombolas, incluindo descendentes dos antigos quilombos, têm buscado reconhecimento legal e a posse de terras historicamente ocupadas.</p><p><br></p><p><strong>Preservação Histórica:</strong> Esforços de preservação histórica e cultural têm sido feitos para documentar e proteger os legados dos quilombos, reconhecendo sua importância na história nacional.</p><p><br></p><p><strong>UM MOMENTO DE REFLEXÃO</strong></p><p>Os quilombos do Buraco do Tatu e do Urubu representam a resistência e a busca pela liberdade dos escravizados na Bahia. A ligação entre esses quilombos, através de redes de solidariedade, estratégias de defesa comum e mobilidade dos fugidos, exemplifica a complexa dinâmica de sobrevivência e resistência que caracterizou os quilombos no Brasil. Estes quilombos não apenas ofereceram refúgio e segurança, mas também foram locais de desenvolvimento cultural e social que deixaram um legado duradouro na história brasileira.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 19:51:14 UTC</pubDate>
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         <title>ZEFERINA</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022398167</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Personagens e Líderes</strong></p><p>Embora não haja registros específicos sobre os fundadores do Quilombo do Urubu, é comum que quilombos tivessem líderes ou figuras de destaque que desempenhavam papéis importantes na organização e defesa da comunidade.</p><p><br></p><p><strong>Lideranças Coletivas:</strong> Muitas vezes, a liderança era compartilhada entre vários indivíduos que tinham habilidades e conhecimentos necessários para a sobrevivência da comunidade.</p><p><br></p><p><strong>Guias Espirituais e Guerreiros: </strong>Figuras como guias espirituais (muitas vezes praticantes de religiões africanas como o candomblé) e guerreiros experientes desempenhavam papéis cruciais.</p><p><br></p><p><strong>Zeferina</strong></p><p>Foi uma figura histórica importante no contexto dos quilombos na Bahia. </p><p><br></p><p>Ela é conhecida por ter sido uma líder quilombola no Quilombo do Urubu, situado na região de Salvador. </p><p><br></p><p>Sua liderança e resistência são emblemáticas da luta dos escravizados fugidos contra a opressão colonial no Brasil.</p><p><br></p><p><strong>A Liderança de Zeferina</strong></p><p><strong>Origem:</strong> Zeferina era uma mulher africana que, após fugir da escravidão, se tornou uma das líderes do Quilombo do Urubu. </p><p><br></p><p>Seu nome e suas ações se destacam na história da resistência afro-brasileira.</p><p><br></p><p><strong>Liderança Militar e Espiritual: </strong>Zeferina foi reconhecida por sua liderança militar e espiritual, guiando os quilombolas em sua defesa contra as expedições punitivas enviadas pelas autoridades coloniais para destruir o quilombo e recapturar os escravizados fugidos.</p><p><br></p><p><strong>A Resistência e o Confronto</strong></p><p><strong>Organização da Defesa: </strong>Zeferina organizou a defesa do quilombo, treinando os quilombolas e utilizando o terreno a seu favor. </p><p><br></p><p>Ela liderou várias ações de resistência contra os ataques coloniais.</p><p><br></p><p><strong>Confronto Final:</strong> Em um confronto significativo, as forças coloniais conseguiram invadir o Quilombo do Urubu. </p><p><br></p><p>Zeferina foi capturada junto com outros quilombolas.</p><p><br></p><p><strong>Legado de Zeferina</strong></p><p><strong>Símbolo de Resistência: </strong>Zeferina tornou-se um símbolo de resistência e luta pela liberdade. </p><p><br></p><p>Sua coragem e liderança inspiram a memória coletiva da resistência afro-brasileira.</p><p><br></p><p><strong>Reconhecimento Histórico:</strong> A história de Zeferina e do Quilombo do Urubu é lembrada como parte crucial da luta contra a escravidão e da formação da identidade afro-brasileira</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 20:37:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>OS QUILOMBOS E CAJAZEIRAS, QUAL A LIGAÇÃO? </title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022398314</link>
         <description><![CDATA[<p>Trabalhando com a perspectiva destes quilombos, fundamentais para que possam ser discutidas posteriormente questões referentes ao surgimento do Bairro de Cajazeiras, podem ser citados o fato de que os mesmos se organizavam enquanto estruturas sociais independentes baseados em uma cultura de subsistência fundamentada na caça, pesca e agricultura, e mantendo uma relativa proximidade com o convívio social urbano, já que existiam interações entre os quilombolas e os escravizados residentes na capital.</p><p><br></p><p>Dentre os quilombos que existiam próximos e/ou na região do atual bairro de Cajazeiras são destacáveis: O quilombo do Orubu/Urubu situado próximo à freguesia de Pirajá, no sitío do Cabula, comunidade baseada em uma organização fortemente religiosa, e que se situava no que hoje seria a região entre os bairros do Cabula até o início de Cajazeiras, tendo como um dos seus marcos remanescentes na geografia da cidade, uma lagoa situada na atual região da Brasilgás. </p><p><br></p><p>Sendo este destruído no ano de 1826 por tropas de Pirajá em represália a supostas ações de furtos e homicídio cometidas pelos quilombolas nas regiões do entorno da localização do quilombo.</p><p><br></p><p>O outro quilombo a ser destacado dentro desta região é o Quilombo do Buraco do Tatu, formado no ano de 1744 e destruído 20 anos depois. O mesmo se localizava no que hoje são as áreas dos bairros de Itapuã até as localidades das Fazendas Grandes II, III e IV, já dentro da região de Cajazeiras. </p><p><br></p><p>Este quilombo foi destruído, pois o então governo colonial considerava o mesmo enquanto ameaça constante a cidade, devido principalmente ao fato de os quilombolas desta região estarem em permanente contato com os escravizados da capital, e temendo algum tipo de golpe, o governo então organiza uma expedição com 200 homens e deflagra a destruição do Quilombo do Buraco do Tatu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 20:38:30 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ESTRADA DAS BOIADAS</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022410076</link>
         <description><![CDATA[<p>A "Estrada das Boiadas" e o bairro de Cajazeiras em Salvador, Bahia, possuem uma conexão histórica que remonta ao período em que a estrada era uma importante rota de transporte de gado e mercadorias na região, lá pelo seculo XIX.</p><p><br></p><p>A estrada começava na área conhecida hoje como Largo dos Mares e seguia em direção a Paripe, no subúrbio ferroviário da cidade. </p><p><br></p><p>Esta rota era essencial para o transporte de gado, que era levado para o Matadouro Municipal, localizado no bairro da Calçada, e distribuído para consumo em Salvador.</p><p><br></p><p><strong>Histórico e Importância</strong></p><p>A estrada teve um papel crucial na economia local, facilitando o comércio e o abastecimento de carne na cidade. </p><p><br></p><p>Além do transporte de gado, a Estrada das Boiadas também era utilizada para a movimentação de outros produtos agrícolas e mercadorias, consolidando-se como uma via de grande relevância para a logística e o comércio regional.</p><p><br></p><p><strong>Localização e Transformações</strong></p><p>Atualmente, as áreas que constituíam a Estrada das Boiadas foram absorvidas pelo crescimento urbano de Salvador. </p><p><br></p><p>Algumas partes da estrada original foram transformadas em vias urbanas e bairros residenciais. </p><p><br></p><p>O desenvolvimento da infraestrutura de transporte na cidade, como a construção de novas avenidas e a modernização do sistema ferroviário, modificou significativamente o traçado original da estrada.</p><p><br></p><p><strong>Legado</strong></p><p>Apesar das mudanças ao longo do tempo, a memória da Estrada das Boiadas permanece viva na história e na cultura de Salvador. </p><p><br></p><p>A estrada representa um período importante no desenvolvimento econômico da cidade e na formação de suas rotas comerciais. </p><p><br></p><p><strong>Conexão Histórica</strong></p><p>Embora Cajazeiras não fosse diretamente parte da rota original da Estrada das Boiadas, o desenvolvimento da região foi influenciado pelo mesmo contexto de expansão urbana e econômica que envolveu a estrada. </p><p><br></p><p>A urbanização e o crescimento populacional levaram à transformação das áreas rurais em bairros residenciais, integrando partes da antiga estrada e suas adjacências ao tecido urbano de Salvador.</p><p><br></p><p><strong>Influências e Legado</strong></p><p>A Estrada das Boiadas e o bairro de Cajazeiras compartilham uma herança comum no contexto de expansão e urbanização de Salvador. </p><p><br></p><p>A estrada, que facilitou o crescimento econômico da cidade, indiretamente contribuiu para a urbanização de áreas periféricas, incluindo Cajazeiras. </p><p><br></p><p>A transformação dessas áreas em bairros residenciais foi um processo gradual, refletindo as mudanças na infraestrutura e nas necessidades da população crescente de Salvador.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 21:20:12 UTC</pubDate>
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         <title>E FALANDO EM RESISTÊNCIA...</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022424488</link>
         <description><![CDATA[<p>Localizado em Salvador, no bairro de Cajazeiras, a pedra fica no antigo Quilombo Buraco do Tatu, local que abrigou africanos escravizados e indígenas nos anos 1700.</p><p><br></p><p>A formação rochosa de 8 metros de altura e aproximadamente 30 metros de diâmetro&nbsp;é considerada um monumento natural, um marco na história de resistência daqueles que sofreram com a escravidão em Salvador, pois, servia como passagem e esconderijo de quilombolas perseguidos. </p><p><br></p><p>A pedra ficava na rota de fuga de escravisado, onde suas <em>mãos agitadas tiravam da frente, com ágil reflexo, os galhos das árvores e arbustos. </em></p><p><br></p><p><em>O suor escorria em seus corpos negros. Ofegavam. Olhos vermelhos, veias do rosto alteradas e pernas ditavam o ritmo frenético da corrida</em>. </p><p><br></p><p>Tal corrida era para chegar à Pedra do Buraco da Onça – a hoje rebatizada Pedra de Xangô -, o refúgio mais seguro naquelas ocasiões. </p><p><br></p><p>Coberta pelos galhos das árvores estava ela, uma pedra secular, que o tempo não conseguiu destruir, apenas desnudá-la. </p><p><br></p><p><em>Era mais uma fuga.</em></p><p><em>A pressa em se distanciar o mais rápido possível do velho engenho era o único pensamento que permeava a cabeça deles. Vez ou outra lapsos de reflexão, sobre o que poderia ocorrer caso fossem pegos pelos capatazes, lhes roubavam a atenção durante a escapada.</em></p><p><em>A mata parecia se compadecer da situação daqueles bravos guerreiros e lhes favorecia com uma vegetação mais densa e fechada à medida que adentravam nela. Triste sina aguardava aqueles fugitivos se fossem apanhados. Eles corriam ainda mais rápido, as escoriações na pele deixadas pelos espinhos das plantas não os incomodavam. Chegar à Pedra de Xangô era o que importava, lá não seriam capturados.</em></p><p><br></p><p>Esta pedra é oca. </p><p>Só os escravos a conheciam. Quando eles fugiam das fazendas dessa região, lá nos idos dos anos de 1820. </p><p><br></p><p>Os negros corriam por dentro da mata fechada e se escondiam dentro dela. </p><p><br></p><p>Já a chamaram de ‘Pedra Furada’, mas o nome que conhecemos de muitos anos é este: Pedra do Buraco da Onça. Ela ficava camuflada pelo matagal. </p><p><br></p><p>Hoje ela está descoberta, não tem mais as árvores, a capoeira sumiu. Só tem pouquíssimas espécies e é rodeada, hoje, por condomínios populares</p><p><br></p><p>Na “Pré-história” da Estrada Velha do Aeroporto (Eva), rodovia urbana que corta a região onde se localiza a pedra secular, ‘talhada’ em Cajazeiras, consta ainda a história de um povo lutador, que não se resignou e que sobrevive até os dias de hoje. </p><p><br></p><p>Na região, que hoje abriga os diversos bairros que margeiam ou estão no entorno da Eva, existia o quilombo do Orobu, mais um representante da resistência negra soteropolitana do século XVIII.</p><p><br></p><p><strong>NA ATUALIDADE...</strong></p><p><strong>Rochedo foi descoberto em 1990, dentro de um riacho</strong></p><p>Passar pela Avenida Assis Valente, em Cajazeiras X, e não notar o enorme rochedo é muito difícil. </p><p><br></p><p><strong>Mas nem sempre foi assim.</strong> </p><p>A Pedra de Xangô foi descoberta em 1990 por Mãe Iara de Oxum, quando a região era cercada por mata fechada. </p><p><br></p><p>Ali também havia um riacho, que desapareceu com a implantação da avenida, em 2004.</p><p><br></p><p><em>"Era na mata fechada que a gente fazia oferenda aos nossos orixás. Quando meu filho teve problema de saúde, o levei para fazer limpeza lá, quando então vi uma grande pedra dentro do riacho. Me assustou pois eu nunca havia visto. Dei banho em Anderson, meu bebê de três meses, e comecei a fazer oferenda lá. Quando fiz o jogo de ifá (búzios), foi dito que era uma pedra reverenciada ao orixá Xangô"</em>, explicou.</p><p><br></p><p>Após a construção da Assis Valente, o rochedo ficou exposto e com isso surgiu o medo de especulação imobiliária, uma vez que a região ficou comercialmente valorizada. </p><p><br></p><p>Pouco depois, o temor se agravou com os rumores de que a pedra seria implodida para possibilitar a construção de apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida.</p><p><br></p><p><em>"Quando acabou a pista, já não tinha mais riacho. Na época, eu e Mãe Ziu, hoje finada, ficamos preocupadas. Em 2009, fui para um fórum na Escola Renan Baleeiro, em Águas Claras, vi aquelas pessoas todas reunidas e pensei em fazer alguma coisa. Foi quando Mãe Ziu disse que fui escolhida por Xangô e me intuiu a fazer uma caminhada. Chamei alguns terreiros, que me apoiaram. Foi então que começamos a fazer a manifestação",</em> explicou.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 22:08:51 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022435690</link>
         <description><![CDATA[<p>O bairro de Cajazeiras, é uma área com uma rica história que inclui episódios de tensão e conflito entre quilombolas e fazendeiros. </p><p><br></p><p>Este contexto histórico reflete as lutas pela terra e a resistência das comunidades afro-brasileiras ao longo dos anos.</p><p><br></p><p><strong>Conflitos Territoriais</strong></p><p>Na região onde hoje se encontra o bairro de Cajazeiras, assim como em outras partes do Brasil, os quilombolas frequentemente enfrentaram conflitos com fazendeiros que reivindicavam as mesmas terras para atividades agrícolas e pecuárias. </p><p><br></p><p>Esses conflitos eram muitas vezes violentos, com os fazendeiros tentando expulsar os quilombolas para expandir suas propriedades e aumentar a produção.</p><p><br></p><p><strong>Luta pela Terra e Direitos</strong></p><p>A resistência quilombola envolvia a defesa de suas terras e modos de vida contra a invasão e a exploração. </p><p><br></p><p>Os quilombolas desenvolveram estratégias de defesa e resistência, tanto físicas quanto legais, para proteger suas comunidades. </p><p><br></p><p>Apesar das dificuldades, muitas comunidades quilombolas conseguiram manter suas terras e tradições vivas até os dias de hoje.</p><p><br></p><p><strong>AS FAZENDAS</strong></p><p><br></p><p>As fazendas que lucraram com a desapropriação dos quilombolas foram: a Fazenda Jaguaripe de Cima, também conhecida como Fazenda Grande, a Fazenda Cajazeiras, a Fazenda Boa União e a Chácara Nogueira.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 22:47:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>COMO TUDO COMEÇOU...</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022451011</link>
         <description><![CDATA[<p>Com seus 16 milhões de metros quadrados e aproximadamente 200 mil habitantes, o bairro de Cajazeiras é um marco impressionante da urbanização brasileira. </p><p><br></p><p>Conhecido como o maior bairro da América Latina, Cajazeiras possui uma identidade única, marcada pela rica cultura e, ao mesmo tempo, por desafios sociais.</p><p><br></p><p>Antes de se tornar o populoso bairro de Cajazeiras em Salvador, a área era composta por várias fazendas. </p><p><br></p><p>A região de Salvador, durante os períodos colonial e imperial, tinha uma economia fortemente baseada na agricultura, especialmente no cultivo de cana-de-açúcar e outros produtos agrícolas. </p><p><br></p><p>Muitas dessas fazendas foram posteriormente transformadas em áreas urbanas conforme a cidade se expandiu. </p><p><br></p><p>Embora a documentação específica sobre todas as fazendas que existiam exatamente onde hoje é Cajazeiras seja escassa, algumas das fazendas mais conhecidas e influentes na área abrangem:</p><p><br></p><p><strong>Fazenda Santo Antônio</strong></p><p><strong>História:</strong> Uma das principais fazendas na região, a Fazenda Santo Antônio, foi uma grande propriedade rural que produzia cana-de-açúcar e outros produtos agrícolas.</p><p><br></p><p><strong>Transição Urbana:</strong> Com o crescimento urbano de Salvador, partes da Fazenda Santo Antônio foram gradualmente incorporadas ao tecido urbano, dando origem a novos bairros, incluindo Cajazeiras.</p><p><br></p><p><strong>Fazenda Cajazeiras</strong></p><p><strong>Nome e Legado:</strong> A área que hoje é o bairro de Cajazeiras deve seu nome à antiga Fazenda Cajazeiras. </p><p><br></p><p>Esta fazenda era uma das maiores da região e tinha uma produção agrícola diversificada.</p><p><br></p><p><strong>Desenvolvimento Urbano: </strong>A urbanização da área transformou a antiga fazenda em um bairro populoso, mas o nome perdura como um legado da história agrária da região.</p><p><br></p><p><strong>Fazenda Trobogy</strong></p><p><strong>Localização: </strong>A Fazenda Trobogy ficava próxima à área que hoje é Cajazeiras e desempenhou um papel significativo no desenvolvimento agrário da região.</p><p><br></p><p><strong>Impacto na Urbanização:</strong> Partes da Fazenda Trobogy foram urbanizadas à medida que Salvador expandia suas fronteiras, contribuindo para a formação de bairros residenciais.</p><p><br></p><p>A história de Cajazeiras remonta a 1977, quando o então governador da Bahia, Roberto Santos, desapropriou as terras pertencentes a essas antigas fazendas. </p><p><br></p><p>Essas fazendas, com suas plantações de laranja, café, mandioca e cana-de-açúcar, cultivadas desde o século XIX, deram lugar a um dos maiores aglomerados urbanos do Brasil. </p><p><br></p><p><strong>Transição das Fazendas para Áreas Urbanas</strong></p><p><strong>Expansão Urbana de Salvador</strong>: A partir da segunda metade do século XX, Salvador passou por um processo de rápida urbanização. </p><p><br></p><p>A necessidade de novas áreas residenciais para acomodar a crescente população levou ao desenvolvimento de antigas áreas rurais.</p><p><br></p><p>Situada entre a Estrada Velha do Aeroporto e a BR-324. Cajazeiras desenvolveu, preservando, em seu entorno, uma exuberante Mata Atlântica, que confere à região um aspecto verde e acolhedor.</p><p><br></p><p><strong>Planejamento e Desenvolvimento: </strong>O planejamento urbano e projetos habitacionais, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, foram fundamentais para transformar essas antigas fazendas em bairros residenciais bem estruturados.</p><p><br></p><p><strong>Impacto Socioeconômico: </strong>A transformação das fazendas em áreas urbanas trouxe mudanças socioeconômicas significativas, incluindo o desenvolvimento de infraestrutura, serviços públicos e a integração da área com o restante da cidade.</p><p><br></p><p><strong>Preservação Histórica:</strong> Embora a urbanização tenha mudado drasticamente a paisagem, o legado das antigas fazendas ainda pode ser percebido nos nomes dos bairros e na memória coletiva dos moradores mais antigos.</p><p><br></p><p>Por fim, hoje, o bairro é composto por vários conjuntos habitacionais, formando uma verdadeira “Cajacity”, com vida própria, pulsante e diversificada. </p><p><br></p><p>Com milhares de estabelecimentos comerciais, Cajazeiras se destaca por sua intensa atividade comercial, oferecendo uma variedade de produtos e serviços que atendem às necessidades de sua vasta população.</p><p><br></p><p>Os setores que compõem Cajazeiras são variados: Cajazeiras 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 (Jardim Mangabeira), 10 e 11, Jaguaripe, Fazenda Grande 1, 2, 3 e 4, Boca da Mata, Castelo Branco e Águas Claras. </p><p><br></p><p>Cada setor contribui para a diversidade cultural do bairro, criando um mosaico de experiências e histórias que refletem a alma de sua população.</p><p><br></p><p>Embora seja um símbolo de crescimento e desenvolvimento, o Cajazeiras enfrenta desafios sociais. </p><p><br></p><p>A concentração populacional em larga escala demanda uma atenção especial para garantir infraestrutura adequada, serviços de saúde, educação e segurança, bem como medidas para combater desigualdades e melhorar a qualidade de vida dos moradores.</p><p><br></p><p>No entanto, Cajazeiras é, acima de tudo, um bairro vibrante, repleto de vida e esperança. </p><p><br></p><p>Sua capacidade de crescimento e evolução contínua é inspiradora, e os esforços de seus moradores para enfrentar os desafios demonstram sua força e experiência.</p><p><br></p><p>O bairro de Cajazeiras fica como um testemunho vivo da capacidade humana de se adaptar e prosperar em meio a mudanças e desafios. </p><p><br></p><p>Com suas raízes profundas na história da Bahia, essa Cajacity em constante transformação é um retrato fascinante da diversidade e resiliência brasileiras.</p><p><br></p><p><strong>Crescimento Populacional: </strong>Com o passar dos anos, Cajazeiras continuou a crescer em termos de população e infraestrutura. </p><p><br></p><p>Hoje, é um dos bairros mais densamente povoados de Salvador.</p><p><br></p><p><strong>Diversidade: </strong>A população de Cajazeiras é diversa, composta principalmente por trabalhadores urbanos que se deslocam para outras partes da cidade para trabalhar, mas que residem no bairro devido ao custo acessível da habitação.</p><p><br></p><p><strong>Desafios e Desenvolvimentos Recentes</strong></p><p><strong>Infraestrutura Urbana</strong>: Com o crescimento rápido, Cajazeiras enfrentou desafios comuns em áreas urbanas de rápido desenvolvimento, como congestionamento, necessidade de mais serviços públicos e melhorias na infraestrutura.</p><p><br></p><p><strong>Projetos de Melhoria: </strong>Recentemente, esforços têm sido feitos para melhorar a infraestrutura e os serviços no bairro. </p><p><br></p><p>Projetos de revitalização urbana, melhorias no transporte público e expansão dos serviços de saúde e educação têm sido implementados para melhorar a qualidade de vida dos moradores.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 23:32:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022453378</link>
         <description><![CDATA[<p>O bairro de Cajazeiras, tem passado por significativas transformações ao longo dos anos, impulsionadas pelo crescimento urbano e pelo desenvolvimento de infraestrutura. </p><p><br></p><p>Essas mudanças trouxeram diversos impactos ambientais para a região. </p><p><br></p><p>A construção da Avenida 2 de Julho no bairro, por exemplo, é uma obra de infraestrutura que visa melhorar a mobilidade urbana e facilitar o acesso dentro do bairro.</p><p><br></p><p><strong>Impactos com a Construção da Avenida 2 de Julho </strong></p><p><strong>Positivos: </strong>no que diz respeito à mobilidade, a nova avenida pode reduzir o congestionamento de tráfego, melhorando o fluxo de veículos e o transporte público na região. </p><p><br></p><p>Não podemos deixar de citar o desenvolvimento econômico, pois a avenida facilita o acesso a comércios, serviços e residências, incentivando o desenvolvimento econômico local. </p><p><br></p><p>O comércio imobiliário recebe um reforço significativo, uma vez que com a infraestrutura ao longo da nova avenida, gere valorização das propriedades. </p><p><br></p><p>Sabemos que todo o progresso tem o seu lado positivo conforme vimos, contudo dentre as demandas precisamos pontuar os pontos negativos. </p><p><br></p><p><strong>Negativos:</strong> a construção de novas vias frequentemente requer a remoção de vegetação, resultando em desmatamento e perda de áreas verdes, conforme sinalizado anteriormente. </p><p><br></p><p>O impacto ambiental causado com a remoção de árvores e vegetação pode levar à perda de habitat para a fauna local, além de contribuir para a erosão do solo e a degradação ambiental. </p><p><br></p><p>A lista de problemas causados, a curto e longo prazo, com essa mudança no meio ambiente é grande, mas vamos nos deter na questão do desmatamento e suas consequências para a população. </p><p><br></p><p>A substituição de áreas verdes por superfícies construídas pode criar ilhas de calor urbano, onde as temperaturas são significativamente mais altas do que nas áreas rurais ou menos desenvolvidas. </p><p><br></p><p>A urbanização pode alterar também os padrões locais de precipitação, impactando o microclima da região. </p><p><br></p><p>O crescimento populacional e a expansão urbana muitas vezes superam a capacidade dos sistemas de gestão de resíduos, resultando no acúmulo de lixo em áreas públicas e terrenos baldios. </p><p><br></p><p>A falta de infraestrutura adequada para o descarte de resíduos pode levar ao despejo irregular de lixo e entulho, causando problemas ambientais e de saúde pública.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-09 23:36:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>NOSSA CARINHOSAMENTE CHAMADA: &quot;CAJACITY&quot;. </title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3022484739</link>
         <description><![CDATA[<p>Minha família saiu da Baixinha do Santo Antônio em 1985 e foi morar em Cajazeiras 11, o imóvel foi arrematado graças a junção de esforços entre minha mãe, e meus dois irmãos mais velhos, Romenice e Romival, uma vez que os salários separadamente eram muito baixos e não atingiam o esperado para a aquisição do imóvel.   </p><p><br></p><p>Ainda no período de arrumação do apartamento percebemos pessoas invadindo as unidades e estes ou pelo menos grande maioria residem até hoje no mesmo lugar.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas vamos ao que interessa, quando chegamos a Cajazeiras 11, não tinha asfalto, até nossa residência era aproximadamente 4 quilômetros de distância onde o asfalto começava e podíamos pegar um ônibus. </p><p><br></p><p>Minha mãe saia as 3:00 da manhã para pegar o ônibus que ia recolhendo os rodoviários.</p><p>&nbsp;</p><p>Lembro-me que havia muito verde nas margens das pistas. Quando chegávamos em Cajazeiras 10 o clima já mudava, era muito frio mesmo. Violência era zero, só se via uma agonia quando alguém bebia além da conta.</p><p>&nbsp;</p><p>Passamos por algumas angústias no que se diz respeito a transporte público, passamos pelas terríveis estações, Terminal da Estrada Velha do Aeroporto (EVA), o verdadeiro inferno na terra, que foi substituída pela, Estação Nova Esperança (ENE), inaugurada no ano de 1986 pelo então prefeito Mário Kertész, que funcionava onde hoje é a Estação Pirajá.</p><p>&nbsp;</p><p>Na época do ENE eu estudava no Curuzú, pense na agonia para entrar no ônibus para retornar para casa, nunca entrei só, com minhas próprias penas, sempre entrei flutuando.</p><p>&nbsp;</p><p>Todos sempre criticaram minha Cajazeiras, principalmente a 11, mas nunca tive vontade de mudar de lá. </p><p><br></p><p>Hoje somos a “primeira do nordeste”, com a construção da ligação com a BR 324, através da Av. 2 de Julho, estamos no céu. </p><p><br></p><p>Cajazeiras, de modo geral, recebe reclamação de todos os que moram lá, contudo de igual modo é amada por todos. </p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-10 00:20:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A BARRAGEM DO RIO IPITANGA</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Existe em Cajazeiras a barragem do Ipitanga I, é também uma opção de lazer para os moradores dessa região. </p><p><br></p><p>Totalmente desconhecido o nome do rio e a utilidade da barragem entre a comunidade, esses moradores costumam trajar biquínis aos domingos e se direcionarem a Barra, abreviação do nome barragem que faz uma analogia a praia da Barra. </p><p><br></p><p>Construída em 1935, sendo uma das mais antigas de Salvador. Muito antes disso, ela já vinha sendo cogitada para o abastecimento da cidade. </p><p><br></p><p>Além da função de complementar a produção de água para o abastecimento de Salvador, tem o papel de regularizar as águas do rio Ipitanga e de alimentar as estações de tratamento do Parque da Bolandeira. </p><p><br></p><p>A barragem do Ipitanga I foi construída pelo Governo do Estado e caracteriza-se por uma construção de alvenaria de pedra. Seu reservatório tem um volume de total de 6.000.000m³, sendo que 5.800.000m³ considerados como volume útil. As águas drenadas pela barragem são enviadas para a Estação de Tratamento de Água da Bolandeira. </p><p><br></p><p>Apesar da importância da represa para o abastecimento da cidade, a região onde está localizada a represa passa por um processo de degradação. Impactos ambientais, causados por alterações no ambiente como lançamento de resíduos sólidos, efluentes domésticos e industriais no ambiente, ocupação de áreas impróprias além das atividades das pedreiras que acabam contaminando o solo são algumas das atividades desenvolvidas na região que contribuem para os problemas ambientais na região da represa. </p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <title>SITES CONSULTADOS</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <author>rosayeshua39</author>
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         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>A Casa da Torre de Garcia d'Ávila, também conhecida como Castelo Garcia d'Ávila, é um importante marco histórico situado na Praia do Forte, no município de Mata de São João, Bahia. </p><p><br/></p><p>Não está diretamente situada no bairro de Cajazeiras, mas é relevante para entender a colonização e a história da região de Salvador e seu entorno.</p><p><br/></p><p><strong>História da Casa da Torre de Garcia d'Ávila</strong></p><p><strong>Fundação e Significado:</strong></p><ul><li><p><strong>Construção:</strong> A Casa da Torre foi iniciada em 1551 por Garcia d'Ávila, um influente colono português, e é considerada a primeira grande edificação em pedra construída no Brasil.</p></li><li><p><strong>Função:</strong> Inicialmente, a Casa da Torre servia como residência fortificada e, posteriormente, tornou-se o centro de um grande domínio territorial que se estendia por vastas áreas do Nordeste do Brasil.</p></li></ul><p><strong>Garcia d'Ávila:</strong></p><ul><li><p><strong>Pessoa:</strong> Garcia d'Ávila era um administrador colonial português e escrivão da frota de Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil.</p></li><li><p><strong>Contribuições:</strong> Ele desempenhou um papel crucial na colonização do Brasil, especialmente na região da Bahia, e a Casa da Torre tornou-se um símbolo de sua influência e poder.</p></li></ul><ul><li><p><strong>Arquitetura:</strong> A edificação combina características de um castelo medieval com elementos da arquitetura colonial brasileira.</p></li><li><p><strong>Legado:</strong> A Casa da Torre é um dos mais importantes monumentos históricos do Brasil, simbolizando a colonização e a expansão territorial portuguesa no país.</p><p><br/></p></li></ul><p><strong>Influência na Região</strong></p><p>Embora a Casa da Torre de Garcia d'Ávila não esteja localizada em Cajazeiras, sua existência influenciou significativamente a história e o desenvolvimento da Bahia, incluindo Salvador e seus bairros. </p><p><br/></p><p>O vasto território administrado a partir da Casa da Torre compreendia uma série de fazendas, como Boca da Mata, Coqueiro Grande e Pitangueiras, que mais tarde se transformariam em áreas urbanas, incluindo o bairro de Cajazeiras.</p><p><br/></p><p><strong>Fazenda Garcia d'Ávila</strong></p><p>Além da Casa da Torre, a família Garcia d'Ávila possuía várias outras propriedades na Bahia, incluindo fazendas que eventualmente se transformaram em áreas urbanas com o crescimento de Salvador. </p><p><br/></p><p>A influência da família e suas propriedades ajudaram a moldar a estrutura agrária e, posteriormente, a urbanização da região.</p><p><br/></p><p><strong>Urbanização e Modernidade</strong></p><p>Com a expansão urbana de Salvador, muitas das antigas fazendas foram subdivididas e desenvolvidas em bairros residenciais e comerciais. </p><p><br/></p><p>Este processo refletiu a transformação de uma economia agrária para uma economia urbana moderna, com a criação de bairros como Cajazeiras.</p><p><br/></p><p><strong>Importância Atual</strong></p><p>Hoje, a Casa da Torre de Garcia d'Ávila é um importante sítio arqueológico e turístico, preservando a história da colonização e do desenvolvimento territorial do Brasil. </p><p><br/></p><p>Visitas ao local oferecem uma visão profunda da história colonial brasileira e da influência das famílias de colonos na formação das estruturas sociais e econômicas da região.</p><p><br/></p><p><strong>O LADO SOMBRIO</strong></p><p><strong>A vida sob tortura</strong></p><p>O século 18 marcou os primeiros passos do mais cruel de todos os brasileiros escravistas.</p><p><br/></p><p>Segundo o antropólogo e historiador Luiz Mott, Garcia d'Ávila era um torturador sádico e o maior carrasco da história do Brasil. </p><p><br/></p><p>De acordo com o pesquisador, o homem tinha uma rotina macabra com as escravas: como punição, ele utilizava ventosas com algodão e fogo; em seguida, colocava nas partes íntimas das mulheres. </p><p><br/></p><p>Entretanto, qualquer motivo poderia ser uma punição, desde uma dança realizada pelos escravos ou até mesmo um deles dormindo antes da hora estabelecida pelo senhor.</p><p><br/></p><p><strong>Crianças e idosos</strong></p><p>Segundo o historiador, Garcia  tinha suas preferências. Crianças e idosos eram os alvos preferidos para a realização das práticas. </p><p><br/></p><p>Certo dia, uma criança negra tornou-se uma de suas vítimas. O pequeno Arquileu havia sido encarregado de cuidar de uma figueira.</p><p><br/></p><p><strong>O fim das torturas</strong></p><p>Após a morte de Garcia, em 1805, a residência passou a pertencer a Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Visconde de Pirajá. </p><p><br/></p><p>Mais tarde, em 1822, o local serviu como base do exército durante a Guerra da Independência do Brasil.</p><p><br/></p><p>A partir de 1835, a Casa da Torre começou a ser abandonada, o que a levou à ruína. </p><p><br/></p><p>Foi somente em 1938 que o local foi intitulado como Patrimônio Histórico e, até hoje, é um dos pontos turísticos mais visitados da praia do Forte.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <author>rosayeshua39</author>
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         <pubDate>2024-06-10 01:07:03 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><ul><li><p>Era bem arborizada com riacho de água corrente que se podia tomar banho. O clima muito bom o ar puro quase sem poluição O cheiro de mato é sem poluição! <strong>(Rita Cristina, moradora de cajazeiras 7).</strong></p></li><li><p>Associado aí cheiro de casa nova e à sensação de propriedade. Ah, o transporte era uma merda, mas nem estavamos muito ai para isso. <strong>(Romival, morador de Cajazeiras 11)</strong></p></li><li><p>Amava morar em Cajazeiras, nascida e criada na minha mini cidade. Acesso a tudo dentro dos próprios bairros. Morei na Cajazeiras 6 até meus 15 anos e depois fui morar na Fazenda Grande II. Atualmente moro em Macaé- RJ, mas sinto muita falta do meu bairro e da minha cidade. Cajazeiras mudou muito, principalmente a urbanização, mais praças, mais acessos em pistas, menos engarrafamento, apesar dos pesares. Mais comércios, o nascimento do Shopping Cajazeiras, cinema no bairro, a maioria dos bancos e etc. Infelizmente o transporte público ao longo do tempo só tem piorado, a secretaria de mobilidade não dá uma atenção ao nosso bairro, haviam várias linhas de ônibus, porém atualmente precisamos fazer baldeação o que nem sempre é viável para o passageiro, até mesmo para ir para bairros próximos, há dificuldade. E a violência também tem crescido nos últimos anos, infelizmente é uma realidade da nossa cidade, mas em algumas localidades de Cajazeiras está impossível para os próprios moradores, que ficam acuados sem poder sair de casa a qualquer hora do dia. (<strong>Monique Kelly, ex-moradora de Fazenda Grande II)</strong></p></li><li><p>Sim! Gosto de morar em Cajazeiras!</p><p>As mudanças que ocorreram desde quando comecei a morar aqui, foram várias! Mais positivas do que negativas </p><p>Positivas:&nbsp;Melhorias na questão dos transportes. Se bem que ainda precisa melhorar mais, porém já foi bem pior. Precisamos aumentar a quantidade de ônibus na linha Cajazeiras 11 , tanto no trajeto saída quanto no retorno.</p><p>Implantação de Posto de Saúde, Clínicas, Supermercado de grande porte e pequeno porte, academias, farmácia (ainda precisamos de uma quantidade maior). Não falta água com frequência! Isso é muito importante! Graças a Deus, não temos esse problema. Negativas: Aumento da violência em comparação à + ou - 28 anos atrás! <strong>(Norádia, Cajazeiras 11)</strong></p><p><br></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-10 01:45:06 UTC</pubDate>
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         <title>ANTES</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <title>AGORA</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Cajazeiras atualmente. O MESMO CENÁRIO DA FOTO ANTERIOR, OUTRA PAISAGEM! </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-15 23:08:51 UTC</pubDate>
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         <title>Os links a seguir são um caminho de muitas pesquisas, dúvidas e lágrimas dos meus queridos colegas que, assim como eu, se debruçaram na construção da atividade proposta, cada um contando a história de seu bairro, cidade, rua. Cada um resgatando suas história e, assim como eu, fazendo belas descobertas. </title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <author>rosayeshua39</author>
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         <author>rosayeshua39</author>
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         <pubDate>2024-06-18 21:13:43 UTC</pubDate>
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         <title>BATE PAPO COM OS PRIMEIROS MORADORES DO CONJUNTO HABITACIONAL - VIZINHOS</title>
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         <title>MEIRINHA </title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Conversei com Meiremar Marinho Duque Soares, 67 anos, ex-moradora de Cajazeiras XI, ela foi a segunda pessoa a mudar para uma das unidades no prédio em que moro, juntamente com sua família composta por 6 pessoas. </p><p>Meirinha, como é carinhosamente conhecida, lembra que: não havia asfalto até o final de linha, local onde está localizado o nosso prédio, tanto o asfalto quanto os onibus só chegavam até o local conhecido como Ponto 11, que fica a aproximadamente 1,5km de onde ela morava. </p><p>Havia uma unidade da URBIS - Habitação e Urbanização da Bahia, aqui bem próximo, e os moradores recorriam a eles em caso de quebrar uma torneira, fechadura, pois podiam ir lá pegar. </p><p>Segundo Meirinha, o pão chegava até nós atravez de uma rapaz que vinha vendendo, naqueles balaios. </p><p>Quanto a segurança, ela lembra saudosa que <em>"era um local muito bom de se morar, hoje é que existe essas agonias". </em>Era tudo tão tranquilo que, quando ela ia para Caminho de Areia, atual morada, ela cortava caminho pelo Matagal da V, como ficou conhecido. Era literalmente um matagal, hoje repleto de construções irregulares e cercado pelo poder paralelo. Ela lembra que passava por esse matagal sem nenhum medo, e que hoje só desce se conhecer alguém. </p><p>Ela morou no Final de Linha de Cajazeiras 11, durante 31 anos, atualmente mora em Caminho de Areia, mas o legado ficou para seus filhos, pois 3 dos 4 filhos dela moram em Cajazeiras 11, até os dias de hoje, são eles, Alessandra, Marquinhos e Taiane. Inclusive, a Alessandra, atualmente mora com seus dois filhos, no mesmo apartamento em que um dia comportou toda a família de Meirinha. </p><p>É com saudosismo que ela relata que Cajazeiras surgiu como um bairro que não tinha nada e hoje está super evoluído, e que vai evoluir mais e mais. </p><p><br/></p><ul><li><p><strong>UM FATO CURIOSO SOBRE ESSA MINHA VIZINHA</strong></p><p>Ela foi a primeira moradora do prédio a adquirir uma linha telefônica da Telebahia, e ela acabou virando nosso contato em todos os lugares que íamos ou para algum parente, davamos o número do telefone dela, como naquela época podíamos ficar de portas abertas, algumas vezes era no "gó gó" que o alerta de chamada vinha, ou então as crianças subiam para nos chamar. D. Meire era o nosso contato (rsrsr).  </p><p><br/></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-18 22:53:27 UTC</pubDate>
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         <title>SEU EVANDRO</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Também conversei um pouco com o senhor Evandro Alves de Oliveira, 68 anos, foi morador de Cajazeiras 11 a mais de 30 anos. Ele me contou que tem uma lembrança muito nítida de quando veio morar em Cajazeiras, segundo ele, "<em>as dificuldades eram grandes</em>, <em>com relação ao comércio, transporte, a saúde e a mobilidade", </em>afirma que hoje está bem melhor, pois nós "<em>temos um terminal de ônibus, aqui  mesmo, com uma variedade de itinerários, são vários bairros, o que facilita a nossa locomoção". </em></p><p>Senhor Evandro ressalta que: </p><p><em>"Nas adjacências da Cajazeiras 11, temos cartórios, bancos, então observa-se que, o desenvlvimento chegou. Por esse motivo, eu acho que hoje está bem melhor de se morar, com algumas dificuldades, pois, assim como chega o desenvolvimento, chega também o desenvolvimento da criminalidade, com moradores que não faziam parte da comunidade </em>(lamenta). <em>Mas comparando Cajazeiras de 30 anos atrás, com a Cajazeiras de hoje, está bem melhor a de hoje."</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-18 22:54:59 UTC</pubDate>
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         <title>SEU JORGE</title>
         <author>rosayeshua39</author>
         <link>https://padlet.com/rosayeshua39/nz4uyec3c3sjjveb/wish/3031557056</link>
         <description><![CDATA[<p>José Jorge Silva Lima, 62 anos. Morador de Cajazeiras há 39 anos. Quando Seu Jorge, começou a morar em Cajazeiras ele era rodoviário, e tem umas histórias interessantes sobre o inicio de nossa Caja 11.  Logo que chegou em Cajazeiras ele foi contemplado com um apartamento no Bloco 74 (é assim que nossos predios são identificados), no 3º andar, atualmente ele mora numa casa no Caminho 39.</p><p><br></p><p>Segundo Seu Jorge, quando ele chegou aqui...</p><p><br></p><p><em>"não existia transporte, como rodoviário eu tinha que acordar as 2 da manhã, acordar não, sair as 2:30 até a Cajazeira X (uma distância de 3,1km), pegar o primeiro carro as 4 da manhã, para estar no fim de linha onde eu trabalhava 6 horas da manhã. No começo aqui foi um sufoco, não tinha transporte coletivo, a gente tinha que fazer o mercado logo de mês, pra trazer tudo de uma vez só, quer dizer, tudo de uma vez só não, trazia frutas e verduras em um dia, trazia cereais em outro, trazia carne  em outro dia, e pronto, assim a gente ia vivendo. Depis que começou a ter população, a prefeitura botou 3 carros aqui, 6 horas da manhã, vindo pegar aqui a primeira viagem, trazia meio dia, levava uma hora da tarde e trazia 6 horas (noite), quem viesse depois desse horário de 6 horas, tinha que vim em um carro até X, onde o carro da X vinha até aqui, em local chamado Ponto 11, largava os passageiros e de lá o carro voltava para a X de novo. Esse carro servia a X e a XI, e passamos um bom tempo assim. Depois começaram a colocar transportes coletivos, moradores começaram a ter comércio aqui, açougue mercado e hoje estamos aqui". </em></p><p><br></p><p>Seu Jorge reforça que está aqui a quase 40 anos, desde novembro de 1985, e hoje é um comerciante (função que exerce há 30 anos), o mesmo tem uma lanchonete no final de linha, e atende majoritariamente os rodoviários. </p><p><br></p><p>Ele lembra ainda que:</p><p><br></p><p><em>"No começo aqui era lindo e maravilhoso, sempre estava passeando pela área pelos matos, caçando, pescando, pegando frutas, mas agora, hoje, sinceramente não dá mais para fazer nada disso. Mas Cajazeiras XI, depois de casado, que vim morar aqui, é uma das melhores moradias, sinceramente, mesmo com falta de muitas coisas mas, hoje, pelos outros bairros, sinceramente, me desculpe dizer, tá sendo um dos melhores bairros, apesar de muita violência em todos os lugares, mas aqui, sinceramente, volto a dizer, não saio daqui não. Espero ter sido útil!" </em></p><p><br></p><p>Em conversa com ele antes da entrevista, ele me falou que a coisa aqui era tão interessante que os carros atropelavam os bichos no meio da rua, e que eles pegavam as "caças" e levavam para casa para limpar e consumir. </p><p><br></p><p>De fato ainda hoje, principalmente com as últimas construções e derrubadas de mata, muitos bichos apareceram por aqui. </p><p><br></p><p>Uma curiosidade também que ele me contou é que os apartamentos do nível térreo vinham sem vaso sanitário, pia, janelas, etc., por causa dos invasores, que entravam nas unidades e roubavam esses acessórios, por esse motivo, tinhamos aqui uma base da URBIS (conforme citado na entrevista de Meiremar), com uma espécie de síndico que era o interlocutor entre os moradores que estavam chegando e aprontando o apartamento para mudar e a URBIS, quando os moradores pegavam a chave das suas unidades, principalmente os do nível térreo, se reportavam a esse homem, afim de agilizar os ajustes de suas respectivas unidades. Existem unidades que estão habitadas até os dias de hoje, por pessoas que invadiram, que não passaram pelo processo normal de sorteio (para os inscritos) e para os que recebiam um documento chamado de Carta, de algum politico. Sorteado ou por Carta, o morador precisava "investir" o valor de Cr$360.000,00 (trezentos e sessenta mil cruzeiros), para tomar posse da chave da unidade. </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-18 23:53:36 UTC</pubDate>
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         <title>Zebim</title>
         <author>rosayeshua39</author>
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         <description><![CDATA[<p>Quem também deixou aqui uma rica contribuição foi Eliezer Bispo de Oliveira, 71 anos. Comerciante, proprietário de uma lanchonete, no final de linha de Cajazeiras XI, a barraca atende moradores, mas em sua maioria aos rodoviários. Meu esposo, todas as manhãs dispensa o café de casa, para tomar o café de Zebim, como é carinhosamente conhecido por todos os morados. </p><p><br/></p><p>Zebim nos relata que:</p><p><br/></p><p>"Vim morar em Cajazeiras em 1985 (39 anos), Cajazeiras era um bairro que não tinha praticamente nada. O transporte de Cajazeiras na época era o Terminal E.V.A, nós não tinhamos saída daqui, para sair na BR 324, tinha um caminho aqui pela Pedreira Valéria (esse caminho era mato), que no horário de 5 horas da tarde, a pedreira mandava os carros pararem lá na BR, para explodir as bombas e estourar as pedras, quando era 6:30 liberava os carros para passar para o lado de cá, onde hoje é a Av. 2 de Julho, já melhorou muito.</p><p>Não tinha Loteamento Santo Antônio, era só mato mesmo, não tinha o posto médico, não tinha mercado nenhum, todo mundo tinha que fazer compras no Porto Seco Pirajá, todo mundo de Cajazeiras ia fazer compras em Porto Seco Pirajá. Na época não tinha delegacia ainda, não tinha farmácia, na época acho que tinha uma farmácia só, na Rótula da Feirinha. Aquela Pedra de Xangô, ninghuém nem sabia daquela Pedra de Xangô, aquilo tudo era mato, não tinha aquela avenida que hoje tem (Av. Assis Valente), que é o pistão. E era isso Cajazeiras! Transporte muito precário, só tinha mesmo a Estação (Terminal E.V.A), depois que botaram carro para a Lapa, Pituba, era isso aí. Aquela área da Rótula da Feirinha era mato. Alí do Atacadão até o Prohope (hospital particular em Cajazeiras VIII), tudo era mato, não tinha nada ali. </p><p>Hoje Cajazeiras virou uma cidade!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-18 23:55:16 UTC</pubDate>
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         <author>rosayeshua39</author>
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         <pubDate>2024-06-18 23:58:57 UTC</pubDate>
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