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      <title>Relações entre cultura, poder e diferença na estigmatização de PVHA by Ana Ligia</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-21 18:36:23 UTC</pubDate>
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         <title>Definição de PVHA e estigma : </title>
         <author>analigiapereira53</author>
         <link>https://padlet.com/analigiapereira53/njhsofjt0036z0rq/wish/1549020989</link>
         <description><![CDATA[<div>É uma abreviação para Pessoas vivendo com Aids. Já estigma que&nbsp; o atributo ou marca com potencialidade de desqualificar seu portador. A AIDS e&nbsp; as pessoas com PVHA&nbsp; desde origem são marcados por estigmas e preconceitos e até mesmo hoje após políticas públicas e tratamentos e profilaxias avançadas&nbsp; essa população sofre com forte estigmas sendo um indicativo da complexidade dos processos que produzem, atualizam e reproduzem estigmas. Mais do que uma reação humana “normal” frente a um desconhecido assustador, o estigma associado ao HIV/ Aids faz parte de um processo social de alijamento de determinados grupos e pessoas.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-21 19:32:07 UTC</pubDate>
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         <title>Grupos atingidos</title>
         <author>analigiapereira53</author>
         <link>https://padlet.com/analigiapereira53/njhsofjt0036z0rq/wish/1549037624</link>
         <description><![CDATA[<div>Um dos grupos mais difundidos pela mídia são pessoas LGBTQI+ e profissionais do sexo. Também, de acordo com o artigo de Garcia (2005), mulheres, pessoas acima de 45 anos, pessoas com baixa escolaridade, pertencentes ao norte e nordeste e aqueles que são casados ou viúvos possuem mais chances de sofre descriminação e estão mais sujeito à estigmas. &nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://scielosp.org/article/rsp/2008.v42suppl1/72-83/pt/" />
         <pubDate>2021-05-21 19:38:20 UTC</pubDate>
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         <title>SEXISMO NO PVHA</title>
         <author>analigiapereira53</author>
         <link>https://padlet.com/analigiapereira53/njhsofjt0036z0rq/wish/1551667809</link>
         <description><![CDATA[<div>Sexismo é um ato discriminatório fundamentada no sexo fundamentada, afetando principalmente pessoas do sexo feminino. Ao se fazer essa busca desse assunto, a primeira coisa que se nota é um impacto maior em mulheres em PVHA, onde a maioria dos trabalhos&nbsp; é sobre esse público alvo. No início a PVHA era composta por homens, mas atualmente vem se notando uma mudança epidemiológica onde as mulheres estão sendo as mais atingidas, sobretudo &nbsp; aquelas com baixa escolaridade e em condição social desfavorável. Como afirma Aguiar, 2012, &nbsp; a exposição das mulheres ao HIV não pode ser explicada somente pela falta de informação, mas ocorre devido a &nbsp; submissão das mulheres. No caso de estigmatização, em um trabalho realizado em Moçambique demonstra que&nbsp; A forte desigualdade de gênero em Moçambique faz com que as mulheres sejam frequentemente culpadas pela infecção com o HIV. A dupla moral vigente permite aos homens ser infiéis e ter várias amantes sem que estes comportamentos gerem depreciação social masculina . Já as mulheres podem ser acusadas de trair seus maridos, de levar vida promíscua e até de prostituição, são mais consideradas culpadas. Além disso, a revelação do diagnóstico por homens se dá de forma mais fáceis, visto que esses se sentem mais confiantes, visto que não serão culpabilizados ou rejeitados. Mulheres trans também sofrem forte estigmas que são divididos em 3: estrutural, interpessoal e individual, onde esse levam maior casos de agressão, menor busca de serviços e até mesmo maior dificuldade de autocuidado e negociação de proteção. Link:https://www.scielosp.org/article/csp/2019.v35n4/e00112718/ https://www.scielosp.org/article/csp/2019.v35n4/e00112718/&nbsp;<br>&nbsp;Referências: https://www.scielo.br/pdf/csp/v31n3/0102-311X-csp-31-03-00565.pdf</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 18:43:32 UTC</pubDate>
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         <title>Estigma em relação a sexualidade</title>
         <author>rayssagsp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Quando falamos de relações de poder dentro da sociedade a relação com as formas preexistentes de estigmatização sexual e o desenvolvimento da estigmatização, discriminação e negação relacionadas ao HIV e à AIDS foi especialmente profunda e perceptível.&nbsp; Nos estudos que Foucault fez sobre o poder ele enfatizou o novo regime de conhecimento/poder utilizado, no qual a violência física ou a coerção foram cada vez mais dando lugar ao controle social através da produção de sujeitos adestrados e corpos dóceis, é através desse mecanismo que a existência do diferente se torna uma ameaça ao padrão hegemônico.</div><div>O HIV foi intensamente associado a transmissão sexual e o impacto inicial das infecções ou doenças oportunistas decorrentes da síndrome da AIDS foi majoritariamente nas populações cujas práticas sexuais eram de alguma maneira fora das normas ou diferentes dos padrões hegemônicos existentes. Então os primeiros entendimentos sobre a AIDS estavam ligados às imagens da homossexualidade e das relações homossexuais. A homofobia sempre esteve fortemente presente em nossa sociedade, que busca um respaldo cientifico para associar qualquer diferença da norma sexual vigente como uma patologia ou distúrbio, assim sendo a AIDS passou a ser conhecida como “peste gay” e associada a um castigo divino pelos setores mais conservadores da sociedade.<br><br></div><div>A associação do HIV e da AIDS à homossexualidade, e depois a outras formas de estigmatização, como a prostituição, a promiscuidade e a diferentes práticas sexuais, marca mais amplamente toda a história da epidemia e continua a funcionar ainda hoje como o aspecto mais enraizado do estigma. Um exemplo conhecido que temos é que em 2016, a cantora e pastora Ana Paula Valadão que tem grande influência na comunidade cristã afirmou em culto: “A Bíblia chama de qualquer opção contrária ao que Deus determinou, de pecado. E o pecado tem uma consequência que é a morte. Taí a aids para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte e contamina as mulheres, enfim… Não é o ideal de Deus.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-24 11:17:27 UTC</pubDate>
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         <title>Estigma em relação a cultura</title>
         <author>elbs</author>
         <link>https://padlet.com/analigiapereira53/njhsofjt0036z0rq/wish/1553295641</link>
         <description><![CDATA[<div>Em grande parte do mundo, as ligações e alegações ligadas à família, vizinhança e comunidade explicitam que o estigma e a discriminação são fenômenos sociais e culturais ligações às ações de grupos inteiros de pessoas, e não consequências de comportamento individual, sendo então transmitidos de geração em geração.<br><br></div><div>Todos os significados e práticas culturais englobam interesses e funcionam de forma a aumentar as distinções sociais entre indivíduos, grupos e instituições. A socialização cultural coloca indivíduos e grupos em posições de competição por status e por recursos valorizados, mostrando como os atores sociais lutam e desenvolvem estratégias que tem por finalidade obter interesses específicos.<br><br></div><div>Culturalmente falando, a sociedade rejeita PVHA, nutrindo-se de sentimento de que tais pessoas são fonte de perigo e de ameaça.&nbsp;<br><br></div><div>No meio judicial, há processos nos quais é imputada à pessoa com HIV a intenção de infectar se ela fizer sexo sem preservativo em relações consensuais entre adultos, o ajuda ainda mais a reforçar a identificação da pessoa com HIV como perigo por portar&nbsp; o vírus, onde insinua que ele sim visa só infectar e se replicar.<br><br></div><div>Por mais aterrorizante que seja, esse rechaço acontece mesmo dentro das populações mais flageladas pelo HIV.<br><br></div><div>Todo ano vemos denúncias de concursos públicos que solicitam ter exame de HIV negativo aos seus candidatos. Parecendo assim, que as PVHA não têm condições de desempenhar trabalhos, em violação das normas que somente exigem condições clínicas para o desempenho.<br><br></div><div>Isso tudo acarreta numa discriminação relacionada à transmissão sexual, onde é vinculada muitas vezes à noções como promiscuidade ou devassidão, gerando um sentimento de insegurança falso e ainda mais perigoso a aqueles que não se consideram devassos ou promíscuos, fazendo com que as PVHA tenham ainda mais medo de se relacionar e de se sentir à vontade para falar sobre, uma vez que muitos reclamam que se sentem mal por isso, por alegarem que tinham poucos parceiros e mesmo assim contraíram a infecção.<br><br></div><div>Dentre o fator cultural, termos preconceituosos são transmitidos verbalmente em rodas de conversa, onde chamar o outro de aidético, se torna um insulto por meio de piada entre amigos, tal termo é absurdamente preconceituoso.<br><br></div><div>Por mais aterrorizante que seja, esse rechaço acontece até mesmo dentro das populações mais flageladas pelo HIV, por isso se torna tão necessário falar sobre este assunto, com o objetivo de que gradativamente se diminua a discriminação, na medida em que aumente a aceitação social.<br><br>Referência<br>PARKER, Richard; Camargo JR, Kenneth Rochel de. Probeza e HIV/AIS: asopectos antropológicos e sociológicos. Cadernos de Saúde Púbica, v. 16, p. S89-S102, 2000. VIEIRA, Ana Cristina de Souza et al. A epidemia de HIV/Aids e a ação do Estado. Diferenças entre Brasil, África do Sul e Moçambique. Rev. Katálysis, Florianópolis, v.17, n. 2, p. 196-206, Dec. 2014</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-24 11:17:46 UTC</pubDate>
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         <title>Estigma em relação ao racismo</title>
         <author>andressagabriellaaq</author>
         <link>https://padlet.com/analigiapereira53/njhsofjt0036z0rq/wish/1553295686</link>
         <description><![CDATA[<div>“Somos um país que não fala sobre HIV e AIDS e, quando fala, faz isso de forma preconceituosa e irresponsável”.<br><br></div><div>Dentro dessa discussão escassa, é possível fazer um recorte para a relação da epidemia de HIV/AIDS e as opressões historicamente construídas na sociedade, pois o quadro da doença, mais do que um reflexo, é produto das desigualdades e iniquidades sociais. É clara a maior suscetibilidade da população marginalizada (lgbtqi+, pretos, mulheres) a essa condição. Essa característica está atrelada à dependência da prevenção e da vivência com HIV do acesso a serviços de saúde, insumos, informações e medicamentos, o que é dificultado para esses grupos, os quais geralmente vivem nas periferias, mais distantes desses fatores.&nbsp;<br><br></div><div>As organizações políticas, históricas, sociais e econômicas do país configuram um cenário com relações de poder desiguais. Somado a isso, temos que o desconhecimento proporcionado pelo pouco debate acerca da temática leva a sociedade a taxar determinados grupos. Destacando como recorte a população negra, que além da distância dos serviços ainda sofre com o racismo institucional, o qual muitas vezes tem negada a sua existência pela população, é pronunciado ainda mais por discursos conservadores, gerando uma dificuldade no acesso ao tratamento do HIV e a políticas que atuem diretamente com esse grupo para efetivar medidas eficazes de prevenção. Outros países como Moçambique e África do Sul, os quais tiverem uma forte marca histórica em relação ao tratamento às pessoas negras, enfrenta problemas similares aos brasileiros nesse quesito.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Em relação a outros países se encontram na mesma situação de susceptibilidade maior a negros, o Brasil tem o diferencial possibilitado pela implantação do SUS, permitindo a garantia legal e uma mobilização social por esse direito tão importante que é a saúde. Apesar de termos grandes avanços nos serviços de saúde, ainda há muito a ser feito para garantir o acesso a eles de forma igual a todos. Quebrar esses conceitos distorcidos é peça-chave para melhorar o combate a HIV/AIDS, pois o medo de se incluir em um grupo tão atacado socialmente gera uma inibição na ação voluntária de fazer o teste.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-24 11:17:49 UTC</pubDate>
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         <title>Classismo(Capitalismo) x HIV</title>
         <author>ibsacavalcante</author>
         <link>https://padlet.com/analigiapereira53/njhsofjt0036z0rq/wish/1553313213</link>
         <description><![CDATA[<div>A forma como uma sociedade estrutura sua política, economia, cultura, relações de produção, por exemplo, influenciam e determinam condutas e cosmovisão do coletivo social.<br><br></div><div>O Brasil é um país marcado por desigualdades de renda, índices elevados de pobreza, condições de vida nem sempre dignas e cidadania em construção. Ele está submetido à orientação hegemônica do capitalismo financeiro, debatendo-se, por exemplo, com exigências neoliberais de privatização, desregulamentação de direitos e Estado mínimo em relação às políticas sociais.<br><br></div><div>Nos países capitalistas além de uma desigualdade de renda própria desse modo de produção, a sociedade convive com desiguais relações de poder, que se mostram nas desigualdades entre mulheres e homens, pessoas de diferentes raças/etnias, pessoas com diferentes orientações sexuais, pessoas de diferentes gerações, enraizadas em tradições e culturas que geram preconceitos, opressões e permeiam as relações sociais.<br><br></div><div>Dessa forma, a Aids é uma doença que contribui para expor a exploração decorrente dessas relações capitalistas. Já que a prevenção e a vivência com HIV dependem em grande medida, do acesso a serviços de saúde, insumos, informações e medicamentos. Assim, o que deveria ser direito universal à saúde é transformado em espaços de produção de lucros.<br><br></div><div>&nbsp;O aumento de índices pobreza , o enfraquecimento e ineficiência de políticas sociais causados por relações de poder levam ao distanciamento no enfrentamento dessa doença. Portanto, é necessário desafiar as condições socioeconômicas e políticas das vidas das pessoas para que essas desigualdades que fomentam o estigma e a descriminação mudem.<br><br>Referência:<br>PARKER, Richard; CAMARGO JR, Kenneth Rochel de. Pobreza e HIV/AIDS: aspectos antropológicos e sociológicos. <strong>Cadernos de Saúde Pública</strong>, v. 16, p. S89-S102, 2000.<br>VIEIRA, Ana Cristina de Souza et al . A epidemia de HIV/Aids e a ação do Estado. Diferenças entre Brasil, África do Sul e Moçambique.<strong> Rev. katálysis</strong>,&nbsp; Florianópolis ,&nbsp; v. 17, n. 2, p. 196-206,&nbsp; Dec.&nbsp; 2014 . &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-24 11:30:59 UTC</pubDate>
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