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      <title>Tópicos Especiais em Educação I: Epistemologias Feministas, Artivismos e Resistências by Silviara CCS</title>
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      <description>Padlet - UniSal - Silviara</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-18 03:01:06 UTC</pubDate>
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         <title>Lucía Tosi: Cientista, Historiadora da Ciência e Feminista</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pequena biografia de Lucia Tosi - um resumo de suas principais contribuições (<em>Heloisa Beraldo</em>)</div>]]></description>
         <enclosure url="http://static.sites.sbq.org.br/rvq.sbq.org.br/pdf/v6n2a23.pdf" />
         <pubDate>2020-08-22 19:10:17 UTC</pubDate>
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         <title>Rádio CNPq - Pioneiras da Ciência : Lucía Tosi</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Intensa vida acadêmica e uma vibrante atuação política feminista</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-22 19:17:23 UTC</pubDate>
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         <title>Artigo: MULHER E CIÊNCIA: A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA, A CAÇA ÀS BRUXAS E A CIÊNCIA MODERNA - LUCÍA TOSI</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Reflexões, Reverberações, ...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-28 02:12:55 UTC</pubDate>
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         <title>Memórias de uma Mulher Impossível (Rose Muraro)</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Trecho do documentário "Memórias de uma mulher impossível" de Márcia Derraik. Traça uma espécie de mosaico sobre a vida e obra de Rose Marie Muraro - física e economista eleita patrona do feminismo no Brasil, em 2006, titulação que ratifica o seu já conhecido pioneirismo nesse movimento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 13:42:50 UTC</pubDate>
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         <title>Abaixo o Patriarcado - Mulheres na Rua! - Pelo fim do sexismo!</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Grafite em muro de Rio Claro/SP (Set/2020)</div>]]></description>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Profª Drª Adriana Piscitelli</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>UNICAMP - Núcleo de Estudos de Gênero Pagu</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 14:01:46 UTC</pubDate>
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         <title>Artigo: Re-Criando a (Categoria) Mulher? - Profª Drª Adriana Piscitelli</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Reflexões, Reverberações, ...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 20:39:36 UTC</pubDate>
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         <title>Mafalda - Quino</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-09-05 02:36:05 UTC</pubDate>
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         <title>Mafalda - Quino</title>
         <author>silviarac</author>
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         <title>Profª Drª Karla Galvão Adrião</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/736680670</link>
         <description><![CDATA[<h1>Professora do departamento de Psicologia da UFPE e da Pós-Graduação em Psicologia da mesma universidade. Psicóloga e Ateterapeuta, com mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Pernambuco (2000). Seu Doutorado em Ciências Humanas- área de concentração em estudos de gênero (2008); tem como eixos teórico-metodológicos a Psicologia e a Antropologia urbana (constituição do sujeito), e foi realizado na Universidade Federal de Santa Catarina. Realizou Pos doutorado na Universidade da Cidade de Nova Iorque (CUNY) na Pos-Graduacao em Psicologia do Graduate Center, com apoio da CAPES (2014-2015). Foi coordenadora assistente do Projeto de pesquisa intervenção "ARTPAD - Teatro e desenvolvimento" (DFid-Grã-Bretanha) (2000-2001) e coordenadora do Fórum de Mulheres de Pernambuco (2002-2004). Atualmente é uma das coordenadoras do Núcleo Lab-Eshu (dept. Psicologia-UFPE), e pesquisadora associada dos núcleos MARGENS (Psicologia-UFSC), atuando principalmente nas seguintes questões: estudos feministas, processos grupais, arteterapia, branquitude e desigualdades de raça, classe e gênero. Como eixos transversais de interesse estão: epistemes, metodologias participativas e teorias feministas, teorias do sujeito e teorias da linguagem numa perspectiva pós-estrutural e decolonial. </h1><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:10:56 UTC</pubDate>
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         <title>Prof Drª Maria Juracy Filgueiras Toneli</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Professora titular do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (1988), doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (1997). Realizou pós-doutorado pela Psicologia Social na UFMG (2009) e na Universidade do Minho/Portugal (2009-2010). Foi coordenadora do PPGP/UFSC (2000-2004), membro da Comissão de Planejamento e Gerência PROF/Capes/UFSC (2000-2004), secretária executiva da ANPEPP (2004-2006), membro da Comissão Qualis da área da Psicologia representando a ANPEPP (2004-2006), membro da avaliação de programas da área da Psicologia na Capes (2005-2007), diretora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC (2004-2008), editora associada da revista Psicologia &amp; Sociedade (2010-2011) da ABRAPSO, da qual é membro. Foi membro do CA de Psicologia e Serviço Social do CNPq, do qual foi coordenadora no período de agosto de 2013 a agosto de 2014. Co-coordenadora do GT Psicologia, Política e Sexualidades (ANPEPP), 2014-2016. Foi membro da diretoria da ANPEPP, na posição de vice-presidente, gestão 2016-2018. Conselheira convidada do CFP - Gestão 2020-2022. Tem experiência na área da Psicologia, ênfase em Psicologia Social e Institucional, com interesse principalmente nos seguintes temas: gênero e feminismo, masculinidades, saúde sexual e reprodutiva, diversidade e direitos sexuais, violência de gênero, travestilidades. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:16:21 UTC</pubDate>
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         <title>Profª Drª Sônia Weidner Maluf</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>É Professora Titular aposentada e atualmente Voluntária na Universidade Federal de Santa Catarina, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/UFSC, Professora Titular Visitante da UFPB, atuando junto ao PPGA/UFPB) e pesquisadora 1C do CNPq. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1984), mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (1989) e tem DEA (1991) e doutorado em Antropologia Social e Etnologia pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, França (1996). Fez pós-doutorado na Nottingham Trent University e na London School of Economics (2004-2005) e na Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales (2011-2012). É pesquisadora associada do Institut de Recherches sur les Enjeux Sociaux (IRIS/EHESS). Publicou os livros Encontros noturnos: bruxas e bruxarias na Lagoa da Conceição (1993), Les enfants du verseau au pays des terreiros: les cultures thérapeutiques et spirituelles alternatives au Sud du Brésil (1998), e várias coletâneas, artigos e capítulos de livros. Foi editora da Revista Estudos Feministas. As principais áreas de atuação são em antropologia urbana e antropologia do contemporâneo, atuando principalmente nos seguintes temas: pessoa, indivíduo e sujeitos contemporâneos, antropologia da saúde e saúde mental, antropologia política, Estado e políticas públicas, gênero e teorias feministas, religiosidades brasileiras. Foi vice-diretora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC (2012-2016) e Diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE/UFSC (2013-2016). Coordena o Núcleo de Antropologia do Contemporâneo (http://transes.paginas.ufsc.br/) e é Coordenadora Executiva do Instituto Brasil Plural/INCT/CNPq (brasilplural.paginas.ufsc.br) </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:18:30 UTC</pubDate>
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         <title>Não se nasce mulher: torna-se (Simone de Beauvoir)</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<h1>LEANDRO KARNAL</h1>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-11 12:02:01 UTC</pubDate>
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         <title>Artigo: O movimento feminista brasileiro na virada do século XX: reflexões sobre sujeitos políticos na interface com as noções de democracia e autonomia - Profª Drª Karla Galvão Adrião, Profª Drª Maria Juracy Filgueiras Toneli e Profª Drª Sônia Weidner Maluf</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/738263357</link>
         <description><![CDATA[<div>Reflexões, Reverberações, ...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-11 12:11:42 UTC</pubDate>
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         <title>Simone de Beauvoir e o Feminismo</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Cinemascopetv</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-11 12:25:38 UTC</pubDate>
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         <title>Artigo: RUMO A UM FEMINISMO DESCOLONIAL - Profª María Lugano</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Chamo a análise da opressão de gênero racializada capitalista de “colonialidade do gênero”. Chamo a possibilidade de superar a colonialidade do gênero de “feminismo descolonial”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-17 12:31:28 UTC</pubDate>
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         <title>Profª María Lugano</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/755007061</link>
         <description><![CDATA[<div>(Buenos Aires, 26 de janeiro de 1944 – Nova Iorque, 14 de julho de 2020) foi uma socióloga, professora, feminista e ativista argentina, radicada nos Estados Unidos. <br>Era professora de literatura comparada e estudos femininos da Universidade de Binghamton, em Nova Iorque. María estudava e teorizava sobre as variadas formas de resistência de várias formas de opressão. É conhecida por sua teoria dos eus múltiplos, seu trabalho com feminismo e o desenvolvimento de "colonização do gênero" que defende que gênero é uma imposição colonial.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-17 13:07:58 UTC</pubDate>
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         <title>Dialago sobre a Conversão do Gentio</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/755189098</link>
         <description><![CDATA[<div>Interlocutores: Gonçalves Alvarez e Matheus Nugueira<br>Padre Manuel da Nóbrega<br>[Baía, 1556–1557]<br><br>Gonçales Alvarez : ""Por demais hé trabalhar com estes; são tão bestiais, que não lhes entra no coração cousa de Deus; estão tão incarniçados em matar e comer, que nenhuma outra bem-aventurança sabem desejar; pregar a estes, hé pregar em deserto ha pedras"<br><br>"Não há homem en toda esta terra, que conheça estes, que diga outra cousa. Eu tive hum negro, que criei de pequeno, cuidei que hera boom christão e fugiu-me pera os seus: pois quando aquelle não foi boom, não sei quem o seja. Não hé este o que soo me faz descomfiar destes serem capazes do bautismo, porque não fui eu soo o que criei este corvo; nem sei se hé bem chamar-lhe corvo, pois vemos que os corvos, tomados nos ninhos, se crião e amanção e ensinão, e estes, mais esquecidos da criação que os brutos animais, e mais ingratos que os filhos das biboras que comem suas mãis, nenhum respecto tem ao amor e criação que nelles se faz"<br>Fonte: &lt;https://www.ibiblio.org/ml/libri/n/NobregaM_ConversaoGentio_s.pdf&gt;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-17 13:44:53 UTC</pubDate>
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         <title>Feminismo Descolonial</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-17 14:42:51 UTC</pubDate>
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         <title>NÓSotras</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/755488802</link>
         <description><![CDATA[<div>"Outro olhar sobre gênero" – Maria Lugones “Colonialidad y género”<br>Para tanto, Lugones parte do conceito colonialidade do poder elaborado pelo sociólogo peruano Anibal Quijano. Conforme o autor, ainda que o colonialismo seja um período histórico já findado, a colonialidade é a dominação imperialista que segue presente na realidade e nas subjetividades dos povos colonizados, a qual se expressa em diversas esferas, como no sexo, na autoridade coletiva, no trabalho, na subjetividade/intersubjetividade, na produção de conhecimento, mas, principalmente, na classificação social da população sobre a ideia de raça.<br>Embora a autora parta desse entendimento de colonialidade, e sinalize a centralidade da classificação racial da população na sociedade capitalista, Lugones avança e critica a limitação da discussão de Quijano sobre sexo e gênero, uma vez que o autor segue reproduzindo ideias com base no patriarcado, e não questiona a construção colonial moderna de gênero e sexualidade.<br>O trabalho de Lugones consiste no esforço de visibilizar a mútua relação entre gênero e colonialidade, já que a classificação social da população sobre a ideia de raça é condição necessária para a estruturação do Sistema Colonial de Gênero. </div><div>&lt;https://nosotrasfeministas.wordpress.com/2017/03/20/outro-olhar-sobre-genero-maria-lugones-colonialidad-y-genero/&gt;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-17 14:45:40 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Profª Drª Claudia Junqueira de Lima Costa</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/771735747</link>
         <description><![CDATA[<div> É titular de teoria literária na Universidade Federal de Santa Catarina. Possui graduação em Filosofia e Teorias da Comunicação - Michigan State University (1985), mestrado em Teorias da Comunicação - Michigan State University (1987) e doutorado em Cultural Studies - University of Illinois em Urbana (1998). Foi professora visitante na University of California, Santa Cruz (EUA) e na University of Massachusetts, Amherst (EUA), onde lecionou disciplinas nos respectivos departamentos de Feminist Studies e Women, Gender and Sexuality Studies. Realizou pós-doutoramento na University of California, Santa Cruz e na University of Massachusetts, Amherst. Foi vice-presidente e presidente da seção Cultura, Política e Poder da Associação de Estudos Latino-Americanos (LASA), na qual também exerceu várias outras atividades em comitês julgadores específicos. Co-organizou o livro &amp;quot;Translocalities / Translocalidades: Feminist Politics of Translation in the Latin/a Américas&amp;quot; (Duke University Press, 2014) e a antologia &amp;quot;Traduções da cultura: perspectivas críticas feministas (1970-2010)&amp;quot; (Editora Mulheres; Editora UFSC; Edufal, 2017). Atualmente é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e atua na área de Letras, com ênfase na interseção entre as teorias feministas, traducão cultural e as teorias pós-coloniais e descoloniais nas Américas.<br>Fonte: &lt;http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781472T8&gt;</div>]]></description>
         <pubDate>2020-09-23 12:32:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Artigo: &quot;As teorias feministas nas Américas e a política transnacional da tradução&quot;</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/771747939</link>
         <description><![CDATA[<div>O artigo faz um questionamento: "De que forma o lugar que habitamos no gênero, na raça, na classe, na sexualidade, nas instituições etc, delimita quais teorias (e autoras) são traduzidas e como são interpretadas/apropriadas?"<br>Sobre as teorias feministas: "Mapear seus itinerários se complica ainda mais porque suas categorias analíticas são produzidas no (des)encontro das formações feministas heterogêneas, marcadas pelas diferenças de raça, de classe, de orientação sexual, de linguagem, de etnia e de tradição nacional, entre muitas outras."<br>"Devido à intensa transmigração dos conceitos e valores nas viagens dos textos e das teorias, frequentemente um conceito com um potencial de ruptura política e epistemológica em um determinado contexto, quando transladado a outro, despolitiza-se. Isso porque qualquer conceito, como mostra Miller, carrega consigo uma longa genealogia e uma silenciosa história que, ao serem transportadas a outras topografias, podem produzir outros tipos de leitura."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-23 12:36:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Gloria Evangelina Anzaldúa</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/771929808</link>
         <description><![CDATA[<div>Nascida no Vale do Rio Grande, no sul do Texas, em 1942, Anzaldúa era a filha mais velha de Urbano e Amalia Anzaldúa. Recebeu seu diploma superior da Universidade Pan American, concluiu o mestrado na Universidade do Texas em Austin, e estava em vias de completar seu doutorado na Universidade da Califórnia em Santa Cruz quando faleceu em 15 de maio de 2004.<br><br>A escritora e teórica cultural Gloria Evangelina Anzaldúa, reconhecida internacionalmente, faleceu em 15 de maio, aos 61 anos, de complicações relacionadas a diabetes. Autora versátil, Anzaldúa publicou poesia, ensaios teóricos, contos, narrativas autobiográficas, entrevistas, livros infantis e antologias de vários gêneros. Como uma das primeiras autoras americanas de origem mexicana assumidamente lésbicas, Anzaldúa desempenhou um papel de grande relevância na redefinição de identidades chicanas, lésbicas e queer. Como editora ou co-editora de três antologias multiculturais, ela também desempenhou um papel vital no desenvolvimento de um movimento feminista de inclusão.<br>Fonte: &lt;https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-026X2004000100002&gt;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-23 13:21:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Artigo: &quot;Falando em línguas: uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo&quot;</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/771953007</link>
         <description><![CDATA[<div>"... A mulher de cor iniciante é invisível no mundo dominante dos homens brancos e no mundo feminista das mulheres brancas, apesar de que, neste último, isto esteja gradualmente mudando. A lésbica de cor não é somente invisível, ela não existe. Nosso discurso também não é ouvido. ..."<br>"Porque os olhos brancos não querem nos conhecer, eles não se preocupam em aprender nossa língua, a língua que nos reflete, a nossa cultura, o nosso espírito. As escolas que freqüentamos, ou não freqüentamos, não nos ensinaram a escrever, nem nos deram a certeza de que estávamos corretas em usar nossa linguagem marcada pela classe e pela etnia. ..."<br>“O homem, como os outros animais, tem medo e é repelido pelo que ele não entende, e uma simples diferença é capaz de conotar algo maligno.” WALKER, Alice (1974). “In Search of Our Mothers’Gardens: The Creativity of Black Women in the South”. MS (May).<br><br>Trecho Final do Artigo / Carta:<br>"... Para alcançar mais pessoas, deve-se evocar as realidades pessoais e sociais — não através da retórica, mas com sangue, pus e suor.<br>Escrevam com seus olhos como pintoras, com seus ouvidos como músicas, com seus pés como dançarinas. Vocês são as profetizas com penas e tochas. Escrevam com suas línguas de fogo. Não deixem que a caneta lhes afugente de vocês mesmas. Não deixem a tinta coagular em suas canetas. Não deixem o censor apagar as centelhas, nem mordaças abafar suas vozes. Ponham suas tripas no papel.<br>Não estamos reconciliadas com o opressor que afia seu grito em nosso pesar. Não estamos reconciliadas.<br>Encontrem a musa dentro de vocês. Desenterrem a voz que está soterrada em vocês. Não a falsifiquem, não tentem vendê-la por alguns aplausos ou para terem seus nomes impressos.<br>Com amor,<br>Gloria"</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-23 13:26:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Gloria Anzaldúa</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/772065312</link>
         <description><![CDATA[<div>"A woman who writes has power, and a woman with power is feared"<br>"Uma mulher que escreve tem poder, e uma mulher com poder é temida"</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-23 13:49:43 UTC</pubDate>
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         <title>Lídia Puigvert</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/792784398</link>
         <description><![CDATA[<div>É professora de sociologia e gênero na Universidade de Barcelona. Autora feminista conhecida internacionalmente por sua contribuição teórica sobre o feminismo dialógico e a superação da violência de gênero.<br><br>Devido as suas contribuições relevantes na área do gênero, foi nomeada como consultora nesta dimensão em várias ocasiões para projetos de investigação europeus. Liderou como investigadora principal vários projetos e atualmente coordena trajetórias de vida que se afastam ou se aproximam do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. Em 2008 foi membro do Comitê Consultivo sobre Violência contra as Mulheres no Observatório Europeu do Lobby das Mulheres. Como palestrante foi convidada para conferências e seminários em diferentes universidades ao redor do mundo, entre outras, University of Oxford, University of Cambridge e Harvard University.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-30 19:32:24 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Artigo: Teoria feminista do século XXI: as vozes das outras mulheres</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/792841093</link>
         <description><![CDATA[<div>"O feminismo dialógico torna possível a união das vozes de todas as mulheres para atingir um verdadeiro impacto no avanço para sociedades mais democráticas."<br><br>"Outras mulheres" "faz-se referência às mulheres sem estudos universitários. Através deste conceito, estas mulheres reivindicam sair da situação de invisibilidade e exclusão em que se encontram, tornando explícitas as suas preocupações, com frequência esquecidas, assim como os importantes contributos que podem trazer para a teoria feminista."<br><br>"Muitas "Outras mulheres" não se reconhecem como feministas, sendo, no entanto, mais feministas e<br>coerentes nas suas práticas diárias do que muitas outras que se declaram feministas e que, depois de conseguirem aceder a uma educação superior e a um bom posto de trabalho, se esquecem de reivindicar os mesmos direitos para as empregadas da limpeza que trabalham para elas, e que, em numerosas ocasiões, estão numa situação laboral irregular."<br><br>Feminismo da igualdade: "... próprio da primeira modernidade, procurava a equiparação de homens e mulheres no acesso à educação e à esfera pública, bem como a independência econômica."<br><br>Feminismo da diferença: "Centrada em sublinhar as diferenças, esqueceu toda a luta pela igualdade e, com isto, deixou de ter sentido o clamor pela transformação social. Com esta acérrima defesa dos diferentes estilos de vida, qualquer acção que visasse estabelecer direitos comuns para todas foi vista como uma intromissão. Estes discursos excluíram valores como o da solidariedade."<br><br>Feminismo Dialógico: "Esta nova perspectiva crítica advoga a radicalização da democracia, numa aposta pela capacidade de acção e reflexão de todas as pessoas. É precisamente através do diálogo igualitário que é possível incluir as reivindicações de todas as mulheres no feminismo do século XXI, sem distinções de classe social, nível de estudos, idade ou identidade cultural."<br><br>"Partimos do princípio que, através de uma educação de qualidade, é possível superar a situação de exclusão que determinados grupos sofrem."<br><br>Paulo Freire: "não somos seres de adaptação mas de transformação"<br><br>"A luta pela igualdade de oportunidades é o objectivo principal do feminismo dialógico. Contudo, esta luta pela igualdade afasta-se das tentativas homogeneizadoras do feminismo tradicional. As diferentes identidades são respeitadas, valorizando-se os diferentes contributos que cada uma, com a sua experiência e cultura, pode dar. As "Outras mulheres" reivindicam a necessidade de basear o feminismo na igualdade de diferenças, isto é, no igual direito de serem diferentes. Defendem a igualdade de oportunidades sem discriminações por razões de idade, de etnia ou cultura, orientação sexual ou nível académico. Mulheres com identidades muito diferentes partilham espaços de diálogo nos centros de educação de adultos, respeitando-se mutuamente e aprendendo umas com as outras."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-30 19:51:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Claudia Korol - Así llegué al feminismo popular y comunitario</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/792857868</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-09-30 19:57:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Claudia Korol</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/792866600</link>
         <description><![CDATA[<div>Educadora popular argentina sobre experiências em formação feminista e desafios atuais para o movimento de mulheres na América Latina. Atual coordenadora da equipe de educação popular da Universidade Popular Mães da Praça de Maio, a argentina Claudia Korol, viveu de perto a realidade das ditaduras na América Latina. Na década de 80, como militante estudantil, participou das brigadas juvenis de solidariedade com a Nicarágua e Chile. Militante, ativista e feminista, ela é educadora popular e membra da organização Pañuelos en Rebeldia, coletivo que trabalha com formação a partir da pedagogia feminista, decolonial e anticapitalista.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-30 20:00:19 UTC</pubDate>
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         <title>Mafalda - Tirinhas Animadas</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:36:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Quino ao lado da escultura da Mafalda no bairro de San Telmo, em Buenos Aires</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 21:02:17 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/799136335</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 21:11:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Artigo: &quot;A LUTA DAS MULHERES NO MÉXICO E A PERSPECTIVA DE UM FEMINISMO INDÍGENA: O CASO DAS MULHERES INDÍGENAS ZAPATISTAS&quot;</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/815276418</link>
         <description><![CDATA[<div>- <strong>"Feminismo Mexicano": </strong></div><ul><li>Sufrágio Feminino buscava a igualdade de direitos políticos;</li><li>Petição à Constituição de 1917 rejeitou a proposta de direito das mulheres ao voto (igualdade política);</li><li>1940: Direito ao voto apenas nas eleições municipais;</li><li>1953: Direito ao voto nas eleições federais;</li></ul><div><br><strong>- Divergências entre o "Feminismo Liberal Urbano" e o "Feminismo Indígena Zapatista":</strong> O "Feminismo Liberal Urbano" possui conotações separatistas que as afastam da necessidade de construir uma luta conjunta com os seus companheiros indígenas. Para o "Feminismo Indígena Zapatista", apesar dos conflitos, não há uma ruptura entre as feministas e a comunidade indígena; ao contrário, os conflitos geram uma maior<br>aproximação. Esta aproximação se fundamenta em dois pontos principais: <br>a) defendem o direito a interpretar o mundo desde seu lugar particular na história; e<br>b) interpretam a vida e o dever das mulheres à luz dos mesmos referenciais culturais que sua comunidade.<br><br><strong>- As ideias e lutas do "Feminismo Mexicano" diferem daquelas do "Feminismo Indígena": </strong>Contato é ainda hoje conflituoso, visto que muitas feministas, representando agências financiadoras internacionais, acabam por impor projetos e demandas distantes dos anseios das indígenas, em um processo denominado por Marcos (et al., 2008) de imperialismo feminista que ocorre quando feministas tentam impor o seu modo de atuar a outras mulheres de outros países.<br><br><strong>- "Imperialismo Feminista":</strong> Feministas tentam impor o seu modo de atuar a outras mulheres de outros países.<br><br><strong>- "Feminismo Hegemônico":</strong> Planificador das mulheres e universalizador de suas problemáticas e demandas.<br><br><strong>- "Feminismo Indígena" (Mexicano):<br></strong>1) Necessidade de se pensar os problemas enfrentados pelas mulheres a partir da diversidade cultural;<br>2) Convergência de duas formas diferentes de luta: a de gênero e a étnica;<br>3) Permitir uma crítica à própria cultura, propondo a revisão e a superação de relações de gênero baseadas na opressão e na exploração.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-08 19:53:56 UTC</pubDate>
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         <title>Feminismo Zapatista</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fonte: https://twitter.com/Postnatal6meses/status/903417676327825408/photo/1</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-08 20:39:23 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/815394047</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-08 20:42:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/815397194</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.hypeness.com.br/2017/02/uma-mulher-indigena-concorrera-para-presidente-do-mexico-em-2018/" />
         <pubDate>2020-10-08 20:44:02 UTC</pubDate>
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         <title>Feminismo Indígena no Brasil</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fonte: https://www.geledes.org.br/conheca-um-pouco-sobre-feminismo-indigena-no-brasil-e-sua-importancia/</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-10 00:54:36 UTC</pubDate>
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         <title>Artigo: &quot;Mulheres negras: moldando a teoria feminista&quot; - Bell Hooks</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/832062841</link>
         <description><![CDATA[<div>"<strong>As </strong><strong><mark>mulheres brancas que dominam o discurso feminista</mark></strong> – as quais, na maior parte, fazem e formulam a teoria feminista – têm pouca ou nenhuma compreensão da supremacia branca como estratégia, do impacto psicológico da classe, de sua condição política dentro de um <strong>Estado racista, sexista e capitalista</strong>."<br><br>"Um preceito central do <strong><mark>pensamento feminista moderno</mark></strong> tem sido a afirmação de que <strong>“todas as mulheres são oprimidas”</strong>. Essa afirmação sugere que as mulheres <strong>compartilham a mesma sina, que fatores como classe, raça, religião, preferência sexual</strong> etc. não criam uma diversidade de experiências que determina até que ponto o sexismo será uma força opressiva na vida de cada mulher."<br><br>"Ser <strong><mark>oprimida </mark></strong><strong>significa ausência de opções</strong>. É o principal ponto de contato entre o oprimido(a) e o opressor(a)."<br><br>"Se as <strong>mulheres negras de classe média</strong> tivessem começado um movimento em que designassem a si mesmas como <strong>“oprimidas”</strong>, ninguém as teria levado a sério."<br><br>"Não foi o que aconteceu com as <strong><mark>feministas burguesas brancas</mark></strong>, porque elas podiam apelar a um grande público de mulheres como elas, ávidas para mudar a sua sina na vida."<br><br>"À medida que mais e mais mulheres adquiriram prestígio, fama ou dinheiro a partir de textos feministas ou de ganhos com o movimento feminista por igualdade no mercado de trabalho, o <strong>oportunismo individual prejudicou os apelos à luta coletiva</strong>. <strong><mark>Mulheres que não se opunham ao patriarcado, ao capitalismo, ao classismo e ao racismo se rotularam “feministas”</mark></strong>. Suas expectativas eram variadas. Mulheres privilegiadas queriam igualdade social com os homens de sua classe, algumas queriam salário igual por trabalho igual, outras queriam um estilo de vida diferente."<br><br>"<strong>A ordem burguesa, o capitalismo, o falocentrismo estão prontos a integrar quantas feministas for necessário</strong>. Como essas <mark>mulheres estão se tornando homens</mark>, isso vai acabar significando apenas mais alguns homens. A diferença entre os sexos não está no fato de alguém ter ou não ter pênis, e sim de fazer parte ou não de uma <strong>economia masculina fálica</strong>."<br><br>“<strong><mark>Radicalismo feminista</mark></strong><strong> perde terreno para o </strong><strong><mark>feminismo burguês</mark></strong>”<br><br>"Não é por acaso que a luta feminista foi cooptada tão facilmente para servir aos interesses das<strong><mark> feministas liberais e conservadoras</mark></strong>, já que o feminismo nos Estados Unidos tem sido, até agora, uma <strong>ideologia burguesa</strong>."<br><br>"O feminismo tem sua “linha justa”, e as mulheres que sentem necessidade de uma estratégia diferente, um<strong> alicerce diferente</strong>, muitas vezes se veem <strong><mark>marginalizadas e silenciadas</mark></strong>."<br><br>"Essas mulheres negras observaram o foco <strong>feminista branco na tirania masculina e na opressão das mulheres</strong> como se fosse uma revelação “nova” e acharam que esse foco tinha pouco impacto na sua vida."<br><br>"A <strong><mark>condescendência </mark></strong>que elas dirigiam a mulheres negras era um dos meios que empregavam para nos lembrar de que o movimento de mulheres era “delas” – que <strong>podíamos participar porque elas nos permitiam</strong>, até mesmo incentivaram; afinal, éramos necessárias para legitimar o processo. <strong><mark>Elas não nos viam como iguais, não nos tratavam como iguais."</mark></strong><br><br>“infelizmente, o <strong><mark>medo </mark></strong>de se deparar com o <strong>racismo </strong>parece ser uma das <strong>principais razões </strong>pelas quais muitas <strong>mulheres negras se recusam a participar do movimento de mulheres</strong>”.<br><br>"Fazem de nós os “<strong><mark>objetos</mark></strong>” <strong>de seu discurso privilegiado sobre raça</strong>. Como “<mark>objetos</mark>”, <strong>continuamos desiguais, inferiores</strong>. Mesmo que elas possam estar sinceramente preocupadas com o racismo, sua metodologia sugere que ainda não estão livres do tipo de paternalismo endêmico à ideologia branca hegemônica. Algumas dessas <strong>mulheres se colocam na posição de </strong>“<strong><mark>autoridades</mark></strong>” que devem mediar a comunicação entre mulheres brancas racistas (naturalmente, elas consideram ter resolvido o seu racismo) e mulheres negras raivosas, que elas acreditam ser incapazes de um discurso racional."<br><br>"<strong>As </strong><strong><mark>feministas privilegiadas</mark></strong><strong> têm sido incapazes de falar a, com e pelos diversos grupos de mulheres, porque não compreendem plenamente a inter-relação entre opressão de sexo, raça e classe ou se recusam a levar a sério essa inter-relação</strong>. As análises feministas sobre a sina da mulher tendem a se concentrar exclusivamente no gênero e não proporcionam uma base sólida sobre a qual construir a teoria feminista."<br><br>"Como grupo, as <strong><mark>mulheres negras</mark></strong><strong> estão em uma posição incomum nesta sociedade</strong>, pois não só estamos coletivamente na <strong>parte inferior da escada do trabalho</strong>, mas nossa <strong>condição social geral é inferior</strong> à de qualquer outro grupo. Ocupando essa posição, <strong><mark>suportamos o fardo da opressão machista, racista e classista</mark></strong>."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-15 12:48:34 UTC</pubDate>
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         <title>Não Precisa Ser Amélia - Bia Ferreira</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Estrela que brilha, clareia a trilha<br>Ilumina e guia o meu caminhar<br>Alumeia um pouquinho esse meu caminho<br>Me dê uma luz, tá difícil enxergar<br><br></div><div>Quanto mais eu ando, mais escuro fica<br>Me dê uma dica pra poder seguir<br>Não sei o que faço<br>Se ando, se paro, se corro, se sigo, se fico aqui<br><br></div><div>Tome minha boca pra que eu só fale<br>Aquilo que eu deveria dizer<br>A caneta, a folha, o lápis<br>Agora que eu comecei a escrever<br>Que eu nunca me cale<br><br></div><div>O jogo só vale quando todas as partes puderem jogar<br>Sou mulher, sou preta, essa é minha treta<br>Me deram um palco e eu vou cantar<br>Canto pela tia que é silenciada<br>Dizem que só a pia é seu lugar<br>Pela mina que é de quebrada<br>Que é violentada e não pode estudar<br>Canto pela preta objetificada<br>Gostosa, sarada, que tem que sambar<br><br></div><div>Dona de casa limpa, lava e passa<br>Mas fora do lar não pode trabalhar<br>A dona de casa limpa, lava e passa<br>A dona de casa<br><br></div><div>Não precisa ser Amélia pra ser de verdade<br>Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser<br><strong><mark>Seja preta, indígena, trans, nordestina</mark></strong><br><strong><mark>Não se nasce feminina, torna-se mulher</mark></strong><br><br></div><div>E não precisa ser Amélia pra ser de verdade<br>Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser<br><strong><mark>Seja preta, indígena, trans, nordestina<br>Não se nasce feminina, torna-se mulher</mark></strong><br><br></div><div>E não precisa ser Amélia pra ser de verdade<br>Cê tem a liberdade pra ser quem você quiser<br>Menos preta, indígena<br>Não se apropria<br>Quer ser preta dia a dia<br>Pra polícia cê num é</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-15 13:11:55 UTC</pubDate>
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         <title>Djamila Ribeiro - Lugar de fala</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 13:43:05 UTC</pubDate>
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         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 13:57:35 UTC</pubDate>
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         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 13:58:01 UTC</pubDate>
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         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 13:58:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 13:59:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 14:01:15 UTC</pubDate>
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         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-10-16 14:01:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-16 20:18:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/836922074</link>
         <description><![CDATA[<div>Pessoas negras passam por isso o tempo todo:Tentamos posicionar o impacto do racismo na vida da população negra, e então somos acusadas de mimimi, raivosas, vitimistas. Três segundos depois do que falamos, uma pessoa branca repete tudo, usando as mesmas palavras e passa a ser a autoridade inquestionável na questão racial, ocupando mesas, publicações e todos os espaços possíveis e imagináveis para falar da vida das pessoas negras. E de repente o que dizemos não tem valor, e o barato passa a ser ter uma pessoa branca falando coisa de preto. Quando escutadas, essas pessoas dirão: Mas eu sou uma aliada da luta, eu sou militante anti-racista… Será mesmo? O que significa de verdade ser uma pessoa não-negra e atuar na luta contra o racismo?<br>Fonte: https://www.geledes.org.br/6-coisas-que-pessoas-aliadas-da-luta-anti-racista-nao-podem-esquecer/amp/</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.geledes.org.br/6-coisas-que-pessoas-aliadas-da-luta-anti-racista-nao-podem-esquecer/amp/" />
         <pubDate>2020-10-16 20:21:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>&quot;Putas que falam: Reflexões sobre Autonomia e Protagonismo Político de Prostitutas&quot; - Profª Drª Fabiana Rodrigues de Sousa</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/852152321</link>
         <description><![CDATA[<div>"... Ciente de que as <strong>representações sociais sobre a prostituta e a prostituição</strong> ainda são acionadas para reforçar sua <strong><mark>marginalização </mark></strong>e <strong><mark>exclusão</mark></strong>, elas <strong>defendem o direito de falar por si e de ser ouvida</strong>."<br><br>"... <strong>prostitutas </strong>têm gerado saberes e conhecimentos que favorecem a <strong>problematização </strong>da <strong>aparente oposição entre movimento feminista e movimento de prostitutas</strong>."<br><br>"... Cabe ressaltar que o <strong><mark>putafeminismo </mark></strong>apresenta-se, pois, como uma das <strong>múltiplas faces do movimento feminista, não estabelecendo com este relação de negação / oposição, mas sim de complementariedade e pluralidade</strong>."<br><br>"... termo “<strong><mark>transfobia</mark></strong>” para designar a <strong>opressão sofrida pelo sujeito político definido como “pessoa trans</strong>”."<br><br>"... Ao construir um regime de visibilidade que <strong><mark>associa as categorias</mark></strong> <strong>“travesti” – “puta” – “feminismo”,</strong> Amara não apenas <strong>contesta o feminismo</strong> das que ela mesma categoriza como “<strong>radfems</strong>” ou “<strong>TERF</strong>”, como incomoda." (radfems = feministas radicais / TERF = feministas radicais que excluem trans)<br><br>"... o fenômeno da <strong>internet </strong>e das<strong> redes sociais</strong> abre um<strong> </strong><strong><mark>novo cenário</mark></strong>, onde a representação da prostituição dá lugar a <strong>novas narrativas em primeira pessoa</strong>, as quais se <strong>contrapõem à imagem estigmatizada da prostituta</strong> como vítima, delinquente, escravizada e sempre descrita em terceira pessoa."<br><br>"No Brasil, os escritos de <strong>Monique Prada</strong> também desvelam esse tipo de <strong><mark>ativismo digital</mark></strong>. Nos textos veiculados em sua página do <strong>Facebook</strong>, no Mundo Invisível ou no Coletivo Mídia Ninja (rede descentralizada de jornalismo e ativismo), Monique Prada <strong>socializa saberes e conhecimentos</strong> sobre a <strong>prática da prostituição</strong> e reivindica o reconhecimento das prostitutas como <strong><mark>militantes feministas</mark></strong>, afirmando as categorias ‘<strong><mark>putafeminismo</mark></strong>’ e ‘<strong><mark>putafobia</mark></strong>’, sendo que esta designa a opressão e o estigma social que recaem às mulheres que exercem prostituição".<br><br>"Monique Prada afirma que é possível <strong><mark>aliar movimento de prostitutas e feminismo</mark></strong>: É possível ser prostituta e feminista sim, por exemplo, eu tenho diálogo com vários coletivos de feminismo radical, nós temos vários pontos em comum e um ponto de atrito muito grande que é o meu trabalho. Nós somos vistas como vítimas [...], falam até em Síndrome de Estocolmo, nós estamos sequestradas e louvando nosso algoz... Não, nós estamos trabalhando!"<br><br>"De um lado, entre as grandes articulações <strong>feministas </strong>verifica-se o fortalecimento do <strong><mark>discurso abolicionista</mark></strong>; de outro, observa-se o crescimento de <strong>articulações locais e regionais entre pequenos grupos feministas e associações de prostitutas </strong>na luta por direitos e no <strong>reconhecimento da prostituição como trabalho</strong>"<br><br>"...<strong><mark> feminismo institucionalizado</mark></strong>, conforme nos alerta Dolores Juliano (2016), ainda tem dificuldade para ouvir as vozes das prostitutas e de outros grupos e segmentos marginalizados, pois se ancora na crença em um modelo de reivindicações universais e na existência de um <strong>sujeito ‘mulher’ indiferenciado</strong>; cometendo, dessa forma, um equívoco de interpretação que consiste em generalizar problemas vivenciados por alguns setores sociais <strong>(mulheres brancas de classe média ou alta</strong>) de modo a torná-los <strong>universais</strong>, <strong>sem considerar as </strong><strong><mark>demandas formuladas por mulheres de outros setores sociais</mark></strong><strong> (prostitutas, negras, pobres, transexuais, etc)</strong>."<br><br>"... as <strong>vozes feministas de prostitutas</strong> têm se <strong>ampliado e ganhado visibilidade</strong>, por meio de <strong><mark>ativismo digital, de ações culturais e educativas</mark></strong> ... Suas vozes não apontam para um discurso homogêneo e estático acerca de si e de sua prática, já que são produzidas em diferentes contextos e condições de exercício do trabalho sexual. Elas expressam <strong>possibilidades plurais</strong> de ser e estar no mundo e <strong>clamam </strong>por <strong>autodeterminação e pelo direito de falar de si</strong>."<br><br>"... A <strong>metáfora </strong><strong><mark>“não ficar embaixo do tapete”</mark></strong>, na fala de Luza, demonstra a busca pela <strong>visibilidade social</strong> e por sair do <strong>lugar de marginalidade</strong> que, historicamente, foi imposto às prostitutas."<br><br><strong><mark>“mulheres boas vão para o céu, mulheres más vão para qualquer lugar”</mark></strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-22 12:38:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Conhecimento antropológico, arenas políticas, gênero e sexualidade&quot; - Profª Drª Adriana Piscitelli</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/852463555</link>
         <description><![CDATA[<div>(Referindo a <strong><mark>Gabriela Leite</mark></strong>) "... falou com eloquência durante mais de meia hora, explicando porque a <strong><mark>prostituição deve ser considerada um trabalho</mark></strong>, detalhando quais eram os aspectos positivos dessa atividade, desde o ponto de vista das prostitutas, e explicando as reivindicações delas. Gabriela era inteligente, rápida, envolvente, carismática. Ela apresentou argumentos consistentes e bem elaborados. Fez rir a plateia e também a comoveu. No entanto, na hora do debate, as <strong>feministas </strong>da mesa a olharam com uma <strong>simpatia condescendente</strong> e, desconsiderando sua fala, <strong>afirmaram que não podiam apoiá-la porque, embora não estivessem contra as prostitutas, eram, sim, contra a prostituição</strong>."<br><br>"... dolorosa materialização de um processo de <strong><mark>subalternização </mark></strong>(SPIVAK, 2010). Essas feministas aparentemente deram um lugar a essa mulher, que se apresentou como prostituta, <strong>a colocaram na mesa, a deixaram falar e, no entanto, não a “ouviram”, no sentido de negarem-lhe qualquer reconhecimento.</strong>"<br><br>"... ela chamava a atenção para o fato de que “<strong><mark>a sexualidade é política</mark></strong>”, no sentido de que as formas concretas da sexualidade são permeadas por<strong> conflitos de interesses e por manobras políticas</strong>."<br><br>"... das<strong> relações entre prostitutas e feministas</strong>, as posições atuais de feministas brasileiras abertamente <strong><mark>contrárias </mark></strong>ao <strong><mark>reconhecimento da prostituição como atividade laboral</mark></strong> e recusando-se a ouvir as vozes das prostitutas chamam a atenção, quando se leva em conta a maneira como a prostituição foi tratada por integrantes do movimento feminista brasileiro três décadas atrás."<br><br>"... Setores do movimento feminista e do movimento de mulheres que tinham <strong>conexões orgânicas com partidos de esquerda ou as igrejas progressistas</strong> consideravam a <strong><mark>prostituição </mark></strong>como a culminação da <strong><mark>exploração capitalista do corpo feminino</mark></strong>."<br><br>"... percebiam posições como as de Gabriela, que afirmava o exercício da <strong>prostituição como escolha e como direito</strong>, como inquietante, pois era a <strong>expressão de um conceito caro ao feminismo: a </strong><strong><mark>autonomia</mark></strong>."<br><br>"Esse momento coincide como o surgimento de <strong>movimentos de justiça global,</strong> envolvendo um leque de atores fora do estado, de redes como a Marcha Mundial das Mulheres contra a Violência e a Pobreza"<br><br>"... Vale observar que o<strong> tráfico de pessoas</strong> com fins de <strong>exploração sexual,</strong> articulado no âmbito da <strong>violência contra as mulheres</strong>, ofereceu uma linguagem para falar de maneira negativa da prostituição, inclusive para feministas que mostravam sua ambivalência sobre a <strong>problemática do sexo comercial</strong>, isto é, aquelas<mark> </mark><strong><mark>contrárias à prostituição</mark></strong><mark>,</mark> mas ambivalentes uma vez que <strong><mark>reconheciam autonomia</mark></strong>, um <strong>valor feminista</strong>, nos grupos de prostitutas organizadas."<br><br>"... Nesse contexto, foram realizadas recorrentes fusões entre <strong>prostituição, exploração sexual e tráfico de mulheres</strong>, nas quais ficava clara a <strong>visão negativa da prostituição</strong>, considerada como <strong><mark>violência sexista</mark></strong>, que evocava a ideia de<strong> trauma, de sofrimento psicológico e de dor,</strong> aspectos que remetem aos aspectos mais eficazes das sensibilizações vinculadas às políticas humanitárias (FASSIN, 2007). E também ficava clara a exigência de algumas <strong><mark>feministas de criminalizar o entorno da prostituição</mark></strong>."<br><br>"... Algumas feministas manifestavam um posicionamento intermediário, afirmando a impossibilidade de se opor às prostitutas organizadas que pretendem <strong>regulamentar sua profissão</strong> e, no entanto, expressando a <strong>dificuldade</strong>, como feministas com uma atividade que, pensavam, <strong><mark>“torna as mulheres objetos”</mark></strong>. Outras, embora não necessariamente manifestassem isso publicamente, mostravam uma posição mais “aberta”, que levava em conta o “<strong><mark>empoderamento</mark></strong>” de mulheres que exercem a prostituição no Brasil, e a percepção das vantagens dessa atividade em relação a outros serviços mal pagos nos quais elas poderiam estar mais subjugadas."<br><br>“<strong>O que você chama escolha individual nos chamamos de </strong><strong><mark>terrorismo heteropatriarcal</mark></strong>” (Cartazes de feministas radicais <strong>hostilizando prostitutas </strong>durante o Encontro Fazendo Gênero, em Florianópolis)<br><br>"... as <strong><mark>articulações com o Estado</mark></strong> amplificaram as <strong>posições feministas </strong><strong><mark>negativas</mark></strong><mark> </mark>em relação à <strong>prostituição</strong>."<br><br>"... Trata-se das reivindicações das “<strong><mark>putas-feministas</mark></strong>” que, articuladas transnacionalmente, questionam frontalmente essa divisão e situam os <strong>direitos das prostitutas</strong> no âmbito de discussões sobre os<strong> direitos das mulheres</strong>."<br><br>"... Monique Prada, prostituta, ativista digital e presidenta da CUTS (Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais) afirma que <strong><mark>prostituição e feminismo caminham juntos na luta pelo direito da mulher à sexualidade</mark></strong>."<br><br>"... a <strong>Carta de Santa Catarina</strong>, afirma ser fundamental garantir para todas as pessoas que exercem a <strong>prostituição </strong>o acesso e o gozo dos <strong><mark>direitos </mark></strong>em todas as<mark> </mark><strong><mark>políticas públicas</mark></strong> com <strong>integralidade; a inclusão de prostitutas, mulheres travestis e mulheres transexuais em todos os locais e instâncias de debate</strong> e que se instale nacionalmente um debate público para a <strong>defesa da regulamentação da prostituição</strong> como trabalho. Este documento foi <strong>assinado por organizações de prostitutas e por diversos coletivos, fóruns e agrupações feministas</strong> de diferentes partes do país, além de contar com o apoio de outros movimentos."<br><br>"São dirigidas duras acusações a quem reivindica a regulamentação laboral da prostituição - <strong><mark>“quem defende a cafetinagem defende a cultura do estupro”</mark></strong>; quem defende a <strong><mark>“continuidade da profissionalização do sexo”</mark></strong>, <strong><mark>“defende a perpetuação do tráfico de mulheres”</mark></strong>." (discussões que tiveram lugar em junho de 2016 após um estupro coletivo em uma favela de Rio de Janeiro)<br><br>"... Essas acusações, mobilizando as emoções suscitadas pelo estupro coletivo, vão além de <strong>negar os direitos </strong>reivindicados pelas prostitutas como <strong>direitos das mulheres</strong>: convertem os objetos dessas reivindicações – <strong>descriminalização do entorno da prostituição e regulamentação laboral da prostituição – praticamente em causa da violência contra as mulheres</strong>."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-22 13:52:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Campeã de vendas da Daspu: &quot;Somos más. Podemos ser piores&quot; - Gabriela Silva Leite</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/852482310</link>
         <description><![CDATA[<h1><strong><mark>“Mulheres boas vão para o céu, Mulheres más vão para qualquer lugar”</mark></strong></h1><div>Fonte: https://vilamulher.com.br/moda/estilo-e-tendencias/daspu-grife-se-firma-no-mercado-23405.html</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/676702230/800dcd5ecc32921dcfe0d0a4143acd05/10_24_gabriela_silva_leite_fundadora_da_ong_davida_32_260_thumb_570.jpg" />
         <pubDate>2020-10-22 13:56:33 UTC</pubDate>
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         <title>A sexta é do Putadei DasPu &quot;Por uma Zona Legal&quot; (28/06/2018)</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/852523386</link>
         <description><![CDATA[<div>O evento ocorre todos os anos em vários estados do Brasil de forma colaborativa e afetiva com uma diversa rede de aliados e parceiros, trazendo um sentido afirmativo ao Dia 02 de junho, <strong>celebrado internacionalmente</strong> como o <strong><mark>Dia Internacional das Prostitutas</mark></strong>, marco mundial da luta desse segmento que já está organizado a mais de 30 anos em Rede no Brasil.<br><em>Fonte</em>: http://holofotevirtual.blogspot.com/2018/06/a-sexta-e-do-putadei-daspu-por-uma-zona.html</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/676702230/5c2464bdf368b39b76ebb2d92958a57c/10_24_daspucartaz.jpg" />
         <pubDate>2020-10-22 14:05:27 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Encontrando o transfeminismo brasileiro: um mapeamento preliminar de uma corrente em ascensão&quot; - Thiago Coacci</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/872701837</link>
         <description><![CDATA[<div>"<strong>o termo </strong><strong><mark>trans*</mark></strong> será preferido a outros como <strong>transgênero, transexual e travesti, por ser um termo guarda-chuva que abarca esses e ainda outros como genderqueer, drag queen/king, crossdressers e etc</strong>. O uso do asterisco é proposital para indicar as diversas possibilidades de identificação dentro ou até mesmo fora do binarismo, bem como para enfatizar a fluidez dessas categorias. O uso daqueles termos, em detrimento de trans*, será restrito apenas para ocasiões em que o contexto requerer, seja porque xs autorxs em discussão utilizam o termo ou o movimento assim se identifica."<br><br>"Traçar uma linha nós/elxs implica dizer quem e quais corpos podem ou não podem ser feministas e falar pelo feminismo e como mostraremos adiante, quem pode ou não ser mulher."<br><br>"Se por um lado o feminismo em seus primeiros tempos podia ser classificado como branco/mestiço e de classe média, a partir da década de 1980 há uma predominância de mulheres pobres, trabalhadoras e/ou negras e indígenas."<br><br>"... feminismo recusaram a criar um “<strong><mark>feministômetro</mark></strong>” que poderia <strong>indicar quem era mais ou menos feminista e consequentemente quem poderia participar dos encontros</strong>"<br><br>"Um espaço decisivo para o debate foi a plenária final: segundo Adrião, Tonelli e Maluf (2011) era possível diferenciar aquelas favoráveis das desfavoráveis à participação de pessoas trans* por meio do gênero atribuído a palavra transexual. Fica claro, a partir dessa discussão que: a) o feminismo ainda possui “as mulheres” como seu sujeito; e que b) a discussão travada nessa plenária final não era apenas da inclusão de novos sujeitos no feminismo, mas em última instância se essas pessoas trans eram ou não mulheres."<br><br>"O espaço buscou, seguindo fielmente o espírito da metodologia feminista, “questionar, instar a repensar criticamente, a evidenciar e, sobre tudo, a desnaturalizar as redes de poder e as exclusões que este gerou no interior dos movimentos feministas” ".<br><br>"... Nancy Burkholder, uma <strong>mulher transexual</strong>, foi <strong><mark>expulsa </mark></strong>do festival de música sob o argumento de que o espaço era exclusivo para '<strong>mulheres nascidas mulheres'</strong> ".<br><br>"... a palestrante Robin Morgan em seu discurso ampliou os protestos, questionando a plateia sobre por que algumas feministas defendiam a 'obscenidade' que é o 'travestismo masculino', por que permitem que homens que fazem paródia da opressão feminina participem de organizações feministas?".<br><br>"A partir do ano <strong>2000 </strong>a participação de <strong>mulheres transexuais operadas foi autorizada</strong>, assim operou-se uma passagem de um espaço exclusivo para '<strong>mulheres nascidas mulheres</strong>' para um espaço “<strong>livre de pênis</strong>”. Essa política apesar de apoiada inclusive por uma parcela das mulheres transexuais, foi criticada por Koyama (2006) por ser <strong>racista e ignorar o fato de que em geral mulheres negras e pobres não possuem condições para se submeter à cirurgia de transgenitalização</strong>."<br><br>(Raymond, 1994) "... o uso da linguagem estereotipada no livro é uma escolha intencional para trazer à tona a superficialidade do “processo transexual”, construído artificialmente e cirurgicamente no lugar de uma mudança profunda que encorajaria o desenvolvimento existencial do sujeito. Refere-se, então, às pessoas transexuais como homem-para-mulher-construída (male-to-constructed-female) ou mulher-para-homem-construído (female-to-constructed-male)."<br><br>"Para Raymond (1994, p. 5 – tradução do autor) o transexualismo “constitui um programa 'sociopolítico' que está sabotando o movimento para erradicar os estereótipos de papeis sexuais e a opressão nessa cultura”. Ainda segundo a mesma, a ideologia transexual abrigaria bases de sexismo sobre o nome de terapia."<br><br>"... a '<strong><mark>castração</mark></strong>' por via da transexualidade seria uma forma que os homens penetram na comunidade feminina, dividem, seduzem e conquistam as mulheres. Raymonds (1994) chega inclusive a afirmar que essa 'penetração' seria uma forma de estupro próprio das pessoas transexuais ..."<br><br>"... [t]odos os transexuais estupram os corpos das mulheres ao reduzir a real forma feminina a um artefato, apropriando-se desse corpo para si mesmos. Todavia, a lésbica-feminista transexualmente construída viola, também, a sexualidade das mulheres e seu espírito. O estupro, apesar de geralmente ocorrer pela força, pode também ser realizado por meio da fraude ..."<br><br>"Cada um desses textos de forma mais ou menos direta responde aos conflitos sobre o sujeito do feminismo, aborda a exclusão que pessoas trans* vinham sofrendo e são um manifesto para uma luta por melhores condições, por inclusão, autonomia e representação."<br><br>"... Até mesmo o argumento de que <strong>“a presença de um pênis iria provocar as mulheres”</strong> é falho porque nega o fato de que a <strong>pele branca é um símbolo da violência da mesma forma que um pênis</strong>. A história racista do <strong>feminismo-lésbico</strong> nos ensinou que qualquer mulher branca que fizer uso dessas desculpar para oprimir já fez e irá fazer uso da mesma desculpa para outras opressões como o <strong>racismo, classismo e com as múltiplas deficiências</strong>. (KOYAMA, 2006)"<br><br>"Koyama (2006) afirma que é preciso parar de fingir que são todas iguais e que a inclusão de mulheres trans não é uma ameaça. Segundo a autora a própria existência de pessoas transexuais é uma ameaça a um mundo que essencializa, polariza e dicotomiza gêneros e as comunidades feministas não estariam imunes a essa ameaça, uma ameaça não física, mas social e política."<br><br>"Apesar de historicamente pessoas <strong><mark>trans*</mark></strong> transitarem por espaços feministas brasileiros, é bem recente as tentativas de construção de um <strong>feminismo transgênero ou transfeminismo</strong>."<br><br>"<strong>Aline Freitas é apontada por viviane v.</strong> como talvez a <strong>primeira pessoa</strong> a utilizar o termo <strong>transfeminismo </strong>no Brasil. Aline, ao longo da década de 1990 participou de vários movimentos sociais e coletivos zapatistas, por mídia independente e outros. Foi no final da década de 1990 que assumiu-se como trans, mas como relata, os homens do coletivo que participava na época não receberam bem a notícia. Por outro lado, várias mulheres a receberam bem e a partir desse processo convidaram-na para participar de coletivos feministas."<br><br>"... a quarta onda do feminismo brasileiro, a da existência de um novo frame para a atuação do feminismo, que rompe barreiras do Estado Nacional e promove articulação entre feminismos horizontais."<br><br>"O feminismo seria, então, uma ferramenta para as pessoas trans* ressignificarem o seu corpo e a si mesmxs, como sintetiza viviane v. (2012): “<strong>o feminismo me dá essa inspiração para dizer que sim, eu posso ser mulher independente do meu corpo</strong>”."<br><br>"As normas de gênero vigentes exigem a coerência entre sexo, gênero e orientação sexual, nesse esquema as <strong><mark>pessoas cis</mark></strong>, diferentemente das trans, <strong>seriam aquelas que estão confortáveis e em coerência entre o sexo e o gênero que foram designados ao nascer</strong>. Assim, pessoas trans* podem, caso desejem e seja possibilitado, fazer uso consciente de tecnologias de construção do gênero para construí-lo de forma diversa daquela que foi designada."<br><br>"... a<strong> Classificação Internacional de Doenças – CID</strong> da Organização Mundial de Saúde, quanto o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM, da Associação de Psiquiatria Americana <strong><mark>classificam a transexualidade como uma forma de patologia</mark></strong>."<br><br>"A luta pela despatologização das identidades trans* é uma das principais pautas do movimento transfeminista."<br><br>"A <strong><mark>patologização </mark></strong>das identidades trans* é uma forma de <strong>violência</strong>, de não respeito à autonomia dos sujeitos sobre seus corpos e gêneros."<br><br>"<strong><mark>Despatologizar</mark></strong>, para os defensores desse discurso, poderia implicar em uma<strong> perda dos direitos</strong> já conquistados de <strong>acesso gratuito</strong> ao sistema de saúde para a realização do processo <strong>transexualizador</strong>."<br><br>"O transfeminismo se relaciona tanto com o movimento e pensamentos feministas em geral, quanto com os movimentos de travestis e transexuais, com o movimento de prostitutas e com os movimentos LGBT, agregando críticas e demandas clássicas desses como o fim do sexismo e da violência contra as mulheres, a legalização do aborto, a autonomia para definir seu nome e gênero nos documentos oficiais, dentre outras."<br><br>"... há elementos de transfeminismo nos movimentos de travestis e transexuais, mas que alguns pontos levantados pelo transfeminismo desarticulam pautas históricas daquele movimento."<br><br>"No Brasil o movimento de travestis e transexuais resistiu a esse termo (transgênero) e ele foi absorvido quase como uma terceira identidade, enquanto o transfeminismo teria uma posição diferente, reivindicando o uso do termo como foi proposto por Feinberg (2006) e é utilizado em outros países."<br><br>"Para evitar confusões ou conflitos com o movimento de travestis e transexuais, bem como por acreditar ser um termo mais adequado, o coletivo do facebook transfeminismo tem preferido o uso do termo trans*."<br><br>"A luta desses movimentos seria um marco histórico que possibilitou a própria emergência do próprio pensamento transfeminista. Aline lembra que a relação entre movimentos/correntes na realidade é uma relação entre pessoas e cada pessoa traria para dentro de seu movimento as relações passadas que possuiu com outros movimentos."<br><br>"Segundo viviane v. haveria ainda uma outra diferença a ser apontada entre transfeminismo e movimentos de travestis e transexuais. Em geral, as pessoas que se identificam como transfeministas tendem a ser, em comparação com o movimento de travestis e transexuais, de uma geração mais nova, de uma classe mais alta e com maior nível educacional, enquanto o movimento de travestis e transexuais seria composto majoritariamente por meninas que “vieram da rua, da pista”."<br><br>"A relação com o movimento LGBT também seria marcada por algumas tensões. Acusam o movimento de não representarem todas as identidades abarcadas pela sigla LGBT, configurando-se na realidade em um movimento majoritariamente de gays e de forma secundária de lésbicas. As pessoas trans* seriam utilizadas dentro do movimento para angariar apoio, mas na hierarquia das pautas, aquelas específicas para pessoas trans* seriam secundarizadas e as primeiras a serem deixadas de lado em negociações. Denunciam ainda o fato de o movimento taxar as violências contra pessoas trans* de homofobia, quando se trataria de transfobia, uma forma específica de violência."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-29 11:24:36 UTC</pubDate>
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         <title>Thiago Coacci Rangel Pereira</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2011), mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (2014) e doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (2018). Foi professor substituto da Universidade Federal de Minas Gerais no departamento de Ciência Política (2018-2019). Integra a Comissão de Diversidade Sexual da OAB-MG, da qual foi membro fundador e ocupou o cargo de Vice-Presidente. Criador e host do Larvas Incendiadas, um podcast quinzenal de divulgação científica de estudos de gênero e sexualidade. Atua principalmente nos seguintes temas: Movimentos Sociais; Produção de Conhecimento; Gênero e Sexualidade; Transexualidade e Travestilidade; Direitos Humanos; Teoria Queer e Feminista.<br><br>"Por concordar com Haraway (1995) que <strong>todo saber é localizado</strong> e que por isso a objetividade científica deve ser compreendida como um imperativo ético-feminista de posicionar-se, de <strong><mark>explicitar o seu local de fala</mark></strong>, tomo como procedimento metodológico importante deixar claro que sou um <strong>homem, gay, branco e cisgênero, acadêmico e militante feminista e de diversidade sexual</strong>."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-29 11:26:59 UTC</pubDate>
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         <title>Cotas Trans: Quais devem ser os critérios de utilização? - viviane v.</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um <strong>debate </strong>sobre o <strong><mark>acesso de pessoas trans</mark></strong> na UNEB / UFBA (Coletivo De Transs pra Frente)</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.facebook.com/msvivianev/posts/10157102608693270" />
         <pubDate>2020-10-29 12:16:53 UTC</pubDate>
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         <title>Transfeminismo</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Link: https://transfeminismo.com</div>]]></description>
         <enclosure url="https://transfeminismo.com" />
         <pubDate>2020-10-29 12:30:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/872840073</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-29 12:33:07 UTC</pubDate>
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         <title>Viviane Vergueiro (vivi)</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/873111175</link>
         <description><![CDATA[<h1>Transfeminista, Pesq. em ids. de gênero (NuCuS), Doutoranda em Gênero Mulheres e Feminismos (PPGNEIM - UFBa)</h1><div><em>Fonte</em>: https://www.youtube.com/watch?v=OoM1ZeWkQiU</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=OoM1ZeWkQiU" />
         <pubDate>2020-10-29 13:43:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Travestis e transexuais: a importância do ato no Center 3&quot; (2014)</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/873167514</link>
         <description><![CDATA[<div>"... Já <strong><mark>Aline Freitas</mark></strong>, uma das mulheres transexuais que sofreu com piadas dos seguranças, fez um importante grito de ordem, que repetido por todos os presentes: “<strong>Nós existimos, nós sobrevivemos e somos vitoriosas pelo feito de permanecer vivas no Brasil, o país com o maior índice de assassinato de trans no mundo. Sobrevivemos em nossa infância, sobrevivemos na escola, às agressões de alunos e professores. Sobrevivemos à violência física ou verbal dentro de nossas próprias famílias. Sobrevivemos às dificuldades de conseguir emprego. Hoje, estamos aqui para mostrar que estamos em todos os lugares, que não nos esconderemos mais nas noites. Vocês terão que lidar conosco no dia a dia, nos ambientes públicos, nas escolas, nas universidades. E quando tentar nos afastar, nos verá protestando nas ruas e em espaços públicos como este</strong>”. <br><em>Fonte:</em> http://desacato.info/travestis-e-transexuais-a-importancia-do-ato-no-center-3/</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/8Jfsmf12L_4" />
         <pubDate>2020-10-29 13:56:20 UTC</pubDate>
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         <title>📹Toda mulher nasce chovendo | Histórias de ter.a.pia #20</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/874461329</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=ocYtwZfiq_Q" />
         <pubDate>2020-10-29 18:35:07 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;O que a história não diz não existiu: a lesbiandade em suas interfaces com o feminismo e a história das mulheres&quot; - Patrícia Lessa</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/916347861</link>
         <description><![CDATA[<div>"Os <strong><mark>registros da história</mark></strong> [...] são <strong>discursos produzidos e produtores de verdades</strong>. [...] Naqueles registros que procuram tornar<strong> invisível a existência lesbiana</strong>, é possível identificar os traços que marcam a <strong><mark>hierarquização sexuada da sociedade, </mark></strong>está por sua vez, desconstruída pelas teorias feministas ao longo de seus embates e debates políticos e teóricos."<br>"A reviravolta no campo histórico, que ao abordar a temática dos excluídos e com o desenvolvimento da história cultural, preocupada com as identidades coletivas, criou as condições e contribuiu para o desenvolvimento da história das mulheres. Não uma <strong><mark>história da mulher,</mark></strong> no sentido universalizante, que impede de ver a <mark>diversidade (sexual, étnica, racial, religiosa, etc</mark>), mas uma história no <strong><mark>plural</mark></strong>, atenta as <strong>diferenças e marcada pelos conflitos e debates feministas</strong>."<br>"<mark>Ao dizer que ninguém nasce mulher</mark>, mas torna-se, <mark>Beauvoir </mark>questiona o ideário da essência feminina, tão caro aos tratados científicos e filosóficos. Porém, sua posição quanto à homossexualidade feminina possui aspectos contraditórios que, nos dizeres de Navarro-Swain (1999), a respeito do capítulo dedicado ao <mark>lesbianismo</mark>: “o traço mais marcante desse texto poderia ser a referência maior e constante ao homem, às relações heterossexuais e sua ‘normalidade’ em suas reflexões sobre o <strong>lesbianismo</strong>” (1999, p. 114). O <strong>feminismo em Simone de Beauvoir</strong> estava, portanto, carregado de discursos<strong> calcados na normalidade</strong> e no <strong>moralismo heterossexista</strong>."<br>"O <strong>Feminismo </strong>como <strong>marco epistemológico e político</strong> possibilitou-nos pensar na <strong><mark>organização sexuada e hierárquica da sociedade</mark></strong>. Sociedade polarizada em opostos como a verdade e o erro, a lucidez e a loucura, a beleza e a feiúra, o macho e a fêmea. Essa <strong><mark>organização binária do social </mark></strong>toma um pólo como parâmetro para pensar seu “oposto”. “A mulher” pensada como oposto complementar ao homem foi marcada com o selo do natural, da passividade, da sensibilidade, da fragilidade (Navarro-Swain, 2000b)."<br>"Já desde os anos 70, autoras como Monique Wittig e Adrienne Rich falavam das <strong>lésbicas </strong>como uma <strong>identidade política</strong>, como uma estratégia que quebra o <strong><mark>binarismo </mark></strong>do social, pois que existe uma impossibilidade material dessa polaridade se pensarmos que é uma relação onde o “homem”, pólo superior da <strong><mark>relação heterossexista</mark></strong>, não está presente. É justamente a ausência do masculino na relação entre mulheres a causa de sua <strong>recusa ou mesmo deturpação</strong> ao longo da história. Por isso, a experiência lésbica é um dos solos onde a <strong><mark>heterossexualidade compulsória</mark></strong> não poderá manter-se em pé."<br>"Os <strong>Feminismos </strong>tanto em suas ações como nas suas teorias vieram <strong>sacudir as evidências dos</strong><strong><mark> modelos totalitários de seres humanos</mark></strong> e por isso <strong>questionam e apontam os perigos de um </strong><strong><mark>modelo</mark></strong>, pois mesmo as homossexualidades correm o risco de padronizarem comportamentos através da apologia do verdadeiro gay, da verdadeira lésbica, do verdadeiro travesti, do verdadeiro transexual. Se nós, lésbicas, formos pensar <strong><mark>o que nos une nesta categoria</mark></strong>, será que chegaremos a um lugar comum? Somos muitas. <strong>Somos brancas, negras, amarelas, jovens, idosas, trabalhadoras, desempregadas, apaixonadas, somos tantas quantas são as possibilidades de ser</strong>... o que nos une então? Podemos dizer que é da ordem do político, pois a <strong><mark>invisibilidade </mark></strong><strong>causa profundos danos aos personagens sociais</strong>. <strong>Danos e problemas de toda ordem: jurídicos, de atendimento médico, de auto-estima, de exclusão e abandono</strong>."<br>"<strong>O que é a mulher?</strong> [...] pois ‘mulher’ tem significado apenas em sistemas de pensamento heterossexuais e em sistemas econômicos heterossexuais. <strong><mark>As lésbicas não são mulheres.</mark></strong>" (Wittig, 1980).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 13:38:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Uma análise Lésbica-Feminista sobre a Heterossexualidade Compulsória&quot; - Larissa P. Martins</title>
         <author>silviarac</author>
         <link>https://padlet.com/silviarac/nb4z7szl9e44nrxi/wish/916462888</link>
         <description><![CDATA[<div>"A <strong><mark>heterossexualidade compulsória</mark></strong>, enquanto um sistema político que do<strong>mina e tira o poder das mulheres</strong> é um dos fatores principais para que <strong>haja conflitos</strong> dentro do <strong>movimento feminista entre as lésbicas e heterossexuais</strong>. [...] este trabalho busca <strong>problematizar </strong>a <strong>heterossexualidade compulsória</strong> enquanto <mark>manutenção do patriarcado </mark>que contribui para o<strong> enfraquecimento das relações entre mulheres</strong>, sejam elas afetivas/sexuais ou não. Contribuindo assim, para a <strong><mark>invisibilidade das lésbicas</mark></strong> tanto na história oficial, quanto nos espaços e estudos feministas."<br>"Ao pensarmos na sujeita do <strong>feminismo</strong>, pensamos na construção de uma <strong><mark>sujeita “mulher”</mark></strong>, no entanto, assim como nos traz Judith Butler (2016), ao aprofundarmos nossos estudos sobre feminismos percebemos que uma sujeita “mulher” não consegue <strong>sustentar todas as particularidades presentes no que é ser mulher</strong>. Somos atravessadas por demais <strong><mark>questões sociais</mark></strong> como a <strong>raça/etnia, classe, sexualidade, cultura, etc., que nos tornam múltiplas</strong>."<br>"Uma outra escolha <strong>política-metodológica</strong> é a utilização do termo <strong><mark>lesbianidade </mark></strong>ao invés de <strong><mark>lesbianismo</mark></strong>, levando em consideração que o sufixo “ismo” ainda é fortemente utilizado para <strong>patologizar a homossexualidade</strong> (masculina e feminina). Entendo, assim como Norma Mogrovejo (2004), a <strong>lesbianidade </strong>enquanto um<strong> ato político</strong> e não apenas uma denominação para <strong>relacionamentos sexuais e afetivas entre mulheres</strong>."<br>"De acordo com Irina Bacci (2016), a <strong><mark>história da lesbianidade</mark></strong> é uma <strong>história clandestina, ignorada e marcada por invisibilidades</strong>."<br>"Wittig mostra é que a <strong><mark>heterossexualidade </mark></strong>(1) <strong>não é natural, mas social</strong>, (2) <strong>não é uma prática sexual, mas uma ideologia</strong>, que ela chama de “o pensamento straight [hétero]”, e, sobretudo, (3) que está <strong>ideologia </strong>que é a <strong>base da opressão patriarcal das mulheres, de sua apropriação pelos homens</strong>, é fundamentada na crença fervorosa e incessantemente renovada na existência de uma <strong>diferença dos sexos</strong> (FALQUET, 2012, p.22)."<br>"Tal <strong><mark>sistema </mark></strong>pode ser considerado o<strong> principal fator</strong> que <strong>separa </strong>as <strong>feministas lésbicas e heterossexuais</strong>, uma vez que tende através de uma<strong><mark> ideologia do medo</mark></strong>, colocar as <strong>feministas heterossexuais contra as lésbicas</strong>, principalmente aquelas que rompem com a <strong><mark>heteronormatividade</mark></strong>. Navarro-Swain (1999) argumenta que a <strong><mark>lesbianidade </mark></strong>no movimento feminista aparece como a <strong><mark>radicalização extrema da recusa de um mundo patriarcal</mark></strong>. Curiel (2013) vê a <strong><mark>lesbianidade </mark></strong>enquanto uma <strong>posição política </strong>que também vai <strong>contra a uma cultura patriarcal</strong>. Dessa forma, a <strong>lesbianidade se torna um perigo para o </strong><strong><mark>sistema heterossexistas</mark></strong><strong>.</strong>"<br>"Rich (2010) faz uma <strong>crítica </strong>as<strong> feministas heterossexuais</strong> que leem, escrevem e ensinam partindo de uma <strong><mark>perspectiva heterocentrada</mark></strong>, não reconhecendo uma das <strong>bases de sua própria </strong><strong><mark>opressão</mark></strong>. Mas é justamente o temor de tal reconhecimento que faz com que socialmente se crie uma <strong><mark>cultura do medo</mark></strong> sobre a lésbica. Mogrovejo (2004) argumenta que a <strong><mark>lesbianidade </mark></strong><strong>é mais oprimida e negada pela sociedade do que a homossexualidade masculina</strong> pois uma sociedade baseada no <strong><mark>heterossexismo </mark></strong>teme a união e autonomia de mulheres."<br>"O <strong><mark>feminismo</mark></strong>, por ser uma <strong>ideologia política de libertação das mulheres em uma luta pela</strong><strong><mark> igualdade de gênero</mark></strong>, também é outro risco para este <strong><mark>sistema de heterossexualidade obrigatória</mark></strong>. Assim, cria-se um discurso vinculado ao <strong><mark>medo lésbico</mark></strong> de que <strong>toda feminista é lésbica, é “anti-homem”</strong>, e mal amada, fazendo com que parte das <strong>mulheres neguem o movimento feminista</strong>. Do mesmo modo, faz com que <strong>feministas heterossexuais neguem a importância das </strong><strong><mark>lesbofeministas</mark></strong><mark> </mark>acreditando que a participação delas fossem, de alguma forma, <strong>deslegitimar o movimento</strong>. Dessa forma, a manutenção do <strong><mark>sistema heterossexista</mark></strong> vai sendo feita, e consequentemente, vai<strong> dividindo a potencial força da união das mulheres.</strong>"<br>"Nesse sentido a <strong><mark>heterossexualidade obrigatória </mark></strong>serve também como <strong>manutenção do capitalismo</strong>, fazendo com que mulheres sirvam tanto como <strong>meio de reprodução quanto de mão de obra</strong>. Colocando todas as mulheres (sejam elas heterossexuais ou não) em uma<strong><mark> cultura heterossexista</mark></strong>, o homem cria através de ideologias e narrativas um exemplo de “como ser uma boa mulher”, fazendo com que estas busquem se enquadrar o máximo possível a tal padrão. Dessa forma, assim como afirma Wittig (2006)<strong><mark> a lésbica não é uma mulher,</mark></strong> uma vez que rompe com toda a estrutura e narrativa criada pelo homem do que é ser uma mulher."<br>" [...] as <strong>lésbicas </strong>sempre estiveram ativas dentro do <strong>movimento feministas</strong> assim como em seus estudos, trazendo como<strong> importante contribuição o questionamento</strong> sobre a <strong><mark>heterossexualidade obrigatória</mark></strong> como um <strong>sistema político que oprime as mulheres</strong>."<br>" [...] os <strong><mark>conflitos </mark></strong>entre <strong><mark>lesbofeministas e feministas heterossexuais</mark></strong> dentro do <strong>movimento feminista </strong>não se dá por acaso. Foi construída através de narrativas, <strong>ideologias e culturas heterossexistas </strong>para continuar <strong>assegurando a soberanidade do homem</strong> e uma <strong><mark>sociedade patriarcal</mark></strong>, <strong>dificultando a união entre mulheres</strong>, seja ela afetiva/sexualmente ou enquanto um movimento de luta."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 14:04:03 UTC</pubDate>
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         <title>Mulher gay, não. Eu sou lésbica!</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 14:38:59 UTC</pubDate>
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         <title>“A mulher lésbica soma opressões: por ser mulher e por ser lésbica”</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 14:40:03 UTC</pubDate>
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         <title>Mês da Visibilidade Lésbica: mulheres compartilham histórias de preconceito</title>
         <author>silviarac</author>
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         <description><![CDATA[<div>Oito relatos mostram como é o impacto da falta de informação e da discriminação. Muitas vezes, a intolerância está dentro de casa</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 14:41:02 UTC</pubDate>
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         <title>Problema de saúde por falta de informação dos médicos</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 14:41:50 UTC</pubDate>
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         <title>Marido se descobre mulher trans, mulher se revela lésbica e mantêm o casamento</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 14:44:17 UTC</pubDate>
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         <title>Aos 29 anos, Samantha fala como é ser uma mulher transexual lésbica</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 14:47:50 UTC</pubDate>
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         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 14:55:04 UTC</pubDate>
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         <title>AJ é uma pessoa não-binária. Isso quer dizer que ela não se enxerga nem homem, nem mulher.</title>
         <author>silviarac</author>
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         <pubDate>2020-11-12 17:35:05 UTC</pubDate>
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