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      <title>mar by Caju o cão maravilha VEVO</title>
      <link>https://padlet.com/liviatbfernandes/npvjjeh4itjt</link>
      <description>Feito com um gosto pela aventura</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-04-29 18:43:05 UTC</pubDate>
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         <title>Resenha crítica</title>
         <author>liviatbfernandes</author>
         <link>https://padlet.com/liviatbfernandes/npvjjeh4itjt/wish/355168759</link>
         <description><![CDATA[<div>Resenha crítica - Poema : Mar<br><br>Através do poema “Mar”, a escritora Mariana Paiva compartilha sobre suas raízes e antepassados, tangenciando principalmente, a religião, sendo de matriz africana, o candomblé.  A figura que a autora escolheu para personificar tal cultura, é a Iemanjá. Além disso, ela retratou a religião como símbolo de alegria, festividade, e de um povo que carregou e carrega muita dor e sofrimento, porém resiste com muito orgulho, o que fica evidente na estrofe: “Feita de pele de tambor, da palavra amor, feito febre no peito, que se recusa a amornar”. <br>A poeta abriu seu coração, e demonstra todo o seu amor á sua religião, o que sempre foi um desafio para as pessoas que adotam a mesma, visto que tanto o negro como seus hábitos, sempre sofreram, sendo muitas vezes forçados a abandonar suas origens em prol da sociedade preconceituosa que nos encontramos. E muitos não sabem que o candomblé,  quando os Jesuítas queriam catequizar o povo Africano que eram escravizados no Brasil, esses procuravam relacionar os santos católicos e atribuir características de suas raízes, pois os portugueses consideravam que era feitiçaria. <br>Então, podemos concluir que Mariana não se deixa abater por preconceitos e usa isso para lutar em prol de suas origens e tem orgulho do seu povo, expressando seus sentimentos através da literatura, de uma força sutil e ao mesmo tempo carregada de sentidos e símbolos, usando tal artificio para fazer valer e honrar todo o sangue derramado de seu povo, que ficou enraizado na história brasileira, dando vida e sentido a luta, que -infelizmente- está longe de acabar.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-29 18:48:07 UTC</pubDate>
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         <title>A canção do africano</title>
         <author>liviatbfernandes</author>
         <link>https://padlet.com/liviatbfernandes/npvjjeh4itjt/wish/355172186</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Lá na úmida senzala,<br>Sentado na estreita sala,<br>Junto ao braseiro, no chão,<br>Entoa o escravo o seu canto,<br>E ao cantar correm-lhe em pranto<br>Saudades do seu torrão...<br><br>De um lado, uma negra escrava<br>Os olhos no filho crava,<br>Que tem no colo a embalar...<br>E à meia voz lá responde<br>Ao canto, e o filhinho esconde,<br>Talvez pra não o escutar!<br><br>"Minha terra é lá bem longe,<br>Das bandas de onde o sol vem;<br>Esta terra é mais bonita,<br>Mas à outra eu quero bem!<br><br>"0 sol faz lá tudo em fogo,<br>Faz em brasa toda a areia;<br>Ninguém sabe como é belo<br>Ver de tarde a papa-ceia!<br><br>"Aquelas terras tão grandes,<br>Tão compridas como o mar,<br>Com suas poucas palmeiras<br>Dão vontade de pensar ...<br><br>"Lá todos vivem felizes,<br>Todos dançam no terreiro;<br>A gente lá não se vende<br>Como aqui, só por dinheiro".<br><br>O escravo calou a fala,<br>Porque na úmida sala<br>O fogo estava a apagar;<br>E a escrava acabou seu canto,<br>Pra não acordar com o pranto<br>O seu filhinho a sonhar!<br><br>............................<br><br>O escravo então foi deitar-se,<br>Pois tinha de levantar-se<br>Bem antes do sol nascer,<br>E se tardasse, coitado,<br>Teria de ser surrado,<br>Pois bastava escravo ser.<br><br>E a cativa desgraçada<br>Deita seu filho, calada,<br>E põe-se triste a beijá-lo,<br>Talvez temendo que o dono<br>Não viesse, em meio do sono,<br>De seus braços arrancá-lo! <br><br>Castro Alves ALVES, C., Os Escravos. São Paulo: Martins, 1972.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-29 18:55:48 UTC</pubDate>
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         <title>Raízes</title>
         <author>liviatbfernandes</author>
         <link>https://padlet.com/liviatbfernandes/npvjjeh4itjt/wish/355172811</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Na minha terra não tem palmeira<br>Nem se ouve o sabiá<br><br>Tem preto, tem fé<br>E história para contar<br><br>Possui riqueza, cultura<br>E beleza<br><br>Mas carrega no solo<br>As manchas de sangue, dor e tristeza<br><br>Não há alvejante que nos tire a cor<br>Nem pílula que atenue tanta dor<br><br><br>'  '<br><br>Nossas crianças gritavam, em prantos<br>Separadas de suas mães, pelas mãos dos brancos<br><br>O sopro da morte no navio<br>A chegada era ainda pior<br><br>Sangue escuro, impuro<br>Derramado, sem dó<br><br>Capoeira, samba de roda, feijoada<br>Alma que dorme na senzala, açoitada<br><br>'  '<br><br>Meu povo perdeu seu encanto<br>Debaixo de sol e pé no chão<br><br>Não é índio, mulato, ou branco<br>Meu povo é negro na alma e no coração<br><br>Na minha terra não tem Cristo<br>Tem Ogum, Xangô, Iemanjá<br><br>Tinha luta, música e dança<br>Agora não tem mais nada lá </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-04-29 18:57:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>liviatbfernandes</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-04-29 19:00:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>liviatbfernandes</author>
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         <pubDate>2019-04-29 19:01:57 UTC</pubDate>
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