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      <title>Meu padlet deslumbrante by Laryssa Fernanda</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-09-13 17:24:55 UTC</pubDate>
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         <title>Laryssa</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>Rosabella era uma menina de apenas doze anos que sonhava em ser uma princesa de conto de fadas. Ela passava horas mergulhada em livros, imaginando castelos brilhantes, bailes deslumbrantes e um príncipe encantado que viria em seu socorro. Sua pequena cidade parecia distante dessas histórias mágicas, mas isso nunca a impediu de sonhar. Todos os dias, Rosabella vestia sua saia mais bonita e se olhava no espelho, se imaginando com um vestido de seda e uma coroa brilhante na cabeça. Ela costumava brincar no jardim da avó, onde as flores coloridas pareciam sussurrar segredos sobre reinos encantados. Certa manhã, enquanto explorava o sótão da avó, Rosabella encontrou uma caixa antiga coberta de poeira. Dentro dela havia um diário empoeirado e uma tiara delicada. Ao abrir o diário, leu sobre uma princesa que havia sido amaldiçoada e que precisava encontrar um objeto mágico para quebrar a maldição. A cada página que folheava, seu coração acelerava... A história parecia tão real! Movida pela emoção, Rosabella decidiu que precisava encontrar esse objeto mágico e se tornar a princesa que sempre sonhou. Com a tiara na cabeça e o diário em mãos, ela partiu em busca da aventura. Seguindo as pistas do diário, Rosabella atravessou uma floresta atrás de sua casa ansiosa, e por fim, chegou em uma pequena caverna iluminada por cristais cintilantes. No centro da caverna estava um pedestal com um pequeno espelho velho em forma de coração. "Este deve ser o objeto mágico", pensou ela. Ao se aproximar do espelho, Rosabella fez um pedido: "Quero ser uma verdadeira princesa!" Assim que as palavras deixaram sua boca, uma luz intensa envolveu a caverna. Quando a luz se dissipou, ela estava vestida com um magnífico vestido de seda e uma coroa que brilhava intensamente. A alegria tomou conta de seu coração. Finalmente ela era uma princesa! Com um sorriso radiante, Rosabella saiu da caverna para compartilhar sua felicidade com o mundo, e principalmente sua querida avó. No entanto, ao olhar ao seu redor, percebeu algo estranho. Tudo ao seu redor estava mudado. As flores do jardim da avó estavam murchas e secas, as árvores pareciam mais sombrias e os pássaros não cantavam mais, pois estavam mortos no chão. Desesperada e com lágrimas nos olhos, ela correu até sua casa e encontrou sua avó sentada em uma cadeira de balanço, com os olhos cheios de tristeza. “Vovó!”, exclamou Rosabella. “Olha! Eu sou uma princesa agora!”, disse ela ofegante, tentando ser otimista. A avó olhou para ela com os olhos sem emoção, como se estivessem mortos por dentro e respondeu: “Rosabella, você não entendeu as consequências do seu desejo. Ao se tornar uma princesa neste mundo encantado, você deixou para trás tudo o que amava neste.”, disse ela secamente. Um choque percorreu o corpo de Rosabella ao compreender a verdade: não poderia voltar à sua vida anterior. O preço por seu sonho era alto demais. As lágrimas escorriam pelo rosto dela, enquanto a realidade se instalava. “Mas eu só queria ser feliz”, sussurrou Rosabella. A avó sorriu de uma maneira macabra e disse: “Ser feliz é muito mais do que apenas usar uma coroa ou viver em um castelo. Às vezes, precisamos abrir mão do que desejamos para valorizar o que realmente temos, querida.” Desesperada por reverter seu destino, Rosabella correu até a caverna novamente para tentar voltar <strong>a</strong> como era antes. Com lágrimas nos olhos e determinação no coração, Rosabella se dirigiu novamente ao espelho mágico. “Eu quero voltar à minha vida antiga!”, proclamou com raiva enquanto chorava. No instante em que as palavras saíram de seus lábios, a luz a envolveu novamente, mas desta vez foi diferente. A energia pulsante parecia consumir tudo ao redor dela até que tudo ficou escuro. Quando a luz finalmente parou, Rosabella estava de volta ao jardim da avó. Mas algo estava errado, seu corpo estava pálido e frágil como uma flor murcha. Ela percebeu lentamente que havia perdido não apenas sua nova vida como princesa, mas também sua essência vital na busca por esse sonho. A avó correu até ela com desespero nos olhos. “Rosabella! O que aconteceu!?” Com um último suspiro suave como o vento entre as folhas secas do outono, Rosabella sorriu para sua avó e sussurrou: “Eu só queria ser feliz...” E então fechou os olhos pela última vez. O sonho de ser princesa lhe custou tudo, mas naquele momento final, ela compreendeu que às vezes os contos de fadas têm finais trágicos e inesperados, onde a busca pela felicidade pode levar à perda irreversível do amor mais verdadeiro que já teve: aquele por sua própria vida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-13 17:27:36 UTC</pubDate>
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         <title>Júlia A</title>
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         <description><![CDATA[<p>As folhas da floresta</p><p><br/></p><p>Há um parque em minha cidade que nunca foi alvo de muitos incidentes e é considerado um lugar seguro, bom, eu e meus amigos também achamos, e hoje decidimos dar uma volta por lá, faremos uma trilha logo após o almoço, eu, Priscila, minha melhor amiga, Jéssica, nossa amiga mais próxima, Joana e nosso amigo que consideramos como nossa amiga, Pedro, eu e Pedro somos os únicos que gostamos de trilhas, mas Jéssica e Joana irão nos acompanhar de qualquer jeito, hoje estou sentindo uma sensação não agradável, mas irei assim mesmo.</p><p>Chegando ao parque, todos nós estávamos muito animados para a trilha, o lugar é muito lindo e ficamos maravilhados com tanta beleza, fomos diretamente para a trilha, bem no começo havia algumas fitas para não ultrapassar, e então Pedro disse:</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;-Acho que devemos entrar assim mesmo, aqui é seguro, quem vem comigo?</p><p>&nbsp;E então, minha sensação piorava cada vez mais, mas, todos concordamos em continuar o caminho, tiramos as fitas e começamos, para dizer a verdade eu não estava me sentindo exatamente segura, porque todos estávamos despreparados, achamos que seria apenas mais um passeio qualquer, eu perguntei a eles se eles sentiram algo estranho hoje e todos disseram que sim, estranhei, e perguntei como era a sensação que estavam sentindo, ninguém conseguiu explicar, com exceção de Joana, que me olhou nos olhos e disse:</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;-A sensação que eu sinto é a sensação de morte.&nbsp;</p><p>&nbsp;&nbsp;Em seguida fez uma cara assustadora, e riu,''Não tem graça!", eu disse.</p><p>Em sequência a situação onde Joana fez a brincadeira, ela achou um laço de cabelo no chão, e gritou:</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;-MEU DEUS! É igual ao laço que eu perdi, eu o procurei tanto, e quando perguntei a minha mãe, era como se eu não estivesse falando nada.&nbsp;</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Eu estranhei mais ainda e disse que quando falei com minha mãe ela estava me ignorando também, e todos disseram o mesmo, nossas mães estavam nos ignorando e estavam muito tristes.</p><p>Ao longo do caminho, cada um de nós achamos coisas que eram iguais a coisas nossas perdidas, eu achei um brinco, que era par do que eu estava usando e peguei para mim, pois havia perdido o outro, então não vi por que não, Pedro achou uma camiseta, mas a deixou lá, pois, estava com resquícios de sangue, o que achamos muito estranho, mas deixamos passar, já Jéssica, achou algo pior, sua foto 3x4, que havia perdido, minha sensação ruim aumentava a cada minuto, após isso ficamos tensos, mas ficamos mais curiosos e continuamos a trilha.</p><p>Estávamos quase no fim da trilha, quando Jéssica começou a achar algumas flores e pétalas no chão, e estavam novas, recentes, então seguimos o caminho para onde as pequenas pétalas nos guiava, assim, no caminho haviam alguns vestígios de sangue, seguimos mais rápidos, quando finalmente chegamos aonde as flores nos guiavam, achamos uma coisa assustadora, chegamos a um lugar com muito sangue, buquês de flores, de nossas flores favoritas, e fotos nossas, fotos nossas juntos, e retratos nossos sozinhos, e junto de tudo, cartas, e foi aí, que descobrimos que todos nós estávamos mortos, o tempo todo, por conseguinte todos lembramos a maneira trágica de que isso havia acontecido, nossa sensação ruim era realmente a sensação de morte, todos nós falecemos no dia anterior, mas, não podemos e nem poderíamos fazer nada, além de lamentar nossas mortes e esperar o nosso tempo de realmente partir.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-13 17:35:52 UTC</pubDate>
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         <title>Matheus H</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Era uma vez um jovem chamado Felipe que estava em mais uma tarde normal na sua casa, quando foi chamado por sua amiga Sofia para passear no parque da cidade, como estava livre, ele decidiu ir. No horario marcado, Felipe chega no parque e se encontra com Sofia, logo em seguida eles começam caminhar e conversar sobre diversos assuntos. Após 30 minutos de caminhada, os dois avistam um homem de capuz preto entrando em uma trilha que até então era desconhecida para os jovens, que ficaram curiosos e optaram por seguir o desconhecido. Ao entrar na trilha, eles se depararam apenas com mato alto e escuridão, o que causou estranhamento neles, ja que eram quatro horas da tarde e o Sol ainda iluminava lá fora, mesmo assustados optaram por explorar mais, até que Felipe esbarrou em algo e tudo começou se transformar, às árvores e o mato começaram ganhar cor.</p><p>Felipe e Sofia ficaram maravilhados ao ver as cores vibrantes surgindo ao redor deles. As árvores, antes sombrias, agora estavam repletas de flores de todos os tipos, e o mato alto se transformou em um tapete de grama verdejante. O homem de capuz havia desaparecido, mas uma sensação mágica preenchia o ar.</p><p><br></p><p>Enquanto exploravam, ouviram risadas que pareciam vir de um lago no centro da floresta, perceberam que o lago refletia seus rosto, embém visões de momentos felizes de suas vidas. Sofia viu seu aniversário de 10 anos, rodeada por amigos e sorrisos; Felipe viu sua primeira apresentação na escola, onde fez todos rirem.</p><p><br></p><p>Intrigados, os dois se sentaram à beira do lago e começaram a conversar sobre o que haviam visto. De repente, uma criatura saiu das águas, era uma criatura mágica com pele brilhante e olhos gentis. "Bem-vindos ao Lago das Memórias", disse ela com uma voz suave. "Aqui, vocês podem reviver os momentos mais especiais de suas vidas, mas também devem fazer uma escolha."</p><p><br></p><p>"A escolha de levar um desses momentos com vocês para sempre ou deixá-lo aqui para que outros possam experimentá-lo", explicou a criatura.</p><p><br></p><p>Após pensarem por um momento, Sofia decidiu: "Acho que devemos deixar nossos momentos aqui. Eles são especiais, mas também queremos que outras pessoas tenham a chance de lembrar-se da felicidade."</p><p><br></p><p>Felipe concordou. "Sim! Vamos compartilhar isso com o mundo."</p><p><br></p><p>A criatura sorriu, satisfeita com a decisão deles. "Então, por cada momento que vocês deixarem, receberão uma nova memória especial que poderão criar juntos."</p><p><br></p><p>Com um gesto mágico, o lago brilhou intensamente e eles sentiram uma onda de alegria percorrer seus corpos. A trilha começou a brilhar também, e em um piscar de olhos, Felipe e Sofia se viram de volta no parque, como se nada tivesse acontecido.</p><p><br></p><p>Mas algo havia mudado neles; eles estavam mais conectados do que nunca. Com sorrisos no rosto e corações cheios de novas histórias para contar, decidiram que aquele dia seria apenas o começo de muitas aventuras juntos.</p><p><br></p><p>E assim, enquanto o sol começava a se pôr no horizonte, Felipe e Sofia saíram do parque com a certeza de que as melhores memórias são aquelas compartilhadas - e que sempre há um pouco de magia esperando para ser descoberta em qualquer lugar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 17:21:18 UTC</pubDate>
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         <title>Breno Pitarelo</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>As paradas</p><p><br></p><p>O ônibus do Senhor João era o transporte de todos os dias na cidade. Era um ônibus comum, azul e velho, que passava por diversos pontos da cidade, levando passageiros a seus destinos. O Sr. João era conhecido por sua simpatia e tranquilidade, sempre cumprimentando os passageiros com um sorriso.</p><p>	Numa tarde chuvosa, ele começou seu percurso habitual. Primeiro, passou pelo bairro das rosas, onde uma senhora idosa subiu, cumprimentando-o calorosamente. Em seguida, o ônibus avançou pelo centro comercial, onde jovens estudantes embarcam. João continuou sua jornada, passando pelo parque e pela zona industrial. Cada parada era marcada por conversas, risos e pequenos incidentes cotidianos.</p><p>	Ao chegar à última parada, João notou algo estranho: as luzes da cidade pareciam mais brilhantes e as ruas estavam vazias, como se fosse um lugar novo. Ele virou a chave de ignição para iniciar o trajeto de volta, mas algo estava errado. O ônibus não estava respondendo como deveria. Ele percebeu que, ao invés de voltar ao ponto de partida, o ônibus estava retornando ao mesmo bairro das rosas, exatamente no mesmo horário. </p><p>	Confuso, João tentou de novo. O ônibus seguia o mesmo percurso, passando pelos mesmos pontos e encontrando os mesmos passageiros, que pareciam não perceber nada de diferente. Ele estava preso em um loop temporal. A cidade estava imersa em uma repetição interminável de seus trajetos, e João, sem perceber, fazia parte desse ciclo eterno. </p><p>	Ele tentou quebrar o padrão, mas era inútil. O ônibus continuava seu caminho, sempre começando e terminando no mesmo ponto, enquanto João descobria que a verdadeira viagem era em um ciclo interminável, sem fim à vista</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 17:28:57 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Bia</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>"A História Do Lago Do Eco"</p><p><br/></p><p>Em uma pequena vila cercada por florestas densas, havia uma lenda que intrigava os moradores a história do lago do eco. Dizem que, em noites de lua cheia era possível ouvir sussurros vindo das águas, era como se o lago guardasse segredos antigos.</p><p>    Certa noite, Lily uma jovem curiosa e aventureira, decidiu tentar investigar o mistério, armou-se com uma lanterna e um caderno para registrar suas descobertas no decorrer do caminho.</p><p>     Ao chegar ao lago, a luz da lua refletia na superfície calma das águas, criando um cenário mágico e, ao mesmo tempo, inquietante.</p><p>Enquanto se aproximava da margem, Lily ouviu um leve murmúrio.  O som parecia vir do fundo do lago. Intrigada, ela se agachou e chamou: “Alô? Tem alguém aí?”. Para sua surpresa, a água respondeu com um eco suave: “Alô… alguém… aí…”. O coração dela disparou; o que era aquilo?</p><p>  Determinada a descobrir a origem </p><p> dos sussurros, Lily decidiu mergulhar. A água estava fria, mas isso não a impediu de explorar. Quando submergiu, notou que as vozes se tornavam mais claras. Elas contavam histórias de amor trágico e promessas quebradas entre os habitantes da vila há muitos anos.</p><p>Ao mergulhar, Lily percebeu que o murmúrio tinha se intensificado. Ela nadou até uma pequena ilha no centro do lago e encontrou um antigo barco de madeira encalhado. Decidiu explorar o barco e, ao abrir uma das gavetas, encontrou um diário empoeirado.</p><p>As páginas estavam amareladas pelo tempo e continham relatos de um jovem chamado Samuel e sua amada Clara, que haviam desaparecido misteriosamente após uma briga à beira do lago. O diário falava sobre um amor intenso e as promessas de ficarem juntos para sempre. No entanto, as últimas páginas estavam rabiscadas com desespero e medo. </p><p>Lily sentiu que precisaria descobrir o </p><p> que havia realmente acontecido com Samuel e Clara. Com o diário em mãos, voltou à vila e conversou com os mais velhos. Eles lembravam da história e contaram como ninguém nunca encontrara os corpos do casal. Alguns acreditavam que eles haviam sido tragados pelas águas ou que suas almas estavam presas ali.</p><p>  Naquela noite, Lily voltou ao lago com o diário. À medida que lia em voz alta as palavras de amor e arrependimento, os sussurros aumentaram até se tornarem gritos de desespero.De repente, as águas começaram a agitar-se exageradamente.</p><p> Lily sentiu uma força puxando-a para baixo. Em um impulso de coragem, ela mergulhou novamente. No fundo do lago, viu sombras dançando entre as algas—eram Samuel e Clara! Eles estavam presos em um ciclo eterno de tristeza.</p><p>  Com a determinação de libertá-los, Lily leu mais trechos do diário em voz alta, falando sobre perdão e amor verdadeiro. As sombras começaram a se aproximar dela até que finalmente tocaram suas mãos.</p><p><br/></p><p>Em um instante mágico, Samuel e Clara foram iluminados por uma luz suave que os envolveu. Com um último olhar agradecido para Lily, eles desapareceram nas profundezas do lago. Quando Lily emergiu novamente à superfície, o lago estava calmo como nunca. Os sussurros haviam cessado; uma paz profunda pairava no ar. Ela sabia que tinha libertado as almas perdidas.</p><p><br/></p><p>A partir daquela noite, o Lago do Eco tornou-se um lugar de serenidade. Os moradores da vila passaram a contar não apenas sobre mistérios ou tragédias passadas, mas sobre amor eterno e redenção, uma história que seria passada adiante por gerações como um lembrete de que até mesmo os segredos mais profundos podem ser revelados com coragem e compaixão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 17:41:43 UTC</pubDate>
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         <title>Juliana</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>É difícil falar sobre isso, ainda dói, ainda machuca. As feridas no meu peito ainda não cicatrizaram. Eu era tão novinha quando tudo aconteceu, não entendia o que estava acontecendo, não fazia ideia de como minha vida mudaria bruscamente. </p><p>	Se eu disser que sinto saudade da minha mãe, estaria mentindo. Não é possível sentir saudade de algo que você não teve. Eu a tive, mas na época era apenas uma garotinha para guardar lembranças. Não sinto saudades, sinto vontade de tê-la em minha vida.</p><p>	Hoje penso em várias coisas que poderíamos ter feito juntas, em conselhos que ela me daria nos dias tristes ou confusos, no colo de mãe que todos dizem ser o melhor, que eu não tive. Talvez eu seria diferente do que sou hoje, na verdade, seria sim. Aproveitaria cada segundo ao seu lado, diria que a amo sempre, todos os dias. Pois sei como é não ter ao seu lado uma mãe, conheço a dor e o vazio que isso causa em alguém.</p><p>	Lembro das comemorações específicas para as mães na escola, todos fazendo seus presentes, e eu ficava em um canto da sala, sozinha. Aquilo me machucava, e tinha gente que vinha me peguntar se eu achava quer a mãe iria gostar - como vou saber, não tenho mãe droga. Aquilo foi me machucando cada vez mais, mas a cada ano que passava, fui aprendendo a lidar com a dor e aprendi a sofrer em silêncio.</p><p>	Muitos dizem que sabe o que estava sentindo, mas, na verdade, não sabem, eles só imaginam. Você sabe o que é gostar de um garotinho na adolescência e não ter ninguém para te dar conselhos do que fazer? Sabe o que é olhar no espelho, odiar o que vê e não ter alguém do seu lado para poder conversar sobre como se sente com você mesma? Sabe como é chegar em casa querendo um abraço e não ter quem abraçar? Ouvir seus colegas falando sobre suas mães e você não saber o que falar porque você não sabe o que é ter mãe? A única lembrança da sua mãe é ela caída no chão, quase sem vida e as pessoas falarem lembra dos momentos bons que passou com ela, sabe como isso dói?. Isso dói, isso machuca e as pessoas ainda têm coragem de falar que sabem o que eu sinto.</p><p>	Isso são apenas pensamentos, hoje com 17 anos, não entendi ainda o porquê tudo aconteceu comigo, mas pela minha mãe me mantenho forte, correndo atrás dos meus sonhos, mas sempre com o pensamentos de que se ela estaria orgulhosa de mim. Diante da dor e do vazio que carrego dentro do meu peito todos esse tempo, aprendi que todos passamos por momentos difíceis, mas temos de ser resilientes para seguirmos em frente. Enfim, chegou a minha parada, onde vou caminhar sozinha, sem a tortura da dor do passado. Apenas a minha caminhada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 17:50:59 UTC</pubDate>
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         <title>Pedro Ventura</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>Pedro era operário de uma fábrica de automotivos, ele trabalhava das 6 as 18 de segunda a sábado, um típico trabalhador da escala 6x1. Ele odiava o trabalho e muitas vezes nem sabia o que estava fazendo, não tinha noção de como os parafusos que ele colocava ficavam no final, mas mesmo tendo ódio do trabalho, nunca passou pela cabeça dele a ideia de sair de lá, pois era sua fonte de renda. Certo dia, Pedro ouviu de canto que tinha um cara que tirava as pessoas da pobreza, um tal de Pablo Marçal, que é coach, tem uma dicção e sabe ganhar o público, ao ouvir isso, nosso protagonista ficou esperançoso, viu nesse coach a oportunidade de sair da vida de proletário e conseguir viver com dignidade de verdade.</p><p> Ao ver que para ir em uma palestra do seu "salvador", ele teria que gastar um terço do seu salário, e por mais que esse dinheiro fosse fazer uma falta tremenda no bolso, ele decidiu ir mesmo assim, afinal, o que é um terço perto dos milhões que Marçal promete ajudar a conquistar. Chegando na palestra, Pedro se viu decepcionado, o palestrante só falava o óbvio, fazia piadas com a plateia e contava sua história de vida, que não era nada de mais, milhões de outras pessoas faziam exatamente o mesmo, nesse momento, Pedro pensou "não acredito que é isso, o desespero me fez cair em um golpe".</p><p> No dia seguinte, nosso protagonista estava arrependido, cheio de melancolia e raiva de si. Ele sabia desde o início que era uma fralde, sabia que não existe meio fácil de subir na vida, mas ele estava no limite, foram anos da sua vida no mesmo trabalho e nunca conseguiu conquistar o que ele mais desejava, uma vida confortável, por isso caiu no conto de Marçal, e mesmo estando triste, ainda tinha que trabalhar.</p><p> Chegando no trabalho, Pedro viu algo que nunca achou que aconteceria, era uma greve, diversos trabalhadores daquela fábrica estavam fazendo um motim, reivindicando seus direitos, e naquele momento, ele se inspirou, se tinha uma coisa que ele realmente tinha certeza de que deveria fazer, era a de se juntar e lutar por melhorias reais, não ouvir um cara que por sorte se deu bem na vida ou um economista que fala para juntar dinheiro durante sua vida toda e no final dela ter um pingo de conforto. Assim, Pedro virou um dos principais influenciadores da revolução sindical do Brasil.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 17:58:26 UTC</pubDate>
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         <title>Nathalia</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>Era uma vez uma família aparentemente comum, que viviam em uma casa isolada, cercada por árvores altas e sombrias. A matriarca, Ellen á avó, havia falecido deixando um legado de segredos e mistérios. Annie a filha de Ellen, uma artista talentosa começou a explorar sua dor através da arte, mas logo percebeu que não estava sozinha em seu sofrimento.</p><p>	Após o funeral de Ellen, estranhas ocorrências começaram a assombrar a família, o filho Peter, um adolescente em busca de identidade, e a filha Charlie, uma menina excêntrica com um amor peculiar por insetos, tornaram-se cada vez mais envoltos em uma atmosfera de desespero e confusão. O luto se transformou em paranoia a medida que Annie encontrava detalhes pertubadores sobre sua mãe que relevam um passado sombrio. Enquanto os eventos se desenrolavam, Annie começou a investigar o legado de sua mãe falecida, ela descobriu rituais antigos e uma conexão com cultos obscuros que buscavam poder através da linhagem familiar, À medida que os segredos eram revelados, a linha entre o sobrenatural e a realidade se tornava cada vez mais tenue. A tensão culminou em um clímax aterrorizante onde cada membro da família enfrentou suas próprias demonios, o filme explora temas como a hereditariedade do trauma e como os legados familiares podem moldar nossas vidas de maneiras inesperadas e muitas vezes devastadoras. </p><p>	No final, "Hereditário" nos deixa com uma pergunta inquietante: até que ponto estamos presos aos legados de nossos antepassados? E como podem quebrar ciclos que parecem intermináveis? Essa historia nos lembra que, muitas vezes, aquilo que herdamos pode ser tanto um presente quanto uma maldição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 21:36:53 UTC</pubDate>
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         <title>Maria Madu</title>
         <author>ferenanda2021</author>
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         <description><![CDATA[<p>A história que irie contar a vocês, pode não parecer real, mas, de fato tudo realmente aconteceu. Tudo começou numa tarde ensolarada na escola. Eu, Brenda, Sofia e Lisa. Estávamos sentadas em uma roda no chão, comendo lanche e conversando sobre nossas férias de julho. Quando bateu o sinal de voltarmos para sala de aula, enquanto subíamos a escada, ouvimos um grupo de meninos conversando na nossa frente, um deles dizia:</p><p>	-Eu tô falando para vocês que o André esta escondendo alguma coisa, depois que ele foi acampar naquela floresta com o irmão dele, ele nunca mais foi o mesmo.</p><p>	A morte do irmão de André foi muito comentada na cidade toda, havia muitas teorias sobre o caso, uns diziam que ele havia se jogado propositalmente no rio, outros já acusavam o próprio André de ter matado seu irmão. Ele sofreu muito após o acidente, pois era chamado de assassino pelos colegas da sala, fazendo com que todos que eram próximos dele se afastassem.</p><p>	- Acho que nunca vamos descobrir oque realmente aconteceu com eles lá -disse Lisa.</p><p>	- Talvez dê para tentar encontrar alguma pista, se formos até o riacho -resmungou Brenda.</p><p>	Conhecendo minha amiga Brenda, sabia que ela estava tramando alguma coisa e que mais tarde tentaria nos convencer de suas ideias malucas. Brenda sempre foi viciada em casos criminais e paranormais.</p><p>	- Não pira amiga, você sabe muito bem que ninguém pode entrar naquela floresta, la é perigosa demais -falei num tom de desaprovação.</p><p>	Se passaram duas semanas, achávamos que Brenda tinha superado esse assunto, até vimos ela conversando com André no intervalo um tempo atrás. Mas tudo parecia calmo e estávamos ansiosas para a festa de hallowen que a mãe de Sofia ia dar. E desde que me entendo por gente, as festas dadas pela mãe dela eram as melhores.</p><p>	Havia chegado o grande dia que tanto esperávamos. Depois da aula fomos cada uma para sua casa se arrumar, tínhamos combinado de se encontrar de bicicleta, perto de uma lojinha de conveniência, que por conhecidencia era duas quadras da floresta "proibida'. Mas era o único caminho que tinha pista para bicicletas.</p><p>	Quando era lá pelas seis da tarde, estávamos esperando a prima de lisa para irmos até a festa juntas. Estava começando a anoitecer, mesmo com postes de luz na rua, parecia medonho o lugar.</p><p>	- Escutaram isso? - Disse Brenda, assustada.</p><p>	Ficamos em silêncio para tentar escutar algo.</p><p>	- Não estou escutando nada - Falou Lisa</p><p>	- Se você ta tentando assustar a gente com essas brincadeiras bobas, vou ficar brava com você - eu disse, brava, mas com medo do que poderia ser.</p><p>	Logo depois que briguei com Brenda, escutamos um grito vindo da floresta, um grito acompanhado de choro. Pensamos em ir até a casa de sofia para chamarmos um adulto, mas Brenda não pensou duas vezes e entrou correndo na floresta. Largamos as bicicletas e fomos atrás dela. Quando chegamos perto do riacho, Brenda estava na beira olhando para cima, parecia alucinada, completamente fora de si. Virou para gente e disse:</p><p>	- Não leiam oque está escrito no caderno de André, a não ser que queiram abrir a porta para o inferno. </p><p>	Logo depois vimos uma sombra preta empurrar Brenda do riacho. Ficamos em estado de choque. </p><p>	- Liga para minha mãe - Disse lisa, em prantos e tremendo.</p><p>	Enquanto fazia a ligação, fui até a beira tentar ver onde Brenda estava, mas quando olhei para baixo, não era só ela que estava lá. André também havia morrido.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-20 21:37:23 UTC</pubDate>
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